Bill Murray será um cachorro no próximo filme de Wes Anderson
O ator Bill Murray (“Um Santo Vizinho”) confirmou sua participação no próximo filme de Wes Anderson, revelando, em entrevista ao site The Playlist, que viverá um cachorro. A produção será a segunda animação do diretor. “Eu faço um cachorro. Wes está fazendo algo como uma animação stop-motion, um tipo de comédia como ‘O Fantástico Sr. Raposo’“, contou o ator. Desde o filme “Três É Demais”, de 1998, Anderson conta com Murray em todos os seus trabalhos. Além dele, o novo longa, que ainda não tem título nem previsão de estreia, também reunirá colaboradores mais recentes do cineasta, como Edward Norton, Jeff Goldblum e Bob Balaban (todos vistos em “O Grande Hotel Budapeste”), além de introduzirem na trupe o ator Bryan Cranston (série “Breaking Bad”).
Ficção científica Ex Machina: Instinto Artificial domina premiação do cinema indie britânico
O filme “Ex Machina: Instinto Artificial” foi o grande vencedor no British Independent Film Awards (BIFA), premiação dos melhores do cinema indie britânico, realizada em Londres no domingo (6/12). Estreia na direção de Alex Garland (roteirista de “Extermínio” e “Dredd”), a ficção científica sobre inteligência artificial conquistou as estatuetas de Melhor Filme, Direção, Roteiro e Desempenho Técnico – dois destes prêmios, por sinal, conquistados pelo próprio Garland. Nas categorias de interpretação, Saoirse Ronan conquistou o troféu de Melhor Atriz por “Brooklyn” e Tom Hardy o de Melhor Ator por seu papel duplo, como gângsteres gêmeos, em “Legend”. Brendan Gleeson, após ter sido eleito o Melhor Ator de 2014 por “Calvário”, levou este ano o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante por “As Sufragistas”. E Oliva Colman chegou a seu terceiro BIFA com a estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante por “The Lobster”. Considerado um forte candidato ao Oscar, “O Quarto de Jack” ficou com o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro. O filme de Lenny Abrahamson, que começou a chamar atenção com uma inesperada vitória no Festival de Toronto, voltou a superar favoritos da crítica como “Carol” e o húngaro “O Filho de Saul”. A maior surpresa, porém, ficou por conta da vitória de “Dark Horse”, de Louise Osmond, como o Melhor Documentário do ano, sobre o popular “Amy”, que conta a história da cantora Amy Winehouse. [symple_divider style=”dashed” margin_top=”20″ margin_bottom=”20″] Vencedores do BIFA 2015 [symple_column size=”one-half” position=”first” fade_in=”false”] Melhor Filme Ex Machina: Instinto Artificial Melhor Direção Alex Garland, por Ex Machina: Instinto Artificial Melhor Ator Tom Hardy, por Legend Melhor Atriz Saoirse Ronan, por Brooklyn Melhor Ator Coadjuvante Domhnall Gleeson, por Brooklyn Melhor Atriz Coadjuvante Olivia Colman, por The Lobster Melhor Roteiro Alex Garland, por Ex Machina: Instinto Artificial Melhor Contribuição Técnica Andrew Whitehurst, pelos efeitos visuais de Ex Machina: Instinto Artificial [/symple_column] [symple_column size=”one-half” position=”last” fade_in=”false”] Melhor Filme Estrangeiro O Quarto de Jack Melhor Diretor Estreante Stephen Fingleton, por The Survivalist Melhor Documentário Dark Horse: The Incredible True Story of Dream Alliance Revelação Abigail Hardingham, por Nina Forever Produtor do Ano Paul Katis e Andrew De Lotbiniere, por Kajaki Prêmio Raindance Orion: The Man Who Would Be King Melhor Curta-Metragem Britânico Edmond [/symple_column]
Spotlight abre temporada de premiações com vitória no Gotham Awards
O filme “Spotlight” foi o grande vencedor do Gotham Awards 2015, troféu dedicado ao cinema independente americano, que abre a temporada de premiações nos EUA. Além de Melhor Filme, o longa escrito e dirigido por Tom McCarthy levou o troféu de Melhor Roteiro e um Prêmio Especial do Júri para a interpretação de seu elenco. A trama de “Spotlight” aborda um tema polêmico, ao dramatizar a investigação de um grupo de repórteres, que se dedicou a apurar e denunciar o escândalo de pedofilia da Igreja Católica nos EUA. Um dos destaques da produção é realmente seu forte elenco, formado por Mark Ruffalo (“Os Vingadores”), Michael Keaton (“Birdman”), Rachel McAdams (“Questão de Tempo”), Liev Schreiber (série “Ray Donovan”), John Slattery (série “Mad Men”), Stanley Tucci (“Jogos Vorazes”), Billy Crudup (“Watchmen”), Brian d’Arcy James (série “Smash”) e Len Cariou (série “Blue Blood”). “Conseguir que um ator tenha uma performance intensa e altruísta é uma conquista. Mas conseguir que um grupo de atores faça isso junto é um milagre!”, disse Mark Ruffalo, ao agradecer o prêmio especial em nome do elenco. Entre os intérpretes, o Gotham Award de Melhor Atriz ficou com a jovem britânica Bel Powley, por seu papel em “The Diary of a Teenage Girl”, enquanto Paul Dano foi considerado o Melhor Ator, por sua performance como Brian Wilson na cinebiografia “Love & Mercy”. Havia muita expectativa em relação à premiação de “Carol”, mas o romance lésbico, que lidera as indicações ao Spirit Awards – outro prêmio indie americano – , passou em branco. O destaque LGBT acabou ficando com uma produção menos badalada. O filme “Tangerina” ganhou o Prêmio do Público, além do troféu de Atriz Revelação para a jovem transsexual Mya Taylor, em seu primeiro papel no cinema. Outros prêmios incluíram Melhor Documentário para “O Olhar do Silêncio”, de Joshua Oppenheimer, e Melhor Filme de Estreia para o drama “Mediterranea”, de Jonas Carpagiano. O Gotham Awards também premiou a Melhor Série do ano, elegendo o drama hacker “Mr. Robot”. [symple_divider style=”dashed” margin_top=”20″ margin_bottom=”20″] Vencedores do Gotham Awards 2015 [symple_column size=”one-half” position=”first” fade_in=”false”] Melhor Filme Spotlight Melhor Atriz Bel Powley, The Diary of a Teenage Girl Melhor Ator Paul Dano, Love & Mercy Revelação Mya Taylor, Tangerina Diretor Filme de Estreia Mediterrânea Melhor Roteiro Tom McCarthy & Josh Singer, Spotlight [/symple_column] [symple_column size=”one-half” position=”last” fade_in=”false”] Melhor Documentário O Olhar do Silêncio Prêmio do Público Tangerina Prêmio Especial do Júri Elenco de Spotlight Melhor Série Mr. Robot Melhor Série de curta duração Shugs & Fats [/symple_column]
Mistress America é mais uma boa parceria entre a atriz e o diretor de Frances Ha
O novo filme de Noah Baumbach é mais um exemplo do quanto ele parece deixar nas mãos de Greta Gerwig o peso (ou seria a leveza?) de seu trabalho. Os dois fizeram juntos o roteiro de “Mistress America” (2015) com um fiapo de enredo, mas tudo parece ser improvisado, com a passagem na casa de Mamie-Claire (Heather Lind) evocando a adaptação de uma peça teatral maluca. Em certo momento do filme, Tracy, a jovem de 18 anos interpretada por Lola Kirke, reclama ao telefone com a mãe, dizendo que estar em Nova York, lugar onde foi estudar na faculdade, é como estar em uma festa o tempo inteiro. Com a diferença que é uma festa em que você está o tempo todo se sentindo sozinho, deslocado. E é fácil compreender esse sentimento. Muitas pessoas, tímidas ou não, já passaram por isso. A situação muda para Tracy quando ela entra em contato com sua futura irmã postiça. Isto é, o pai da jovem vai se casar com sua mãe. Trata-se de Brooke, a personagem de Greta Gerwig, que já está perto dos 30 anos. Acontece que Tracy ama Brooke, acha-a a mulher mais divertida que já conheceu e, dentro de sua curta vida, passou sua noite mais divertida com ela em uma festa. Brooke sabe se divertir como ninguém, tem uma atitude prática (não parece ligar para faculdade ou coisa do tipo) e está planejando montar um restaurante com o namorado. Tracy acaba aproveitando bastante dessa personalidade sem igual de Brooke para se inspirar e escrever um conto, visando concorrer num clube de leitura pela possibilidade de ser publicado em um livro com outros vários jovens escritores. A vida real, afinal, é tantas vezes objeto de inspiração para a construção de obras fantásticas, não é mesmo? “Mistress America” tem um estilo despojado de narrar a sua história, importando-se mais em tecer as personalidades de suas protagonistas. Brooke e Tracy não chegam a ser opostas. Brooke contém traços de personalidade que Tracy gostaria de ter para si, mas ao mesmo tempo Tracy se sente bastante confiante no que ela é e no que é capaz de construir para sua vida, tendo 12 anos a menos que Brooke. Já Brooke esconde muito de suas inseguranças em uma personalidade aparentemente forte, mas as fragilidades começam a vir à tona e a amiga e quase irmã faz questão de estar ali para lhe dar apoio moral. Se “Mistress America” é melhor ou não que “Frances Ha” (2012), isso talvez não seja tão importante. São filmes com propostas diferentes – o anterior tem maior influência da nouvelle vague – , mas a verdade é que ambos se beneficiam bastante da presença de Greta Gerwig, tão encantadora que não chega a ser exatamente eclipsada por Lola Kirke, que também é linda e brilhante. Um talento que havia sido revelado por David Fincher em “Garota Exemplar” (2014). O fato é que ambas as personagens se tornam ainda mais adoráveis quando expõem os seus defeitos e suas fragilidades, como se convidassem o espectador para um abraço, embora vivendo em um mundo que parece frio demais para carinhos desse tipo.
Shelter: Jennifer Connelly é sem-teto em trailer e pôsters de drama indie
Screen Media Films divulgou o primeiro trailer e pôsteres do drama independente “Shelter”, que traz Jennifer Connelly (“Noé”) como uma sem-teto. A prévia mostra seu relacionamento com outro morador de rua, vivido por Anthony Mackie (“Capitão América 2: O Soldado Invernal”), um imigrante ilegal que corre o risco de ser deportado. Paralelamente, surgem frestas de seu passado, mostrando o marido que a procura com a foto do filho que ela abandonou. O filme foi escrito e dirigido pelo ator Paul Bettany (o Visão de “Vingadores: Era de Ultron”), que é marido da atriz na vida real e estreia na direção. Exibido há mais de um ano no Festival de Toronto de 2014, “Shelter” teve lançamento limitado nesta sexta (13/11) nos EUA e não tem previsão de chegar aos cinemas do Brasil.




