Ator da série Empire diz ter sido espancado e enforcado em crime de ódio nos Estados Unidos
O ator da série “Empire” Jussie Smollett teria sido atacado na madrugada desta terça-feira (29/1) em Chicago, num ato de violência que a polícia está chamando de crime de ódio. O ator de 36 anos estava saindo de um restaurante quando dois homens teriam começado a gritar insultos racistas e homofóbicos contra ele. Em seguida, os criminosos atacaram Smollett, socando-o antes de derramar uma substância química desconhecida sobre ele, segundo a polícia. Durante o ataque, um dos suspeitos ainda enrolou uma corda no pescoço de Smollett para enforcá-lo, como a Ku Klux Klan costumava fazer durante o período em que assassinava negros com impunidade. “Dada a gravidade das alegações, estamos levando essa investigação muito a sério e tratando-a como um possível crime de ódio”, disse a polícia de Chicago em comunicado. Smollett encontra-se hospitalizado por seus ferimentos. Na série da Fox, ele interpreta o músico Jamal Lyon, filho de Lucious (Terrence Howard) e Cookie (Taraji P. Henson). Além de ser um jovem negro, o personagem é gay. O ator também assumiu ser gay publicamente em uma entrevista a Ellen DeGeneres, em 2015, afirmando que prefere manter sua vida pessoal longe dos olhos do público.
Sindicato dos Atores dos EUA denuncia Oscar por tentar sabotar o SAG Awards
Depois da Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood revelar que a Academia pressionou artistas a não apresentarem o Globo de Ouro se quisessem participar da entrega de prêmios do Oscar, o Sindicato dos Atores dos Estados Unidos fez uma crítica contundente ao sofrer o mesmo problema em sua festa de premiação, o SAG Awards 2019. O Sindicato, conhecido pela sigla SAG, divulgou um comunicado informando ter recebido “diversas reclamações sobre as deselegantes técnicas de pressão empregadas pela Academia a fim de controlar o fluxo de talento na temporada de premiações”. “Esta é uma época especial do ano, em que atores e atrizes estão sendo apropriadamente celebrados e reconhecidos pela qualidade de seu trabalho. Esperamos que a Academia respeite este objetivo”, continua o texto. “Esta intimidação dos membros do SAG [a aparecerem exclusivamente no Oscar] acaba limitando as oportunidades que os atores têm de serem vistos e honrar o trabalho de seus colegas artistas. Os atores deveriam ser livres para aceitar propostas de participação em qualquer celebração da indústria”. Este ano, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas está mais agressiva em busca de exclusividade por conta do fiasco que protagonizou, ao convidar Kevin Hart a apresentar seu prêmio, apenas para ver o passado homofóbico do comediante vir à tona. Recusando-se a pedir desculpas de forma clara, coerente e convicta, Hart simplesmente disse que não apresentaria mais o Oscar 2019, deixando os organizadores sem apresentador oficial. Por conta disso, a cerimônia da Academia irá acontecer com rodízio de celebridades, que se alternarão para apresentar os diferentes prêmios. A premiação do Oscar 2019 só será entregue em 24 de fevereiro. Já o SAG Awards acontece no próximo dia 27 de janeiro.
