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    Guardiões da Galáxia Vol. 2 lidera bilheterias brasileiras pela segunda semana

    8 de maio de 2017 /

    “Guardiões da Galáxia Vol. 2” foi o filme mais assistido no Brasil pelo segundo fim de semana consecutivo. A nova produção de super-heróis da Marvel levou 672 mil pessoas aos cinemas brasileiros entre a última quinta-feira (4/5) e o domingo (7/5), arrecadando R$ 12 milhões. Já são 2,6 milhões de ingressos vendidos no país, totalizando R$ 45,3 milhões. A arrecadação nacional acompanha o sucesso mundial do filme, que soma US$ 427 milhões em todos os mercados, apesar de ter estreado nos EUA e na China apenas na sexta (5/5) – obviamente, em 1º lugar. “Velozes e Furiosos 8” também segue na 2ª colocação, visto por 425 mil espectadores e faturando R$ 7,2 milhões no último fim de semana. Apesar da queda, o oitavo capítulo da franquia de carros movidos a Vin Diesel é uma das maiores bilheteria de 2017, com 7,3 milhões de ingressos vendidos e R$ 118 milhões faturados. Até o 3º lugar permanece igual, mantendo a fantasia religiosa “A Cabana” entre os longas mais vistos da semana, com R$ 5,5 milhões. Malhado pela crítica por seu conteúdo apelativo e exibido sem maiores consequências nos EUA, o filme virou um fenômeno no Brasil, visto por quase 4 milhões de pessoas, com uma bilheteria acumulada de R$ 53 milhões. As estreias da semana ficaram entre o 5º e o 8º lugares, com o terror “A Autópsia” melhor colocado, seguido pelo besteirol nacional “Ninguém Entra, Ninguém Sai”. Filme com maior distribuição do fim de semana (400 salas), a comédia brasileira levou 78 mil pessoas aos cinemas e rendeu R$ 1,6 milhão.

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    Semana sem blockbusters infla besteirol nacional e oferece melhores opções alternativas

    4 de maio de 2017 /

    A primeira semana de maio é a última do ano sem lançamento de blockbuster americano. Por isso, as estreias mais amplas são um besteirol nacional, “Ninguém Entra Ninguém Sai”, e uma animação derivativa da China, “Rock Dog – No Faro do Sucesso”. Com maior distribuição, a comédia brasileira leva a 400 salas a premissa de “Vendo ou Alugo” (2013), trocando a casa à beira do morro carioca por um motel – ainda que supostamente seja baseada numa crônica de Luis Fernando Veríssimo. Já a animação, apesar de ser chinesa, tem direção do americano Ash Brannon (“Toy Story 2”) e elementos de “Kung Fu Panda” (2008) e “Sing” (2016), mas nenhuma das virtudes do roteiro ou da técnica de suas inspirações. Ironicamente, tanto a animação quanto a comédia de motel são infantis. Por sinal, “Ninguém Entra Ninguém Sai” deve ser a comédia de motel mais pudica já feita na história do cinema mundial. Quem busca uma sessão mais adulta pode se surpreender com o terror “A Autópsia”, premiado em vários festivais, inclusive no prestigioso Sitges e na mostra Midnight Madness do Festival de Toronto. A trama gira em torno da autópsia de uma mulher desconhecida, realizada por pai e filho legistas, durante a noite num necrotério. Ela foi encontrada no porão de uma casa onde aconteceu um massacre e quanto mais os dois descobrem sobre a causa de sua morte, mais o necrotério se torna sombrio como um local mal-assombrado, com direito a tempestade e eventos sobrenaturais. Apesar de falada em inglês, a direção é do norueguês André Øvredal, do cultuado “O Caçador de Troll” (2010). O resto da programação é restrita ao circuito limitado, mas as opções alternativas são um verdadeiro festival de cinema, com títulos que podem ser considerados obrigatórios para os cinéfilos que gostam de preencher listas de melhores do ano. A melhor sugestão americana vai para o drama “Melhores Amigos”, que só entrou em cartaz em 12 salas. Para se ter ideia, o longa tem 98% de aprovação no Rotten Tomatoes, foi premiado em festivais, apareceu entre os filmes favoritos da crítica americana em 2016, figurou em troféus indies e muitos questionaram sua ausência no Oscar, especialmente na categoria de Melhor Roteiro, onde se destaca um brasileiro, Mauricio Zacharias. Ele é parceiro do diretor Ira Sachs neste e em outros dramas premiados, como “O Amor é Estranho” (2014) e “Deixe a Luz Acesa” (2012), além de ter escrito no Brasil o excelente “O Céu de Suely” (2006). Em “Melhores Amigos”, Zacharias e Sachs contam a história de dois adolescentes cuja amizade precisa enfrentar disputas financeiras entre suas famílias, num retrato sensível sobre como as dificuldades econômicas deixam marcas. Melhor que este, só “Clash”, uma alternativa que parece arriscada, já que se trata de uma produção egípcia distribuída também em apenas 12 salas, mas não lhe faltam a tensão e a ousadia que o cinema americano há muito perdeu. Com impressionantes 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, é um suspense dramático passado durante a Primavera Árabe no Egito. Claustrofóbico, acompanha um grupo confundido com integrantes da Irmandade Islâmica, trancafiado pela polícia num caminhão de oito metros com fanáticos reais. Neste espaço exíguo, o que menos importa é provar sua identidade, já que o conflito acontece a seu redor, nas ruas e ao lado, entre os prisioneiros. A direção é de Mohamed Diab, que antes fez o igualmente impactante “Cairo 678” (2010), sobre mulheres em busca de justiça contra o assédio sexual na sociedade muçulmana. Com todos os elementos que rendem filmes cults, abriu a mostra Um Certo Olhar, do Festival de Cannes do ano passado, e foi premiado em diversos festivais. Outro drama indie bem cotado, “Norman – Confie em Mim” traz uma performance arrebatadora do veterano Richard Gere (“O Exótico Hotel Marigold 2”), obcecado em seu objetivo de conhecer pessoas importantes e conectá-las visando aumentar seu networking, até que, por acaso, finalmente tem a sorte de criar laços com o futuro Primeiro Ministro de Israel. O filme, que tem 89% de aprovação no Rotten Tomatoes, marca a estreia em Hollywood de Joseph Cedar, aclamado por seu filme anterior, “Nota de Rodapé” (2011). Apesar de ter feito carreira em Israel, ele nasceu em Nova York. “A Filha” é uma adaptação australiana e contemporânea de “O Pato Selvagem”, peça do final do século 19 do norueguês Henrik Ibsen. A conhecida fábula moral mostra que a mentira pode ter mais valor que a verdade, diante de uma revelação com capacidade de destruir uma família e conduzir ao suicídio. O diretor e roteirista estreante Simon Stone ganhou vários prêmios em seu país pela obra, que tem 76% de aprovação no Rotten Tomatoes. “Sobre Viagens e Amores” marca a volta de Gabriele Muccino ao cinema italiano, mas sem sair dos EUA. Especialista em dramas lacrimosos, ele caiu nas graças de Hollywood com “À Procura da Felicidade” (2006), estrelado por Will Smith e seu filho Jaden, mas seus filmes seguintes foram fraquinhos, fraquinhos. Desta vez, conta a história de um casal de estudantes italianos que viajam para San Francisco, nos EUA, onde vão passar uma temporada na casa de um casal gay. O problema é que a menina é católica e homofóbica e não sabia deste detalhe da hospedagem. “A Mulher que se Foi” é um longa típico do filipino Lav Dias, com as características que marcam sua filmografia peculiar. Ou seja, trata-se de um drama filmado em preto e branco, com takes demorados, longuíssima duração (em torno de 4 horas) e consagrado em festivais de prestígio. A história contemplativa acompanha uma mulher que, após passar 30 anos presa, resolve se vingar do antigo amante. Venceu simplesmente o Leão de Ouro do Festival de Veneza do ano passado. Dois filmes brasileiros que também marcaram grandes mostras internacionais completam a programação. “Beduíno”, do eterno marginal Júlio Bressane, tem uma das piores distribuições da semana. Traz Fernando Eiras e Alessandra Negrini encenando fantasias num apartamento, numa metáfora sobre a vida e a arte, de proposta similar ao experimentalismo de Jacques Rivette (1928-2016) nos anos 1960. Foi selecionado para os festivais de Locarno e Roterdã. Por fim, com exibição num único horário de uma única sala do Grupo Estação, no Rio, o provocante “Éden” finalmente faz sua estreia. O longa que consagrou Leandra Leal como Melhor Atriz nos festivais do Rio de 2012 e Gramado de 2013, e também passou no Festival de Roterdã, demorou cinco anos para chegar aos cinemas. E chega assim, escondidinho, no momento em que seu diretor, Bruno Safadi, vem recebendo elogios por sua trabalho numa novela, “Novo Mundo”. “Éden” foi rodado com baixíssimo orçamento e em tempo exíguo, mas chama atenção pela proposta ousada. Tão ousada que seu drama psicológico, que critica a exploração e o fanatismo evangélico, foi evitado pelas distribuidoras de cinema. Felizmente, o longa também está ganhando distribuição por streaming, pelo Telecine Play. Clique nos títulos dos lançamentos para ver os trailers de todas as estreias da semana.

