Thainá Duarte lança projeto de apoio às vítimas de violência doméstica
A atriz Thainá Duarte, da série “Aruanas”, criou o projeto Estou Aqui para Contar, para auxiliar mulheres vítimas de violência doméstica. A iniciativa ocorreu após uma amiga ser agredida e levar sete facadas de um ex-namorado, o que coincidiu com relatos de mulheres que se identificam com sua personagem na trama da Rede Globo. Na série, Thainá interpreta a estagiária de uma ONG voltada para a proteção do meio ambiente. Enquanto ela trabalha, seu ex-namorado a persegue, mesmo após o término do relacionamento abusivo. “Muitas pessoas estão assistindo à série durante a quarentena, e comecei a receber mensagens nas minhas redes sociais relatando casos de abuso. Além disso, uma amiga próxima foi agredida pelo ex-companheiro recentemente e levou sete facadas, há cerca de um mês. Esse tipo de relato mexeu muito comigo e, a partir disso, decidi organizar essa ação”, explicou a atriz em entrevista ao jornal O Globo. Entre as primeiras ações do projeto está um vídeo, que teve uma prévia divulgada nesta terça (16/6) no Instagram, em que Thainá e outras 17 mulheres compartilham um texto sobre violência doméstica – 10 delas já sofreram na pele o tema do vídeo. O texto é o mesmo que a personagem da atriz encontra no episódio de “Aruanas”, programado para a noite desta terça-feira na rede Globo. Uma das mulheres que participa da leitura no Instagram é a famosa Maria da Penha, nome da lei de 2006 que trata de violência doméstica no Brasil. Ele sofreu uma dupla tentativa de homicídio, foi agredida e levou tiros do seu ex-marido, ficando paraplégica. Ao jornal, Thainá disse que o projeto não foi criado somente para debater violência doméstica, mas também para arrecadar recursos e apoiar financeiramente locais que ajudem no enfrentamento deste tipo de agressão. “Uma coisa muito importante quando se fala nesse tema é abrir espaço para o diálogo, para que elas se abram. Então um dos objetivos maiores é criar um espaço nas mídias sociais para que as mulheres contem seus relatos. Às vezes, contar já é de alguma forma ajudar. Além disso, no perfil do projeto no Instagram vamos vincular projetos sociais de enfrentamento à violência doméstica para reunir doações. Vamos não só falar, prevenir e fortalecer, mas também apoiar financeiramente essas instituições”, explicou. Todas as terças-feiras serão divulgadas novas entrevistas com mulheres vítimas de agressão no Instagram do projeto, que ainda contará com lives com especialistas sobre os temas de relacionamento abusivo, como identificar e romper este ciclo, os tipos de violência e como elas geralmente ocorrem. Ver essa foto no Instagram Amanhã a ação #Estouaquiparacontar começa! Esse é mais um esforço contra a violência doméstica, que cresce cada dia mais no nosso país. Eu reuniu mulheres que já romperam com o ciclo da violência e não tiveram a oportunidade de ter sua voz ouvida, mas entendem a importância de contarem suas histórias. Agora elas serão ouvidas! ✊🏾 Resolvi usar a potência que é #Aruanas pra trazer um impacto ainda maior na vida de milhares de mulheres. Acompanhe Aruanas hoje à noite na @redeglobo para entender mais sobre o projeto. E amanhã às 12h, no insta @Estouaquiparacontar e nas minhas redes, será liberado o primeiro vídeo completo dessa ação. Fiquem atentos e não percam! Use a #EstouAquiParaContar e compartilhe com a gente sua história, você não está sozinha! 🧡 Uma publicação compartilhada por Thainá Duarte (@thainaduarteoficial) em 16 de Jun, 2020 às 9:21 PDT
Kidding: Série de Jim Carrey estreia no Brasil pela Globoplay
