Família de Versace protesta contra série que mostrará o assassinato do estilista italiano
A família do estilista Gianni Versace está protestando contra o canal pago FX por conta da 2ª temporada de “American Crime Story”, que ganhou o subtítulo de “The Assassination of Gianni Versace”. A reclamação é que se trata de um “trabalho de ficção”, vendido como história real, e que não há autorização para a série de antologia. “A família Versace não autorizou nem teve algum envolvimento com a vindoura série de TV sobre a morte do Sr. Gianni Versace”, disse um comunicado emitido pela grife Versace aos meios de comunicação na segunda (8/1). “Como Versace não autorizou o livro em que a trama parcialmente se baseia, nem participou da redação do roteiro, esta série de TV só deve ser considerada como uma obra de ficção”. O canal FX respondeu com seu próprio comunicado. “Como a série original, ‘American Crime Story: The People Vs OJ Simpson’, que se baseou no best-seller de não-ficção de Jeffrey Toobin, a sequência, ‘The Assassination of Gianni Versace’, é baseado na pesquisa verificada do best-seller de não-ficção de Maureen Orth “Vulgar Favors”, que examinou a vida de crimes de Andrew Cunanan. Nós defendemos o meticuloso relato da Sra. Orth.” O livro de Maureen Orth, sobre o qual a série limitada do roteirista Tim Rob Smith se baseia, foi publicado em 1999 e também não teve aprovação da família Versace. A série aprofunda os eventos que levaram ao assassinato do icônico estilista italiano, que foi baleado na frente de sua mansão de Miami Beach em 1997. Ele tinha 50 anos quando se tornou vítima de Andrew Cunanan, um serial killer que matou quatro homossexuais antes de chegar em Versace. Em novembro, a irmã de Versace e atual diretora da grife, Donatella Versace, disse que não tinha intenção de assistir a série, apesar da amizade com sua intérprete, a atriz Penélope Cruz (“Zoolander 2”). “Falei com Penélope. Ela é uma amiga e disse que vai me tratar com respeito – sim, mas não sei o que será [mostrado], a partir de um livro que diz incríveis falsidades”. Além da estrela espanhola, o elenco também destaca o venezuelano Edgar Ramirez (“A Garota no Trem”) no papel de Versace, o americano Darren Criss (série “Glee”) como Cunanan e o cantor porto-riquenho Ricky Martin como Antonio D’Amico, o parceiro de vida de Versace. O criador da série, Ryan Murphy, dirige o primeiro episódio, que vai ao ar em 17 de janeiro nos Estados Unidos.
Vídeo da 2ª temporada de American Crime Story acusa homofobia pelo assassinato de Gianni Versace
O canal pago FX divulgou um vídeo de bastidores da 2ª temporada de “American Crime Story”, que foi batizada de “The Assassination of Gianni Versace”. A prévia traz muitas cenas inéditas e depoimentos do elenco sobre como o assassinato de Versace foi resultado da caçada menos empenhada a um serial killer da história do FBI, e aponta o dedo para a homofobia que permitiu que Andrew Cunanan ficasse a solta o tempo suficiente para matar o estilista italiano. O produtor Ryan Murphy já tinha feito a acusação ao definir o tema da série. “Estamos falando de um crime dentro de uma ideia social. Versace, que foi a última vítima de Andrew Cunanan, não devia ter morrido. Um dos motivos que fizeram Cunanan atravessar o país fazendo vítimas, em sua maioria homens gays, sem ser detido, foi a homofobia da época”, ele declarou. Na época, a tragédia ganhou grande repercussão mundial, tanto pela importância cultural de Versace como por ter sido um crime de ódio ostensivo contra gays. A série traz o venezuelano Edgar Ramirez (“A Garota no Trem”) no papel de Versace, o americano Darren Criss (série “Glee”) como Cunanan, a espanhola Penélope Cruz (“Zoolander 2”) como Donatella Versace, irmã e herdeira da grife, e o cantor porto-riquenho Ricky Martin como Antonio D’Amico, o parceiro de vida de Versace. “The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story” vai estrear em 17 de janeiro.
