O Lar das Crianças Peculiares resgata a sombra do diretor que já foi Tim Burton
Adaptado dos livros de Ransom Riggs, “O Lar das Crianças Peculiares” tem o perfil de um filme típico de Tim Burton, cuja filmografia é repleta de alegorias contra a descrença. Infelizmente, Burton já não é o mesmo diretor que fez seus grandes clássicos há duas décadas. “O Lar das Crianças Peculiares” pode divertir, encantar, assustar aqui e ali, além de impressionar pela estética (o mínimo que se espera de Tim Burton) e apresentar uma bela trilha sonora. Está tudo lá. Mas, por um segundo, imagine se o diretor tivesse total liberdade criativa (ou a palavra seria “vontade”?) para ser Tim Burton. Falta, sim, aquela pitada de ousadia que caracterizava suas melhores obras, de “Os Fantasmas se Divertem” (1988) a “Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça” (1999). Fica a impressão de que, há tempos, estúdio nenhum entrega dinheiro de bandeja para Burton fazer o filme que ele quiser e do jeito que bem entender. Das duas, uma: 1) Ele perdeu a essência que chamou a atenção do mundo no final dos anos 1980, até o fim dos 1990, e assumiu que hoje é uma caricatura de si próprio, ou 2) Ainda que trabalhando sob rédea curta, acomodou-se e prefere seguir usando o apelo de seu nome para faturar com salários caros em contratos com grandes estúdios. Não dá para esconder que este é um produto importante para um grande estúdio como a Fox, que deve enxergar nos livros de Riggs “uma mistura de Harry Potter e X-Men”. Ou seja, uma oportunidade para gerar mais uma franquia lucrativa. Para Tim Burton, trata-se de um conto capaz de despertar as inspirações de outrora para conduzir um filme com sua assinatura tão conhecida e apreciada. Afinal, mesmo dentro do “esquema”, a obra de Riggs permitiu que o cineasta voltasse a extrair beleza da escuridão, sem perder o equilíbrio entre o lirismo e o macabro, entre os prós e contras de estar vivo ou morto de acordo com a sua excêntrica visão. As intenções do estúdio e do diretor se cruzam, mas não parecem se encontrar, o que interfere diretamente no resultado final. Talvez seja o melhor filme de Tim Burton nesta década, muito em função do material de origem. Não se engane, porque a grande cabeça do projeto é a de Ransom Riggs, que armou um tabuleiro sobre o poder da imaginação ser hereditário, mesmo que pule uma geração, passando de avô para neto. Isso leva a uma aventura em um passado mágico, onde existe um orfanato de crianças que carregam mais fardos que poderes. Tudo obra de Riggs, enquanto Burton se contentou apenas em reproduzir na tela algumas das cenas mais bonitas do livro, como a menina cheia de ar nos pulmões isolando a água de um dos cômodos de um navio fantasma ou qualquer frame que traga Eva Green no papel da Srta. Peregrine, que cuida da garotada. A beleza dessas cenas é, claro, mérito do diretor, mas ele tem talento de sobra para ir além da plasticidade evidente. A história era um prato cheio para Tim Burton brilhar, afinal Ransom Riggs distribuiu temas variados em seus livros, como viagens no tempo, a ameaça de uma espécie de bicho papão, o excesso de cuidado com crianças quando o mundo real está lá fora, homenagens ao cinema – como o menino que projeta seus sonhos na tela –, e a situação do orfanato que remete aos judeus fugindo e se escondendo dos nazistas na 2ª Guerra Mundial. Mas tudo acaba se perdendo. Não há a menor dúvida que os dois primeiros atos são muito mais Tim Burton que o último. Embora traga elementos que costumamos identificar em seu cinema, o clímax parece ter sido acelerado pelo estúdio, como se fosse obrigatória a necessidade de aumentar a ação para agradar uma plateia mais jovem. A ação pode acontecer, mas ela precisa ser devidamente preparada. Porém, neste filme, somos arremessados, durante seu ato derradeiro, a uma correria desenfreada, passando por explicações apressadas e, por isso mesmo, confusas sobre fendas no tempo e as motivações dos vilões. O pior é que esse atropelamento narrativo é corriqueiro quando se trata de adaptações literárias infanto-juvenis. Até isso é lugar-comum. E flertar com o convencional é muito pouco quando se trata de Tim Burton. Ao final, é triste constatar que qualquer David Yates poderia ter feito este filme.
