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    SMILF: Série de comédia com atriz de Mr. Robot ganha novo trailer e pôsteres

    12 de outubro de 2017 /

    O canal pago americano Showtime divulgou dois pôsteres e o segundo trailer de sua nova série de comédia “SMILF”. O título é uma gíria sexista, abreviatura de Single Mom I’d Like to F* (mãe solteira que eu gostaria de transar). Mas como mostra a prévia, apesar de bonitinha, jovem e solteira, a protagonista não consegue transar de jeito nenhum, justamente por causa de seu bebê. A série é baseado no curta-metragem indie homônimo de Frankie Shaw (a Shayla Nico na série “Mr. Robot”), premiado no festival de Sundance de 2015. Além de escrever e produzir, Shaw também dirigiu e estrela os episódios como Bridgette, uma garota de 20 e poucos anos, que mora em Boston e tenta ter uma carreira, amizades e sexo, mas precisa aceitar a realidade de ser uma mãe jovem e solteira. A 1ª temporada com 10 episódios de “SMILF” estreia em 5 de novembro nos Estados Unidos.

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    Programação dos cinemas privilegia estreias para o Dia das Crianças

    12 de outubro de 2017 /

    Uma dezena de filmes chega aos cinemas no feriadão, mas os shoppings privilegiam os lançamentos infantis para o Dia das Crianças, além de um terror, lembrando ainda que sexta-feira é dia 13. Como é praxe, o circuito limitado fica com as melhores opções. Clique nos títulos em destaque abaixo para ver todos os trailers da programação. A animação da DreamWorks “As Aventuras do Capitão Cueca – O Filme” e o besteirol brasileiro “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola” dividem a maioria das salas e tem até coincidência temática. Ambos acompanham dois moleques que aprontam na escola. No desenho, os meninos hipnotizam o diretor do colégio, fazendo-o acreditar que é um super-herói, com resultados divertidos. Adaptação dos livros infantis do escritor americano Dav Pilkey, o filme tem 87% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Já na trama da comédia brasileira, baseada em livro de Danilo Gentili, o próprio autor convence os protagonistas mirins de que não é preciso estudar para se dar bem – e que a vida adulta é só diversão! Essa mensagem “politicamente” incorreta é acompanhada por piadinhas infantis, mas contadas com escatologia e vocabulário impróprio para menores de 14 anos. Destacam-se as participações do cantor Moacyr Franco e do mexicano Carlos Villagrán (o Quico do seriado “Chaves”). O terror “A Morte Te Dá Parabéns” é uma variação do tema do looping temporal, adaptando a premissa de “Feitiço do Tempo” (1993) e “No Limite do Amanhã” (2014) a um contexto de slasher. Numa situação típica do gênero, um serial killer mascarado ataca a protagonista numa república feminina. Mas, após morrer, ela acorda para reviver novamente o mesmo dia, que por acaso é o seu aniversário. E isso acontece sucessivas vezes, até ela se convencer que, para sobreviver, precisará descobrir a identidade do assassino. O filme também estreia neste fim de semana nos Estados Unidos e tem 64% de aprovação no Rotten Tomatoes. A direção é de Christopher Landon (da franquia “Atividade Paranormal” e do terrir “Como Sobreviver a Um Ataque Zumbi”) e foi escrito em parceria com Scott Lobdell, autor de inúmeros quadrinhos dos X-Men e derivados, como “Geração X” e o crossover da “Era de Apocalipse”. Ainda há dois lançamentos para o público infantil no circuito limitado. A animação francesa “Garoto Fantasma” é dos mesmos diretores de “Um Gato em Paris” (2010) e traz um belíssimo visual estilizado, ao estilo dos quadrinhos europeus da chamada “linha branca” (desenhos limpos influenciados por “Tintim”). A história também é típica do gênero, girando em torno de um menino que usa projeção astral para ajudar um detetive numa cadeira de rodas a prender um perigoso criminoso. 