Donatella Versace proibe Ryan Murphy de retratar sua filha na série sobre o assassinato de Gianni Versace
Donatella Versace se opôs à retratação de sua filha, Allegra, na série limitada “The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story” e o produtor-executivo Ryan Murphy acatou o pedido, segundo o site Page Six, do jornal New York Post. Em “The People v. O.J. Simpson: American Crime Story”, Murphy incluiu atores mirins para interpretar Kim Kardashian e seus irmãos, mas não conseguiu autorização para retratar a sobrinha de Versace, que era uma criança no momento do assassinato do estilista. “Ryan filmou uma cena com Allegra”, disse uma fonte do site. “Mas ele respeitou o pedido de Donatella e cortou a cena na edição final. Donatella não queria que sua filha fosse retratada no programa”. Allegra é agora diretora da grife que leva o nome da família, mas se mantém fora dos holofotes. A sobrinha era como uma filha para Versace, que deixou quase metade de seus bens e negócios, valendo milhões, para ela quando morreu e a menina tinha apenas 11 anos de idade. Na série, Gianni Versace é vivido pelo venezuelano Edgar Ramirez (“A Garota no Trem”) e Donatella pela espanhola Penélope Cruz (“Zoolander 2”). “The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story” vai estrear em 17 de janeiro no canal pago FX.
Turquia proíbe filmes e mostras LGBT+ na capital do país
A capital turca, Ancara, proibiu a exibição pública de filmes, mostras e exposições que expressem homossexualidade ou sejam relacionados a direitos da comunidade LGBT+, disse o gabinete do governador no domingo (19/11), citando riscos para a segurança pública. “A partir de 18 de novembro de 2017, no que diz respeito à sensibilidade pública da nossa comunidade, eventos como cinema, teatro, painéis, entrevistas e exposições LGBT estão proibidos até a segunda ordem em nossa província para proporcionar paz e segurança”, disse o gabinete do governador em um comunicado. O órgão disse que tais exposições poderiam fazer com que diferentes grupos na sociedade “nutram o ódio e a hostilidade em público” uns contra os outros e, portanto, representam um risco para a segurança pública. Autoridades em Ancara já haviam proibido um festival de cinema gay alemão na quarta-feira, um dia antes da abertura, citando riscos de segurança pública e ataques terroristas. Além disso, paradas de orgulho gay foram banidas em Istambul nos últimos dois anos. Considerado um dos países islâmicos mais liberais da Ásia, a Turquia deu uma guinada à direita após o Partido de raízes islamistas AK eleger o presidente Tayyip Erdogan e enfrentar uma tentativa de golpe. Por enquanto, ao contrário de muitos países muçulmanos, a homossexualidade ainda não é um crime na Turquia, mas a censura é explícita e a criminalização já começa a ser exercida por meio de exceções, como penas para quem descumprir a proibição de manifestações LGBT. O governo turco também fechou jornais, prendeu mais de 150 mil pessoas e tenta censurar o acesso da população do país à internet. A Turquia pode parecer distante, mas o Brasil não está longe de viver o mesmo, dependendo do resultado da próxima eleição presidencial.
Trailer da 2ª temporada de American Crime Story mostra o assassinato de Gianni Versace
O canal pago FX divulgou o primeiro trailer da 2ª temporada de “American Crime Story”, que foi batizada de “The Assassination of Gianni Versace”. A prévia legendada parte do assassinato de Versace para contar a história em flashback, concentrando-se na obsessão do serial killer Andrew Cunanan sobre o estilista italiano. Segundo o produtor Ryan Murphy, se a 1ª e premiada temporada (“The People v. O.J. Simpson”) lidou com racismo, a nova irá tratar de homofobia. “Estamos falando de um crime dentro de uma ideia social. Versace, que foi a última vítima de Andrew Cunanan, não devia ter morrido. Um dos motivos que fizeram Cunanan atravessar o país fazendo vítimas, em sua maioria homens gays, sem ser detido, foi a homofobia da época”, ele declarou. O assassinato de Versace aconteceu em 1997, na Flórida, e a série pretende mostrar a displicência da polícia, que não teria se empenhado tanto para deter o assassino, porque suas vítimas eram homossexuais. Na época, a tragédia ganhou grande repercussão mundial, tanto pela importância cultural de Versace como por ter sido um crime de ódio ostensivo contra gays. A série trará o venezuelano Edgar Ramirez (“A Garota no Trem”) no papel de Versace, o americano Darren Criss (série “Glee”) como Cunanan, a espanhola Penélope Cruz (“Zoolander 2”) como Donatella Versace, irmã e herdeira da grife, e o cantor porto-riquenho Ricky Martin como Antonio D’Amico, o parceiro de vida de Versace. “The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story” vai estrear em 17 de janeiro.
