Armie Hammer sai da série do Poderoso Chefão após polêmica das mensagens canibais
O ator Armie Hammer abandonou mais uma produção, em meio à polêmica sobre mensagens de conteúdo violento que ele supostamente enviou a várias mulheres nas redes sociais. Ele deixou o elenco de “The Offer”, uma série da Paramount+ (Paramount Plus ou Paramount Mais no Brasil) sobre os bastidores da produção de “O Poderoso Chefão”. “The Offer” narra a realização do filme de 1972, vencedor do Oscar, através dos olhos de seu produtor, Al Ruddy, que se empenhou para tirar o projeto do papel ao lado do diretor Francis Ford Coppola. Ruddy seria interpretado por Hammer. A série de 10 episódios, produzida por Michael Tolkin (“Escape at Dannemora”), agora busca outro intérprete. A saída de Hammer do projeto acontece após ele abandonar a comédia “Shotgun Wedding”, da Lionsgate, que estrelaria ao lado de Jennifer Lopez. O ator vive um pesadelo de relações públicas após supostas mensagens privadas virem à tona, em que o astro de “Me Chame pelo Seu Nome” se confessa canibal e com desejos típicos de um serial killer. As mensagens foram publicadas por uma conta de Instagram administrada por uma mulher não identificada, que afirma ter vivido um caso com Hammer. Desde então, várias outras mulheres disseram ter recebido mensagens ou ter ouvido conversas semelhantes do ator, que nega as acusações.
Andy Garcia diz que nova versão encerra insatisfação com O Poderoso Chefão 3
O ator Andy Garcia comentou a nova versão de “O Poderoso Chefão 3”, após assistir uma sessão especial do longa ao lado de Al Pacino e Diane Keaton. Dizendo-se feliz e satisfeito com a edição feita pelo diretor Francis Ford Coppola, o intérprete de Vincent Corleone espera que o filme seja melhor compreendido, pois nunca entendeu a insatisfação com a versão original, lançada nos cinemas em 1990. “Nunca tive problemas com a versão original, mas estou muito próximo”, disse o ator que foi indicado ao Oscar por interpretar o filho ilegítimo de Sonny Corleone (James Caan). Ele comparou as duas versões em entrevista ao site The Hollywood Reporter, dizendo que “há uma clareza maior nessa versão, que Francis queria”. Os dois primeiros filmes estão entre os melhores já feitos, por isso o terceiro foi lançado sob um microscópio, avalia Garcia. Mas diante das indicações para prêmios, as críticas – e às vezes desdém – sempre parecerem injustificadas para o ator. “Achei que muitas coisas eram injustas sobre o filme, especialmente como Sofia [Coppola] foi tratada”, disse Garcia. A filha de Francis Ford Coppola assumiu o papel de filha de Michael Corleone (Pacino) após Winona Ryder, originalmente escalada como Mary Corleone, desistir no início da produção por ordem médica, devido à exaustão. Quando Sofia assumiu o papel de forma inesperada, ela acabou dilacerada pela crítica. Garcia espera que as pessoas assistam à nova versão e vejam a performance da agora cineasta sob uma nova luz. “Acho que se as pessoas revisitarem este filme, verão uma atuação muito honesta, profunda e comovente de Sofia. Acho que há uma grande tragédia na personagem, uma atuação muito corajosa e estou muito orgulhoso do trabalho que fizemos”, diz Garcia. Ele acredita que a nova versão vai encerrar esta e todas as insatisfações remanescentes sobre o filme original. Já sobre seu personagem, o ator não consegue escolher um momento favorito, mas concorda que a transferência de poder de Michael para Vincent no final foi uma cena “muito delicada”, como foi o momento em que Vincent concorda em abandonar seu amor por Maria em troca de uma responsabilidade maior. Para completar, ele brincou sobre sua relação com seu pai na trama. Ele e James Caan não chegaram a contracenar na trilogia, mas se tornaram amigos ao longo dos anos. Garcia contou rindo como o parentesco cinematográfico acabou virando uma piada entre eles. “A primeira vez que o encontrei, eu disse, ‘Ei, papai. Como você está?’ Ele estava orgulhoso de mim”, contou. Os filhos dos dois atores acabaram frequentando a mesma escola, o que fez com que eles passassem a se encontrar seguidamente. Segundo Garcia, Caan sempre dizia a quem os encontrasse: “Ei, você conhece meu filho?” Coppola ficou seis meses trabalhando na reedição de “O Poderoso Chefão 3”, que contou com a revisão completa dos negativos originais, guardados em mais de 300 caixas. Batizada em português de “O Poderoso Chefão – Desfecho: A Morte de Michael Corleone”, a edição do diretor terá um lançamento limitado nos cinemas brasileiros na quinta-feira (3/12) e chegará em PVOD para locação digital cinco dias depois. Veja o trailer abaixo.
