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    Maitê Proença se manifesta sobre chilique de Regina Duarte

    7 de maio de 2020 /

    A atriz Maitê Proença explicou, em live no Instagram, que queria apenas pedir a Regina Duarte para que ouvisse a classe artística, no vídeo que a secretária de Cultura fez questão de ignorar durante sua polêmica entrevista no canal pago CNN Brasil. Regina chegou a dar um chilique durante a entrevista, exibida ao vivo na tarde desta quinta (7/5), devido à mensagem gravada pela colega. No vídeo que Regina não quis ver, Maitê fez um desabafo. “A Cultura está perplexa com a falta de informação com o que tem sido feito: o proposto daquilo que foi prometido, o proposto. É inexplicável o silêncio sobre uma política para o setor. Nós estamos sobrevivendo de vaquinhas. Nesse túnel comprido, e sem futuro a vista para arte, que afinal, se faz juntando gente. Mas, afinal, até quando isso vai se sustentar. São muitos poucos os que têm reservas financeiras para milhares [de artistas] que estão à míngua. Enquanto isso, morrem os nossos gigantes: Rubens, Aldir… Nenhuma palavra de nosso presidente, de nossa secretária. Regina, eu apoiei desde o início o seu direito a posição que divergia da maioria. Regina, fala com a gente”, disse Maitê. Em sua live, Maitê explicou que era “um pedido para que ela converse com a classe dela, só isso”. “É o que ela devia ter feito. Ela não entrou ontem [no governo], está há dois meses. É hora de ter um plano, de conversar, de falar que está tentando e dar alguma satisfação”, continuou. Para Maitê, Bolsonaro demonstra não admirar a Cultura, porque fica falando que as artes roubam dinheiro com a Lei Rouanet. A atriz ainda lembrou que defendeu a colega de profissão em janeiro, dizendo que Regina “seria a melhor escolha para o comando da pasta”. “E achei realmente que, como gosto dela e a defendi para toda a classe, meti minha mão no fogo [na época]. A ponto das pessoas imaginarem que meu voto tinha ido para o mesmo lugar [para Bolsonaro], mas ainda assim ela não quis ouvir”, lamentou Maitê, afirmando ainda que Regina não ouviu direito seu recado e presumiu que fosse algo antigo. Isto, de fato, aconteceu. Regina Duarte deu chilique e ficou falando o tempo inteiro em que Maitê apareceu no vídeo, chegando a retirar o ponto do ouvido para não saber o que a colega tinha a dizer. Por incrível que pareça, esse não foi o comportamento mais triste da secretária de Cultura durante a entrevista. Antes de perder a compostura, ela também relativizou a tortura da ditadura militar, defendeu o período de exceção e chegou até a cantar uma música ufanista da época da repressão, sugerindo que aquele tempo era “gostoso”. As opiniões da ex-atriz deram força à hashtag #ForaRegina nas redes sociais. Criada por bolsominions que consideram Regina “esquerdista”, ela foi assumida por todos os demais espectros políticos do Twitter. Confira a entrevista polêmica aqui. E veja abaixo a íntegra do vídeo gravado por Maitê Proença para a CNN.

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    Após entrevista na CNN, #ForaRegina esfria na direita e esquenta em todo o resto

    7 de maio de 2020 /

    A campanha #ForaRegina, criada por bolsomions para fritar a “esquerdista” Regina Duarte na secretaria da Cultura, mudou de mãos. Após a polêmica entrevista da ex-atriz à CNN Brasil nesta quinta (7/5), os radicais extremo-bolsonaristas diminuíram o volume diário de críticas, demonstrando aprovação de sua fala, que relativizou a tortura da ditadura militar, defendeu o período de exceção, entoou música ufanista da época da repressão e completou com um chilique digno de Bolsonaro. Mas a tag voltou a subir nos trend topics, desta vez incentivada pelos demais usuários do Twitter, da direita não bolsonarista à esquerdistas autênticos. Até artistas entraram na campanha, como a veterana companhia teatral gaúcha Ói Nóis Aqui Traveiz. Repare abaixo. Para se diferenciar da tag da direita, também foram criadas as campanhas #ForaReginaDuarte e #ReginaALouca. Apareceu pra isso Regina?#ATAC #SomosTrabalhadorasDaCultura #SomosTodosTrabalhadoresDaCultura #forabolsonaro #foraregina #ditaduranuncamais https://t.co/sG8URD6ctC — Ói Nóis Aqui Traveiz (@oinois) May 7, 2020

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    Regina Duarte dá chilique em sua entrevista mais conturbada

