Os melhores clipes indies da semana
Ano novo, coluna nova. A seleção semanal de clipes indies passou por uma mudança radical, trazendo mais detalhes e apresentando melhor os artistas relacionados. No lugar dos playlists por afinidade de gênero, agora os destaques são para lançamentos recentes de clipes, independente de estilo, destacando as melhores novidades da música alternativa. Além dos clipes da semana, cada artista passa a ter seu próprio playlist individual, trazendo outros clipes de sua videografia para saciar a curiosidade sobre suas trajetórias – além de aumentar a quantidade de conteúdo que cada leitor pode aproveitar da página. Neste começo, há lançamentos registrados desde novembro para completar um Top 10, mas a ideia é sempre priorizar as estreias da semana, o que deve acontecer conforme o ano retomar o ritmo normal de divulgação. Aproveite a seleção, que combina artistas iniciantes e veteranos, todos com clipes recém-lançados, sem esquecer que cada título traz um playlist completo com pelo menos três vídeos diferentes. QLOWSKI | INGLATERRA O quarteto londrino Qlowski revisita o pós-punk do final dos anos 1970 com uma combinação energética de sintetizadores, dissonância, microfonia e vocais falados. O clipe de “Folk Song”, lançado na sexta (7/1), busca inclusive recriar os programas musicais do período – evoca o “Old Grey Whistle Test”, com um apresentador lutando para pronunciar o nome da banda direito. Depois de uma demo selecionada numa lista de melhores do portal Bandcamp em 2016, o Qlowski finalmente lançou seu álbum de estreia no ano passado. “Folk Song” e “A Woman” são deste disco, batizado de “Quale Futuro”, que saiu acompanhado por um… fanzine! Já “Ikea Youth” foi lançado como single em 2020, trazendo no lado B um cover de “Grinding Halt”, da banda The Cure. SONDRE LERCHE | NORUEGA “Cut” é o primeiro clipe do 12º álbum (contando uma trilha sonora) de Sondre Lerche, “Avatars of Love”, anunciado para abril. A composição e o clipe foram inspirados nos thrillers sensuais de Brian De Palma dos anos 1980. Quem ainda não conhece um dos principais artistas do pop norueguês pode aproveitar e ver mais cinco clipes reunidos na sequência da playlist acima, que cobrem alguns dos hits de sua carreira. Dois vídeos identificam a direção de Mona Fastvold, ex-mulher do cantor que virou uma cineasta premiada após o divórcio em 2013 – vencedora do Leão Queer do Festival de Veneza de 2020 pelo longa “Um Fascinante Novo Mundo”. SPECTOR | INGLATERRA Lançado na sexta (7/1), “Do You Wanna Drive” introduz o terceiro álbum da banda londrina que virou dupla. “Now Or Whenever” chega sete anos depois da consagração do disco “Now Or Whenever” e após o quarteto original perder dois membros, trocar de gravadora e lançar três EPs em busca de um novo som, afastando-se lentamente da comparação com a americana The Killers. Liderada por Frederick Macpherson, que foi apresentador da MTV e é fã do synthpop dos anos 1980 – particularmente Spandau Ballet e Ultravox – , Spector ganhou vida há 12 anos com músicas criadas num teclado casio e muita ambição, assumida ao ousar se batizar com o sobrenome de um dos maiores produtores musicais de todos os tempos – Phil Spector (Beatles, Ramones, Ronettes). BLOCK PARTY | INGLATERRA Sem lançar um álbum desde 2016, Block Party retorna com “Traps”, que também traz a banda inglesa de volta à velha forma. O clipe chega a lembrar o vídeo de “Banquet”, de 2005, uma das melhores músicas de seu disco de estreia. A comparação pode ser feita na playlist acima, em que os dois vídeos aparecem em sequência. Uma das melhores bandas britânicas do começo do século, Block Party se destacava por juntar elementos de diferentes cenas musicais do período, como o indie dance, o shoegazer e o Britpop dos anos 1990 com o nascente revival pós-punk dos 2000. Mas