Pequena Grande Vida: Matt Damon encolhe no trailer legendado da comédia sci-fi
A Paramount divulgou o trailer legendado e dublado de “Pequena Grande Vida”, como batizou no Brasil o filme “Downsizing”, estrelado por Matt Damon (“Jason Bourne”). Ao som de “Once in a Lifetime”, dos Talking Heads, a prévia explora o caráter lúdico e fantasioso da trama, acompanhando a sensação de maravilhamento de Matt Damon (“Jason Bourne”) diante do admirável mundo novo em que passa a viver após se submeter a um processo de miniaturização. Vale destacar a ironia do título “Pequena Grande Vida”, que é três vezes maior que o original, num filme sobre encolhimento. Além disso, os gênios da tradução também perderam de vista a metáfora econômica. “Downsizing” quer dizer literalmente encolhimento, mas também é a figura de linguagem usada nos Estados Unidos para representar cortes de despesas. A trama se passa num futuro próximo, quando os recursos do meio ambiente estarão em colapso, ampliando a crise financeira mundial. Mas a tecnologia tem uma solução para o problema: miniaturização. O casal vivido por Damon e Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”) percebe que sua vida seria muito melhor caso conseguissem encolher, pois a redução de tamanho também reduziria suas despesas. Mas a mulher desiste no último instante, deixando o personagem de Damon sozinho – e em miniatura. O elenco ainda inclui Christoph Waltz (“Django Livre”), Jason Sudeikis (“Família do Bagulho”), Laura Dern (“Livre”), Neil Patrick Harris (“Garota Exemplar”) e Joaquim de Almeida (série “Queen of the South”). Primeira comédia sci-fi de Alexander Payne, conhecido por comédias dramáticas como “Sideways” (2004), “Os Descendentes” (2011) e “Nebraska” (2013), o filme teve première no Festival de Veneza 2017 e chega aos cinemas em 22 de dezembro nos Estados Unidos e apenas em 18 janeiro no Brasil.
Novo filme de Guillermo del Toro vence o Festival de Veneza 2017
O novo filme de Guillermo del Toro, “A Forma da Água” (The Shape of Water), foi o vencedor do Leão de Ouro do Festival de Veneza 2017. Combinação de fábula, romance e terror, o filme conta a história de uma faxineira muda que se apaixona por uma criatura aquática aprisionada em um laboratório secreto do governo americano. “Quero dedicar esse prêmio a todos os diretores americanos e latino-americanos que desejam fazer filmes que mexam com nossa imaginação”, disse Del Toro ao receber o troféu. “Eu acredito em vida, amor e cinema. E nesse momento da minha vida eu me sinto cheio de vida, amor e de cinema”. Criador da série “The Strain” e especializado em filmes de terror e fantasia (como “Hellboy”, “O Labirinto do Fauno” e “A Colina Escarlate”), Del Toro é o terceiro cineasta mexicano a lançar uma produção bem recebida em Veneza nos últimos anos. Embora Alfonso Cuarón (“Gravidade”, 2013) e Alejandro Iñárritu (“Birdman”, 2015) não tenham vencido o Leão de Ouro, eles saíram do festival italiano embalados por críticas positivas e acabaram vencendo o Oscar com seus filmes. O Grande Prêmio do Júri, considerado o 2º lugar da premiação, foi para “Foxtrot”, do israelense Samuel Maoz. O cineasta tinha vencido o Leão de Ouro de 2009 com sua estreia, o drama de guerra “Lebanon”. Em sua nova obra, ele descreve três momentos da família de um bem-sucedido arquiteto de Tel Aviv a partir do instante em que recebe a notícia da morte do filho mais velho, um soldado do Exército. O Prêmio do Júri, equivalente ao 3º lugar, ficou com “Sweet Country”, de Warwick Thorton, um