87% no Rotten Tomatoes. Por sua vez, “A Menina Índigo” é o “X-Men espírita nacional”. Cheio de situações clichês e personagens estereotipados, tem pais divorciados que só discutem, jornalistas sensacionalistas malvados, professores incapazes e uma criança mutante/espírita/superdotada, que demonstra enorme talento para as artes plásticas, jogando tinta por todo o lado feito um Jackson Pollock do ensino fundamental – além de curar pessoas doentes com seu toque!! Ela é uma das “Crianças Índigos”, uma geração dotada de inteligência e espiritualidade superior, “um novo tipo de evolução humana”, igual aos X-Men da Marvel ou à protagonista mirim da série “Believe” (2014). Só que de verdade. Assim como era “de verdade” a trama passada no plano espiritual de “Nosso Lar” (2010), longa do mesmo diretor, Wagner de Assis. Terceiro longa brasileiro da semana, “Entre Irmãs” se sai melhor, mas também abusa dos clichês. Drama de época passado nos anos 1930, acompanha Luzia (Nanda Costa, de “Gonzaga: De Pai pra Filho”), a irmã aventureira, e Emília (Marjorie Estiano, da série “Sob Pressão”), a romântica, que acabam tendo destinos muito diferentes. Uma se decepciona ao realizar o sonho de se casar e morar na capital, enquanto a outra se junta a bandoleiros e vira cangaceira. Baseada em best-seller, com narrativa episódica e longa duração, a produção parece minissérie da Globo. A direção é de Breno Silveira, do filme/minissérie da Globo “Gonzaga: De Pai para Filho” (2012). Os destaques do circuito limitado são duas produções americanas independentes, “Logan Lucky – Roubo em Família” e “Detroit em Rebelião”, muito bem-avaliadas no Rotten Tomatoes, que marcam as voltas dos diretores Steven Soderbergh (“Onze Homens e um Segredo”) e Kathryn Bigelow (“A Hora Mais Escura”) ao cinema, meia década após seus últimos filmes. Com notáveis 93% de aprovação, a comédia “Logan Lucky” gira em torno de dois irmãos caipiras que planejam um roubo ambicioso, mas, como são incrivelmente estúpidos, procuram ajuda de um especialista para realizar o golpe. O fato do “ajudante” estar preso é apenas um detalhe de como o plano é pouco esperto. Channing Tatum (“Magic Mike”) e Adam Driver (“Star Wars: O Despertar da Força”) são os irmãos e Daniel Craig (o “007”) vive o presidiário, com os cabelos descoloridos e uma musculatura impressionante. “Detroit em Rebelião” tem 83% de críticas positivas e marca a terceira parceria de Bigelow com o roteirista Mark Boal, após “Guerra ao Terror” (2008) e “A Hora Mais Escura” (2012). Baseado em fatos reais, o longa retrata a devastadora revolta popular que tomou conta de Detroit ao longo de cinco dias em 1967, quando uma operação policial mal-planejada matou três jovens negros, precipitando uma rebelião civil, que cresceu para uma batalha campal com um saldo de 43 mortos, mais de 340 feridos e 7 mil prédios queimados. O elenco inclui John Boyega (“Star Wars: O Despertar da Força”), Will Poulter (“O Regresso”), Jack Reynor (“Transformers: A Era da Extinção”) e Anthony Mackie (“Capitão América: Guerra Civil”). Completam a programação dois dramas premiados, que por coincidência se baseiam em fatos reais, passam-se na mesma época e exploram o mesmo tema: inocentes injustiçados e oprimidos pela suspeita de serem comunistas nos anos 1980. “El Amparo” chega aos cinemas praticamente um ano após vencer a Mostra de São Paulo. Estreia do diretor venezuelano Rober Calzadilla, acompanha dois sobreviventes de um massacre cometido pelo exército, que confundiu pescadores com guerrilheiros na fronteira entre a Colombia e a Venezuela. Presos e forçados a confessar seus crimes, os suspeitos geram comoção em sua comunidade e ganham a solidariedade dos vizinhos, que refutam a história oficial. A obra também foi premiada nos festivais de Biarritz, Havana e Marselha. Por fim, o sul-coreano “O Advogado” conquistou vários prêmios da indústria asiática, mas é uma produção de quatro anos atrás e chapa-branca. O filme e o personagem-título, que começa obcecado em fazer dinheiro, mudam de registro bruscamente quando surge o caso de um jovem espancado pela polícia e preso sem mandato, ao ser considerado, com seus colegas estudantes, simpatizante da Coreia do Norte. Indignado, o advogado contábil Roh Moo-hyun vira militante dos direitos humanos e assume tom exaltado, além de fervor patriótico, ao defender o caso no tribunal. A repercussão lançou sua carreira política. Considerado um grande exemplo de moral e justiça, o verdadeiro Roh Moo-hyun foi eleito presidente da Coreia do Sul em 2003. Mas, ao encerrar o mandato, foi implicado num grande escândalo de corrupção, envolvendo (o equivalente a) seus ministros, parentes e construtoras… Ao contrário de outros, ele não afirmou que era o homem mais honesto da história deste… do seu país. Assumiu o erro, se disse envergonhado, pediu para os seguidores deixarem de idolatrá-lo e morreu após se jogar de um precipício em 2009. Em sua nota de suicídio, ele pediu desculpas por fazer “muitas pessoas sofrerem”. A reviravolta foi que, exatamente como outros, ele saiu da vida para entrar na história, transformando-se em mártir de uma perseguição política injusta. O filme-exaltação faz parte do reboot da narrativa oficial, que visa redimir sua biografia.