pouco a pouco foi se tornando mais convencional, trocando o rock pela dance music comercial, até se tornar genérica, irrelevante e perder metade da formação original. “Traps” marca uma volta ao rock sincopado, lembrando a época de “Silent Alarm”, eleito o álbum do ano de 2005 pela bíblia musical NME. A música é o primeiro single de “Alpha Games”, sexto álbum da banda, com lançamento marcado para abril. WIDOWSPEAK | EUA A dupla nova-iorquina formada pelos guitarristas Molly Hamilton e Robert Earl Thomas dá uma prévia de seu sexto álbum com o lançamento de “Everything Is Simple”, primeiro clipe do disco “The Jacket”, com lançamento marcado para março. Formada no Brooklyn em 2010, Windowspeak teve uma de suas primeiras músicas (“Harsh Realm”) incluídas na série “American Horror Story”, mas suas baladas de dreampop são mais calmantes que aterrorizantes, como pode ser conferido pela seleção (acima) que companha o single recente. CARIÑO | ESPANHA O trio feminino madrileno retorna com o primeiro clipe de seu segundo álbum (ainda sem título e previsão de estreia), dois anos após o lançamento de “Movidas”. Paola Rivero, Alicia Ros, María Talaverano e sua inseparável bateria eletrônica viraram queridinhas da cena indie em espanhol desde que surgiram em 2018 com “Canción de Pop de Amor”, música que definiu seu estilo punk pop romântico de inspiração sessentista. Um detalhe curioso é que o nome da banda foi inspirado pela forma como Paola e Maria se conheceram via Wapa, o aplicativo de namoro lésbico que antecedeu o Tinder. TWIN RAINS | CANADÁ Jay Merrow e Christine Stoesser viraram a dupla Twin Rains após a banda da qual participavam, Make Me Young, dissolver-se. O álbum de estreia foi lançado em 2016 com muitos grooves lentos (ou “música dançante da costa oeste” do Canadá, como eles gostam de chamar) e sons etéreos. O segundo disco, “Unreal City”, demorou cinco anos, trazendo mais dream pop e pelo menos uma música dançante de verdade, como mostra o clipe de “All of the Angels”, dirigido pelo cineasta Danny Alexander – responsável pelo documentário “No Tickets at the Door” (2021) sobre a cena musical de Toronto. MOMMA | EUA Formada pelas colegas de high school Etta Friedman e Allegra Weingarten, Momma faz um grunge melódico inspirada por artistas dos anos 1990 como Liz Phair e Breeders. Originalmente um trio com o baterista Zach CapittiFenton (ocupando o lugar do pai de Allegra nos primeiros ensaios), Momma virou quarteto em “Medicine”, primeiro single numa nova gravadora, a meca indie Polyvinyl. A banda californiana também mudou para Nova York, acompanhando os estudos universitários de Etta, e atualmente trabalha em seu terceiro álbum. DITZ | INGLATERRA O quinteto de Brighton expressa raiva contra a intolerância com um cantor assumidamente queer e picos de distorção capaz de derrubar metaleiros homofóbicos. Difícil de categorizar, a banda liderada por Cal Francis é adepta das mudanças súbitas de andamento, usando páginas do manual do punk, pós-punk e grunge, com influências de Flipper e Black Flag. O que mais chama atenção é sua capacidade de erguer paredes de guitarras barulhentas apenas para desabá-las em silêncio. Graças principalmente a alta rotatividade de bateristas nos primeiros dias, Ditz só lançou um punhado de singles em um ritmo esporádico desde sua formação em 2018. “The Warden” é o primeiro single do vindouro álbum de estreia, batizado de “The Great Regression”, que ainda não tem previsão de lançamento. KAPUTT | ESCÓCIA O sexteto de Glasgow faz um pós-punk epilético que deve muito a X-Ray Spex, a primeira banda punk com saxofone, ainda que visualmente não siga o modelito de quem faz este tipo de som. “Go West” é a primeira música do segundo álbum, ainda sem título e previsto só para meados de 2022, após a estreia em 2019 com o disco “Carnage Hall”.