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    Guardiões da Galáxia Vol. 2 estreia em 1º lugar no Brasil

    2 de maio de 2017 /

    “Guardiões da Galáxia Vol. 2”, novo filme da Marvel, deixou “Velozes e Furiosos 8” para trás em sua estreia no Brasil. Confirmando informações do mercado internacional, a produção levou mais de 1,2 milhão de pessoas aos cinemas do país, arrecadando R$ 21,7 milhões. Ainda inédito nos Estados Unidos e na China, “Guardiões da Galáxia Vol. 2” já arrecadou US$ 106 milhões mundialmente. Com o sucesso do filme de super-heróis, o oitavo “Velozes e Furiosos” caiu para a 2ª colocação, com 684 mil espectadores e faturamento de R$ 11,4 milhões. O pódio se completa com a fantasia religiosa “A Cabana”, visto por 396 mil espectadores. Os dados se referem ao fim de semana estendido, que vai da última quinta-feira (27/4) ao feriado desta segunda (1/5).

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    Guardiões da Galáxia Vol. 2 estreia em mais de mil salas de cinema

    27 de abril de 2017 /

    “Guardiões da Galáxia Vol. 2” é o blockbuster da semana, com lançamento em 1.118 salas de cinema. Quando a franquia era praticamente desconhecida, vendeu quase 3 milhões de ingressos no Brasil. Agora, a expectativa é por um caminhão maior de dinheiro. Por isso, há mais efeitos, mais personagens, mais uma galáxia a ser salva. E também mais humor. O novo filme da Marvel é o mais divertido do ano até aqui, uma adaptação de quadrinhos que cumpre seu objetivo de entreter. A crítica norte-americana aprovou com 87% de satisfação no Rotten Tomatoes, mas a percentagem deve mudar até a estreia, que só vai acontecer nos Estados Unidos na próxima semana. Com “Velozes e Furiosos 8” ocupando mais da metade dos cinemas que sobraram, todos os demais lançamentos da semana são limitados. E até o circuito de arte encontra dificuldades para agendar as projeções, que somam seis estreias. Cinebiografia da escritora Emily Dickinson (1830-1886), a produção britânica de época “Além das Palavras” tem 91% de aprovação no Rotten Tomatoes e prêmios em festivais internacionais. Dirigida pelo veterano Terence Davis (“Amor Profundo”), apresenta o cotidiano opressor da poeta, que se rebelava contra a cultura machista e só foi publicada após sua morte. Outro drama de época, o francês “Além da ilusão” reúne Natalie Portman (“Jackie”) e Lily-Rose Depp (a filha de 17 anos de Johnny Depp) como irmãs. A trama acompanha as duas se mudando para Paris na véspera da 2ª Guerra Mundial, onde pretendem explorar seus dons para contatar os espíritos em shows de performance sobrenatural e acabam chamando atenção de um produtor de cinema, que resolve transformá-las numa sensação da indústria do entretenimento. O problema é o ciúmes que o relacionamento desperta e a época perigosa em que a trama acontece. Terceiro filme da jovem diretora Rebecca Zlotowski (“Grand Central”), com roteiro escrito em parceria com Robin Campillo (“Entre os Muros da Escola”), foi indicado ao César de Melhor Desenho de Produção por sua bela cenografia. O documentário francês “O Grande Dia” completa a programação internacional, mostrando quatro crianças, de diferentes lugares do mundo, que precisam vencer obstáculos importantes no começo de suas vidas. As estreias ainda incluem três produções nacionais. Com maior alcance, o drama “Elon Não Acredita na Morte” chega a 34 salas. Na trama, Rômulo Braga, vencedor do troféu de Melhor Ator no Festival de Brasília, entra em desespero quando sua mulher desaparece e embarca numa jornada pelo lado mais sinistro da cidade em busca de seu paradeiro. Primeiro longa de ficção de Ricardo Alves Jr. (documentário “Permanências”), teve projeção nos festivais de Cartagena, na Colômbia, e Roterdã, na Holanda. Mistura de ficção e falso documentário, “Vermelho Russo” recria a viagem de duas atrizes brasileiras para Moscou, onde vão estudar teatro e acabam se envolvendo num triângulo amoroso, precisando superar suas diferenças para sobreviver num país diferente. A direção é de Charly Braun, que já havia feito outro ótimo filme de turistas, “Além da Estrada” (2011). Ele também assina a história junto com Martha Nowill, uma das atrizes-personagens, premiada como Melhor Roteiro no último Festival do Rio. Por fim, “Mais do que Eu Possa Me Reconhecer” chega em distribuição invisível – em cartaz numa sala, em apenas um horário, no Rio. A obra de Allan Ribeiro (“Esse Amor Que Nos Consome”) filma o artista plástico Darel Valença Lins, enquanto ele grava o próprio filme com uma câmera de vídeo. O caráter experimental rendeu prêmios em festivais de pouca repercussão popular, como os de Tiradentes, Triunfo e Vitória. Clique nos títulos em destaque para ver os trailers de todas as estreias da semana.

