Charlie Sheen é acusado de estuprar o ator Corey Haim quando este era menor
Charlie Sheen foi acusado pelo ator Dominick Brascia (“Sexta-Feira 13 – Parte 5: Um Novo Começo”) de ter estuprado o falecido ator Corey Haim quando este era menor de idade. Em entrevista ao tabloide The National Enquirer, Brascia disse que Sheen, então com 19 anos, fez sexo com Haim, que teria 13-14 anos na época em que ambos trabalhavam juntos no filme “A Inocência do Primeiro Amor”, de 1986. Brascia alega ter ouvido a história de Haim, que morreu em 2010, aos 38 anos. “Ele me disse que eles fumaram maconha e transaram. Ele disse que eles fizeram sexo anal. Haim me contou que, depois, Sheen ficou muito distante e o rejeitou. Quando Corey quis ficar de novo, Charlie não teve interesse.” Ele ainda afirmou que os dois voltaram a fazer sexo anos mais tarde. “Ele [Haim] disse que não gostou e finalmente superou Sheen. Ele disse que Charlie era um fracassado.” Após a publicação da entrevista na quarta (8/11), Charlie Sheen se manifestou. Seu assessor de imprensa emitiu uma nota em que o astro das séries de comédia “Two and a Half Men” e “Anger Management” “nega absolutamente” a acusação. A alegação contra Sheen vem à tona após Corey Feldman alegar que ele e Haim foram sexualmente abusados por pessoas da indústria cinematográfica. Feldman, recentemente, disse que há uma rede de pedofilia em Hollywood e acusou de abuso um ator de “Sem Licença Para Dirigir” (1988). Ele pretende fazer um documentário em que irá denunciar “nomes poderosos”.
Atriz de Arrested Development acusa Steven Seagal de assédio sexual
A atriz Portia de Rossi (da série “Arrested Development”) usou o Twitter para denunciar Steven Seagal por assédio sexual. Ela relatou sua experiência num teste que fez para um dos filmes do ator. “Meu teste final para um filme de Steven Seagal aconteceu em seu escritório. Ele me disse o quão importante era a química entre os atores fora das telas enquanto me fez sentar e foi descendo o zíper das suas calças de couro. Eu corri e chamei minha agente. Sem se incomodar, ela disse, ‘Bem, eu não sabia se ele era o seu tipo'”, escreveu a atriz, que se assumiu lésbica e é casada com a apresentadora Elle DeGeneres desde 2008. Seagal já tinha sido denunciado anteriormente pela atriz Julianna Margulies (“The Good Wife”) e pela jornalista Lisa Guerrero. Além disso, em 1998, a atriz Jenny McCarthy tornou público um episódio em que perdeu um papel por se recusar a fazer um teste nua em frente ao ator, o que ele negou na época. My final audition for a Steven Segal movie took place in his office. He told me how important it was to have chemistry off-screen as he sat me down and unzipped his leather pants. I️ ran out and called my agent. Unfazed, she replied, “well, I didn’t know if he was your type.” — Portia de Rossi (@portiaderossi) 8 de novembro de 2017
Harvey Weinstein usava agentes do serviço secreto israelense para calar denúncias de abusos sexuais
A revista The New Yorker revelou como o produtor Harvey Weinstein conseguiu manter as denúncias sobre o seu comportamento de predador sexual abafadas até recentemente. Ele teria gasto uma fortuna contratando uma empresa formada por ex-agentes do serviço secreto israelense para investigar e pressionar suas vítimas e os jornalistas que enveredassem pelo assunto, de modo a chantagear e ameaçar, evitando que as acusações viessem à tona. Segundo a publicação, uma dessas agentes entrou em contato com uma das principais acusadoras, a atriz Rose McGowan, se fazendo passar por uma militante dos direitos da mulher. Funcionária da agência de segurança Black Cube, a mulher gravou em segredo horas de conversas com a atriz, que estava a ponto de publicar suas memórias, com o título “The Brave”, cujo conteúdo preocupava Weinstein. O autor da reportagem, Ronan Farrow, o filho de Mia Farrow e Woody Allen que há um mês publicou as primeiras denúncias de estupro contra o produtor, cita dezenas de documentos e pelo menos sete pessoas envolvidas diretamente nos esforços de Weinstein para evitar qualquer publicação contra ele. A agente que procurou McGowan também entrou em contato com jornalistas que investigavam o caso, como Ben Wallace da New York Magazine, para descobrir as informações que tinham. Weinstein e sua