Ministro da Cultura pretende atrair investimento de Hollywood para o cinema brasileiro
O ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão programou uma viagem para Hollywood no dia 30 de outubro para falar com produtores, diretores e investidores sobre o mercado de cinema do Brasil. Segundo informa a Folha de S. Paulo, Leitão também se reunirá com estúdios e emissoras de televisão. O ministro quer transformar o Brasil em um dos cinco maiores produtores de cinema do mundo. Vale lembrar que, enquanto esteve à frente RioFilme, Leitão fez a produtora atingir sua era de ouro, permitindo que o Rio de Janeiro voltasse a se tornar um dos principais polos produtores de audiovisual do país, além de atrair produções internacionais, como “A Saga Crepúsculo: Amanhecer” e “Velozes e Furiosos 5”. A indústria audiovisual gerou R$ 23 bilhões para a economia brasileira em 2016.
Trailer de dramédia indie de Louis C.K. aborda perversão de Hollywood
A Orchard divulgou dois pôsteres e o trailer de “I Love You, Daddy”, dramédia indie escrita, dirigida e estrelada por Louis C.K. (série “Louie”), cujo tema não poderia ser mais atual. Rodado em preto e branco, o filme acompanha a relação de um roteirista e sua filha adolescente em meio ao ambiente hedonista de Hollywood, destacando em particular um cineasta pervertido, que gosta de atrizes bem jovens – para preocupação do pai-protagonista. Chlöe Grace Moretz (“A 5ª Onda”) vive a filha, John Malkovich (“Horizonte Profundo: Desastre no Golfo”) é o diretor papa-anjo, e o elenco ainda inclui Rose Byrne (“X-Men: Apocalipse”), Charlie Day (“Círculo de Fogo”), Pamela Adlon (série “Better Things”), Edie Falco (série “Nurse Jackie”) e Helen Hunt (“Melhor É Impossível”). O filme teve première no Festival de Toronto, onde não impressionou, mas o timing de seu lançamento comercial redimensiona da trama, ao aproximá-la do escândalo sexual envolvendo Harvey Weinstein. “I Love You, Daddy” chega aos cinemas americanos em 17 de novembro e não tem previsão de lançamento no Brasil.
Lupita Nyong’o revela ter sido assediada por Harvey Weinstein
Mais um dia, mais um relato de assédio contra Harvey Weinstein. Agora foi a vez da vencedora do Oscar Lupita Nyong’o (por “12 Anos de Escravidão”) contar seus encontros com o produtor, alvo de um escândalo em Hollywood. Em um longo relato publicado pelo jornal The New York Times, ela dá detalhes do assédio e diz ter se sentido “doente até o fundo do estômago” depois que acusações de dezenas de mulheres se tornaram públicas. “Senti uma explosão de fúria ao perceber que minha experiência não foi um incidente único, mas sim parte de um padrão de comportamento sinistro”, escreveu. A atriz conta ter conhecido o produtor durante o Festival de Berlim, quando ainda era uma estudante. Pouco depois, ele a teria convidado para assistir a um filme em sua casa, em Westport, Connecticut (EUA). Na ocasião, segundo Lupita, Weinstein pediu para massagear suas costas, e ela achou mais seguro se oferecer para massageá-lo. “Isso me permitiria ter controle físico e saber exatamente onde suas mãos estavam”. “Em pouco tempo, ele disse que queria tirar suas calças. Eu lhe pedi para não fazer isso e disse que me deixaria extremamente desconfortável. Ele se levantou e fui para a porta, dizendo que não estava confortável com isso”. Em outro encontro, em um jantar em Nova York, o produtor teria lhe feito propostas sexuais. “Se eu quisesse ser uma atriz, então eu tinha que estar disposta a fazer esse tipo de coisa”, escreveu ela, revelando o que ele sugeriu. “Ele disse que namorou a famosa atriz X e Y e olha onde isso as levou.” Mesmo depois de vencer o Oscar por “12 Anos de Escravidão” em 2014, Lupita continuou a ser perseguida por Weinstein, de acordo com seu relato, a ponto de recusar convites para participar de produções chefiadas por ele. “Eu tinha arquivado minha experiência com Harvey longe da minha mente, juntando-me à conspiração de silêncio que permitiu que esse predador vagasse por tantos anos”, disse a atriz. “Me senti muito sozinha quando essas coisas aconteceram, e me culpei por muito disso, bem como muitas das outras mulheres que compartilhavam suas histórias”. Mais de 40 mulheres já declararam terem sido abusadas pelo produtor desde que a atriz Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a denunciar publicamente o comportamento do magnata, numa reportagem do jornal The New York Times, publicada em 5 de outubro. Em pouco mais de uma semana, diversas estrelas famosas compartilharam suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive da atriz Asia Argento. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, e pelo BAFTA, a Academia britânica, além do Sindicato dos Produtores dos Estados Unidos (PGA). Ele também deve enfrentar um processo criminal.