Anna Paquin confirma denúncia de homofobia de Ellen Page contra Brett Ratner
A atriz Anna Paquin, que viveu Vampira na franquia “X-Men”, confirmou nas redes sociais as acusações que Ellen Page fez contra o diretor Brett Ratner. Page afirmou que sofreu com a homofobia do diretor, ao ter sua homossexualidade escancarada por ele na primeira reunião do elenco de “X-Men: O Confronto Final” (2006). De acordo com Page, ela tinha 18 anos quando chegou no primeiro dia de trabalho de “X-Men: O Confronto Final” (2006), no qual interpretou a mutante Kitty Pryde, quando Brett Ratner fez uma piadinha homofóbica que expôs sua sexualidade para todos os presentes. “Ele olhou para uma mulher próxima de mim, dez anos mais velha, apontou para mim e disse: ‘Você deveria fod*-la para ela perceber que é lésbica’”, Page recordou, num longo texto sobre assédio em Hollywood, publicado em seu Facebook. “Eu estava lá quando ele (Ratner) fez esse comentário. Eu te apoio Ellen Page”, escreveu Paquin no Twitter. Page revelou que ficou desconfortável com as atitudes homofóbicas e machistas do diretor durante todo o período de filmagens. Ela ainda relatou ter escutado ele falar sobre a vagina de uma das mulheres do set. “Eu era uma jovem adulta que ainda não tinha assumido para mim mesmo. Eu sabia que era gay, mas não sabia, por assim dizer. Senti-me violada quando isto aconteceu. Olhei para os meus pés, não disse nada e vi que ninguém o fez. Este homem começou os nossos meses de filmagens num encontro de trabalho com este terrível e incontestado ato. Ele ‘me tirou do armário’ sem consideração pelo meu bem-estar, um ato que todos reconhecemos como homofóbico. A partir daí, comecei a vê-lo no set dizendo coisas degradantes para as mulheres (…) como ‘boc*tas caídas'”. “Esta saída forçada e pública do armário me deixou com sentimento de vergonha por muito tempo, um dos resultados mais destrutivos da homofobia. Fazer com que alguém se sinta envergonhado de quem é, é uma manipulação cruel, concebida para oprimir e reprimir. Fui roubada de mais do que autonomia sobre a minha capacidade de me definir. O comentário de Ratner foi repetido em minha mente muitas vezes ao longo dos anos, todas as vezes que eu encontrei homofobia e tive que lidar com sentimentos de relutância e incerteza sobre meu futuro na indústria do entretenimento”, ela acrescentou. Questionada por seus seguidores porque não disse nada no momento em que ouviu o comentário, Paquin acrescentou: “Se você não consegue pensar na razão óbvia de porquê eu fiquei em silêncio, então talvez tenha esquecido que eu estou nesta indústria criadora de vítimas desde antes de atingir a puberdade”. Anna Paquin venceu o Oscar por “O Piano” (1994), aos 11 anos de idade, tornando-se a segunda atriz mais jovem a conquistar um troféu da Academia. E, por seu comentário, também deve ter histórias para contar, que não está contando. Por sua vez, Brett Ratner está envolvido na onda de escândalos que assola Hollywood, após ser acusado de abuso sexual em uma reportagem do jornal Los Angeles Time, publicada no dia 1 de novembro. Entre as mulheres que o denunciaram estão as atrizes Natasha Henstridge (“A Experiência”) e Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse”). I was there when that comment was made. I stand with you .@EllenPage https://t.co/DEIvKDXeEL — Anna Paquin (@AnnaPaquin) November 10, 2017 If you can't think of the glaringly obvious reason I remained silent then perhaps you've forgotten that I've been in this victim grooming industry since before I hit puberty. — Anna Paquin (@AnnaPaquin) November 10, 2017
Ellen Page acusa Brett Ratner de homofobia nas filmagens de X-Men: O Confronto Final
