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  • Filme

    Em Pedaços transforma o ressurgimento da ameaça nazista em thriller

    24 de março de 2018 /

    Um thriller assustador, provocador, que faz pensar… e muito. “Em Pedaços”, trabalho do cineasta alemão de ascendência turca Fatih Akin, mexe fundo na ferida do preconceito, no papel da justiça, na violência que gera mais violência, no dilema moral que se apresenta em situações desesperadoras. Muito bem realizado, com um diretor que não só sabe filmar bem, mas sabe o que quer e que debates impulsionar. Foi reconhecido pelo Globo de Ouro e pelo Critics’ Choice Awards como o Melhor Filme Estrangeiro do ano e Diane Kruger foi premiada como Melhor Atriz em Cannes. Foi, ainda, o indicado pela Alemanha para entrar na corrida do Oscar, mas ficou de fora da lista final. A personagem Katja, em brilhante desempenho de Diane Kruger, vê o mundo desabar aos seus olhos quando concretiza que perdeu tudo o que dava sentido à sua existência. Alemã, casada com um turco e com um filho de 7 anos que adorava, vê a vida deles ceifada por uma bomba, colocada no escritório do marido num dia em que o menino estava lá com o pai. Ela descobrirá que a morte brutal não foi atentado de nenhum muçulmano radical, como se pretendia, não tinha a ver com imigrantes ou com bandidos vindos de fora. Foi um produto genuinamente alemão, tão loiro quanto ela: um grupo de neonazistas. Envolvia até uma bela jovem alemã, que ela havia visto estacionar sua bicicleta no local do escritório. Como Katja lidará com essa situação demolidora é o que o filme desenvolverá, numa narrativa pra lá de envolvente e que mantém o suspense até o final. Provoca reações na plateia, que convidam a uma conversa daquelas de pensar na vida, nas sociedades do mundo atual, nos rumos da própria humanidade, nas nossas escolhas e nos nossos destinos. Nas contingências da existência, enfim. O fato de abordar crimes praticados por neonazistas é muito oportuno, num momento em que o mundo parece fazer uma inflexão pela extrema direita e as diversas expressões do fascismo têm sobressaído de onde menos se espera.

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  • Filme

    Trailer legendado de Em Pedaços destaca interpretação premiada de Diane Kruger

    18 de dezembro de 2017 /

    A Imovision divulgou o trailer legendado do suspense alemão “Em Pedaços” (In the Fade), um dos filmes mais aplaudidos do Festival de Cannes 2017, que rendeu o prêmio de Melhor Atriz para Diane Kruger (“Bastardos Inglórios”). A prévia mostra como ela vai da felicidade com a família ao desespero, após seu marido turco e filho serem vítimas de um atentado de neonazistas. Na trama, depois do período de luto e espera por justiça, a protagonista se cansa das desculpas da polícia e decide procurar vingança. Dirigido pelo alemão Fatih Akin (“Soul Kitchen”), que é filho de imigrantes turcos, o longa ilumina a outra face do terrorismo na Europa, que tem olhos azuis e ataca muçulmanos. A trama foi inspirada por atentados cometidos pelo NSU, um grupo neonazista que explodiu diversas bombas contra imigrantes desde 1999. Além do prêmio em Cannes, “Em Pedaços” concorre ao Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Estrangeira, Já em cartaz na Alemanha, o filme estreia em 23 de dezembro nos Estados Unidos e apenas em 8 de fevereiro no Brasil.

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  • Filme

    Filme sueco vence Festival de Cannes, que também premiou Sofia Coppola e Joaquin Phoenix

