Banda Kiss será substituída por avatares digitais em novos shows
Após encerrar sua última turnê, “End of the Road”, com um show espetacular no Madison Square Garden, em Nova York, a banda Kiss anunciou um novo capítulo em sua história. Paul Stanley e Gene Simmons, fundadores do grupo musical, confirmaram que não farão mais shows presenciais, mas continuarão a se apresentar de uma forma inovadora: por meio de avatares criados com inteligência artificial (IA). Durante o anúncio, feito no final do último show da turnê, os fãs foram surpreendidos pela substituição dos músicos por seus avatares digitais, que tocaram a última música da turnê, no bis: “God Gave Rock And Roll To You”. Desde então, a banda tem feito atualizações nas redes sociais sobre sua transição para turnês virtuais. Num dos vídeos disponibilizados, o vocalista Paul Stanley afirmou: “A banda nunca vai parar, porque os fãs são donos dela. O mundo é dono da banda. A banda merece viver, porque ela é maior do que nós”. Nas redes sociais do Kiss, também foram compartilhadas imagens do processo de captura de expressões faciais dos músicos, que serão utilizadas nos avatares digitais. A iniciativa não é nova e segue os passos do ABBA, que em 2022 lançou um show holográfico após a gravação de um novo álbum. A apresentação foi gravada previamente, com o grupo mapeando seus movimentos, da mesma forma que o Kiss faz agora. E, vale dizer, as apresentações foram um sucesso de público. Essa deve ser uma tendência crescente no mercado do entretenimento, que foi inaugurada com shows holográficos de artistas mortos, como Whitney Houston, Tupac Shakur, Frank Zappa e Roy Orbison. A novidade é o interesse por artistas vivos na tecnologia, que evolui ainda mais com suas participações no processo criativo. Enquanto Hollywood fez uma greve contra o medo da substituição de atores por avatares digitais, a indústria musical vai na direção oposta, visando manter o rock’n’roll tocando a noite inteira, ou melhor, pela eternidade. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por KISS (@kissonline) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por KISS (@kissonline) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por KISS (@kissonline) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por KISS (@kissonline)
Tony Ramos é a mais nova vítima de proliferação de golpes com IA
O ator Tony Ramos, atualmente no ar com a novela “Terra e Paixão”, é a mais nova vítima do uso indevido de imagem em vídeos falsos criados com inteligência artificial (IA). A equipe do ator alertou que uma entrevista que ele deu ao programa “Mais Você”, da Ana Maria Braga, foi alterada digitalmente para promover um remédio supostamente milagroso para hiperplasia da próstata. Segundo a equipe, falas de Tony Ramos foram editadas com o uso de tecnologia avançada para fazer parecer que ele estava endossando o produto. A equipe enfatizou que a voz do ator foi redublada e que o conteúdo original era uma homenagem a colegas de profissão. Outros casos Ana Maria Braga também foi vítima de deepfakes e usou seu programa desta quarta-feira (6/12) para alertar o público. “As pessoas fazem uso da inteligência artificial para o mal. Imitam a minha voz, pegam imagens minhas, dos meus amigos. Eu não faço venda de produto estético, de beleza, que faz desaparecer ruga, gordura da noite para o dia. Isso não adianta. Isso não existe”, alertou a apresentadora. Até o mundo esportivo não está imune a esses golpes. Nesta semana, o locutor Galvão Bueno relatou ter sido alvo de deepfakes em um vídeo onde supostamente criticava o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ednaldo Rodrigues. “Imagina isso? Quero deixar muito claro que nego, com todas as forças, de que seja a minha voz gravada, e que tenho falado essas coisas”, disse Bueno. Ainda mais fácil que criar vídeos falsos tem sido retocar fotos e criar manchetes falsas para induzir o público das redes sociais a clicarem em links que levam à venda de produtos supostamente endossados por celebridades. Tudo mentira. Luciano Huck vai processar Por conta da reincidência e falta de ação do X (antigo Twitter), Luciano Huck avisou que vai processar a rede social. Ele reclama que o X não faz nada sobre uma imagem em que ele aparece algemado, vestido em um suposto uniforme de presidiário e escoltado por dois policiais, enquanto uma manchete falsa fala de um escândalo que o teria atingido. Tudo para que o leitor clique e vá parar num site de golpe financeiro. Ele já tinha comentado a campanha no próprio X em 22 de novembro. Na época, escreveu: “Talvez você já tenha visto essa imagem absurda e fraudulenta aqui no X/Twitter. Muito importante alertar que se trata de um golpe. Agradeço a todos os que denunciaram a armação e peço aos responsáveis pelo X/Twitter empenho para combater estas mentiras e fraudes na rede social”. Entretanto, o X ignorou apelos para tirar a campanha do ar. “É inacreditável, mas o X, novo Twitter, perdeu o controle da sua própria plataforma. Há semanas estamos denunciando e pedindo apoio da empresa aos ataques de fake news e clickbaits que estamos sofrendo e nada acontece. Só nos resta a Justiça”, afirmou o apresentador do “Domingão” no domingo (3/12).
