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  • Série

    The Armageddon Letters: Minissérie lembrará a crise dos mísseis de Cuba

    13 de abril de 2016 /

    O canal pago americano Showtime vai desenvolver uma minissérie sobre a crise dos mísseis de Cuba de 1962. Segundo o site The Hollywood Reporter, a produção será baseada no livro “The Armageddon Letters”, que reúne novos documentos sobre as semanas que quase deram início à 3ª Guerra Mundial nos anos 1960. Em 1962, o governo americano descobriu que Cuba estava recebendo mísseis nucleares da União Soviética, aumentando a tensão entre os países. Foi o ponto alto da Guerra Fria, que só não terminou num conflito nuclear porque os líderes da época conseguiram contornar a situação de forma diplomática, entre eles o presidente americano John F. Kennedy, o líder soviético Nikita Khruschev e o presidente cubano Fidel Castro. Embora a História registre que Kennedy foi o maior vitorioso, conseguindo com que os mísseis fossem retirados de Cuba, um acordo foi fechado para que os EUA desistissem de tentar invadir Cuba e derrubar Castro, e diminuíssem sua presença nuclear na Turquia. Esta história já rendeu o filme “Treze Dias que Abalaram o Mundo” (2000), centrado no gabinete político de Kennedy, com direção de Roger Donaldson (“Efeito Dominó”). A minissérie “The Armageddon Letters” será escrita e dirigida pelo cineasta Phil Alden Robinson (“Campo dos Sonhos”) e terá quatro horas de duração. Não foi divulgado se serão quatro episódios de uma hora cada ou dois capítulos de duas horas. Ainda não cronograma de produção nem previsão para a estreia.

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  • Filme

    Guillermo Del Toro prepara drama passado durante a Guerra Fria

    18 de março de 2016 /

    O cineasta Guillermo Del Toro, conhecido por trabalhos como “O Labirinto do Fauno” (2006), “Círculo de Fogo” (2013) e “A Colina Escarlate” (2015), deve deixar a temática fantástica de lado em seu próximo filme, para dirigir um drama passado durante a Guerra Fria, informou o site Variety. Del Toro deve dirigir, escrever e produzir o drama, que ainda não tem título definido, e negocia com Octavia Spencer, vencedora do Oscar por “História Cruzadas” (2011), para interpretar um dos papéis principais. A trama, segundo o Variety, será uma história de amor ambientada no ano de 1963 nos EUA. As gravações estão previstas para aconteceram durante o verão americano deste ano. O último filme lançado por Guillermo Del Toro foi o terror “A Colina Escarlate” (leia a crítica). O mexicano ainda está trabalhando no desenvolvimento da versão live-action de “Pinóquio”, na adaptação da trilogia literária “Scary Stories to Tell in the Dark” e ainda assina o roteiro e a produção da continuação de “Círculo de Fogo”, ambos sem previsão de estreia.

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  • Filme

    Rebecca Ferguson volta a viver espiã em trailer de romance britânico de época

    23 de fevereiro de 2016 /

    A Altitude Films divulgou o pôster, 36 fotos e o trailer de “Despite The Falling Snow”, produção de época estrelada pela sueca Rebecca Ferguson, que volta a interpretar uma espiã após o sucesso de “Missão Impossível: Nação Fantasma” (2015). O clima da nova produção, entretanto, é bem diferente do thriller de ação. Embalada por uma trilha melosa, a prévia mistura romance, espionagem e melodrama, tendo como pano de fundo intrigas e paixões da Guerra Fria. O filme tem roteiro e direção da inglesa Shamim Sarif (“I Can’t Think Straight”), que leva às telas seu próprio livro, lançado em 2004. A trama se passa entre Moscou e Londres e também se alterna em dois tempos, indo da Guerra Fria ao colapso da União Soviética. Ferguson interpreta uma agente secreta americana, que se disfarça de russa para roubar segredos militares. Como parte de seus planos, ela se envolve com político soviético idealista (Sam Reid, da minissérie “The Astronaut Wives Club”). Mas o que ela não esperava era se apaixonar. O elenco também inclui Charles Dance (série “Game of Thrones”) como a versão envelhecida do personagem de Reid, que recorda o romance em flashback, além de Antje Traue (“O Homem de Aço”), Oliver Jackson-Cohen (“O Corvo”) e Anthony Head (série “Dominion”). A estreia está marcada para 15 de abril no Reino Unido, e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