equipe queriam saber as informações com as quais a imprensa trabalhava e, ao mesmo tempo, investigavam os próprios repórteres, com perguntas sobre sua vida pessoal para ter material que permitisse contradizer, desacreditar ou intimidar os jornalistas. No caso de Wallace, buscaram informações sobre sua ex-esposa. O jornalista disse que nunca sofreu tanta pressão para interromper uma reportagem, que por fim a revista decidiu não publicar em janeiro de 2017 porque ninguém quis arriscar a lhe dar declarações gravadas. Além da Black Cube, dirigida por ex-agentes de inteligência de Israel, o produtor contratou outra empresa similar, a Kroll, que encontrou 11 fotos do produtor com McGowan, depois da suposta agressão, para desacreditar a atriz. Trata-se da mesma empresa contratada pela CPI da Petrobrás para desacreditar os delatores da Operação Lava-Jato. O produtor também recebeu informações de Dylan Howard, diretor de conteúdo da American Media Inc. que publica o tabloide National Enquirer, que usou um de seus repórteres para ligar para a ex-esposa de um diretor, que teve um romance com McGowan, visando conseguir declarações negativas sobre a atriz. “Tenho algo MARAVILHOSO”, escreveu Howard em e-mail. “Excelente, sobretudo se minhas impressões digitais não estão nisso”, respondeu Weinstein, segundo Ronan Farrow. Farrow ainda publicou que Weinstein “monitorava pessoalmente o progresso das investigações”, usando inclusive ex-funcionários de seu estúdio para conseguir nomes e fazer ligações que alguns consideraram “intimidadoras”. Mais de 90 mulheres já acusam publicamente Harvey Weinstein de assédio, agressão ou estupro, segundo levantamento da atriz italiana Asia Argento, desde que Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a falar com a imprensa sobre o comportamento do magnata, em reportagem do jornal The New York Times publicada em 5 de outubro. A denúncia encorajou diversas estrelas famosas a compartilharem suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive de Asia Argento. E há três semanas o jornal Los Angeles Times desnudou a conexão de Weinstein com o mundo da moda, com denúncias de modelos. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, do BAFTA (a Academia britânica), do PGA (Sindicato dos Produtores) e da Academia de Televisão, responsável pelo Emmy. Sua esposa, Georgina Chapman, estilista da grife Marchesa, pediu divórcio e ele ainda deve enfrentar um processo criminal. Desde então, outros casos foram denunciados, abrindo as portas para inúmeras acusações de assédios, abusos e até estupros na indústria do entretenimento.
Harvey Weinstein é expulso da Academia de Televisão dos Estados Unidos
A Academia da Televisão dos Estados Unidos, responsável pelo prêmio Emmy, expulsou o produtor Harvey Weinstein pelo resto de sua vida. A decisão foi informada após uma reunião na segunda-feira (6/11) e depois que medidas similares foram anunciadas no mês passado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo Oscar, e o Sindicato dos Produtores. Além da expulsão, a Academia da Televisão prometeu revisar de modo detalhado os códigos de conduta da organização, assim como fez a Academia de Cinema. Weinstein recebeu 17 indicações ao prêmio Emmy, por programas como “Project Runway” e “Project Greenlight”. Mais de 90 mulheres já acusam publicamente Harvey Weinstein de assédio, agressão ou estupro, segundo levantamento da atriz italiana Asia Argento, desde que Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a falar com a imprensa sobre o comportamento do magnata, em reportagem do jornal The New York Times publicada em 5 de outubro. A denúncia encorajou diversas estrelas famosas a compartilharem suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive de Asia Argento. E há três semanas o jornal Los Angeles Times desnudou a conexão de Weinstein com o mundo da moda, com denúncias de modelos. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, do BAFTA (a Academia britânica) e do PGA (Sindicato dos Produtores). Sua esposa, Georgina Chapman, estilista da grife Marchesa, pediu divórcio e ele ainda deve enfrentar um processo criminal. Desde então, outros casos foram denunciados, abrindo as portas para inúmeras acusações de assédios, abusos e até estupros na indústria do entretenimento.