Os Melhores Clipes de 2021
Com Lil Nas X no inferno com o clipe mais gay de todos os tempos e Anitta no papel de Garota de Ipanema vinda do Piscinão de Ramos, 2021 foi marcado por imagens icônicas de vídeos musicais. Não só a multiplicação de visualizações atestou o sucesso mundial do K-pop como também testemunhou a volta do rock, com Olivia Rodrigo e a nova geração teen trocando o chororô do R&B romântico por guitarras distorcidas. Mulheres, em geral, foram as vozes mais importantes do ano, cantando sobre empoderamento, sororidade e autodeterminação, numa renovação bem-vinda após décadas de canções sobre conquistas masculinas. Já no Brasil, o funk saiu definitivamente dos bailes de periferia para virar o pop oficial do país – apesar dos esforços de emplacar o sertanejo como algo mais que country local. Além da lista com os 10 melhores clipes da música pop internacional e nacional, a relação também contempla destaques independentes, com mais dois Top 10 repletos de artistas criativos, lutando contra orçamentos limitados para se destacar no YouTube – e influenciar o futuro da música. Confira abaixo. Melhores Clipes – Pop BILLIE EILISH | Lost Cause BTS | Butter CARDI B | Up LIL NAS X | Montero (Call Me By Your Name) LORDE | Solar Power MÅNESKIN | Mammamia MEGAN THEE STALLION | Best Friend OLIVIA RODRIGO | brutal TAYLOR SWIFT | All Too Well SAWEETIE ft. DOJA CAT | Thot Shit Melhores Clipes – Pop Brasil ANITTA | Girl From Rio KAROL CONKÁ | Dilúvio DUDA BEAT ft. TREVO | Nem Um Pouquinho GLORIA GROOVE | A Queda GIULIA BE | Lokko IZA | Gueto JÃO | Coringa MARCELO JENECI ft. MUSE MAYA | Vem Vem MC KEVIN O CHRIS, R3HAB & LUCK MUZIK | Deixa Se Envolver (Spring Love) PABLLO VITTAR, RENNAN DA PENHA | Number One Melhores Clipes – Indie/Alternative ATARASHII GAKKO! | Pineapple Kryptonite BEABADOOBEE | Last Day On Earth GREENTEA PENG | Nah It Ain’t The Same JAPANESE BREAKFAST | Be Sweet KILLS BIRDS | Rabbid LITTLE SIMZ ft. OBONGJAYAR | Point And Kill MØAA | Jaw SNAIL MAIL | Valentine SQUIRREL FLOWER | Hurt A Fly WET LEG | Chaise Longue Melhores Clipes – Indie Brasil BAIANASYSTEM ft. B NEGÃO | Reza Forte DÄRKEE | Quimera FRAN, CARLOS DO COMPLEXO, BIBI CAETANO | Visceral LETRUX | Cuidado, Paixão MALLU MAGALHÃES | America Latina TERNO REI | Medo RETROMORCEGO | Satano-Comunistas do Além SOPHIA CHABLAU E UMA ENORME PERDA DE TEMPO | Delícia/Luxúria THE BAGGIOS | Deixa Raiar ZAINA | Não Quero Ninguém
Playlist: 10 clipes do revival “cold wave” em 2021
A seleção de clipes da semana faz um apanhado de novos lançamentos de cold wave, movimento inspirado pela banda Joy Division que durou pouco nos anos 1980, mas teve uma segunda onda mais forte no começo do século, graças ao sucesso de Interpol. Se o revival dos anos 2000 foi encabeçado por bandas americanas, a terceira vinda, com experientes e novatos, deve-se basicamente a entusiastas europeus. À exceção de Johnny Hunter, da Austrália, as bandas reunidas no playlist abaixo são do velho continente: do Reino Unido (três), da Alemanha (três), da Rússia (duas) e da Suécia (uma). É interessante reparar que vários veteranos continuam ativos nessa relação, inclusive da geração cold wave original, caso da banda alemã Pink Turns Blue. Formada em 1987, chegou a acabar na década de 1990, mas renasceu com o sucesso do Interpol no começo do século e, em setembro passado, lançou seu primeiro álbum em cinco anos – o 12º da carreira. A escocesa Arab Strap é dos anos 1990 e também retornou recentemente, após acabar em 2006. Já as russas Giant Waves e Motorama, a sueca Shout Out Louds e as inglesas Phantom Limb e White Lies são contemporâneas do Interpol e, apesar de hiatos na produção, não