A Globoplay está estreando nesta sexta (12/8) a série “Kidding”. Estrelada por Jim Carrey, a atração tem duas temporadas produzidas, que chegam simultaneamente ao Brasil pela plataforma de streaming. Produção original do canal pago americano Showtime, “Kidding” traz Jim Carrey de volta à TV, mais de duas décadas após estrelar o humorístico “In Living Color” entre 1990 e 1994. Criada por Dave Holstein, roteirista-produtor de “Weeds” e “I’m Dying Up Here”, a série traz Carrey como um comediante chamado Jeff, mais conhecido como Mr. Pickles, um ícone infantil da TV americana, que representa uma marca bilionária de licenciamentos. Mas seu futuro é posto em cheque quando um acidente o faz passar por uma crise. O visual surreal, que combina fantoches e humor negro, é resultado do reencontro de Carrey com o diretor francês Michel Gondry, responsável por um dos filmes mais cultuados do ator, “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças”, vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original em 2005. Gondry assina a produção e a direção da maioria dos episódios, o que confere à série uma aparência de fábula, bem ao estilo de seus filmes, em que os limites da fantasia e da realidade parecem se confundir. Além de Carrey, o ótimo elenco da série também inclui Judy Greer (“Homem-Formiga”), Frank Langella (indicado ao Oscar por “Frost/Nixon”) e Catherine Keener (“Corra!), respectivamente como a mulher do protagonista, o produtor de Mr. Pickles e a criadora dos fantoches do programa. Vale destacar também que a 2ª temporada contou com participação especial da cantora Ariana Grande, que é fã confessa de Carrey. O último episódio foi exibido em março nos EUA e a série ainda não foi renovada para a 3ª temporada.
Globo dispensa Vera Fischer após 43 anos de contrato
Vera Fischer não teve seu contrato renovado com a Globo, que adotou uma nova política sobre os antigos contratados para reduzir sua folha de pagamentos. Em nota, a Globo explicou que a política é estendida à maioria dos talentos da emissora, que seguirão participando de produções do canal, mas com contratos por obra. Quando não estiverem trabalhando, não vão receber salário como acontecia até então. Segundo a Globo, Vera Fischer, assim como outros talentos que ficaram sem contrato, tem as portas abertas para atuar em futuros projetos das diversas plataformas da empresa – na TV aberta, na TV paga e em streaming. Sem exclusividade, ela também pode aparecer em produções de outros canais ou plataformas. A ex-Miss Brasil estreou na emissora na novela “Espelho Mágico”, em 1977, e foi protagonista de várias novelas e séries de sucesso, mas estava afastada das telas há dois anos. Sua participação mais recente foi ao ar em “Espelho da Vida” (2018), como a ex-atriz Carmo, uma mulher de temperamento forte, que acreditava que não ganhava papéis relevantes por conta da idade. Ela também participou da série “Assédio”, da Globoplay, lançada no mesmo ano. Leia abaixo a nota da Globo. “Como todos sabem, nos últimos anos, temos tomado uma série de iniciativas para preparar a empresa para os desafios do futuro. Com isso, temos evoluído nos nossos modelos de gestão, de criação, de produção, de desenvolvimento de negócios e também de gestão de talentos. Assim, em sintonia com as transformações pelas quais passa nosso mercado, a Globo vem adotando novas dinâmicas de parceria com seus talentos. Vera Fischer, assim como outros talentos, tem abertas as portas da empresa para atuar em futuros projetos em nossas múltiplas plataformas”, diz o comunicado sucinto.