Estudo revela que metade dos personagens latinos das séries americanas são criminosos
Uma pesquisa realizada pela The Opportunity Agenda, uma entidade sem fins lucrativos que se define como um “laboratório de comunicação de justiça social”, analisou 40 episódios de 25 séries populares, entre abril de 2014 e junho de 2016, buscando identificar como os imigrantes são retratados na TV americana. O resultado constata que os imigrantes estão sub-representados, com apenas 6% dos papéis na amostragem (enquanto representam 17% da população dos EUA). No entanto, eles estão representados em excesso como criminosos. Metade das vezes em que aparecem nas telas, os latinos vivem marginais. Já os personagens do Oriente Médio são geralmente mostrados envolvidos em atividades terroristas. A partir desta pesquisa, outra ONG, a Define American, lançou um guia para os produtores de Hollywood saberem como retratar melhor os imigrantes em seus filmes e séries. Trata-se de um tapa de luva de pelica. “É nossa esperança que, além de servir como um recurso confiável, este guia encoraje os contadores de histórias a elevar a qualidade dos personagens, cujas histórias são tão diversas quanto os 43 milhões de imigrantes estimados que vivem em nosso país”, disse Elizabeth Grizzle Voorhees, diretora de mídia da Define American, em entrevista ao site The Hollywood Reporter.
Estrela da série The Good Wife revela ter sofrido assédio de Steven Seagal e Harvey Weinstein
A atriz Julianna Margulies, estrela das séries “The Good Wife” e “E.R.”, revelou ter sofrido tentativas de assédio em dose dupla no começo de sua carreira, pelo produtor Harvey Weinstein e o ator Steven Seagal, mas conseguiu escapar de ambos. Em entrevista a uma rádio americana, citada pela revista The Hollywood Reporter, a atriz contou que foi convencida por uma diretora de elenco a se encontrar com Seagal num quarto de hotel em 1990. Mas, ao chegar no hotel, não havia sinal da mulher, e o ator abriu a porta armado: “Ele fez questão que eu visse a arma. Eu nunca tinha visto uma arma na vida”, contou a atriz, que tinha tinha 23 anos na época. Ela não entrou em detalhes sobre o que aconteceu no quarto, mas disse ter saído “incólume”. “Não sei com saí de lá, mas não fui machucada, não fui estuprada”. Depois disso, a atriz disse que nunca mais foi a reuniões com homens da indústria sozinha. E isto serviu de lição para sua segunda tentativa de assédio. Anos depois, uma assistente de Harvey Weinstein a convocou para uma reunião com o produtor em seu quarto de hotel. Julianna exigiu que a assistente estivesse junto. “A assistente insistiu bastante e eu a obriguei a subir comigo. Quando Harvey abriu a porta, ele estava de roupão, o quarto estava cheio de velas e tinha um jantar para dois”. A atriz contou que ele só olhou feio para as duas e bateu a porta na cara dela. “Nem preciso dizer que não consegui o papel”. Mais de 90 mulheres já acusam publicamente Harvey Weinstein de assédio, agressão ou estupro, segundo levantamento da atriz italiana Asia Argento, desde que Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a falar com a imprensa sobre o comportamento do magnata, em reportagem do jornal The New York Times publicada em 5 de outubro. A denúncia encorajou diversas estrelas famosas a compartilharem suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive de Asia Argento. E há três semanas o jornal Los Angeles Times desnudou a conexão de Weinstein com o mundo da moda, com denúncias de modelos. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, do BAFTA (a Academia britânica) e do PGA (Sindicato dos Produtores). Sua esposa, Georgina Chapman, estilista da grife Marchesa, pediu divórcio e ele ainda deve enfrentar um processo criminal. Desde então, outros casos foram denunciados, abrindo as portas para inúmeras acusações de assédio na indústria do entretenimento. Steven Seagal é um dos acusados. A jornalista Lisa Guerrero contou sua experiência pessoal em uma reportagem da revista Newsweek. Mas, já em 1998, a atriz Jenny McCarthy tinha tornado público um episódio em que perdeu um papel por se recusar a fazer um teste nua em frente a Seagal, o que ele negou na época.