Armie Hammer vai estrelar série sobre bastidores de O Poderoso Chefão
O ator Armie Hammer (“Me Chame pelo seu Nome”) entrou na série sobre os bastidores de “O Poderoso Chefão”. Ele vai interpretar o produtor do filme, Al Ruddy, em “The Offer”, produção dramática de 10 episódios encomendada pela Paramount+. Al Ruddy deve ser o personagem principal da série, já que “The Offer” é baseada nas memórias do produtor, que se empenhou para realizar o filme de 1972 ao lado do diretor Francis Ford Coppola. “O Poderoso Chefão” ganhou três Oscars, entre eles o de Melhor Filme, que Ruddy recebeu como produtor, e é amplamente considerado um dos maiores filmes do século 20. Desenvolvida pelo produtor-roteirista Michael Tolkin (“Escape at Dannemora”), a série incluirá experiências não reveladas dos bastidores da produção, e será uma das primeiras atrações encomendadas pela Paramount+, a nova versão da CBS All Access, com lançamento (na verdade, renomeação) previsto para 2021. “Paramount é uma marca icônica e célebre, amada por consumidores em todo o mundo e é sinônimo de qualidade, integridade e narrativa de classe mundial”, disse o CEO da ViacomCBS, Bob Bakish, ao anunciar a Paramount+ em setembro. “Com a Paramount+, estamos empolgados em estabelecer uma marca global de streaming no segmento de assinatura que se baseará na amplitude e profundidade do portfólio da ViacomCBS para oferecer uma coleção extraordinária de conteúdo para todos os gostos.”
Diane Keaton chama nova versão de O Poderoso Chefão 3 de “sonho que virou realidade”
A atriz Diane Keaton disse ter ficado impressionada pela nova versão de “O Poderoso Chefão 3”, reeditada pelo diretor Francis Ford Coppola para relançamento nos cinemas e em streaming. “Assistir [a nova versão] foi um dos melhores momentos da minha vida”, elogiou Keaton, em entrevista para a revista Variety. “Para mim, foi um sonho que virou realidade. Eu vi o filme sob uma luz completamente diferente. Quando eu vi lá atrás, minha reação foi ‘Oh, eu não sei.’ Não parecia funcionar muito bem e as críticas não eram boas. Mas Francis reestruturou o começo e o fim e, nossa, como funcionou.” Coppola ficou seis meses trabalhando na edição, que contou com a revisão dos negativos originais, guardados em mais de 300 caixas, para recuperar a obra, que encerrou com críticas apenas medianas uma trilogia que tinha começado excepcional. Com a nova versão finalmente finalizada, ele convidou o elenco original para uma exibição privada no estúdio da Paramount. E Keaton se maravilhou, lembrando da diversão que foram as filmagens no final dos anos 1980. “Isso me levou de volta”, diz Keaton. “Naquela época, eu estava meio que com Al. Eu realmente gostei do Andy Garcia [co-estrela]. Estávamos filmando na Itália. Foi um momento especial.” Mas ao ver o filme projetado nas telas em 1990, ela acabou concordando com a crítica. “E era uma das pessoas que não gostaram”, admite ela. “O que estava errado comigo? Por que eu não gostei disso antes? Eu meio que dei de ombros e pensei ‘tudo bem’.” Ela agora está convencida de que a reedição de Coppola fará as pessoas reconsiderarem o filme, inclusive um de seus elementos mais difamados, a atuação de Sofia Coppola como filha de Michael Corleone, Mary. Ela quase não tinha experiência em atuação quando substituiu Winona Ryder, que caiu doente pouco antes das filmagens, e os críticos dilaceraram sua atuação, chamando-a de amadora e pouco convincente. “Isso não vai acontecer mais”, diz Keaton, argumentando que a nova edição dá ao desempenho de Sofia