A atriz Ellen Page publicou um longo post em sua conta pessoal no Facebook onde reflete sobre as diversas acusações de abuso sexual em Hollywood, revelando momentos conturbados que ela própria passou durante sua carreira. Logo no começo, ela destaca ter sofrido um ataque homofóbico do diretor Brett Ratner, um dos nomes envolvidos em escândalos sexuais. De acordo com a atriz, ela tinha 18 anos quando chegou no primeiro dia de trabalho para o encontro com o elenco de “X-Men: O Confronto Final” (2006), no qual interpretou a mutante Kitty Pryde, quando Brett Ratner fez uma piadinha homofóbica que expôs sua sexualidade para todos os presentes. “Ele olhou para uma mulher próxima de mim, dez anos mais velha, apontou para mim e disse: ‘Você deveria fod*-la para ela perceber que é lésbica’. Ele era o diretor do filme, Brett Ratner”, ela recordou. “Eu era uma jovem adulta que ainda não tinha assumido para mim mesmo. Eu sabia que era gay, mas não sabia, por assim dizer. Senti-me violada quando isto aconteceu. Olhei para os meus pés, não disse nada e vi que ninguém o fez. Este homem começou os nossos meses de filmagens num encontro de trabalho com este terrível e incontestado ato. Ele ‘me tirou do armário’ sem consideração pelo meu bem-estar, um ato que todos reconhecemos como homofóbico. A partir daí, comecei a vê-lo no set dizendo coisas degradantes para as mulheres (…) como ‘boc*tas caídas'”. “Esta saída forçada e pública do armário me deixou com sentimento de vergonha por muito tempo, um dos resultados mais destrutivos da homofobia. Fazer com que alguém se sinta envergonhado de quem é, é uma manipulação cruel, concebida para oprimir e reprimir. Fui roubada de mais do que autonomia sobre a minha capacidade de me definir. O comentário de Ratner foi repetido em minha mente muitas vezes ao longo dos anos, todas as vezes que eu encontrei homofobia e tive que lidar com sentimentos de relutância e incerteza sobre meu futuro na indústria do entretenimento”, ela acrescentou. Ratner também foi descrito como misógino pelas mulheres que o acusaram de abuso sexual em uma reportagem do jornal Los Angeles Time, publicada no dia 1 de novembro, entre elas as atrizes Natasha Henstridge (“A Experiência”) e Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse”). Ellen Page também lembrou outras situações inconvenientes de sua carreira. Sem citar o nome do diretor, ela contou ter sido assediada aos 16 anos de idade. “Quando eu tinha 16 anos, um diretor me levou para jantar (uma obrigação profissional bem comum). Ele acariciou minha perna debaixo da mesa e disse: “Você tem que tomar a iniciativa, eu não posso”. Eu não tomei e tive a sorte de me afastar dessa situação. Mas foi uma percepção dolorosa: minha segurança não estava garantida no trabalho. Uma figura de autoridade adulta para quem eu trabalhava pretendia me explorar fisicamente. Fui assaltada sexualmente meses depois. E um diretor pediu que eu transasse com um homem de 20 e poucos anos e depois lhe contasse. Isto foi o que me aconteceu durante os meus 16 anos, um adolescente na indústria do entretenimento”. Ela comentou que, enquanto vítimas sofrem, os abusadores seguem festejados em Hollywood. E, neste contexto, menciona que o maior erro de sua carreira foi ter trabalhado com Woody Allen, que foi acusado de ter abusado de sua filha. “Fiz um filme do Woody Allen e é o maior arrependimento da minha carreira. Tenho vergonha de ter feito isto. Eu ainda tinha que encontrar a minha voz e não era quem eu sou agora e me senti pressionada, porque “Claro que você tem que dizer sim a este filme Woody Allen”. No final das contas, no entanto, é minha responsabilidade decidir que fazer e fiz a escolha errada. Cometi um erro terrível.” A atriz participou de “Para Roma, com Amor” (2012), de Allen. Desde então, se assumiu lésbica. E voltou a ser convidada a viver a mutante Kitty Pryde em “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (2014), logo após sair do armário publicamente. Desta vez, sem traumas.