Scarlett Johansson processa aplicativo de IA por uso não autorizado de sua imagem
A atriz Scarlett Johansson está movendo uma ação legal contra um aplicativo de Inteligência Artificial que utilizou seu nome e imagem em um anúncio online sem permissão. A publicidade, veiculada pelo app Lisa AI: 90s Yearbook & Avatar, trouxe a atriz em uma produção de 22 segundos, sem autorização. O anúncio foi visto no dia 28 de outubro na plataforma X (antigo Twitter), mas teria sido retirado da internet após causar polêmica. Nele, Scarlett aparece em uma antiga cena dos bastidores do filme “Viúva Negra” da Marvel, antes de fazer uma transição para uma versão fotorrealista criada por IA, enquanto uma voz falsa continua falando como se fosse a atriz e promovendo o app. Abaixo da propaganda, uma nota em letras minúsculas esclarece: “Imagens produzidas por Lisa AI. Não tem nada a ver com esta pessoa.” Os representantes de Johansson confirmaram à Variety que a atriz não é porta-voz do aplicativo e seu advogado, Kevin Yorn, assumiu a situação em capacidade legal. “Não levamos essas coisas de ânimo leve. Seguindo nosso procedimento usual nessas circunstâncias, lidaremos com isso com todos os recursos legais que temos”, ele informou. O aplicativo em questão, desenvolvido pela Convert Software, ainda se encontra disponível tanto na App Store quanto no Google Play, sob a denominação Lisa AI. Scarlett Johansson não é a única celebridade a ter sua imagem e nome usados indevidamente para publicidade. No mês passado, Tom Hanks alertou seus fãs sobre um vídeo promocional de um plano dental que apresentava uma versão em IA do ator. “Cuidado! … Eu não tenho nada a ver com isso”, escreveu Hanks em sua história no Instagram. O escopo da utilização de IA na criação de imagens e vídeos que replicam figuras públicas sem permissão segue sendo um terreno jurídico desafiador, e o caso de Johansson é mais um que busca estabelecer precedentes jurídicos.
