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  • Filme

    Continuação do terror “O Poço” ganha trailer violento da Netflix

    24 de setembro de 2024 /

    Sequência do sucesso espanhol promete novo mergulho sombrio na prisão desumana do filme original

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  • Filme

    Netflix revela teaser violento e canibal de “O Poço 2”

    11 de julho de 2024 /

    Sequência do sucesso espanhol de 2019 promete novo mergulho sombrio na prisão desumana do filme original

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  • Filme

    Cardápio de O Poço tem pratos de capitalismo, comunismo e coronavírus

    15 de abril de 2020 /

    É fortuito que o lançamento em streaming do terror espanhol “O Poço” tenha acontecido justamente no dia em que grande parte do país entrou em uma quarentena devido à ameaça do coronavírus. A obra foi rodada com antecedência e sua estreia já havia sido agendada pela Netflix meses antes do começo da pandemia. Mesmo assim, o primeiro longa dirigido por Galder Gaztelu-Urrutia rende comparações com a realidade atual. Escrito por David Desola (“Almacenados”) e Pedro Rivero (“Psiconautas, As Crianças Esquecidas”), o roteiro acompanha Goreng (Ivan Massagué), um sujeito que acorda certo dia em uma estranha prisão vertical. Ele divide sua cela com Trimagasi (Zorion Eguileor), que lhe explica o funcionamento daquele lugar: todos os dias, a comida dos prisioneiros é servida no primeiro andar, e uma plataforma flutuante desce os alimentos, andar por andar, até chegar ao final. Quem se encontra nos andares acima se serve à vontade, ao passo que falta comida para quem fica nas camadas inferiores. A relação capitalista é óbvia: enquanto sobram recursos para alguns poucos no topo, que se empanturram de comida até não poderem mais, as pessoas das, digamos, classes mais baixas passam – e até morrem de – fome. É uma lógica explicitada logo de início, quando a narrativa afirma: “Existem três tipos de pessoas. Aqueles que estão em cima, aqueles que estão embaixo e aqueles que caem”. A divisão vertical de classes está muito bem estabelecida. E a ascensão social, tão cara ao neoliberalismo, da-se de maneira arbitrária, quando os “residentes” mudam-se para outros andares aleatórios no início de cada mês. Assim, se no começo Goreng e Trimagasi sobrevivem comendo os restos deixados pelas pessoas dos mais de 40 andares acima, existe a possibilidade de, no mês seguinte, eles passarem para algum dos incontáveis andares abaixo. O individualismo visto no filme encontra reflexos nos noticiários da nova realidade. Enquanto deste lado da tela, os supermercados não dão conta de repor os alimentos que a população está estocando-os sem necessidade, no filme a economia e o bom senso, que poderiam ser soluções possíveis para o dilema dos prisioneiros, mas não aplicadas. Se em vez de comerem tudo o que veem pela frente, os prisioneiros se servissem apenas do necessário, haveria recursos suficientes para todo mundo. Uma solução, digamos, socialista. Mas a solidariedade não prospera contra o individualismo, nessa alegoria sobre o capitalismo selvagem – e sanguinário. Quem está nos andares de cima não fala com quem está embaixo. Cada um só se importa consigo mesmo. E logo até o bem-intencionado Goreng descobre que única maneira de conseguir transmitir uma mensagem humanitária é pelo medo. Uma revolução comunista? Embora a metáfora original seja clara, também é possível relacionar a situação representada no longa com o enfrentamento do coronavírus, em que, ao menos em alguns casos, o medo conseguiu unir diferentes lideranças, diferentes partidos, em uma única causa – embora certas pessoas dos andares de cima prefiram não falar com elas e ignorar o problema. Mas, ao priorizar as metáforas e a necessidade de “passar uma mensagem”, o diretor Galder Gaztelu-Urrutia acaba sacrificando a narrativa em prol do martelamento constante da moral da história. Isto o leva a perder o controle no terceiro ato. Por mais que continue clara, sua mensagem se mostra um mero subterfúgio para cenas violentas que se estendem além da conta. Por outro lado, o tédio, comum a obras sobre de encarceramento, é inexistente. A montagem prioriza uma passagem de tempo acelerada, e meses inteiros se passam em questão de minutos, enquanto o diretor atira metáforas para todos os lados, na esperança de resultar em alguma coisa. A amplitude de possibilidades de interpretações permite que se faça diferentes relações acerca daquilo que é mostrado na tela, mas também decorre da falta de sustentação da trama, tão rala que quase não serve nada em seu prato.

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    The Plataform: Um dos terrores mais premiados do ano ganha trailer perturbador

    10 de março de 2020 /

    A Netflix divulgou o pôster e o trailer internacional do longa espanhol “The Plataform” (El Hoyo), um dos terrores mais premiados do ano passado. A prévia é instigante, mas também muito perturbadora. A plataforma do título é uma mesa repleta de sobras de banquetes que desce por vários andares de uma enorme prisão em forma de torre. Os presos nos andares superiores podem se fartar, enquanto os localizados mais no fundo passam fome. E tem um detalhe: a distribuição de andares se dá de acordo com o nível social dos encarcerados. No entanto, um dos presos se rebela contra o sistema cruel, tentando fazer uma distribuição igualitária de comida “para que todos tenham o suficiente”. A metáfora da luta de classes e a proposta comunista é óbvia, mas o desenvolvimento mostra algumas peculiaridades desconcertantes. O filme tem roteiro de David Desola e Pedro Rivero e foi dirigido por Galder Gaztelu-Urrutia, trio que trabalhou junto na animação “Psiconautas, As Crianças Esquecidas” (2015). Entre suas diversas conquistas, “The Plataform” venceu os prêmios do júri e do público do Festival de Sitges, o mais famoso festival de filmes fantásticos do mundo, além da mostra Midnight Madness, do Festival de Toronto. A estreia em streaming vai acontecer em 20 de março.

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