Polícia de Nova York revela que prisão de Harvey Weinstein é iminente
A acusação de estupro da atriz Paz de la Huerta (série “Boardwalk Empire”) contra Harvey Weinstein deverá resultar na prisão do produtor. O detetive Robert Boyce, da polícia de Nova York, afirmou à agência Associated Press que a denúncia é consistente e já há evidências apuradas. Segundo a agência, numa reunião interna da equipe policial, Boyce também disse que, se Weinstein estivesse em Nova York neste momento e o estupro alegado tivesse sido recente, “nós iremos imediatamente fazer a prisão. Sem dúvida”. Mas como Weinstein está em outro estado e as alegações falam num estupro acontecido há sete anos, os investigadores devem reunir mais provas em primeiro lugar. Paz de la Huerta fez as acusações na revista Vanity Fair, onde relatou que foi vítima de dois estupros de Weinstein em Nova York, com pouco mais de um mês de diferença. O primeiro aconteceu em novembro de 2010, quando o produtor se ofereceu para levá-la a seu apartamento e pediu para subir e tomar uma bebida. “Senti medo, não foi consensual, tudo aconteceu muito rápido… Ele se colocou dentro de mim… quando acabou disse que me ligaria. Fiquei na cama em choque”, disse a atriz, que tinha 26 anos na ocasião. O segundo estupro teria acontecido em dezembro do mesmo ano. O produtor, embriagado, apareceu em seu edifício e exigiu subir até o apartamento. “Foi repugnante, é como um porco. (…) me estuprou”. Além de contar a história para a imprensa, ela tomou coragem para denunciar o produtor na polícia, o que a maioria das acusadoras de Weinstein não fez. Mais de 90 mulheres já acusam publicamente Harvey Weinstein de assédio, agressão ou estupro, segundo levantamento da atriz italiana Asia Argento, desde que Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a falar com a imprensa sobre o comportamento do magnata, em reportagem do jornal The New York Times publicada em 5 de outubro. A denúncia encorajou diversas estrelas famosas a compartilharem suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive de Asia Argento. E há três semanas o jornal Los Angeles Times desnudou a conexão de Weinstein com o mundo da moda, com denúncias de modelos. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, do BAFTA (a Academia britânica) e do PGA (Sindicato dos Produtores). Sua esposa, Georgina Chapman, estilista da grife Marchesa, pediu divórcio e ele ainda deve enfrentar um processo criminal. Desde então, outros casos foram denunciados, abrindo as portas para inúmeras acusações de assédio na indústria do entretenimento. Apenas contra o diretor James Toback, já passam de 300 denúncias. Weinstein insiste que todas as relações foram consensuais. Sua porta-voz Holly Baird afirmou à AFP que o produtor iniciou terapia e busca um “melhor caminho”. “Ele espera que, se conseguir progredir o suficiente, receberá uma segunda chance”.
