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  • Filme

    Astro de Lupin vai estrelar continuação de Os Opostos se Atraem na Netflix

    16 de março de 2021 /

    O diretor Louis Leterrier e o ator Omar Sy vão repetir sua bem-sucedida parceria na Netflix após o fenômeno da série “Lupin”. A dupla fará uma sequência da comédia de ação “Os Opostos se Atraem” (On the Other Side of the Tracks), que Sy estrelou em 2012. Ainda sem título, o filme começou a ser rodado por Leterrier (que também dirigiu o sucesso “Truque de Mestre”) na segunda-feira (15/3) em Paris. A produção vai passar pelos Alpes franceses e tem lançamento previsto na Netflix em todo o mundo em 2022. Os irmãos roteiristas do longa original, Eric e Nicolas Altmayer, assinam a produção. Eles ostentam créditos de prestígio, incluindo filmes de François Ozon, Anne Fontaine, Michel Hazanavicius e Roschdy Zem. Escrita por Stéphane Kazandjian (“Até que o Casamento nos Separe”), a sequência também contará com a volta de Laurent Lafitte. Ele e Omar Sy vão repetir seus papéis como François Monge e Ousmane Diakité, dois policiais com estilos, experiências e carreiras muito diferentes. A sequência vai encontrá-los separados após muitos anos e tendo que se juntar mais uma vez para uma nova investigação. Mas o que parecia ser uma simples investigação de tráfico de drogas acaba se revelando um caso criminal de alto risco, envolvendo muito perigo e muita diversão. O elenco ainda contará com participação de Izïa Higelin, que já havia atuado anteriormente com Sy em “Samba” (2014). Omar Sy ainda deverá ser visto este ano na Parte 2 de “Lupin”, que aguarda previsão de estreia na Netflix. Já Leterrier, que dirigiu os três primeiros episódios da série, não voltará para trás das câmeras nos novos episódios. Veja abaixo o trailer de “Os Opostos se Atraem”, que foi lançado no Brasil direto em DVD.

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  • Filme

    Filme sobre Rodin é a maior decepção do Festival de Cannes

    24 de maio de 2017 /

    “Rodin”, de Jacques Doillon, era um dos filmes franceses mais aguardados do Festival de Cannes. E isto dá a dimensão da decepção com que sua projeção foi recebida. Um crítico chegou a vociferar “É um filme antigo”, tão logo as luzes se acenderam. Mas muitos outros foram embora bem antes disso. No extremo oposto de “Le Redoutable”, de Michel Hazanavicius, que tomou liberdades para transformar o cineasta Jean-Luc Godard em personagem de comédia, “Rodin” tentou ser reverente demais. E se tornou convencional como um teledrama. Para piorar, transformou as mulheres importantes da vida do escultor em meras coadjuvantes, inclusive relevando sua rejeição à assistente Camile Claudel (vivida por Izïa Higelin, de “Um Belo Verão”) como causa do colapso mental da artista. Neste sentido, é quase um anti-“Camille Claudel”, o clássico de 1988 que contou essa história por outro ponto de vista. Estrelado por Vincent Lindon, que já foi premiado em Cannes por “O Valor de um Homem” (2015), o filme acompanha o escultor aos 40 anos, quando ele recebe sua primeira encomenda do Estado, criando a famosa obra “Porta do Inferno”. Há especial atenção para detalhar seu processo criativo, mas os recursos utilizados para isso são antiquados, com leituras de cartas, narrações e personagens que conversam consigo mesmo em voz alta. O mais incômodo, porém, é a forma como as mulheres de sua vida são retratadas como histéricas. Ele usa e abusa de cada uma delas, mas é um artista. Elas querem definição de relacionamento e são loucas. “As esculturas de Rodin são muito sensuais, e ele também era um homem muito sensual. Rodin amava o corpo feminino. Eu o teria traído se deixasse de lado esse aspecto de sua personalidade” justificou-se o diretor Jacques Doillon (“O Casamento a Três”), durante a entrevista coletiva do festival. O cineasta defende que Rodin era um homem irresistível e que suas palavras e atos no filme são baseados em pesquisa intensa. “Tudo o que Rodin diz no filme é resultado de muita pesquisa, ainda que também de muita fantasia minha. Ele, que não gostava de escrever, não deixou muito material escrito. Mas aqueles que conviveram com ele na época deixaram referências sobre o que ele disse e pensava. Então, posso afirmar que aquilo que o personagem diz no filme é o que o próprio Rodin teria dito em vida”, garantiu Doillon no encontro com a imprensa. Talvez a crítica esperasse que um filme sobre um artista genial fosse contaminado pelo talento retratado. Mas a reverência acadêmica de Doillon revela-se pouco adequada para integrar um festival, especialmente o Festival de Cannes.

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  • Filme

    Um Belo Verão mostra romance lésbico nos anos 1970

    8 de julho de 2016 /

    O trabalho da diretora francesa Catherine Corsini ainda é pouco no Brasil, embora dois de seus filmes mais recentes tenham aportado por aqui em circuito reduzido, casos de “Partir” (2009) e “3 Mundos” (2012). Desta vez, além da curiosidade dos cinéfilos, “Um Belo Verão” ainda pode atrair um público interessado em histórias sobre relações homoafetivas. Não que “Um Belo Verão” seja um novo “Azul É a Cor Mais Quente” (2013). Trata-se de um trabalho bem mais modesto, inclusive na produção, que se passa na década de 1970, mas que não gasta muito dinheiro na recriação de época, pois a maior parte da ação se passa no campo, onde mora uma das protagonistas: Delphine (Izïa Higelin, de “Samba”), uma jovem que tem preferência por mulheres. Sua partida para estudar em Paris faz com que ela descubra um novo mundo, mas o que mais a interessa é mesmo a agitadora feminista Carole, vivida por Cécile De France, revelada em filmes tão distintos quanto “Albergue Espanhol” (2002) e “Alta Tensão” (2003). Em “Um Belo Verão”, ela vive com o namorado, que apoia suas causas, mas que logo percebe que está a perdendo para outra mulher. Delphine vem chegando de mansinho para transformar o que seria apenas uma aventura, de experimentar algo diferente, em uma paixão arrebatadora. E talvez o problema maior do filme seja esse: essa paixão não é devidamente passada para o lado de cá da tela. Tudo transcorre de maneira muito calma e harmoniosa. Não que isso seja um grande problema, principalmente quando o filme mostra os belos corpos nus das moças, seja nos quartos, seja em espaços abertos. Além do mais, em nenhum momento “Um Belo Verão” é um filme aborrecido. É sempre muito simpático e agradável. Mas a diretora prefere uma abordagem mais, digamos, resumida. O mérito do filme está na forma como as duas atrizes se doam para as personagens, mais do que no roteiro simples, escrito pela própria Corsini em parceria com a estreante Laurette Polmanss. De todo modo, o filme vai ficando mais interessante e divertido quando Delphine volta para o campo por causa de um problema de saúde do pai, e a namorada mais velha, louca de paixão, decide indo atrás, causando um pouco de confusão naquela comunidade tradicional, nada acostumada a relacionamentos entre duas mulheres. Em certo momento, Delphine tem que decidir entre a família e a namorada. E isso não é fácil.

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