Miguel Falabella sai da Globo após quatro décadas
Miguel Falabella foi comunicado na quinta-feira (4/6) que não terá seu contrato renovado na Globo. Contratado pela emissora desde 1982, seu vínculo se encerra em setembro. O ator, roteirista e diretor é mais um veterano enquadrado na “nova fase” da Globo, que decidiu encerrar contratos de longo prazo com autores e artistas sem trabalhos em andamento ou planejados. Foi a mesma justificativa para a não renovação do contrato com Aguinaldo Silva em janeiro e de vários atores tradicionais de novelas. Autor de “Sai de Baixo”, “Toma Lá Dá Cá”, “Pé na Cova”, “A Vida Alheia” e várias novelas (“Salsa e Merengue”, “A Lua Me Disse”, “Negócio da China”), Falabella vinha tendo dificuldades em aprovar novos projetos nos últimos anos. Seu trabalho mais recente foi “Eu, a Vó e a Boi”, série de comédia lançada diretamente na Globoplay no ano passado. A produção foi encomendada por Gloria Perez no curto período em que a autora atuou como assistente de Silvio Abreu na direção de teledramaturgia. Mas a verdade é que a relação de Falabella com a área de criação da Globo não vinha bem nos últimos anos, devido a vários projetos que não saíram do papel. Durante o Festival de Gramado, ele chegou a dizer que não pretendia renovar seu contrato com a emissora. “Acho que não quero renovar porque eu fico muito preso e quero liberdade. Se eles dizem não a um projeto meu, não tenho outra porta para bater”, disse ao UOL. Agora, em nova entrevista ao portal, Falabella que o processo de afastamento foi “muito delicado”, mas tem do que reclamar. “Tenho quase 40 anos de Globo. Fui tratado sempre como um príncipe. Nunca atrasou um dia o pagamento. Me ajudaram quando precisei de assistência médica. São verdadeiros pais”. O autor também tem consciência que, mesmo fora da Globo, seu trabalho não deixará de ser exibido na tela da emissora, como aconteceu com as reprises bem-sucedidas de “Sai de Baixo” no canal pago Viva – que chegou a inspirar um curto revival e até mesmo um filme. Sobre os próximos passos, Falabella disse ser “bacana, na minha idade (63 anos), ter uma oportunidade de se reinventar. A gente se reinventa”. E acrescentou: “Projetos tenho vários. Desde que saiu a notícia, não paro de receber propostas”. “Vou ter a oportunidade de abrir novas vertentes, exercitar novas linguagens”, concluiu.
Minha Mãe É uma Peça: Marieta Severo será mãe de Dona Hermínia na série
O ator e humorísta Paulo Gustavo revelou que a atriz Marieta Severo fará parte da série de “Minha Mãe É uma Peça”, interpretando a mãe da Dona Hermínia. A novidade veio à tona durante entrevista ao programa “Conversa com Bial”, exibida na noite de terça (19/5). “A 1ª temporada vai voltar lá atrás na vida de Dona Hermínia, e vai mostrar a personagem quando ainda era casada, com os filhos com oito anos de idade. O primeiro episódio será sobre a mãe de Dona Hermínia; sobre o que a mãe deixou para a filha. Vai mostrar como a Dona Hermínia se tornou o que é”. Segundo Gustavo, a Dona Hermínia foi inspirada em alguma medida na personagem de Mariana Severo na peça “A Estrela do Lar”, por isso considera escalação perfeita. A série baseada em “Minha Mãe É uma Peça” tinha estreia prevista para o segundo semestre, na plataforma Globoplay, antes das gravações serem paralisadas por causa da pandemia do coronavírus. Paulo Gustavo criou Dona Hermínia na peça homônima, que virou filme em 2013, tornando-se o lançamento mais assistido no Brasil naquele ano, com mais de 4,6 milhões de espectadores. A última encarnação da personagem foi no terceiro longa da franquia, lançado no final de 2019, que faturou mais de R$ 180 milhões, a maior bilheteria da história do cinema nacional.