Corey Feldman revela nome de ator que o molestou quando era menor
Corey Feldman avançou em suas denúncias de abusos sexuais que sofreu quando era uma ator-mirim em Hollywood. Ele vem falando sobre o tema há anos, mas nunca tinha citado um nome sequer. Após diversas atrizes superarem o medo de dar nomes a assediadores em série de Hollywood, revelando os escândalos sexuais recentes de Harvey Weinstein e James Toback, ele decidiu contar sua história por meio de um documentário, que pretende financiar com apoio coletivo. E para levantar os fundos, vem participando de entrevistas. Na mais recente, no programa de TV “The Dr. Oz Show”, Feldman soltou o primeiro dos muitos nomes que estava guardando para o filme, afirmando que foi molestado pelo ator John Grissom. Grissom participou de apenas dois filmes, “Sem Licença para Dirigir” (1988) e “Um Sonho Diferente” (1989), ambos estrelados por Feldman e seu companheiro e amigo, Corey Haim, que morreu em 2010 e que também teria sofrido abusos durante a infância em Hollywood. Na época, Feldman tinha entre 17 e 18 anos e Haim, entre 18 e 19 anos. O programa de TV revelou que Grissom tem ficha criminal, incluindo uma prisão em 2001 e condenação em 2003 por abuso sexual de menor. Feldman afirmou, durante a entrevista televisiva, que pretendia revelar o nome de Grissom como um de seus abusadores no livro de memórias que lançou em 2013, mas teria sido convencido a não acusar ninguém por seus advogados. Ele diz que tem muitos outros nomes para revelar, mas precisa de defesa jurídica. Por isso, decidiu fazer as denúncias num filme, visando arrecadar US$ 10 milhões para filmá-lo e também pagar advogados.
Atriz de Boardwalk Empire diz que Harvey Weinstein a estuprou duas vezes
A atriz americana Paz de la Huerta (série “Boardwalk Empire” e terror “Nurse – A Enfermeira Assassina”) afirmou que Harvey Weinstein a estuprou duas vezes em 2010, aumentando a lista de denúncias sexuais contra o produtor de Hollywood. Ela fez as acusações na revista Vanity Fair, onde relatou que as agressões aconteceram em Nova York, com pouco mais de um mês de diferença. A primeira aconteceu em novembro de 2010, quando Weinstein se ofereceu para levá-la a seu apartamento e pediu para subir e tomar uma bebida. “Senti medo, não foi consensual, tudo aconteceu muito rápido… Ele se colocou dentro de mim… quando acabou disse que me ligaria. Fiquei na cama em choque”, disse a atriz, que tinha 26 anos na ocasião. O segundo estupro teria acontecido em dezembro do mesmo ano. O produtor, embriagado, apareceu em seu edifício e exigiu subir até o apartamento. “Foi repugnante, é como um porco. (…) me estuprou”. A polícia de Nova York “está a par das denúncias de agressão sexual”, afirmou à AFP (agência France Presse) o sargento Brendan Ryan, que também disse que a polícia está “colaborando com o Ministério Público de Manhattan”. Segundo a rede CBS, já teria sido designado um procurador de crimes sexuais para este caso. Mais de 90 mulheres já acusam publicamente Harvey Weinstein de assédio, agressão ou estupro, segundo levantamento da atriz italiana Asia Argento, desde que a atriz Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a falar com a imprensa sobre o comportamento do magnata, em reportagem do jornal The New York Times publicada em 5 de outubro. A denúncia encorajou diversas estrelas famosas a compartilharem suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive da atriz Asia Argento. E há três semanas o jornal Los Angeles Times desnudou a conexão de Weinstein com o mundo da moda, com denúncias de modelos. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, do BAFTA (a Academia britânica) e do PGA (Sindicato dos Produtores). Sua esposa, Georgina Chapman, estilista da grife Marchesa, pediu divórcio e ele ainda deve enfrentar um processo criminal. Desde então, outros casos foram denunciados, abrindo as portas para inúmeras acusações de assédio na indústria do entretenimento. Apenas contra o diretor James Toback, já passam de 300 denúncias. Weinstein insiste que todas as relações foram consensuais. Sua porta-voz Holly Baird afirmou à AFP que o produtor iniciou terapia e busca um “melhor caminho”. “Ele espera que, se conseguir progredir o suficiente, receberá uma segunda chance”.