chegaram a se separar. Como essa tendência pós-punk é marcado por vocais graves, quase góticos, as formações das bandas costumam priorizar vocalistas masculinos. A exceção na turma abaixo é a Grundeis, uma das novatas da seleção, que lançou seu primeiro single há um ano e o primeiro álbum no mês passado. Não por acaso, a voz – e o visual marcante – de Laura Mueller é o grande diferencial da banda alemã. Como sempre, os vídeos foram alinhados de forma a sugerir uma discotecagem contínua. É só dar play abaixo e deixar tocar. Arab Strap | Escócia | Phantom Limb | Inglaterra | White Lies | Inglaterra | Shout Out Louds | Suécia | Johnny Hunter | Austrália | Motorama | Rússia | Giant Waves | Rússia | Pink Turns Blue | Alemanha | Hello Pity | Alemanha | Grundeis | Alemanha |
Playlist: 10 clipes de música eletrônica pesada e underground
A seleção de clipes indies da semana é um passeio pelo lado mais sombrio da música eletrônica. São batidas pesadas de EBM (electronic body music), com ritmo frenético industrial, minimalismo minimal wave e sintetizadores sinistros da dark wave, acompanhados por referências de filmes de terror dos anos 1980 e iconografia sadomasoquista. A seleção combina lançamentos recentes de novatos e “veteranos” de porões extremamente escuros. De um lado, há a estreia da alemã BorgBorg. Do outro, a volta de HVOB (Her Voice Over Boys), dupla austríaca formada em 2012 por Anna Müller e Paul Wallner. E no meio, o primeiro lançamento “solo” de Ren Toner, integrante da banda francesa de cold wave Divine Shade. Ainda há uma dupla de body music argentina, Balvanera, na ativa desde 2016. Mas é a “banda” da gótica ucraniana Anastasia Romanova (pseudônimo inspirado pela “princesa esquecida” da Rússia), formado durante a quarentena do ano passado, que chama mais atenção por provocar desde a escolha do nome: Sexual Purity. Um detalhe relevante é que a maioria dessas “bandas” são duplas. Quando não são artistas solos, como a americana Luna Blanc, mais conhecida como S Y Z Y G Y X. Como sempre, os vídeos seguem uma sequência de discotecagem contínua. É só dar play e dançar. BorgBorg | Alemanha | HVOB | Áustria | Sexual Purity | Ucrânia | S Y Z Y G Y X | EUA | Balvanera | Argentina | Ren Toner & Shan Moue | França | Ghost Cop | EUA | She Past Away | Turquia | Damascus Knives | EUA | Hante. | França | Sexual Purity | Ucrânia
Playlist: 10 clipes do novo indie de sintetizadores
A seleção indie de bandas atuais enverada neste fim de semana pela música de sintetizadores. Originalmente inspirada pelo synthpop de Visage, Ultravox e Depeche Mode em seus momentos mais, digamos, glaciais, as faixas também refletem a influência moderna de Ladytron e o impacto da trilha do filme “Drive”. Por sinal, um dos artistas com música nova na lista foi ouvido em “Drive”: a banda Desire, formada por Megan Louise e o produtor Johnny Jewel (também membro dos Chromatics). Desire integra o casting da gravadora Italians Do It Better, com sedes em Portland e Los Angeles, que é o selo mais identificado com o estilo. Virou referência mundial, a ponto de abrigar a banda da Bielorrússia que abre o playlist. Três das dez faixas abaixo são lançamentos do selo, incluindo a que fecha a curadoria. Destaque na foto do post, Glüme Harlow, a autoproclamada Marilyn Monroe do Wallmart (porque virou loira platinada com tintura do supermercado), começou a carreira ainda criança como dubladora de filmes infantis e videogames, antes de se lançar como cantora no ano passado. Ela não faz muitos shows, porque enfrenta várias doenças autoimunes, inclusive uma condição cardíaca chamada Prinzmetal. Como sempre, os vídeos seguem uma sequência de discotecagem/radio contínua. É só dar play abaixo. Dlina Volny | Bielorrússia | Cannons | EUA | Desire | Canadá | Kraków Loves Adana | Alemanha | Novyi Lef | Reino Unido | Leathers | Canadá | Scam Avenue | EUA | Fragrance | França | The Marías | EUA | Glüme | EUA