Hackers atacam Globoplay
Um grupo de hackers atacou a plataforma Globoplay, surpreendendo os assinantes com uma mensagem, vinda do próprio aplicativo, informando que o serviço tinha sido hackeado. Enviada na noite de sábado (16/5), a mensagem avisava que os autores da invasão eram os hackers de um grupo chamado OurMine. A mensagem fez muitos assinantes temerem que os conteúdos exibidos pela Globoplay fossem apagados. “Seu hacker, não apaga ‘Senhora do Destino’. Preciso rever quando tiver filhos”, chegou a pedir um jovem no Twitter. Mas o grupo que assumiu o ataque não costuma realizar esse tipo de ação. O OurMine não apaga dados, não rouba documentos, nem tranca acesso a serviços. O objetivo do grupo é comercial. Eles invadem sistemas para vender seus próprios serviços de proteção. Uma espécie de teste de resistência, para demonstrar a vulnerabilidade de um cliente em potencial. Entre os alvos desses hackers, figuram os CEOs de empresas de tecnologia como Mark Zuckerberg (Facebook), Jack Dorsey (Twitter) e Sundar Pichai (Alphabet, do Google). Segundo informações da deep web, OurMine é um coletivo de cinco hackers baseados em Dubai, nos Emirados Árabes. Mas eles não se definem como hackers, preferindo ser chamados de especialistas em segurança, que vendem consultoria para consertar brechas de segurança que hackers malignos poderiam explorar. Por incrível que pareça, isso é muito comum no mundo da cibersegurança, a ponto de já haver denominações específicas para diferenciar hackers “do bem” e “do mal”. Os hackers “consultores” são chamados de “white hat” (chapéu branco), enquanto os invasores interessados em ações prejudiciais são “black hat” (chapéu preto). Trata-se de uma referência ao antigo clichê dos filmes de cowboy, que distinguia mocinhos e bandidos pela cor do chapéu. Portanto, apesar do susto, os assinantes do Globoplay não tem muito com o que se preocupar. A comunicação da invasão faz parte das táticas do OurMine, que se diferencia de outros grupos por encerrar a ação ao dar publicidade para seus feitos. Eles usam as contas nas redes sociais das próprias vítimas para avisá-las da invasão. E às vezes até ironizam. “Olá, somos o OurMine. Bem, até o Facebook pode ser hackeado, mas pelo menos a segurança deles é melhor que a do Twitter. Para melhorar a segurança de suas contas, contate-nos”, escreveram em fevereiro passado ao invadir a conta do Facebook no Twitter. No caso do Globoplay, o sistema comprometido foi a plataforma para envio de notificações, segundo informou a própria Globo no Twitter. “O sistema de envio de push notifications do Globoplay, gerenciado por uma empresa parceira, foi alvo de uma ação de cibervandalismo na noite deste sábado, 16/5. Os invasores enviaram duas mensagens que direcionavam o usuário para o site da organização”, disse a conta oficial da plataforma. Segundo a empresa, “nenhuma informação dos usuários, assinantes ou não, foi comprometida”, já que o “o sistema de push não se conecta com os bancos de dados dos nossos usuários nem a qualquer outro sistema”. A companhia confirmou ainda que os sistemas da Globo ou do Globoplay não foram invadidos. Apesar da informação oficial, usuários do Twitter criaram vários memes e deboches sobre a atuação dos hackers. Passado o susto, virou piada. O sistema de envio de push notifications do Globoplay, gerenciado por uma empresa parceira, foi alvo de uma ação de cibervandalismo na noite deste sábado, 16/5. Os invasores enviaram duas mensagens que direcionavam o usuário para o site da organização. — globoplay em 🏠 (@globoplay) May 17, 2020
Débora Falabella diz que Bolsonaro não é normal e deve ser tratado como lunático