Kevin Hart desiste de apresentar o Oscar após virar alvo de polêmica por tuítes homofóbicos
Durou poucas horas o status de Kevin Hart (“Jumanji: Bem-Vindo à Selva”) como apresentador do Oscar 2019. Dois dias após dizer que ser o mestre de cerimônia do Oscar era um objetivo de sua vida, o comediante anunciou sua desistência. Fez isso antes de dar tempo para a Academia dispensá-lo. A saída foi provocada pelo ressurgimento de tuítes homofóbicos do ator, resgatados nas redes sociais após ele ser convidado para a função. Em pouco tempo, o material virou um dos tópicos mais comentados do Twitter. E a reação de Kevin Hart foi ir ao Instagram dizer que preferia perder o trabalho a se sujeitar à pressão de trolls da internet. Num dos tuítes antigos resgatados, ele relatou que não aceitaria um filho gay, dizendo que se o pegasse brincando com bonecas, quebraria o brinquedo na cabeça dele. Em outro, comparou a foto de um homem sensual a um “anúncio gay para a Aids”. E disse coisas piores. Hart, de 39 anos, afirmou que as mensagens eram de quase uma década atrás e que ele amadureceu desde então. Mas relutou em se desculpar. Foram vários posts dizendo que não faria isso. Que isso seria alimentar os trolls. E com essa reação, apenas alimentou sua própria fama de homofóbico. Ao final, optou por chutar para longe a oportunidade de apresentar o Oscar. Preferiu manter a pose orgulhosa e intransigente a assumir na prática o tal discurso de maturidade. Pediu para sair, porque sabia o que aconteceria diante de sua recusa. Em 2011, a Academia forçou Brett Ratner a desistir de produzir o Oscar, após dizer, num evento de divulgação do filme “Roubo nas Alturas”, que “ensaio é coisa de viado”, e na sequência mostrar total desrespeito pelas mulheres em uma entrevista de rádio com Howard Stern. O resultado foi que Eddie Murphy, escolhido por Ratner para apresentar o Oscar daquele ano, decidiu abandonar a função em solidariedade ao cineasta. E, assim como agora, a Academia precisou encontrar um substituto. “Escolhi descartar a desculpa. A razão pela qual faço isto é porque já falei sobre isto diversas vezes”, disse Hart. “Eu falei sobre quem eu sou agora em comparação com quem eu era então. Já fiz isto… Estou em um lugar completamente diferente em minha vida”, explicou o comediante em sua sequência de vídeos no Instagram. Apenas bem mais tarde, no Twitter, o ator pediu desculpas à comunidade LGTBQ+ pelo que chamou de “palavras insensíveis do passado”, anunciando que estava desistindo de apresentar o Oscar. “Eu fiz a escolha de desistir de apresentar o Oscar deste ano… Isso é porque eu não quero ser uma distração em uma noite que deve ser comemorada por tantos artistas talentosos incríveis. Eu sinceramente peço desculpas à comunidade LGBT pelas minhas palavras insensíveis do meu passado”, ele escreveu. “Lamento ter machucado as pessoas. Eu estou evoluindo e quero continuar fazendo isto. Meu objetivo é unir as pessoas, não separar. Muito amor e apreço pela Academia. Espero que possamos nos encontrar de novo”, acrescentou. E em seguida postou uma citação de Martin Luther King completamente fora de contexto, retomando uma posição supostamente desafiadora. “A medida final de um homem não é onde ele está em momentos de conforto e conveniência, mas onde ele está em tempos de desafio e controvérsia. Martin Luther King jr.”. A Academia terá agora que encontrar um novo apresentador para a 91ª edição do Oscar, no dia 24 de fevereiro. Visualizar esta foto no Instagram. Stop looking for reasons to be negative…Stop searching for reasons to be angry….I swear I wish you guys could see/feel/understand the mental place that I am in. I am truly happy people….there is nothing that you can do to change that…NOTHING. I work hard on a daily basis to spread positivity to all….with that being said. If u want to search my history or past and anger yourselves with what u find that is fine with me. I’m almost 40 years old and I’m in love with the man that I am becoming. You LIVE and YOU LEARN & YOU GROW & YOU MATURE. I live to Love….Please take your negative energy and put it into something constructive. Please….What’s understood should never have to be said. I LOVE EVERYBODY…..ONCE AGAIN EVERYBODY. If you choose to not believe