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    Continuação da sci-fi Skyline ganha novo trailer com muitos efeitos visuais

    10 de outubro de 2017 /

    A sci-fi indie “Beyond Skyline”, que retoma a trama do filme de invasão alienígena “Skyline” (2010), ganhou um novo trailer. A prévia destaca o personagem de Frank Grillo (“Capitão América: Guerra Civil”), que começa num metrô de cidade grande americana e vai parar numa selva asiática atrás do filho abduzido por alienígenas. Os efeitos visuais chamam bastante atenção, por assumirem uma escala mais ambiciosa que o filme original, realizado com baixo orçamento. Além do protagonista, o elenco internacional inclui o indonésio Iko Uwais (“Operação Invasão”), o javanês Yayan Ruhian (também de “Operação Invasão”), a singapurense Pamelyn Chee (série “2025”), o neozelandês Callan Mulvey (série “Power”), a sérvia Bojana Novakovic (“A Maldição da Floresta”) e os americanos Jonny Weston (“A Série Divergente: Convergente”) e Antonio Fargas (série “Todo Mundo Odeia o Chris”). O roteirista e técnico de efeitos Liam O’Donnell, que escreveu o primeiro filme, volta a assinar a trama e fará sua estreia como diretor à frente da produção. Mas os diretores do longa original, os irmãos Greg e Colin Strause, também retornam, agora como produtores. “Beyond Skyline” vai estrear em 1 de novembro na Indonésia, 15 de dezembro nos Estados Unidos e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.

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    My Friend Dahmer: Trailer mostra juventude de um dos mais famosos serial killers americanos

    10 de outubro de 2017 /

    A Film Rise divulgou o pôster e o segundo trailer de “My Friend Dahmer”, que traz o ídolo adolescente Ross Lynch (do telefilme “Teen Beach Movie” e da série “Austin & Ally”, do Disney Channel) como o famoso serial killer Jeffrey Dahmer. A prévia mostra Dahmer em seus dias de colegial, durante os anos 1970. O filme indie é uma adaptação da graphic novel de mesmo nome, do cartunista Derf Backderf, com roteiro e direção de Marc Meyers (“How He Fell In Love”), e mostra o futuro canibal lutando com as dificuldades da adolescência, sua família problemática e seu desejo de matar. O elenco também inclui Anne Heche (série “Aftermath”) e Dallas Roberts (série “The Walking Dead”) como os pais de Dhamer, além de Vincent Kartheiser (série “Mad Men”), Alex Wolff (“O Dia do Atentado”) e Miles Robbins (“Em Busca de Uma Nova Chance”). Conhecido por estuprar, matar, desmembrar e comer 17 homens e meninos entre o final dos anos 1970 e o começo dos 1990, Dahmer foi diagnosticado como psicopata e acabou assassinado na prisão por outro presidiário em 1994. O serial killer já foi retratado no drama “Dahmer” (2002), obra responsável por impulsionar a carreira do ator Jeremy Renner (“Os Vingadores”), que recebeu o troféu Indie Spirit Award pelo papel.