western ambientado no outback australiano dos anos 1920. Thornton tinha vencido a Câmera de Ouro em Cannes com sua estreia, “Sansão e Dalila” (2009), e é o único cineasta aborígene consagrado pela crítica internacional. O Leão de Prata de Melhor Direção foi para o francês Xavier Legrand, pelo drama “Custody” (Jusqu’à la Garde), sobre um marido com fama de violento que consegue o direito de passar os fins de semana com o filho mais novo. É o primeiro longa dirigido por Legrand, que também venceu o Leão do Futuro, dado à melhor obra estreante do festival. O jovem cineasta entrou no cinema ainda criança, como ator no clássico “Adeus, Meninos” (1987), de Louis Malle, mas já tem uma indicação ao Oscar no currículo, por seu curta “Avant que de Tout Perdre” (2013). A Copa Volpi de Melhor Atriz foi para Charlotte Rampling, por sua interpretação em “Hannah”, da italiana Andrea Pallaoro (“Medeas”). A veterana estrela inglesa, que estreou no filme dos Beatles “Os Reis do Ié-Ié-Ié” (1964) e foi sex symbol dos anos 1970, experimenta um renascimento da carreira na Terceira Idade, após vencer o Urso de Prata do Festival de Berlim por seu filme anterior, “45 Anos” (2015), pelo qual também concorreu ao Oscar. Em “Hannah”, ela vive a personagem-título, uma mulher septuagenária em crise de identidade, provocada por uma revelação relacionada ao marido. Já a Copa Volpi de Melhor Ator foi para Kamel El Basha, pelo drama libanês “The Insult”, de Ziad Doueiri (ex-assistente de câmera de Tarantino), sobre uma briga judicial entre um mecânico cristão e um empreiteiro palestino de origem muçulmana, em Beirute. O prêmio de Melhor Roteiro ficou com “Three Billboards Outside Ebbing, Missouri”. Ainda mais sombria que “Na Mira do Chefe” (2008) e “Sete Psicopatas e um Shih Tzu” (2012), a terceira comédia de humor negro do inglês Martin McDonagh acompanha uma mãe (Frances McDormand) de uma pequena cidade do Missouri, inconformada com a incompetência da polícia após o estupro da filha, e foi um dos filmes mais comentados do festival. O troféu Marcello Mastroianni de melhor ator ou atriz revelação foi para o americano Charlie Plummer, por sua performance no drama “Lean on Pete”, dirigido por Andrew Haigh (de “45 Anos”), no qual interpreta um adolescente de 15 anos que arranja um emprego como assistente de um treinador fracassado de cavalos de corrida. O rapaz foi um dos finalistas ao papel do novo Homem-Aranha, está atualmente em cartaz no Brasil em “O Jantar” e poderá ser visto no fim do ano no novo longa de Ridley Scott, “All the Money in the World”. O júri da competição oficial deste ano foi presidido pela atriz americana Annette Bening (“Mulheres do Século 20”) e formado pelo diretor americano Edgar Wright (“Em Ritmo de Fuga”), a atriz inglesa Rebecca Hall (“Homem de Ferro 3”), a cineasta húngara Ildiko Enyedi (“On Body and Soul”), o diretor mexicano Michel Franco (“Depois de Lúcia”), a atriz francesa Anna Mouglalis (“Coco Chanel & Igor Stravinsky”), o crítico inglês David Stratton, a atriz italiana Jasmine Trinca (“Saint Laurent”) e o cineasta taiwanês Yonfan (“Príncipe das Lágrimas”). Além da competição oficial, também foram divulgados os trabalhos premiados nas mostras paralelas. O principal destaque coube ao vencedor da seção Horizontes: “Nico, 1988”, da italiana Susanne Nicchiarelli (“Cosmonauta”), sobre os últimos anos de vida da ex-modelo e cantora alemã Nico, ex-vocalista da banda Velvet Underground. Outro filme que chamou atenção foi o argentino “Hunting Season” (Temporada de