Playlist: 10 clipes da nova turma do barulho pós-punk
A seleção indie deste fim de semana reúne mais uma leva de clipes da safra atual de bandas inspiradas pelo pós-punk, com ênfase no punk, mas sem esquecer de referências mais recentes (grunge, por exemplo) e acessíveis. Há muitas bandas inglesas, em especial de Brighton e locações litorâneas, além de um punhado de artistas da cena nova-iorquina de 2021, fortemente focada nesta tendência, que na maioria dos casos alinha vocais gritados, atitude rebelde, batidas secas e guitarras ríspidas. Destaque de Nova York, Cumgirl8 tem duas modelos profissionais em sua formação – a terceira integrante é ex-baterista da Boytoy. E no melhor estilo Bikini Kill, quase todas as suas fotos de divulgação enfrentam problemas de censura etária, porque mostram demais. Elas tem posts seguidamente derrubados no Instagram, Twitter e Facebook. Em contraste, Lime Garden são quatro garotas de Brighton com figurino vintage (visual de vovó) que usam o pós-punk como ponto de partida, recorrendo até a influência de Franz Ferdinand e batidas eletrônicas para embalar seu rock, que já foi difícil de rotular, mas tem ficado cada vez mais popular. Tanto que já forçou o grupo a mudar de nome. Elas surgiram como Lime, mas uma banda de Montreal, no Canadá, com o mesmo nome as obrigou a trocar, quando seus shows se expandiram dos pubs locais para os palcos de Londres. Como sempre, os vídeos seguem uma sequência de discotecagem/radio contínua. É só dar play abaixo. Cumgirl8 | EUA | Ditz | Inglaterra | Deap Vally | EUA | Low Hummer | Inglaterra | Rats on Rafts | Holanda | Gustaf | EUA | Friedberg | Inglaterra | Bitumen | Austrália | Lime Garden | Inglaterra | Parquet Courts | EUA
Playlist: 10 clipes de bandas atuais inspiradas pelo indie dos anos 1980
A nova seleção de clipes indies desta semana traz uma dezena de bandas inspiradas pelo romantismo deprê dos anos 1980, de bandas como The Smiths, James, Lloyd Cole and the Commotions e a primeira fase dos Stone Roses. Com exceção da australiana RVG, que abre o playlist, e a americana Secret Shame, que encerra, a seleção mostra a força da tendência no Reino Unido, onde o estilo vem se renovando há alguns anos. Sinal disso é que, ao lado de músicos adolescentes, The Lodger já é uma banda veterana, formada em 2004 em Leeds. Também com quase uma década de estrada, Desperate Journalist chama atenção pelo nome curioso, inspirado pelo título de uma performance da banda The Cure no programa de rádio de John Peel em resposta irônica a uma crítica negativa publicada pelo semanário NME. Ao apresentar “Grinding Halt”, Robert Smith chamou a música de “Desperate Journalist in Ongoing Meaningful Review Situation” (Jornalista desesperado em situação de crítica significativa em andamento). A banda da vocalista Jo Bevan é a foto em destaque no post. Como sempre, os vídeos estão alinhados como se fossem uma discotecagem contínua de webradio. É só dar play abaixo e deixar tocar. RVG | Austrália | Second Thoughts | Inglaterra | Desperate Journalist | Inglaterra | Priestgate | Inglaterra | Afflecks Palace | Inglaterra | Hamish Hawk | Escócia | Josienne Clarke | Escócia | The Goa Express | Inglaterra | The Lodger | Inglaterra | Secret Shame | EUA |
Playlist: Pós-punk volta à moda em 10 clipes de bandas novas