    28 de maio de 2017 /

    O filme sueco “The Square”, de Ruben Östlund, foi o vencedor da Palma de Ouro do 70º Festival de Cannes. A obra não era das mais badaladas da competição, mas o diretor já tinha causado boa impressão em Cannes com seu filme anterior, “Força Maior” (2014), exibido e premiado na seção Um Certo Olhar há três anos. Em tom que varia entre o drama e a comédia, a trama acompanha o curador de um importante museu de arte contemporânea de Estocolmo, vítima de um pequeno incidente que desencadeia uma série de situações vexaminosas. Em seu intertexto, “The Square” ainda faz um contraponto entre o ambiente elitista das galerias de arte e a realidade das ruas europeias, cheias de imigrantes e desempregados. Apesar da vitória de um longa europeu, a maior parte das premiações do juri presidido pelo espanhol Pedro Almodóvar foi para produções americanas. Um número, por sinal, mais elevado que o costume entre as edições anteriores do festival. O prêmio de direção ficou com Sofia Coppola por “O Estranho que Nós Amamos”, remake do filme homônimo de 1971, que transforma uma trama de western em suspense gótico. A diretora não estava em Cannes para a cerimônia, realizada no domingo (28/5), mas enviou uma longa mensagem de agradecimento, na qual menciona a neozelandesa Jane Campion, única mulher a vencer a Palma de Ouro, com “O Piano”, em 1993, como uma de suas “inspirações” na carreira. A estrela de “O Estranho que Nós Amamos”, Nicole Kidman, também foi homenageada com um prêmio especial do festival. Neste ano, ela participou de quatro produções exibidas na programação de Cannes. Duas delas estavam na mostra competitiva. E a segunda também foi premiada: o suspense “The Killing of a Sacred Deer”, do grego Yorgos Lanthimos, que venceu o troféu de Melhor Roteiro, empatado com “You Were Really Never Here”, outra produção americana, dirigida pela escocesa Lynne Ramsay. Para completar a lista americana, Joaquin Phoenix, estrela de “You Were Really Never Here”, venceu o troféu de Melhor Ator. A alemã Diane Krueger foi premiada como Melhor Atriz por “In the Fade”, e dois filmes europeus levaram o Grande Prêmio e o Prêmio do Juri, equivalentes ao 2º e 3º lugares do festival: o francês “120 Battements par Minute”, de Robin Campillo, e o russo “Loveless”, de Andrey Zvyagintsev. Por fim, o prêmio Câmera de Ouro, para longa-metragem de diretor estreante, foi para “Jeune Femme”, da francesa Léonor Serraille, exibido na mostra paralela Um Certo Olhar. Nenhum filme da Netflix foi premiado. O júri da competição oficial foi composto pelos diretores Pedro Almodóvar, Park Chan-wook, Paolo Sorrentino, e Maren Ade, as atrizes Jessica Chastain, Fan Bingbing, Agnès Jaoui, o ator Will Smith e o compositor Gabriel Yard. Vencedores do Festival de Cannes 2017 Palme de Ouro de Melhor Filme “The Square”, de Ruben Öslund (Suécia) Melhor Direção Sofia Coppola, por “O Estranho que Nós Amamos” (EUA) Melhor Roteiro “The Killing of a Sacred Dear”, de Yorgos Lanthimos (Reino Unido) “You Were Really Never Here”, de Lynne Ramsay (EUA) Melhor Ator Joaquin Phoenix, por “Your Were Never Really Here” (EUA) Melhor Atriz Diane Krueger, por “In the Fade” (Alemanha) Grande Prêmio do Júri “120 Battements par Minute”, de Robin Campillo (França) Prêmio do Júri “Loveless”, de Andrey Zvyagintsev (Rússia) Prêmio Especial do 70º aniversário de Cannes Nicole Kidman (EUA) Câmera de Ouro (melhor filme de estreia) “Jeune Femme”, de Léonor Serraille (França)

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    Diane Kruger se desespera em fotos e trailer de suspense alemão aplaudido em Cannes