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  • Filme

    Trumbo lembra histeria anticomunista que afligiu Hollywood

    28 de janeiro de 2016 /

    Dalton Trumbo foi um dos mais bem-sucedidos roteiristas da história de Hollywood. Escritor muito talentoso, era capaz de produzir desde histórias banais, com personagens sem sentido, em função de atender às expectativas de lucro fácil dos produtores, a obras elaboradas, sofisticadas, passando por épicos, blockbusters e outros tipos de sucessos populares. Mas filiou-se ao Partido Comunista Americano num período em que, por conta da 2ª Guerra Mundial e suas consequências, muitos acreditavam que poderiam melhorar, transformar o mundo. Ocorre que, no pós-guerra, a paranoia anticomunista atingiu níveis brutais nos Estados Unidos, culminando na Guerra Fria e na política que sustentou as ditaduras da América Latina. Mas tudo começou com um movimento nacional de “caça às bruxas”. A partir de 1947, o chamado Comitê de Atividades Antiamericanas do Congresso dos Estados Unidos voltou sua atenção para Hollywood e pretendeu extirpar de seu meio os que eram denunciados como comunistas. E o fez marcando-os, publicamente, impedindo-os de trabalhar em seu ofício e, em vários casos, encarcerando-os por algum tempo. Foi precisamente o caso do roteirista, cuja história é narrada no filme “Trumbo – A Lista Negra”, dirigido por Jay Roach (“Entrando numa Fria”). O filme procura mostrar quem foi esse personagem, suas relações profissionais e familiares, suas crenças e, sobretudo, a luta que travou para poder trabalhar e viver, dando trabalho a outros talentosos escritores banidos, além de seu permanente combate pelo fim da lista negra. Por mais de uma década, ele atuou clandestinamente, sem poder assinar seus roteiros e, ironicamente, venceu o Oscar por duas vezes, com os filmes “A Princesa e o Plebeu” (1953) e “Arenas Sangrentas” (1957), impedido de aparecer para receber o prêmio, que não estava em seu nome. Só a partir de “Spartacus”, dirigido por Stanley Kubrick, e por iniciativa do ator Kirk Douglas, seu nome pôde voltar a figurar nos créditos. No mesmo ano, em 1960, ele também assinou “Êxodus”, dirigido por Otto Preminger, e a abominável lista caiu por terra. Não está no filme, que vai até 1970, mas um dos mais importantes trabalhos de Dalton Trumbo no cinema foi a adaptação de sua obra literária “Johnny Vai À Guerra”, de 1939, que ele mesmo dirigiu em 1971. Vale a pena complementar a sessão, pois se trata de um dos mais importantes filmes sobre guerra já feitos. “Trumbo – A Lista Negra” funde cenas dos filmes originais à filmagens feitas agora, tanto em preto e branco como a cores, de um modo muito eficiente. Tem atuações marcantes do trio central de atores: Bryan Cranston (série “Breaking Bad”), como Trumbo (indicado ao Oscar pelo papel), Diane Lane (“O Homem de Aço”), como sua mulher, Cleo Trumbo, e a vilã da história, representada pela personagem Hedda Hopper, ex-atriz do cinema mudo e colunista de sucesso, que combateu ferozmente os chamados traidores comunistas de Hollywood. O papel coube à grande Helen Mirren (“A Dama Dourada”), que faz a vilã em um figurino excêntrico, com um chapéu diferente a cada cena, cada um mais extravagante do que o outro. E roupas de igual teor. O figurino e a caracterização de época são outro ponto alto do filme, por sinal. E seu senso de humor, também. Trata-se, no entanto, de um filme político e muito atual. A paranoia anticomunista continua por aí, travestida de outros nomes, às vezes. Mas nada mudou, essencialmente. As práticas políticas se repetem à exaustão, incluindo o ódio e a intolerância, simplistas e grosseiros, que fizeram parte do legado do período macartista da caça às bruxas, quando Dalton Trumbo realizava seu trabalho, com muito esforço e dedicação, em Hollywood.