O playlist de clipes indies desta semana envereda pela nova safra de bandas inspiradas pelo pós-punk, com cadências atropeladas, guitarras arrebentadas e ritmo torto, ideais para lembrar como era mesmo que se dançava pogo. A maioria das bandas vem da Inglaterra, onde a retomada da dissonância radical de 1977-1982 vive um forte renascimento, mas há uma importante conexão com artistas de Nova York, de onde vem Gustaf (foto do post), que lançou seu primeiro álbum há duas semanas, herdeiro direto da cena do CBGB em que Talking Heads e Television tocavam sem conseguir ouvir como soavam. Salientando como esse som está literalmente de volta à moda, a outra banda de punk grrls nova-iorquinas, Cumgirl8, tem duas modelos profissionais em sua formação – a terceira integrante era baterista da Boytoy. E no melhor estilo Bikini Kill, quase todas as suas fotos de divulgação enfrentam problemas de censura etária, porque mostram demais. Para entrar no clima, os vídeos foram alinhados de forma a sugerir uma discotecagem contínua. É só dar play abaixo e deixar tocar. Friedberg | Inglaterra | Lazarus Kane | Inglaterra | Yard Act | Inglaterra | Cumgirl8 | EUA | Lime Garden | Inglaterra | Gustaf | EUA | Pond | Austrália | Low Hummer | Inglaterra | She Drew the Gun | Inglaterra | Personal Trainer | Holanda
Playlist: 10 clipes novos de rock sombrio
O playlist de clipes indies desta semana revisita o revival gótico e pós-punk atual com novas bandas e velhos conhecidos. A programação começa e termina com dois casais, a dupla franco-polonesa The Blind Suns e o par turco Ductape (foto do post). Mas além das canções sombrias de amor e morte da juventude, a seleção exuma dois covers entoados por roqueiros veteranos. Mark Lanegan, que liderava a banda grunge Screaming Trees nos anos 1990, se junta a Wesley Eisold, o Cold Cave, para cantar uma das músicas mais icônicas do Joy Division, enquanto os pioneiros do rock industrial Ministry retornam das trevas tocando Stooges. Para entrar no clima, os vídeos foram alinhados de forma a sugerir uma discotecagem contínua. É só dar play abaixo e deixar tocar. The Blind Suns | França | Actors | Canadá | Cold Cave + Mark Lanegan | EUA | Ministry | EUA | 1000 Robota | Alemanha | Låska | Rússia | Traitrs | Canadá | Thymian | Suíça | Agent Side Grinder | Suécia | Ductape | Turquia
Red Rocket: Novo filme do diretor de “Projeto Flórida” ganha trailer
O estúdio indie A24 divulgou o pôster e o trailer de “Red Rocket”, novo filme do diretor Sean Baker, que volta a explorar as margens da sociedade com humor sombrio. Depois de acompanhar prostitutas transexuais em “Tangerine” (2015) e o cotidiano da filha pequena de uma prostituta adolescente em “Projeto Flórida” (2017), Baker conta a história de fracasso de um ator de filmes adultos, que retorna à sua cidade natal após se tornar veterano no ramo e deixar de ser convidado para novos trabalhos. De volta à cidadezinha texana onde vivem sua ex-mulher e sogra, ele tenta retomar a família disfuncional, mas logo conhece uma jovem chamada Strawberry, trabalhando como caixa em uma loja de donuts local, e se vê retomando antigos hábitos. O papel principal é desempenhado por Simon Rex, que foi modelo nos anos 1990, VJ da MTV e até rapper, além de atuar na franquia de comédias “Todo Mundo em Pânico”, enquanto o resto do elenco é composto por atores iniciantes ou pouco conhecidos, como a estreante Brenda Deiss, que vive Strawberry. “Red Rocket” teve première no Festival de Cannes em julho passado, venceu o Prêmio do Júri e o troféu da Crítica no Festival de Deauville, também passou nos festivais de Telluride, Nova York, Zurique e San Sebastian, tem exibição no Festival de Vancouver nesta terça (5/10) e chega no Festival de Londres na quinta (7/10). Já visto pelos principais críticos internacionais, atingiu 94% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Ou seja, é mais uma obra de Sean Baker que rende aplausos da imprensa especializada. A estreia comercial está marcada para 3 de dezembro nos EUA e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Playlist: 10 clipes novos de bandas indies
