Quinzena dos Realizadores levará filmes brasileiros ao Festival de Cannes 2018
A Quinzena dos Realizadores, mostra paralela ao Festival de Cannes, anunciou sua seleção oficial. E entre os filmes anunciados há um longa e um curta brasileiros, respectivamente “Los Silencios”, de Beatriz Seigner, e “O Órfão”, de Carolina Markowicz. Além destes, “Skip Day” tem codireção do americano Patrick Bresnan e de Ivete Lucas, que nasceu no Brasil e trabalha nos Estados Unidos. Coprodução entre Brasil, França e Colômbia, “Los Silêncios” acompanha o reencontro de uma família em uma ilha desconhecida onde o pai, dado como morto em conflitos locais, está escondido. O elenco destaca o peruano radicado no Brasil Enrique Diaz (da série “O Mecanismo”). A diretora Beatriz Seigner comemorou a inclusão na mostra de seu segundo longa – após “Bollywood Dream – O Sonho Bollywoodiano” (2010) – , por meio das redes sociais. “Depois de 9 anos de trabalho, 37 editais públicos dos quais ganhamos 10 e perdemos 27, uma gravidez surpresa e filhote lindo nascido no caminho, muitas parcerias para levar pra vida toda, finalmente este filme vai chegar ao mundo, no maior festival de cinema deste planeta, tendo passado por uma seleção de 2 mil filmes dos quais apenas 20 são selecionados”. Rodado no rio Amazonas, na fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia, o longa já tem distribuição garantida no Brasil pela Vitrine Filmes. Além dos filmes brasileiros, a mostra trará, entre outros títulos, “Clímax”, o novo longa erótico do polêmico argentino Gaspar Noé (“Love”), “Mandy”, terror de Panos Cosmatos (filho de George P. Cosmatos), “Le Monde Est à Toi”, segundo longa do premiado diretor francês de clipes Romain Gavras (filho do mestre Costa-Gavras), e “Pájaros de Verano”, do premiado colombiano Ciro Guerra (“O Abraço da Serpente”), em parceria com sua produtora Cristina Gallego. A Quinzena dos Realizadores foi fundada em 1969 pela Société des réalisateurs de films, o sindicato dos diretores franceses, após a greve geral e a revolta de maio de 1968, após o Festival de Cannes ter sido cancelado em solidariedade aos grevistas. A mostra não se restringe a Cannes, nem mesmo à França. Após a seção na Riviera, viaja para Marselha, Paris, Genebra, Roma, Milão, Florença e Bruxelas. Confira abaixo a seleção completa de filmes da Quinzena dos Realizadores 2018. Longas “Amin”, de Philippe Faucon “Carmen y Lola”, de Arantxa Echevarria “Climax”, de Gaspar Noé “Cómprame un Revólver”, de Julio Hernández Cordón “Les Confins du Monde”, de Guillaume Nicloux “El Motoarrebatador”, de Agustín Toscano “En Liberté!”, de Pierre Salvadori “Joueurs”, de Marie Monge “Leave no Trace”, de Debra Granik “Los Silencios”, de Beatriz Seigner “The Pluto moment”, de Ming Zhang “Mandy”, de Panos Cosmatos “Mirai”, de Mamoru Hosoda “Le Monde Est à Toi”, de Romain Gavras “Pájaros de Verano”, de Ciro Guerra & Cristina Gallego (filme de abertura) “Petra”, de Jaime Rosales “Samouni Road”, de Stefano Savona “Teret”, de Ognjen Glavonic “Troppa Grazia”, de Gianni Zanasi (filme de encerramento) “Weldi”, de Mohamed Ben Attia Curtas “Basses”, de Félix Imbert “Ce Magnifique Gâteau!”, de Emma De Swaef e Marc James Roels “L’Arbre et la Pirogue”, de Sébastien Marques “La Chanson”, de Tiphaine Raffier “La Lotta”, de Marco Bellocchio “La Nuit des Sacs Plastiques”, de Gabriel Harel “Las Cruces”, de Nicolas Boone “Le Sujet”, de Patrick Bouchard “O Órfão”, de Carolina Markowicz “Our Song to War”, de Juanita Onzaga “Skip Day”, de Patrick Bresnan e Ivete Lucas