    7 de maio de 2020 /

    A secretaria especial da Cultura, Regina Duarte, resolveu se alinhar totalmente com o governo Bolsonaro. Um dia após ter sido supostamente enquadrada pelo presidente, ela deu sua entrevista mais conturbada, com direito a imitar Bolsonaro até no modo de ficar indignada com a imprensa. A guinada (ainda mais) para a direita busca garantir sua permanência no cargo, apesar da campanha #ForaRegina, impulsionada por bolsonaristas mais radicais, permanecer firme nas redes sociais. Na entrevista ao jornalista Daniel Adjuto, da CNN, em seu gabinete em Brasília, a ex-atriz demonstrou ter adentrado de vez o mundo paralelo que só existe entre os bolsonaristas. O desempenho surreal pode até ter revertido a rejeição da minoria fanática, mas às custas de um provável aumento na rejeição entre profissionais da classe artística e principalmente dos brasileiros preocupados com a realidade, que ainda são maioria no país. “Demissão? Que demissão?”, chegou a dizer, teatralmente. “Lá fora, pelo menos, as pessoas parecem ter uma ansiedade em me verem fora. Falam ‘agora ela cai, agora ela cai’. Está um clima super bom, ele estava leve”, disse Regina, tratando como “ele” o peso-pesado do Planalto. Assim como fez o agora ex-Ministro da Saúde, ela descartou se demitir do governo de Jair Bolsonaro e anunciou que continua no cargo. Depois de 60 dias à frente da secretaria de Cultura, onde não fez nada, nem sequer emitiu notas sobre talentos brasileiros perdidos nos últimos dias, Regina Duarte finalmente disse o “sim” que Jair Bolsonaro queria ouvir. Como prova do alinhamento, a ex-atriz de 73 anos minimizou até as mortes causadas pela ditadura militar (1964-1985). “A humanidade não para de morrer. Se você fala em vida, tem morte. Stalin, quantas mortes? Hitler, quantas mortes? Não quero arrastar um cemitério de mortos nas minhas costas. Não desejo isso para ninguém. Sou leve, viva, estamos vivos, vamos ficar vivos”, afirmou. Regina repercutia uma crítica do ator Paulo Betti, que classificou como uma “perda muito grande” para a carreira profissional dela ter entrado no governo – que a revista científica britânica The Lancet acaba de definir como “maior ameaça” para a saúde do Brasil. “Acho essa coisa de esquerda e direita tão abaixo do patamar da Cultura. Apoio o governo porque acho que ele era e continua sendo o melhor. Se olhar pro retrovisor, vou dar trombada, olhar pra frente, ser construtivo e amar o país. Ficar cobrando coisas que aconteceram nos anos 60, 70, 80? Vamos embora pra frente? Pra frente Brasil… salve a seleção”. E começou a cantar a música que embalou a campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1970, contradizendo justamente o que acabara de dizer. Uma volta pra trás. Uma música da ditadura. O comentário superficial, que a trilha improvisada pendeu para esquizofrenia, ainda foi completado por uma analogia de aprovação da ditadura. “Não era gostoso cantar isso?” Constrangido, o entrevistador tentou argumentar que, no período da ditadura, muitas pessoas foram torturadas, censuradas e até mortas. “Se você falar vida, do lado tem a morte. Sempre houve tortura, censura. Sou leve, estou viva. Estamos vivo, vamos ficar vivos? Não vive quem fica arrastando cordéis de caixões”, ela retrucou. Até o âncora Reinaldo Gottino se manifestou diante da relativização das torturas. “Acho que a gente não pode minimizar a questão da ditadura, isso tem que ficar claro”, interferiu ele. Recusando-se a “carregar um cemitério”, ela também disse que a covid-19, que já matou mais de 8 mil pessoas no país, tem trazido “morbidez” aos brasileiros, que só falam sobre isso. Assim como Bolsonaro já tinha dito que não era coveiro, Regina afirmou que não era “obituário”, ao ser cobrada pela falta de pronunciamentos sobre os falecimentos de artistas ilustres. “Será que eu vou ter que virar obituário? Quantas pessoas a gente está perdendo? Teve uma semana que foram três. Tem pessoas que eu não conheço. Aldir Blanc eu admiro, mas não conheci.” “O país está cultuando a memória deles, não precisa da Secretaria de Cultura. Pode ser que eu esteja errando, vou me corrigir. Não fiz por mal, peço desculpas, falei com as famílias, lamentei a perda… Nessa hora a pessoa que está mais constrangida pela perda é a família, e eu queria falar com elas diretamente, não por um papel timbrado da Secretaria”, justificou a ex-atriz. Cobrada pela âncora Daniela Lima, ela afirmou: “Se eu estiver sendo cobrada significativamente por uma população que quer ser informada por cada óbito, eu abro um obituário. Não tem nenhum problema”. Em