Caza), primeiro longa de Natalia Garagiola, vencedor da seção Semana da Crítica, cujo prêmio é conferido pelo público. Confira abaixo a lista dos premiados. Vencedores do Festival de Veneza 2017 Mostra Competitiva Melhor Filme: “The Shape of Water”, de Guillermo del Toro Grande Prêmio do Júri: “Foxtrot”, de Samuel Maoz Melhor Diretor: Xavier Legrand (“Custody”) Melhor Ator: Kamel El Basha (“The Insult”) Melhor Atriz: Charlotte Rampling (“Hannah”) Melhor Roteiro: “Three Billboards Outside Ebbing, Missouri”, de Martin McDonagh Prêmio Especial do Júri: “Sweet Country”, de Warwick Thorton. Ator/Atriz Revelação: Charlie Plummer (“Lean on Pete”, de Andrew Haigh) Prêmio Leão do Futuro (Diretor Estreante): Xavier Legrand (“Jusqu’à la Garde”) Mostra Horizontes Melhor Filme: “Nico, 1988”, Susanna Nicchiarelli Melhor Direção: Vahid Jalilvand, “No Date, No Signature” Prêmio Especial do Júri: “Caniba”, Verena Paravel and Lucien Castaing-Taylor Melhor Atriz: Lyna Khoudri, “Les bienheureux” Melhor Ator: Navid Mohammadzadeh, “No Date, No Signature” Melhor Roteiro: “Oblivion Verses”, Dominique Wellinski e Rene Ballesteros Melhor curta-metragem: “Gros chagrin”, Céline Devaux Mostra Semana da Crítica Melhor Filme: “Hunting Season”, de Natalia Garagiola Leão do Futuro Prêmio “Luigi De Laurentiis” de Filme de Estreia: “Custody”, de Xavier Legrand Clássicos de Veneza Melhor Documentário sobre Cinema: “The Prince and the Dybbuk”, de Elvira Niewiera e Piotr Rosolowski Melhor Filme Restaurado: “Vá e Veja” (1985), de Elem Klimov Competição de Realidade Virtual Melhor Realidade Virtual: “Arden’s Wake (Expanded)”, de Eugene Y.K. Chung Melhor Experiência de Realidade Virtual: “La Camera Isabbiata”, de Laurie Anderson e Hsin-chien Huang Melhor História de Realidade Virtual: “Bloodless”, de Gina Kim
Matt Damon estrela primeiro teaser da comédia sci-fi Pequena Grande Vida
A Paramount aproveitou a première mundial de “Downsizing”, filme de abertura do Festival de Veneza 2017, para adiantar o primeiro teaser da produção. A prévia explora o caráter fantasioso da trama, acompanhando a sensação de maravilhamento de Matt Damon (“Jason Bourne”) diante do mundo moderno, e concluindo com o processo de miniaturização a que ele decide se submeter. O filme foi batizado no Brasil de “Pequena Grande Vida”, título ironicamente três vezes maior e sem o mais importante, que é sua metáfora econômica. “Downsizing” quer dizer encolhimento, mas também é a figura de linguagem usada nos Estados Unidos para representar cortes de despesas. Um eufemismo para demissões em massa. A trama se passa num futuro próximo, quando os recursos do meio ambiente estarão em colapso, ampliando a crise financeira mundial. Mas a tecnologia tem uma solução para o problema: miniaturização. O casal vivido por Damon e Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”) percebe que sua vida seria muito melhor caso conseguissem encolher, pois a redução de tamanho também reduziria suas despesas. Mas a mulher desiste no último instante, deixando o personagem de Damon sozinho – e em miniatura. O elenco ainda inclui Christoph Waltz (“Django Livre”), Jason Sudeikis (“Família do Bagulho”), Laura Dern (“Livre”), Neil Patrick Harris (“Garota Exemplar”) e Joaquim de Almeida (série “Queen of the South”). Primeira comédia sci-fi de Alexander Payne, conhecido por comédias indies como “Sideways” (2004), “Os Descendentes” (2011) e “Nebraska” (2013), o filme tem lançamento marcado para 22 de dezembro nos Estados Unidos e apenas em 18 janeiro no Brasil.
