Metallica divulga novo clipe após oito anos. E é pancadaria pura
A banda Metallica voltou a fazer barulho com a divulgação de um novo clipe, “Hardwired”. Não há créditos de produção do vídeo, que mostra a banda em preto e branco, em closes que muitas vezes exibem apenas o nada, tamanha a velocidade da execução sonora. A música é pancadaria pura, uma das mais rápidas do repertório da banda, totalmente hardcore e impressionante pelo fato de Lar Ulrich, aos 53 anos, tocar com a disposição de um moleque punk. Robert Trujillo acompanha no baixo com se ainda estivesse em sua antiga banda, Suicidal Tendencies. Mas James Hatfield atesta que se trata de Metallica, com os riffs e a voz gutural mais marcantes do rock, apesar de Kirk Hammett brincar de guitar hero do Deep Purple num solo canastrão. “Hardwired” é a primeira música de “Hardwired… To Self-Destruct”, que, por sua vez, é apenas o terceiro disco da banda neste século, com lançamento previsto para novembro, após oito anos de hiato – desde “Death Magnetic” (2008). O disco será duplo, com 80 minutos divididos por 12 faixas, e produzido em parceria com Greg Fieldman, que já trabalhou com Slipknot, Slayer e com o próprio Metallica no álbum “Lulu”, feito com Lou Reed.
Robert Balser (1927 – 2016)
Morreu Robert Balser, diretor de animação do musical psicodélico dos Beatles “Submarino Amarelo” (Yellow Submarine, 1968) e do icônico “Heavy Metal – Universo em Fantasia” (1981). Ele faleceu no sábado passado (7/1), num hospital de Los Angeles, de insuficiência respiratória aos 88 anos de idade. “Submarino Amarelo” foi seu primeiro trabalho em longa-metragem, numa carreira que começou com curta-metragens escandinavos e espanhóis, em 1961. Na produção dos Beatles, Balser foi responsável por supervisionar 200 animadores, que realizaram a obra em ritmo frenético e com orçamento mínimo, finalizando-a em menos de um ano. Não havia sequer roteiro, apenas quatro músicas inéditas dos Beatles, que não se envolveram na produção nem para dublar suas contrapartes animadas. Além das músicas, o único ponto de partida era o submarino amarelo do título, de onde veio a ideia de usá-lo numa viagem. Balser contou que o resto só surgiu após muito whisky compartilhado com o codiretor de animação Jack Stokes, mas o resultado foi surpreendente. Com seu visual de pop-art, esquema de cores Day-Glo e personagens bizarros, o filme foi comparado a uma viagem de LSD, conjurando imagens para a psicodelia dos anos 1960 e, de quebra, tornando-se uma das produções mais populares e influentes da história da animação. O sucesso lhe rendeu o convite para criar a abertura animada do filme “Inspetor Clouseau” (1968), terceiro longa da franquia “Pantera Cor-de-Rosa”. Mas logo ele se voltou à televisão, onde também trabalhou em animações antológicas, como a série animada do grupo musical Jackson Five, nos anos 1970, e “A Turma do Charlie Brown”, nos anos 1980. Balser também trabalhou na adaptação de “As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa”, produzida para a televisão em 1979, antes de fazer outra obra cultuada, dirigindo a sequência do personagem “Den” na adaptação dos quadrinhos “Heavy Metal”. Suas cenas foram consideradas o ponto alto do filme, que marcou época pelo pioneirismo, ao oferecer fantasia animada para maiores, entre muito sexo, drogas e rock’n’roll.