me then that’s on you….Have a beautiful day Uma publicação compartilhada por Kevin Hart (@kevinhart4real) em 6 de Dez, 2018 às 3:20 PST Visualizar esta foto no Instagram. I know who I am & so do the people closest to me. #LiveLoveLaugh Uma publicação compartilhada por Kevin Hart (@kevinhart4real) em 6 de Dez, 2018 às 7:31 PST I have made the choice to step down from hosting this year's Oscar's….this is because I do not want to be a distraction on a night that should be celebrated by so many amazing talented artists. I sincerely apologize to the LGBTQ community for my insensitive words from my past. — Kevin Hart (@KevinHart4real) December 7, 2018 I'm sorry that I hurt people.. I am evolving and want to continue to do so. My goal is to bring people together not tear us apart. Much love & appreciation to the Academy. I hope we can meet again. — Kevin Hart (@KevinHart4real) December 7, 2018 The ultimate measure of a man is not where he stands in moments of comfort and convenience, but where he stands at times of challenge and controversy. Martin Luther King, Jr. — Kevin Hart (@KevinHart4real) December 7, 2018
Filha de Jackie Chan anuncia casamento com a namorada
Etta Ng, filha do ator Jackie Chan, anunciou nas redes sociais seu casamento com sua namorada, Andi Autumn. A união aconteceu no início de novembro, mas só agora o anúncio foi feito pela jovem de 19 anos. “Se você nunca desiste do amor e coloca todo o seu coração na família com a qual sonhou, uma mente aberta e um coração caloroso o guiarão para a felicidade”, diz o texto publicado no perfil que as duas mantêm juntas no Instagram. “Estamos em busca da felicidade desde o dia em que nascemos. Abusadas como crianças que nunca sentiram amor, temos muito a oferecer. Nós vencemos nossos medos, aceitamos nossas falhas, e agora entendemos que as pessoas que nos ferem estão sofrendo ainda. Todos nós fomos feridos, mas se você pode sonhar com amor, você pode encontrá-lo. O amor é gentil, não julga. O amor é força e fraqueza. O amor pode fazer mudanças. Amor vence”. Em maio, o casal postou um vídeo no YouTube afirmando que viviam em abrigos públicos por terem “pais homofóbicos”. Etta contou que chegou a virar moradora de rua em Hong Kong, ao ser expulsa de casa. Elas viajaram até o Canadá, onde o casamento gay é permitido e conseguiram formalizar sua relação. A jovem se assumiu lésbica no final de 2017 no seu perfil do Instagram. Ela é fruto do relacionamento que o ator teve com Elaine Ng, também conhecida como Elaine Wu, enquanto estava casado com a atriz Joan Lin. Após seu nascimento, o ator retomou seu casamento e manteve distância da “segunda família”, pagando pensão para Elaine e a filha. Ele nunca morou com a menina, que vivia com a mãe, ex-Miss Asia 1990. Visualizar esta foto no Instagram. United by love & law ♡ On our wedding day~ . . . If you never give up on love and you put all your heart into the family youve dreamed of, an open mind and warm heart will guide you to happiness. We have been in the persuit of happiness the day we were born. Abused as children who never felt love, we have so much to give. We have concorcured our fears, accepted our faults, and now we understand that the people who hurt us are hurting still. We have all been hurt but if you can dream of love, you can find it. Love is kind, it does not judge. Love is both strength and weakness. Love can make change. Love wins! ♡ #lovewins #gaymarriage #lgbtq #fightforwhatsright #love #iloveyou #teamlove Uma publicação compartilhada por *:・゚✧UCHU×2✧゚・:* (@uchux2) em 25 de Nov, 2018 às 4:14 PST
Sessões de Bohemian Rhapsody são alvo de homofobia no Brasil