Festival de Veneza começa com filme americano e ambição de antecipar o Oscar 2018
O Festival de Veneza 2017, que inicia nesta quarta (30/8) com uma sessão de “Downsizing”, de Alexander Payne, programou grandes estreias de mestres europeus e asiáticos, mas embute uma competição paralela entre os americanos. Os Oscars conquistados por filmes que estrearam em Veneza em anos recentes, como “Gravidade” (2013), “Birdman” (2014), “Spotlight” (2015) e “La La Land” (2016), consagraram o festival italiano como o ponta-pé inicial das candidaturas à premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. Não por acaso, os americanos que exibirão seus filmes em Veneza também estarão no Festival de Toronto, buscando ainda mais visibilidade. Entre os selecionados, incluem-se a comédia “Suburbicon”, dirigida por George Clooney, a fantasia “A Forma da Água” (The Shape of Water), de Guillermo del Toro, o terror “Mãe!”, de Darren Aronofsky, e o mencionado “Downsizing”, que recebeu o título “Pequena Grande Vida” no Brasil – perdendo sua metáfora econômica. Curiosamente, nenhum deles é um drama, gênero mais afeito aos Oscars. Combinação de sátira econômica e fantasia sci-fi, o filme de Payne é estrelado por Matt Damon (que também está no longa de Clooney) e Kristen Wiig, como um casal que decide se submeter a um procedimento de miniaturização, na esperança de assim contribuir para a preservação do planeta e, ao mesmo tempo, levar uma existência financeiramente mais confortável. Alimentar-se de migalhas ao longo de um ano custa menos que um simples prato de almoço, por exemplo. “É um filme surpreendente, dá o tom exato do festival”, disse Alberto Barbera, diretor artístico da mostra italiana, em entrevista coletiva. “Se há um tema dominante na seleção de filmes deste ano, é o das famílias em crise, como reflexo do que acontece fora dela, na economia, na vida social, no meio ambiente. O momento que atravessamos tem feito a maior parte dos cineastas demonstrar preocupação em relação à sociedade contemporânea e ao futuro do planeta. São filmes de diferentes gêneros, ambientados em diferentes épocas, mas todos trabalham com a realidade”. Entre as atrações não hollywoodianas, Veneza terá a estreia de “Mektoub, My Love: Canto Uno”, novo trabalho do cineasta tunisiano Abdellatif Kechiche, vencedor da Palma de Ouro de Cannes por “Azul É a Cor Mais Quente” (2013), de Foxtrot”, o segundo longa de Samuel Maoz, após o diretor vencer o Leão de Ouro com sua estreia, “Lebanon” (2009), além de filmes do artista chinês Ai Weiwei (“Human Flow”), do cineasta japonês Hirokazu Koreeda (“The Third Murder”) e nada menos que quatro longas italianos: “The Leisure Seeker”, de Paolo Virzì, “Ammore e Malavita”, dos irmãos Manetti (foto do post), “Hannah”, de Andrea Pallaoro, e “Una Famiglia”, de Sebastiano Riso. O ponto negativo é a baixa presença feminina: apenas uma mulher — a chinesa Vivian Qu — teve um longa selecionado para a mostra principal do Festival. O Brasil aparece representado pela coprodução internacional “Zama”, drama de época dirigido pela argentina Lucrecia Martel, que será exibido fora da competição. O filme tem Matheus Nachtergaele no elenco e investimento da produtora brasileira Bananeira Filmes. Entre as homenagens previstas, os atores americanos Jane Fonda, 79, e Robert Redford, 80, receberão um prêmio pelas realizações de suas carreiras. Por “coincidência”, os dois acabam de filmar um novo trabalho juntos, o drama “Our Souls at Night”, produção da Netflix que convenientemente será exibida depois da cerimônia de entrega do prêmio.
Matt Damon e Kristen Wiig encontram casal miniatura na primeira foto de Downsizing
A Paramount divulgou a primeira foto de “Downsizing”, novo filme do diretor Alexander Payne, conhecido por comédias indies como “Sideways” (2004), “Os Descendentes” (2011) e “Nebraska” (2013). A nova produção também é uma comédia, mas com elementos de sci-fi, como atesta a imagem. O filme se passa num futuro próximo, quando os recursos do meio ambiente estarão em colapso, ampliando a crise financeira mundial. Mas a tecnologia tem uma solução para o problema: miniaturização. A trama gira em torno do casal vivido por Matt Damon (“Perdido em Marte”) e Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”), que percebe que sua vida seria muito melhor caso conseguissem encolher, pois a redução de tamanho também reduziria suas despesas. Mas a mulher desiste no último instante, deixando o personagem de Damon sozinho – e em miniatura. O próprio título faz um trocadilho econômico com a situação. Em inglês, “Downsizing” (diminuir de tamanho) é um eufemismo usado para amenizar palavras como demissão e corte de despesas. O elenco grandioso ainda inclui Christoph Waltz (“Django Livre”), Jason Sudeikis (“Família do Bagulho”), Laura Dern (“Livre”), Neil Patrick Harris (“Garota Exemplar”) e Joaquim de Almeida (série “Queen of the South”). Selecionado como filme de abertura do Festival de Veneza 2017, em 30 de agosto, “Downsizing” tem lançamento marcado apenas para 18 janeiro no Brasil.