Como se Tornar o Pior Aluno da Escola: Teaser já prevê que a comédia de Danilo Gentili será massacrada pela crítica
A Paris Filmes divulgou um novo teaser da comédia brasileira “Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola”, baseado no livro de mesmo nome do humorista Danilo Gentili (“Mato sem Cachorro”). O material se diferencia pela honestidade, prevendo que o filme será massacrado pela crítica. Claro que a aposta do marketing é que isso pouco importa para o sucesso de um filme, como insinua a segunda parte do vídeo, mas pelo menos não há a hipocrisia de tentar vender o besteirol como algo melhor do que é. O longa tem direção de Fabrício Bittar, do MTV Sports, e além de Gentili também traz no elenco Bruno Munhoz (“descoberto pelas redes sociais”, segundo o release), Daniel Pimentel, Raul Gazola, Joana Fomm, o músico Rogério Skylab, o cantor Moacyr Franco e o mexicano Carlos Villagrán (o Quico do seriado “Chaves”). “Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola” estreia no primeiro trimestre de 2017.
Roteirista de Piratas do Caribe 5 vai escrever versão “com atores” de Rei Leão
A versão “com atores” de “Rei Leão”, que na verdade será uma animação realista ao estilo de “Mogli, o Menino Lobo”, com captura de movimentos, já definiu seu roteirista. Segundo o site da revista Variety, a Disney contratou Jeff Nathanson para escrever a adaptação de seu desenho clássico. O estúdio deve ter gostado muito de seu roteiro para o ainda inédito “Piratas do Caribe 5”, aquele que virou “A Vingança de Salazar” no Brasil. Além deste filme, ele escreveu três longas dirigidos por Steven Spielberg, “Prenda-me Se For Capaz” (2002), “O Terminal” (2004) e “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” (2009), mas também três coisas de Brett Ratner, “A Hora do Rush 2” (2001), “A Hora do Rush 3” (2007) e “Roubo nas Alturas” (2011). A direção está a cargo de Jon Favreau, que dominou a técnica de dar vida a animais selvagens em “Mogli”. O filme original de “Rei Leão” foi lançado em 1994 e, na época, tornou-se o longa animado com maior arrecadação mundial de todos os tempos, com US$ 968,8 milhões. Além disso, venceu Oscars e Grammys por conta de sua trilha sonora. A nova versão vai preservar as características musicais da obra original. Ainda não há data prevista para o início das filmagens.
Orival Pessini (1944 – 2016)
Morreu o ator e humorista Orival Pessini, criador de personagens inesquecíveis, como Fofão, Patropi e Sócrates. Ele morreu na madrugada desta sexta (14/10), aos 72 anos, após passar duas semanas internado no Hospital São Luiz, em São Paulo, lutando contra um câncer. Orival Pessini iniciou sua carreira no teatro, mas foi na televisão que encontrou o sucesso. Sua estreia aconteceu no programa infantil “Quem Conta Um Conto”, na TV Tupi, em 1963. E boa parte de sua carreira seria marcada pelo relacionamento com as crianças. Na década de 1970, passou a usar maquiagem prostética, inspirada na franquia sci-fi “Planeta dos Macacos”, para viver os macacos Sócrates e Charles do programa humorístico “Planeta dos Homens”, na TV Globo. Sócrates, em especial, fez muito sucesso com o bordão “Não precisa explicar, eu só queria entender”. Mas isso não foi nada perto do fenômeno criado por seu próximo personagem, o desengonçado Fofão, lançado no programa infantil “Balão Mágico” em 1983. O boneco fez tanto sucesso que, com o fim do “Balão Mágico”, ganhou seu próprio programa: “TV Fofão”, mas em outro canal, na Bandeirantes, em que o personagem apresentava quadros humorísticos e desenhos animados. Pessini tirou sua inspiração para criar Fofão do filme “E.T. – O Extraterrestre” (1982), e o descrevia como “feio”, “uma mistura de cachorro, urso, porco e palhaço”. “Não é à toa que me baseei no ‘E.T.’ do Spielberg. Quando assisti ao filme na época fiquei com lágrimas nos olhos. Eu não pensei em fazer uma coisa bonita, mas sim uma coisa simpática, que demonstrasse ‘calor humano’, ‘sentimento'”, afirmou Pessini em maio deste ano no programa “The Noite”. Mesmo com o sucesso, Pessini continuou criando novos personagens, sempre escondendo o rosto atrás de maquiagem, inclusive quando parecia não usar nenhuma, como no caso de Patropi, que ele estreou no humorístico “Praça Brasil” (Band), em 1988. Seu tipo hippie também durou mais que o programa original, aparecendo em diversas outras