vários países, não só secretários de Cultura, mas presidentes e primeiros-ministros se manifestam publicamente diante de perdas importantes. O registro público também é uma satisfação para as famílias, além de deixar claro o reconhecimento aos grandes artistas. A opção de fazer isso de forma privada sugere o contrário, que se trata de um reconhecimento envergonhado, escondido, nunca às claras, como se houvesse perseguição do governo até na morte a certas personalidades da arte. Minimizando os problemas que enfrenta para nomear quem quer que seja para qualquer função, Regina disse que não sente “resistência do governo”. “Sinto resistência da burocracia, a dificuldade das coisas andarem. Uma nomeação leva quatro semanas, tem que passar por filtros, e filtros burocráticos, não é o que estão pensando”, ressaltou ela. Ao contrário da afirmação, há duas semanas Bolsonaro mandou demitir o pesquisador Aquiles Brayner, indicado por Regina para a diretoria do Departamento de Livro, Literatura e Bibliotecas. Ele caiu apenas três dias após sua nomeação, por não ter passado pelo filtro dos perfis radicais das redes sociais. Regina Duarte tampouco conseguiu nomear seu favorito ao posto de número dois da secretaria, o gestor público e produtor Humberto Braga, que igualmente foi alvo de uma campanha nas redes sociais com acusações de ser um “esquerdista” tentando se infiltrar no governo. Ela enfrenta resistência até às suas demissões. Afastado no dia da posse de Regina, o olavista Dante Mantovani, que acredita que rock é coisa do diabo, foi readmitido como presidente da Funarte por algumas horas na terça-feira (5/5). De manhã, virou novamente chefe da fundação, mas no fim do dia voltou a ser exonerado. Nenhum dos dois atos teve maiores explicações. Entre um e outro, um ex-assessor de Carlos Bolsonaro virou vice-presidente da Funarte sem que Regina soubesse. Na prática, Luciano da Silva Barbosa Querido agora é o presidente interino do órgão. A ex-atriz relativizou até seus problemas com olavistas, que diariamente pedem sua cabeça nas redes. “Eu evito me contaminar com as redes sociais. O presidente me avisou. Ele disse: ‘Tem certeza que você quer aceitar isso que eu estou te propondo? O jogo é muito pesado, você vai virar vidraça, vai levar muita pedrada’. Mas eu tenho minha consciência limpa. Se eu ficar longe, essas pedradas não vão me atingir. Eu tenho uma história, estou tranquila”, minimizou. Poliana, ela chega a ignorar até as críticas diretas do filósofo Olavo de Carvalho, consigliere de Bolsonaro, que já a atacou diversas vezes em seu Facebook. “Se existe, não chega até mim. Li dois livros [dele], no terceiro achei que tinha muito palavrão e parei de ler, não li mais. Não perdi o respeito. Mas não me interessei pelas coisas dele, fala muito palavrão, nomes feios”, rebateu, mostrando-se mais conservadora que o guru dos conservadores tupiniquins. Este método de fingir que não vê, não lê, não ouve e não quer saber foi colocado à prova durante a entrevista, com uma participação por vídeo de uma colega de Regina, a atriz Maitê Proença, que lhe dirigiu críticas à forma como estava conduzindo a pasta da Cultura. “Ai, eu não quero ouvir isso. Acho isso baixo nível. Vai botar uma fala dela?”, reclamou a secretária, que continuou falando durante toda a mensagem e teve o seu áudio cortado. Ela tirou o fone de ouvido com seu retorno e começou a sacudi-lo no ar, em protesto. “Eu não queria ouvir. Vocês estão me obrigando?”, brigou ela assim que seu áudio voltou. “Agora nós estamos ouvindo a senhora”, informou Daniela. “Obrigada! Precisei dar um chilique aqui”, ironizou Regina. “Pra quê [ver o vídeo]? Vai ficar desenterrando mensagem da Maitê Proença de dois meses atrás? Pra que isso? Quem é você? Desculpe, eu não quero ouvir! Ela tem meu telefone, ela fala comigo!”, protestou a secretária. “A Maitê enviou a mensagem pra gente hoje”, rebateu a apresentadora Daniela Lima. “Eu tinha tanta coisa bacana pra falar. Vocês estão desenterrando mortos, vocês estão carregando um cemitério nas costas. Vocês devem estar cansados. Pensei que a entrevista seria com você [Adjuto], mas aí começo a ouvir vozes no meu ouvido. Não foi combinado nada disso”, reclamou. Informado que Regina não falaria mais, Adjuto anunciou que estava encerrando a entrevista, e a mão de um auxiliar da secretária tentou tapar a câmera enquanto ela persistia em falar, reclamando de tudo. Ao retomarem a programação, os âncoras ainda comentaram o fato surreal que se desenrolou ao vivo para todo o Brasil. Veja abaixo o vídeo completo da entrevista bizarra.

