Christopher McQuarrie pode voltar a dirigir nova Missão Impossível
A Paramount Pictures quer que Christopher McQuarrie, diretor e roteirista de “Missão Impossível – Nação Secreta”, continue na franquia. Segundo o site Variety, o estúdio já fez uma oferta para que McQuarrie escreva o sexto filme da série, com a expectativa de que ele também possa dirigi-lo. Caso entrem em acordo, será a primeira vez que um diretor voltaria para realizar um segundo “Missão Impossível”, após passagens de Brian De Palma, John Woo, J.J. Abrams e Brad Bird pela franquia. A participação de Tom Cruise, que também produz os filmes de “Missão Impossível”, já está confirmada, e o estúdio também espera trazer de volta Rebecca Ferguson, que brilhou em “Nação Secreta”. Cruise está atualmente filmando outra sequência, “Jack Reacher: Never Go Back”, com lançamento em outubro de 2016, enquanto Ferguson participa de dois novos suspenses, as adaptações dos best-sellers “A Garota no Trem”, também para outubro, e “Boneco de Neve”, previsto para 2017. Já McQuarrie, por outro lado, está com a agenda livre, apesar dos rumores sobre seu envolvimento numa sequência de “No Limite do Amanhã” (2014).
Um Espião e Meio: Dwayne Johnson e Kevin Hart se juntam em trailer de comédia de espionagem
A Universal Pictures divulgou os pôsteres e o primeiro trailer legendado da comédia “Um Espião e Meio” (Central Intelligence), que reúne Dwayne Johnson (“Terremoto – A Falha de San Andreas”) e Kevin Hart (“Policial em Apuros”). A prévia apela a piadas repetitivas, na intenção de estabelecer a diferença de personalidades entre um Hart relutante e um Johnson determinado. A comédia gira em torno de dois antigos colegas de escola, um ex-astro do esporte que virou contador (Hart) e um ex-gordinho, vítima de bullying, que ganhou músculos e se tornou um agente mortífero da CIA (Johnson). Quando se vê acuado, o personagem de Johnson resolve alistar o contador numa missão para impedir a venda de importantes segredos militares. O elenco também inclui Aaron Paul (série “Breaking Bad”), Danielle Nicolet (série “The Game”) e Amy Ryan (“Rota de Fuga”). A história foi escrita por Peter Steinfeld (“Quebrando a Branca”) e revisada pela dupla Ike Barinholtz e David Stassen (ambos da série “The Mindy Project/Projeto Mindy”) com a direção a cargo de Rawson Marshall Thurber (“Família do Bagulho”). A estreia está agendada para 17 de junho nos cinemas americanos e três semanas depois, em 7 de julho, no Brasil.
007 Contra Spectre é um filme antigo de James Bond
Boa notícia para quem estava com saudade dos filmes de espionagem mais tradicionais: “007 Contra Spectre” retoma o velho estilo leve, aventuresco e cheio de clichês, desenvolvido ao longo dos anos pela franquia. Mas é uma má notícia para quem considerava um grande acerto os filmes sérios, dramáticos e trágicos mais recentes, como “007 – Cassino Royale” (2006) e “007 – Operação Skyfall” (2012), que traziam algo de novo para uma franquia que parecia destinada à repetição. Este quarto filme estrelado por Daniel Craig continua a apresentar um Bond mais humano, mais sofrido, mas também mais forte e intenso nas cenas de ação. Nesse aspecto, pelo menos, a franquia mantém o rumo e Craig continua muito bem. O problema é o roteiro desinteressante e cheio de lugares comuns. O ator ter que dizer que o nome dele é “Bond, James Bond” é uma repetição que, em sua boca, fica parecendo uma incômoda obrigação contratual, já que a ideia dos novos tempos seria fugir do aspecto satírico da franquia. Ele