Coppola mais chance de brilhar. “Ela é como uma filha seria se você tivesse este cara como seu pai, o chefe de uma organização criminosa. Ela não estava tão segura de si e está meio quieta. Meio assombrado. Achei ela fantástica. ” Keaton contou que conseguiu até mesmo deixar de lado sua antiga aversão a se ver na tela para apreciar o filme. “Nunca é divertido me ver”, diz Keaton. “Eu moro comigo. Eu não quero me ver na tela”, conta. Mas apesar de ser sua crítica mais dura, ela vê seu trabalho como Kay Corleone, a ex-esposa de Michael, como um dos destaques de uma carreira que inclui filmes amados como “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”, “Reds” e “Alguém tem que Ceder”. “Os filmes de ‘O Poderoso Chefão’ são realmente poderosos”, diz Keaton. “Eles estão cheios deste mundo criminoso. Há uma intensidade e questões familiares. Acho que é muito fácil entender por que eles são amados.” Rebatizado de “O Poderoso Chefão – Desfecho: A Morte de Michael Corleone”, o filme terá lançamento limitado nos cinemas brasileiros em 3 de dezembro e chegará em PVOD para locação digital cinco dias depois. E Keaton torce para que o público prefira e possa vê-lo nos cinemas, “com ótima música e ótimo som, para que ele possa levar você para longe”, diz ela. “Eu gosto de filmes grandes. Eu gosto deles na minha cara. Você fica imerso neles dessa forma. Isso tira você de sua vida mundana e idiota. Eu falo por mim, é claro. ” Veja o trailer legendado da nova versão do filme de 1990 abaixo.
Nova versão de O Poderoso Chefão III ganha trailer para lançamento digital e nos cinemas
A Paramount divulgou o trailer legendado da nova versão de “O Poderoso Chefão III”. Rebatizado de “O Poderoso Chefão – Desfecho: A Morte de Michael Corleone”, o filme foi reeditado pelo diretor Francis Ford Coppola com abertura e desfecho diferentes. “Para esta versão, criei um novo começo e fim, e reorganizei algumas cenas, tomadas e entradas de música. Com essas mudanças, e com o visual e o som restaurados, acho que chegamos a uma conclusão mais apropriada para a saga”, disse Coppola, em um comunicado sobre o projeto. Curiosamente, porém, a edição do diretor acabou menor que a versão projetada em tela grande em 1990. Nem o diretor nem o estúdio contaram o que foi cortado do filme original, que completa 30 anos em 2020. O fato é que, mesmo com cenas a mais, a nova edição será cinco minutos mais curta, com 2 horas e 37 minutos de duração. Coppola ficou seis meses trabalhando na edição, que contou com a revisão dos negativos originais, guardados em mais de 300 caixas. Segundo o diretor, ele realizou basicamente uma “restauração quadro a quadro”. Como os dois filmes anteriores, “O Poderoso Chefão: Parte III” foi um sucesso de bilheteria e foi indicado a sete prêmios da Academia. Porém, ao contrário dos outros, não ganhou nenhum. A crítica também o considerou o mais fraco dos três. Na verdade, ponderou que nem estaria à altura dos outros dois. A revista New Yorker o chamou de humilhação pública, enquanto o jornal Washington Post o classificou como um “fracasso de proporções dolorosas”. Durante anos, o longa também assombrou Sofia Coppola, filha do diretor, escalada no filme para viver Mary Corleone, filha do protagonista (Al Pacino). Ela foi arrasada pela crítica e praticamente desistiu da carreira de atriz, mas se reinventou anos depois como uma cineasta premiada. A nova versão do filme terá lançamento limitado nos cinemas brasileiros em 3 de dezembro e chegará em PVOD para locação digital cinco dias depois.