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    Criador de Estranhos no Paraíso assina pôster do filme da origem real da Mulher-Maravilha

    9 de outubro de 2017 /

    A Annapurna divulgou um novo pôster do filme que conta a história real da criação da Mulher-Maravilha, “Professor Marston & the Wonder Women”. E se trata de uma obra especial, criada pelo cartunista Terry Moore como se fosse uma capa de revista em quadrinhos dos anos 1940, a Era de Ouro do gênero, quando a Mulher-Maravilha estreou na DC Comics. Veja abaixo. A escolha de Moore é bastante oportuna. Afinal, ele é o criador dos quadrinhos premiados de “Estranhos no Paraíso” (Strangers in Paradise), que tem um tema coincidente com o filme: um relacionamento a três. Além disso, “Estranhos no Paraíso” também vai virar filme com direção da mesma cineasta, Angela Robinson (“Herbie, Meu Fusca Turbinado”). “Professor Marston & the Wonder Women” acompanha o psicólogo da Universidade de Harvard, Dr. William Moulton Marston, que inventou o detector de mentiras e criou a Mulher-Maravilha, destacando o período em que precisou defender a super-heroína feminista contra as acusações de “perversidade sexual”, ao mesmo tempo em que mantinha um segredo que poderia arruiná-lo. Isto porque a inspiração da Mulher-Maravilha foi sua esposa, Elizabeth Marston, e sua amante e ex-aluna Olive Byrne, duas mulheres que também se destacaram na área da psicologia e desafiaram convenções, construindo uma vida a três com Marston, como mães de seus filhos, melhores amigas e parceiras de cama. Por muitos anos, o segredo real de Marston foi mais bem guardado que a identidade secreta da super-heroína. A produção traz Luke Evans (“Drácula: A História Nunca Contatada”), Rebecca Hall (“Homem de Ferro 3”) e Bella Heathcote (“Orgulho e Preconceito e Zumbis”) como os protagonistas do escândalo que nunca estourou, mas é considerado verídico. A história já rendeu livros e uma peça de sucesso (“Lasso of Truth”), apesar de ainda parecer novidade para o grande público. Isto deve mudar com o filme, escrito e dirigido por Angela Robinson e produzido por Jill Soloway (criadora da série “Transparent”). Exibido no Festival de Toronto, o filme arrancou elogios da crítica norte-americana e chegou a atingir 93% de aprovação no site Rotten Tomatoes (desde então, caiu para 84%). A estreia está marcada para sexta-feira (13/10) nos Estados Unidos, mas ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil.

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    Keanu Reeves volta à sci-fi no trailer de Replicas

    8 de outubro de 2017 /

    Foi divulgado o primeiro trailer da sci-fi indie “Replicas”, que marca a volta de Keanu Reeves ao gênero, uma década após o remake de “O Dia em que a Terra Parou”. O ator domina as cenas e as ações da prévia, como um cientista que usa sua pesquisa de clonagem genética para trazer sua família de volta à vida, após um grave acidente de carro. Claro que há consequências quando se brinca de Dr. Frankenstein, mas o protagonista não parece disposto a ouvir nada nem ninguém, como demonstra o vídeo. O filme tem direção de Jeffrey Nachmanoff (“O Traidor”) e também inclui no elenco Alice Eve (“Além da Escuridão: Star Trek”), Thomas Middleditch (série “Silicon Valley”) e Emily Alyn Lind (“Quando as Luzes se Apagam”). Exibido no Festival de Toronto, o filme ainda não possui previsão de estreia.

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    Trailer mostra Nicholas Hoult e Laia Costa num romance da era dos aplicativos

    8 de outubro de 2017 /

    O novo romance indie do diretor Drake Doremus (“Loucamente Apaixonados”) ganhou pôster e seu primeiro trailer. Intitulado “Newness”, o filme mostra o relacionamento de Nicholas Hoult (“X-Men: Apocalipse”) e a espanhola Laia Costa (“Victoria”), que se conhecem por meio de um aplicativo e passam a viver um grande amor em meio a experimentações modernas. Ou nem tanto. Afinal, a única novidade do romance aberto da dupla, em relação ao “amor livre” dos anos 1960, é a internet. As consequências, brigas e questionamentos não representam essa novidade toda para quem cresceu durante a nouvelle vague. Além do par central, o elenco também inclui Danny Huston (“Mulher-Maravilha”), Pom Klementieff (“Guardiões da Galáxia Vol. 2”), Jessica Henwick (série “Punho de Ferro”), Matthew Gray Gubler (série “Criminal Minds”), Andrew Lees (série “The Originals”), Courtney Eaton (“Mad Max: Estrada da Fúria”) e Albert Hammond Jr., guitarrista da banda The Strokes. O filme dividiu a crítica ao ser exibido no Festival de Sundance (tem 60% de aprovação no site Rotten Tomatoes), mas foi comprado pela Netflix, que ainda não marcou sua estreia.