Relatos no Twitter revelaram que projeções do filme “Bohemian Rhapsody” estão inspirando gritos homofóbicos nos cinemas brasileiros. O longa que conta a história de Freddie Mercury e da banda Queen, que estreou na quinta-feira (1/11), tem sido saudado por fãs de rock e conquistou uma bilheteria acima das expectativas nos Estados Unidos, mas também levou aos cinemas quem não sabia que o cantor da banda era gay. Durante as cenas de beijos e carinhos de Freddie Mercury em outros homens, o filme está sendo vaiado e xingado por telespectadores. Há relatos até de ameaças de que Bolsonaro vai pegar o cantor, que morreu em 1991. Veja abaixo alguns dos tuítes que registram essas manifestações impressionantes de intolerância. que doideira ler que teve gente em sessão de Bohemian Rhapsody vaiando quando tinha cena de flerte/beijo LGBT os caras foram pro cinema assistir um filme sobre o FREDDIE MERCURY esperando O QUE exatamente — cansada do fascismo em niterói (@anarcobs) 3 de novembro de 2018 Na sessão que a minha mãe foi gritaram “bolsonaro vai pegar vcs” na cena do beijo. O pior de tudo é que todo mundo riu — BRUNA MELO (@mrunabelo) 3 de novembro de 2018 Na minha sessão gritaram “Bolsonaro” logo no primeiro beijo. Não pararam de dizer durante todo o filme “que nojo”, “que tristeza”. Que tristeza digo eu, que plateia é essa? Achei que eu tinha sido azarada, pelo visto a idiotice é generalizada — Rosimar Guarize (@rguarize) 3 de novembro de 2018 Na sessão em que fui, um cara foi embora — Paula Belchior (@paulabel) 3 de novembro de 2018 Isso que, como tem um pessoal dizendo, pegaram leve ao mostrar essa parte da vida do Freddie. Imagina se fosse como o Sacha queria. Iriam até começar uma campanha para banir o filme do país. — Fabio Farro ♋ (@FabioFarro) 3 de novembro de 2018 … e essa idiotice tende a só piorar …? — Kroll Ferro (@KarolFerro) 4 de novembro de 2018
Regina Duarte defende racismo e homofobia “da boca para fora” de Bolsonaro em entrevista polêmica
A atriz Regina Duarte deu uma entrevista polêmica ao Estadão, publicada nesta sexta-feira (26/10), em que chama seu candidato a presidente, Jair Bolsonaro, de homofóbico apenas “da boca para fora”, defendendo que as frases que chocam o mundo inteiro são piadas. A atriz defendeu a tese do “humor” do candidato e disse que suas declarações consideradas homofóbicas e racistas são frutos de “edição” de vídeos. “Quando souberam que ele ia se candidatar, começaram a editar todas as gravações e também a provocá-lo para que reagisse a seu estilo, que é brincalhão, machão”, disse. Ela considera um “humor brincalhão típico dos anos 1950” aquilo que chama de “brincadeiras homofóbicas, que são da boca pra fora, coisas de uma cultura envelhecida, ultrapassada”. Não ficou nisso. Uma frase chocou tanto sensibilidades menos, digamos, “ultrapassadas”, que foi destacada pelo diretor Kleber Mendonça Filho, de “Oasis”, em seu Twitter, acompanhado de um comentário curto: “Da série brasileiros primitivos: Regina Duarte”. Eis a frase da atriz: “Quando conheci Bolsonaro encontrei um cara doce, um homem dos anos 1950, como meu pai, que faz brincadeiras homofóbicas, um jeito masculino… que chama brasileiro de preguiçoso e dizia que lugar de negro é na cozinha; sem maldade.” Questionado sobre o contexto da frase que publicou, o cineasta retuitou a imagem com a publicação na íntegra. “Para quem ficou sem acreditar no meu post anterior”. A declaração integral de Regina Duarte é a seguinte: “Eu estava ‘no armário’, e meu filho mais novo começou a me contestar: já que sempre fui uma pessoa democrática, aberta, justa, como eu podia me fechar no conceito de que Bolsonaro é bruto, tosco, ignorante, violento. ‘Você já chegou perto dele?’ Respondi: ‘Não preciso me aproximar, sinto que é o candidato da raiva, da impotência, do ódio, contra a corrupção e não quero votar no emissário da raiva’. Mas, quando conheci o Bolsonaro pessoalmente, encontrei um cara doce, um homem dos anos 1950, como meu pai, e que faz brincadeiras homofóbicas, mas é da boca pra fora, um jeito masculino que vem desde Monteiro Lobato, que chamava o brasileiro de preguiçoso e que dizia que lugar de negro é na cozinha. Eu tinha algumas opções de voto, como o (Geraldo) Alckmin e o (João) Amoêdo, mas, nesse momento, me caíram fichas inacreditáveis, como as omissões do PSDB. Foi tudo ficando muito feio. Quantos equívocos, quantos enganos! Foi quando notei o tamanho da adesão desse país ao Bolsonaro e pensei: eu sou esse país, eu sou a namoradinha desse país.” Outros esclarecimentos se fazem necessários, como lembrar que homofobia da boca para fora é homofobia. E afirmar que lugar de negro é na cozinha “não é um jeito masculino”, é racismo. Humor homofóbico e racista não é engraçado; é triste. DA SÉRIE BRASILEIROS PRIMITIVOS: REGINA DUARTE – “quando conheci Bolsonaro encontrei um cara doce, um homem dos anos 50, como meu pai, que faz brincadeiras homofóbicas, um jeito masculino… que chama brasileiro de preguiçoso e dizia que lugar de negro é na cozinha; sem maldade.” — Kleber Mendonça Filho (@kmendoncafilho) 26 de outubro de 2018 Para quem ficou sem acreditar no meu post anterior sobre “BRASILEIROS PRIMITIVOS”, matéria do Estadão. https://t.co/V2dteNRsxJ — Kleber Mendonça Filho (@kmendoncafilho) 26 de outubro de 2018