    26 de maio de 2017 /

    A Pathé divulgou o pôster, cinco fotos e o primeiro trailer do suspense alemão “In the Fade” (Aus dem Nichts), um dos filmes mais aplaudidos do Festival de Cannes 2017. A prévia revela o momento em que a personagem de Diane Kruger (“Bastardos Inglórios”) descobre que o marido e o filho foram vítimas de um atentado de neonazistas. O desespero de sua interpretação é impressionante e arrancou elogios da crítica internacional, durante o festival. Na trama, depois do período de luto e espera por justiça, a protagonista se cansa das desculpas da polícia e decide procurar vingança. Dirigido pelo alemão Fatih Akin (“Soul Kitchen”), que é filho de imigrantes turcos, “In the Fade” ilumina a outra face do terrorismo na Europa, que tem olhos azuis e ataca muçulmanos. A trama foi inspirada por atentados cometidos pelo NSU, um grupo neonazista que já explodiu diversas bombas contra imigrantes desde 1999. A estreia está marcada para 23 de novembro na Alemanha e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

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    Diane Kruger enfrenta o terrorismo de olhos azuis no Festival de Cannes

    26 de maio de 2017 /

    “In the Fade”, do alemão Fatih Akin (“Soul Kitchen”), trouxe os problemas do mundo real para o Festival de Cannes. Filme mais abertamente político deste ano, aborda a guinada de intolerância à direita que toma conta da Europa, efeito secundário do terrorismo islâmico, para mostrar que o terror também tem olhos azuis. O filme traz Diane Kruger (de “Bastardos Inglórios”) como a esposa de um ex-traficante de drogas de origem turca e mãe de um menino de 6 anos, que sobrevive a um atentado neonazista no local onde trabalham. Com a morte do marido e filho, ela quer a condenação dos assassinos, seja pela Justiça, seja pelas próprias mãos. A imigração na Alemanha é um tema constante da filmografia de Akin, que é filho de imigrantes turcos, assim como o pop/rock ocidental. Mas este é o filme em que mais claramente se posiciona contra a xenofobia. O terrorismo de “In the Fade” não é praticado por imigrantes aliciados pelo Estado Islâmico, mas por aqueles que são contra esses grupos. “O cinema me dá a possibilidade de dialogar com meus pesadelos”, disse Akin na entrevista coletiva, em que apareceu usando uma camiseta da banda Queens of Stone Age, em homenagem ao guitarrista Josh Homme, que assina a trilha sonora do filme. “Vivemos em um mundo globalizado, e esse mundo tem medo das pessoas. A globalização tem um lado bom e outro ruim”, completou. O cineasta inspirou-se nos atentados cometidos contra estrangeiros que acontecem na Alemanha desde 1999 pelo NSU, um grupo neonazista que já explodiu diversas bombas. Revelou também ter se inspirado em histórias reais de casos em que imigrantes eram mortos e a polícia sempre procurava indícios de que usavam drogas para justificar os crimes como guerra de gangues. É o que acontece em seu filme, quando os policiais apontam que a explosão pode ter sido uma questão muçulmana, curda ou de criminalidade ligada ao tráfico. Mas Katja, a personagem de Kruger, tem certeza de que não é nada disso. Kruger esperava a chance de atuar em um filme de Akin desde que se conheceram há alguns anos em um evento. Mas o protagonista de “In the Fade”, originalmente, seria um homem. “Mas quando você começa a escrever um roteiro, novas camadas vão sendo incorporadas, aí surgiu a história da mãe”, explicou o diretor. “Mas como não queria usar as escolhas previsíveis entre as atrizes alemãs, aí me lembrei da conversa com Diane e a convidei”, explicou Akin. A parceria acabou sendo positiva para a atriz, que teve sua interpretação elogiada pela crítica, mais, inclusive, que o próprio filme. “É um papel que me deu medo”, contou Kruger. “O que mais me interessou é que é sobre um ato terrorista. Hoje ouvimos a cada dia novos números sobre mortos, assim como as histórias daqueles que ficam. E Katja me tocou muito: como é possível se viver diante desse horror?” A atriz disse que se sentiu desafiada pelo filme. “Houve cenas difíceis de gravar, de viver. As cenas de luto, de extremo sofrimento, era algo quase insuportável. Vivi algo terrível. Não trabalhei desde então”, declarou. “É uma personagem muito diferente de mim. Mas disse sim a tudo o que Akin me pedia. Era apenas ele quem poderia fazer esse filme. Infelizmente, acho que esse longa faz parte da nossa atualidade”, concluiu.

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