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  • Série

    Jim Sturgess vai estrelar sua primeira série de TV

    23 de janeiro de 2016 /

    O ator inglês Jim Sturgess (“A Viagem”, “Um Dia”, “Mundos Opostos”) vai trocar o cinema pela televisão, protagonizando uma minissérie da BBC e sua primeira série semanal, para o canal pago americano AMC. As informações são do site The Hollywood Reporter. Escrita e dirigida por Stephen Poliakoff (“Três Amores e uma Paixão”), a minissérie “Close to the Enemy” terá seis episódios passados entre as ruínas dos bombardeios de Londres no fim da 2ª Guerra Mundial. Stugess interpretará um oficial da inteligência britânica, que tem a missão de garantir que um cientista alemão capturado (August Diehl, de “Bastardos Inglórios”) comece a trabalhar num novo motor a jato para a RAF (Força Aérea Real). Com o pano de fundo da emergente Guerra Fria, a trama fará cruzar por seu caminho diversos personagens marcados pela guerra, interpretados por Angela Bassett (série “American Horror Story”), Alfred Molina (“O Amor É Estranho”), Alfie Allen (série “Game of Thrones”), Charlotte Riley (“No Coração do Mar”), Sebastian Armesto (“Star Wars: O Despertar da Força”), Lindsay Duncan (“Birdman”), Freddie Highmore (série “Bates Motel”), Robert Glenister (série “Lei & Ordem: Reino Unido”) e Phoebe Fox (“A Mulher de Preto 2”). Já na série “Feed the Beast”, Sturgess dividirá o protagonismo com David Schwimmer (série “Friends”), que voltou recentemente à televisão em “American Crime Story: The People v OJ Simpson”. Os dois serão sócios de um restaurante em Nova York, que resolvem abrir mesmo estando à beira da falência. Amigos de infância, eles apostam tudo no projeto, enquanto escondem suas verdadeiras motivações com mentiras e traições, precisando ainda lidar com fiscais corruptos e a extorsão da máfia. O elenco também inclui a chilena Lorenza Izzo (“Bata Antes de Entrar”), Michael Gladis (série “Mad Men”), Christine Adams (série “Terra Nova”) e John Doman (série “Gotham”). Adaptação de uma série dinamarquesa criada por Kim Fupz Aakeson (roteirista de “Sentidos do Amor”), originalmente intitulada “Bankerot”, “Feed the Beast” foi desenvolvida pelo produtor Clyde Phillips (série “Dexter”) e ganhou encomenda de 13 episódios para sua 1ª temporada. Ambas as atrações serão exibidas em 2016, mas ainda não possuem data de estreia definida.

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  • Filme

    Naturalizado russo, Gerard Depardieu viverá Stalin no cinema

    29 de dezembro de 2015 /

    O ator francês Gerard Depardieu, que se naturalizou russo em 2013 para escapar do imposto de renda de seu país, vai viver o ditador comunista Joseph Stalin no cinema. Segundo o site The Hollywood Reporter, Depardieu vai estrelar “Et Derrière Moi une Cage Vide”, terceiro longa escrito e dirigido pela atriz Fanny Ardant (a eterna “A Mulher do Lado”). Baseado no livro “Le Divan de Staline”, de Jean-Daniel Baltassat, o longa mostrará o ditador comunista em 1950, já no fim da vida, posando para um jovem artista que tem a responsabilidade de criar um monumento em sua homenagem. O elenco também incluirá Emmanuelle Seigner (“A Pele de Vênus”) e Xavier Maly (“Homens e Deuses”). As filmagens vão começar logo nos primeiros meses de 2016.