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    Regina Duarte é enquadrada por Bolsonaro em meio à campanha #ForaRegina

    6 de maio de 2020 /

    Regina Duarte teria sido “enquadrada” por Jair Bolsonaro na presença de outras pessoas durante uma reunião da pasta da Cultura em Brasília nesta quarta (6/5). Segundo Daniel Adjuto, da CNN Brasil, o presidente disse à secretária da Cultura: “ou você adere às minhas ideias, ao meu governo, que é conservador, ou a porta está aberta”, nas palavras do jornalista. O canal pago também apurou que o ator ex-“Malhação” Mário Frias chegou a ser sondado para o lugar de Regina, que estaria sendo “fritada” pelo governo para pedir demissão. Em entrevista à CNN Brasil, Frias não confirmou a sondagem, mas se disse pronto para assumir a secretaria da Cultura. “Tem coisas na vida que a gente não escolhe. Essa é uma delas. Não tenho medo. Tenho vontade, é a minha área, não tenho pretensão nenhuma de ser o dono da verdade. Tenho muitos amigos que seriam o alicerce para um grande trabalho”, afirmou Frias, que parabenizou os recentes atos pró-governo, dizendo-se emocionado pelas manifestações que pediram fechamento do Congresso, do STF e ainda tiveram agressões a jornalistas. A revista digital Crusoé também ouviu de assessores presidenciais que Bolsonaro exigiu o alinhamento da atriz. Segundo esses relatos, Bolsonaro disse que foi eleito para cumprir uma agenda conservadora e que, se ela discordasse desses valores, poderia pedir para deixar o cargo. Ainda de acordo com a Crusoé, Bolsonaro disse a aliados ter perdido a paciência com a atriz. Ele já teria manifestado várias vezes sua insatisfação com nomeações de pessoas “de esquerda” para a secretaria. O presidente reclamou, em especial, que Regina estaria acatando recomendações de Sérgio Sá Leitão, secretário de Cultura do governo João Doria, um de seus principais adversários políticos. O governo tem paralisado a pasta da Cultura por conta dessas picuinhas. Há duas semanas, Bolsonaro mandou demitir o pesquisador Aquiles Brayner, indicado por Regina para a diretoria do Departamento de Livro, Literatura e Bibliotecas. Ele caiu apenas três dias após sua nomeação, sob pressão de perfis radicais nas redes sociais. Regina Duarte também não conseguiu nomear seu favorito ao posto de número dois da secretaria, o gestor público e produtor Humberto Braga, que igualmente foi alvo de uma campanha nas redes sociais com acusações de ser um “esquerdista” tentando se infiltrar no governo. Ela enfrenta resistência até às suas demissões. Afastado no dia da posse de Regina, olavista Dante Mantovani, que acredita que rock é coisa do diabo, foi readmitido como presidente da Funarte por algumas horas na terça-feira (5/5). De manhã, virou novamente chefe da fundação, mas no fim do dia voltou a ser exonerado. Nenhum dos dois atos teve maiores explicações. Esses fatos são exemplos da sabotagem sofrida cotidianamente por Regina à frente da pasta. Mas não fica só nisso. O próprio presidente dá respaldo para que até subalternos da secretária, como Sérgio Camargo, a achincalhem nas redes sociais. Não por acaso, Bolsonaro convidou pessoalmente Camargo, o polêmico diretor do Instituto Palmares e desafeto de Regina, para participar da reunião com a secretária. Camargo nem sabia do que se tratava. “Ele me ligou, obviamente aceitei o convite”, disse ao jornal O Globo. Ao sair do encontro, Camargo declarou à CNN que Regina Duarte “veio para morar em Brasília”, revelando que ela optou por se submeter, como fizeram alguns ministros antes de serem demitidos. Enquanto isso, aliados do presidente seguem espalhando nas redes sociais que a atual secretária está com os dias contados. Nesta quarta, simpatizantes de Bolsonaro, do AI-5 e do coronavírus subiram a hashtag #ForaRegina. “Espero que o senhor tenha dado uma boa enquadrada na ‘namoradinha do Brasil’ hoje”, escreveu um radical da seita. “Ou ela cumpre com o programa que elegemos nas urnas, ou então, deve ser exonerada imediatamente! #ForaRegina”. “#ForaRegina. O do Turismo tiramos depois!”, acrescentou outro, já preparando a próxima campanha. Nunca é demais lembrar que, para assumir o cargo de secretária de Cultura, Regina atendeu a um pedido pessoal de Jair Bolsonaro e precisou encerrar sua relação contratual de mais de 50 anos com a rede Globo. Ela abriu mão de sua carreira, benefícios e um salário muito maior para atender ao apelo do presidente, acreditando em promessas de “carta branca e porteira aberta” que não foram cumpridas. Mas se sair reclamando, vai virar só mais um Judas (entre muitos) a trair o Messias do Planalto, na perspectiva peculiar de quem trata jornalismo como fake news e fake news como informação.

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    Regina Duarte desabafa: “Tá esquisito, tá muito esquisito”

    5 de maio de 2020 /

    Empossada há dois meses, a secretária Especial da Cultura, Regina Duarte, disse acreditar que está sendo “dispensada” pelo presidente Jair Bolsonaro. “Que loucura isso, que loucura. Eu acho que ele está me dispensando”, desabafou a ex-atriz para uma assessora, em uma conversa que foi gravada acidentalmente pela revista digital Crusoé. Segundo a publicação, o diálogo se deu depois que Regina ficou sabendo que o maestro Dante Mantovani foi renomeado nesta terça-feira (5/5) à presidência da Fundação Nacional de Artes (Funarte). A Crusoé diz ter ouvido a conversa após ligar para a assessora, que atendeu a ligação enquanto falava com a secretária. “Eu já estava esperando. Essa noite eu passei a noite; acordava de uma em uma hora e falava assim: tá esquisito, tá muito esquisito”, diz a atriz em outro trecho da ligação. O áudio divulgado pela revista contém apenas trechos da conversa completa. A nomeação de Mantovani foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (5/5). O ato foi assinado pelo ministro-chefe da Casa Civil, general Braga Netto, apesar de a Fundação ser de competência da pasta de Regina. O mesmo ministro também tinha assinado a demissão de Mantovani, mas porque Regina ainda não tinha assumido como secretária. A demissão do olavista, que ficou conhecido após associar o rock ao aborto e satanismo, aconteceu no dia em que Regina tomou posse. Para quem não lembra, Dante Mantovani é o autor da seguinte pérola: “o rock ativa a droga que ativa o sexo que ativa a indústria do aborto. A indústria do aborto por sua vez alimenta uma coisa muito mais pesada que é o satanismo. O próprio John Lennon disse que fez um pacto com o diabo”. Ele informou à imprensa que foi sondado na semana passada para voltar ao cargo por um assessor do Palácio do Planalto. E que não sabia se Regina Duarte, supostamente sua chefe, foi ao menos avisada. Sua volta ao posto aconteceu na véspera de uma reunião marcada entre Regina e Bolsonaro. Por conta disso, a ex-atriz e todo o mundo especularam que o presidente espera que ela peça demissão no encontro. Mas enquanto a “ala ideológica” (ou terraplanista) festeja a provável queda de Regina, a “ala política” receita o impacto de uma nova crise no governo, prevendo que a nomeação de Mantovani pode se tornar um novo “caso Valeixo”, a gota d’água para fazer Regina Duarte pedir demissão. O constrangimento criado contra a ex-atriz gerou tamanha repercussão – graças a artigos como este – que Bolsonaro já teria voltado atrás. Segundo apurou Eliane Cantanhêde no jornal O Estado de S. Paulo, poucas horas após a publicação no Diário Oficial, o presidente tornou sem efeito o ato que renomeou Dante Mantovani para a presidência da Funarte. Para a colunista, Bolsonaro sentiu pressões de dentro e fora do Planalto para evitar uma nova crise. Entretanto, além de Mantovani, também foi nomeado Luciano Barbosa Querido, ex-auxiliar de gabinete do vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, para o cargo de número 2 da Funarte. Barbosa Querido trabalhou com Carlos na Câmara de Vereadores do Rio desde o início dos anos 2000 até o fim de 2017. A nomeação dele, publicada no “Diário Oficial da União”, foi assinada pelo ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio. Ele também foi empossado no cargo sem consulta à Regina Duarte. Regina e o presidente devem almoçar no Planalto nesta quarta (6/5), num encontro que pode render o anúncio de uma renovação do “casamento” ou do “divórcio”.