atrações, como “Escolinha do Professor Raimundo” (Globo), “Escolinha do Barulho” (Record), “Escolinha do Gugu” (Record) e “A Praça é Nossa” (SBT). Ele ainda criou outros tipos, como Juvenal, Ranulpho Pereira e Clô, e ainda continuava surpreendendo na carreira, ao demonstrar talento dramático na minissérie “Amores Roubados” (2014), da Globo, como o padre José. Em 2015, ele também estrelou o sucesso “Carrossel – O Filme”, como o avô de Alicia (Fernanda Concon) e dono do acampamento Panapaná, em que as crianças da franquia vão passar férias, tornando-se conhecido por uma nova geração que talvez não soubesse que o simpático velhinho era o rosto verdadeiro de Fofão. Fofão foi considerado oficialmente “inesquecível” quando desfilou no carnaval paulista de 2014, homenageado por um samba enredo da Rosas de Ouro, que saudava, justamente, os personagens inesquecíveis que marcaram gerações Nos últimos anos, ele vinha brigando com a Carreta Furacão, por causa do Fofão genérico criado para acompanhar a atração musical. Pessini não gostava especialmente do uso político do personagem, que se destacou em protestos pelo Impeachment de Dilma Rousseff. Mas seu desejo d epreservar Fofão também se devia aos planos para sua criação. A produtora Farofa Studios está atualmente produzindo uma série animada com a personagem.
Power Rangers: Novas fotos destacam os protagonistas do filme
A Lionsgate divulgou oito novas fotos de “Power Rangers – O Filme”. Seis delas mostram os Rangers individualmente e duas reúnem o grupo, sempre em suas identidades civis. A versão de cinema da série dos anos 1990 é estrelada por Ludi Lin (série “Marco Polo”) como o Ranger Preto, Dacre Montgomery (“A Few Less Men”) como o Ranger Vermelho, Naomi Scott (“Perdido em Marte”) como a Ranger Rosa, RJ Cyler (“Eu, Você e a Garota Que Vai Morrer”) como o Ranger Azul, Becky Gomez (série “Empire”) como a Ranger Amarela, além de Bryan Cranston (série “Breaking Bad”) como Zordon, Elizabeth Banks (“Jogos Vorazes”) como a vilã Rita Repulsa e Bill Hader (“Descompensada”) como o intérprete do robô Alpha 5. A história foi desenvolvida há quatro mãos pelo casal Kieran e Michele Mulroney (ambos de “Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras”) e a dupla Matt Sazama e Burk Sharpless (do infame “Deuses do Egito”), e transformada em roteiro por John Gatins (“Need for Speed” e “O Voo”). A direção está a cargo de Dean Israelite (“Projeto Almanaque”) e a estreia acontece em 23 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Power Rangers: Primeiro trailer é muito melhor que o esperado
A Paris Filmes divulgou o primeiro trailer de “Power Rangers – O Filme”, em versão com legendas e dublado. E embora não seja exatamente original, a prévia surpreende por ser muito melhor que o esperado. Optando por um registro mais realista que a série televisiva, o vídeo revela uma história de origem derivada do clássico “Clube dos Cinco” (1985) e “Poder sem Limites” (2012), em que cinco adolescentes em detenção escolar formam uma improvável amizade e entram em contato com um objeto do espaço que lhes dá superpoderes. Há também uma aparição da vilã Rita Repulsa, quase como personagem de terror, antes dos protagonistas assumirem a identidade de Rangers, o que acontece só nos últimos segundos. A expectativa agora é ver até que ponto o estúdio mantém essa linha realista, já que “Quarteto Fantástico” seguia rumo parecido, antes de sofrer intervenção e ir parar no lixo. A versão de cinema da série dos anos 1990 é estrelada por Ludi Lin (série “Marco Polo”) como o Ranger Preto, Dacre Montgomery (“A Few Less Men”) como o Ranger Vermelho, Naomi Scott (“Perdido em Marte”) como a Ranger Rosa, RJ Cyler (“Eu, Você e a Garota Que Vai Morrer”) como o Ranger Azul, Becky Gomez (série “Empire”) como a Ranger Amarela, além de Bryan Cranston (série “Breaking Bad”) como Zordon, Elizabeth Banks (“Jogos Vorazes”) como a vilã Rita Repulsa e Bill Hader (“Descompensada”) como o intérprete do robô Alpha 5. A história foi desenvolvida há quatro mãos pelo casal Kieran e Michele Mulroney (ambos de “Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras”) e a dupla Matt Sazama e Burk Sharpless (do infame “Deuses do Egito”), e transformada em roteiro por John Gatins (“Need for Speed” e “O Voo”). A direção está a cargo de Dean Israelite (“Projeto Almanaque”) e a estreia acontece em 23 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Power Rangers: Novos pôsteres destacam cada um dos heróis uniformizados