Pai de Gabriel Diniz anuncia álbum póstumo feito com Inteligência Artificial
Cizinato Diniz, pai do cantor Gabriel Diniz (1990-2019), anunciou um novo álbum do sertanejo feito com auxílio da Inteligência Artificial. O lançamento póstumo de “Não É, Mas Poderia Ser!” está marcado para dia 18 de outubro deste ano. “O Gabriel foi um gigante pioneiro ousado quanto à concretização de várias ideias e muitos projetos inovadores! Agora, com o avanço da Inteligência Artificial, não poderia ser diferente! Sim! No dia 18 de outubro e nos seus perfis oficiais do YouTube e Sua Música, será lançado o seu primeiro álbum desenvolvido com base no uso de IA”, afirmou o empresário no Instagram. Mais informações sobre o disco serão revelados em breve. Gabriel Diniz Gabriel Diniz ficou conhecido no Brasil com o sucesso de “Jenifer”, hit musical que marcou o Carnaval de 2019. No entanto, o cantor teve sua carreira interrompida no auge em maio do mesmo ano, na queda de um avião de pequeno porte em Estância, na região sul de Sergipe. Um dia antes da tragédia, Gabriel Diniz havia feito uma apresentação em Feira de Santana, na Bahia. Ele estava indo comemorar o aniversário da noiva, Karoline Calheiros, quando pegou o avião para Maceió. Além dele, os pilotos e diretores do Aeroclube de Alagoas também faleceram no acidente. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Cizinato Diniz Oficial (@cizinato_diniz)
Elon Musk quer acabar com a gratuidade do X, antigo Twitter
Elon Musk anunciou que a rede social X, anteriormente conhecida como Twitter, adotará um “pequeno sistema de pagamento mensal” como estratégia para combater a proliferação de bots. A declaração foi feita durante uma conversa com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, nesta segunda-feira (18/9). Musk afirmou que o novo sistema de pagamento será mais acessível que o atual Twitter Blue, que custa US$ 8 por mês. Combate aos bots “Queremos que seja apenas uma pequena quantia de dinheiro”, disse Musk. “É uma discussão mais longa, mas, na minha visão, essa é a única defesa contra grandes exércitos de bots, porque à medida que a IA se torna muito, muito boa, ela realmente consegue passar nesses tipos de testes CAPTCHA melhor do que os humanos”. O empresário já havia expressado preocupações sobre a batalha da plataforma contra bots e também considerou tornar a rede social totalmente paga pouco depois de adquiri-la no ano passado. Espaço para o extremismo As mudanças ocorrem em um momento em que a empresa enfrenta uma queda significativa na receita publicitária. Em julho, Musk escreveu que a empresa teve uma queda de quase 50% na receita publicitária, além de uma alta carga de dívida. Netanyahu, por sua vez, cobrou de Musk o combate ao neonazismo na plataforma, afirmando que “isso não o impede de condenar o antissemitismo em todos os fóruns possíveis”. Musk defendeu o extremismo criminoso na plataforma em nome da liberdade de expressão. “Se você não tem isso, então não é liberdade de expressão”, afirmou.
Tim Burton odiou aparição de Superman de seu filme descartado em “The Flash”
A aparição de Nicolas Cage como Superman no filme “The Flash” irritou o diretor Tim Burton, lembrando-o dos problemas que enfrentou no passado com a Warner Bros.. Burton deveria ter filmado “Superman Lives” com Cage nos anos 1990, logo após fazer dois “Batman” com Michael Keaton, mas o projeto acabou cancelado. Entretanto, a Warner se apropriou de imagens de testes do ator num dos trajes experimentados para o filme, para incluí-lo com ajuda de Inteligência Artificial em “The Flash”. “‘Superman Lives’ foi uma jornada desconhecida, e ainda não estava pronto”, disse o diretor em entrevista ao British Film Institute (BFI). “Eu direi isso: quando você trabalha tanto tempo em um projeto e ele não acontece, isso te afeta pelo resto da sua vida. Porque você se apaixona pelas coisas”, explicou. “É uma daquelas experiências que nunca te abandona, nem um pouco.” Bronca com Inteligência Artificial Ele reclamou especialmente da forma como a inclusão do personagem foi feita: “Isso [o uso dos personagens em ‘The Flash’] também envolve essa coisa de Inteligência Artificial, e é por isso que acho que encerrei com o estúdio. Eles podem pegar o que você fez, seja o Batman ou o que quer que seja, e se apropriar culturalmente disso, ou como você quiser chamar. Mesmo que você seja escravo da Disney ou da Warner Brothers, eles podem fazer o que quiserem. Então, nos meus últimos anos de vida, estou em uma revolta silenciosa contra tudo isso”. Recentemente, Burton também criticou recriações de IA de personagens em entrevista ao The Independent, dizendo que vê essa tendência como algo que “suga algo de você”. Nicolas Cage também comentou Nicolas Cage também se manifestou sobre o filme. “Bem, eu fiquei feliz por não ter piscado, porque foi bem rápido”, disse ao jornal USA Today. “Mas me senti muito realizado. Foi bom testemunhar minha versão desse personagem em particular, sabe? Finalmente vê-lo na tela… Foi satisfatório. Mas, como eu disse, foi muito rápido”. No entanto, a aparição de Cage foi bastante criticada por fãs devido ao uso extensivo de computação gráfica para recriá-lo na tela. O filme “The Flash” acabou se provando um fracasso de crítica e bilheteria.