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  • Série

    The Americans: Veja os primeiros teasers da 4ª temporada

    27 de dezembro de 2015 /

    O canal pago americano FX divulgou os primeiros teasers da 4ª temporada de “The Americans”, série de espionagem estrelada por Keri Russell (“Planeta dos Macacos: O Confronto”) e Matthew Rhys (série “Brothers & Sisters”). As prévias mostram apenas os protagonistas disparando tiros. Criada por Joseph Weisberg (roteirista da série “Falling Skies”), a série se passa nos anos 1980 e gira em torno de um casal de agentes da União Soviética que se infiltra na sociedade americana no auge da Guerra Fria para espionar o governo dos EUA. Sua lealdade os leva a missões cada vez mais arriscadas, enquanto seus filhos americanos crescem e os fazem questionar tudo. No último teaser, de maior simbolismo, é possível ver a filha mais velha (Holly Taylor) olhando em direção oposta aos pais. A 4ª temporada de “The Americans” tem previsão de estreia para março nos EUA.

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  • Filme

    Ponte dos Espiões retoma parceria entre Tom Hanks e Spielberg

    14 de novembro de 2015 /

    Em “Ponte dos Espiões”, Steven Spielberg alimenta uma obsessão que permeia a maior parte de sua filmografia dramática: a perplexidade diante da complexidade das relações humanas. A trama aborda a história do advogado James B. Donovan (Tom Hanks), que é levado a defender o espião soviético capturado Rudolf Abel (Mark Rylance), segundo o preceito da lei americana de que todos merecem um advogado. Entretanto, o prejulgamento do caso já aconteceu, pois comunistas são tidos como verdadeiros demônios pela comunidade americana. Assim, as autoridades tratam o processo como mera formalidade, de forma a conduzir logo o vilão à pena de morte. Mas o advogado tem outra visão do caso. Para ele, o sujeito estava apenas prestando um serviço ao seu país, como também fazem os espiões americanos infiltrados na União Soviética ou em qualquer outro país comunista naquele cenário da Guerra Fria. As diferenças de pontos de vistas revelam como o ódio marcou o período, e a passagem de tempo, entre a época mostrada e os dias atuais, ajuda a demarcar o exagero das reações. O próprio Spielberg subverte as expectativas ao filmar o anticomunismo quase como o antisemitismo na Alemanha nazista, tratando do tema como algo de que os americanos deveriam se envergonhar. Como o filme ainda apresenta o espião como alguém bastante simpático, espirituoso e sensível (é um pintor, ainda por cima), torna-se ainda mais fácil para a audiência comprar a ideia do cineasta. Em seu papel, Tom Hanks repete a figura do homem determinado a fazer o que acredita ser o correto, vista em todos os filmes que rodou com Spielberg, sendo o mais extremo o oficial que se sacrifica em “O Resgate do Soldado Ryan” (1998). A obstinação de “Prenda-me Se For Capaz” (2002) e “O Terminal” (2004) também se enquadra no mesmo perfil. Além disso, o ator transmite como poucos a imagem clássica do bom moço, de um James Stewart contemporâneo, que funciona muito bem aqui. Desta vez, seu personagem é o típico homem comum, pai de família e classe média, que ganha contornos de herói ao encarar, sem muito apoio de seu próprio governo, uma negociação de troca entre prisioneiros, indo arriscar a própria vida em território inimigo, na Alemanha Oriental do início dos anos 1960. Por sinal, uma das cenas mais impressionantes do filme mostra a construção do terrível Muro de Berlim. É mais um exemplo do quanto o cinema pode transportar o público magicamente, como numa máquina do tempo, para um outro lugar e outra época, por meio de belas fotografia e cenografia. As imagens de Berlim devastada pela guerra e abandonada pelos soviéticos são desconcertantes e se aproximam da perfeição. “Ponte dos Espiões” é também o registro de um Spielberg maduro e sóbrio, mais próximo da contenção dramática de “Lincoln” (2012) que do sentimentalismo deslavado de “Cavalo de Guerra” (2011), para citar obras mais recentes. O que faz com que o espectador saia do cinema satisfeito com o excelente espetáculo, a reconstituição histórica, mas também considere importante seu debate ético.

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