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    Velozes e Furiosos 8 lidera bilheterias com público de 5 milhões de pessoas no Brasil

    24 de abril de 2017 /

    Assim como nos EUA, “Velozes e Furiosos 8” não teve dificuldades para se manter no topo das bilheterias de cinema no Brasil. Em seu segundo fim de semana de exibição, o longa protagonizado por Vin Diesel e Dwayne Johnson vendeu 1,6 milhão de ingressos e rendeu R$ 27,8 milhões. Os números são impressionantes, porque, em apenas 11 dias, o longa ultrapassou a marca de 5 milhões de ingressos vendidos e faturou R$ 82,7 milhões nas bilheterias brasileiras. A diferença entre a venda de ingressos do oitavo filme da franquia de carros e os demais lançamentos é simplesmente brutal. Segundo o levantamento da consultoria Comscore, “Velozes e Furiosos 8” responde sozinho por metade da bilheteria do Top 10 do último fim de semana. Os dez filmes de maior sucesso renderam juntos R$ 54,5 milhões e venderam 3,2 milhões de ingressos. Ou seja, “Velozes e Furiosos 8” rendeu praticamente o mesmo que a soma total dos outros filmes. Antes da estreia do longa, o top 10 brasileiro vinha se mantendo no patamar de cerca de R$ 40 milhões de renda e 2,5 milhões de ingressos. Na semana em que “Velozes e Furiosos 8” chegou aos cinemas, os números subiram para R$ 62,6 milhões e 3,7 milhões de ingressos. Isto porque o filme teve a maior estreia do ano no país. Apesar da diferença abissal, o blockbuster da Universal não foi o único filme a repetir seu desempenho da semana passada. O resto do Top 3 também se manteve inalterado, com a fantasia religiosa “A Cabana” na 2ª colocação, com R$ 9,5 milhões e 582,3 mil ingressos, e a animação “O Poderoso Chefinho” em 3º lugar, com R$ 5,5 milhões e 356,3 mil ingressos. Já as estreias da semana não empolgaram. “Vida”, “Gostosas, Lindas e Sexies” e “Paixão Obsessiva” levaram, respectivamente, 660 mil, 494 mil e 386 mil espectadores aos cinemas. Mas este “fracasso” era esperado. O maior lançamento da quinta-feira (20/4), a sci-fi “Vida”, abriu em apenas 220 salas. Em comparação, “Velozes e Furiosos 8” foi lançado, uma semana antes, em cerca de 1,4 mil salas, o que é quase metade de todos os cinemas disponíveis no país (são pouco mais de 3 mil, ao todo). Nesta quinta, outro blockbuster vai enfrentar a correria de Diesel e Johnson nos cinemas: “Guardiões da Galáxia Vol. 2”.

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    Estreias: Nem feriado de Tiradentes faz Joaquim ter o lançamento que merece

    20 de abril de 2017 /

    Os cinemas demonstram pouco sinal de “Vida” neste feriadão. Com “Velozes e Furiosos 8” ocupando boa parte das telas do país, o maior lançamento desta quinta (20/4), a sci-fi “Vida”, tem que se contentar com 220 salas. Jake Gyllenhaal (“Animais Noturnos”) e Ryan Reynolds (“Deadpool”) são astronautas presos numa trama influenciada por “Alien” (1979), que até agradou a crítica americana (68% de aprovação), mas deu grande prejuízo (custou US$ 58 milhões e só fez US$ 28 milhões nos EUA). Segundo maior lançamento, o suspense “Paixão Obsessiva” leva a 130 salas um trash com cara de telenovela, que foi escondido da imprensa. O filme também estreia nesta semana nos EUA, com Katherine Heigl (série “State of Affairs”) determinada a tornar um inferno a vida de Rosario Dawson (série “Punho de Ferro”), nova mulher de seu ex-marido. Quase com o mesmo circuito, o besteirol nacional “Gostosas, Lindas e Sexies” deve gerar discussões… sobre gramática. A comédia gira em torno das aventuras de quatro gordinhas – Carolinie Figueiredo (novela “Malhação”), Cacau Protasio (“Vai que Cola”), Mariana Xavier (“Minha Mãe é uma Peça 2: O Filme”) e Lyv Ziese (novela “Boogie Oogie”). Enquanto isso, “Joaquim”, drama sobre Tiradentes, lançado no feriado de Tiradentes, fica restrito a 33 salas. Dirigido por Marcelo Gomes (“Cinema, Aspirinas e Urubus”), o filme apresenta um olhar bastante diferenciado sobre o personagem histórico brasileiro e foi selecionado para a mostra competitiva do Festival de Berlim, onde conseguiu repercussão internacional com críticas bastante positivas. O que aparentemente não faz a menor diferença para os exibidores de cinema no Brasil. Outros títulos excelentes também chegam no circuito limitado, após se destacaram em festivais europeus. O americano “Paterson”, de Jim Jarmusch (“Amantes Eternos”), foi um dos dramas mais elogiados de Cannes no ano passado e chegou a figurar em diversas listas de melhores de 2016 nos EUA. Muitos consideram que Adam Driver, no papel do motorista de ônibus que escreve poemas nas horas vagas, deveria ter sido indicado ao Oscar. Chega em 28 salas espraiadas por 13 cidades. Exibido no Festival de Berlim de 2016, o australiano “O Sonho de Greta” é uma comédia juvenil sensível, que mostra o delírio de uma garota no dia de seu aniversário de 15 anos. A projeção chama atenção para o formato inusitado em que foi filmado – numa proporção de imagem de 4:3. Venceu vários prêmios na Austrália. Também voltado ao público jovem, o francês “O Novato” conquistou troféus em festivais menores, como o IndieLisboa e o My French Film Festival. A produção gira em torno do mais novo e menos popular aluno da escola, que resolve dar uma festa para conquistar os colegas. Estreia em seis salas. A programação se encerra com o menor lançamento da semana: o documentário brasileiro “O Profeta das Águas”, sobre Aparecido Galdino Jacintho, mentor de um grupo religioso de camponeses que foi preso como subversivo nos anos 1970. O filme será exibido em apenas uma sala do Cine Araújo Campo Limpo, em São Paulo. Clique nos títulos de cada filme para assistir a todos os trailers das estreias.