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    Daisy Ridley vai estrelar drama indie passado num táxi

    4 de outubro de 2017 /

    Daisy Ridley vai tomar um táxi no cinema. Ela foi confirmada no elenco de “Daddio”, um drama indie que se passa num táxi e dura o percurso de uma corrida, enquanto o motorista e a mulher conversam sobre os efeitos dos relacionamentos em seus respectivas vidas. Ridley interpretará a mulher, de acordo com a Variety. A atriz teria aproveitado que a produção é pequena para aceitar o papel, pois fontes da Variety afirmam que ela deve filmar o longa antes de começar preparação para “Star Wars: Episódio IX”. Roteiro é assinado por Christy Hall, que escreveu algumas peças de teatro durante carreira, e ainda não há diretor definido. O drama intimista será um grande contraponto às superproduções da carreira da atriz, que após estourar em “Star Wars: O Despertar da Força” (2015), filmou “Star Wars: Os Últimos Jedi”, “Assassinato no Expresso do Oriente”, “Pedro Coelho”, “Ophelia” e “Chaos Waling”, todos ainda inéditos.

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    Columbus aproxima paixão por arquitetura e cinema

    28 de setembro de 2017 /

    Uma das vantagens de ver “Columbus” no cinema é que permite visualizar as belas construções arquitetônicas da cidade-título em dimensões próximas das reais. O que o diretor Kogonada faz em seu longa de estreia é aproveitar a cidade que ama, Columbus, no estado de Indiana, para usá-la como elemento primordial da direção de arte. Claro que não se trata apenas de pegar as construções e mostrá-las ao fundo enquanto os protagonistas desfilam e falam de seus problemas, mas há todo um cuidado com os ângulos, o modo como é mostrado cada edifício, seja ele um banco ou uma igreja, uma escola ou um hospital. Isso parece frio, mas é justamente o contrário: afinal, arquitetura também não é arte? Logo, um filme que se passa em uma cidade que é famosa por sua arquitetura modernista e que enfatiza isso intensamente, não deixa de passar muitos sentimentos, embora evite fincar os pés no melodrama ou numa história de amor tradicional. A trama transmite a paixão e o entusiasmo da personagem Casey pela história da arquitetura de sua cidade. Interpretada por Haley Lu Richardson em performance memorável, depois de ter papéis de coadjuvantes em filmes como “Quase 18” (2016) e “Fragmentado” (2017), Casey é uma garota que mora com a mãe viciada em drogas, e que conhece Jin (John Cho, de “Star Trek”), um sul-coreano que está passando uns tempos na cidade, por causa do estado de saúde de seu pai – no início do filme ele sofre um derrame. Filmes que unem estranhos são sempre interessantes, mesmo aqueles que procuram sair evitar a história de amor mais óbvia entre os protagonistas, como em “Apenas uma Vez” (2007) e “Mesmo se Nada Der Certo” (2013), ambos de John Carney. E, em alguns momentos o filme de Kogonada, ainda lembra um pouco “Antes do Amanhecer” (1995), de Richard Linklater. Mas “Columbus” não tem a intenção de explorar o romantismo. Seria, no máximo, uma espécie de versão negativa do clássico de Linklater. Se por um lado Casey é muito sensível e muito apegada à mãe – motivo de ela não sair da cidade para estudar ou fazer aquilo que mais lhe interessa, algo relacionado a arquitetura -, o que Jin sente pelo pai prestes a morrer é quase nada. Só não é nada pois podemos ver que se trata também de um sentimento de ressentimento por ter sido ignorado pelo pai durante tantos anos. Mas, devido à tradição coreana, ele é obrigado a passar por uma espécie de luto forçado. “Columbus” procura ir fundo nos diálogos e nos sentimentos de seus personagens, tornando-os sempre interessantes (ela angustiada e agitada, ele calmo e com ar de desiludido), mas o grande barato do filme é que as imagens conseguem se sobrepor a tudo. Como se, além de bombardeados pela aflição e pela angústia daqueles jovens, ainda tenhamos que nos sentir pequenos diante daquelas construções imponentes. E sem saber direito o que sentir diante de tudo isso, numa espécie de borrão de emoções. Nota-se um cineasta promissor em Kogonada, que antes de estrear com “Columbus” era conhecido por produzir vídeos elogiadíssimos, em que editava trechos de filmes clássicos para refletir sobre cinema. Foi com estes trabalhos que adotou seu pseudônimo, que é um trocadilho com o nome do roteirista japonês Kōgo Noda (grande parceiro de Yasujirō Ozu), além de ter chamado a atenção do diretor Chris Weitz (“A Saga Crepúsculo: Lua Nova”), que o procurou para produzir sua estreia. Fiquemos de olhos nos próximos projetos.