Festival de Cannes anuncia seleção de 2018 com filmes de Spike Lee, Godard e Jia Zhangke
O presidente do Festival de Cannes, Thierry Fremaux, anunciou nesta quinta (12/4) a leva inicial de filmes que serão exibidos no evento deste ano. Apesar da inclusão de alguns realizadores bastante conhecidos dos cinéfilos, houve um certo anticlímax na revelação, já que poucos filmes listados despertaram expectativas. O que mais chamou atenção foi a inclusão de novos longas de dois cineastas considerados prisioneiros políticos, o iraniano Jafar Panahi e o russo Kirill Serebrennikov, que estão em prisão domiciliar em seus países. Ambos vão disputar a Palma de Ouro. O caso de Panahi é um fenômeno. Desde que foi preso e proibido de filmar, já rodou quatro longas, contando o atual “Three Faces”. A 71ª edição do festival selecionou – até o momento – apenas dois diretores americanos: Spike Lee, que volta a Cannes depois de 27 anos – após “Febre da Selva” (1991) – e David Robert Mitchell, que lançou seus dois filmes anteriores na mostra paralela Semana da Crítica. Desta vez, ele vai competir pela Palma de Ouro com “Under The Silver Lake”, que teve seu trailer revelado. Já o filme de Spike Lee é “BlacKkKlansman”, história de um policial afro-americano que consegue se infiltrar na organização racista Ku Klux Klan. O festival também voltará a receber velhos habitués da Croisette, como o o japonês Hirokazu Kore-Eda, o italiano Matteo Garrone, o chinês Jia Zhangke e o veterano cineasta francês Jean-Luc Godard, atualmente com 87 anos de idade. A aparição mais celebrada na lista, porém, é de um estreante em Cannes, o polonês Pawel Pawlikowski, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2015 por “Ida”. Seu novo filme “Cold War” marca o retorno de uma produção polonesa à disputa da Palma de Ouro após duas décadas de ausência na competição. Como já é praxe e nem os últimos avanços parecem modificar, filmes dirigidos por mulheres continuam a ser minoria absoluta no evento. Apenas três diretoras estão na disputa pelo principal prêmio: a francesa Eva Husson, a libanesa Nadine Labaki e a italiana Alice Rohrwacher. Apesar disso, o júri da Palma de Ouro de Cannes será presidido por uma mulher, a atriz australiana Cate Blanchett, enquanto outra, a diretora francesa Ursula Meier, tem a responsabilidade de eleger o melhor filme de cineasta estreante para a premiação da Câmera de Ouro. Dois filmes de diretores brasileiros ganharão exibições fora de competição. Haverá uma sessão especial com a estreia mundial do musical “O Grande Circo Místico” (2016) de Cacá Diegues, e a projeção, entre as sessões à meia-noite, de “Artic”, drama de sobrevivência estrelado pelo dinamarquês Mads Mikkelsen, assinado pelo paulista estreante em longas Joe Penna. Com abertura de “Todos lo Saben”, longa-metragem rodado em espanhol pelo iraniano Asghar Farhadi, o Festival de Cannes 2018 vai acontecer entre os dias 8 e 19 de maio – sem filmes da Netflix, sessões adiantadas para a imprensa e selfies no tapete vermelho. Veja abaixo, a primeira lista de filmes selecionados. MOSTRA COMPETITIVA “Todos lo Saben”, Asghar Farhadi (Irã) “Le livre d’image”, Jean-Luc Godard (França) “BlacKkKlansman”, Spike Lee (EUA) “Three Faces”, Jafar Panahi (Irã) “Cold War”, Pawel Pawlikowski (Polônia) “Leto”, Kirill Serebrennikov (Rússia) “Lazzaro Felice”, Alice Rohrwacher (Itália) “Under The Silver Lake”, David Robert Mitchell (EUA) “Capernaum”, Nadine Labaki (Líbano) “At War”, Stephane Brizé (França) “Asako I&II”, Ryusuke Hamaguchi (Japão) “Sorry Angel”, Christophe