Engavetado nos EUA, novo filme de Woody Allen será lançado na Itália
Engavetado pela Amazon Studios, o filme “A Rainy Day in New York”, de Woody Allen, vai ganhar lançamento na Itália — e, possivelmente, em outros países europeus. Segundo a revista americana Variety, a distribuidora Lucky Red fechou negócio para distribuir o longa e prevê um lançamento para a primeira semana de outubro. A data gera especulações de que o longa pode ter première mundial em setembro no Festival de Veneza. O filme estrelado por Timothée Chalamet (“Me Chame pelo Seu Nome”), Selena Gomez (“Spring Breakers”), Elle Fanning (“Espírito Jovem”) e Jude Law (“Capitã Marvel”) é uma comédia romântica. A sinopse não foi divulgada, mas se sabe que a trama gira em torno de dois jovens que chegam a Nova York para passar um fim de semana. Rumores sugerem ainda que um homem mais velho, interpretado por Law, terá um relacionamento com uma adolescente, interpretada por Fanning, que tinha 19 anos durante a produção. “A Rainy Day in New York” foi concluído em 2018, mas a Amazon se recusou a lançá-lo nos cinemas após pagar sua produção. O estúdio desistiu do filme devido à repercussão da campanha da filha do diretor, Dylan Farrow, que aproveitou o movimento #MeToo para desenterrar acusações contra o cineasta. Ela afirma ter sido molestada quando criança por Allen, há cerca de três décadas. O diretor nega tudo e acusa sua ex, Mia Farrow, de lavagem cerebral. Outro de seus filhos, Moses Farrow, confirma a versão de Allen, que não foi condenado quando o caso foi levado tribunal em 1990, durante a disputa da guarda das crianças, e nunca foi acusado de abuso por nenhuma atriz com quem trabalhou ao longo de meio século de carreira. Mas nada disso faz diferença para a opinião pública. Dylan prometeu, em entrevista televisiva, que iria acabar com a carreira de Woody Allen. E cumpriu. Ao perceber que a Amazon não lançaria o filme nem cumpriria o acordo que previa produções de novos longas, o diretor abriu um processo contra a empresa, pedindo pelo menos US$ 68 milhões por quebra de contrato e indenização por pernas e danos. A Amazon contra-atacou citando comentários inadequados de Allen sobre o movimento #MeToo, junto com declarações públicas de vários atores que disseram que lamentavam trabalhar com ele como prova de que seria impossível lucrar com seus filmes. A campanha de Dylan também afetou a carreira de Allen no setor editorial. Na semana passada, uma reportagem do New York Times afirmou que quatro grandes editoras recusaram-se a publicar um livro de memórias do cineasta. Mas embora os Estados Unidos tenha lhe virado as costas, a Europa parece disposta a lhe conceder o benefício da dúvida. Além do lançamento de seu último filme na Itália, o cineasta está desenvolvendo uma nova produção, que será bancada pela produtora espanhola Mediapro e rodada em Barcelona, como “Vicky Cristina Barcelona” (2008), um dos maiores sucessos recentes do diretor.