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    Estreia de Velozes e Furiosos 8 ocupa quase metade dos cinemas do Brasil

    13 de abril de 2017 /

    A expectativa para o lançamento de “Velozes e Furiosos 8” é tão elevada que poucos se arriscaram a competir com sua estreia nesta quinta-feira (13/4). O filme chega ao circuito nacional em cerca de 1,4 mil salas, o que é quase metade de todos os cinemas disponíveis no país (são pouco mais de 3 mil, ao todo). Com esse domínio completo do mercado, só um desastre muito grande será capaz de impedir sua estreia em 1º lugar no ranking do fim de semana, finalmente tirando “A Bela e a Fera” do topo das bilheterias, após cinco semanas. Apesar do longo reinado, o filme da Disney é mesmo sua maior competição. Como não há outra estreia ampla na semana, os carrões de Vin Diesel e Dwayne Johnson vão disputar o público da Páscoa principalmente com os filmes infantis em cartaz, que ainda incluem “O Poderoso Chefinho” e “Os Smurfs e a Vila Perdida”. Sem a comoção em torno da morte do astro Paul Walker, que serviu de combustível para o filme anterior, o oitavo “Velozes e Furiosos” optou por repetir uma trama de “Velozes e Furiosos 6”, quando Letty (Michelle Rodriguez) se voltou contra a turma. Desta vez, é Dom (Vin Diesel) quem vira o judas, a tempo de pegar o feriadão da Semana Santa. Produções europeias dominam o circuito limitado, que nesta semana é mesmo “de arte”. O lançamento com maior distribuição é também o melhor: o drama britânico “Una”, com Rooney Mara e Ben Mendelsohn. Baseado em um peça de teatro, vem despertando polêmicas e elogios com sua história, sobre o acerto de contas entre uma vítima e um pedófilo. Chega em 25 salas. Isabelle Huppert, que se tornou ubíqua após ser indicada ao Oscar 2016, chega às telas brasileiras em mais um filme. Ou melhor, um telefilme lançado em DVD na França. Versão contemporânea de “As Falsas Confidências”, de Marivaux (1688–1763), junta a atriz com outro intérprete popular, Louis Garrel, e foi filmado em tempo escasso com o elenco que encenava a peça nos palcos do Théatre de l’Odeon, de Paris, em janeiro do ano passado. “Variações de Casanova” é outra mistura de cinema e teatro, desta vez com ópera. A produção europeia traz John Malkovitch como o célebre sedutor em duas histórias relacionadas com montagens de óperas de Mozart. Produzido há três anos, passou em festivais, mas não estreou nos EUA. “Apesar da Noite” também é “antigo” e “difícil”. A produção de 2015 segue o padrão experimental do francês Philippe Grandrieux, com três horas de duração. O cineasta já ganhou uma retrospectiva na Mostra Indie em 2009 e desta vez mergulha no sexo, supostamente em busca de amor. Apesar do tema, a filmagem é um desafio à paciência do público, por conta de seu desapego completo às convenções cinematográficas. É o caso raro em que a diminuta distribuição já é ampla o suficiente. Subestimado com um lançamento em apenas oito salas, “Stefan Sweig – Adeus Europa” poderia ter maior apelo no Brasil. A cinebiografia do escritor austríaco, autor do clássico “Carta de uma Desconhecida”, foca sua fuga da Alemanha nazista, que culmina na chegada ao Rio, onde se apaixona pelo país, mas não a ponto de achar que poderia viver num mundo onde existisse alguém como Hitler. Para completar o circuito limitado, há dois filmes nacionais que, após se destacarem no circuito dos festivais, estreiam em pouquíssimas salas. O documentário “Martírio”, de Vincent Carelli, foi um dos longas mais aplaudidos do Festival de Brasília 2016, quando venceu o Prêmio do Público e o Prêmio Especial do Júri. A obra registra as disputas centenárias por terra dos índios guarani e kaiowá, e chega dentro da programação da Sessão Vitrine Petrobras (preços reduzidos e pouca sessões). “A Família Dionti” fez parte da programação de 2015 do Festival de Brasília e também conquistou o Prêmio do Público. A obra do estreante Alan Minas é um conto interiorano sobre o amadurecimento de um garoto, temperado com elementos fantásticos, e fará sua estreia em Minas Gerais, antes de expandir para nove telas no resto do país. Clique nos títulos destacados de cada filme para ver todos os trailers das estreias da semana.

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    Animação dos Smurfs é o principal lançamento da semana