Nova versão de O Poderoso Chefão 3 será cinco minutos menor que o filme de 1990
A nova versão de “O Poderoso Chefão 3” já definiu sua data de estreia. Inicialmente, a Paramount pretendia exibir o filme nos cinemas, mas diante da pandemia de coronavírus, o lançamento deve acontecer apenas em plataformas digitais e blu-ray no dia 8 de dezembro. Batizada de “Mario Puzo’s The Godfather, Coda: The Death of Michael Corleone”, a edição do diretor será curiosamente menor que a versão projetada em tela grande em 1990. Ainda assim, o cineasta Francis Ford Coppola disse há um mês que havia criado “um novo começo e fim” para o longa. “Para esta versão, criei um novo começo e fim, e reorganizei algumas cenas, tomadas e entradas de música. Com essas mudanças, e com o visual e o som restaurados, acho que chegamos a uma conclusão mais apropriada para a saga”, disse Coppola, em um comunicado sobre o projeto. Nem o diretor nem o estúdio contaram o que foi cortado do filme original, que completa 30 anos em 2020, mas mesmo com cenas a mais, a nova edição será cinco minutos mais curta, com 2 horas e 37 minutos de duração. Coppola ficou seis meses trabalhando na edição, que contou com a revisão dos negativos originais, guardados em mais de 300 caixas. Segundo o diretor, ele realizou basicamente uma “restauração quadro a quadro”. Como os dois filmes anteriores, “O Poderoso Chefão: Parte III” foi um sucesso de bilheteria e foi indicado a sete prêmios da Academia. Porém, ao contrário dos outros, não ganhou nenhum. A crítica também o considerou o mais fraco dos três. Na verdade, ponderou que nem estaria à altura dos outros dois. A revista New Yorker o chamou de humilhação pública, enquanto o jornal Washington Post o classificou como um “fracasso de proporções dolorosas”. Durante anos, o longa também assombrou Sofia Coppola, filha do diretor, escalada no filme para viver Mary Corleone, filha do protagonista (Al Pacino). Ela foi arrasada pela crítica e praticamente desistiu da carreira de atriz, mas se reinventou anos depois como uma cineasta premiada.
Oscar Isaac será Francis Ford Coppola em filme sobre O Poderoso Chefão
O filme sobre os bastidores de “O Poderoso Chefão”, chamado de “Francis and The Godfather”, começou a definir seu elenco. E o ator Oscar Isaac (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”) foi escolhido para o papel principal, como o diretor Francis Ford Coppola. Além dele, Jake Gyllenhaal (“Homem-Aranha: Longe de Casa”) está confirmado como ex-chefe do estúdio da Paramount, Robert Evans. Dirigido pelo veterano cineasta Barry Levinson (“Rainman”), o filme é baseado em um roteiro do estreante Andrew Farotte, que se destacou na Lista Negra (os melhores roteiros não filmados de Hollywood) e foi reescrito com Levinson. O longa vai contar as batalhas entre Coppola, que tinha 31 anos na época, e Evans, que incluiu a escalação de Marlon Brando, que não fazia sucesso há anos, e um então pouco conhecido Al Pacino. “Em meio à loucura da produção, e contra todas as probabilidades, um filme clássico aconteceu”, disse Levinson, em comunicado sobre o projeto. Coppola, por sua vez, comentou a produção de forma mais modesta. “Qualquer filme que Barry Levinson fizer sobre qualquer coisa, será interessante e vale a pena!” Quando o projeto foi originalmente anunciado há três anos, havia menção de produção da HBO, mas o nome do canal pago sumiu no novo comunicado, que afirma que a Endeavour Content e a FilmNation negociam os direitos de exibição mundial.
