Novo filme de Guillermo del Toro vence o Festival de Veneza 2017
O novo filme de Guillermo del Toro, “A Forma da Água” (The Shape of Water), foi o vencedor do Leão de Ouro do Festival de Veneza 2017. Combinação de fábula, romance e terror, o filme conta a história de uma faxineira muda que se apaixona por uma criatura aquática aprisionada em um laboratório secreto do governo americano. “Quero dedicar esse prêmio a todos os diretores americanos e latino-americanos que desejam fazer filmes que mexam com nossa imaginação”, disse Del Toro ao receber o troféu. “Eu acredito em vida, amor e cinema. E nesse momento da minha vida eu me sinto cheio de vida, amor e de cinema”. Criador da série “The Strain” e especializado em filmes de terror e fantasia (como “Hellboy”, “O Labirinto do Fauno” e “A Colina Escarlate”), Del Toro é o terceiro cineasta mexicano a lançar uma produção bem recebida em Veneza nos últimos anos. Embora Alfonso Cuarón (“Gravidade”, 2013) e Alejandro Iñárritu (“Birdman”, 2015) não tenham vencido o Leão de Ouro, eles saíram do festival italiano embalados por críticas positivas e acabaram vencendo o Oscar com seus filmes. O Grande Prêmio do Júri, considerado o 2º lugar da premiação, foi para “Foxtrot”, do israelense Samuel Maoz. O cineasta tinha vencido o Leão de Ouro de 2009 com sua estreia, o drama de guerra “Lebanon”. Em sua nova obra, ele descreve três momentos da família de um bem-sucedido arquiteto de Tel Aviv a partir do instante em que recebe a notícia da morte do filho mais velho, um soldado do Exército. O Prêmio do Júri, equivalente ao 3º lugar, ficou com “Sweet Country”, de Warwick Thorton, um western ambientado no outback australiano dos anos 1920. Thornton tinha vencido a Câmera de Ouro em Cannes com sua estreia, “Sansão e Dalila” (2009), e é o único cineasta aborígene consagrado pela crítica internacional. O Leão de Prata de Melhor Direção foi para o francês Xavier Legrand, pelo drama “Custody” (Jusqu’à la Garde), sobre um marido com fama de violento que consegue o direito de passar os fins de semana com o filho mais novo. É o primeiro longa dirigido por Legrand, que também venceu o Leão do Futuro, dado à melhor obra estreante do festival. O jovem cineasta entrou no cinema ainda criança, como ator no clássico “Adeus, Meninos” (1987), de Louis Malle, mas já tem uma indicação ao Oscar no currículo, por seu curta “Avant que de Tout Perdre” (2013). A Copa Volpi de Melhor Atriz foi para Charlotte Rampling, por sua interpretação em “Hannah”, da italiana Andrea Pallaoro (“Medeas”). A veterana estrela inglesa, que estreou no filme dos Beatles “Os Reis do Ié-Ié-Ié” (1964) e foi sex symbol dos anos 1970, experimenta um renascimento da carreira na Terceira Idade, após vencer o Urso de Prata do Festival de Berlim por seu filme anterior, “45 Anos” (2015), pelo qual também concorreu ao Oscar. Em “Hannah”, ela vive a personagem-título, uma mulher septuagenária em crise de identidade, provocada por uma revelação relacionada ao marido. Já a Copa Volpi de Melhor Ator foi para Kamel El Basha, pelo drama libanês “The Insult”, de Ziad Doueiri (ex-assistente de câmera de Tarantino), sobre uma briga judicial entre um mecânico cristão e um empreiteiro palestino de origem muçulmana, em Beirute. O prêmio de Melhor Roteiro ficou com “Three Billboards Outside Ebbing, Missouri”. Ainda mais sombria que “Na Mira do Chefe” (2008) e “Sete Psicopatas e um Shih Tzu” (2012), a terceira comédia de humor negro do inglês Martin McDonagh acompanha uma mãe (Frances McDormand) de uma pequena cidade do Missouri, inconformada com a incompetência da polícia após o estupro da filha, e foi um dos filmes mais comentados do festival. O troféu Marcello Mastroianni de melhor ator ou atriz revelação foi para o americano Charlie Plummer, por sua performance no drama “Lean on Pete”, dirigido por Andrew Haigh (de “45 Anos”), no qual interpreta um adolescente de 15 anos que arranja um emprego como assistente de um treinador fracassado de cavalos de corrida. O rapaz foi um dos finalistas ao papel do novo Homem-Aranha, está atualmente em cartaz no Brasil em “O Jantar” e poderá ser visto no fim do ano no novo longa de Ridley Scott, “All the Money in the World”. O júri da competição oficial deste ano foi presidido pela atriz americana Annette Bening (“Mulheres do Século 20”) e formado