    6 de abril de 2017 /

    A animação infantil “Os Smurfs e a Vila Perdida” e a fantasia “adulta” “A Cabana” são os lançamentos mais amplos da semana. O primeiro longa animado baseado nos personagens do quadrinista belga Peyo chega a 840 salas, destacando a Smurfette e a descoberta de um segredo da franquia que o marketing da Sony já contou. A crítica americana torceu o nariz – são apenas 34% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas a cotação ainda pode sofrer alteração, tendo em que vista que a estreia nos EUA acontece na sexta (7/4). “A Cabana” é outra história em tom de fábula, mas com cunho dramático e religioso. A distribuidora chegou a trazer a atriz Octavia Spencer para a pré-estreia no Brasil, numa tentativa de contornar a rejeição ao longa nos EUA. Ridicularizado com 20% de aprovação no Rotten Tomatoes, o encontro de um homem comum com o divino – o pai, o filho e o espírito santo que no cristianismo formam Deus, além da realmente divina Alice Braga – é baseado num best-seller evangélico e tenta explicar porque Deus não faz nada para impedir a dor e o sofrimento no mundo. Acabou rendendo mais de US$ 50 milhões nos EUA e desembarca aqui em um número expressivo de salas: 671. Os shoppings ainda receberão mais um filme rejeitado pela crítica. Em 110 salas, “Despedida em Grande Estilo” acompanha um trio de aposentados (Morgan Freeman, Alan Arkin e Michael Caine) que decide assaltar o banco que lhes trapaceou com suas pensões. A trama é remake de um filme homônimo de 1979, mas a história também foi vista em várias outras produções. Tão batida que só agradou a 30% no Rotten Tomatoes. O quarto filme americano da semana explode em circuito limitado. Maior bomba da lista, “Cães Selvagens” saiu direto em DVD nos EUA, servindo como exemplo do triste fim das carreiras do ator Nicolas Cage, vencedor do Oscar por “Despedida em Las Vegas” (1995), e do diretor Paul Schrader, que escreveu “Taxi Driver” (1976). Lotado de documentários, o circuito limitado tem como principal destaque um drama brasileiro. “Por Trás do Céu” venceu o Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo e cinco prêmios no festival Cine-PE do ano passado. Terceiro longa de Caio Sóh, traz Emílio Orciollo Neto e Nathalia Dill num sertão com ares de deserto pós-apocalíptico, onde viajantes os levam a sonhar com foguetes espaciais, capazes de levá-los até o litoral. Alegórico e fabuloso, projeta seu sonho em apenas 20 salas. A última ficção é o melodrama “Dolores”, passado na Argentina rural dos anos 1940, onde a personagem do título desembarca para virar cabeças e tomar as rédeas, fugindo da guerra na Europa. Coprodução de Argentina e Brasil, inclui atores nacionais em seu enredo convencional. Quatro documentários completam a programação: “Pitanga”, em que a atriz Camila Pitanga presta tributo à carreira de seu pai, o grande ator Antonio Pitanga, “Todas as Manhãs do Mundo”, em que o brasileiro Lawrence Wahba filma amanheceres ao redor do mundo, “Gaga – O Amor pela Dança”, sobre o bailarino israelense Ohad Naharin, e “Argentina”, um tributo à música e à dança do país, dirigido pelo mestre espanhol Carlos Saura.

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    Estreias: Scarlett Johansson leva ação e o melhor entretenimento da semana aos cinemas

    30 de março de 2017 /

    “A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell” traz para cerca de 800 cinemas do Brasil o mundo futurista dos mangás e animes japoneses, em versão com atores feita em Hollywood. O visual é de cair o queixo. Mas a americanização não passa apenas pela escalação de Scarlett Johansson, por sinal perfeita no papel. A história de Masamune Shirow foi simplificada para o público “menos esperto” do Ocidente. Extirpada de suas questões existenciais, a sci-fi cyberpunk assume mais cara de blockbuster americano, com uma cena de ação atrás da outra, em ritmo frenético. Os quadrinhos e a animação originais eram influenciadas por “Blade Runner” (1982) e, por sua vez, influenciaram “Matrix” (1999), entre muitas outras obras. Por isso, mesmo que o roteiro se esforce em transformar Scarlett em “RoboCop”, ainda sobra DNA suficiente – e impressionantes efeitos visuais – para garantir um filme de entretenimento passável (49% de aprovação no Rotten Tomatoes). Com ainda mais visibilidade, em torno de 900 salas, a animação “O Poderoso Chefinho” dividiu as opiniões da crítica norte-americana. Há quem a considere o primeiro grande equívoco da DreamWorks Animation e quem celebre seu ritmo alucinado, ao melhor estilo do Looney Tunes. No meio do caminho entre o primeiro trailer e a exibição do filme, a história original, adaptada do livro infantil de Marla Frazee, foi abandonada por uma trama de correrias. Talvez nem a Pixar ousasse adaptar a franquia, que mostra como os bebês se tornam pequenos tiranos, mandando na vida dos pais. Mas se o objetivo era transformar isso num desenho de bebê agente secreto, talvez fosse melhor não gastar dinheiro com os direitos autorais. O público alvo, que são as crianças, só precisa mesmo é de piadas de bumbum, que o longa entrega em número recorde. Já sobre “O Espaço entre Nós” há um consenso. O filme conseguiu implodir com 17% e faturar apenas US$ 7 milhões, antes de ser tirado de cartaz nos EUA. Mistureba de gêneros, sua trama faz uma improvável combinação de “Perdido em Marte” (2015) com “A Culpa É das Estrelas” (2014), explorando a tendência do romance de doença adolescente com um viés de ficção científica, a cargo do diretor responsável por “Hanna Montana – O Filme” (2009)! O melhor da semana, apesar de também ser americano, foi relegado a apenas 12 salas. Saudado pela crítica com 88% de aprovação, o drama indie “Mulheres do Século 20” foi indicado ao Oscar 2017 de Melhor Roteiro e traz uma interpretação consagradora de Annette Bening. Ela vive uma mãe feminista, que resolve alistar a ajuda de duas outras mulheres mais novas para educar seu filho adolescente: uma fotógrafa punk vivida por Greta Gerwig e uma garota de 16 anos, interpretada por Elle Fanning. Como a história se passa em 1979, tem ainda uma das melhores trilhas de rock dos últimos tempos. Entre as três produções europeias lançadas nos cinemas “de arte”, “Os Belos Dias de Aranjuez” foi a única exibida em competição num festival top. Ainda assim, só o que conquistou em Veneza foram críticas negativas, ao levar a extremos a pretensão de Wim Wenders de filmar dramas em 3D. Desta vez, a condição, expressa na trama, é que houvesse apenas diálogos. Uma história contada num jardim, por uma mulher a um homem, e anotada por um escritor. Tudo falado em francês e eventualmente acompanhado ao piano por Nick Cave. Wenders não é o único cineasta alemão veterano a estrear obra nova nesta semana. “O Mundo Fora do Lugar” volta a juntar a diretora Margarethe von Trotta e a atriz Barbara Sukowa após “Hannah Arendt” (2012), numa história sobre segredos e aparências. O menos convencional da lista europeia é “O Ornitólogo”, do cultuado português João Pedro Rodrigues, que combina elementos sobrenaturais e homoerotismo. A trama parte de clichês de filme de terror, mostrando um homem perdido num rio que pode ser assombrado, mas ganha um significado, digamos, alegórico, ao assumir paralelos com a história de Santo Antônio de Pádua, via tabus sadomasoquistas. Premiado em festivais menos tradicionais, confirma o talento de Rodrigues como um dos melhores representantes do cinema queer atual. Quatro filmes brasileiros disputam as salas que sobram. Dois são documentários e, cada um a seu modo, tratam de prisão: “Central – O Filme” foca o Presídio Central de Porto Alegre, superlotado e imundo, enquanto “Galeria F” relembra a fuga de um preso político da ditadura militar, que, num caso raro da história brasileira, fora condenado à morte pela justiça. A diretora Emilia Silveira já tinha abordado o período em seu documentário “Setenta” (2013). Os dois dramas nacionais que completam a programação têm registros distintos. Em preto e branco e ao som de heavy metal, “Eu Te Levo” marca a estreia na direção do roteirista Marcelo Müller (“Infância Clandestina”), que cai na armadilha da representação do tédio, de forma tediosa. Já “A Glória e a Graça” tropeça em outra armadilha. O título diz respeito a duas irmãs de mundo opostos – uma em crise, após ser diagnosticada com um melodrama terminal, e a outra bem resolvida, que resolveu se assumir como travesti. O detalhe é que, ao buscar – em tese – empoderar minorias sexuais, Flávio R. Tambellini (“Malu de Bicicleta”) optou por prática oposta ao escalar uma atriz conhecida, Carolina Ferraz, como travesti. Ironicamente, ela está muito bem e é o melhor elemento de todo o filme. Clique nos títulos destacados dos lançamentos acima para assistir aos trailers de todas as estreias da semana.