Festival de Veneza anuncia os filmes que disputarão o Leão de Ouro de 2017
A organização do Festival de Veneza anunciou seus primeiros filmes selecionados. E a lista é bastante parecida com a antecipada para seu concorrente norte-americano, o Festival de Toronto. Entre os selecionados, incluem-se a comédia “Suburbicon”, dirigida por George Clooney, a fantasia “A Forma da Água” (The Shape of Water), de Guillermo del Toro, e o thriller “mother!”, de Darren Aronofsky. A 74ª edição do festival será aberta em 30 de agosto com uma sessão de “Downsizing”, de Alexander Payne, que também está na programação de Toronto. As diferenças se dão entre as atrações não hollywoodianas. Veneza terá a estreia de “Mektoub, My Love: Canto Uno”, novo trabalho do cineasta tunisiano Abdellatif Kechiche, vencedor da Palma de Ouro de Cannes por “Azul É a Cor Mais Quente” (2013), de Foxtrot”, o segundo longa de Samuel Maoz, “Foxtrot”, após o diretor vencer o Leão de Ouro com sua estreia, “Lebanon” (2009), além de filmes do artista chinês Ai Weiwei (“Human Flow”), do cineasta japonês Hirokazu Koreeda (“The Third Murder”) e nada menos que quatro longas italianos: “The Leisure Seeker”, de Paolo Virzì, “Ammore e Malavita”, dos irmãos Manetti (foto do post), “Hannah”, de Andrea Pallaoro, e “Una Famiglia”, de Sebastiano Riso. O ponto negativo é a baixa presença feminina: apenas uma mulher — a chinesa Vivian Qu — teve um longa selecionado para a mostra principal do Festival. O Brasil aparece representado pela coprodução internacional “Zama”, drama de época dirigido pela argentina Lucrecia Martel, que será exibido fora da competição. O filme tem Matheus Nachtergaele no elenco e investimento da produtora brasileira Bananeira Filmes. Entre as homenagens previstas, os atores americanos Jane Fonda, 79, e Robert Redford, 80, receberão um prêmio pelas realizações de suas carreiras. Por “coincidência”, os dois acabam de filmar um novo trabalho juntos, o drama “Our Souls at Night”, produção da Netflix que convenientemente será exibida depois da cerimônia de entrega do prêmio. Confira abaixo a lista dos filmes anunciados. Festival de Veneza 2017 Filmes na competição do Leão de Ouro “Human Flow”, Ai Weiwei “mother!”, Darren Aronofsky “Suburbicon”, George Clooney “The Shape of Water”, Guillermo del Toro “L’insulte”, Ziad Doueiri “La Villa”, Robert Guediguian “Lean on Pete”, Andrew Haigh “Mektoub, My Love: Canto Uno”, Abdellatif Kechiche “The Third Murder”, Hirokazu Koreeda “Jusqu’a la Garde”, Xavier Legrand “Ammore e Malavita”, irmãos Manetti “Foxtrot”, Samuel Maoz “Three Billboards Outside Ebbing, Missouri”, Martin McDonagh “Hannah”, Andrea Pallaoro “Downsizing”, Alexander Payne “Angels Wear White”, Vivian Qu “Una Famiglia”, Sebastiano Riso “First Reformed”, Paul Schrader “Sweet Country”, Warwick Thornton “The Leisure Seeker”, Paolo Virzi “Ex Libris – The New York Public Library”, Frederick Wiseman Fora da competição “Our Souls at Night”, Ritesh Batra “Il Signor Rotpeter”, Antonietta de Lillo “Victoria & Abdul”, Stephen Frears “La Melodie”, Rachid Hami “Outrage Coda”, Kitano Takeshi “Loving Pablo”, Fernando Leon de Aranoa “Zama”, Lucrecia Martel “Wormwood”, Errol Morris “Diva!”, Franceso Patierno “Le FIdele”, Michael R. Roskam “Diva!”, Franceso Patierno “Il Colore Nascosto Delle Cose”, Silvio Soldini “The Private Life of a Modern Woman”, James Toback “Brawl in Cell Block 99”, S. Craig Zahler Documentários fora de competição “Cuba and the Cameraman, Jon Alpert “My Generation”, David Batty “Piazza Vittorio”, Abel Ferrara “The Devil and Father Amorth”, William Friedkin “This is Congo”, Daniel McCabe “Ryuichi Sakamoto: Coda”, Stephen Nomura Schible “Jim & Andy: The Great Beyond. The Story of Jim Carrey”, Andy Kaufman and Tony Clifton, Chris Smith “Happy Winter”, Giovanni Totaro
Rebecca Hall e Edgar Wright farão parte do juri do Festival de Veneza 2017
