Casagrande e Tiago Leifert trocam farpas por morte de torcedora palmeirense
Walter Casagrande se pronunciou na segunda-feira (10/7) sobre a fala polêmica de Tiago Leifert em relação à morte de uma torcedora do Palmeiras, vítima de uma briga envolvendo torcedores do Flamengo. Segundo o comentarista, Leifert não teria sido solidário com os familiares de Gabriela Anelli ao dizer que a jovem se colocou em risco por estar fora do estádio Allianz Parque e por fazer parte da torcida organizada Mancha Verde. “Enquanto os pais, os avós, irmão e amigos estão passando por um sofrimento enorme pela perda inesperada e violenta da garota de 23 anos, o Sr. Tiago Leifert consegue, de uma forma asquerosa, colocar a vítima como uma das responsáveis pela violência entre as torcidas palmeirenses e flamenguistas”, disparou ele. “Tanto faz a diferença, Tiago. Se a Gabriela Anelli estava fora ou dentro, ela continua sendo a vítima. Ela morreu devido a uma briga de torcida. Você tem a cara de pau de vir defender esses torcedores do Flamengo? Ele não tem nenhuma menção de sentimento e preocupação com os familiares da Gabriela.” Não para por aí Nesta terça-feira (11/7), Casagrande deu continuidade às críticas feitas sobre o apresentador. “[Ele] arranjou argumentos particulares e nojentos para justificar e favorecer torcedores do Flamengo em relação à morte da jovem palmeirense Gabriela Anelli”, pontuou. O comentarista também comparou o discurso de Leifert com uma fala polêmica de Eduardo Bolsonaro, que comparou professores a traficantes de drogas no último domingo (9/7). “Duas pessoas que se assemelham na forma de ver o mundo, a sociedade. Elas se assemelham nas ideias, nos contextos do que é violência ou não”, ele acusou. Por fim, Casagrande criticou o pedido de desculpas pela informação equivocada, publicado por Leifert horas após a transmissão ao vivo. “Se não tinha a informação correta, por que deu uma opinião daquela? Não mudo em nada sobre o que escrevi aqui. Ele só gravou o vídeo porque está sendo super criticado no Twitter”, argumentou. “É inacreditável como tem gente que ainda não percebeu a péssima visão da vida e da sociedade que possui. Para o Tiago, a vida talvez não passe de um Big Brother”, concluiu Casagrande. Resposta de Tiago Leifert Ainda nesta terça-feira (11/7), Leifert rebateu as críticas de Casagrande durante sua participação no “Morning Show”, da Jovem Pan, e minimizou a fake news que havia espalhado – de que a torcida Mancha Verde teria iniciado a briga com os rivais e que a vítima estaria envolvida no confronto. “O fato de ela ser de [torcida] organizada é relevante, porque quem tá lá corre maior risco, e isso é ruim. Mas se é esse futebol que o Casagrande e a [jornalista] Milly Lacombe querem, problema nenhum, fiquem à vontade”, debochou o ex-apresentador do “BBB”. “Na semana passada, um atleta do Corinthians, o Luan, que pode ter o problema que for, tá jogando mal, tá afastado e tal, foi espancado no motel por uma organizada. Isso não pode acontecer. Mas o Casagrande disse ‘Ok, ele fez por merecer’. Isso não teve escândalo”, afirmou Leifert. No entanto, Casagrande escreveu uma coluna protestando contra a agressão de Luan. No texto, ele disse que os campeonatos deviam ter sido paralisados e reclamou que os jogadores não se solidarizaram. Leifert ainda não se viu satisfeito e foi em frente: “Eles estavam usando camisa da organizada. Não tenho nada contra usar bandeirão, tocar tambor, isso é maneiro. Pô, o cara ficar 24 horas num ônibus para viajar até a Bolívia pra ver o Palmeiras jogar é porque o cara ama muito o clube. Mas precisa invadir o espaço da torcida adversária?.” Diferente do que o jornalista disse, a torcida do Palmeiras não invadiu o espaço da torcida do Flamengo e Gabriela Anelli não estava envolvida na briga. A jovem ingressaria no estádio pelo portão B, gol norte, na avenida Francisco Matarazzo, mas para chegar lá precisou passar por uma região sem bloqueio da PM, em que as duas torcidas se encontraram. “Dá pra gostar de futebol sem matar, sem invadir o motel pra bater no Luan. Mas se é isso que o Casagrande e quem tá me atacando acham legal, que o Luan deveria apanhar e a Gabriela morrer, tudo bem. Eu paro de falar de futebol e fico só no videogame”, completou Leifert, após as informações falsas. Tragédia Gabriela Anelli ficou ferida no último sábado (8/7) após ser atingida por uma garrafa de vidro no pescoço durante um confronto entre as torcidas do Palmeiras e Flamengo. A jovem de 23 anos foi internada na Santa Casa, em São Paulo, e sofreu duas paradas cardíacas. Conforme relatos, a torcedora do Palmeiras estava na fila para entrar no Allianz Parque, quando o confronto começou. Ela chegou a ser socorrida por uma ambulância que fica no próprio estádio e levada em estado grave para o hospital, mas não resistiu.