A Lionsgate divulgou os novos cartazes de “Power Rangers – O Filme”. As imagens destacam individualmente cada um dos Rangers em seus uniformes. A versão de cinema da série dos anos 1990 é estrelada por Ludi Lin (série “Marco Polo”) como o Ranger Preto, Dacre Montgomery (“A Few Less Men”) como o Ranger Vermelho, Naomi Scott (“Perdido em Marte”) como a Ranger Rosa, RJ Cyler (“Eu, Você e a Garota Que Vai Morrer”) como o Ranger Azul, Becky Gomez (série “Empire”) como a Ranger Amarela, além de Bryan Cranston (série “Breaking Bad”) como Zordon, Elizabeth Banks (“Jogos Vorazes”) como a vilã Rita Repulsa e Bill Hader (“Descompensada”) como o intérprete do robô Alpha 5. A história foi desenvolvida há quatro mãos pelo casal Kieran e Michele Mulroney (ambos de “Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras”) e a dupla Matt Sazama e Burk Sharpless (do infame “Deuses do Egito”), e transformada em roteiro por John Gatins (“Need for Speed” e “O Voo”). A direção está a cargo de Dean Israelite (“Projeto Almanaque”) e a estreia acontece em 23 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Meu Amigo, o Dragão é um E.T. para a nova geração
A Disney segue na onda dos remakes de sucessos do estúdio. Mas diferente de “Cinderela”, “Malévola” e “Mogli, O Menino Lobo”, “Meu Amigo, o Dragão” não veio exatamente de uma animação. O filme de 1977, dirigido por Don Chaffey, foi feito com atores de carne e osso e somente a criatura era personagem de desenho animado. Além disso, a versão de 2016, dirigida por David Lowery (“Amor Fora da Lei”), dispensa a nostalgia, já que é fácil se desapegar do original, que pode ter agradado a criançada da época, mas não virou um clássico. A nova leitura é até um pouco mais adulta perto daquilo. Apesar da produção ser assumidamente infantil – e da Disney –, Lowery aposta em músicas pop carregadas de dor de cotovelo, que entrariam muito bem nos ápices dramáticos de séries como “Grey’s Anatomy”, e privilegia momentos silenciosos de pura contemplação, que podem deixar alguns adultos e adolescentes um pouco entediados. Mas não tira o foco das crianças, que são muito mais inteligentes que a geração do filme original. O nível de concentração da garotada de hoje em dia é surpreendente e Lowery usa isso muito bem, alternando sequências reflexivas com o eterno sonho infantil de ter um “amigãozão” para toda hora, que, no caso, não tem nada de imaginário. Sobre o contexto por trás da reflexão, deve entrar na cabeça das crianças de alguma forma o que Lowery e a Disney querem dizer: o dragão de Pete (o ótimo menino Oakes Fegley) é uma metáfora para o período de luto, um rito de passagem entre a perda e sua aceitação para, enfim, seguir em frente. Não é spoiler, porque o dragão existe no filme. Mas atenção ao seu significado. O amigão de Pete funciona da mesma forma que o “E.T.”, de Steven Spielberg, representava a passagem da infância para a vida adulta – o protagonista interpretado por Henry Thomas, no clássico de 1982, havia sido abandonado pelo pai e termina a aventura como uma pessoa completamente diferente e muito mais madura -, só que adaptada para o luto. Talvez este seja o problema de “Meu Amigo, o Dragão”: lembrar outros filmes similares (não por ser remake) sem adicionar nenhuma novidade marcante. Mas não é, longe disso, uma perda de tempo. Se não dá novo fôlego à fórmula, tampouco a desgasta, apenas comprova pela enésima vez a eficiência de seu apelo junto ao público. É um, digamos, herdeiro digno da tradição de “E.T.”, “Onde Vivem os Monstros” e outros similares. O filme é bom, simpático, pode entreter, emocionar e pregar os tradicionais valores familiares da Disney, graças especialmente ao diretor, que sabe contar sua história com paciência e habilidade para envolver os espectadores. No elenco, além do pequeno Oakes Fegley, vale ainda destacar o veterano Robert Redford, mais leve e se divertindo na tela como há muito tempo não se vê. Mas quem rouba a cena é mesmo o dragão verde. Muito mais por curiosa caracterização, como um animal de estimação criado por efeitos visuais. Sim, ele é um dragão, mas poderia ser um cachorro gigante, porque simplesmente age como o melhor amigo do homem. Ou, no caso, da criança.
