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  • Filme

    Meg: Atrizes de Resident Evil vão enfrentar tubarão pré-histórico

    23 de agosto de 2016 /

    A atriz chinesa Li Bingbing, que interpretou Ada Wong em “Resident Evil 5: Retribuição”, e a australiana Ruby Rose, que estrela o vindouro “Resident Evil 6: O Capítulo Final”, se juntaram a Jason Statham (“Velozes e Furiosos 7”) no elenco de “Meg”, informou o site The Hollywood Reporter. Meg é uma estrela literária, que tem sua própria franquia, iniciada em 1997 por Steve Alten e que já dura sete livros. Na maioria dos livros, o protagonista é Jonas Taylor (papel de Statham), um paleobiologista que estuda a espécie de tubarão Megalodon, um dos maiores predadores conhecidos da pré-história. A produção da Warner Bros. vai mudar a localização da primeira aparição de Meg, que nos livros surgiu na costa da Califórnia. Desta vez, ela vai aparecer na China, uma alteração que visou fechar uma parceria financeira (com a Gravity Pictures). Isto também ajuda a contextualizar a participação de Li Bingbing. Além dos atores citados, o elenco também já confirmou Rainn Wilson (série “The Office”), Masi Oka (série “Heroes”) e Jessica McNamee (“Para Sempre”). A adaptação tem roteiro de James Vanderbilt (“O Espetacular Homem-Aranha”) e será dirigida por Jon Turteltaub (“A Lenda do Tesouro Perdido”), com estreia marcada para março de 2018.

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  • Filme

    Jason Statham vai enfrentar tubarão pré-histórico gigante

    17 de abril de 2016 /

    O ator Jason Statham (“A Espiã que Sabia de Menos”) vai precisar usar mais que seus punhos para vencer seu próximo oponente cinematográfico. O site The Hollyood Reporter informou que o astro de ação assinou contrato para estrelar a adaptação do livro sobre o tubarão pré-histórico Meg. Meg é uma estrela literária, que tem sua própria franquia, iniciada em 1997 por Steve Alten e que já dura sete livros. Na maioria dos livros, o protagonista é Jonas Taylor, um paleobiologista que estuda a espécie de tubarão Megalodon, um dos maiores predadores conhecidos da pré-história. A produção da Warner Bros. vai mudar a localização da primeira aparição de Meg, que nos livros surgiu na costa da Califórnia. Desta vez, ela vai aparecer na China, uma alteração que visou fechar uma parceria financeira (com a Gravity Pictures). O projeto da adaptação existe desde a época do lançamento do primeiro livro, quando a Disney chegou a encomendar um roteiro a Belle Avery e Dean Georgaris (ambos do remake de “Sob o Domínio do Mal”). Na ocasião, a produção não foi adiante porque, ironicamente, a Warner lançou um filme similar, “Do Fundo do Mar” (1999). A nova versão está sendo escrita por James Vanderbilt (“O Espetacular Homem-Aranha”) e será dirigida por Jon Turteltaub (“A Lenda do Tesouro Perdido”). A produção ainda não tem previsão de lançamento.

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  • Filme

    Conspiração e Poder revela-se o anti-Spotlight, desnudando o mau jornalismo

    31 de março de 2016 /

    Boa parte das resenhas de “Spotlight – Segredos Revelados” chamou atenção para o fato de que aquele jornalismo investigativo, que demanda tempo para apurar uma reportagem à fundo, era uma espécie em extinção nestes dias de imediatismo online. Pois “Conspiração e Poder” se qualifica como o anti-“Spolight”. Também inspirado numa reportagem verídica da década passada, o longa, que marca a estreia na direção do roteirista James Vanderbilt (“O Espetacular Homem-Aranha”), mostra o que acontece quando a pressa para se produzir uma reportagem, visando sair na frente da concorrência com um furo exclusivo, vira um desserviço ao público. “Conspiração e Poder” dramatiza os bastidores de uma reportagem de 2004, produzida para o programa “60 Minutes” do canal CBS, apresentado, na época, por Dan Rather (Robert Redford, de “Capitão América 2”), uma espécie de lenda nos telejornais dos Estados Unidos, que emanava credibilidade no ar desde os anos 1960. Imagine uma denúncia do “Fantástico” na época de Sergio Chapelin para se ter a dimensão do impacto de uma notícia exibido no programa. Um escândalo em potencial, envolvendo o histórico de George W. Bush na Guarda Nacional, que teria aproveitado seus parentes importantes para evitar servir durante a Guerra do Vietnã – quando o alistamento era compulsório – , chega às mãos da produtora do programa, a jornalista Mary Mapes (Cate Blanchett, de “Carol”), que, pressionada a tomar uma decisão rápida, decide priorizar o deadline do programa sobre a checagem de fatos. O resultado vai ao ar sem o tempo necessário para sua apuração. E se prova calunioso. Num caso típico de mau julgamento, Mary, que havia vencido um prêmio por sua denúncia de abusos cometidos por militares americanos na prisão iraquiana de Abu Ghraib, teve sua ideologia explorada para cair numa cilada. Acreditando ser capaz de mudar os rumos da vindoura eleição presidencial com a informação exclusiva, sua decisão teve efeito inverso, fortalecendo o candidato do Partido Republicano, conforme a notícia começa a ser refutada pelos fatos, questionada primeiramente por blogs e depois por outras redes de televisão. Sem checar a intenção de sua fonte, a produtora fez sensacionalismo básico, queimou seu programa e acabou com a longa carreira de Rather, além de ter ajudado, por tabela, a eleger Bush como Presidente dos EUA. Mary Mapes nunca mais trabalhou com telejornalismo. Mas escreveu um livro sobre o caso, que é a base do filme. Por isso, seu ponto de vista domina a história, que busca, a todo o instante, justificar suas ações, a ponto de querer insinuar que a verdadeira conspiração foi desacreditar a reportagem. Bulshit das grossas, mas não deixa de ser ilustrativo de uma tendência: quando pego numa mentira, jornalistas insistem em seu ponto de vista até que isso comece a parecer verdade. Entretanto, ainda que o jornalismo imparcial seja um mito propagado por donos de empresas jornalísticas, o Jornalismo profissional é real e tem regras muito claras. E quando elas não são seguidas, alguém paga por isso – uma pessoa física, não a própria empresa, como demonstra o filme. É importante reparar, sobretudo, como “Conspiração e Poder” foi ofuscado por “Spotlight” nos cinemas americanos. Fez ridículos US$ 2,5 milhões durante toda a sua exibição, entre outubro e fevereiro, contra os US$ 44,4 milhões de “Spotlight”. Além disso, “Conspiração e Poder” não foi indicado a prêmio algum. Nem sequer a performance de Cate Blanchett chamou atenção, colocada para escanteio por suas diversas indicações por “Carol”, na temporada de premiações passada. Já “Spotlight” venceu o Oscar de Melhor Filme do ano. Filmes sobre vencedores têm, é verdade, maior apelo que filmes sobre perdedores. Mas as derrotas embutem lições melhores, como qualquer filósofo de botequim é capaz de demonstrar. Por isso, se o jornalismo idealizado ganha os prêmios, o mau jornalismo rende os melhores filmes, como “Abutre” em 2013. Embora “Conspiração e Poder” não chegue a tanto – não vai virar clássico ou cult – , ao menos joga uma luz necessária sobre as conspirações que se escondem por trás das manchetes das notícias. Sem esquecer que um filme que junta Robert Redford e Cate Blanchett merece, nem que seja durante a projeção de seus créditos, alguns aplausos.

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