Conar arquiva processo contra comercial que recriou Elis Regina com inteligência artificial
O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) arquivou o processo que investigava o anúncio da Volkswagen com a imagem da cantora Elis Regina recriada por meio de computação gráfica e inteligência artificial. Na peça em questão, Elis Regina aparece dirigindo uma antiga Kombi e fazendo dueto com sua filha, Maria Rita, numa situação completamente fictícia. O processo ético foi aberto depois de queixa de consumidores que “questionam se é ético ou não o uso da inteligência artificial para trazer pessoa falecida de volta à vida como realizado na campanha”. A representação analisou se foi ético o uso no anúncio da agência de publicidade AlmapBBDO da imagem da cantora, falecida em 1982, e se era preciso informar ao espectador de que se tratava de uma peça feita por inteligência artificial. O Conar considerou improcedente a alegação de que a artista teria sido desrespeitada, uma vez que a campanha tinha autorização de seus herdeiros e participação da própria filha dela. Além disso, o órgão alegou que Elis apareceu no vídeo fazendo algo que fazia em vida: cantar. Implicações éticas A campanha, que dividiu opiniões entre o público, gerou grande controvérsia ao recriar a figura de Elis Regina, conhecida por combater a ditadura militar no Brasil, para uma marca que, no passado, apoiou o mesmo regime. Essa associação gerou críticas, levando o Conar a examinar o caso à luz do código de autorregulamentação da propaganda no país, focando nos princípios de respeitabilidade, no caso o respeito à personalidade e existência da artista, e veracidade. Além disso, o Conselho examinou a falta de alerta explícito sobre o uso de IA na campanha, concluindo que “o uso da ferramenta estava evidente na peça publicitária”, segundo a nota do conselho sobre a decisão. Atualmente, não há uma regulamentação clara no Brasil sobre o uso da Inteligência Artificial em contextos publicitários. A Volkswagen utilizou a tecnologia deepfake, que mapeia milhares de fotos e vídeos, para recriar a imagem de Elis Regina. Reação dos Herdeiros ao comercial João Marcello Bôscoli, filho mais velho de Elis Regina, afirmou ter se “emocionado muitíssimo” com o comercial, apesar de entender as críticas. Ele também questionou a possibilidade de restringir empresas que, em algum momento, apoiaram ditaduras. Bôscoli e seu irmão, Pedro Mariano, deram consentimento para a campanha. “Da minha parte e do meu irmão, eu posso dizer que a gente consentiu a propaganda pensando em primeiro lugar — e eu tenho convicção de que para a Maria Rita também — na exposição que a Elis teria e que seria uma apresentação dela para as novas gerações”, explica. Além da reação à vinculação da imagem de Elis à Volkswagen, o comercial também foi criticado por banalizar a música “Nossos Pais”, de Belchior, apresentada como evocação de nostalgia, enquanto a intenção original da canção fosse seu oposto, lamentar o conservadorismo das novas gerações. Confira o comercial.