pelo diretor americano Edgar Wright (“Em Ritmo de Fuga”), a atriz inglesa Rebecca Hall (“Homem de Ferro 3”), a cineasta húngara Ildiko Enyedi (“On Body and Soul”), o diretor mexicano Michel Franco (“Depois de Lúcia”), a atriz francesa Anna Mouglalis (“Coco Chanel & Igor Stravinsky”), o crítico inglês David Stratton, a atriz italiana Jasmine Trinca (“Saint Laurent”) e o cineasta taiwanês Yonfan (“Príncipe das Lágrimas”). Além da competição oficial, também foram divulgados os trabalhos premiados nas mostras paralelas. O principal destaque coube ao vencedor da seção Horizontes: “Nico, 1988”, da italiana Susanne Nicchiarelli (“Cosmonauta”), sobre os últimos anos de vida da ex-modelo e cantora alemã Nico, ex-vocalista da banda Velvet Underground. Outro filme que chamou atenção foi o argentino “Hunting Season” (Temporada de Caza), primeiro longa de Natalia Garagiola, vencedor da seção Semana da Crítica, cujo prêmio é conferido pelo público. Confira abaixo a lista dos premiados. Vencedores do Festival de Veneza 2017 Mostra Competitiva Melhor Filme: “The Shape of Water”, de Guillermo del Toro Grande Prêmio do Júri: “Foxtrot”, de Samuel Maoz Melhor Diretor: Xavier Legrand (“Custody”) Melhor Ator: Kamel El Basha (“The Insult”) Melhor Atriz: Charlotte Rampling (“Hannah”) Melhor Roteiro: “Three Billboards Outside Ebbing, Missouri”, de Martin McDonagh Prêmio Especial do Júri: “Sweet Country”, de Warwick Thorton. Ator/Atriz Revelação: Charlie Plummer (“Lean on Pete”, de Andrew Haigh) Prêmio Leão do Futuro (Diretor Estreante): Xavier Legrand (“Jusqu’à la Garde”) Mostra Horizontes Melhor Filme: “Nico, 1988”, Susanna Nicchiarelli Melhor Direção: Vahid Jalilvand, “No Date, No Signature” Prêmio Especial do Júri: “Caniba”, Verena Paravel and Lucien Castaing-Taylor Melhor Atriz: Lyna Khoudri, “Les bienheureux” Melhor Ator: Navid Mohammadzadeh, “No Date, No Signature” Melhor Roteiro: “Oblivion Verses”, Dominique Wellinski e Rene Ballesteros Melhor curta-metragem: “Gros chagrin”, Céline Devaux Mostra Semana da Crítica Melhor Filme: “Hunting Season”, de Natalia Garagiola Leão do Futuro Prêmio “Luigi De Laurentiis” de Filme de Estreia: “Custody”, de Xavier Legrand Clássicos de Veneza Melhor Documentário sobre Cinema: “The Prince and the Dybbuk”, de Elvira Niewiera e Piotr Rosolowski Melhor Filme Restaurado: “Vá e Veja” (1985), de Elem Klimov Competição de Realidade Virtual Melhor Realidade Virtual: “Arden’s Wake (Expanded)”, de Eugene Y.K. Chung Melhor Experiência de Realidade Virtual: “La Camera Isabbiata”, de Laurie Anderson e Hsin-chien Huang Melhor História de Realidade Virtual: “Bloodless”, de Gina Kim
Pirataria da 7ª temporada de Game of Thrones teria atingido 1 bilhão de visualizações
“Game of Thrones” bateu um novo recorde de audiência. A 7ª temporada da atração, que se tornou a série mais assistida da história da HBO e da TV paga americana, teria sido vista mais de 1 bilhão de vezes de forma ilegal. A afirmação foi feita pela empresa de monitoria MUSO, que identificou diversos arquivos piratas do programa na internet. Mais do que em anos anteriores, a mais recente temporada de “Game of Thrones” sofreu vazamentos após ataques de hackers, de piratas indianos e até como consequência de vacilos de funcionários europeus da própria companhia. Isto resultou em aumento significativo do público de cópias piratas de seus episódios. E não apenas por meio de redes de torrent, de uso mais complexo para o usuário comum. Embora capítulos tenham sidos disponibilizados também para download direto e simples em sites e fóruns, o que chamou mais atenção no monitoramento foi a proliferação do streaming pirata. 85% das exibições ilegais aconteceram com o simples aperto de um botão de “play”. Em comparação, os sites de torrent representaram 9,1% da pirataria, enquanto os downloads comuns 5,6%. “Não é segredo que a HBO foi atormentada por violações de segurança durante a última temporada, que teve alguns episódios vazados antes da transmissão e adicionados à atividade ilegal”, disse Andy Chatterley, CEO e cofundador da MUSO, no comunicado que apresentou os números. “Além do tamanho da pirataria quando se trata de programas populares, esses números demonstram que a transmissão sem licença pode ser um tipo de pirataria muito mais significativo do que os downloads via torrent”, ele concluiu.