Honoré (França) “Dogman”, Matteo Garrone (Itália) “Girls of the Sun”, Eva Husson (França) “Yomeddine”, A.B Shawky (Egito) “Burning”, Lee-Chang Dong (Coreia do Sul) “Shoplifters”, Kore-Eda Hirokazu (Japão) “Ash Is Purest White”, Jia Zhang-Ke (China) SESSÕES ESPECIAIS “Dead Souls”, Wang Bing (China) “10 Years In Thailand”, Aditya Assarat, Wisit Sasanatieng, Chulayarnon Sriphol & Apichatpong Weerasethakul (Tailândia) “Pope Francis – A Man Of His Word”, Wim Wenders (Alemanha) “La Traversée”, Romain Goupil (França) “To The Four Winds”, Michel Toesca (França) “O Grande Circo Místico”, Carlos Diegues (Brasil) “The State Against Mandela And The Others”, Nicolas Champeaux & Gilles Porte (França) SESSÕES DA MEIA-NOITE “Arctic”, Joe Penna (Brasil) “The Spy Gone North”, Yoon Jong-Bing (Coreia do Sul) FORA DE COMPETIÇÃO “Le Grand Bain”, Gilles Lellouche (França) “Han Solo: Uma História Star Wars”, Ron Howard (EUA) MOSTRA UM CERTO OLHAR “Long Day’s Journey Into Night”, Bi Gan (China) “Little Tickles”, Andréa Bescond & Eric Métayer ( França) “Sofia”, Meyem Benm’Barek (França) “Border”, Ali Abbasi (Irã) “Sextape”, Antoine Desrosières (França) “The Gentle Indifference Of The World”, Adilkhan Yerzhanov (Cazaquistão) “El Ángel”, Luis Ortega (Argentina) “In My Room”, Ulrich Kohler (Alemanha) “The Harvesters”, Etienne Kallos (África do Sul) “My Favorite Fabric”, Gaya Jiji (Síria) “Friend”, Wanuri Kahiu (Quênia) “Euphoria”, Valeria Golino (Itália) “Angel Face”, Vanessa Filho (França) “Girl”, Lukas Dhont (Bélgica) “Manto”, Nandita Das (Índia)
Cartaz do Festival de Cannes 2018 traz beijo clássico de O Demônio das Onze Horas
Em meio à polêmica com a Netflix, o Festival de Cannes divulgou nesta quarta (11/4) o cartaz oficial de sua 71ª edição, que destaca um beijo clássico da nouvelle vague, entre os atores Jean-Paul Belmondo e Anna Karina no filme “O Demônio das Onze Horas” (Pierrot le Fou, 1965), de Jean-Luc Godard. Veja acima a cena original e abaixo o pôster. O cartaz também presta homenagem ao fotógrafo de cena (“still”, no jargão cinematográfico) Georges Pierre (1927-2003), que começou carreira nos anos 1960 junto a nouvelle vague e também foi fundador da Association des Photographes de Films, entidade responsável pelo reconhecimento do ofício como arte. A arte final foi concebido pela designer francesa Flore Maquin, de 27 anos, que usa desenho, pintura e computação gráfica em seus trabalhos. Apaixonada por cinema, ela faz versões alternativas e releituras de vários cartazes clássicos de filmes. Seus trabalhos ficaram tão conhecidos que ela se tornou colaboradora de estúdios, canais e produtoras como Universal Pictures, Paramount Channel, Europacorp e Wild Side. A ilustração sucede uma arte polêmica. No ano passado, o uso de uma imagem da atriz italiana Claudia Cardinale acabou chamando atenção pelo excesso de retoques, que tornou a estrela bem mais magra do que realmente era. Claudia veio a público em defesa do trabalho. “É um pôster e, para além de me representar, representa uma dança, um voo. A foto foi retocada para acentuar o efeito da leveza e transformar em um personagem de sonho; é uma sublimação. Preocupações com o realismo não têm lugar aqui”, ela comentou. O Festival de Cannes 2018 vai acontecer de 8 a 19 de maio, tendo como presidente do júri a atriz Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”). O filme de abertura será “Todos lo Saben”, do iraniano Asghar Farhadi (“A Separação”), estrelado pelo casal espanhol Javier Bardem e Penelope Cruz (ambos de “Vicky Cristina Barcelona”).