Ellen Page se junta à campanha #EleNão contra a eleição de Bolsonaro
A atriz americana Ellen Page (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”) se juntou às colegas brasileiras na campanha contra a eleição de Jair Bolsonaro à presidência do Brasil. Page entrevistou Bolsonaro em 2016 para a série documental sobre homofobia “Gaycation”, do canal pago Viceland. E após ficar frente a frente com o político, ela diz que ele é um candidato “perigoso”. “Eu entrevistei Jair Bolsonaro para o ‘Gaycation’. Ele é um homem perigoso, homofóbico, racista e misógino que atualmente lidera a corrida presidencial no Brasil”, a atriz escreveu em seu Instagram. “Frase diretamente homofóbica: ‘Prefiro que meu filho morra em um acidente do que apareça com um cara bigodudo. Juntem-se às vozes das pessoas que estão se unindo no Brasil para dizer #elenão #neverhim. Estou mandando amor e apoio aos brasileiros que resistem a essa loucura”, afirmou ela, ao compartilhar a arte com as palavras “Ele Não” que viralizou na internet. Ellen Page não é a primeira celebridade internacional a protestar contra Bolsonaro nas eleições brasileiras. Antes dela, a cantora Dua Lipa e o vocalista do Imagine Dragons, Dan Reynolds, também se mostraram contrários ao candidato à presidência. No Brasil, a maioria das celebridades femininas, de Bruna Marquezine a Anitta, são contra Bolsonaro. Uma das poucas exceções é Antonia Fontenelle, que se junta a Alexandre Frota, Roger Moreira e Lobão entre os defensores do candidato. Lembre abaixo o programa com a entrevista de Bolsonaro a Ellen Page e leia a mensagem original da atriz no Instagram. Visualizar esta foto no Instagram. I interviewed #jairbolsonaro for Gaycation Brazil. He’s a dangerous, homophobic, racist and misogynistic man who currently is leading the presidential race in Brazil. Direct homophobic quote “Prefer that my son dies in an accident than show up with some dude with a mustache.” Join the voices of people coming together in Brazil to say #elenao #neverhim. I’m sending love and support to those in Brazil resisting this madness. Gaycation is available on @hulu if you are interested in checking out our episode in Brazil. #elenao #brazil Uma publicação compartilhada por @ ellenpage em 24 de Set, 2018 às 8:57 PDT
Primeira foto do novo Exterminador do Futuro vira alvo do machismo nerd e fandom homofóbico nas redes sociais
A Paramount divulgou a primeira foto oficial do novo filme do “Exterminador do Futuro” (Terminator), que está dando o que falar. A imagem (acima) destaca três protagonistas femininas, entre elas Linda Hamilton, que retoma o papel icônico de Sarah Connor, desempenhado por ela nos dois primeiros filmes da franquia – em 1984 e 1991. Além de Hamilton, a imagem traz Mackenzie Davis (“Blade Runner 2049”), que volta a exibir os cabelos curtos de sua personagem na 1ª temporada de “Halt and Catch Fire”, e a colombiana Natalia Reyes (série “2091”), intérprete da protagonista da trama, uma jovem da Cidade do México que se vê envolvida na guerra entre humanos e máquinas. Por sua vez, a misteriosa personagem de Davis seria, segundo rumores, a nova versão do Exterminador. Publicada no Twitter, a foto causou reações negativas e altamente misóginas, dando origem também à hashtag homofóbica #lesbianator, em mais um exemplo de machismo nerd e fandom do mal, que já fez duas atrizes de “Star Wars” abandonarem o Twitter por comentários desse nível de imbecilidade. Um usuário resumiu a rejeição, ao dizer que são lésbicas porque “têm cabelos curtos”, outro reclamou que precisou se “concentrar para perceber a coisa do meio era uma mulher” e um terceiro disse que não era nem isso, mas “Justin Bieber”. Mais um afirmou que “feminismo é o negócio do futuro” e um quinto ainda sugeriu: “Deviam usar o elenco de ‘Ghostbuster’ e assumir que é uma comédia”. Mas houve elogios. E quem desse o troco: “Evolução é inevitável, trolls. Evoluam ou virem fósseis”. O filme marca o regresso do cineasta James Cameron à franquia. Ele retorna como roteirista e produtor, após comandar os dois longa-metragens iniciais, e traz de volta com ele seu amigo Arnold Schwarzenegger, o Exterminador do Futuro original. O elenco principal se completa com Gabriel Luna (o “Motoqueiro” Fantasma da série “Agents of SHIELD”) e Diego Boneta (“Rock of Ages”). Ainda sem título oficial, o novo “Exterminador do Futuro” estreia em novembro de 2019.