Jumanji: Elenco divulga mais fotos dos bastidores da continuação da aventura clássica
O elenco de “Jumanji” divulgou novas fotos dos bastidores da produção no Instagram, em que aparecem descansando ou “pronta para chutar traseiros”, como descreveu Karen Gillan (da série “Doctor Who” e de “Guardiões da Galáxia”). Os relaxados, por sua vez, são Dwayne Johnson (“Velozes & Furiosos 7”), Kevin Hart (“Policial em Apuros”) e Jack Black (“Goosebumps”). Além deles, o elenco central inclui Nick Jonas (série “Kingdom”), que também já registrou sua participação nos bastidores. Continuação da aventura clássica homônima, estrelada por Robin Williams em 1995, o filme tem direção de Jake Kasdan (“Sex Tape: Perdido na Nuvem”) e estreia marcada para 27 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Bilheteria: O Lar das Crianças Peculiares fatura pouco, mas estreia em 1º lugar nos EUA
Na disputa entre os dois lançamentos mais comentados do fim de semana nos cinemas norte-americanos, a fantasia sobrepujou a história real. “O Lar das Crianças Peculiares”, dirigido por Tim Burton, estreou em 1º lugar nas bilheterias, mas não pode se considerar um blockbuster, com faturamento de US$ 28,5 milhões. Mesmo assim, o valor foi suficiente para superar a outra grande estreia, “Horizonte Profundo – Desastre no Golfo”, de Peter Berg, que ficou em 2º com US$ 20,6 milhões. Os dois filmes custaram uma fábula, US$ 110 milhões cada, somente com gastos de produção, e essa disputa pelo topo é ilusória em relação aos valores que precisariam atingir. Por este começo morno, fica claro que apenas o mercado doméstico será insuficiente para cobrir suas despesas. A fantasia das crianças mutantes superpoderosas – ou melhor, peculiares – teve um começo melhor no exterior, faturando mais US$ 36,5 milhões para atingir um total de US$ 65 milhões em sua largada. Já o desastre estrelado por Mark Wahlberg fez US$ 12,4 milhões para arredondar seu total em US$ 33 milhões. É pouco, mas o lançamento internacional se deu em mercados menores, à exceção do Reino Unido. A estreia no Brasil acontece na quinta (6/10). Entre a crítica americana, os desempenhos foram inversos. Houve um pouco de enfado em relação ao novo filme colorido de Tim Burton, com 64% de aprovação no site Rotten Tomatoes, mas muito entusiasmo para o incêndio na plataforma de petróleo, com 82% de salivação. Logo abaixo das duas novidades, o ranking destaca o remake de “Sete Homens e um Destino”, que liderou a arrecadação em sua estreia na semana passada. O filme de Antoine Fuqua faturou mais de US$ 15 milhões, um desempenho ainda impressionante para o gênero western, que chega a US$ 61,6 milhões em dez dias no mercado doméstico. Em todo o mundo, o filme superou a marca de US$ 100 milhões. A animação “Cegonhas” é que não voou como o estúdio gostaria, caindo para o 4º lugar, com US$ 13,8 milhões e um total de US$ 77,6 milhões em todo o mundo – fraquinho numa temporada em que as animações quebraram recordes de faturamento. Por outro lado, o drama “Sully – O Herói do Rio Hudson” somou mais US$ 8,4 milhões, ao fechar o top 5, para atingir US$ 105 milhões nos EUA em quatro semanas. É um valor expressivo para um drama, ainda mais para um drama estrelado por um ator veterano e dirigido por diretor que poderia ser pai do ator veterano. De fato, trata-se de um dos maiores sucessos recentes da carreira de ambos, Tom Hanks e Clint Eastwood. No passado não muito distante, Hollywood virava as costas para seus grandes cineastas após uma certa idade. Eastwood está com 76 anos e vem do maior sucesso de sua carreira, “Sniper Americano”, com outro filme que impressiona, tanto pela popularidade