Netflix anuncia que não exibirá mais filmes no Festival de Cannes
A Netflix decidiu contra-atacar o Festival de Cannes, após o presidente do evento anunciar que as produções da plataforma estavam banidas da disputa da Palma de Ouro, mas poderiam ser exibidos fora de competição. Ted Sarandos, diretor de conteúdo da Netflix, disse, então, que não via sentido em participar do festival francês, citando desrespeito a seus cineastas. “Queremos que nossos filmes participem em pé de igualdade com todos os outros cineastas”, disse o executivo, em entrevista à revista Variety. “Há um risco se seguirmos por esse caminho, de nossos cineastas serem tratados desrespeitosamente no festival. Eles definiram o tom. Não acho que será bom para nós participarmos.” Os filmes da Netflix que deveriam ser exibidos incluem “Roma”, de Alfonso Cuarón, “Norway”, de Paul Greengrass, “Hold the Dark”, de Jeremy Saulnier e até “The Other Side of the Wind”, filme inacabado de Orson Welles, que foi finalizado com investimento da plataforma. Além disso, alguns documentários estavam cotados, como “They’ll Love Me When I’m Dead”, de Morgan Neville, justamente sobre Welles. Sarandos considerou que Thierry Fremaux visou especificamente a Netflix em suas declarações, e não serviços de streaming em geral. “A regra era implicitamente sobre a Netflix, e Thierry falou explicitamente sobre a Netflix quando anunciou a regra.” O diretor do festival tomou a medida de barrar a Netflix da competição, após a plataforma participar com dois longas da disputa do ano passado, “Okja”, de Bong Joon-ho, e “Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe”, de Noah Baumbach, o que causou revolta entre alguns cineastas mais tradicionais, como Pedro Almodóvar, presidente do júri de 2017, e representantes do parque exibidor francês, contrariados por o festival abrigar filmes que não passariam nos cinemas. Na França, um filme só pode ser exibido em um serviço de streaming 36 meses após sua saída dos cinemas, o que não contempla os interesses da Netflix, que investe bilhões na produção de seus filmes. Trata-se da maior janela (espaço entre lançamento de cinema e chegada em outras mídias) de todo o mundo. O Festival de Cannes 2018 vai acontecer de 8 a 19 de maio, tendo como presidente do júri a atriz Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”). O filme de abertura será “Todos lo Saben”, do iraniano Asghar Farhadi (“A Separação”), estrelado pelo casal espanhol Javier Bardem e Penelope Cruz (ambos de “Vicky Cristina Barcelona”).
Han Solo terá première mundial no Festival de Cannes 2018
A organização do Festival de Cannes 2018 anunciou oficialmente a inclusão de um filme da franquia “Star Wars” em sua programação. “Han Solo: Uma História Star Wars” será exibido pela primeira vez no mundo durante o festival francês, numa sessão especial fora de competição. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (6/4), após vários sites americanos “furarem” a revelação. Marcada para 15 de maio, a exibição ocorrerá dez dias antes do lançamento oficial do filme nos cinemas. Apesar de conhecido por sua seleção de “filmes de arte”, Cannes também serve de palco para grandes lançamentos comerciais. Como parâmetro, “Han Solo” será o terceiro “Star Wars” apresentado no evento, após “Ataque dos Clones”, em 2002, e “A Vingança dos Sith”, em 2005.