Polícia de Los Angeles abre investigação contra Harvey Weinstein por estupro
A Polícia de Los Angeles anunciou na quinta-feira (19/10) ter aberto uma investigação por estupro contra Harvey Weinstein. O departamento de polícia tinha pedido para as atrizes que estão acusando o produtor nas redes sociais formalizarem uma denúncia e isto acabou acontecendo. “A divisão de roubo e homicídio do departamento de Polícia de Los Angeles entrevistou uma potencial vítima de agressão sexual de Harvey Weinstein, que teria ocorrido em 2013. O caso está sendo investigado”, declarou o porta-voz do departamento Drake Madison, sem revelar a identidade da vítima. O jornal Los Angeles Times informou que se trata de uma atriz e modelo italiana, que prestou depoimento por cerca de duas horas na quinta-feira. Ela não quis ter o nome revelado por medo de represálias, mas o jornal revelou que ela tem 38 anos. Em entrevista à publicação, a italiana contou que o abuso aconteceu no hotel Mr. C, em Beverly Hills, após Weinstein participar da 8ª edição do festival Italia Film, Fashion and Art, em fevereiro de 2013. Segundo ela, os dois se conheciam, embora não tivessem qualquer relação – foram apresentados em Roma por um amigo em comum. “Ele começou a fazer perguntas sobre mim, mas logo ficou muito agressivo e começou a me pedir para que ficasse nua. Me puxou pelos cabelos e me obrigou a fazer algo que não queria. Depois me arrastou pelo quarto e me estuprou”, relatou a mulher. Ela é a sexta mulher que acusa Weinstein de estupro nos últimos dias. A polícia de Nova York investiga outros dois possíveis casos, e em Londres são analisadas acusações apresentadas por outras três mulheres. Além da nova acusação ser a primeira em Los Angeles, também é a primeira sobre um suposto estupro cometido nos últimos dez anos, o que deve fazer com que o produtor enfrente um processo criminal. Mais de 40 mulheres já declararam terem sido abusadas pelo produtor desde que a atriz Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a denunciar publicamente o comportamento do magnata, numa reportagem do jornal The New York Times, publicada em 5 de outubro. Em pouco mais de uma semana, diversas estrelas famosas compartilharam suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive da atriz Asia Argento. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, e pelo BAFTA, a Academia britânica, além do Sindicato dos Produtores dos Estados Unidos (PGA). Mas o pior será enfrentar um processo criminal.