Após pedir boicote de YouTuber por racismo, Bruno Gagliasso vira alvo por piadas homofóbicas
Como no ditado da pedra e do teto de vidro. Pouco dias após conclamar boicote de patrocinadores ao YouTuber Júlio Cocielo por piada racista, o ator Bruno Gagliasso teve piadas antigas de cunho homofóbico descobertas em sua timeline. Questionadas por internautas por veicularem comerciais com o ator, tanto a Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual, da Prefeitura do Rio, quanto o banco Itaú se pronunciaram. O órgão municipal afirmou que a campanha na qual Bruno aparecia, com o slogan “Homofobia é uma violência de ódio”, foi veiculada em 2015, durante o evento Rio Sem Preconceito, feita pela gestão passada, e que agora “aposta em militantes e ativistas para trazer visibilidade para a causa”. O atual coordenador de diversidade sexual do Rio, Nélio Georgini, falou sobre o caso em seu Facebook: “Não me colocarei juiz do ato do ator (que me parece ser um cara do bem que errou)”. No Twitter, uma usuária identificada como Chris Delgado cobrou um posicionamento do Itaú a respeito de campanhas publicitárias envolvendo Gagliasso. O perfil oficial do banco respondeu: “Nós repudiamos todo tipo de preconceito e discriminação. Esse vai ser sempre o nosso posicionamento. O ator citado não faz mais parte das nossas campanhas.” Após a repercussão de publicações feitas há quase uma década, Bruno usou seu perfil no Twitter para se justificar: “Estou aqui em 2018 respondendo com minhas ações e atitudes por quem já fui também em 2009 e mesmo antes disso. De alguma forma, todos estamos. Não é passando o pano no preconceito, mas sim passando tudo a limpo, que o mundo vai se tornar um lugar melhor”, ele explicou. Veja abaixo. Questionado por usuários se não era exatamente o mesmo caso de Cocielo, ele e sua mulher, a também atriz Giovanna Ewbank, excluíram de suas contas nas redes sociais os posts em que acusavam o YouTuber de racismo e cobravam ação de patrocinadores. Por sua vez, além de pedir desculpas, Cocielo chegou a apagar 50 mil tuítes preconceituosos, sendo o mais recente da semana passada. Estou aqui em 2018 respondendo com minhas ações e atitudes por quem já fui também em 2009 e mesmo antes disso. De alguma forma todos estamos. Não é passando o pano no preconceito, mas sim passando tudo a limpo, que o mundo vai se tornar um lugar melhor. — Bruno Gagliasso (@brunogagliasso) 5 de julho de 2018
Millie Bobby Brown abandona o Twitter após ter a imagem associada a memes homofóbicos
A atriz adolescente Millie Bobby Brown, a Eleven de “Stranger Things”, é mais uma celebridade que decidiu sair das redes sociais. Ela deixou o Twitter na quarta-feira (13/6), após ter sua imagem falsamente associada a frases homofóbicas. Na última semana, circulou na rede social a hashtag #TakeDownMillieBobbyBrown (que, em tradução livre, significa “Derrubem a Millie Bobby Brown”), acompanhada de fotos da atriz de 14 anos modificadas para incluir mensagens de ódio. Em uma postagem, um usuário compartilhou uma selfie da atriz com a legenda: “Eu e meu amigo indo atirar em alguns boiolas”. A ironia perversa por trás disso é que as mensagens foram criadas como “brincadeira” de jovens gays. Após a atriz anunciar que deixaria a rede social, diversos membros da comunidade LGBT afirmaram que os memes eram, na verdade, “piadas internas”, e não se tratavam de acusações a Millie Bobby Brown. “A comunidade gay do Twitter criou um meme homofóbico da Millie Bobby Brown e forçaram ela a sair daqui”, disse um dos usuários. “Ela tem só 14 anos, será que as pessoas não pensaram que ela pode não ter entendido que isso tudo virou um meme?”, questionou outra pessoa na rede social.