Filme com Penélope Cruz que vai abrir o Festival de Cannes ganha primeiro trailer
Recém-anunciado como filme de abertura do Festival de Cannes 2018, “Todos lo Saben” ganhou seu primeiro trailer. E o clima é de suspense intenso, novamente envolvendo segredos do passado dos personagens, uma característica da filmografia de Asghar Farhadi. A principal novidade da obra em relação aos trabalhos anteriores do cineasta iraniano, vencedor de dois Oscars, é a escolha de uma cultura e uma língua estrangeiras para contar a história, que ele próprio escreveu. Mesmo quando visitou a França em “O Passado”, Farhadi manteve-se nos limites da cultura islâmica, mas, desta vez, abandona totalmente a conexão com suas raízes, filmando personagens latinos. A trama é estrelada pelo casal espanhol Penélope Cruz (“Assassinato no Expresso do Oriente”) e Javier Bardem (“Mãe!”), além do argentino Ricardo Darín (“Truman”), e gira em torno da personagem de Cruz, que retorna a sua cidadezinha natal durante um período festivo, apenas para testemunhar uma série de eventos inesperados trazer vários segredos a público. “Todos lo Saben” abre o Festival de Cannes em 8 de maio e no dia seguinte chega aos cinemas franceses. Mas ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Novo filme do diretor de A Separação vai abrir o Festival de Cannes 2018
O novo filme do cineasta iraniano Asghar Farhadi, vencedor de dois Oscars de Melhor Filme em Língua Estrangeira, foi selecionado para abrir o Festival de Cannes 2018. Falado em espanhol, o filme é um thriller psicológico intitulado “Todos lo Saben” (“Todos sabem”, em tradução literal) e estrelado pelo casal espanhol Penélope Cruz e Javier Bardem, além do argentino Ricardo Darín. “Todos lo Saben” será apenas o segundo filme de língua espanhola a abrir o tradicional festival francês, após “Má Educação” de Pedro Almodóvar, em 2004. O longa também marca o desembarque do terceiro filme consecutivo de Farhadi em Cannes, após as premières de “O Passado” (2013) e “O Apartamento” (2016). Este último acabou vencendo o Oscar 2017. O diretor também conquistou o Leão de Ouro no Festival de Berlim com “A Separação”, seu filme mais conhecido, que também foi premiado no Oscar 2012. Escrito por Farhadi, “Todos lo Saben” conta a história de Laura (Penelope Cruz) em uma viagem com a família de Buenos Aires para sua cidade natal na Espanha. A reunião familiar, no entanto, é interrompida por eventos que mudam o curso das vidas dos personagens. O filme será lançado em 9 de maio na França — um dia depois da premiére em Cannes – , mas ainda não tem previsão de estreia no Brasil.
Benicio del Toro vai presidir o júri da mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes 2018
O ator Benicio del Toro (“Sicario”) foi nomeado o presidente do júri da mostra Um Certo Olhar (Un Certain Regard) do Festival de Cannes 2018. O ator porto-riquenho, que chamou atenção no suspense “Os Suspeitos” (1995) e no drama indie “Basquiat – Traços de Uma Vida” (1996), consagrou-se ao vencer o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por “Traffic: Ninguém Sai Limpo” (2000). Ele também já foi premiado no festival francês, como Melhor Ator em 2008, pelo papel-título da cinebiografia “Che”. No ano passado, a presidente do júri da mostra foi outra estrela de Hollywood, a atriz Uma Thurman (“Kill Bill”). O Festival de Cannes acontece este os dias 8 e 19 de maio.