“Fantástico” vai recriar Chico Anysio com inteligência artificial
Em uma celebração inovadora de seu 50º aniversário, o programa “Fantástico”, da Globo, vai usar inteligência artificial para recriar momentos marcantes de sua edição de estreia, que foi ao ar em 5 de agosto de 1973. As imagens originais desses momentos se perderam em um incêndio que atingiu a Globo em 1976. Participação de Chico Anysio Entre os destaques do material recriado está uma participação digital do humorista Chico Anysio. Nizo Neto, filho do humorista, regravou um monólogo do pai e teve seu rosto transformado no dele por meio de tecnologia. A caracterização de Nizo Neto foi realizada para que ele ficasse mais parecido com Anysio, segundo informações da coluna Play do jornal O Globo. Outras homenagens Além de recriar o monólogo de Chico Anysio, a equipe do “Fantástico” também utilizou a inteligência artificial para rejuvenescer os jornalistas Léo Batista e Cid Moreira e trazer de volta a atriz Sandra Bréa, que faleceu em 2000. Ele teve um número musical recriado, uma homenagem à Marilyn Monroe. A equipe do programa também preparou uma edição inédita do “Retrato falado”, quadro de sucesso de Denise Fraga nos anos 2000, e ainda reunirá modelos que participaram do quadro “A garota do Fantástico”, além de promover o reencontro de Cid Moreira com Mister M, o ilusionista que fez sucesso na atração em 1999 revelando truques de mágica. Presença de Anitta A produção também contará com uma nova trilha. A cantora Anitta regravou o tema de abertura original do programa para o encerramento do especial. A programação especial, que integra a comemoração de 50 anos do “Fantástico”, irá ao ar a partir do próximo domingo (6/8) e se estenderá até o final do mês.
Astro de “Breaking Bad” critica CEO da Disney em discurso grevista: “Não tirará nossa dignidade”
O ator Bryan Cranston, conhecido por seu papel na série “Breaking Bad”, fez um discurso apaixonado durante a greve do Sindicato de Atores de Cinema e Televisão dos EUA (SAG-AFTRA), nesta terça-feira (25/7) em Nova York. Dirigindo-se diretamente ao CEO da Disney, Bob Iger, ele afirmou: “Temos uma mensagem para o Sr. Iger: sabemos, senhor, que você vê as coisas por uma lente diferente. Não esperamos que você entenda quem somos. Mas pedimos que nos ouça, e além disso, nos escute quando dizemos que não permitiremos que nossos empregos sejam tirados e entregues a robôs. Não permitiremos que você tire nosso direito de trabalhar e ganhar a vida decentemente. E, por último, e mais importante, não permitiremos que você tire nossa dignidade!” Cranston foi um dos vários atores conhecidos que subiram ao palco durante o protesto, onde o sindicato está pressionando os estúdios a conceder aos intérpretes uma parte da receita de assinatura de streaming e estabelecer limites para o uso de inteligência artificial, entre outras demandas. Fala de Bob Iger Iger tornou-se alvo de atores e roteiristas em sua primeira greve conjunta em décadas, após seus recentes comentários chamando os grevistas de “não realistas”. “Existe um nível de expectativa que eles possuem que não é realista. E eles estão adicionando ainda mais desafios em cima daqueles que esse tipo de negócio já enfrenta”, afirmou o CEO da Disney, em entrevista ao canal pago de notícias CNBC na semana passada, lamentando a decisão dos sindicatos de paralisar os trabalhos. Apoio dos atores Outros atores também se manifestaram durante o protesto. A estrela de “The Good Fight”, Christine Baranski, declarou: “Se esta indústria pode gerar milhões, centenas de milhões em compensação para aqueles no topo, pode se dar ao luxo de compartilhar a riqueza. Não viveremos sob o feudalismo corporativo. É hora de acertar as coisas. Nossa contribuição não será subvalorizada e não seremos substituídos.” O vilão de “Avatar”, Stephen Lang, declarou-se comovido pelos discursos da presidente do SAG-AFTRA, Fran Drescher, e pela razão da greve. “Duas qualidades se destacaram bastante: Primeiro, um sentido moral e totalmente merecido de indignação justa diante da atitude propositalmente obtusa, desrespeitosa, indiferente e irresponsável daqueles sentados do outro lado da mesa de negociação”, disse ele. “‘Vergonha sobre eles’, ela disse. Vergonha, de fato. A outra qualidade era seu profundo sentimento de tristeza por ter chegado a isso. Tantas vidas serão danificadas, tantas carreiras paralisadas ou destruídas; famílias já trabalhando duro para sobreviver sofrendo mais danos e degradação… todos eles pegos neste turbilhão de desigualdade causado pela ganância corporativa organizada… neste momento, somos a voz racional da civilização.” Continuação da greve A greve dos atores está entrando em sua segunda semana, com milhares interrompendo o trabalho. Com isso, a maioria das produções de cinema e televisão foram paralisadas. O movimento também afeta a divulgação de filmes e participações de astros em eventos promocionais, como festivais de cinema.