A organização do Festival de Veneza anunciou os jurados, que irão eleger o vencedor do Leão de Ouro 2017 e outros premiados do evento. Os filmes da mostra competitiva serão julgados pelo diretor americano Edgar Wright (“Em Ritmo de Fuga”), a atriz inglesa Rebecca Hall (“Homem de Ferro 3”), a cineasta húngara Ildiko Enyedi (“On Body and Soul”), o diretor mexicano Michel Franco (“Depois de Lúcia”), a atriz francesa Anna Mouglalis (“Coco Chanel & Igor Stravinsky”), o crítico inglês David Stratton, a atriz italiana Jasmine Trinca (“Saint Laurent”) e o cineasta taiwanês Yonfan (“Príncipe das Lágrimas”). Anunciada previamente, a presidente do júri será a atriz Annette Bening (“Mulheres do Século 20”). Já a mostra paralela Horizonte contará com o diretor italiano Gianni Amelio (“As Chaves de Casa”) como presidente. A diretora iraniana Rakhshan Banietemad (“Contos Iranianos”), a diretora americana Ami Canaan Mann (“Jackie & Ryan: Amor Sem Medidas”), o cineasta norte-irlandês Mark Cousins (“What Is This Film Called Love?”), a diretora belga Fien Troch (“Kid”) e a francesa Rebecca Zlotowski (“Além da Ilusão”), além do roteirista e arquiteto argentino Andrés Duprat (“O Cidadão Ilustre”) completam o júri. O Festival de Veneza 2017 vai começar no dia 30 de agosto com a exibição da comédia sci-fi “Downsizing”, de Alexander Payne, e se encerra em 9 de setembro com o anúncio dos premiados.
Comédia sci-fi estrelada por Matt Damon vai abrir o Festival de Veneza
O Festival de Veneza 2017 selecionou “Downsizing” como seu filme de abertura. Primeira sci-fi da carreira do diretor Alexander Payne, conhecido por comédias indies como “Sideways” e “Nebraska”, o filme é estrelado por Matt Damon e se passa num futuro próximo, quando os recursos do meio ambiente estarão em colapso. Na trama de humor negro, Damon vive um homem que percebe que sua vida seria muito melhor caso ele conseguisse se encolher. Isto porque ele e sua mulher enfrentam dificuldades financeiras, e a redução de tamanho também reduziria suas despesas. Mas ela desiste no último instante, deixando-o sozinho – e em miniatura. O próprio título faz um trocadilho econômico com a situação. Em inglês, “Downsizing” (diminuir de tamanho) é um eufemismo usado para amenizar palavras como demissão e corte de despesas. O elenco grandioso ainda inclui Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”), Christoph Waltz (“Django Livre”), Jason Sudeikis (“Família do Bagulho”), Laura Dern (“Livre”), Neil Patrick Harris (“Garota Exemplar”) e Joaquim de Almeida (série “Queen of the South”) A abertura do Festival de Veneza vai acontecer em 30 de agosto, quatro meses antes da estreia prevista para “Downsizing” nos Estados Unidos – marcada para 22 de dezembro. No Brasil, o lançamento é esperado apenas para janeiro de 2018.
Annette Bening vai presidir o Festival de Veneza 2017
A atriz Annette Bening presidirá o júri da 74ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza. Indicada quatro vezes ao Oscar – por “Minhas Mães e Meu Pai” (2010), “Adorável Júlia” (2004), “Beleza Americana” (1999) e “Os Imorais” (1990) – , ela será a primeira mulher a ocupar a função em mais de uma década. Segundo o diretor do evento, Alberto Barbera, já tinha passado da hora de interromper a sequência de 11 anos com apenas homens à frente do júri do festival. “Convidamos essa mulher brilhante, talentosa e inspiradora para presidir o júri”, disse ele, em comunicado. “Estou muito feliz que ela tenha aceitado estar conosco.” A última mulher a presidir o júri responsável pela premiação do Leão de Ouro foi Catherine Deneuve em 2006. Antes dela, apenas a atriz chinesa Gong Li e a diretora Jane Campion ocuparam a posição – em 2002 e 1997, respectivamente. Annette afirmou estar honrada com o convite. “Estou animada para ver os filmes e trabalhar ao lado dos outros jurados”, comemorou, no comunicado oficial do festival. O Festival Internacional de Cinema de Veneza acontecerá este ano entre os dias 30 de agosto e 9 de setembro.