A atriz Débora Falabella, que estrela a série “Aruanas”, atualmente exibida pela rede Globo, aproveitou o tema politizado da produção, que acompanha ativistas ambientais, para criticar o governo Bolsonaro. Durante uma entrevista ao portal UOL, Falabella foi direta ao falar a respeito do presidente. “A gente precisa ter a percepção de que estamos lidando com algo que não é normal. Durante muito tempo, no início desse governo, acho que as pessoas estavam lidando com ele de uma forma muito normal, como se fosse só uma pessoa que fala coisas absurdas. Agora está muito explícito. Não sei como que a gente não trata essa pessoa [Bolsonaro] como um louco, um lunático, há muito tempo”, disparou a a atriz. Na série, Falabella interpreta Natalie, uma jornalista que busca a verdade, doa a quem doer, e que usa seu trabalho para auxiliar a ONG Aruana em luta pela defesa da Amazônia. Sua personagem chegou a declarar num episódio que o papel do jornalismo é colocar o dedo na ferida, e a atriz viu paralelos na relação dos vilões da produção com o comportamento de Bolsonaro, que chegou a mandar jornalista “calar a boca” para não responder a uma pergunta. Ela acrescenta que a resposta do atual governo à pandemia do novo coronavírus só reforçou sua percepção. “Vejo com muita tristeza o que está acontecendo com o nosso país agora. Acho que já é um momento muito difícil para o mundo. O que a gente escuta [no Brasil] é muito vergonhoso, absurdo. Chegou em um momento em que não dá mais para fingir que isso é normal. A gente está precisando defender a vida e estamos lidando com um governo que está fechando os olhos para isso e ao mesmo tempo tenta atacar quem está defendendo. Hoje no nosso país a gente está lidando com duas virulências [o governo e o coronavírus]”, frisa ela. Falabella diz considerar as omissões do governo na saúde tão ou mais perigosas que a devastação que incentiva na Amazônia. “A série foi escrita há muito tempo, acho que a Amazônia já vem sofrendo há muito tempo, com governos anteriores também. Mas agora a gente chegou nas vias do absurdo. Se trata da nossa sobrevivência defender a natureza, a floresta, nossos recursos naturais. Quem é contra isso é contra a vida. É muito claro que não estamos levantando uma questão política controversa, estamos falando de algo de um bem geral, que precisa ser defendido”. Em sua pesquisa para compor sua personagem, ela visitou a Amazônia e conheceu de perto a atuação de ONGs, em especial do Greenpeace, que chegou a ser atacado com fake news pelo presidente. “O Greenpeace foi transformador para mim: eu ouvia falar, via as matérias, achava incrível, mas quando você conhece, conversa com aquelas pessoas, você tem uma sensação mesmo que eles são heróis”, afirma. Ela reforça que é preciso defender a atuação de ativistas. “O Brasil tem um número horrível: é o país onde mais se mata ativistas. Isso é muito triste. O interessante da série é mostrar que ativistas são pessoas reais, que estão lutando por algo de um bem maior. Elas poderiam estar dentro de suas casas, não se preocupando com isso”. Vale lembrar que Bolsonaro culpou até Leonardo DiCaprio de incendiar a Amazônia. Ele também acusou, sem provas, ONGs de fazerem picaretagem, ao mesmo tempo em que desmontou mecanismos de fiscalização e proteção de reservas indígenas, incentivando demissões de funcionários eficientes e premiando invasores de terras com a regularização de seus crimes. O resultado é um desmatamento sem qualquer precedente na região, com recordes que não param de crescer.
Criador e diretor de Arcanjo Renegado fazem nova série criminal para a Globoplay
O roteirista-produtor José Junior, criador das séries “A Divisão” e “Arcanjo Renegado”, sucessos da plataforma Globoplay, prepara uma nova atração criminal para a plataforma. Trata-se de “Verônica”, sobre uma criminalista que passa a trabalhar para o crime organizado. O projeto terá direção geral do cineasta Heitor Dhalia (“Serra Pelada”), que também dirigiu a série “Arcanjo Renegado”. Segundo o jornal O Globo, os dois dividirão a produção e buscarão escalar atores negros nos papéis principais. A proposta, inclusive, é contratar roteiristas negras e uma equipe técnica formada por mulheres para as gravações. O roteiro do piloto começará a ser escrito entre agosto e outubro. Originalmente, o projeto seria desenvolvido de forma independente pela AfroReggae Audiovisual, que, ainda de acordo com o jornal, já havia recebido R$ 4,7 milhões via FSA (Fundo Setorial do Audiovisual) para a produção. Com a entrada da Globo no negócio, o dinheiro será devolvido ao fundo.