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  • TV

    Estreias de Power Rangers e Fragmentado dominam o circuito

    23 de março de 2017 /

    Os heróis de “Power Rangers” e o vilão de “Fragmentado” vão se enfrentar nas telas de cinema, numa disputa por público a partir desta quinta (23/3). A adaptação da franquia televisiva dos anos 1990 foi considerada superficial e medíocre (49% de aprovação) pela crítica americana, enquanto o terror original de M. Night Shyamalan, que retoma o universo do cult “Corpo Fechado” (2000), foi recebida com elogios rasgados (76% de aprovação) e a segunda maior bilheteria do gênero em todos os tempos. Nenhum dos dois, porém, chegará em mais de mil cinemas. “Power Rangers” tem lançamento em 801 salas e “Fragmentado” em 618. Afinal, o circuito já está superlotado com “A Bela e a Fera”, “Logan” e “Kong: A Ilha da Caveira”, que ocupam os três primeiros lugares no ranking das bilheterias nacionais. A briga de blockbusters hollywoodianos faz com que um dos lançamentos mais esperados do ano seja despejado em ridículas 30 salas. Até capitais ficarão de fora do circuito de “T2 Trainspotting”, continuação do filme cultuadíssimo de 1996, que volta a reunir o elenco, o diretor e o roteirista do original. O menosprezo só evidencia a falta de cultura cinematográfica dos distribuidores de cinema do país. Dois dramas brasileiros tentam respirar nas salas que sobram. “Travessia” traz Chico Díaz e Caio Castro como pai e filho que vivem uma relação conflituosa, e “Todas as Cores da Noite” é um suspense psicológico, centrado na interpretação claustrofóbica de Sabrina Greve, cercada por mortos e memórias de fantasmas. Este filme só chega em quatro estados – Pernambuco, Goiás, Acre, Sergipe e Paraná. Completa o circuito a comédia francesa “Imprevistos de uma Noite em Paris”, a luta para salvar um teatro parisiense, lançada em cinco capitais: São Paulo, Rio, Recife, Porto Alegre e Curitiba. Clique nos títulos destacados de cada filme para ver os trailers de todas as estreias da semana.

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  • Filme

    A Bela e a Fera estreia em mais de mil cinemas no Brasil

    16 de março de 2017 /

    Maior estreia da semana, “A Bela e a Fera” chega em 1,2 mil salas brasileiras nesta quinta-feira (16/3), 70% delas em 3D. O filme ocupa ainda 35 salas com 4D (movimento de cadeiras) e todas as 12 telas IMAX. Ao contrário de outros esforços da própria Disney, que inseriram diversas novidades nas adaptações com atores, é a mais fiel das versões com atores das animações do estúdio, tanto que parece um remake do filme de 1991, com direito até às mesmas músicas – e mais três inéditas. As poucas mudanças refletem o espírito independente da Bela vivida por Emma Watson (franquia “Harry Potter”) e a percepção da sexualidade de Lefou, que passaria incólume pelos vovozinhos conservadores, não tivesse o diretor alertado sobre isso. Vale observar que a crítica americana gostou, mas não se apaixonou, com 68% de aprovação na média do site Rotten Tomatoes. A chegada de “A Bela e a Fera” também confirma que a temporada de blockbusters começou mais cedo em 2017 – imediatamente após a entrega do Oscar, com os lançamentos consecutivos de “Logan” e “Kong – A Ilha da Caveira”. E, graças à concentração destes filmes no circuito, apenas outro filme tem distribuição em mais de 100 salas nesta semana: a comédia “Tinha que Ser Ele?”, em que Bryan Cranston (série “Breaking Bad”) descobre que será sogro de James Franco (“A Entrevista”). A disputa entre sogro e noivo já rendeu até franquias, como “Entrando Numa Fria”, e quando as piadas são velhas, o sorriso é amarelo. 40% de aprovação no RT. Longe dos shoppings, o circuito limitado recebe nada menos que oito filmes brasileiros, metade deles documentários. Os destaques são duas obras de ficção, a comédia “La Vingança” e o drama “Era o Hotel Cambridge”. “La Vingança” surpreende por ser realmente divertido. Uma comédia brasileira que faz rir deve ser exaltada como uma novidade muito bem-vinda. Infelizmente, não parece ser o que o mercado quer. Enquanto qualquer besteirol estreia em mais de 500 salas, “La Vingança” está sendo exilada em 20 salas. E este é o maior lançamento nacional da semana! Vai ver, é porque faltam atores de novelas. Só há Leandra Leal (“O Lobo Atrás da Porta”), que tem um pequeno papel. A história do ator Jiddu Pinheiro (“O Uivo da Gaita”), Thiago Dottori (“Vips”) e Pedro Aguilera (criador da série “3%”) gira em torno do personagem de Felipe Rocha (“Nise: O Coração da Loucura”), que após flagrar a traição da mulher (não muito Leal) com um argentino, resolve se vingar indo com seu melhor amigo até o país vizinho para transar com argentinas. A tradicional rivalidade rende boas piadas e marca a estreia na direção do produtor Fernando Fraiha (“Reza a Lenda”). “Era o Hotel Cambridge” tem clima completamente diferente. O filme de Eliane Caffé (“O Sol do Meio Dia”) se passa num prédio de São Paulo invadido por sem-tetos, destaca histórias de imigrantes, a organização interna dos moradores e a luta contra a reintegração de posse, com direito à tropa de choque. Socialmente relevante e muito bem realizado, venceu o Prêmio do Público no Festival do Rio e na Mostra de São Paulo. Mas só chega em 12 salas. As outras duas ficções são a animação “História Antes de uma História”, uma experiência de metalinguagem para o público infantil, e o drama “Com os Punhos Cerrados”, uma experiência de metalinguagem para universitários, realizada pelo coletivo Alumbramento. Entre os documentários, “Jonas e o Circo sem Lona” tem a distribuição mais ampla, em 20 salas. Exibido em festivais pelo mundo, o filme de Paula Gomes foca um menino que enfrenta o desafio de amadurecer enquanto sonha com o picadeiro. Os demais são “Pedro Osmar, Prá Liberdade que se Conquista”, um manifesto político-musical sobre o músico Pedro Oscar, “Por um Punhado de Dólares – Os Novos Emigrados”, sobre imigrantes nos EUA, e “Estopô Balaio”, que retrata uma região degradada de São Paulo. A programação também inclui três títulos franceses. Indicado a quatro prêmios César (o Oscar francês), “Os Cowboys” é uma espécie de versão moderna de “Rastros de Ódio” (1965), em que um pai parte à cavalo em busca da filha desaparecida por territórios inóspitos. O filme marcou a estreia na direção de Thomas Bidegain, roteirista dos melhores filmes de Jacques Audiard, “O Profeta” (2009), “Ferrugem e Osso” (2012) e o vencedor da Palma de Ouro “Dheepan: O Refúgio” (2014). Mais tradicional, “O Filho de Joseph” acompanha um adolescente em busca do pai que nunca conheceu, numa história que vai do drama ao humor – e ainda evoca um tema bíblico – , escrita e dirigida por Eugène Green (“A Religiosa Portuguesa”). Já “Fatima”, do marroquino Philippe Faucon (“Samia”), lembra “Que Horas Ela Volta?” (2015) ao acompanhar uma mãe pobre e imigrante, que trabalha como faxineira e luta para manter as filhas na escola. Enquanto a mais nova vive sua rebelião adolescente, sem respeito pela mãe “burra” que mal fala francês, a mulher do título sacrifica a própria saúde para dar à filha mais velha a chance de cursar a faculdade. Mais premiado dos filmes da semana, venceu o César 2016 de Melhor Filme, Roteiro e Atriz Revelação. Fecha a programação o sul-africano “Eles Só Usam Black Tie”, que já pelo pôster demonstra como o título nacional é equivocado. Mas o original “Necktie Youth” (juventude engravatada, em tradução literal) também é problemático para nomear um retrato em preto e branco da juventude ostentação da África do Sul (que só usa tênis e jeans). Elogiadíssimo pela crítica internacional, é uma viagem por sexo, drogas e trilha jazzy que rendeu alguns prêmios em festivais internacionais. Clique nos títulos dos filmes destacados para ver os trailers de todas as estreias da semana.