Editoras americanas não querem publicar novo livro de Woody Allen
Não foi apenas Hollywood que virou as costas para Woody Allen. A indústria editorial, que já faturou muito com os livros do diretor, também. Uma reportagem do jornal New York Times revelou que Allen tentou vender um livro de memórias e foi rejeitado por pelo menos quatro grandes editoras. A rejeição é resultado da campanha de sua filha Dylan Farrow, que aproveitou o movimento #MeToo para desenterrar acusações contra o cineasta. Ela afirma ter sido molestada quando criança por Allen, há cerca de três décadas. Allen nega tudo e acusa sua ex, Mia Farrow, de lavagem cerebral. Outro de seus filhos, Moses Farrow, confirma a defesa do diretor, que não foi condenado quando o caso foi levado tribunal em 1990, durante a disputa da guarda das crianças, e nunca foi acusado de abuso por nenhuma atriz com quem trabalhou ao longo de meio século de carreira. Mas nada disso faz diferença para a opinião pública. Dylan prometeu, em entrevista televisiva, que iria acabar com a carreira de Woody Allen. E cumpriu. Antes de sua campanha, as memórias do diretor desencadeariam uma guerra de ofertas entre editoras rivais, considerando sua importância cultural. Agora, porém, o New York Times ouviu de executivos de várias editoras, na condição de anonimato, que não publicariam qualquer livro de Allen por causa da publicidade negativa que o lançamento poderia gerar. Alguns editores até se recusaram a receber o material, que aparentemente consistia em um manuscrito completo, oferecido por um agente do diretor. Chamaram Woody Allen de “tóxico”. O agente de longa data de Allen, John Burnham, da ICM Partners, se recusou a comentar, além de dizer: “Nos 30 anos que trabalho com Woody, o mantra sobre qualquer coisa é: ‘não posso discutir seus negócios'”. A rejeição marca um novo golpe na carreira de Allen, que atualmente está envolvido em uma batalha judicial com a Amazon. A empresa descumpriu o contrato que previa a produção de quatro filmes do diretor e mantém o último trabalho, “A Rainy Day in New York”, sem previsão de lançamento. Allen processou a empresa, pedindo pelo menos US$ 68 milhões. A Amazon contra-atacou citando comentários inadequados de Allen sobre o movimento #MeToo, junto com declarações públicas de vários atores que disseram que lamentavam trabalhar com ele como prova de que seria impossível lucrar com seus filmes. O clima só não é de fim de carreira porque há planos para a realização de um novo filme na Espanha, onde Allen rodou com sucesso “Vicky Cristina Barcelona”. Ele fechou acordo com a produtora espanhola Mediapro, uma das maiores distribuidoras independentes da Europa. Mesmo diante disso, o cenário permanece sombrio para Allen nos Estados Unidos. “Pessoalmente, não vejo qualquer trabalho em seu futuro” disse Tim Gray, um dos editores da revista especializada Variety, para a reportagem do NYT. Mas ele acrescentou que acredita que a História será “mais gentil com Woody Allen do que o momento atual parece ser”. “Hollywood adora voltas por cima. Ingrid Bergman, Charlie Chaplin e Elizabeth Taylor foram denunciados no plenário do Congresso americano por problemas em suas vidas privadas, mas acabaram sendo recebidos de braços abertos por Hollywood e pelo público”, comparou.
Novo filme de Hugh Jackman chega direto em streaming no Brasil
O mais recente filme de Hugh Jackman está chegando direto em streaming no Brasil. A Sony lançou “O Favorito” (The Front Runner) nesta quarta (24/4) nas plataformas NOW, SKYPlay, Vivo Play, iTunes, GooglePlay, Looke, Oi, Playstation Store e Filmes & TV Microsoft. Drama político baseado em fatos reais, “O Favorito” foi dirigido por Jason Reitman (“Amor sem Escalas”) e acompanha o senador Gary Hart (Jackman), candidato democrata à presidência dos EUA em 1988. Considerado favorito a vencer George Bush na disputa, ele teve sua campanha promissora interrompida pela divulgação de um escândalo sexual, que se tornou uma das maiores histórias dos tabloides da época. Considerado mulherengo, apesar de casado, ele foi seguido por paparazzi em suas viagens, que flagraram um caso extraconjugal com Donna Rice, futura CEO da ONG Enough Is Enough. Sara Paxton (série “Murder in the First”) interpreta Donna Rice no longa, que ainda tem em seu elenco Vera Farmiga (série “Bates Motel”), J.K. Simmons (“Whiplash”), Kaitlyn Dever (série “Last Man Standing”), Molly Ephraim (também de “Last Man Standing”), Ari Graynor (série “I’m Dying Up Here”), Mike Judge (o criador da série “Silicon Valley”) e Kevin Pollak (“Cães de Guerra”). O filme foi lançado em novembro do ano passado nos Estados Unidos e participou de vários festivais internacionais. Mas dividiu opiniões da crítica, recebendo aprovação de 59% no site Rotten Tomatoes.