Clipe de Yann reúne Britney Spears, Demi Lovato e Lana Wachowski contra homofobia no Brasil
O cantor brasileiro Yann lançou um clipe-manifesto contra a homofobia que transforma o Brasil no país que mais mata homossexuais. “Igual” inclui participações de diversas celebridades, inclusive artistas internacionais, como as cantoras Britney Spears, Céline Dion, Lorde e Demi Lovato, e os cineastas John Waters (“Hairspray”) e Lana Wachowski (“Matrix”, série “Sense8”), que aparecem rapidamente em cena para reforçar a mensagem do protesto. “Este vídeo é dedicado às 343 pessoas LGBTI+ mortas por crimes de ódio no Brasil em 2016”, diz um texto no começo do clipe. Além dos citados, o clipe inclui ainda Alfonso Herrera, Boy George, Bruno Gagliasso, Chelsea Handler, Claudia Alencar, Diplo, Dita Von Teese, Fernanda Lima, Jason Mraz, Jesuíta Barbosa, John Waters, Laerte, Luba, Melanie C, MØ, Nico Tortorella, Sonia Braga, Tegan Quinn (da dupla Tegan & Sara) e a banda Chainsmokers. A direção do clipe ficou a cargo do próprio Yann. Toda a renda obtida com a venda digital e streaming de “Igual” será revertida para entidades de apoio à comunidade LGBT+.
2ª temporada de American Crime Story ganha primeiro teaser
O canal pago americano FX divulgou o primeiro teaser de “The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story”, segundo arco da premiada série de antologia de Ryan Murphy. A prévia mostra os portões da fachada da mansão de Versace em Miami e os tiros de seu assassinato. O assassinato aconteceu em 1997, e a série pretende mostrar como envolveu uma série de erros e só foi possível devido à homofobia. O primeiro episódio já vai mostrar o assassinato do estilista italiano, para depois contar sua história em flashbacks. Na época, o assassinato ganhou grande repercussão mundial, tanto pela importância cultural de Versace como por ter sido um crime de ódio ostensivo contra gays, realizado por um serial killer homofóbico, cuja prisão não estava sendo considerada de forma prioritária pela polícia até então. A trama de “The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story” é baseada no livro “Vulgar Favors”, da escritora Maureen Orth (da revista Vanity Fair), e trará o venezuelano Edgar Ramirez (“A Garota no Trem”) no papel de Versace, o americano Darren Criss (série “Glee”) como o serial killer Andrew Cunanan, a espanhola Penélope Cruz (“Zoolander 2”) como Donatella Versace e o cantor porto-riquenho Ricky Martin como Antonio D’Amico, o parceiro de vida de Versace. A série deve estrear em janeiro, mas, por enquanto, o FX só divulgou oficialmente que o lançamento acontecerá em 2018.