Angelina Jolie confirma que vai estrelar Malévola 2
Angelina Jolie revelou que voltará a atuar. Ela viverá novamente a personagem Malévola na sequência do filme de 2014. A confirmação aconteceu durante o Festival de Cinema de Telluride, nos EUA, em que Jolie exibiu seu novo trabalho como diretora, “First They Killed My Father”. “Nós estivemos trabalhando no roteiro, então podem esperar por uma sequência muito forte”, disse a estrela, sobre a fantasia da Disney. Com a confirmação de Jolie, resta saber se Elle Fanning, intérprete da Princesa Aurora, também fará parte do elenco de “Malévola 2”. Ou mesmo se haverá a volta de Brenton Thwaites como o Príncipe Phillip. “Acho que é hora de voltar ao trabalho, estou me sentindo bem para isso”, afirmou ela. “Precisava desse tempo em casa. Espero voltar a atuar nos próximos meses”, ela completou. Ainda não há previsão para a estreia de “Malévola 2”, mas “First They Killed My Father” chega à Netflix em 15 de setembro.
Cara Delevingne será uma fada em nova série da Amazon
A atriz Cara Delevingne (“Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”) vai estrelar sua primeira série. Ela entrou no elenco da vindoura “Carnival Row”, produção de fantasia criada por Rene Echevarría (criador também de “The 4400”) para a Amazon. A trama se passa numa cidade chamada Burgue, que lembra a Londres vitoriana. A diferença é que é habitada por humanos e criaturas místicas. Delevigne interpretará justamente uma dessas criaturas, Vignette Stonemoss, uma fada refugiada, que enfrenta preconceitos e precisa lidar com segredos que tentou deixar para trás. Ela vai se juntar ao elenco encabeçado por Orlando Bloom (franquia “Piratas do Caribe”), primeiro nome confirmado na produção. Bloom viverá um inspetor de polícia chamado Rycroft Philostrate, que, ao investigar um assassinato descobre o surgimento de um serial killer de fadas. Além de atuar, Bloom também trabalhará como produtor, ao lado de Echevarría e do roteirista Travis Beacham (“Círculo de Fogo”). Curiosamente, a série é uma adaptação feita por Echevarria de um roteiro não filmado de Beacham, que figurou na Black List de 2005. O roteirista imaginou a história como um filme, que deveria ter sido dirigido por Guillermo Del Toro (também de “Círculo de Fogo”). De Toro não está envolvido na série, que, por sinal, terá seu episódio inaugural dirigido por outro cineasta: Paul McGuigan (“Victor Frankenstein”). A 1ª temporada terá ao todo oito episódios, que serão disponibilizados pelo serviço de streaming da Amazon.