Inteligência Artificial cria dueto póstumo de Marília Mendonça e MC Kevin
A inteligência artificial (IA) vem avançando rapidamente no mundo da cultura e entretenimento, permitindo proezas antes inimagináveis. Um dos mais recentes exemplos dessa inovação foi a criação de uma música inédita com as vozes de dois astros da música brasileira, Marília Mendonça e MC Kevin, que faleceram em 2021. No entanto, a medida dividiu opiniões, gerando debates acalorados nas redes sociais. A canção escolhida para este experimento foi “Intenção”, originalmente interpretada por Marília Mendonça e Gaab. Usando IA, as vozes de Marília e MC Kevin foram sintetizadas para criar uma nova versão da música, resultando em uma experiência incrivelmente realista que impressionou muitos ouvintes. No entanto, as opiniões sobre a iniciativa foram profundamente divididas. Enquanto alguns fãs expressaram sua admiração pela autenticidade das vozes recriadas, outros manifestaram desconforto e até repulsa pela ideia. Um usuário do Twitter opinou: “Eu acho que a IA já está ultrapassando os limites e isso ainda vai dar muito ruim”. Outra rejeitou: “Não curto isso não”. Um terceiro, que compartilhou o resultado, protestou: “Eu não quero ouvir robô simulando meus favs. Um clipe e uma imagem, ok. Voz, não”. Por outro lado, a inovação também emocionou alguns admiradores dos artistas. A naturalidade da voz recriada de MC Kevin, por exemplo, encantou alguns internautas, que se disseram felizes por ouvir a voz dos seus ídolos mais uma vez. “Me emocionei escutando meu Kevin de novo, lindos demais, fazem falta!”, disse um. “Marília é eterna, Kevin fez o nome no funk, ficou massa esse feat, muitoo legal”, acrescentou outro. O debate acerca da utilização da IA na recriação de artistas falecidos, como também aconteceu recentemente no comercial da Volskwaggen com Elis Regina, está longe de ter um consenso, mas uma coisa é certa: a tecnologia continua avançando, moldando o futuro do entretenimento e obrigando a refletir sobre as implicações éticas dessas inovações. 🚨A @choquei postou esse vídeo em que a “Inteligência artificial (IA) faz Marília Mendonça e MC Kevin, mortos em 2021, cantarem juntos a música “Intenção”. O QUE VCS ACHAM? Eu: NÃO QUERO OUVIR ROBÔ SIMULANDO MEUS FAVS. Um clipe e uma imagem OK. Voz NÃO. pic.twitter.com/vcNMwvjUXH — Jeje 🍪 (@jeje_cricri) July 16, 2023
Resistência: Novo trailer da sci-fi detalha guerra do futuro contra Inteligência Artificial
O 20th Century Studios divulgou um novo trailer de “Resistência” (The Creator), próxima sci-fi de Gareth Edwards, diretor de “Godzilla” (2014) e “Rogue One: Uma História Star Wars” (2016). A prévia traz mais um vislumbre do thriller pós-apocalíptico de ação sobre um futuro marcado pela guerra entre a humanidade e a inteligência artificial (IA). “Há dez anos, a inteligência artificial projetada para nos proteger detonou uma ogiva nuclear em Los Angeles”, revela a narração no início do trailer enquanto mostra cenas de uma Los Angeles destruída. “Esta é uma luta pela nossa própria existência”. Com efeitos visuais e explosões, o trailer eletrizante traz reflexões sobre a tecnologia e conflitos de robôs ao som de “Dream On”, rock clássico do Aerosmith. Na prévia, o agente militar Joshua, interpretado por John David Washington (“Tenet”), enfrenta desafios arriscados para proteger uma jovem androide daqueles que querem destruí-la. Na trama, o personagem de Washington é um agente militar de elite em luto pelo desaparecimento de sua esposa, que é