Quentin Tarantino confessa que sabia dos abusos de Harvey Weinstein
Após “um tempo para processar” as acusações de abuso sexual contra Harvey Weinstein, que distribuiu todos os seus filmes desde “Cães de Aluguel” (1992), o cineasta Quentin Tarantino admitiu ao jornal The New York Times que sabia de alguns episódios de assédio envolvendo o produtor e confessou sentir-se envergonhado por não ter feito nada a respeito. “Eu sabia o suficiente para fazer mais do que eu fiz. Existia mais do que apenas rumores ou fofocas normais. Eu não sabia de ouvir falar. Eu sabia que ele tinha feito algumas dessas coisas”, contou Tarantino. “Eu gostaria de ter tomado alguma atitude contra o que ouvi. Se eu tivesse feito o que podia ser feito, não deveria mais trabalhar com ele”. Segundo o cineasta, Mira Sorvino, sua ex-namorada — que foi à público recentemente para acusar Weinstein de assédio —, contou-lhe as atitudes do produtor na época em que aconteceram. Tarantino ouviu ainda uma história semelhante de outra atriz, e sabia o que Weinstein tinha feito com Rose McGowan. Por mais que estivesse ciente do que acontecia, Tarantino disse que não juntou os relatos para perceber que se tratava de um comportamento padrão de Weinstein, e continuou fazendo filmes com ele: “O que eu fiz foi marginalizar os incidentes. Qualquer coisa que eu fale agora vai soar como uma desculpa idiota”. Sobre o caso envolvendo Mira Sorvino, o cineasta disse que diminuiu o peso do incidente por achar que Weinstein tinha um interessa particular na atriz, o que fez ultrapassar os limites. Depois, quando começou a namorar Mira, Tarantino achou que o produtor a deixaria em paz. Mas um segundo relato envolvendo uma atriz não identificada fez finalmente o diretor confrontar o amigo. Segundo ele, Weinstein se desculpou com a atriz após ser cobrado – o que Tarantino considerou um “pedido de desculpas fraco”. Por fim, Tarantino pediu para que Hollywood leve mais a sério histórias como estas, que ele próprio não levou. E fez um chamado para os homens da indústria. “Não façam apenas comunicados de apoio. Reconheçam que há algo de errado no reino da Dinamarca. Façam o melhor para nossas irmãs”. Tarantino era um dos parceiros mais antigos de Weinstein, que começou a distribuir os filmes do diretor a partir de “Cães de Aluguel” (1992), e a produzi-los desde “Pulp Fiction” (1994), um dos primeiros sucessos da Miramax, o estúdio inicial dos irmãos Weinstein. Além disso, “Django Livre” é a maior bilheteria da história da Weinstein Company. Mais que colegas de trabalho, os dois era amigos de verdade, a ponto de Weinstein ter feito uma festa de noivado para Tarantino em setembro – há poucos dias. Mais de 40 mulheres já declararam terem sido abusadas pelo produtor desde que a atriz Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a denunciar publicamente o comportamento do magnata, numa reportagem do jornal The New York Times, publicada em 5 de outubro. Em pouco mais de uma semana, diversas estrelas famosas compartilharam suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive da atriz Asia Argento. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, e pelo BAFTA, a Academia britânica, além do Sindicato dos Produtores dos Estados Unidos (PGA). Ele também deve enfrentar um processo criminal.
Channing Tatum cancela filme de abuso sexual que seria produzido pela The Weinstein Company
O ator Channing Tatum anunciou ter cancelado o projeto do filme “Forgive Me Leonard Peacock”, sobre um garoto que sofreu abuso sexual, porque ele seria produzido pela Weinstein Company, empresa fundada por Harvey Weinstein. O produtor enfrenta um escândalo gigantesco, acusado de ter assediado, abusado e estuprado atrizes durante décadas. “As mulheres corajosas que tiveram a coragem para falar a verdade sobre Harvey Weinstein são verdadeiras heroínas para nós. Elas estão levantando os tijolos pesados para construir um mundo igual que todos nós merecemos viver”, escreveu o ator em comunicado compartilhado nas redes sociais. “Nosso projeto em desenvolvimento com a produtora The Weinstein Company – o livro brilhante de Matthew Quick, “Forgive Me Leonard Peacock” – é uma história sobre um garoto cuja vida caiu em pedaços após um abuso sexual. Apesar de não desenvolvermos mais qualquer coisa com a TWC, nos lembramos de sua poderosa mensagem de cura na sequência de uma tragédia”, acrescentou. “Esta é uma oportunidade gigante para uma verdadeira mudança positiva, com a qual nos comprometemos orgulhosamente. A verdade está revelada. Vamos terminar o que nossas incríveis colegas começaram e eliminar o abuso da nossa cultura de uma vez por todas”, completou. Mais de 40 mulheres já declararam terem sido abusadas pelo produtor desde que a atriz Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a denunciar publicamente o comportamento do magnata, numa reportagem do jornal The New York Times, publicada em 5 de outubro. Em pouco mais de uma semana, diversas estrelas famosas compartilharam suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive da atriz Asia Argento. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, e pelo BAFTA, a Academia britânica, além do Sindicato dos Produtores dos Estados Unidos (PGA). Ele também deve enfrentar um processo criminal.