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    Playlist: 10 clipes de bandas do rock alternativo atual

    24 de setembro de 2017 /

    Quem vê o Rock in Rio pode até pensar que rock é sessão nostalgia. Os clássicos são bacanas, mas, ao contrário do que muitos acreditam, tem uma nova geração fazendo barulho – e não é metal nem emo. O rock alternativo voltou a despontar entre as tendências indies. E como todo ciclo se repete a cada 20 anos, sua grande influência é o grunge/garage de Soundgarden, Mudhoney e Nirvana (do primeiro disco), mesclado ao blues pesado das bandas inglesas dos anos 1960/70 – Cream, Led Zeppelin, Deep Purple. A seleção foi preparada para tocar em porões escuros, que servem cerveja quente e cobram entrada barata. Ou seja, evoca mais uma roda de mosh que a preocupação de juntar as últimas novidades do gênero ou as bandas mais representativas, e inclui clipes lançados entre o ano passado e agosto deste ano. A maioria das bandas selecionadas são inglesas. A dupla Royal Blood é de Brighton e chegou ao segundo álbum em junho. O trio Band of Skulls é de Southampton e está em seu quarto álbum. O quinteto Frank Carter & The Rattlesnakes é a nova banda do ex-vocalista do Gallows e Pure Love, e também lançou o segundo disco este ano. Cortes é um trio emergente de Londres, batizado com o nome do vocalista Andy Cortes, de família de imigrantes colombianos, que começou a tocar no ano passado. Caçulas da lista, os trios The Pale White e Strange Bones vem de Newcastle e Blackpool, respectivamente, e lançaram seus primeiros singles em 2017. O único grupo americano é o trio californiano Black Map, que lançou seu segundo álbum em março A lista ainda inclui três bandas “veteranas”. Os suecos Royal Republic e os gregos 1000mods já tem três discos de canções inéditas, enquanto os sul-africanos malucos do Seether já estão no sétimo lançamento de estúdio. Pode apertar play e aumentar que isso aí é rock’n’roll. A tracklist: Royal Republic – Uh Huh (Suécia) Royal Blood – I Only Lie When I Love You (Inglaterra) Band Of Skulls – Black Magic (Inglaterra) Cortes – Facing My Fear (Inglaterra) 1000mods – Electric Carve (Grécia) Frank Carter & The Rattlesnakes – Lullaby (Inglaterra) The Pale White – Reaction (Inglaterra) Strange Bones – We the Rats (Inglaterra) Seether – Betray And Degrade (África do Sul) Black Map – Run Rabbit Run (Estados Unidos)

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    Ilha de Cachorros: Nova animação de Wes Anderson ganha trailer fantástico

    21 de setembro de 2017 /

    A Fox Searchlight divulgou dois pôsteres e o primeiro trailer de “Ilha de Cachorros” (Isle of Dogs), a nova animação do cineasta Wes Anderson (“O Grande Hotel Budapeste”). A prévia revela a fantástica premissa da trama, que se passa num futuro distópico, após um surto de gripe canina levar o Japão a isolar todos os cachorros numa ilha, até então utilizada como depósito de lixo. Isto não impede um garotinho de ir até lá para tentar resgatar seu animal de estimação. Os demais cachorros resolvem ajudar na busca. O problema é que, como eles falam inglês, não entendem o que diz o menino japonês. Tem mais: política, conspiração, referências a animes e tambores japoneses retumbando o tempo inteiro. Fantástico. O elenco de vozes, como de costume, é repleto de estrelas, incluindo alguns parceiros habituais do diretor, como Bill Murray, Edward Norton, Tilda Swinton, Jeff Goldlum, Frances McDormand e Bob Balaban, mas também novidades como Bryan Cranston (da série “Breaking Bad”), Scarlett Johansson (“Os Vingadores”), Greta Gerwig (“Frances Ha”), Liev Schreiber (série “Ray Donovan”) e diversos astros japoneses, como Ken Watanabe (“A Origem”), Kunichi Nomura (“Encontros e Desencontros”), Akira Ito (“Birdman”), Akira Takayama (“Neve Sobre os Cedros”) e até a cantora Yoko Ono. “Ilha de Cachorros” será a segunda animação da carreira de Anderson, após “O Fantástico Sr. Raposo” (2009). E a escolha do tema é especialmente curiosa porque, em seus filmes, o diretor tem se mostrado um assassino contumaz de cachorrinhos. Os bichinhos sempre se dão mal em suas obras, a ponto da revista The New Yorker ter publicado um ensaio a respeito de seu ódio por cães. A estreia está marcada para 20 de abril nos Estados Unidos e apenas dois meses depois, em 14 de junho, no Brasil.