American Crime Story vai destacar homofobia como causa da morte de Versace
O produtor Ryan Murphy adiantou muitos detalhes da 2ª temporada de “American Crime Story”, durante o evento semestral da TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA), fazendo questão de diferenciar a nova trama, que foi batizada de “The Assassination of Gianni Versace”, da história premiadíssima de “The People v. O.J. Simpson”. Murphy destacou que a palavra “assassinato” é importante no título, por isso a produção não adotou o nome “American Crime Story: Versace”, como estava sendo chamada. O primeiro episódio já vai mostrar o assassinato do estilista italiano, para depois contar sua história em flashbacks. Ele ainda salientou que se a temporada passada lidou com racismo, a nova irá falar sobre homofobia: “Estamos falando de um crime dentro de uma ideia social. Versace, que foi a última vítima de Andrew Cunanan, não devia ter morrido. Um dos motivos que fizeram Cunanan atravessar o país fazendo vítimas, em sua maioria homens gays, foi a homofobia da época”. Em outras palavras (de tom acusatório), a polícia não teria se empenhado tanto para detê-lo porque as vítimas eram homossexuais. O assassinato aconteceu em 1997, na Flórida, e a série pretende mostrar como envolveu uma série de erros e acontecimentos estranhos. Murphy lembrou, por exemplo, que o assassino já estava na lista dos mais procurados do FBI e pistas apontavam que ele estava e Miami. Porém, mesmo assim, a polícia local se recusou a fazer barreiras, checagens ou sequer colocar cartazes de “procurado”. Por isso, Murphy declarou que “a temporada será mais sobre as coisas que permitiram que este crime acontecesse, mais do que sobre o crime em si”, prometendo denunciar a homofobia da polícia americana. Na época, o assassinato ganhou grande repercussão mundial, tanto pela importância cultural de Versace como por ter sido um crime de ódio ostensivo contra gays. A série trará o venezuelano Edgar Ramirez (“A Garota no Trem”) no papel de Versace, o americano Darren Criss (série “Glee”) como Cunanan, a espanhola Penélope Cruz (“Zoolander 2”) como Donatella Versace e o cantor porto-riquenho Ricky Martin como Antonio D’Amico, o parceiro de vida de Versace. “Foi um crime que envolveu muita injustiça. Este é um papel de conscientização, eu não podia dizer não”, disse Martin, na coletiva da TCA. “The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story” deve estrear em janeiro, após ganhar prioridade sobre uma trama envolvendo a tragédia do furacão Katrina.
Fãs de Star Trek reagem com racismo e homofobia à diversidade da nova série
Reconhecida mundialmente por representar um futuro utópico de igualdade racial e sexual, “Star Trek” revelou ter fãs homofóbicos, racistas e sexistas após a divulgação do trailer da nova série derivada da franquia. Um artigo publicado na revista The New Yorker destacou o uso do termo “genocídio branco” entre as pessoas que desaprovaram a diversidade de “Star Trek: Discovery”. A produção também foi apelidada de “Star Trek Feminista Lésbica” na web. O choque dos ataques violentos foi tão forte que a atriz Sonequa Martin-Green (série “The Walking Dead”), que protagoniza a nova série, decidiu se manifestar. “Eu encorajo essas pessoas a se apegarem à essência e ao espírito de ‘Star Trek’, que foi o que construiu o legado da série”, ela disse em entrevista à revista Entertainment Weekly. Para a atriz, a série original se tornou um fenômeno cultural porque estava à frente do pensamento conservador de sua época. Foi “Jornada nas Estrelas”, nos anos 1960, que exibiu o primeiro beijo inter-racial da TV americana, entre o capitão Kirk e a tenente Uhura. Além disso, a série insistia que superar diferenças, por meio de diplomacia, era mais importante que a demonstração de força. Os vilões da atração, identificados como klingons, eram justamente uma raça alienígena que se recusava a aceitar essa situação, considerando-se superior às outras espécies e por isso no direito de atacar os diferentes. “É difícil entender e apreciar ‘Star Trek’ se você não entende e aprecia isso”, diz Martin-Green. “[Diversidade] é um dos princípios fundamentais da série, e eu penso que, se você perde isso, você perde todo o legado. Estou incrivelmente orgulhosa de protagonizar a produção e mostrar esse mundo pelos olhos de uma mulher negra, algo que ainda não tinha sido feito. Sinto que estamos dando um passo adiante, e acho que é algo que todas as histórias deveriam fazer”, concluiu. Além de Martin-Green, que interpreta a oficial Michael Burnham, o elenco de “Star Trek: Discovery” conta com a taiwanesa Michele Yeoh (“O Tigre e o Dragão”) como a Capitã Georgiou e com Anthony Rapp (“Rent: Os Boêmios”), que viverá o primeiro personagem abertamente gay da franquia. A atração será lançada no dia 24 de setembro nos Estados Unidos. Seguindo o padrão estabelecido em outras parcerias da Netflix, ela deve ser disponibilizada no dia seguinte no mercado internacional pela plataforma de streaming.