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  • Filme

    Kong – A Ilha da Caveira é o único lançamento gigante em semana de 14 estreias

    9 de março de 2017 /

    A semana registra 14 lançamentos de cinema, mas a maioria em circuito limitado. A única estreia de tamanho gigante é “Kong – A Ilha da Caveira”, o novo filme de King Kong, que chega em quase mil salas, ocupando todas as telas IMAX. Desembarca nos trópicos precedido por críticas entusiasmadas nos EUA a seus efeitos visuais, apesar das inconsistências em sua trama e erros de continuidade dignos de Ed Wood. A ação se passa nos anos 1970 e acompanha uma equipe militar perdida na ilha que dá título à produção – e que apareceu em todas as versões da origem de King Kong. Ao privilegiar o “prólogo” clássico, o filme resgata a tradição pulp das histórias de dinossauros no mundo contemporâneo e remixa este conceito centenário – de clássicos de Edgar Rice Burroughs (“A Terra que o Tempo Esqueceu”) e Arthur Conan Doyle (“O Mundo Perdido”) – com o delírio de “Apocalypse Now” (1979). Mais quatro filmes falados em inglês entram em cartaz. Todos de tom dramático e que tiveram desempenho de chorar nas bilheterias norte-americanas. Dois deles são dramas de tribunal. “Versões de um Crime” puxa mais para o suspense, com Keanu Reeves defendendo o filho de uma antiga conhecida da acusação de assassinato do próprio pai, numa história de reviravoltas previsíveis. Já o britânico “Negação” é quase um docudrama, que questiona a existência do Holocausto num julgamento midiático, com Rachel Weisz tendo que provar que os crimes nazistas não foram apenas propaganda judaica. Os outros dois lançamentos foram concebidos de olho no nicho dos filmes de prestígio, mas se frustraram ao não conseguir indicações ao Oscar 2017. “Fome de Poder” conta a história polêmica da origem da rede McDonald’s, com Michael Keaton no papel de Ray Kroc, o empresário visionário e vigarista que se apropriou do negócio dos irmãos que batizam as lanchonetes. E “Silêncio” é o épico que Martin Scorsese levou décadas para tirar do papel. O filme sobre padres jesuítas, martirizados ao tentar levar o evangelho ao Japão do século 17, lhe permitiu fazer as pazes com o Vaticano, superando as polêmicas de “A Última Tentação de Cristo” (1988). O catolicismo também é o tema central de “Papa Francisco, Conquistando Corações”, cinebiografia do atual Papa, que, ao contrário do esperado, não carrega na pregação ou edulcora a religião, mostrando um retrato humano do religioso desde sua juventude até sua sagração. Chama atenção ainda o fato de a obra não evitar temas polêmicos, como a ditadura argentina e os escândalos de pedofilia entre padres. Duas produções brasileiras lutam por espaço onde não há. O documentário “Olhar Instigado” aborda um tema urgente: a arte de rua em São Paulo. Bem fotografado, o filme acompanha grafiteiros e pichadores pela noite paulistana, e chega às telas em momento de tensão política, após a Prefeitura considerar as latas de spray tão perigosas quanto armas nas mãos de bandidos. Mesmo assim, não faz distinção entre arte e vandalismo, não leva a discussão onde ela já está. O drama policial “O Crime da Gávea” também rende debate, devido à disputa de bastidores entre o roteirista e o diretor para definir quem foi seu “autor”. O roteirista Marcílio Moraes vem do mundo das novelas, que define como autor quem escreve o texto. Mas cinema é outra coisa. E com o diretor André Warwar escanteado na pós-produção, a premissa noir, do marido suspeito que tenta desvendar o assassinato da esposa, em meio ao contexto da boemia moderninha carioca, implode num acabamento (voice-overs, por exemplo) que não combina com o que foi filmado. Tanto ego rendeu uma estreia em cinco míseras salas. Para quem sentir falta de besteirol, a semana reserva a comédia italiana “Paro Quando Quero”. Por um lado, a trama embute uma crítica adequada à crise econômica europeia, que reduz universitários formados a trabalhadores braçais. Por outro, é descarada sua apropriação de “Breaking Bad” num contexto de enriquecimento rápido digno de “Até que a Sorte nos Separe”. A trama gira em torno de um grupo de sub-empregados que decidem unir seus conhecimentos acadêmicos para lançar uma nova droga no mercado, surtando quando o negócio os torna milionários. Para completar, a programação vai receber nada menos que cinco filmes franceses. Esse fenômeno resulta da supervalorização do cinema francófono entre as distribuidoras nacionais, reflexo de uma era longínqua em que produtos do país eram ícones de status social e cultural – a palavra “chique” é um galicismo do século 19. Com melhor distribuição entre os lançamentos franceses, “Personal Shopper” volta a juntar a atriz americana Kristen Stewart com o diretor Olivier Assayas, após a bem-sucedida parceria em “Acima das Nuvens” (2014). Levou o troféu de Melhor Direção no Festival de Cannes, mas é a ótima performance de atriz que prende o espectador em sua história de fantasmas, de clara inspiração hitchcockiana. “Souvenir” também deve sua distribuição à fama de sua estrela, a atriz Isabelle Huppert, indicada ao Oscar 2017 por “Elle”. Desta vez, porém, ela estrela um romance leve, francamente comercial, como uma cantora que flertou com o sucesso nos anos 1970 e, inspirada pela paixão de um jovem que a reconhece no trabalho, tenta retomar a carreira. Na mesma linha, “Insubstituível” traz François Cluzet como um médico do interior que treina, relutantemente, uma substituta mais jovem. Sem ligação com esse cinema descartável, “Fátima” lembra “Que Horas Ela Volta?” ao acompanhar uma mãe pobre e imigrante, que trabalha como faxineira e luta para manter as filhas na escola. Enquanto a mais nova vive sua rebelião adolescente, sem respeito pela mãe “burra” que mal fala francês, a mulher do título sacrifica a própria saúde para dar à filha mais velha a chance de cursar a faculdade. A produção usa o recurso de uma carta, escrita pela mãe, para amarrar a história, que venceu o César 2016 (o Oscar francês) de Melhor Filme, Roteiro e Atriz Revelação. Mesmo assim, há quem ache que o cinema francês decaiu muito desde a nouvelle vague. E para estes o circuito reserva a chance de conferir o relançamento, em cópia restaurada, do clássico “Hiroshima Meu Amor” (1959), de Alain Resnais, uma das primeiras obras-primas do movimento e que destaca a recém-falecida Emmanuelle Riva no papel principal. Clique nos títulos dos filmes destacados para ver os trailers de todas as estreias da semana.