A seleção de clipes indies da semana explora as influências de Joy Division e Interpol na nova geração de bandas de vocais soturnos, baixos potentes, guitarras rascantes e batidas tão cadenciadas que parecem eletrônicas, mas não são. Nem todas as bandas da lista são formadas por jovens. Pink Turns Blue deveria ser uma das inspirações da turma, não fosse tão obscura para a maioria. Formada na Alemanha em 1987, chegou a acabar na década de 1990, mas acabou voltando nos últimos anos e tem lançado single atrás de single em 2021. Em contraste, o destaque na foto do post, TV People, foi formada em Dublin há menos de dois anos e lançou seu primeiro EP em agosto passado. Apesar de se apresentar como quarteto, o grupo é na verdade um duo, comandado pelo vocalista-guitarrista Paul Donohoe e o baterista Brendan Clarke. Para entrar no clima, os vídeos foram alinhados de forma a sugerir uma discotecagem contínua. É só dar play abaixo e deixar tocar. The Buttertones | EUA | Screensaver | Austrália | Mother Mother | Canadá | Capitol | Canadá | Pink Turns Blue | Alemanha | TV People | Irlanda | Vero | Suécia | W.H. Lung | Inglaterra | Spectres | Canadá | Glove | EUA
Playlist: 10 clipes de artistas novos do rock alternativo
A seleção indie da semana é focada na nova geração do rock alternativo, estendendo-se das baladas distorcidas às explosões de raiva microfonada. São cinco faixas em tom confessional e cinco gravações revoltadas, numa jornada musical que começa com a cantora americana Ella Williams, mais conhecida como Squirrel Flower, e o grupo irlandês NewDad (registrado na foto que ilustra o post). A maioria das músicas destaca vozes femininas, como as australianas Marie “Maz” DeVita (da banda Waax) e Alex Lahey. São roqueiras inspiradas pela explosão grunge dos anos 1990, com direito até a cover de Nirvana da cantora Maita, lançado pelo mítico selo Kill Rock Stars, base do movimento riot grrl original. Mas o final se dá em clima pós-punk inglês, com uma gravação do grupo The Violent Hearts, formado das cinzas da banda punk Sharks. Para entrar no clima, os vídeos foram alinhados de forma a sugerir uma discotecagem contínua. É só dar play abaixo e deixar tocar. Squirrel Flower | EUA | NewDad | Irlanda | Maita | EUA | Major Murphy | EUA | Asia Imbiss | Alemanha | Church Girls | EUA | Waax | Austrália | Alex Lahey | Austrália | Bully | EUA | The Violent Hearts | Inglaterra |
Playlist: 10 clipes novos de dreampop
A seleção indie da semana traz 10 músicas de dreampop e twee. A jornada onírica é aberta pela americana Helen Ballentine, mais conhecida pelo nome artístico de Skullcrusher, tem dose dupla da australiana Harriette Pilbeam, a Hatchie (incluindo um feat), e termina com dois trios ingleses, Drug Store Romeos e Night Tapes. As gravações são atuais, mas o som lembra muito o indie pop britânico do início dos anos 1990 – como Lush, Pale Saints e até Stereolab, a banda “antiga” favorita dos Drug Store Romeos, que estão na foto do post. Para entrar no clima, os vídeos foram alinhados de forma a sugerir uma discotecagem contínua. É só dar play abaixo e deixar tocar. Skullcrusher | EUA | Rinse ft. Hatchie | Austrália | Hatchie | Austrália | Lumari | EUA | Fotoform | EUA | Seasurfer | Alemanha | Bnny | EUA | Jane Weaver | Inglaterra | Drug Store Romeos Inglaterra | Night Tapes | Inglaterra