Atitude de Ed Skrein, que desistiu de filme para não viver papel asiático, chacoalha Hollywood
A decisão de Ed Skrein (“Deadpool”) de desistir de um papel no reboot de “Hellboy”, diante da reação das redes sociais à sua escalação como um personagem que originalmente era asiático nos quadrinhos, pode ter grande influência no futuro das adaptações cinematográficas. A revista Entertainment Weekly entrevistou alguns diretores de casting de Hollywood e verificou que a repercussão deve mudar o modo como o cinema escala seus atores. Skrein tinha sido contratado para viver o Major Ben Daimio, um personagem de descendência japonesa nos quadrinhos. Branco e britânico, ele não não tinha nada em comum com o papel e, ao entender a reação do público, percebeu que também estava tirando uma oportunidade de trabalho de um ator asiático – e papéis para asiáticos são bastante escassos em Hollywood. “É claro que a representação deste personagem de uma maneira culturalmente precisa tem significado para as pessoas, e vi que negligenciar essa responsabilidade continuaria uma tendência preocupante para obscurecer histórias e vozes de minorias étnicas nas Artes”, escreveu Skrein no Twitter, justificando sua decisão de abandonar o longa. “É nossa responsabilidade tomar decisões morais em tempos difíceis e dar voz à inclusão”. “Agora, acho que todos tiveram um chamado para despertar… Esta discussão é incrivelmente saudável, e acho que já foi muito adiada”, disse a diretora de casting Lucinda Syson, que escalou Skrein no papel principal de “Carga Explosiva: O Legado”(2015). “Ele vai ser sempre lembrado por simbolizar a representação autêntica na tela”, completou o diretor de casting Russell Boast (série “Chance”), que dirige o comitê de diversidade da Casting Society of America. “Eu acho que sua decisão vai ressoar com muitos atores que nunca pensaram em recusar papéis e protestar contra este jogo de embranquecimento que está sendo jogado”. O embranquecimento de personagens (whitewashing, em inglês) é um hábito histórico de Hollywood. Mas se no passado ninguém reclamava de ver Charleton Heston como um mexicano ou hebreu, nos últimos anos a autenticidade na representação étnica tem sido bastante cobrada. Escalações equivocadas não têm mais passado em branco, gerando reclamações cada vez mais barulhentas. Seja Emma Stone como uma personagem de ascendência chinesa em “Sob o Mesmo Céu” (2015) ou Scarlett Johansson interpretando o papel principal de “A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell” (2017), uma japonesa colocada dentro do corpo de uma mulher branca, literalmente apagando sua identidade cultural original. Entretanto, até Skrein tomar sua atitude, nenhum ator optou por se afastar desse tipo de papel, e os cineastas também aceitaram as escolhas de casting, argumentando com freqüência que Hollywood não tem estrelas de cinema asiáticas. De acordo com Julia Kim (“O Protetor”), uma rara diretora de casting asiática, a decisão de Skrein vai levar outros atores a refletirem se vale a pena se desgastar em defesa de sua escalação racialmente incorreta num filme. “Ele poderia ter realmente se beneficiado com um grande papel como esse em um grande filme. Mas também teria sido uma atenção negativa, e esta é uma atenção positiva… De certa forma, sua decisão transferiu a responsabilidade para os próprios atores e corrigiu o problema de dentro para fora. Isso define uma plataforma, que os outros atores podem ou não seguir, mas não terão mais como evitar”. Em outras palavras, a decisão de Skrein, juntamente com a explicação de sua atitude nas redes sociais, torna mais difícil para outros atores se defenderem diante de suas escalações equivocadas. Uma coisa é os fãs assinarem petições e criarem campanhas para a representação correta de personagens asiáticos ou de outras etnias no cinema. Outra bem diferente é quando um ator chama a responsabilidade para si e dá um exemplo. Isso também vale para os estúdios, especialmente os que estão por trás de franquias que podem perder fãs por insistirem no embranquecimento. Vale lembrar que até o produtor asiático Roy Lee chegou a defender a versão americana de “Death Note”, dizendo que a adaptação tinha transportado a trama para os Estados Unidos e, por isso, fazia sentido que o papel principal fosse interpretado por Nat Wolff. Entretanto, esta “adaptação” não tirou da trama o personagem de Ryuk, que é um shinigami, um espírito que só existe na cultura japonesa, e que foi interpretado por um ator branco, Willem Dafoe. Skrein já mudou a cabeça dos produtores de “Hellboy”, Larry Gordon e Lloyd Levin, que, se antes não viam problema em escalar um inglês como o Major Ben Daimio, agora divulgaram um comunicado afirmando que se comprometeriam a encontrar um ator asiático para o papel. “Não foi nossa intenção ser insensível às questões de autenticidade e etnia”, disseram eles, “e vamos procurar reformular a parte com um ator mais consistente com o personagem no material de origem”. O que a reportagem da Entertainment Weekly negligencia – de forma muito conveniente, por sinal – é que essa mesma insensibilidade racial tem sido usada na substituição sistemática de personagens brancos por intérpretes negros nas adaptações de quadrinhos, especialmente nas séries de TV. Em todas as produções de Greg Berlanti, à exceção do protagonista de “Riverdale”, os personagens ruivos dos quadrinhos são vividos por atores negros. Entretanto, quando os roteiristas decidem criar personagens inéditos para as mesmas séries, optam invariavelmente por conceber novos papéis para brancos. E se a Marvel transformou o asiático O Ancião na britânica Tilda Swinton em “Doutor Estranho”, também fez a nórdica Valquíria ganhar a interpretação da atriz negra Tessa Thompson no vindouro “Thor: Ragnarok”, com direito aos mesmos equívocos culturais – no caso da Valquíria, uma longa tradição viking, com reflexo até nas óperas de Richard Wagner. Que tal refletir sobre isto, também?