Distopia canibal com Jason Momoa e Keanu Reeves ganha novo trailer
A Neon divulgou o segundo trailer de “The Bad Batch”, novo filme de temática fantástica da diretora Ana Lily Amirpour, responsável pelo cult “Garota Sombria Caminha pela Noite” (2014). Desta vez, ela reuniu um elenco famoso, liderado por Jason Momoa (“Liga da Justiça”), Keanu Reeves (“John Wick”), Giovanni Ribisi (série “Sneaky Pete”), Suki Waterhouse (“Orgulho e Preconceito e Zumbis”), Diego Luna (“Rogue One: Uma História Star Wars”) e até um irreconhecível Jim Carrey (“Sim Senhor”). A prévia tem clima pós-apocalíptico, cenas de mutilação e se apresenta como uma história distópica de amor, passada num mundo de canibais. O ambiente de terra devastada é o deserto texano, na fronteira do México, transformado, no estilo do clássico “Fuga de Nova York” (1981), numa zona sem lei, repudiada pelos EUA e habitada apenas por maus-elementos – e os citados canibais. Segundo a sinopse, depois de um encontro casual entre Arlen (Suki Waterhouse) e o pária Miami Man (Jason Momoa), os destinos dos rejeitados se entrelaçam de maneiras inesperadas. “The Bad Batch” ganhou o Prêmio Especial do Júri do último Festival de Veneza e estreia em 23 de junho nos EUA. Não há previsão de lançamento no Brasil.
Distopia canibal com Jason Momoa e Keanu Reeves ganha primeiro trailer
A Neon divulgou o trailer de “The Bad Batch”, novo filme de temática fantástica da diretora Ana Lily Amirpour, responsável pelo cult “Garota Sombria Caminha pela Noite” (2014). Desta vez, ela reuniu um elenco famoso, liderado por Jason Momoa (“Liga da Justiça”), Keanu Reeves (“John Wick”), Giovanni Ribisi (série “Sneaky Pete”), Suki Waterhouse (“Orgulho e Preconceito e Zumbis”), Diego Luna (“Rogue One: Uma História Star Wars”) e até um irreconhecível Jim Carrey (“Sim Senhor”). A prévia tem clima pós-apocalíptico, cenas de mutilação e se apresenta como uma história distópica de amor, passada num mundo de canibais. O ambiente de terra devastada é o deserto texano, na fronteira do México, transformado, no estilo do clássico “Fuga de Nova York” (1981), numa zona sem lei, repudiada pelos EUA e habitada apenas por maus-elementos – e os citados canibais. Segundo a sinopse, depois de um encontro casual entre Arlen (Suki Waterhouse) e o pária Miami Man (Jason Momoa), os destinos dos rejeitados se entrelaçam de maneiras inesperadas. “The Bad Batch” ganhou o Prêmio Especial do Júri do último Festival de Veneza e continua no circuito de festivais, ainda sem previsão de estreia comercial.
Frantz: Indicado a 11 Césars, novo filme de François Ozon ganha trailer legendado
A California Filmes divulgou o trailer legendado de “Frantz”, novo filme do cineasta François Ozon. Filmado em preto e branco e passado no começo do século 20, o vídeo evoca os antigos melodramas da era de ouro do cinema, ao mostrar como a jovem Anna, interpretada por Paula Beer (“O Vale Sombrio”), conhece o tenente francês Adrien (Pierre Niney, de “Yves Saint Laurent”), quando este deixa flores no túmulo de seu noivo, Frantz, falecido na guerra. Ao descobrir que os dois eram antigos amigos, Anna leva o francês para conhecer os pais de Frantz, que se encantam com o recém-chegado, forçando sua permanência da vida de todos, mesmo a contragosto da comunidade alemã. “Frantz” recebeu 11 indicações ao César 2017, o Oscar francês, e apesar da estilização mantém as características da filmografia de Ozon, como sua obsessão por contar histórias repletas de detalhes obscuros, esconder segredos e visitar a dor, num jogo de aparências derivado do suspense, que leva a ponderar o que é realmente verdade e que rumos terá sua trama. A história original, baseada numa peça do francês Maurice Rostand, já havia sido levada ao cinema, no clássico “Não Matarás” (1932), do mestre alemão Ernst Lubitsch. Mas a versão de Ozon inclui detalhes que não poderiam ser exibidos nos anos 1930. A premiére mundial aconteceu no Festival de Veneza, quando rendeu um prêmio para Paula Beer. A estreia no Brasil está marcada para 2 de março.