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    Bolsonaro tenta forçar demissão de Regina Duarte

    5 de maio de 2020 /

    Após demitir ou levar à demissão seus dois ministros mais populares, Henrique Mandetta e Sergio Moro, agora Jair Bolsonaro se volta a outra integrante de sua equipe para quem prometeu “carta branca” e a quem recebeu no governo com elogios rasgados: a secretária de Cultura, Regina Duarte. O governo de Bolsonaro readmitiu nesta terça-feira (5/5) Dante Mantovani como presidente da Fundação Nacional de Arte (Funarte), uma das primeiras pessoas afastadas na época da posse da ex-atriz da Globo. Para quem não lembra, o olavista Dante Mantovani é o autor da seguinte pérola: “o rock ativa a droga que ativa o sexo que ativa a indústria do aborto. A indústria do aborto por sua vez alimenta uma coisa muito mais pesada que é o satanismo. O próprio John Lennon disse que fez um pacto com o diabo”. Ele informou à imprensa que foi sondado na semana passada para voltar ao cargo por um assessor do Palácio do Planalto. E que não sabe se Regina Duarte, supostamente sua chefe, foi ao menos avisada. Sua volta ao posto desautoriza a atriz. Ela acontece na véspera de uma reunião marcada (para quarta) entre Regina e o presidente, na qual, tudo indica, Bolsonaro espera que ela se demita. Ela também acontece duas semanas após o presidente mandar demitir o pesquisador Aquiles Brayner, indicado por Regina para a diretoria do Departamento de Livro, Literatura e Bibliotecas. Ele caiu apenas três dias após sua nomeação, sob pressão de perfis radicais nas redes sociais. Segundo Brayner, estes extremistas fazem um “grande complô para derrubar qualquer ação legítima no âmbito da cultura”. Regina Duarte também não conseguiu nomear seu favorito ao posto de número dois da secretaria, o gestor público e produtor Humberto Braga, que igualmente foi alvo de uma campanha nas redes sociais com acusações de ser um “esquerdista” tentando se infiltrar no governo. Empossada no cargo no começo de março, Regina Duarte enfrenta ataques e sabotagens diárias do presidente, do “gabinete do ódio” e seus (supostos) líderes extremistas Olavo de Carvalho e Carlos Bolsonaro, além de subalternos como Sérgio Camargo, o polêmico presidente da Fundação Palmares, que tem respaldo de Bolsonaro. Para assumir o cargo de secretária de Cultura, Regina atendeu a um pedido pessoal de Jair Bolsonaro e precisou encerrar sua relação contratual de mais de 50 anos com a rede Globo. Ela abriu mão de sua carreira, benefícios e um salário muito maior para atender ao apelo do presidente, acreditando em promessas que não foram cumpridas. Atualização: A repercussão da nomeação do presidente da Funarte foi tão grande que Bolsonaro mudou de ideia. Leia aqui. Entretanto, além de Mantovani, também foi nomeado Luciano Barbosa Querido, ex-auxiliar de gabinete do vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, para o cargo de número 2 da Funarte. Barbosa Querido trabalhou com Carlos na Câmara de Vereadores do Rio desde o início dos anos 2000 até o fim de 2017. A nomeação dele, publicada no “Diário Oficial da União”, foi assinada pelo ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio. Ele também foi empossado no cargo sem consulta à Regina Duarte.

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    Bruno Barreto prepara documentário sobre bastidores da eleição de Bolsonaro

    3 de maio de 2020 /

    O cineasta Bruno Barreto (“Última Parada 174”) está produzindo e dirigindo “O Capitão”, um documentário sobre a escalada de Bolsonaro à presidência. Segundo o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, o material reunido para a produção contém muitas imagens inéditas dos bastidores da campanha de Jair Bolsonaro e uma entrevista exclusiva de Gustavo Bebianno, dada seis dias antes dele morrer, contando fatos ainda não revelados de sua convivência com o presidente. Barreto registrou dezenas de horas de gravações exclusivas feitas durante o ano de 2018 no QG da campanha — a casa do empresário Paulo Marinho, no Rio de Janeiro. Previsto para estrear em 2021, o filme está atualmente sendo negociado com plataformas de streaming interessadas em sua distribuição.