The Shannara Chronicles revela trailer e fotos de sua 2ª temporada
Demorou, mas a 2ª temporada de “The Shannara Chronicles” ganhou seu primeiro trailer e fotos. E também uma justificativa para tanto atraso em sua divulgação. A série simplesmente mudou de canal. Saiu da MTV e entrou no canal pago americano Spike, que vai se chamar Paramount a partir de 2018. A MTV, que exibiu a 1ª temporada entre janeiro e março de 2016, chegou a anunciar a renovação da atração, mas tudo mudou após uma reformulação geral da Viacom, dona dos canais MTV e Spike. A palavra mágica é “rebranding”. A Viacom quer transformar o Spike, pós-relançamento como Paramount, numa vitrine para séries baseadas em franquias conhecidas. “The Shannara Chronicles” é uma tentativa de lançar um “Game of Thrones” teen. A série é a adaptação de uma franquia literária escrita desde 1977 pelo escritor Terry Brooks, o 2º autor de fantasia mais vendido no mundo, atrás apenas de J.K. Rowling (“Harry Potter”). E foi desenvolvida pelos criadores de “Smallville” Al Gough e Miles Millar, em parceria com o diretor Jon Favreau (“Mogli, o Menino Lobo”). Enquanto a 1ª temporada adaptou o segundo livro, intitulado “The Elfstones Of Shannara”, a trama dos novos episódios foi criada especialmente para a série. O motivo é que a trama salta décadas na coleção literária, passando a se focar nos filhos dos personagens introduzidos na história anterior. A 2ª temporada, porém, registrará apenas a passagem de um ano, após o fim da trama inaugural. Mesmo assim, muita coisa terá mudado. As Quatro Terras estão no caos. O ressurgimento da magia deixou o povo aterrorizado, e uma organização chamada The Crimson está caçando usuários de magia, usando medo e intimidação para semear a discórdia entre as raças. O protagonista Wil Ohmsford (Austin Butler), que é metade humano e metade elfo, ainda está amargurado pelo sacrifício da princesa Amberle (Poppy Drayton) e por sua separação de Eretria (Ivana Baquero), e abandonou seu destino mágico para se tornar um curandeiro. Mas quando uma mulher misteriosa chamada Mareth o salva Wil de um ataque do Crimson, ele é forçado a se juntar à luta. A prévia dá esperanças para um retorno de Amberle, que aparece rapidamente numa cena – apesar de ter morrido no final da temporada inaugural. Mas a extensão da participação ainda é sigilosa. Entre os que tiveram a volta confirmada na 2ª temporada estão Manu Bennett (Allanon), Marcus Vanco (Bandon) e Aaron Jakubenko (o agora rei Ander). Já as novidades são Malese Jow (série “The Flash”), Vanessa Morgan (série “Finding Carter”), Gentry White (série “UnReal”), Caroline Chikezie (“Everly”) e Desmond Chiam (série “NCIS: Los Angeles”). Malese Jow será a mencionada Mareth, uma jovem volátil e imprevisível que tem habilidades mágicas. Vanessa Morgan vai interpretar Lyria, uma bela e misteriosa jovem que está romanticamente ligada à Eretria. Gentry White interpretará Garet, um caçador de recompensas hábil, carismático e conhecido nas Quatro Terras como “Mestre das Armas”. Caroline Chikezie ficou com o papel da Rainha Tamlin, a poderosa e astuciosa Rainha de Leah, o único reino humano nas Quatro Terras. Desmond Chiam será o General Riga, um antigo General do exército de Eventine, que se torna o líder do grupo extremista de soldados elfos conhecido como The Crimson. Os novos episódios de “The Shannara Chronicles” estreiam no dia 11 de outubro nos Estados Unidos.