O Poderoso Chefão 3 vai ganhar nova versão reeditada por Francis Ford Coppola
A Paramount Pictures anunciou nesta quinta (3/9) que lançará uma nova edição restaurada e reeditada do filme final da trilogia épica de “O Poderoso Chefão”. A nova versão de “O Poderoso Chefão: Parte III” foi remontado pelo diretor Francis Ford Coppola e será lançada nas plataformas digitais a partir de dezembro. Para o lançamento, o filme ganhou até o novo título. Guerra dos Chefões, Capítulo III: Uma Nova Esper… Não exatamente, mas nesta linha exaustiva, com vírgulas e dois pontos, e até spoiler do final. Vai se chamar “O Poderoso Chefão de Mario Puzo, Coda: A Morte de Michael Corleone”. “’O Poderoso Chefão de Mario Puzo, Coda: A Morte de Michael Corleone’ é um reconhecimento do título de Mario e também meu preferido, que retrata nossas intenções originais para o que se tornou ‘O Poderoso Chefão: Parte III'”, disse Coppola, justificando a renomeação. “Para esta versão, criei um novo começo e fim, reorganizei algumas cenas, tomadas e inclusões musicais. Com essas mudanças, mais a filmagem e o som restaurados, esta é, para mim, uma conclusão mais apropriada para ‘O Poderoso Chefão’ e ‘O Poderoso Chefão: Parte II’ e estou grato a Jim Gianopulos e à Paramount por me permitirem revisitá-la”. Pois é, quando o diretor pensou que já estava fora desse mundo, eles o puxaram de volta. O lançamento vai coincidir com o 30º aniversário do filme, e Coppola espera conseguir um lançamento limitado nos cinemas. Como os dois filmes anteriores, “O Poderoso Chefão: Parte III” foi um sucesso de bilheteria e foi indicado a sete prêmios da Academia. Porém, ao contrário dos outros, não ganhou nenhum. A crítica também o considerou o mais fraco dos três. Na verdade, ponderou que nem estaria à altura dos outros dois. Durante anos, o longa também assombrou Sofia Coppola, filha do diretor, escalada no filme para viver Mary Corleone, filha do protagonista (Al Pacino). Ela foi arrasada pela crítica e praticamente desistiu da carreira de atriz, mas se tornou uma cineasta premiada.
On the Rocks: Filme que volta a reunir Bill Murray e Sofia Coppola ganha trailer
A Apple divulgou o pôster, quatro fotos e o trailer de “On The Rocks”, comédia que marca uma nova colaboração entre o ator Bill Murray e a diretora Sofia Coppola, 17 anos depois do cultuado “Encontros e Desencontros”. A prévia revela uma história mais convencional que o trabalho anterior, centrado num dos mais tradicionais enredos de Hollywood: suspeita de infidelidade. Na trama, Murray vive o pai da personagem de Rashida Jones (“Parks and Recreation”). Numa conversa casual, ele pondera que o fato de seu genro estar sempre viajando a negócios pode, na verdade, ser o álibi de um caso. Plantando a semente da dúvida, ele convence a filha a acompanhá-lo numa tocaia pela noite de Nova York para confirmar se o marido dela (Marlon Wayans, de “Seis Vezes Confusão”) está tendo um caso. Sofia, que é filha do cineasta Francis Ford Coppola (“O Poderoso Chefão”), admite que baseou o personagem de Murray no próprio pai, e diz que o filme é uma “jornada divertida” concebida para estreitar os laços entre pai e filha. A estreia vai acontecer em outubro na plataforma Apple TV+, mas o trailer também sugere um lançamento limitado nos cinemas.
Apocalypse Now: Final Cut terá estreia digital no Belas Artes à La Carte
A plataforma de streaming do Cine Belas Artes, o Belas Artes à La Carte, vai lançar a “versão definitiva” de um dos filmes mais reverenciados da história do cinema. “Apocalypse Now: Final Cut” é a terceira versão oficial do clássico de guerra de Francis Ford Coppola, remontada pelo próprio diretor. Como Coppola explica no trailer (abaixo), é uma versão maior que a exibida nos cinemas em 1979 e menor que a disponibilizada em DVD (“Apocalypse Now: Redux”). Tem 3h02 de duração e conta com imagem e som remasterizados. A produção foi exibida pela primeira vez no Festival de Tribeca, em Nova York, em abril de 2018. A estreia no Brasil aconteceu há uma semana, na inauguração do Belas Artes Drive-In, com seus ingressos esgotados em menos de 24 horas. Além da nova versão, o Belas Artes à La Carte disponibilizará também os documentários “Apocalipse de um Cineasta” (premiado no Emmy) e “Dutch Angle: Fotografando Apocalypse Now”, sobre os tumultuados bastidores da produção. A locação será oferecida num pacote com “Apocalypse Now” e os documentários, ao preço de R$ 19,90, a partir de 1 de julho na plataforma do Belas Artes. Veja o trailer legendado da nova versão do clássico:
Shirley Knight (1936 – 2020)
A atriz americana Shirley Knight, que viveu adolescentes e mulheres rebeldes nos anos 1960 e foi duas vezes indicada ao Oscar, morreu nesta quarta (22/4) aos 83 anos, de causas naturais. Filha de um executivo de empresa de petróleo do Kansas, ela nasceu em Mitchell, uma cidadezinha com 13 casas, uma escola e uma igreja, e ensaiava desde os 11 anos virar uma cantora de ópera. Mas então o diretor Josh Logan escolheu sua pacata vizinhança para filmar “Férias de Amor” (1955). Após sua família e vizinhos participarem como figurantes da produção, ela se encantou com a atuação, assistindo aos atores William Holden e Kim Novak em seu trabalho. Assim que completou a maioridade, Knight foi estudar teatro na Califórnia, o que lhe rendeu sua estreia na TV, um papel de mãe solteira de 15 anos, ao lado de Michael Landon num episódio do programa “Matinee Theatre”, da rede NBC, em 1957. Knight decidiu ficar em Hollywood. Ela se matriculou na UCLA e estudou teatro, tendo como colegas de classe ninguém menos que Jack Nicholson, Robert Blake, Dean Stockwell, Sally Kellerman e Millie Perkins. Durante uma de suas primeiras peças, foi vista por Ethel Winant, a famosa chefe de elenco da CBS, que decidiu colocá-la “em tudo”, como ela própria definiu, anos depois numa entrevista. “Tudo em que ela poderia me colocar na CBS, ela me colocou”. A atriz também assinou um contrato com a mesma agência que cuidava das carreiras de Elizabeth Taylor, Audrey Hepburn, Grace Kelly e Eva Marie Saint. Mas foi mesmo seu talento que lhe deu o empurrão definitivo para o estrelato no cinema. Num de seus primeiros episódios televisivos, no teleteatro ao vivo “Playhouse 90”, da CBS, a jovem atriz foi dirigido pelo cineasta Delbert Mann, que procurava por um novo rosto para viver a filha de Robert Preston no drama “Sombras no Fim da Escada” (1960). E foi com esse papel que ela recebeu a sua primeira indicação ao Oscar, como Melhor Atriz Coadjuvante. Seu próximo filme foi ainda mais marcante, o emocionante “Doce Pássaro da Juventude” (1962), de Richard Brooks, no qual interpretou Heavenly Finley, a filha do chefe corrupto da cidade (Ed Begley, que venceu o Oscar pelo papel) e namorada de infância de uma ator aspirante, vivido por Paul Newman. Baseado em uma peça de Tennessee Williams, o filme foi indicado a três Oscars, um deles para a performance de Shirley Knight, novamente como Melhor Atriz Coadjuvante. Em vez das indicações lhe subirem a cabeça, a experiência em “Doce Pássaro da Juventude” lhe deu maior humildade. “Durante as filmagens, percebi que Geraldine Page, Paul Newman e todo o elenco eram muito experientes”, disse ela em 2014. “Eu senti que havia algo que eles sabiam que eu não sabia.” E ela percebeu que tinham sido aulas no Actors Studio, em Nova York. Após estrelar como protagonista em “Prisão de Mulheres” (1962), Knight mudou-se para Nova York, matriculou-se no Actors Studio e foi trabalhar na Broadway. Ao interpretar Blanche DuBois em uma montagem de “Uma Rua Chamada Pecado”, o autor Tennessee Williams foi aos bastidores abraçá-la em êxtase. “Finalmente, eu vi a minha Blanche. A minha Blanche perfeita”, teria dito o célebre dramaturgo. Ele então escreveu a peça “Um Domingo Encantador para Creve Coeur” especialmente para ela. Ousada, Knight não atuou apenas em peças de autores consagrados. Ela também estrelou a montagem de “Holandês” (Dutchman), do dramaturgo negro e crítico de jazz Amiri Baraka (na época, ainda conhecido como LeRoi Jones). Não satisfeita, ainda resolveu produzir e estrelar a versão cinematográfica da peça, resultando num de seus papéis mais arriscados. Lançado em 1966, “Holandês” trazia a atriz como uma mulher promíscua que seduz um homem negro (Al Freeman Jr.) e o leva a loucura. Dirigido por Anthony Harvey, o filme rendeu a Knight o troféu de Melhor Atriz no festival de Veneza. Ela também participou de “Petúlia, um Demônio de Mulher” (1968), de Richard Lester, e estrelou “Caminhos Mal Traçados” (1969), num papel escrito por Francis Ford Coppola para ela, como uma dona de casa grávida que se envolve com um ex-jogador de futebol americano. A carreira cinematográfica ainda incluiu um novo filme de Lester, “Juggernaut: Inferno em Alto-Mar” (1974), e o blockbuster romântico “Amor Sem Fim” (1979), de Franco Zeffirelli, mas a partir dos anos 1970, ela se dedicou mais ao teatro, vencendo um Tony pela peça “Kennedy’s Children” (1976). Outros prêmios importantes de sua carreira foram conquistados por trabalhos televisivos, com três Emmys por participações especiais nas séries “Thirtysomething” (em 1988) e “Nova Iorque Contra o Crime” (NYPD Blu, em 1995), além do telefilme “Acusação” (1995). Sua longa filmografia ainda inclui “A Cor da Noite” (1994), com Bruce Willis, “Melhor é Impossível” (1997), com Jack Nicholson, “Olhar de Anjo” (2001) com Jennifer Lopez, “A Sombra de um Homem” (2002), com Val Kilmer, e “Divinos Segredos” (2002), com Sandra Bullock. Entre seus últimos trabalhos estão a série “Desperate Housewives” (2004–2012), na qual viveu a sogra intrometida de Bree Van De Kamp (Marcia Cross), papel que lhe valeu sua última indicação ao Emmy, e a mãe de Kevin James nos dois filmes da franquia de comédia “Segurança de Shopping”, lançados em 2009 e 2015. Em entrevista de 2012, Shirley Knight disse que ser atriz era o que sempre sonhou, e agradecia não ter ficado tão famosa. “Eu sempre digo que a fama não é algo que você deve buscar. As pessoas muito famosas são ridículas, olhe para as Kardashians. Enquanto isso, há pessoas por aí que não sabem quem foram os Beatles. Então, o que eu sempre digo é: ‘Se sua comida é a fama, você vai morrer de fome’. Sua comida precisa ser o trabalho, e fazê-lo cada vez melhor”.
Allen Garfield (1939 – 2020)
O ator Allen Garfield, que trabalhou em vários filmes de Brian De Palma, Francis Ford Coppola e Wim Wenders, morreu na terça (7/4) devido a complicações causadas por covid-19. Ele tinha 80 anos. Nascido Allen Goorwitz em 22 de novembro de 1939, em Newark, Nova Jersey, ele foi boxeador amador, estudou com Lee Strasberg e Elia Kazan no Actors Studio, em Nova York, e começou a carreira no teatro, antes de aparecer pela primeira vez no cinema em 1968, na comédia erótica “Orgy Girls ’69”. Ele fez carreira no cinema underground, com papéis nos primeiros filmes de Brian De Palma, “Quem Anda Cantando Nossas Mulheres” (1968), “Olá, Mamãe!” (1970) e “O Homem de Duas Vidas” (1972). Também participou do cult “Putney Swope” (1969), produção contracultural de Robert Downey, o pai do ator de “Homem de Ferro”, e em comédias sobre o amor-livre, como “O Corujão e a Gatinha” (1970), de Herbert Ross, e “Procura Insaciável” (1971), de Milos Forman. A lista de participações em obras que refletiram e marcaram sua época inclui “Bananas” (1971), de Woody Allen, “A Organização” (1971), de Don Medford, o impactante “O Candidato” (1972), de Michael Ritchie, em que Robert Redford disputava uma eleição para o Senado dos EUA, o clássico “Nashville” (1975), de Robert Altman, e o suspense “A Conversação” (1974), que inaugurou sua parceria com Francis Ford Coppola – continuada nos musicais “O Fundo do Coração” (1981) e “Cotton Club” (1984). Além de trabalhar com alguns dos principais nomes da então chamada “Nova Hollywood”, Garfield ainda atuou na comédia “Primeira Página” (1974), de um dos maiores mestres da velha Hollywood, Billy Wilder. Sua filmografia se manteve impressionante até o fim, seguindo com o cultuado “O Substituto” (1980), de Richard Rush, e duas produções do alemão Win Wenders, o clássico “O Estado das Coisas” (1982) e “Até o Fim do Mundo” (1991), sem esquecer sua fase de blockbusters com “Um Tira da Pesada II” (1987), de Tony Scott – viveu o chefe de polícia Harold Lutz – , e “Dick Tracy” (1990), de Warren Beaty. Vieram muitos outros filmes, de maior ou menor destaque, até que Garfield sofreu um derrame enquanto filmava o terror “O Último Portal” (1999), de Roman Polanski. Mesmo assim, ele retornou em “Cine Majestic” (2001), de Frank Darabont. Mas em 2004 teve um segundo ataque, que o deixou incapacitado. Desde então, o ator vivia no asilo Motion Picture Country House and Hospital, dedicado a cuidar de atores aposentados.