Dustin Hoffman é acusado de assédio por assistente que tinha 17 anos de idade
Dustin Hoffman é mais um nome famoso de Hollywood envolvido em acusação de assédio sexual, em meio à multiplicação de denúncias que vieram à luz após a execração coletiva de Harvey Weinstein. Uma assistente de produção do longa “A Morte de um Caixeiro-Viajante”, de 1985, que rendeu a Hoffman um Globo de Ouro por sua atuação, relatou a convivência abusiva com o astro no set. Na época, a escritora Anna Graham Hunter tinha 17 anos. Em um relato em primeira pessoa, publicado pela revista The Hollywood Reporter, ela descreveu o que passou com Hoffman durante as filmagens. “Ele me pediu para fazer massagem em seus pés no meu primeiro dia no set; eu fiz. Ele estava flertando abertamente, ele agarrou minha bunda, ele falou sobre sexo para mim e na minha frente. Numa manhã, eu fui ao seu camarim para pegar o pedido dele para o café. Ele olhou para mim e sorriu. Então ele disse: ‘Eu quero um ovo cozido de gema dura e um clitóris macio. Sua comitiva explodiu em gargalhadas. Eu saí, sem palavras. Então fui ao banheiro e chorei”. Ela também transcreveu partes de cartas que enviava para a irmã, que morava em Londres na época, detalhando as cinco semanas em que trabalhou no set do telefilme. “Quando eu levei Dustin até sua limusine, ele tocou na minha bunda quatro vezes. Eu bati nele todas as vezes, e disse que ele era um velho sujo”. No relato, ela cita o produtor Bob Colesberry, dizendo que ele a teria demitido caso visse a cena. Hunter conta ainda que uma supervisora pediu para que ela “sacrificasse alguns de seus valores” pelo bem da produção. Nos primeiros dias de diário, ela admite que adorava a atenção de Dustin. “Até que eu deixei de adorar”. Poucos dias depois, ela escrevia: “Não vou deixar Dustin colocar as mãos em mim. E acho uma bosta que Bob espere que eu deixe”. “Hoje esse negócio ficou mais assustador. Ou ao menos, menos atraente. Essa manhã, quando perguntei a Dustin o que ele queria para o café da manhã, ele disse algo que superou até seus níveis mais baixos. Foi pior que qualquer coisa que alguém já tenha me dito na rua. Foi tão grosseiro que eu não consegui dizer nada. Eu simplesmente me virei e fui embora”, ela escreveu para a irmã. Anna, que hoje tem 49 anos e é escritora, diz que agora consegue enxergar a situação com mais clareza. “Ele era um predador eu era uma criança, e isso foi assédio sexual”. Procurado pela revista, Hoffman pediu desculpas. “Eu tenho o maior respeito pelas mulheres e me sinto terrível que qualquer coisa que eu tenha feito possa tê-la colocado em uma situação desconfortável. Sinto muito. Não é reflexo de quem eu sou”. O trabalho mais recente de Hoffman é o filme “Os Meyerowitz: Família Não se Escolhe”, da Netflix, que foi exibido no Festival de Cannes 2017.
Brett Ratner se afasta das produções da Warner após acusações de abuso sexual
O diretor Brett Ratner, responsável pela franquia “A Hora do Rush” e por “X-Men: O Confronto Final” (2006), anunciou o seu afastamento da Warner Bros. após diversas alegações de abuso. Em comunicado sucinto, ele afirmou: “Tendo em vista as alegações feitas, eu escolho pessoalmente me afastar de todas as atividades relacionadas à Warner Bros. Não quero trazer impactos negativos ao estúdio até que estas questões pessoais sejam resolvidas”. Ratner foi acusado de abuso sexual por seis mulheres, entre elas as atrizes Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse”) e Natasha Henstridge (“A Experiência”). Poucas horas após a publicação da reportagem, a Warner emitiu seu próprio comunicado, afirmando que “estava ciente das alegações” e “ponderando a situação”. A relação de Ratner com a Warner se deve a seu sucesso como produtor. Em 2012, ele fundou a produtora RatPac com o milionário James Packer, ex-noivo de Mariah Carey. Após se fundir com a Dune Entertainment, a empresa foi rebatizada de RatPack-Dune Entertaiment e fechou uma parceria com a Warner Bros, originando os sucessos de “Gravidade” (2013), “Uma Aventura Lego” (2014), “Sniper Americano” (2014), “Mad Max: Estrada da Fúria” (2015), “O Regresso” (2015) e até… “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” (2016). Graças a este relacionamento bem-sucedido, Ratner tinha um escritório de luxo no set da Warner, que antigamente era usado por Frank Sinatra. Com a confirmação de seu afastamento, ele não vai poder mais utilizá-lo e seu nome será tirado dos futuros lançamentos da Warner, com produção da RatPack-Dune – entre eles, os esperados “Liga da Justiça” e “Tomb Raider”. O último filme de Ratner como diretor foi “Hércules” (2014) e ele pretendia filmar a cinebiografia de Hugh Hefner, o fundador da Playboy. Apesar de Jared Leto ter sido cogitado como protagonista, após as alegações o projeto foi suspenso e Leto negou seu envolvimento.