Asia Argento é chamada de “prostituta” pela imprensa italiana após denunciar estupro de Harvey Weinstein
A atriz italiana Asia Argento, uma das primeiras mulheres a acusar o produtor Harvey Weinstein de estupro, revelou ter precisado deixar seu país após fazer a denúncia. Ela se mudou para Berlim, na Alemanha, após ser atacada por uma avalanche de críticas machistas na imprensa italiana. Basta acompanhar seu Twitter para testemunhar um verdadeiro linchamento moral, em que a atriz é chamada de prostituta, cocainômana e coisas piores. Em entrevista à rede italiana Rai, Argento contou que denunciar o assédio inspirou outro tipo de assédio contra ela. “Não tinha tido coragem de falar até agora porque… viu o que aconteceu, vinte anos depois do ataque?” A atriz revelou o estupro em uma reportagem da revista New Yorker. Em seu relato, ela contou que foi atacada por Weinstein quando tinha apenas 21 anos, após ser convidada para uma festa onde só havia ele em um quarto de hotel. Parte da mídia italiana tem criticado a atriz e outras vítimas de Weinstein pela demora em revelar os abusos cometidos pelo produtor. Um exemplo pode ser visto no título de um artigo publicado no jornal Libero: “Primeiro elas cedem, depois reclamam e fingem lamentar”. O subtítulo completa: “Ceder aos avanços sexuais de seu chefe é prostituição, não estupro”. No Twitter, Argento afirmou que vai processar o jornal por “ofender sua reputação e insultar sua dignidade como mulher”. O jornal respondeu aumentando (ou baixando) o tom, com artigos que tentam “explicar” a diferença entre prostituição e estupro. Asia definiu o posicionamento da imprensa de seu país como medieval, ao falar sobre o caso com a revista Variety. Seria um reflexo da cultura católica do país, que influencia até as leis italianas. “Eu estou sendo criticada pela mídia italiana, o que é medieval”, disse ela, acrescentando que “até os anos 1960 você podia matar sua mulher e isso era chamado de ‘crime de honra’ se ela tivesse traído. Até 1996, o estupro era considerado um crime contra a moral, não contra uma pessoa”. Mais de 40 mulheres já declararam terem sido abusadas pelo produtor desde que a atriz Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a denunciar publicamente o comportamento do magnata, numa reportagem do jornal The New York Times, publicada em 5 de outubro. Em pouco mais de uma semana, diversas estrelas famosas compartilharam suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive da atriz Asia Argento. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, e pelo BAFTA, a Academia britânica, além do Sindicato dos Produtores dos Estados Unidos (PGA). Ele também deve enfrentar um processo criminal.
Estreia de filme em que Benedict Cumberbatch vive Thomas Edison é adiada após escândalo sexual
Em meio ao escândalo sexual que envolve Harvey Weinstein, a produtora The Weinstein Company decidiu adiar a estreia do esperado filme “The Current War”, que traz Benedict Cumberbatch (“Doutor Estranho”) como Thomas Edison. Desde a sua primeira exibição no Festival de Toronto, o longa era considerado um forte candidato a o Oscar, mas a empresa percebeu que não terá a menor chance de disputar o troféu neste ano e o tirou da programação. A mudança aconteceu depois de o roteirista do longa, Michael Mitnik (“O Doador de Memórias”), ter cancelado a sua participação no Festival de Nova York. De acordo com a revista Variety, Mitnik considerou “inapropriado” promover a obra em meio ao escândalo. Sua estreia estava programada para 24 de novembro nos Estados Unidos, mas agora só chegará aos cinemas em 2018, em data a ser determinada. Mais de 40 mulheres já declararam terem sido abusadas pelo produtor desde que a atriz Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a denunciar publicamente o comportamento do magnata, numa reportagem do jornal The New York Times, publicada em 5 de outubro. Em pouco mais de uma semana, diversas estrelas famosas compartilharam suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive da atriz Asia Argento. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, e pelo BAFTA, a Academia britânica, além do Sindicato dos Produtores dos Estados Unidos (PGA). Ele também deve enfrentar um processo criminal.