Ed Skrein desiste de Hellboy após protestos contra nova escalação de ator branco em papel asiático
A escalação do ator britânico Ed Skrein (“Deadpool”) em “Hellboy”, para viver o Major Ben Daimio, personagem asiático nos quadrinhos, gerou protestos e acusações de embranquecimento nas redes sociais. Sentindo-se pressionado, o ator foi ao Twitter anunciar que tinha desistido do papel. Skrein publicou uma mensagem pedindo desculpas aos fãs dos quadrinhos. “Aceitei o papel sem saber que o personagem nos quadrinhos originais era um asiático”, revelou o ator. “Esse personagem precisa ser representado da forma correta, e isso significa muito para as pessoas, não podemos negar essa responsabilidade e continuar essa preocupante tendência de apagar histórias e vozes de minorias étnicas nas artes. Sinto que é importante honrar e respeitar isso. Então, decidi deixar o papel”. Agora, os produtores procuram um novo intérprete para o personagem. Por enquanto, o longa tem confirmados apenas David Harbour (série “Stranger Things”) como o protagonista, Ian McShane (série “American Gods”), intérprete do professor Broom, e Sasha Lane (“American Honey”), no papel de Alice Monaghan. Milla Jovovich também é esperada no papel da vilã Nimue, mas a produção ainda não confirmou sua contratação. O novo longa vai adaptar a trama de quadrinhos conhecida como “The Wild Hunt”, sobre Nimue, a maior de todas as bruxas britânicas, que viveu na era arthuriana e era amante de Merlin. Ela usou essa afeição para aprender os truques do mago e depois aprisioná-lo. Mas, sem Merlin, Nimue enlouqueceu , assustando as outras bruxas, que decidem matá-la, esquartejá-la e espalhar seus restos pela Terra. Séculos se passam e, após Hellboy vencer seu líder, as feiticeiras decidem trazer Nimue de volta à vida. Dirigido por Neil Marshall (“Legionário”, série “Game of Thrones”), o reboot de “Hellboy” deve começar a ser filmado já em setembro, mas ainda não tem data de estreia prevista. pic.twitter.com/8WoSsHXDFO — Ed Skrein (@edskrein) August 28, 2017
Criadores e elenco de Game of Thrones comentam cenas e desdobramentos do final da temporada
A HBO divulgou novos vídeos de “Game of Thrones” em que os criadores e o elenco da série comentam o final da 7ª temporada. No mais abrangente, David Benioff e D.B. Weiss esmiúçam os pontos altos de “The Dragon and the Wolf”: a performance de Aidan Gillen na reviravolta que custou a vida de Petyr “Mindinho” Baelish, os antagonismos no grande encontro dos personagens principais, a revelação da linhagem nobre de Jon Snow (Kit Harington), seu romance e parentesco com Daenerys (Emilia Clarke), o rompimento entre Jaime (Nikolaj Coster-Waldau) e Cersei (Lena Headey), o avanço dos Caminhantes Brancos e a destruição da Muralha pelo dragão de gelo. A cena mais longa do episódio ganhou um vídeo só para ela, que revela os bastidores do maior encontro de protagonistas da série até o momento. Além de detalhes da gravação, que durou dez dias, ele registra a felicidade do elenco em contracenar com atores com quem ainda não tinham trabalhado e como todos se divertiram com a oportunidade. Já o menor vídeo traz o elenco considerando os desdobramentos da confirmação de algo que o marketing da HBO já tinha deixado escapar: Jon é filho de Rhaegar Targaryen (irmão mais velho de Daenerys) com Lyanna Stark (irmã de Ned Stark). Filho legítimo, resultado de um casamento vislumbrado numa visão de Bran e confirmado por um livro de registros na biblioteca da Cidadela. Ned o acolheu ainda bebê, após o assassinato de seu pai e da morte da mãe no parto. Em seu último suspiro, Lyanna ainda conseguiu revelar seu verdadeiro nome: Aegon Targaryen, um nome nobre do clã do dragão. Jurando proteger o bebê, Ned disse que o filho era seu, um bastardo, porque, se fosse descoberta sua verdadeira origem, ele seria morto pelos seguidores de Robert Baratheon, que derrubou a dinastia Targaryen. Sobre a revelação de que Daenerys é tia de Jon Snow e que ele está à sua frente na linha sucessória do Trono de Ferro, Benioff lançou um comentário premonitório: “Isso complicará tudo no nível político e também no nível pessoal. E torna o que poderia ter sido tão puro e perfeito para Jon e Dany em um redemoinho.” Os atores ecoam os problemas inevitáveis. Sintética, Emilia Clarke sugere vomitar para descrever como será sua reação ao descobrir a verdade. Um dos melhores episódios da temporada, “The Dragon and the Wolf” bateu o recorde de audiência da TV paga dos Estados Unidos. Mas os próximos capítulos podem demorar a ser exibidos. A 8ª e última temporada não tem previsão de estreia e o presidente de programação da HBO, Casey Bloys, afirmou que dará o tempo necessário para Weiss e Benioff desenvolverem sua produção, inclusive resignando-se a retomar a série apenas em 2019.