também continua exageradamente irresistível às mulheres. Dentro de poucos segundos, Monica Bellucci (“Irreversível”) já está entregando o ouro pra ele para, logo em seguida, desaparecer da história. E só demora um pouquinho para que Léa Seydoux (“Azul É a Cor Mais Quente”) já esteja dizendo que o ama, sem que sintamos qualquer aprofundamento no envolvimento afetivo dos dois, que se desenrola muito rápido dentro de uma situação de mistério, envolvendo o pai de sua personagem e uma organização terrorista. Talvez com medo de descaracterizar o personagem antes de um novo reboot, os produtores sentiram a necessidade de uma volta às origens, de trazer de volta a Spectre, que tanto sucesso fez nos filmes estrelados por Sean Connery e Roger Moore, assim como o retorno de um certo vilão clássico. Com a diferença que aqui o vilão aparece bem menos caricato, por mais que Christoph Waltz (“Django Livre”) seja quase que um ator de um papel só. Se a gente pensar no mal que ele fez ao herói, deveríamos ter raiva do vilão, mas não é isso que ocorre. O que sentimos é mesmo indiferença. A produção até começa bem, com um prólogo na Cidade do México, uma boa ambientação no Dia dos Mortos e uma situação divertida envolvendo um avião. Até daria para traçar um paralelo com o prólogo de “Missão Impossível – Nação Secreta”. Mas quando entram em cena os tradicionais créditos com a música de abertura, o clima brega se instala. Sem falar que a canção-tema, “Writing’s on the Wall”, de Sam Smith, é bem pouco expressiva. Algumas cenas de ação se destacam, como uma perseguição de automóveis e principalmente a luta do herói com o brutamontes vivido por Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”). Juntando a cena do prólogo, pode-se contar essas três como as mais empolgantes, por assim dizer. Mas entre trancos, barrancos, abismos e explosões, “Spectre” abandona o realismo buscado anteriormente, investindo numa jornada que não se preocupa muito em ser verossímil, apesar de tratar tudo com muita seriedade. Quando surge um resquício de humor no filme, ele é muito sutil, até pela essência desse novo Bond, traumatizado pela morte de pessoas queridas. Mas como não ironizar um supervilão fanfarrão que faz questão de explicar coisas que não fazem muito sentido? “007 Contra Spectre” erra o tom, ao levar a sério uma aventura à moda antiga de James Bond.
Brad Pitt e Marion Cotillard vão estrelar novo filme de Robert Zemeckis
O cineasta Robert Zemeckis (“A Travessia”) definiu os protagonistas de seu próximo filme, um thriller de espionagem romântico que será estrelado por Brad Pitt (“Guerra Mundial Z”) e Marion Cotillard (“Dois Dias, Uma Noite”). Ainda sem título definido, a produção tem roteiro de Steven Knight (“Senhores do Crime”) e se passa durante a 2ª Guerra Mundial. Após se apaixonar por uma agente francesa durante uma missão perigosa do Norte da África, um agente americano descobre que a mulher com quem se casou é provavelmente uma espiã nazista. A filmagem será financiada pela Paramount Pictures e a GK Films, com lançamento previsto para 23 de novembro de 2016. Será a primeira vez que o casal trabalhará junto no cinema. Com a produção, a atriz francesa ainda sinaliza que pretende se estabelecer em Hollywood. Em dezembro, ela será vista em “Macbeth: Ambição e Guerra”, e no final de 2016 estrelará “Assassin’s Creed”, contracenando com Michael Fassbender em ambos. Paralelamente, também filma em francês um filme norte-americano, “Juste la Fin du Monde”, do canadense Xavier Dolan.