Bob Weinstein, irmão de Harvey, é acusado de assédio sexual
Após condenar publicamento o comportamento do irmão e ex-sócio Harvey Weinstein, envolvido num escândalo de abuso sexual que atravessa décadas, o produtor Bob Weinstein também foi acusado de conduta imprópria. Amanda Segel, showrunner da série “The Mist”, produzida pela The Weinstein Company para o canal pago americano Spike, afirmou que Bob fez diversas investidas contra ela em ambiente de trabalho e a convidou para jantares privados. O assédio começou no meio do ano passado e continuou por três meses até o advogado de Amanda, David Fox, informar aos executivos da TWC que ela deixaria a produção da série se Bob Weinstein não parasse de procurá-la para fins pessoais. A informação foi divulgada na terça-feira (17/10) pela revista Variety, que entrevistou a produtora. “Dizer ‘não’ deveria ser o bastante”, disse Amanda Segel para a publicação. “Depois do ‘não’, qualquer pessoa que te chamou para sair deveria seguir sua vida. Bob continuou a insistir que ele queria ter uma amizade comigo. Ele não queria ter uma amizade. Ele queria mais do que isso. Minha esperança é que ‘não’ seja o suficiente a partir de agora”. Um representante de Bob Weinstein emitiu uma nota negando que ele tenha tido qualquer comportamento inapropriado. “Bob jantou com a senhorita Segel em Los Angeles, em junho de 2016. Ele nega qualquer alegação de que tenha se comportado inapropriadamente durante ou depois do jantar. É muito lamentável que qualquer reclamação do tipo tenha sido feita”, disse a nota. A acusação acontece no momento em que Bob Weinstein tenta salvar o estúdio, que enfrenta adiamento de estreias de cinema e cancelamento de produções de séries, em meio a uma debandada geral de executivos e funcionários, causada pelas acusações diárias feitas por vítimas de Harvey Weinstein nas últimas quatro décadas. Mais de 40 mulheres já declararam terem sido abusadas pelo produtor desde que a atriz Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a denunciar publicamente o comportamento do magnata, numa reportagem do jornal The New York Times, publicada em 5 de outubro. Em pouco mais de uma semana, diversas estrelas famosas compartilharam suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive da atriz Asia Argento. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, e pelo BAFTA, a Academia britânica, além do Sindicato dos Produtores dos Estados Unidos (PGA). Ele também deve enfrentar um processo criminal.
Funcionária de Harvey Weinstein revela bastidores da rotina de abuso sexual do produtor
Uma das assistentes de Harvey Weinstein, usada para acobertar casos de assédio do produtor, contou detalhes de seu trabalho em entrevista ao jornal inglês The Guardian, após várias atrizes revelarem cumplicidade das funcionárias do produtor em atos de abuso. As atrizes denunciaram que as assistentes as convidavam para reuniões e participavam do começo delas, mas logo arranjavam uma desculpa para sair, deixando executivo sozinho para assediá-las. “Ele nos usava para parecer menos predatório”, confirmou a mulher, que não quis se identificar e trabalhou como assistente de Weinstein em Londres nos últimos cinco anos. “Era uma relação abusiva em todos os níveis”. Segundo ela, tudo era “muito mais complicado” do que podia aparecer. “Nós não estávamos seguras também”. A ex-assistente de Weinstein contou que ela e outras ex-colegas também foram vítimas dos abusos do patrão, que as “explorava e manipulava”, deixando algumas “severamente traumatizadas”. Ela alegou que a equipe do produtor era forçada a fazer tarefas degradantes e humilhantes para encobrir os atos dele. “Você acha que vai conseguir essa carreira ilustre. Você realmente quer acreditar que vai ter sucesso. Ele se aproveita disso. Ele se aproveita de pessoas jovens e vulneráveis, a quem ele pode manipular”, disse ela. Embora tenha sido contratada como assistente de negócios, para trabalhar em desenvolvimento e aquisições de projetos, a ex-assistente frequentemente era obrigada a fazer trabalho de assistente pessoal de Weinstein. “Sexo era uma parte diária do meu trabalho para ele. Ela sobre facilitá-lo de muitas maneiras. Era realmente nojento”, disse ela, que foi encarregada de manter mulheres com quem Weinstein dormiu longe da então mulher do produtor, a estilista Gerogina Chapman, da grife Marchesa, em eventos. A mulher tentou justificar sua participação nos casos explicando que muitas das funcionárias de Weinstein, incluindo ela própria, não sabiam que estavam encobrindo casos de abuso sexual e estupro. “Ele manipulou todo mundo em seu caminho com um único propósito: o sexo”, disse ela. “É horrível. Eu deveria ter ido embora. Eu deveria ter dito alguma coisa (…) Aquilo era abuso de poder. Elas (as jovens atrizes em busca de oportunidades de trabalho) achavam que fossem tirar algo daquilo”. Mais de 40 mulheres já declararam terem sido abusadas pelo produtor desde que a atriz Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a denunciar publicamente o comportamento do magnata, numa reportagem do jornal The New York Times, publicada em 5 de outubro. Em pouco mais de uma semana, diversas estrelas famosas compartilharam suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive da atriz Asia Argento. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, e pelo BAFTA, a Academia britânica. Ele também deve enfrentar um processo criminal.