Predestinado: Gabigol tentou impedir último episódio de sua série documental
A empresa Gabigol Esportes Ltda, que cuida da imagem do jogador de futebol Gabigol, do Flamengo, tentou impedir a exibição do último episódio da série documental “Predestinado”, que conta a história do jogador. Liberado neste domingo (22/3) aos assinantes da Globoplay, o capítulo foi reeditado para incluir a detenção do atleta em um cassino clandestino em São Paulo, furando o toque de recolher contra a covid-19 na madrugada do último domingo. A equipe de Gabigol entrou com um pedido de liminar na Justiça do Rio de Janeiro para barrar a veiculação das imagens comprometedoras do jogador, com a justificativa de que a Globo não respeitou o contrato. Eles alegam que existem cláusulas que obrigam a emissora a consultar o jogador em caso de qualquer edição. Mas a equipe só teria sido informada das mudanças na véspera e, ao entrar em contato com a emissora, optou pela via judicial. A polêmica se deve ao fato de a Globo ter prometido uma homenagem ao atacante nas negociações para a produção do documentário. Por isso, Gabigol recebeu a equipe do Globoplay na casa do seu empresário, em São Paulo, e deu uma entrevista exclusiva sobre a carreira e sobre o oitavo título nacional do Flamengo. “Não resta qualquer dúvida que a aceitação dos autores acerca da elaboração do documentário está estritamente atrelada ao fato de que este foi apresentado e descrito pela ré como uma homenagem ao atleta Gabriel Barbosa e como de exaltação à sua carreira, sendo certo que a pretensão da ré se mostra totalmente contrária à tal premissa, configurando-se em exposição midiática de assunto estritamente relacionada à vida pessoal do atleta e extremamente delicado”, diz trecho do documento, que acabou vindo à tona e publicado pela imprensa esportiva. Além de tentar impedir a nova versão do conteúdo, a equipe do jogador entrou com o pedido de indenização de R$ 2 milhões caso o Globoplay descumprisse a decisão. A juíza de plantão da 14ª Câmara Cível do Rio de Janeiro negou o pedido do jogador, alegando que as notícias já eram públicas. Em sua decisão, a magistrada citou até uma entrevista que Gabigol deu ao “Fantástico”, da TV Globo, na semana passada, falando sobre o assunto: “Ressalta-se que o próprio jogador do Flamengo, em entrevista concedida ao programa ‘Fantástico’, disse estar arrependido, deixando evidente que o fato ocorrido no dia 13 de março é público e notório”. O episódio que encerra a série documental se chama “Um Ano em Dois” e tem 33 minutos de duração. O caso do cassino é abordado em quatro minutos e 21 segundos – com depoimentos, imagens sobre o assunto e a entrevista concedida pelo atacante para falar do caso para a própria Globo. Em nota à imprensa, a emissora disse que documentário seguiu princípios editoriais. “‘Predestinado’ é um mergulho na história e nas origens do Gabriel Barbosa, o Gabigol. O documentário em formato de seriado retrata a vida e a carreira do jogador em ordem cronológica. O quarto e último episódio da série trata dos desafios de uma temporada marcada por três mudanças de treinadores, uma lesão séria, uma pandemia, e que terminou com mais um troféu nacional na galeria rubro-negra. Dos 33 minutos e 16 segundos de duração do episódio, a ida de Gabigol ao cassino é contada em três minutos e trinta segundos, dos quais 50 segundos reproduzem trechos da entrevista com explicações do jogador ao ‘Fantástico’ da última semana. Como se sabe, o caso teve grande repercussão e sua abordagem em uma obra documental com características de entretenimento e jornalismo está em linha com os princípios editoriais do Grupo Globo. Vista em seu conjunto, a série deu voz a Gabigol e sua família para contarem a história do jogador e a abordagem pontual e proporcional da ida ao cassino em nada elimina o caráter de homenagem a um ídolo que conseguiu transcender o futebol e conquistar popularidade entre adultos e crianças”. Em sua conta no Twitter, o empresário do atacante, Júnior Pedroso, afirmou, sem citar a Globo, que continuam “massacrando” o atleta. “O Gabriel errou ao quebrar o lockdown? Errou! Reconheceu o erro? Sim! Deu a cara publicamente para a emissora que mais alfinetou e se posicionou com a personalidade que é peculiar! Mesmo assim, continuaram massacrando-o como se ele fosse o grande culpado pelo caos causado pela covid no Brasil”, escreveu Pedroso. O pai de Gabigol, Valdemir Silva Almeida, foi mais incisivo sobre o assunto. Bastante chateado, ele disse que abriu a porta da sua casa para traidores. “Não posso me calar perante algumas injustiças que têm sido cometidas. Repito, errou, foi repreendido e pagará legalmente pelo que fez”, afirmou em comunicado. “Mas há pessoas agindo de má fé, quebrando acordos, usando da imagem dele para se promover e ganhar audiência. Abri a porta da minha casa para um projeto grandioso, que nos trouxe o propósito de homenagear o Gabriel. Foram meses, semanas, horas dedicadas a isso, sempre muito solícito e presente. Nos emocionamos a cada episódio, minha esposa chorou, minha filha, a cada história que passamos juntos, que batalhamos para chegar até aqui. Mas fomos enganados, fomos traídos por conta de audiência e isso não podemos aceitar”, desabafou.