Última temporada de Game of Thrones pode ser exibida apenas em 2019
A HBO ainda não bateu o martelo, mas a possibilidade de a 8ª temporada de “Game of Thrones” estrear só em 2019 está se consolidando – e dando pesadelos nos fãs da série. O último ano da série terá apenas seis episódios, mas eles serão mais longos que o usual e começarão a ser gravados mais tarde que o habitual. Segundo o ator Nikolaj Coster-Waldau, intérprete de Jaime Lannister, a produção começa em outubro. Mas esta será apenas a primeira etapa. Com o aumento de cenas em meio à neve, refletindo a chegada do inverno na trama, as dificuldades serão ainda maiores. Isto significa mais cenas na Islândia, na Irlanda do Norte, na Croácia e na Espanha, onde estão os principais cenários naturais da série, mas no período de inverno, que começa em dezembro, além de uma longa fase de pós-produção para a inclusão de efeitos especiais, cada vez mais complexos e que demandam cada vez mais tempo. “Nossa equipe de produção está tentando montar um cronograma para definir quanto tempo levaremos para as gravações e os efeitos especiais. As filmagens já são complicadas o suficiente — acontecem em diferentes continentes, com todos os aspectos técnicos — e os efeitos especiais precisam de todo um período de produção. É um grande fator”, explicou o presidente de programação da HBO, Casey Bloys, em entrevista à revista The Hollywood Reporter. A 7ª temporada, encerrada no domingo (28/8) com recorde de audiência, também estreou com atraso. Em seus primeiros anos, “Game of Thrones” ia ao ar a partir de abril, mas em 2017 só começou a ser exibida em julho, três meses depois do usual. O hábito de promover hiatos maiores entre as temporadas não é novidade na HBO. A 2ª temporada de “Westworld” também será exibida com quase dois anos de atraso. O mesmo espaço de tempo que o público esperou pelo 6º e último ano de “The Sopranos”, em 2006. “Como as séries ficam maiores e mais complicadas, eu tenho que seguir os comandos dos produtores e desapegar do ‘é bom ter uma temporada todo ano'”, argumentou Bloys. “Eles têm que fazer a melhor série que eles puderem fazer. Com séries maiores como “Game of thrones” e “Westworld”, se você quer um grande espetáculo e uma grande extensão, vai levar mais um tempo”. Ou seja, tudo indica que “Game of Thrones” só voltará à TV em 2019 mesmo.
Final de temporada de Game of Thrones bate recorde de audiência da TV paga dos EUA
O final da 7ª temporada de “Game of Thrones” bateu o recorde histórico de audiência da TV paga americana. Exibido no domingo, o episódio “The Dragon and the Wolf” foi assistido ao vivo por 16,5 milhões de espectadores nos Estados Unidos. De acordo com dados da consultoria Nielsen, 12,1 milhões assistiram pela TV paga, enquanto o restante viu por streaming. O número supera com folga o recorde anterior da série, 10,7 milhões registrados há duas semanas. Além disso, é quase o dobro da audiência do último episódio da temporada passada, visto por 8,9 milhões de pessoas O crescimento do público foi constante, aumentando de episódio a episódio. O dado impressionante é que, quando computadas as reprises, gravações digitais e streamings atrasados, cada capítulo atinge um espantosa média de 31 milhões de espectadores. A estimativa da HBO é que 90% de seus assinantes nos Estados Unidos assistiram à 7ª temporada da série. Os números são inéditos na história da HBO. E na história da TV paga dos Estados Unidos. Nem “The Walking Dead” supera. Em termos de comparação, o final da última temporada da série de zumbis foi visto por 11,3 milhão de pessoas em abril. Em 2015, “Game of Thrones” superou “Os Sopranos” como a série mais vista da HBO de todos os tempos, ultrapassando a marca de 18,2 milhões de espectadores em todas as plataformas. Ou seja: a 7ª temporada de “Game of Thrones” superou os números já surpreendentes de “Sopranos” em 60%. Com o aumento crescente de fãs da série, a expectativa é de que a vindoura 8ª e última temporada consiga aumentar ainda mais os recordes da atração. Mas também é preciso considerar que este ano “Game of Thrones” contou com incentivadores inesperados, graças aos esforços de hackers, piratas e até funcionários ineptos, que divulgaram spoilers, roteiros, trechos em vídeo e capítulos inteiros antes da exibição oficial. Os recordes atingidos comprovam que tudo o que conseguiram foi alardear ainda mais a produção, aumentando a curiosidade e o interesse do público pelos episódios originais.