Lena Headey conta ter chorado após sofrer assédio de Harvey Weinstein
Intérprete da poderosa rainha Cersei de “Game of Thrones”, Lena Headey passou por uma experiência terrível de impotência na carreira, ao ser assediada por Harvey Weinstein. Ele compartilhou sua história no Twitter nesta terça-feira (17/10), revelando como ele abusava da sua posição para se aproximar das atrizes, além de mencionar ter sofrido bullying do diretor Terry Gilliam. Em uma série de tuítes, ela conta que conheceu Weinstein no Festival de Veneza. “’Os Irmãos Grimm’ estava passando lá (e durante a filmagem eu fui submetida a um bullying interminável por parte do diretor Terry Gilliam). Em certo momento, Harvey me pediu ir com ele até a água, eu fui com ele e ele parou e fez um comentário sugestivo, um gesto. Eu só levei na brincadeira, estava genuinamente chocada. Eu me lembro de pensar ‘tem que ser piada’. Disse alguma coisa como ‘Qual é, cara? É como beijar meu pai. Vamos pegar um drinque, voltar para o grupo’. Nunca participei de outro filme da Miramax”. O segundo encontro aconteceu em Los Angeles, anos depois, e foi bem mais sério. Lena foi convidada por Harvey para um café da manhã e disse acreditar que, após ela ter dito “não” de forma clara, ele “respeitaria seus limites” e trataria de uma proposta de trabalho. “Ele fez algumas perguntas sobre a minha vida amorosa. Eu mudei o assunto para algo menos pessoal. Então, ele foi ao banheiro. Ao voltar, disse ‘vamos até o quarto, eu quero te entregar um roteiro’. Nós entramos no elevador e a energia mudou. Meu corpo todo entrou em estado de alerta. O elevador estava subindo e eu disse ‘não estou interessada em nada além de trabalho, por favor não pense que eu entrei aqui por qualquer outra razão, nada vai acontecer’. Eu não sei o que me levou a falar naquele momento, só tive uma grande sensação de ‘não chegue perto de mim’”. Ela descreveu que Weinstein mudou rapidamente após ter-lhe dito aquilo. “Ele ficou em silêncio, furioso. Nós saímos do elevador e fomos até o quarto dele. A mão dele estava nas minhas costas, ele estava me conduzindo, sem dizer uma palavra, me senti completamente impotente. A chave dele não funcionou, então ele ficou muito bravo. Ele me levou de volta ao elevador e depois até o valet, segurando firme no meu braço. Ele pagou o meu carro e sussurrou no meu ouvido ‘não conte sobre isso para ninguém, nem o seu empresário, nem o seu agente.’ Eu entrei no meu carro e chorei”. Não havia roteiro, nem proposta de trabalho. pic.twitter.com/o1U06krn0q — lena headey (@IAMLenaHeadey) October 17, 2017 pic.twitter.com/QzS7EweJGe — lena headey (@IAMLenaHeadey) October 17, 2017 pic.twitter.com/VXzLNwT2yO — lena headey (@IAMLenaHeadey) October 17, 2017 pic.twitter.com/gX2cL6PyQN — lena headey (@IAMLenaHeadey) October 17, 2017
Jennifer Lawrence diz ter ficado nua para produtores que a consideravam “gorda”
A atriz Jennifer Lawrence denunciou outro tipo de abuso que sofreu no começo da sua carreira. No mesmo evento da revista Elle em que Reese Witherspoon revelou ter sido assediada aos 16 anos por um diretor, a estrela da franquia “Jogos Vorazes” contou ter passado por um “teste de elenco” em que precisou ficar nua para produtores de cinema que a consideravam “gorda”. Vencedora do Oscar por “O Lado Bom da Vida”, Lawrence detalhou sua experiência difícil e o abuso sofrido por não se ajustar aos padrões de “100% massa