recrutado para caçar e matar o Criador, o arquiteto elusivo de uma IA avançada que desenvolveu uma arma misteriosa com o poder de encerrar a guerra e a própria humanidade. Junto a sua equipe, ele embarca em uma jornada por trás das linhas inimigas, adentrando o território ocupado pela IA. Mas durante a missão, acaba descobrindo que a arma de destruição mundial que ele recebeu instruções para eliminar é, na verdade, uma IA com forma de uma criança. O elenco ainda conta com Gemma Chan (“Eternos”), Ken Watanabe (“A Origem”), Sturgill Simpson (“Dog: A Aventura de Uma Vida”), Allison Janney (vencedora do Oscar por “Eu, Tonya”) e a atriz mirim estreante Madeleine Yuna Voyles. O roteiro foi escrito por Edwards e Chris Weitz (também de “Rogue One”), a partir de uma história criada por Edwards. “Resistência” chega aos cinemas brasileiros em 28 de setembro, um dia antes do lançamento nos EUA.
Bard: Google lança novo concorrente do ChatGPT no Brasil
O Bard, ferramenta de inteligência artificial do Google, foi lançado na quinta-feira (13/7) no Brasil, três meses depois de chegar nos Estados Unidos e no Reino Unido. O serviço gratuito surgiu como um concorrente direto do ChatGPT, criado pela OpenAI com financiamento da Microsoft. A expansão robô está disponível em mais de 40 idiomas, incluindo português, e permite a inclusão de imagens em suas respostas. A ferramenta também possibilita a troca de tom e estilo para obter conversas mais curtas ou profissionais. Para acessá-la, basta entrar no site bard.google.com e solicitar uma tarefa, como escrita de textos, roteiros turísticos, códigos de programação, dicas de como realizar uma atividade, ideias para almoço, entre outros. O Google também anunciou o lançamento de novos recursos oferecidos pelo Bard: o compartilhamento de respostas por meio de links, respostas reproduzidas em voz alta e a exportação de código-fonte para o site Replit. Detalhes diferenciáveis O Bard deve integrar outros recursos já funcionais de seu desenvolvedor, como as ferramentas Gmail, Google Docs e Google Planilhas. Além disso, o serviço pode ser usado em conjunto com o Google Mapas para descrever pontos turísticos, bem como descrever ou criar texto (em inglês) relacionado a foto usando a tecnologia do Google Lens. A novidade não para por aí: O serviço ainda conta com parcerias de empresas como Adobe e Spotify, que permitem a construção de elementos visuais ou respostas sonoras. Novo queridinho Anunciado em fevereiro deste ano, o Bard é uma inteligência artificial que tenta “copiar” humanos ao escrever mensagens. A ferramenta é baseada na IA LaMDA (“Modelo de Linguagem para Aplicações de Diálogo”) e treinada a partir de informações da internet. Apesar da novidade, o serviço ainda é tratado como um experimento do Google e deve evoluir à medida que suas respostas são avaliadas por usuários. A empresa garantiu que vai guiar o desenvolvimento do Bard para evitar criar ou reforçar preconceitos ou outros danos para a sociedade. Vale destacar que, até o momento, o ChatGPT ainda enfrenta dificuldades de transparência em relação às fontes utilizadas. As respostas oferecidas pelo serviço podem não ser tão confiáveis quanto se espera. “À medida que levamos o Bard para mais regiões e idiomas ao longo do tempo, continuaremos usando nossos Princípios de IA como um guia, incorporando os feedbacks dos usuários e tomando medidas para proteger a privacidade e os dados das pessoas”, afirmou Bruno Pôssas, vice-presidente global de engenharia para Busca do Google.