Flávio Migliaccio (1934 – 2020)
O ator Flávio Migliaccio, visto recentemente na novela “Órfãos da Terra”, foi encontrado morto na manhã desta segunda (4/5) em seu sítio em Rio Bonito, no Rio de Janeiro, aos 85 anos. Junto com o corpo, o caseiro do sítio encontrou uma carta escrita pelo ator. A notícia foi confirmada pelo 35º BPM de Rio Bonito, delegacia que ainda investiga a causa da morte. Flávio nasceu no Brás, em São Paulo, em 15 de outubro de 1934, e teve uma longa carreira. Sua estreia como ator aconteceu no teatro, ainda nos anos 1950, ao lado da irmã, Dirce Migliaccio (1933-2009). Os dois participaram de diversas montagens do Teatro de Arena. Décadas depois, Dirce acabou virando a Emília, do “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, e também uma das irmãs Cajazeira, de “O Bem Amado”. Do teatro, Flávio foi para as telas. E embora sua carreira televisiva tenha sido notável, seus filmes foram ainda mais impressionantes. A lista incluiu clássicos absolutos como “O Grande Momento” (1958), de Roberto Santos, precursor do Cinema Novo, a antologia “Cinco vezes Favela” (1962), no segmento de Marcos Farias, “Fábula” (1965), de Arne Sucksdorff, “A Hora e Vez de Augusto Matraga” (1965), trabalhando novamente com Santos, “Todas as Mulheres do Mundo” (1966), de Domingos de Oliveira, “Terra em Transe” (1967), de Glauber Rocha, “Arrastão” (1967), do francês Antoine d’Ormesson, “O Homem que Comprou o Mundo” (1968), de Eduardo Coutinho, “O Homem Nu” (1968), outra parceria com Roberto Santos, “Pra Frente, Brasil” (1982), de Roberto Farias, só para citar alguns, inscrevendo seu nome na história do Cinema Novo e da comédia contemporânea brasileira. Ele também foi cineasta. Escreveu e dirigiu nada menos que sete comédias, de “Os Mendigos” (1963) até uma produção dos Trapalhões, “Os Trapalhões na Terra dos Monstros” (1989). Paralelamente, deu início à carreira televisiva na antiga rede Tupi, encontrando grande sucesso em 1972 com o papel de Xerife, na novela “O Primeiro Amor”. O personagem se tornou tão popular que ganhou derivado, “Shazan, Xerife e Cia”, série infantil que Flávio estrelou com Paulo José (o Shazan). A atração marcou época. O ator se tornou muito popular com as crianças dos anos 1970, tanto pelo Xerife quanto pelo Tio Maneco, papel que ele criou e desempenhou no cinema e na TV. O primeiro filme, “Aventuras com Tio Maneco” (1971), virou fenômeno internacional, vendido para mais de 30 países. Sua criação ainda apareceu em “O Caçador de Fantasma” (1975) e “Maneco, o Super Tio” (1978), antes de ganhar série, “As Aventuras do Tio Maneco”, exibida pela TVE entre 1981 e 1985. A estreia na rede Globo aconteceu com a novela de comédia “Corrida do Ouro”, em 1974. E vieram dezenas mais, como “O Casarão” (1976), “O Astro” (1977), “Pai Herói” (1979), “Chega Mais” (1980), “O Salvador da Pátria” (1989), “Rainha da sucata” (1990), “A Próxima Vítima” (1994), “Torre de Babel” (1998), “Vila Madalena” (1999), “Senhora do Destino” (2004), “América” (2005), “Caminho das Índias” (2007), “Passione” (2010), “Êta! Mundo Bom” (2017) e a recente “Órfãos da Terra”, exibida no ano passado, em que viveu o imigrante Mamede. Ele também fez muitas séries, com destaque para “Tapas & Beijos” (2011–2015), ao lado de Andréa Beltrão e Fernanda Torres. E se manteve ligado ao universo infantil por toda a carreira, aparecendo nos filmes “Menino Maluquinho 2: A Aventura” (1998), de Fernando Meirelles, e “Os Porralokinhas” (2007), de Lui Farias. A lista enorme de interpretações de Flávio Migliaccio ainda inclui dois dos melhores filmes sobre futebol já feitos no Brasil, “Boleiros: Era Uma Vez o Futebol…” (1998) e a continuação “Boleiros 2: Vencedores e Vencidos” (2006), ambos com direção de Ugo Giorgetti. Em 2014, ele foi homenageado no Festival de Gramado com um Troféu Oscarito honorário pelas realizações de sua carreira. Seus últimos trabalhos foram a minissérie “Hebe”, da Globoplay, e o filme “Jovens Polacas”, de Alex Levy-Heller, lançado em fevereiro passado.