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    Dinheiro que pode salvar indústria audivisual está bloqueado há 17 meses por Bolsonaro

    2 de maio de 2020 /

    Jair Bolsonaro já demonstrou claramente como gosta de governar: criando crises para causar paralisias setoriais. O caso mais dramático acontece na área da Cultura. Ao tomar posse em Brasília, ele transformou o MinC em Secretaria e a subordinou ao Ministério da Cidadania. Poucos meses depois, trocou tudo de novo, transformando a Cultura num apêndice do Ministério do Turismo. Só que “esqueceu” de completar totalmente a mudança, criando impasses no organograma que deixam a pasta numa espécie de limbo, dividida entre dois ministérios. Paralelamente, Bolsonaro também “esqueceu” de nomear representantes de comitês e agências, vetou renovações de leis de incentivo, impediu patrocínios de estatais e reduziu a importância do secretário especial da Cultura até transformá-lo num cargo figurativo e tapa-buraco. Aliados do presidente espalham nas redes sociais que a atual secretária, Regina Duarte, já estaria com os dias contados. Ela foi empossada sob ataques de bolsonaristas e, dois meses depois, ainda não terminou o processo de definir os novos chefes de fundações, museus, entidades, pastas, etc, devido a vetos daquele que teria lhe dado “carta branca”. Quando cair, quem assumir seu lugar provavelmente recomeçará todas as nomeações de novo, com nova “carta branca” de Bolsonaro. A repetição escancarada do método revela a tática de mudar tudo, o tempo todo, para que nada aconteça e ninguém faça coisa alguma. Esta paralisia por incompetência planejada tem acumulado uma fortuna nos cofres do governo. E ajudado a quebrar setores que Bolsonaro considera inimigos. Em crise desde antes da pandemia do novo coronavírus, graças à suspensão de fontes de verbas que dependiam de liberação estatal, a indústria audiovisual brasileira experimenta uma agonia sem precedentes. Enquanto isso, o governo deixa parado mais de R$ 700 milhões do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual), que deveriam ter sido liberados no começo de 2019. O método das demissões em série, desorganização estrutural e sabotagem assumida fizeram com que o governo Bolsonaro levasse 12 meses para viabilizar a criação do comitê responsável por formular editais e gerir o FSA. E mesmo formado há cinco meses, o comitê ainda não se reuniu uma vez sequer para deliberar sobre a verba – sua função primordial. Por conta disso, o dinheiro que poderia salvar a indústria audiovisual do país está bloqueado há 17 meses sob o caos criado propositalmente pelo governo Bolsonaro. Embora a secretaria da Cultura tenha sido transferida para o Ministério do Turismo, o comitê gestor do FSA ainda está ligado, em seu organograma, ao Ministério da Cidadania. Essa é uma das confusões propositais que impedem o andamento de muitas medidas. São propositais, porque o presidente não faz nada para colocar ordem na situação, apesar de apelos de representantes do setor e provavelmente da própria Regina Duarte. Mas não há pressa. Para manter tudo parado, Bolsonaro só avança para dar ré. Outro exemplo dessa estratégia de rodar parafuso espanado materializa-se na iniciativa de nomear para a Ancine pessoas que o mercado jamais pressionaria para que assumissem logo suas funções. Bolsonaro indicou em fevereiro um pastor, Edilásio Barra, o Tutuca, e a produtora de um festival evangélico, Veronica Blender, para duas de três vagas que estão abertas na diretoria da Ancine desde o ano passado. Nomes sem nenhuma representatividade, quase nulidades no mercado, e até agora nenhum dos dois foi sabatinado pelo Senado. A situação de Blender é até pior. Sua indicação sequer foi enviada para análise pelo Planalto. Com tanta inércia, o dinheiro do FSA continua aplicado e rendendo juros. Estes juros não podem ser revertidos diretamente em novos projetos. Eles são remetidos ao Tesouro Nacional. Como a taxa Condecine, que gera o montante do FSA, não deixou de ser cobrada, os mais de US$ 700 milhões declarados, relativos a taxação da indústria audiovisual em 2018, já dobraram e começam a triplicar. Os números totais não foram revelados. Mas o governo deve ter mais de US$ 1,5 bilhão da indústria audiovisual bloqueados, enquanto o setor quebra. Como o comitê gestor não formula editais nem providencia a gestão dessa verba, a Ancine resolveu formular sua própria política para o dinheiro, propondo emprestar à juros para cineastas e produtores. O dinheiro, que deveria servir como investimento em fomento, viraria assim instrumento bancário. Só que até esse desvio de objeto – pode chamar de acinte – precisaria de aval do comitê gestor… Enquanto isso, a indústria segue quebrando, porque subestima Bolsonaro. Muitos ainda acham que é possível argumentar com o governo do “e daí?”. Já deveria ser evidente que o FSA só será liberado por via judicial.

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    TV Brasil é proibida de fazer homenagem à atriz Letícia Sabatella

    29 de abril de 2020 /

    Uma homenagem à atriz Letícia Sabatella, que aconteceria na TV Brasil no sábado passado, foi cancelada na véspera pela EBC (Empresa Brasil de Comunicação), responsável pela programação do canal. Letícia Sabatella seria tema de uma edição do programa “Recordar é Viver”, que trataria da sua carreira, mas, um dia antes do programa ir ao ar, segundo a apuração do colunista Anselmo Goes, do jornal O Globo, houve uma ordem para que fosse tirado da grade. Em vez do programa sobre a atriz, acabou indo ao ar uma edição sobre o humorista Agildo Ribeiro (1932-2018). Procurada, a EBC informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não vai comentar o caso. Já Sabatella falou ao Globo na tarde desta quarta-feira (29/4), contando que não sabia da homenagem nem da proibição de sua exibição. Questionada sobre a ordem da EBC, ela disse acreditar “fortemente” que foi censura. “A vida de artistas e ativistas tem se tornado cada dia mais difícil e exigido bastante resistência de nossa parte”, comentou. A atriz tem um posicionamento político abertamente contrário ao governo Bolsonaro. Em 25 de março, ela publicou um post nas redes sociais com a frase “Não há álcool gel que limpe as mãos de quem digitou 17”, em referência ao número de Bolsonaro na eleição. “Esse revanchismo demonstra muito medo ou covardia e, por fim, a fragilidade de quem o exerce”, acrescentou. A notícia gerou revolta entre os artistas que lamentam o aparelhamento das instituições pelos bolsonaristas – um processo, ironicamente, igual ao que Bolsonaro condenava nos governos petistas. Um post no Instagram do coletivo 342Artes, liderado pela produtora Paula Lavigne, condenou a ação da EBC. “A democracia segue sendo desrespeitada por Bolsonaro. Vamos nos calar? Toda nossa solidariedade à Letícia”, diz a mensagem do grupo. A publicação foi compartilhada por artistas como Caetano Veloso, Daniela Mercury, Paula Burlamaqui, Dira Paes, Alinne Moraes, Letícia Colin, Bianca Bin, Nathalia Dill, Juliana Alves e Laila Garin. Ver essa foto no Instagram Absurdo! Programa em homenagem à @leticia_sabatella foi censurado da programação da TV Brasil e removido da grade na véspera da exibição. A Democracia segue sendo desrespeitada por Bolsonaro. Vamos nos calar ? Toda nossa solidariedade à Letícia. #342Artes #LeticiaSabatella #censuranuncamais Uma publicação compartilhada por 342 Artes (@342artes) em 28 de Abr, 2020 às 7:50 PDT