Emmanuelle Riva (1927 – 2017)
Morreu a atriz francesa Emmanuelle Riva, ícone da nouvelle vague, que ganhou fama mundial como a protagonista de “Hiroshima Meu Amor” (1959), de Alain Resnais, e voltou a ter grande destaque recentemente com “Amor” (2012), do austríaco Michael Haneke, que lhe rendeu a sua primeira indicação ao Oscar de Melhor Atriz. Ela lutava havia anos contra um câncer e faleceu na sexta-feira (27/1), aos 89 anos. Nascida em 1927 em uma família de operários do leste da França, Paulette (seu nome real) declamava desde a adolescência as falas de personagens clássicos do teatro em seu quarto. Aos 19 anos, pouco depois do fim da 2ª Guerra Mundial, viajou a Paris para estudar artes dramáticas, mas só foi aparecer no cinema no final da década seguinte. Após figurar em “Volúpia de Prazer” (1958), topou o desafio de aparecer nua num filme de caráter poético-experimental, sobre o romance entre uma francesa e um arquiteto japonês de Hiroshima, a cidade devastada pelo primeiro ataque com bomba atômica da história. Sua nudez serviu de chamariz para o filme, que era extremamente intelectual. Mas se virou musa instantânea, também precisou lutar para não ficar marcada como sexy. Para tanto, tomou uma série de decisões ousadas, ilustrando o lado pouco sensual da prostituição em “Ádua e Suas Companheiras” (1960), de Antonio Pietrangeli, e aparecendo totalmente desglamourizada em “Kapò: Uma História do Holocausto” (1960), de Gillo Pontecorvo, como uma prisioneira de campo de concentração nazista. Em 1962, ela venceu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Veneza por seu papel em “Thérèse Desqueyroux”, como a fria personagem-título, suspeita de ter matado o próprio marido. Mas não voltar a receber maiores reconhecimentos por décadas, mesmo trabalhando com grandes cineastas, como André Cayatte em “Atentado ao Pudor” (1967), Fernando Arrabal em “Irei Como um Cavalo Louco” (1973), Marco Bellochio em “Olhos na Boca” (1982), Philippe Garrel em “Liberté, la Nuit” (1984) e Krzysztof Kieslowski em “A Liberdade É Azul” (1993). Passaram-se 50 anos até Riva voltar às cerimônias de premiação. Em “Amor” (2012), ela interpretou uma mulher doente, à beira da morte e em meio a grandes sofrimentos, compartilhados por seu marido, interpretado por Jean-Louis Trintignant, e a filha, vivida por Isabelle Huppert. Filmado nos cômodos de uma casa, de onde a personagem não conseguia sair, “Amor” se tornou o filme-sensação de 2012, iniciando uma carreira vitoriosa a partir de sua première com a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Ao ser indicada ao Oscar, Riva se tornou a atriz mais velha já reconhecida pela premiação. Não conquistou o troféu americano, mas venceu o César (o “Oscar francês”) e o BAFTA (o “Oscar inglês”). Ela também apareceu no simpático “O Verão do Skylab” (2011), de Julie Delpy, e viu aumentar os convites para filmar obras de cineastas dos mais diferentes países, enquanto buscava retomar a carreira no teatro, num surto de atividade com mais de 80 anos de idade. Em 2014, recebeu seu último prêmio, o Beaumarchais, entregue por um júri de críticos do jornal francês Le Figaro, por sua atuação na peça “Savannah Bay”, de Marguerite Duras. A atriz deixou um filme inédito, “Alma”, do islandês Kristín Jóhannesdóttir, e iria estrelar “Les Vacances”, do iraniano Mohsen Makhmalbaf. “Até o final permaneceu ativa”, declarou sua agente, Anne Alvares Correa. “Emmanuelle Riva era uma mulher comovente, uma artista de rara exigência”, afirmou Frédérique Bredin, presidente do Centro Nacional do Cinema (CNC) da França. “Foi-se uma voz inesquecível, habitada pelo amor das palavras e da poesia.”