Festival de Cannes 2018 veta filmes da Netflix e selfies no tapete vermelho
A organização do Festival de Cannes 2018 confirmou o veto a produções da Netflix na competição pela Palma de Ouro deste ano, após a polêmica causada pela exibição de dois filmes do serviço de streaming na mostra competitiva do ano passado. A informação foi dada pelo diretor do festival, Thierry Fremaux, em entrevista coletiva, que ressaltou que a participação de “Okja”, de Bong Joon-ho, e “Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe”, de Noah Baumbach, “causou enorme controvérsia ao redor do mundo”. Trata-se, claro, de um exagero provinciano. A polêmica foi localizada no mercado francês, que tem a maior janela de reserva de lançamentos cinematográficos do mundo – 36 meses entre a exibição em cinema e a disponibilização em streaming de uma produção, contra 3 meses nos Estados Unidos. “No ano passado, quando selecionamos dois de seus filmes, achei que poderia convencer a Netflix a lançá-los nos cinemas. Eu fui presunçoso: eles se recusaram”, disse Fremaux. “As pessoas da Netflix adoraram o tapete vermelho e gostariam de nos mostrar mais filmes. Mas eles entenderam que sua intransigência em relação ao modelo (de negócios) colide com a nossa”. A Netflix poderá, no entanto, exibir filmes à margem do festival, fora da competição oficial, disse Fremaux. O diretor do festival também anunciou a proibição de selfies no tapete vermelho e o fim das sessões matutinas para a imprensa. A partir deste ano, os críticos precisarão disputar lugar com o público e convidados na première mundial ou aguardar sessões posteriores dos filmes exibidos no festival. Para Fremaux, os selfies criam uma “bagunça” e são bregas. “Vão contra o que fez a reputação de Cannes: uma certa elegância, discrição”, concluiu. A seleção oficial dos filmes que participarão do festival será anunciada no dia 12 de abril. A atriz australiana Cate Blanchett vai presidir o júri do evento deste ano, que acontecerá na Riviera francesa de 8 a 19 de maio.
Sem Amor transforma falta de afeto em cinema de alto nível
Quem viu “Leviatã”, o filme de Andrey Zvyagintsev de 2014, já percebeu que o estilo do diretor é duro, seco, realista. E que, por meio de uma narrativa forte e firme, ele diz muita coisa ao mundo de hoje. “Sem Amor”, o novo filme do cineasta russo, traz à tona a impactante questão da rejeição. Em tese, quem resolve ter filhos teria de assumir não só responsabilidades materiais sobre eles, mas responsabilidades afetivas que têm tanto peso quanto aquelas. Aqui, um garoto de 12 anos que nunca foi desejado, nem aceito, nem incorporado à família, mesmo que a contragosto, pelo pai ou pela mãe, chega a uma situação-limite, quando eles resolvem se separar. E com muitas brigas no caminho. Alyosha (Matvey Novikov), o garoto, é um dos motivos de briga, pois nem o pai e nem a mãe querem ficar com ele. Com tanta rejeição à vista, ainda lhe restaria um quarto confortável em casa e alguns equipamentos tecnológicos para sobreviver. Restaria, no condicional, já que, com a separação, a casa será vendida. O que sente e como se comporta uma criança numa situação assim? Só fugindo, seja lá para onde for, mesmo sem rumo ou condição de sobrevivência. E aí começa uma nova fase na vida de todos. Dele próprio, de cada um dos genitores e de seus novos parceiros amorosos. O que sentem eles, como lidam com a nova situação? Que clima, então, vai se estabelecendo na vida de cada um e de todos? É por aí que Andrey Zvyagintsev foca sua trama. Produz uma situação de suspense, em que a incerteza e a dúvida dominam a cena o tempo todo e prioriza o clima psicológico que tudo isso gera. Sua forma de narrar se dirige, mais do que tudo, aos efeitos que são produzidos por essa rejeição e fuga. É grave isso, pode ser demolidor. E permanecer pela vida afora. Inútil esperar por soluções salvadoras. A vida não é fácil e o ser humano é capaz de muita crueldade e egocentrismo. Até para tentar encobrir ou aplacar o ressentimento, a frustração e o desespero. Andrey Zvyagintsev consegue obter do elenco um desempenho preciso para o clima que quer criar. Há muita aridez afetiva nas atuações do casal Boris (Alexey Rozin) e Zhenya (Maryana Spivak), assim como dos policiais que cuidarão do caso e até da ONG que investigará, de fato, o desaparecimento do garoto. Há exceções, mas, no geral, vive-se um deserto afetivo que os atores e atrizes acentuam em seus papéis, inclusive Novikov, o ator mirim, que mostra bem a impotência que vive. A fotografia contribui com suas cores frias e toda a ambientação anuncia uma tragédia: com aquele tempo terrível, frio, chuvoso, com neve, sobreviver é um desafio, virtualmente impossível para um garoto desprotegido. No conjunto, um trabalho cinematográfico de alto nível, que se destaca na disputa pelo Oscar 2018 de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Tem muita chance e muito mérito para isso. Venceu o Festival de Londres e o prêmio do Júri do Festival de Cannes.