Chaves sofre censura ao ser exibido no Multishow
A ida de “Chaves” ao Multishow acabou sendo traumática, considerando-se que qualquer censura é sempre traumática. O canal pago tomou a iniciativa de eliminar um detalhe “inconveniente” de um velho episódio da série mexicana, que teve uma fala redublada para evitar uma piada supostamente homofóbica. No episódio em questão, Chapolin é desprezado por uma personagem, que diz que teria sido melhor “chamar o Batman” do que ele. No SBT, o desbocado Chapolin disparava: “Em primeiro lugar, o Batman não está, porque está em lua de mel com o Robin”. No Multishow, a frase considerada homofóbica foi substituída por: “Em primeiro lugar, o Batman não pôde vir porque furou o pneu do batmóvel.” A troca de uma piada – boba, por sinal – esbarra no conceito do anacronismo. Tenta-se fazer com que um personagem dos anos 1970 tenha a consciência politicamente correta dos dias de hoje. Por conta dessa mentalidade orwelliana – em “1984”, um dos trabalhos da burocracia era reescrever o passado diariamente – , muitos livros de Monteiro Lobato também foram reescritos, com a supressão de termos racistas. Para o Multishow, não se trata de censura, mas de “entender” os limites do humor. Na prática, porém, parece haver confusão entre defender um humor mais ético nos dias de hoje e maquiar produtos históricos para adequá-los às conveniências das narrativas atuais. Um exemplo equivalente, para dar uma dimensão cultural mais ampla da polêmica, seria omitir a designação popular do Largo do Pelourinho, em Salvador, porque o nome remete à escravidão. Apagar registros históricos também pode estimular a ilusão de que os fatos censurados jamais ocorreram. Há uma vasta literatura de extrema direita que tenta provar que o Holocausto nunca existiu, e bem intencionados de esquerda – os politicamente corretos – podem alimentar uma linha de pensamento similar com revisões retroativas de menções preconceituosas. Com base em episódios “retificados”, seria possível acreditar no futuro que “Chaves” nunca produziu nenhuma piada preconceituosa. A posição do canal foi defendida em comunicado assinado pela diretora de programação e conteúdo artístico, Tatiana Costa, que se diz aberta aberta à discussão, ao mesmo tempo em que promete fidelidade ao material original. O discurso não reflete a prática já efetivada de censura. Confira a íntegra do posicionamento da emissora abaixo: “Estamos cientes das críticas e ainda vamos acertar e errar, mas sempre na tentativa de fazer o melhor. É vivo, uma troca, não é uma decisão única. Estamos aqui para discutir juntos, ajustar também com os fãs. Em algumas piadas, realmente existe um cunho homofóbico, mais machista. Nos anos 1970, isso era mais comum, mas hoje, felizmente, estamos em outro momento. Vamos entendendo o limite dentro do humor. A linha é muito tênue e, por isso, uma decisão sempre difícil. Somos uma marca democrática, com a responsabilidade de debater todas essas questões. Temos um poder social muito grande nas mãos. Vamos, sim, ficar de olho nisso, mas entendemos a liberdade artística e o contexto da época do produto e, por isso, vamos buscar ser fiéis à obra idealizada pelo Bolaños.”