Greve dos atores afeta Comic-Con, Emmy e festivais de cinema
Os principais eventos da indústria do entretenimento serão bastante afetados pela greve dos atores em Hollywood. Em decorrência da decisão decretada nesta quinta-feira (13/7) pelo Sindicato dos Atores (SAG-AFTRA), mais de 160 mil atores membros da organização ficaram proibidos de trabalhar em produções e participar de atividades promocionais – como os painéis da Comic-Con, a premiação do Emmy e as premières em festivais de cinema, como Veneza e Toronto. Conhecida por ser o local dos grandes anúncios realizados pelos estúdios, a Comic-Con de San Diego (SDCC), marcada para o próximo fim de semana, será o primeiro evento afetado pela greve. Precavidos, estúdios como Disney, Netflix, Warner e Sony chegaram a anunciar com antecedência que não participariam neste ano. A esperança dos organizadores de contar ao menos com séries começou a ruir após o anúncio da paralisação, quando painéis de atrações como “Good Omens”, “The Rookie” e “That ’90s Show” foram cancelados. Agora, toda a programação audiovisual será afetada. Tudo paralisado Além de não poder promover conteúdos nos eventos de divulgação, os atores não poderão comparecer a tapetes vermelhos que promovam as produções e participar de entrevistas, incluindo coletivas de festivais e podcasts. A première londrina do aguardado “Oppenheimer”, dirigido por Christopher Nolan, foi a primeira afetada. Estrelas como Emily Blunt, Robert Downey Jr. e Cillian Murphy abandonaram o tapete vermelho com a decretação da greve. A première de “Barbie”, que estreia na próxima quinta-feira (20/7), será a próxima afetada, seguida pelos lançamentos dos demais longas das próximas semanas, como “Besouro Azul” e “Assassinos da Lua das Flores”, sem esquecer do Festival de Veneza, marcado para agosto, e o Festival de Toronto, em setembro. Sem a presença dos atores, a Academia de Televisão tornou-se a primeira organização a tirar seu evento do calendário, anunciando que a premiação do Emmy será adiada para o final do ano ou começo de 2024. De acordo com as diretrizes do movimento divulgadas pelo sindicato, os atores membros estão também impedidos de atuar, cantar, dançar ou trabalhar no ofício de qualquer forma. As atividades de dublagem e narração também estão inclusas. Até negociações para projetos futuros e comentários nas redes sociais sobre produções entram na lista de atividades não permitidas. Causas da greve A greve foi confirmada após uma tentativa fracassada de negociações entre o SAG-AFTRA e a Aliança de Produtores de Cinema e Televisão (AMPTP), que reúne grandes estúdios como Netflix, Amazon, Apple, Disney, Warner, NBC Universal, Paramount e Sony. A organização afirmou que ficou “sem escolha” a não ser convocar uma greve. As discussões tiveram início no mês de junho sendo postergadas até a última quarta-feira (12/7), data limite para a AMPTP responder sobre as exigências do sindicato. As demandas englobavam aumentos salariais, cláusulas sobre Inteligência Artificial (IA) na produção de filmes, séries e programas para TV e streaming. Mas o principal ponto das exigências dos atores é referente às mudanças na indústria do entretenimento causadas pelos streamings. Os atores exigem compensação pela permanência de suas performances nas plataformas por anos a fio, como já recebem por reprises na TV e em lançamentos de mídias físicas (DVD e Bluray). Com a falta de uma resposta definitiva da AMPTP, o sindicato se recusou a prorrogar mais as negociações para além da data definida. Assim, a greve entra em vigor a partir das 0h desta sexta-feira (14/7) e permanece por tempo indeterminado.