Diretor de X-Men: O Confronto Final é acusado de assédio pela intérprete de Psylocke e outras mulheres
O produtor e diretor Brett Ratner, que dirigiu “X-Men: O Confronto Final” (2006) e a trilogia “A Hora do Rush”, foi acusado por seis mulheres de assédio sexual. Entre as vítimas estão as atrizes Olivia Munn e Natasha Henstridge, que detalharam suas experiências com Ratner ao jornal Los Angeles Times. A história de Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse”) já era conhecida, embora mídia e Hollywood não tenham dado a devida atenção. Ela confirmou que o diretor se masturbou em sua frente no set de “Ladrão de Diamantes” (2004), quando ela ainda era uma aspirante a atriz. A experiência foi descrita em seu livro “Suck It, Wonder Woman!: The Misadventures of a Hollywood Geek”, lançado em 2010, sem citar o nome do diretor. Mas Ratner vestiu a carapuça na época, ao dizer que “tinha trepado com ela algumas vezes, mas esquecido”, e que a história era falsa. Um ano depois, ele admitiu que mentiu sobre o relacionamento. “Ele estava sem calças, com sua barriga de fora, com um coquetel de camarões na mão, e na outra ele se masturbava ferozmente”, descreveu a atriz ao Los Angeles Times. “E antes mesmo que eu pudesse pensar em como escapar daquela situação, ele ejaculou.” Olivia disse que começou a gritar e saiu correndo do trailer em que Ratner estava. Quando encontrou o membro da equipe que tinha pedido para ele ir ao local onde estava o produtor para entregar comida, ele disse: “Ah, não estou chocado, nem surpreso. Só me desculpe por isso”. Após o episódio, Olivia entrou em contato com a irmã de Ratner, que a aconselhou a procurar um advogado. Entretanto, o advogado aconselhou a atriz a “não medir forças com um importante diretor” e desistir de processá-lo. “Aquilo causou um grande impacto em mim”, declarou ela. “As pessoas só escutarão as mulheres quando elas estiverem totalmente despedaçadas?”. A atriz engoliu em seco e afirmou que precisou fugir de Ratner em diversos eventos de Hollywood. Mas passagem do diretor pela franquia “X-Men” não a impediu de conseguir o papel de Psylocke em “X-Men: Apocalipse” (de 2016) e ela deve retornar no vindouro “X-Men: Fênix Negra”. Já Natasha Henstridge (“A Experiência”) teve tratamento pior. Ela disse que tinha 19 anos quando participou de um clipe dirigido por Ratner, que a forçou a fazer sexo oral. Ela conta que, na ocasião, estava no apartamento dele, em Nova York, com outras pessoas da equipe. Em dado momento, ela pegou no sono e, quando acordou, percebeu que estava sozinha com o diretor, que a impediu de sair e começou a se masturbar em sua frente. “Ele me segurou de uma maneira muito forte e ficou fazendo força para cima de mim”, explicou ela. “Em certo momento, eu desisti e acabei fazendo o que ele ordenava.” Anos depois, ela tentou entrar numa nova série de TV. Mas o produtor era Ratner, que além de causar desconforto com sua presença no teste, não a aprovou. A série era “Prison Break”. As outras mulheres que acusam o diretor são as atrizes Jaime Ray Newman (que está na vindoura série do “Justiceiro”), Katharine Towne (“A Ameaça”), Jorina King e a modelo Eri Sasaki. As duas últimas eram figurantes em “A Hora do Rush 2” (2001) quando sofreram assédio, e o produtor assistente Kent Richards, que trabalhou no filme, confirma suas histórias, além de acrescentar que mais três figurantes reclamaram do comportamento do diretor durante as filmagens. O advogado de Ratner, Martin Singer, negou todas as