Cineastas Vingadores: Coppola, Amodóvar e Meirelles se juntam a Scorsese contra os super-heróis
Os cineastas tradicionais abriram guerra contra os filmes de super-heróis. A deixa de Martin Scorsese (“Os Bons Companheiros”), que disse que os filmes da Marvel “não são cinema”, mas parques temáticos, foi repercutida por Francis Ford Coppola, ironicamente criador de uma franquia temática (“O Poderoso Chefão”), comentada por Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”) e reforçada por Pedro Almodóvar (“Dor e Glória”). Meirelles foi o mais honesto, ao dizer que não se interessa pelo gênero porque lhe dá sono. “Eu sei que eles são grandes, mas eu não os assisto”, disse o diretor brasileiro à revista The Hollywood Reporter. “Quero dizer, eu gosto da técnica, às vezes assisto fragmentos e trailers e todo o VFX (efeitos visuais) e a produção são realmente espetaculares, há pessoas de primeira classe envolvidas. Mas não consigo me envolver com a história, fico com sono. Às vezes eu assisto no cinema e depois de meia hora estou com sono. São muito opressivos. Não me interessam em nada”, afirmou. Já Coppola extrapolou, num discurso durante o recebimento do prêmio Lumière, na França, chamando as produções de “desprezíveis”. “Quando Martin Scorsese diz que os filmes da Marvel não são cinema, ele está certo, pois esperamos aprender algo do cinema, esperamos ganhar alguma coisa, alguma clareza, algum conhecimento, alguma inspiração. Eu não sei se alguém ganha alguma coisa de ver o mesmo filme de novo e de novo. Martin pegou leve ao dizer que os filmes da Marvel não são cinema, pois eu os acho desprezíveis”, comentou. Por fim, Almodóvar chamou os filmes da Marvel de assexuados, dizendo que os heróis parecem “castrados” por não se relacionarem intimamente no decorrer das histórias. “Aqui nos Estados Unidos, talvez exista uma autocensura que não permite que os roteiristas escrevam sobre outros tipos de histórias. Existem muitos, muitos filmes sobre super-heróis. E a sexualidade não existe para super-heróis. Eles são castrados”, afirmou o cineasta espanhol. A afirmação parece sugerir que todos os filmes deveriam ter sexo – algo meio europeu e meio bobo. Mas a verdade é que “Deadpool”, um filme de super-herói, e sua continuação “Deadpool 2” têm várias cenas de sexo do herói com sua namorada. O problema desses cineastas com os filmes de super-heróis, porém, é outro. “Pantera Negra”, por exemplo, não só foi considerado cinema como o oposto de desprezível para a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, tornando-se o primeiro lançamento do gênero indicado ao Oscar de Melhor Filme neste ano. Isso representa uma ameaça. Com a Academia abraçando os filmes de super-heróis, os diretores tradicionalmente acostumados com a adulação de seus pares veem diminuir sua condição de eternos favoritos a prêmios em seu próprio quintal. Não apenas isso. “Coringa” venceu o Festival de Veneza, reduto tradicional do cinema de arte. E agora os cineastas veteranos encaram a possibilidade concreta de a adaptação de quadrinhos de Todd Phillips disputar o Oscar 2020 como favorito contra, vejam só, os novos filmes de Scorsese e Almodóvar. A tática, portanto, é desqualificar o gênero como um todo para desacreditar o rival.