Guilherme Weber publica foto de beijo em Wagner Moura em protesto contra homofobia
O ator Guilherme Weber (série “Lúcia McCartney”) usou seu Instagram para postar a foto de um beijo no colega Wagner Moura (série “Narcos”), na época em que atuavam na peça “Os Solitários”. A imagem foi incluída na madrugada de sexta-feira (5/5) como protesto contra a homofobia na Rússia. “#kiss4lgbtqrights. É um protesto contra os crimes que a Rússia vem praticando contra a comunidade lgbtq. Se quiser se manifestar, postar a foto de um beijo com essa hashtag, marque na localização ‘Kremelin'”, escreveu Weber, com essa grafia, gramática e geografia. A manifestação de Weber se une a esforços mundiais contra a denúncia que surgiu, nas últimas semanas, de prisões secretas, consideradas “campos de concentração para homossexuais”, na Chechênia, parte da Federação da Rússia. Nestes locais, homossexuais – ou aqueles vistos como homossexuais – são torturados e desaparecem. O jornal de oposição russo Novaya Gazeta publicou que mais de 100 homens gays foram presos em uma campanha das autoridades locais. Não há notícias sobre alguns deles e não se sabe se estão escondidos, presos ou mortos. Segundo a agência francesa France 24, pais estão sendo instruídos pela polícia local a matarem seus filhos gays sob a ordem de que precisam “limpar o seu sangue com a honra”. A ameaça das autoridades é de que se os familiares não o fizerem, a polícia irá matá-los. A informação foi confirmada por uma vítima de perseguição que precisou deixar a sua cidade de origem e ir para Moscou para sobreviver aos próprios familiares. O governo da Chechênia nega que existam os tais campos de concentração, mas a declaração oficial é de uma intolerância tão grave que respalda as denúncias, em tom que beira a promessa de genocídio. “Não se pode deter ou perseguir quem simplesmente não existe na república. Se tivesse gente assim na Chechênia, os órgãos de segurança não teriam que se preocupar com eles, já que seus familiares os enviariam a um lugar de onde nunca pudessem retornar”, disse o porta-voz do governo, Alvi Karimov. #kiss4lgbtqrights É um protesto contra os crimes que a Rússia vem praticando contra a comunidade lgbtq. Se quiser se manifestar, postar a foto de um beijo com essa hashtag, marque na localização 'Kremelin" Foto espetáculo Os Solitários, direção Felipe Hirsch. Wagner Moura e Guilherme Weber Uma publicação compartilhada por Guilherme Weber (@guilherme.weber) em Mai 4, 2017 às 10:57 PDT
Disney cancela estreia de A Bela e a Fera na Malásia, após censura a “momento gay” do filme
A Disney decidiu adiar a estreia de “A Bela e a Fera” na Malásia, após as autoridades do país de maioria muçulmana censurarem “um momento gay” do filme. O presidente do Conselho de Censura da Malásia, Abdul Halim Abdul Hamid, declarou ao jornal The Star que o filme havia sido “autorizado […] com uma pequena censura”. Segundo ele, a sequência cortada é um “momento gay” no filme, que mesmo com o corte não foi liberado com censura livre, e sim para maiores de 13 anos, devido a outras cenas que “podem ser inadequadas”. A censura acontece uma semana depois da Rússia declarar o filme impróprio para menores de 16 anos, por pressão de um deputado ultraconservador pelo mesmo “momento gay”. O alvo é o personagem Lefou, interpretado por Josh Gad como o primeiro personagem gay da Disney a sair do armário – tardiamente, por sinal, já que a franquia “Shrek” tinha até uma princesa transexual. Mas assim que a censura foi confirmada, a Disney deixou sua clara sua posição, cancelando a exibição do filme no país. Os pôsteres dos cinemas de Kuala Lumpur indicam que a exibição do filme foi “adiada até novo aviso”. “A Bela e a Fera” também foi criticada em Cingapura, país vizinho da Malásia, onde o clero cristão acusou o estúdio de se desviar dos “valores saudáveis e dominantes”. “Aconselhamos os pais a conversar com seus filhos sobre esta nova versão de ‘A Bela e a Fera'”, declarou o bispo Rennis Ponniah, presidente do Conselho Nacional das Igrejas de Singapura. A homossexualidade é ilegal na Malásia e Cingapura, e pode resultar em prisão em ambos os países.