Sem Amor: Drama russo que concorre ao Oscar 2018 ganha primeiro trailer legendado
A Sony divulgou o primeiro trailer legendado de “Sem Amor” (Loveless), candidato da Rússia ao Oscar 2018 de Melhor Filme de Língua Estrangeira – e também um dos filmes europeus mais premiados do ano. Na prévia impactante, a briga constante entre marido e mulher, que pretendem se separar, leva uma criança ao desespero, até que um dia o menino desaparece sem deixar pistas e quem se desespera são seus pais. Dirigido por Andrey Zvyagintsev (do igualmente premiado “Leviatã”), o drama venceu o Festival de Londres, o Prêmio do Júri do Festival de Cannes e ainda está indicado ao Spirit Awards. O lançamento brasileiro está marcado para o dia 8 de fevereiro.
Cate Blanchett vai presidir o júri do Festival de Cannes 2018
A atriz australiana Cate Blanchett, vencedora de dois Oscars, por “O Aviador” (2004) e “Blue Jasmine” (2013), será a presidente do júri do 71º Festival de Cannes. Blanchett é a 12ª atriz a presidir o júri do festival, e assume a função quatro anos após a última mulher, a cineasta neozelandesa Jane Campion. No ano passado, o júri foi presidido pelo diretor espanhol Pedro Almodóvar, ocasião em que a Palma de Ouro foi para a comédia sueca “The Square”, que por coincidência estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta (4/1). “Vou a Cannes há anos como atriz, produtora e para as festas de gala e sessões de competição, inclusive pelo mercado. Mas ainda não fui pelo mero prazer de aproveitar a abundânica de filmes deste grande festival”, afirmou a atriz em um comunicado. “Estamos muito felizes de acolher uma artista rara e singular, cujo talento e convicções preenchem as telas de cinema e os palcos de teatro. Nossas conversas com ela nos prometem que será uma presidente comprometida, uma mulher apaixonada e uma espectadora generosa”, afirmaram Pierre Lescure, presidente do Festival de Cannes, e Thierry Frémaux, diretor-geral. Além de seu trabalho nos cinemas, Blanchett acaba de criar a fundação Time’s Up, junto a outras estrelas como Natalie Portman e Meryl Streep, para ajudar as vítimas de assédio sexual. O Festival de Cannes 2018 vai acontecer entre os dias 8 e 19 de maio, na Riviera francesa.
Loveless: Candidato da Rússia ao Oscar 2018 ganha trailer impactante
A Sony Pictures Classics divulgou o pôster, as fotos e o trailer americano de “Loveless”, candidato da Rússia a uma vaga na disputa de Melhor Filme de Língua Estrangeira do Oscar 2018, e também um dos filmes europeus mais premiados do ano. Na prévia impactante, a briga constante entre marido e mulher, que pretendem se separar, leva uma criança ao desespero, até que um dia o menino desaparece sem deixar pistas e quem se desespera são seus pais. Dirigido por Andrey Zvyagintsev (do igualmente premiado “Leviatã”), o drama venceu o Festival de Londres, o Prêmio do Júri do Festival de Cannes e está indicado ao Globo de Ouro e ao Spirit Awards. O filme ganhou distribuição limitada em Nova York para concorrer aos prêmios americanos, mas só será lançado nas demais cidades em fevereiro, após estrear no Brasil. Aqui, o lançamento está marcado para o dia 1 de fevereiro.