Irmão de Espião: Nova comédia de Sacha Baron Cohen ganha primeiro teaser
A Sony Pictures divulgou o primeiro teaser legendado da comédia “Irmão de Espião”, estrelada por Sacha Baron Cohen (“O Ditador”). A prévia apresenta o espião vivido por Mark Strong (“Kingsman: Serviço Secreto”) em ação, numa sequência encenada como um videogame de tiros em primeira pessoa, que se encerra abruptamente com uma piada para introduzir seu irmão, interpretado por Cohen. A comédia foi escrita pelo próprio Cohen em parceria com Phil Johnston (“Detona Ralph”), e acompanha um espião ao estilo de 007 (Strong), que se vê forçado a fugir com seu irmão, um torcedor hooligan (Cohen). O elenco ainda conta com a mulher de Cohen, Isla Fisher (“Truque de Mestre”), Ian McShane (“Jack, o Caçador de Gigantes”), Penelope Cruz (“O Conselheiro do Crime”), Rebel Wilson (“A Escolha Perfeita”), Annabelle Walis (“Annabelle”) , Scott Adkins (“Os Mercenários 2”) e Gabourey Sidibe (série “American Horror Story”). “Irmão de Espião” tem direção do francês Louis Leterrier (“Truque de Mestre”) e estreia marcada para 4 de março nos EUA e um mês depois, em 7 de abril no Brasil.
Ponte dos Espiões retoma parceria entre Tom Hanks e Spielberg
Em “Ponte dos Espiões”, Steven Spielberg alimenta uma obsessão que permeia a maior parte de sua filmografia dramática: a perplexidade diante da complexidade das relações humanas. A trama aborda a história do advogado James B. Donovan (Tom Hanks), que é levado a defender o espião soviético capturado Rudolf Abel (Mark Rylance), segundo o preceito da lei americana de que todos merecem um advogado. Entretanto, o prejulgamento do caso já aconteceu, pois comunistas são tidos como verdadeiros demônios pela comunidade americana. Assim, as autoridades tratam o processo como mera formalidade, de forma a conduzir logo o vilão à pena de morte. Mas o advogado tem outra visão do caso. Para ele, o sujeito estava apenas prestando um serviço ao seu país, como também fazem os espiões americanos infiltrados na União Soviética ou em qualquer outro país comunista naquele cenário da Guerra Fria. As diferenças de pontos de vistas revelam como o ódio marcou o período, e a passagem de tempo, entre a época mostrada e os dias atuais, ajuda a demarcar o exagero das reações. O próprio Spielberg subverte as expectativas ao filmar o anticomunismo quase como o antisemitismo na Alemanha nazista, tratando do tema como algo de que os americanos deveriam se envergonhar. Como o filme ainda apresenta o espião como alguém bastante simpático, espirituoso e sensível (é um pintor, ainda por cima), torna-se ainda mais fácil para a audiência comprar a ideia do cineasta. Em seu papel, Tom Hanks repete a figura do homem determinado a fazer o que acredita ser o correto, vista em todos os filmes que rodou com Spielberg, sendo o mais extremo o oficial que se sacrifica em “O Resgate do Soldado Ryan” (1998). A obstinação de “Prenda-me Se For Capaz” (2002) e “O Terminal” (2004) também se enquadra no mesmo perfil. Além disso, o ator transmite como poucos a imagem clássica do bom moço, de um James Stewart contemporâneo, que funciona muito bem aqui. Desta vez, seu personagem é o típico homem comum, pai de família e classe média, que ganha contornos de herói ao encarar, sem muito apoio de seu próprio governo, uma negociação de troca entre prisioneiros, indo arriscar a própria vida em território inimigo, na Alemanha Oriental do início dos anos 1960. Por sinal, uma das cenas mais impressionantes do filme mostra a construção do terrível Muro de Berlim. É mais um exemplo do quanto o cinema pode transportar o público magicamente, como numa máquina do tempo, para um outro lugar e outra época, por meio de belas fotografia e cenografia. As imagens de Berlim devastada pela guerra e abandonada pelos soviéticos são desconcertantes e se aproximam da perfeição. “Ponte dos Espiões” é também o registro de um Spielberg maduro e sóbrio, mais próximo da contenção dramática de “Lincoln” (2012) que do sentimentalismo deslavado de “Cavalo de Guerra” (2011), para citar obras mais recentes. O que faz com que o espectador saia do cinema satisfeito com o excelente espetáculo, a reconstituição histórica, mas também considere importante seu debate ético.