acusações feitas pelas seis mulheres. “Trabalho com o Sr. Ratner há duas décadas e, até agora, nenhuma mulher o acusou de má conduta sexual, ou de assédio”, disse Singer por meio de um comunicado. “Além do mais, nenhuma mulher solicitou ou recebeu qualquer apoio financeiro do meu cliente.” De forma significativa, dias antes da reportagem a atriz Gal Gadot cancelou sua participação num evento em entregaria um prêmio ao diretor e produtor pelo conjunto de sua obra. O evento era iniciativa de uma organização judaica (Jewish National Fund), que após o cancelamento procurou evitar polêmica afirmando que tinha acontecido conflito de agenda. Além de diretor, Ratner é produtor como Harvey Weinstein. Em 2012, ele fundou a produtora RatPac com o milionário James Packer, ex-noivo de Mariah Carey. Após se fundir com a Dune Entertainment, a empresa foi rebatizada de RatPack-Dune Entertaiment e fechou uma parceria com a Warner Bros, originando os sucessos de “Gravidade” (2013), “Uma Aventura Lego” (2014), “Sniper Americano” (2014), “Mad Max: Estrada da Fúria” (2015), “O Regresso” (2015) e até… “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” (2016), em que Gal Gadot debutou como Mulher-Maravilha!
Harvey Weinstein é expulso do Sindicato dos Produtores
O sindicato dos produtores de cinema e TV dos Estados Unidos (PGA) expulsou Harvey Weinstein, afirmando que o assédio sexual não será mais tolerado na organização. A decisão foi anunciada quatro semanas após o jornal New York Times trazer à tona as primeiras denúncias de assédio sexual contra o produtor, que teriam acontecido ao longo de quatro décadas. A princípio, o PGA daria oportunidade para Weinstein se defender. “O senhor Weinstein terá a oportunidade de responder (às acusações) antes que o sindicato tome uma decisão em 6 de novembro”, chegou a informar a entidade em comunicado. Mas o aumento significativo de mulheres que abandonaram o silêncio para denunciar o produtor fez com a decisão fosse antecipada e sem direito a controvérsia. “Diante da conduta amplamente informada do senhor Weinstien – alimentada por novas informações – a junta nacional do sindicato dos produtores aprovou, por unanimidade, impor a proibição vitalícia ao senhor Weinstein, expulsando-o de manera definitiva”. “Este passo sem precedentes é um reflexo da seriedade com a qual o sindicato recebe as numerosas denúncias de décadas de má conduta do senhor Weinstein. O assédio sexual não pode mais ser tolerado em nossa indústria ou dentro do sindicato”. Mais de 50 mulheres já acusam publicamente Harvey Weinstein de assédio, agressão ou estupro, desde que a atriz Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a falar com a imprensa sobre o comportamento do magnata, na reportagem do jornal The New York Times publicada em 5 de outubro. Em pouco mais de uma semana, diversas estrelas famosas compartilharam suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive da atriz Asia Argento. E há duas semanas o jornal Los Angeles Times desnudou a conexão de Weinstein com o mundo da moda, com denúncias de modelos. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, e também pelo BAFTA, a Academia britânica. Sua esposa, Georgina Chapman, estilista da grife Marchesa, pediu divórcio e ele ainda deve enfrentar um processo criminal. Desde então, outros casos foram denunciados, abrindo as portas para inúmeras acusações de assédio na indústria do entretenimento. Apenas contra o diretor James Toback, já passam de 300 denúncias.