Pabllo Vittar é Indestrutível em clipe que denuncia a homofobia
Pabllo Vittar lançou um novo clipe, “Indestrutível”, o sexto e último do disco “Vai Passar Mal” (2017). A música é brega de doer, com direito a rima de dor e amor. Mas o vídeo se diferencia dos anteriores, da alegria que marca a carreira do cantor, por ser inspirado em uma memória dolorosa de adolescência cercada por homofobia, ódio, discriminação e intolerância. Gravado em preto e branco, vem acompanhado pela informação de que “73% dos jovens LGBTs sofrem bullying nas escolas”. O ponto central do clipe é a dor causada pelo preconceito, que geralmente começa com agressão verbal sofrida na escola, durante a adolescência, e descamba para a violência física. O título da música reforça a convicção de Pabllo em sua força interior e na de outros jovens. “Eu sei que tudo vai ficar bem e as minhas lágrimas vão secar”, ele canta, antes de concluir “Se recebo dor, te devolvo amor”. Com direção de Bruno Ilogti, responsável pelos clipes de Anitta, o vídeo mostra Pabllo desmontado e triste, mas termina com sua transformação em diva sobre um palco, aplaudido por uma grande plateia, que inclui o menino que ilustrou o sofrimento da história. Ao final, o cantor se dirige aos espectadores dando seu testemunho contra a violência da homofobia, que afeta milhares de adolescentes “como eu”. “Tá na hora de transformar o preconceito em respeito”, ela proclama. Uma curiosidade da produção é que o vídeo contou com o apoio da Coca-Cola Brasil. A empresa colocou suas duas maiores marcas – Coca-Cola e Fanta – a serviço do combate ao preconceito para a construção de uma sociedade mais tolerante e plural. “Essa Coca é Fanta sempre foi uma expressão usada de forma pejorativa. E nosso papel é ajudar na conscientização dos brasileiros mostrando o impacto que essas ofensas tem na vida de uma pessoa. Por isso nos juntamos a Pabllo nesse projeto para transformar o preconceito em respeito, celebrando a liberdade”, afirmpi Conrado Tourinho, gerente sênior de comunicação e marketing integrado da Coca-Cola Brasil, em comunicado.
Atriz da série House acusa Marilyn Manson de assédio e comentários racistas
O cantor Marilyn Manson foi acusado de homofobia, racismo e assédio pela atriz Charlyne Yi, conhecida pelo papel da Dra. Chi Park na série “House”. Ela postou e deletou um comentário em seu Twitter sobre uma visita de Manson aos bastidores da última temporada da série, exibida em 2012, repercutindo o show polêmico do cantor no fim de semana. “Nem me comece a falar de Marilyn Manson. Sim, isso aconteceu há muito tempo, na última temporada de ‘House’, quando ele veio visitar o set porque era um grande fã da série. Ele assediou praticamente todas as mulheres perguntando se faríamos ‘tesoura’ ou ‘rinoceronte’ e me chamou de ‘Homem da China'”, comentou, referindo-se a termos de sexo lésbico. Após o comentário, ela foi atacada por fãs do cantor e preferiu deletar o que escreveu. Em seguida, acrescentou: “É como um gatilho ver as pessoas que assediaram você na internet. E então quando você fala sobre os casos você se torna a pessoa associada ao assediador. E este é seu nome agora. Ultrapassa quem você é”. E também deletou. As denúncias vieram após um show de Manson em Nova York que chamou atenção da mídia, pelo comportamento estranho do cantor, que fez longos discursos incompreensíveis e abandonou o palco após seis canções. O músico e seus representantes não comentaram as acusações até agora. Vale lembrar que em outubro do ano passado, Yi afirmou no Twitter ter sofrido comentários racistas do comediante David Cross (série “Arrested Development”) no começo de sua carreira. A esposa de Cross, a atriz Amber Tamblyn (“Quatro Amigas e um Jeans Vianjante”), procurou Yi e intermediou um pedido de desculpas de Cross, que se disse arrependido.