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    Panelaços contra Bolsonaro invadem até gravações de vídeos adultos

    28 de abril de 2020 /

    Os panelaços contra Jair Bolsonaro invadiram a pornografia internacional. Brian “Hunk Hands” Crabtree, que se apresenta no portal Pornhub como especialista em dar uma ajuda manual a mulheres, viaja o mundo gravando suas massagens íntimas, e no vídeo de sua passagem pelo Rio, ela chega a interromper uma sessão de sexo oral para perguntar, em inglês: “O que é esse barulho com um monte de gente batendo panelas e tampas?” “É [um protesto] contra o presidente”, explicou a mulher, que no vídeo tem o rosto encoberto. “Interessante”, ele responde. O vídeo adulto foi publicado no fim de semana e o som das panelas fica mais claro quando o casal sai no terraço do apartamento para gravar outra cena sexual. Apesar do barulho, eles não parecem se incomodar – nem com as panelas, nem com a possibilidade de serem vistos. O Brasil tem vivido diversos panelaços contra Bolsonaro. Como só os seguidores do presidente acreditam que a pandemia é uma gripezinha, as manifestações de protesto seguem as indicações do isolamento social, trocando as ruas pelo bater de panelas. E têm se intensificado cada vez mais. O que começou como manifestação contra a minimização da crise sanitária representada pelo novo coronavírus evoluiu para uma rejeição completa do governo. O panelaço mais recente aconteceu na sexta (24/4) durante o pronunciamento do presidente após a demissão do Ministro da Justiça Sérgio Moro.

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    Regina Duarte já teria percebido a roubada em que se meteu

    28 de abril de 2020 /

    Regina Duarte começa a perceber ter cometido o maior erro de seus 73 anos de vida. Há quase duas semanas em isolamento, em São Paulo, a secretária Nacional de Cultura estaria, segundo o colunista Anselmo Gois, de O Globo, cada vez mais impressionada com as pedras que estão colocando em seu caminho, em Brasília. A curta nota de Gois tem o título de “punhalada nas costas”. Empossada no cargo no começo de março, só agora ela conseguiu definir o número dois da secretaria. Mas não foi por falta de iniciativa. Desde o dia de sua posse, ela enfrenta ataques do gabinete do ódio e seus (supostos) líderes extremistas Olavo de Carvalho e Carlos Bolsonaro. Quem assumiu como seu braço direito foi o advogado Pedro Horta, que é bolsonarista confesso, após a preferência inicial da atriz, o gestor público e produtor Humberto Braga, ser alvo de uma campanha nas redes sociais que o acusava de ser um “esquerdista” tentando se infiltrar no governo. A secretária da Cultura teria tentado indicar outros “esquerdistas”, e um deles foi barrado pelo próprio presidente. Na semana passada, o pesquisador Aquiles Brayner, indicado para a diretoria do Departamento de Livro, Literatura e Bibliotecas, foi demitido apenas três dias após sua nomeação, também após pressão de perfis radicais nas redes sociais. Segundo Brayner, estes extremistas fazem um “grande complô para derrubar qualquer ação legítima no âmbito da cultura”. Ela também está tendo que engolir ataques de Sérgio Camargo, da Fundação Palmares, supostamente seu subordinado, que Bolsonaro não lhe deixa demitir. E o pesadelo se estende à indefinição das chefias do Iphan e a Funarte, dois dos mais importantes órgãos vinculados à pasta da Cultura. Para aceitar o convite de Bolsonaro para assumir a Cultura, a atriz encerrou sua relação contratual de mais de 50 anos com a rede Globo. Ela abriu mão de sua carreira, benefícios e um salário muito maior para atender ao apelo do presidente, acreditando em promessas de “carta branca” para montar sua equipe que não estão sendo cumpridas. As dificuldades têm paralisado a secretaria de Cultura, o que, tudo indica, seria o objetivo maior da atividade bolsonarista. Enquanto isso, Regina ouve queixa constante de artistas que clamam por apoio à classe, gravemente atingida pelo fim das atividades imposto pela pandemia de coronavírus. Segundo outra colunista da grande imprensa, Mônica Bergamo da Folha de S. Paulo, ela tem recebido apelos de seus familiares para deixar o governo, que foram intensificados depois da demissão de Sergio Moro da Justiça. Essa campanha teria agradado Bolsonaro. A Folha apurou que ele disse a aliados que espera que parta da própria Regina uma decisão de deixar o governo. Para ajudar, ele teria dado carta branca para seus apoiadores aumentarem o tom das críticas contra a secretária. A ex-atriz chegou a dizer que considerava Bolsonaro incompreendido. Em menos de dois meses no governo, já pode tê-lo compreendido o suficiente para se lamentar.