quanto pelas críticas positivas (82%). O público brasileiro, porém, ainda vai precisar esperar muito para saber porque “Sully” fez tanto sucesso, já que a estreia nacional está marcada apenas para 1 de dezembro. Para completar, resta ressaltar o fracasso de “Gênios do Crime”, também lançada no Brasil neste fim de semana – em circuito superestimado. Em sua estreia nos EUA, a comédia besteirol fez US$ 6,6 milhões em mais de 3 mil salas. O fiasco também foi significativo entre a crítica, com meros 36% de aprovação no Rotten Tomatoes. BILHETERIAS: TOP 10 EUA 1. O Lar das Crianças Peculiares Fim de semana: US$ 28,5 milhões Total EUA: US$ 28,5 milhões Total Mundo: US$ 65 milhões 2. Horizonte Profundo – Desastre no Golfo Fim de semana: US$ 20,6 milhões Total EUA: US$ 20,6 milhões Total Mundo: US$ 33 milhões 3. Sete Homens e Um Destino Fim de semana: US$ 15,7 milhões Total EUA: US$ 61,6 milhões Total Mundo: US$ 108,1 milhões 4. Cegonhas: A História Que Não Te Contaram Fim de semana: US$ 13,8 milhões Total EUA: US$ 38,8 milhões Total Mundo: US$ 77,6 milhões 5. Sully – O Herói do Rio Hudson Fim de semana: US$ 8,4 milhões Total EUA: US$ 105,3 milhões Total Mundo: US$ 151,6 milhões 6. Gênios do Crime Fim de semana: US$ 6,6 milhões Total EUA: US$ 6,6 milhões Total Mundo: US$ 6,6 milhões 7. Rainha de Katwe Fim de semana: US$ 2,6 milhões Total EUA: US$ 3 milhões Total Mundo: US$ 3 milhões 8. O Homem nas Trevas Fim de semana: US$ 2,37 milhões Total EUA: US$ 84,7 milhões Total Mundo: US$ 129,2 milhões 9. O Bebê de Bridget Jones Fim de semana: US$ 2,33 milhões Total EUA: US$ 20,9 milhões Total Mundo: US$ 120,8 milhões 10. Snowden Fim de semana: US$ 2 milhões Total EUA: US$ 18,7 milhões Total Mundo: US$ 18,7 milhões
Vila Sésamo vai ganhar nova versão brasileira sem Garibaldo
O clássico infantil “Vila Sésamo” vai ganhar uma nova versão brasileira, mas sem seu maior símbolo, o boneco Garibaldo. O personagem mais querido de quem cresceu com o programa nos anos 1970 ficou de fora da reformulação, produzida em parceria pela TV Cultura, TV Brasil e a Sesame Workshop, detentora dos direitos da série americana. Para a direção do programa, entretanto, Garibaldo não fará falta. Em pesquisa feita pela Sesame Workshop, a ave amarela gigante provou ser pouco lembrada pelas crianças de hoje, por isso a aposta será em outros personagens. Mas se Garibaldo não interagirá com o elenco nacional, ainda aparecerá em quadros gravados nos Estados Unidos, já que ele continua a fazer parte da “Sesame Street” original, que inspira a nova adaptação. O principal motivo da ausência é estrutural. O cenário foi construído para bonecos menores, com palco elevado para o trabalho dos manipuladores dos marionetes, que ficam debaixo do tablado. Nos EUA, há dois palcos distintos, mas isso encareceria a produção nacional. Além de Garibaldo, interpretado por Laerte Morrone (1932-2005), e Gugu, um boneco resmungão que ficava numa lata de lixo, a primeira “Vila Sésamo” nacional, lançada em 1972 em coprodução da Globo e da Cultura, tinha participações dos atores Armando Bógus, Aracy Balabanian e Sonia Braga (ela mesma). Já houve um revival recente do programa, em 2007, que ainda incluía o Garibaldo, vivido por Fernando Gomes, diretor da segunda versão e responsável por outros sucessos infantis da Cultura, como “Cocoricó” e “X-Tudo”. Mas não foi só a ave amarela que ficará de fora da atual terceira versão da produção. A palavra “Vila” também foi barrada. O programa vai se chamar apenas “Sésamo”, por orientação dos detentores da marca “Sesame”, que quer padronizar os títulos no mundo inteiro. O programa é transmitido em 140 países. Para