Globoplay libera Os Normais, A Grande Família e mais séries clássicas em streaming
A plataforma Globoplay liberou mais cinco séries de comédia que fizeram grande sucesso na TV. A partir desta segunda-feira (20/4), “Os Normais” (2001-2003), “A Grande Família” (2001-2014), “Toma Lá Dá Cá” (2007-2009), “Tapas e Beijos” (2011-2015) e “A Diarista” (2004-2007) estão liberadas de graça para não assinantes do serviço. O conteúdo permanecerá disponível gratuitamente durante 60 dias na plataforma, juntando-se a outros títulos que já tinham sido liberados, como as séries “Shippados” (2019) e “Sandy & Junior” (1999-2002), a primeira parte da novela “Amor de Mãe” e o “Sinta-se em Casa”, humorístico que Marcelo Adnet protagoniza durante a quarentena. Para completar, o serviço de streaming também tinha liberado, durante o mês passado, séries infantis como “Detetives do Prédio Azul”, “Escola de Gênios”, “Mya Go”, “Bob Zoom”, “Valentins”, “Dr. Calça Dimensional”, longas animados da Disney e todas as temporadas de “Malhação”. “Desde que o isolamento social se intensificou no país, a Globoplay vem disponibilizando, de tempos em tempos, uma série de conteúdos que podem ser acessados gratuitamente. Ao todo já foram mais de 70 títulos”, disse a plataforma, em comunicado.
Conteúdo infantil puxa audiência dos serviços de streaming na quarentena do Brasil
O serviço de VOD do NOW, plataforma sob demanda da operadora Claro NET, revelou que quase 12 milhões de pessoas fizeram uso de conteúdo infantil de seu serviço durante o período de quarentena, da segunda quinzena de março até 8 de abril. Encabeçando este consumo está a porquinha Peppa Pig, do Discovery Kids. O aumento do consumo de conteúdo infantil também foi revelado pelo Globoplay. Só nesse segmento, a plataforma afirmou ter registrado 486% de aumento na segunda quinzena de março, em relação à média do ano, abastecido pelo canal Goob. Na categoria cinema houve um aumento de 165% em horas assistidas, e em séries, de 81%. Ainda assim, o programa mais visto na Globoplay é o BBB 20. Enquanto “Peppa Pig” lidera entre as crianças, os filmes mais assistido dos serviços pagos são “Minha Mãe é Uma Peça 3” e, logo em seguida, “Contágio”, que virou o grande clássico da pandemia. Com relação à TV paga, a ABTA (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura) divulgou esta semana um balanço que aponta crescimento de 20% na audiência do segmento no Brasil, com destaque para canais de notícias e canais de filmes. Houve significativo aumento de uma plateia jovem, que já havia desistido da TV, inclusive nos canais de notícias, onde a plateia mais fiel tem acima de 25 anos. Mas o público de assinaturas de streaming e serviços VOD cresceu muito mais. Segundo a NOW, a audiência do serviço, somando todos os gêneros, aumentou em 36% desde 12 de março, um dia após a OMS (Organização Mundial da Saúde) decretar pandemia do Coronavírus. Já a Globoplay, somando todo o conteúdo do serviço, indica ter registrado um crescimento de 46% no consumo da plataforma.