magra” da indústria. “Quando eu estava começando, um produtor me disse para perder pelo menos 6 quilos em duas semanas”, ela contou, segundo relato do site Deadline. “Ao mesmo tempo, outra produtora, uma mulher, me fez ficar nua e perfilar ao lado de outras cinco mulheres que eram muito mais magras do que eu”. “Depois dessa experiência humilhante que se passou por um teste de elenco, a produtora me disse que eu deveria usar fotos de mim mesma nua como motivação para emagrecer. E então um outro produtor que estava presente disse que não me achava gorda – pelo contrário, que eu era ‘perfeitamente comível’”, relatou. “Eu deixei que eles me tratassem daquela maneira porque achei que precisava, pela minha carreira. Ainda estou aprendendo que não preciso sorrir quando um homem faz com que eu me sinta desconfortável. Todo ser humano deveria ter o poder de ser tratado com respeito”, completou.
Reese Witherspoon revela ter sido abusada por um diretor quando tinha 16 anos
A atriz Reese Witherspoon revelou também ter sofrido agressões e assédios sexuais em diversas ocasiões de sua carreira, que iniciaram quando ela tinha apenas 16 anos. Naquela ocasião, o abuso foi cometido por um diretor, ela contou, durante um evento da revista Elle, em que aproveitou para demonstrar que o problema não é restrito a Harvey Weinstein, mas – como insinuou a cantora Björk – disseminado na indústria cinematográfica. “Tive múltiplas experiências de assédio e agressões sexuais e eu não falo sobre elas com muita frequência”, disse a atriz, ao tornar público o que sofreu. Ela confessou ter tido noites mal dormidas depois que outras mulheres começaram a colocar em evidência tudo aquilo que passaram no trabalho, porque, segundo ela, o silêncio diante do que sofreu era tido como o melhor caminho para manter-se na indústria cinematográfica. “Eu sinto desgosto de verdade pelo diretor que me agrediu quando eu tinha 16 anos e raiva dos agentes e produtores que me fizeram sentir que o silêncio era uma condição do meu emprego”, acusou Reese, que tem em seu currículo o Oscar de Melhor Atriz por seu papel no filme “Johnny e June” (2005). “Depois de ouvir todas essas histórias nos últimos dias e ouvir essas mulheres corajosas se abrirem sobre coisas que nós ouvimos que devemos esconder debaixo do tapete e não falar sobre elas, isso me deixou com vontade de falar. E falar alto. Porque eu, na verdade, me senti menos sozinha nesta semana do que eu me senti em toda minha carreira”. Muitas atrizes, como Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Kate Beckinsale e Rose McGowan alegaram terem sofrido assédio do produtor Harvey Weinstein. Outras ainda o acusaram de estupro. Após a grande repercussão das denúncias, outras contaram vivências traumáticas provocadas por homens. America Ferrera, por exemplo, revelou no Instagram uma agressão sexual aos 9 anos. “Essa foi uma semana realmente muito difícil para as mulheres em Hollywood, para as mulheres em todo o mundo, e muitas situações e muitas indústrias são forçadas a lembrar e reviver muitas verdades tenebrosas. Eu tenho minhas próprias experiências, que voltaram a minha mente de forma muito vívida. Tenho tido muita dificuldade para dormir, para pensar, para falar sobre os sentimentos que tenho tido de ansiedade, pensando sobre honestidade, e a culpa por não ter revelado antes. Você só pode se curar ao contar a verdade”, afirmou Reese.