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    Logan é a principal estreia de cinema da semana – e talvez do ano

    2 de março de 2017 /

    Principal estreia de cinema nesta quinta (2/3), “Logan” é o segundo filme de super-heróis da Marvel/Fox lançado para maiores de 16 anos no Brasil. O primeiro foi “Deadpool”, no ano passado, completamente diferente em tom. Enquanto o filme estrelado por Ryan Reynolds era insanamente divertido, o último longa de Hugh Jackman como Wolverine aposta na seriedade. Tendo em vista como as produções da DC Comics/Warner se equivocam ao se levar a sério, o acerto de “Logan” abre um novo caminho, deixando claro o que realmente faz diferença. E é bem simples. Desde sua concepção, o longa dirigido por James Mangold evitou se limitar ao mundinho dos fanboys adolescentes. O que a Warner esqueceu, ao buscar um tom mais sombrio para seus filmes, foi que a própria DC Comics buscou o público adulto quando promoveu sua grande guinada rumo a histórias sombrias nos anos 1980. Já faz 30 anos que os quadrinhos de super-heróis se sofisticaram, com o lançamento de graphic novels e o fim do código de ética, um selinho que garantia conteúdo infantil. “Logan” é a versão de cinema dessa revolução. Um filme de super-heróis maduro, influenciado pelo western e passado num mundo tão violento quanto os quadrinhos se tornaram. Não é que “Logan” se afasta dos quadrinhos para se tornar um filme para maiores. Ao contrário. Ele é o primeiro filme que realmente compreendeu o que aconteceu nos quadrinhos nas últimas três décadas. O filme mostrou sua carta de intenções ao fazer uma première num local inusitado: um festival de cinema europeu, em Berlim, onde produções sérias e dramáticas têm prioridade. E acabou sendo a obra mais aplaudida e comentada de todo o evento. A crítica mundial caiu para trás. Nos EUA, onde “Logan” estreia na sexta, os elogios renderam 93% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Nem “Deadpool”, que chegou a ganhar indicações a prêmios dos prestigiosos sindicatos de Hollywood, agradou tanto (84%). Tendo isso em vista, “Logan” ganha sua devida perspectiva. Não é apenas a principal estreia da semana. Pode ser o mais importante lançamento do ano. Seu sucesso ou fracasso influenciará inúmeras decisões sobre o futuro das adaptações de super-heróis em Hollywood. Por via das dúvidas, chega em 1,2 mil salas, num empurrão para virar blockbuster. Apenas mais duas estreias completam o circuito. Uma delas, inclusive, já estava em cartaz em circuito de “pré-estreias pagas”. Último longa americano do Oscar 2017 a estrear no Brasil, “Um Limite entre Nós” rendeu a estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante a Viola Davis, um prêmio que ela vinha ensaiando vencer desde 2009. A atriz já tinha conquistado o equivalente teatral, o Tony Awards, pelo mesmo papel, como uma mãe sofredora nos anos 1950, casada com um lixeiro orgulhoso, numa família endurecida pelo racismo da época, que tenta ensinar a vida para o filho. Denzel Washingon é seu parceiro, indicado ao Oscar e favorito de muita gente ao prêmio – venceu o troféu do Sindicato dos Atores dos EUA (SAG Award). Ele também dirigiu o longa, adaptado postumamente para o cinema pelo autor da peça, August Wilson. O menor lançamento é “Waiting for B”, que, apesar do título, é um documentário nacional sobre a vinda de Beyoncé ao Brasil. O filme se foca no público, sua obsessão pela estrela e a dedicação que leva fãs a acampar diante de uma bilheteria dias antes da data marcada para o show. Foi exibido com sucesso em vários festivais internacionais.

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