dar uma cara nacional ao programa, a produção escalou diversas celebridades brasileiras para interagirem com os bonecos, Elmo, Bel, Abby, Come Come e Grover. Entre os midiáticos que gravaram participações estão Palmirinha, Gregorio Duvivier, Bela Gil, Maria Fernanda Cândido e Thiaguinho. Sem Garibaldo, Elmo assume o papel de protagonista e será interpretado pela primeira vez por uma mulher. Kelly Guidotti, ex-integrante do “Cocoricó”, convenceu o norte-americano Martin Robinson, “treinador” dos manipuladores de “Sésamo”, e ficou com o personagem. Kelly também dublou a série animada “O Desafio do Elmo”, lançada no Brasil nesta semana. O dublador original de Elmo, Kevin Clash, saiu do programa americano em 2012, após ser acusado de abuso sexual de menores. Gay assumido, ele se livrou da acusação por detalhes técnicos dois anos depois, mas não voltou ao personagem que ajudou a lançar em 1985. A data de estreia de “Sésamo”, o novo “Vila Sésamo”, ainda não foi definida.
Veja Margot Robbie e Domhnall Gleeson nas primeiras fotos da cinebiografia do criador do Ursinho Pooh
A Fox Searchlight divulgou as primeiras fotos de Margot Robbie (“Esquadrão Suicida”) e Domhnall Gleeson (“Star Wars: O Despertar da Força”) na cinebiografia do criador do Ursinho Pooh. Anteriormente chamado de “Goodbye Christopher Robin”, o filme terá outro título, ainda não definido. Dirigido por Simon Curtis (“A Dama Dourada”), o filme vai contar a relação do escritor Alan Alexander Milne (Gleeson) com seu filho, chamado Robin (o estreante Will Tilston). A dificuldade de relacionamento entre os dois motivou o artista a criar o célebre personagem como forma de tentar uma aproximação com o garoto. Pooh era o nome do ursinho de pelúcia do menino. Robbie vive a esposa de Milne. Um detalhe curioso é que os atores e o diretor já trabalharam juntos antes, na ótima comédia “Questão de Tempo” (2013). Além disso, também chama atenção que, apesar do tema, a produção não sendo desenvolvida pela Disney, que lançou todos os desenhos animados do Ursinho Pooh. A data de estreia ainda não foi definida.
Daisy Ridley entra no filme de Peter Rabbit
As atrizes Daisy Ridley, estrela de “Star Wars: O Despertar da Força”, e Elizabeth Debicki, vilã de “Agente da UNCLE” e do vindouro “Guardiões da Galáxia Vol. 2”, entraram no elenco da versão “live action” de “Peter Rabbit”. A informação é do site da revista Variety. Elas se juntam a Rose Byrne (“Vizinhos”) e James Corden (“Caminhos da Floresta”), anteriormente anunciados. As duas trabalharão como dubladoras de personagens animados, assim como Corden, que dará voz ao próprio Peter Rabbit. Já Byrne viverá uma mulher chamada Bea, que é o apelido da escritora que criou o coelho antropomórfico. Personagem de vários livros da escritora inglesa Beatrix Potter, o coelho que usa roupas surgiu em “O Conto de Peter Rabbit”, publicado em 1902, no qual desobedecia sua mãe para aprontar no jardim do Sr. McGregor, comendo vários cenouras até ser visto e perseguido, acabando doente ao perder um sapato e o casaco na perseguição. A trama do filme será justamente focada na rivalidade entre Peter Rabbit e o Sr. McGregor. O roteiro foi escrito por Rob Lieber e está sendo atualmente revisado por Will Gluck (“Annie”), que também irá dirigir o longa. Será a primeira vez que “Peter Rabbit” ganhará um filme, mas o personagem já teve algumas adaptações para o palco e a televisão. Além de uma série animada britânica dos anos 1990, exibida no Brasil pela TV Cultura, ele pode ser visto atualmente numa série criada por computação gráfica no canal pago Nickelodeon. O filme tem lançamento marcado para março de 2018.