Orlando Bloom vai estrelar sua primeira série, uma produção de fantasia sobrenatural
O ator Orlando Bloom (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”) vai protagonizar sua primeira série. Intitulada “Carnival Row”, a produção da Legendary TV é uma fantasia sobrenatural que terá oito episódios e será exibida na Amazon. A trama se passa numa cidade chamada Burgue, que lembra a Londres vitoriana. A diferença é que é habitada por humanos e criaturas místicas. Bloom viverá um inspetor de polícia chamado Rycroft Philostrate, que, ao investigar um assassinato descobre o surgimento de um serial killer de fadas. Além de atuar, Bloom também trabalhará como produtor, ao lado do criador da série, Rene Echevarría (criador também de “The 4400”) e do roteirista Travis Beacham (“Círculo de Fogo”). Echevarria adaptou a concepção original, a partir de um roteiro não filmado de Beacham, que figurou na Black List de 2005. O roteirista imaginou a história como um filme, que deveria ter sido dirigido por Guillermo Del Toro (também de “Círculo de Fogo”). De Toro não está envolvido na série, que, por sinal, terá seu piloto dirigido por outro cineasta: Paul McGuigan (“Victor Frankenstein”).
Final da temporada de Game of Thrones será como ”um filme”
A expectativa para o final da 7ª temporada de “Game of Thrones”, subiu na Grande Muralha, após entrevistas feitas pelo The Hollywood Reporter com Kristofer Hivju, intérprete de Tormund, e o diretor Alan Taylor, que assinou o episódio do domingo anterior (20/8) De acordo com eles, a série tentará mais uma vez se superar. “Será interessante, posso dizer isso”, afirmou Hivju. “É como se ‘Game of Thrones’ estivesse competindo com ‘Game of Thrones’, como se tivéssemos que subir mais o nível para deixar os fãs felizes. Realmente, acho que eles fizeram isso neste ano. Quando você tem uma batalha no segundo episódio e uma enorme no quarto episódio… essas são sequências grandes. De algum modo, parece que em ‘Game of Thrones’, se alguém tiver uma ideia ótima, independentemente do custo, da ambição, todo mundo quer dizer sim. Estamos competindo com nós mesmos. O sétimo episódio é o mais longo de todos. Estamos falando de um filme.” Alan Taylor, diretor do sexto episódio da temporada, “Beyond the Wall”, confirmou a ambição do capítulo final, afirmando que será mais intenso que aquele que dirigiu. “Quando descobri que faria o penúltimo episódio da temporada, disse “meu deus! Estes são os maiores!’. Mas quando cheguei em Belfast e comecei a olhar os roteiros, falei ‘ah, o meu não é o maior. O último é o maior!'”. Escrito por David Benioff e D.B. Weiss, o season finale vai se chamar “The Dragon and the Wolf” (O Dragão e o Lobo, em tradução literal) e tem direção de Jeremy Podeswa, que também comandou o primeiro episódio deste ano. Com 79 minutos e 43 segundos, será o capítulo mais longo da série, com exibição marcada para domingo (27/8) no canal pago HBO.
Vilão de Deadpool será herói no novo filme de Hellboy
O ator Ed Skrein, que viveu o vilão Ajax em “Deadpool”, voltará a interpretar um personagem superpoderoso de uma nova adaptação de quadrinhos. Ele entrou no elenco do reboot de “Hellboy”. De acordo com o site The Hollywood Reporter, o ator viverá o Major Ben Daimio, membro do B.P.R.D. (sigla em inglês do Bureau de Pesquisas e Defesa Paranormal), a tropa de agentes paranormais de Hellboy. O personagem costuma se transformar em um jaguar quando está irritado ou ferido. Ele também é asiático nos quadrinhos. Skrein vai se juntar a David Harbour (série “Stranger Things”), que vive o protagonista, Ian McShane (série “American Gods”), intérprete do professor Broom, e Sasha Lane (“American Honey”), no papel de Alice Monaghan. Milla Jovovich também é esperada no papel da vilã Nimue, mas a produção ainda não confirmou sua contratação. O novo longa vai adaptar a trama de quadrinhos conhecida como “The Wild Hunt”, sobre Nimue, a maior de todas as bruxas britânicas, que viveu na era arthuriana e era amante de Merlin. Ela usou essa afeição para aprender os truques do mago e depois aprisioná-lo. Mas, sem Merlin, Nimue enlouqueceu , assustando as outras bruxas, que decidem matá-la, esquartejá-la e espalhar seus restos pela Terra. Mas séculos se passam e, após Hellboy ter vencido seu líder, as feiticeiras decidem trazer Nimue de volta à vida. Dirigido por Neil Marshall (“Legionário”, série “Game of Thrones”), o reboot de “Hellboy” deve começar a ser filmado já em setembro, mas ainda não tem data de estreia prevista.