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    Bolsonaro vira sinônimo de burro em série da Netflix

    27 de abril de 2020 /

    Lançada na Netflix na quinta-feira passada (23/4), a 3ª e última temporada da série mexicana “La Casa de Las Flores” usou o sobrenome da família Bolsonaro como sinônimo de “burro”. A ofensa acontece no quinto episódio, durante uma discussão entre a personagem Paulina de la Mora (papel de Cecília Suarez) e Diego Olvera (Juan Pablo Medina). Na cena, ela grita para o homem: “Cale a boca! Você é burro? Você é do Alabama [estado norte-americano]? Seu sobrenome é Bolsonaro ou o quê?”. A Netflix não substituiu o sobrenome do presidente na legenda oficial. A frase apenas reflete o que diversas publicações internacionais têm dito sobre Jair Bolsonaro desde que ele culpou Leonardo DiCaprio por incêndios na Amazônia. Comédia de flertes dramáticos, “La Casa de Las Flores” acompanha uma família de classe alta cheia de segredos. A série começa com o patriarca levando os filhos que teve com uma amante para a sua família — que não sabia de nada.

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    Ancine quer transformar verba de fomento do audiovisual em empréstimo bancário

    23 de abril de 2020 /

    A diretoria da Ancine (Agência Nacional de Cinema) aprovou na quarta-feira (22/4), uma proposta de transformação do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual) num fundo de empréstimos destinados a cinemas e empresas de audiovisual. A justificativa é ajudar as atividades economicamente impactadas pela quarentena do coronavírus. Os empréstimos fornecidos pela Ancine teriam como objetivo manter o giro de capital de empresas do setor, que tiveram as portas de estabelecimentos fechadas em todo o Brasil em março. Congelado há um ano e meio, desde a posse de Jair Bolsonaro, o FSA poderia possuir mais de R$ 1,5 bilhão em caixa, pois a verba prevista para 2019 representava metade desse valor e a de 2020 não foi apresentada – antes de Bolsonaro, o FSA era liberado para projetos no início de cada ano, repartindo montante referente à cobrança fiscal do ano anterior. O dinheiro atual está parado desde 2018. De fato, o descaso com o FSA é tão grave que a justiça chegou a dar ganho de causa, em primeira instância, para as empresas de telecomunicação deixarem de pagar o Condecine. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) suspendeu um pagamento de R$ 742,9 milhões à Ancine, que deveria ter sido alocado em março para o fomento de obras de 2020. A Ancine poderia contra-argumentar que esse dinheiro representaria empregos, já que seria destinado a novas produções, mas, como está sentada sobre montante igual há 17 meses, precisou ouvir de uma desembargadora que cobrar esse dinheiro poderia custar, justamente, empregos no setor. Para sorte da agência estatal, a decisão foi barrada pelo STF, mas o Congresso permitiu seu parcelamento a longo prazo. O Condecine é a taxa setorial que alimenta o FSA. Cobrada junto à indústria de telefonia e audiovisual, significa, textualmente, Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional. Pela lei, as empresas audiovisuais têm seu lucro taxado para ajudar a produzir novos conteúdos e assim fazer crescer todo o setor, funcionando tanto como fomento como regulação. Quando as produções financiadas pelo FSA são bem-sucedidas, a Ancine recupera o dinheiro e participa de seus lucros, que retornam para o mercado por meio de novos fomentos. Quando fracassam, a Ancine assume o prejuízo. Afinal, o objetivo não é dar dinheiro para o Estado e sim para a Cultura. A proposta atual, porém, transforma o dinheiro do fomento em empréstimo bancário, “na forma da criação de linhas de crédito com prazos (carência e pagamento) e juros adequados, conforme pactuado com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)”. As aspas são de documento da própria Ancine. Há pontos positivos, já que exibidores de pequeno porte teriam acesso não reembolsável a recursos do FSA. Além disso, o BNDES também suspenderia a cobrança de parcelas de dívidas feitas por essas companhias antes do período da quarentena da covid-19. Mas “emprestar” à juros não é o objetivo da arrecadação do Condecine. Para piorar, esses “rendimentos das aplicações realizadas pelos agentes financeiros durante o período de custódia dos recursos do FSA” não seriam automaticamente acrescidos ao FSA. Os valores – que se juntam ainda sos juros de 17 meses de investimentos da verba paralisada e retornos financeiros de blockbusters – entrariam no Tesouro Nacional, aguardando nova fase burocrática para retornar ao FSA – uma exigência do TCU (Tribunal de Contas da União) para identificar cada montante. De todo modo, essa proposta financista precisa ser aprovada pelo Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (CGFSA), responsável por liberar a verba. E o detalhe é que, desde a posse de Bolsonaro, o CGFSA só fez uma reunião – em dezembro passado – e ainda nem sequer estabeleceu os critérios para a aplicação de recursos do FSA referentes ao plano anual de investimentos de… 2018. Vale lembrar, ainda, que a crise dos cinemas poderia ser amenizada com uma ação do Congresso, ao derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro à Lei do Audiovisual, que inclui o Recine, projeto de incentivo ao parque exibidor.

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