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    Quadrinhos de Estranhos no Paraíso vão virar filme

    16 de setembro de 2017 /

    A diretora Angela Robinson, responsável pelo vindouro “Professor Marston and the Wonder Women”, vai continuar no mundo dos quadrinhos e dos relacionamentos à três em seu próximo filme. Após contar a história real por trás da criação da “Mulher-Maravilha”, ela levar ao cinema os quadrinhos de “Estranhos no Paraíso” (Strangers in Paradise), de Terry Moore. “Tenho esperado para adaptar ‘Estranhos no Paraíso’ por uma década, desde a primeira vez que li e não consegui deixar de lado”, afirmou Robinson em comunicado. Por enquanto não há detalhes sobre o começo da produção. A história original começa com um triângulo romântico entre David, um rapaz sensível e completamente apaixonado por Katchoo, uma loira baixinha de péssimo temperamento, que ama a romântica Francine, uma garota insegura que não sabe de quem gosta. Entre os vaivéns afetivos, a narrativa muda seu tom de comédia romântica e chega até a virar suspense criminal ao longo de suas 107 edições. Os primeiros exemplares da longa história, escrita, desenhada e publicada de forma independente por Terry Moore a partir de 1993 nos Estados Unidos, chegaram milagrosamente ao Brasil em 1998, como uma minissérie de três edições em preto e branco da editora Abril, e desde então a história passou por mais três editoras, com alguns hiatos entre as publicações. Robinson pretende trabalhar com Moore no desenvolvimento do filme. O projeto foi revelado no Festival de Toronto, acompanhando a exibição de “Professor Marston and the Wonder Women”, que recebeu 93% de aprovação da crítica, segundo a medição do site Rotten Tomatoes.

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    Trailer de Lady Bird, estreia de Greta Gerwig na direção, tem cenas brilhantes

    7 de setembro de 2017 /

    A A24 divulgou o trailer e o pôster do filme “Lady Bird”, que marca a estreia na direção da atriz Greta Gerwig (“Mulheres do Século 20”). A prévia tem cenas brilhantes, pontuadas por um humor desconsertante, que evoca os filmes estrelados pela própria atriz. Ela não atua na produção, mas Saoirse Ronan (“Brooklyn”) é basicamente uma transposição das personagens rebeldes e desfocadas que Gerwig transformou em carreira. Vale lembrar que, além de atriz, Gerwig é uma escritora talentosa. Ela escreveu, entre outros, “Frances Ha” (2012) e “Mistress America” (2015), seus filmes mais famosos. E também assina o roteiro de “Lady Bird”, que é uma síntese de suas angústias existenciais, inspirado em sua própria vida. O filme acompanha as aventuras de uma jovem do Norte da Califórnia, que é tratada como ovelha negra da família pela própria mãe (Laurie Metcalf, a mãe de Sheldon na série “The Big Bang Theory”). Mas ela se vê como uma joaninha (ladybird), querendo voar. O elenco também inclui Timothée Chalamet (“Interestelar”), Tracy Letts (série “Homeland”), Lucas Hedges (“Manchester à Beira-Mar”), Lois Smith (série “True Blood”), Beanie Feldstein (“Vizinhos 2”), Stephen McKinley Henderson (também de “Manchester à Beira-Mar”) e Odeya Rush (“Goosebumps”). O filme terá sua première no Festival de Toronto e chega ao circuito comercial dos EUA em 10 de novembro. Ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil.

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