Netflix Brasil recomenda séries das plataformas rivais nas redes sociais
Para estimular as pessoas a ficarem em casa como precaução contra a pandemia de coronavírus, vale tudo, até falar bem da concorrência. Foi o que fez a Netflix Brasil, ao divulgar em suas redes sociais o conteúdo de plataformas rivais de streaming. Em três posts consecutivos, a Netflix recomendou a seus assinantes que busquem conteúdos também na HBO GO, Amazon Prime Video, Globoplay e Telecine, ressaltando que o último tem todos os filmes de Harry Potter, algo cobrado por seu público há algum tempo. A Globoplay aproveitou para entrar no espírito, ao dizer que se tem a casa mais vigiada do Brasil, a residência do “Big Brother”, a Netflix tem “La Casa de Papel”, e o importante é mesmo ficar em casa. Veja abaixo. Se você gosta de Black Mirror, provavelmente vai gostar de Years and Years, da @HBO_Brasil. Se prefere Orange Is The New Black, você deve gostar de Fleabag, do @PrimeVideoBR. — netflixbrasil (@NetflixBrasil) April 8, 2020 Se gostou de Atypical, talvez você goste de The Good Doctor, do @globoplay. Mas se o que você gosta é de me encher no Twitter, a @redetelecine tem sete filmes de Harry Potter disponíveis. — netflixbrasil (@NetflixBrasil) April 8, 2020 Se temos algo em comum são as nossas casas, né sister? Você tem La Casa de Papel e eu tenho La Casa mais vigiada do Brasil. O importante nesse momento é ficar em 🏠! — globoplay em 🏠 (@globoplay) April 8, 2020
Globoplay e outros serviços da Globo limitarão qualidade de vídeos para poupar a internet no Brasil
Em comunicado divulgado neste domingo (22/3), o grupo Globo anunciou que todos os seus serviços de streaming terão uma limitação na entrega de dados a partir de segunda-feira, em resposta ao aumento do consumo de dados da internet no país nos últimos dias, devido à quarentena forçada pela pandemia de coronavírus. “A medida tem como objetivo gerar um perfil de consumo de tráfego mais conservador para evitar um possível colapso da infraestrutura de troca de tráfego público e também garantir uma experiência de qualidade em todas as plataformas”, diz a emissora. Além da Globoplay, a iniciativa atinge também G1, Globoesporte.com, GShow e Globosat Play, limitando os vídeos da empresa à resoluções SD (standard) e, no máximo, 720p. As opções resoluções mais elevadas como 4K e Full HD (1080p) serão temporariamente suprimidas. “A medida só afeta o tráfego de dados, não havendo limites para a quantidade de vídeos nem para o total de horas consumidas”, completa a empresa. Medidas semelhantes já foram adotadas na Europa, onde Netflix e YouTube atenderam pedido da União Europeia para reduzir a qualidade das suas transmissões com o objetivo de diminuir a possibilidade de um colapso por excesso de consumo da internet. Por este motivo, a Globo diz esperar que “seu movimento seja acompanhado por outros provedores de serviços na Internet, especialmente os de streaming” no Brasil. Na sexta-feira (20/3), a Netflix já tinha dito que considerava a possibilidade de diminuir a qualidade de seus vídeos também no Brasil. “Começamos com a Europa, dadas as preocupações relatadas pelo comissário sobre as redes europeias. Continuaremos a trabalhar com provedores de serviços de Internet e governos de todo o mundo e aplicaremos essas mudanças conforme necessário em outros lugares.” A Globoplay também anunciou que vai oferecer partir desta segunda-feira todos os capítulos da primeira parte de “Amor de Mãe” para não assinantes.