Roman Polanski processa organizadores do Oscar após ser expulso da Academia
O diretor Roman Polanski está processando a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, que organiza a cerimônia do Oscar, exigindo sua reintegração à organização após ser expulso em maio do ano passado em meio à campanha #MeToo. A ação, registrada no estado da Califórnia, afirma que o processo não seguiu o protocolo adequado e que, por isso, ele deve ser anulado. No processo, Polanski diz ainda que as conclusões da Academia não são “apoiadas por evidências”. Polanski foi expulso da Academia junto do ator Bill Cosby. Ambos foram condenados por estupro, mas o diretor franco-polonês fugiu dos Estados Unidos nos anos 1970, época do crime, e se exilou na França, evitando a prisão. Apesar disso, Polanski foi premiado pela Academia em 2003, com o Oscar de Melhor Direção por “O Pianista”. A Academia só mudou de opinião sobre o diretor após o recente movimento #MeToo, de denúncia aos abusos sexuais acobertados por Hollywood. Ao anunciar a expulsão, a Academia justificou a decisão salientando que a presença de Polanski ia contra “os padrões de conduta da organização” e que, assim, seus representantes esperavam “defender seus valores de respeito à dignidade humana”. A vítima de Polanski, Samantha Geimer, atualmente com 56 anos, apontou a hipocrisia da Academia ao banir Polanski após lhe dar um Oscar, descrevendo a expulsão de “um membro que há 41 anos se declarou culpado de uma única acusação e cumpriu sua sentença” como um “ato cruel que só serve às aparências”. “Isso não contribui em nada para mudar a cultura sexista em Hollywood e prova que eles comeriam uns aos outros para sobreviver”, ela escreveu em seu blog. O advogado do diretor chamou a expulsão de “abuso de idoso”, já que o cineasta tem 85 anos. “O que aconteceu tem a característica de abuso psicológico a nosso cliente, uma pessoa idosa. Colocar Bill Cosby e Roman Polanski no mesmo nível é um mal-entendido, uma perseguição”, manifestou-se o advogado Jan Olszewski na ocasião. “Polanski teve apenas um incidente em sua vida, pelo qual foi considerado culpado, assumiu a responsabilidade, e pelo qual sua vítima o perdoou”, afirmou ainda, comparando o caso do diretor com o de Cosby, que não assumiu erro, foi acusado por mais de 40 mulheres e jamais perdoado. Polanski e Cosby foram os primeiros membros enquadrados no novo código de conduta da Academia, motivado pelo escândalo de Harvey Weinstein. Ele aponta que os membros da organização poderiam ser expulsos por abuso, assédio e discriminação sexual. Assim como Polanski, Woody Allen também se defendeu em tribunal da acusação de abuso de menor (a própria filha Dylan Farrow), mas o caso não resultou em condenação.
Atriz de Fuller House se declara inocente no caso das fraudes universitárias dos EUA
A atriz Lori Loughlin (“Fuller House”) e o marido, Mossimo Giannulli, declararam-se inocentes no caso do escândalo das fraudes universitárias, em que são acusados de pagar subornos para conseguir a admissão de suas filhas em universidades prestigiosas dos Estados Unidos. Loughlin e Giannulli são acusados de pagar US$ 500 mil para que a Universidade do Sul da Califórnia (USC) aceitasse suas duas filhas como estudantes. Elas entraram na cota esportiva da universidade, como atletas de remo, sem nunca terem praticado o esporte. O casal faz parte de um grupo de 33 pais e mães acusados de crimes semelhantes. Nem todos se declararam inocentes. Outra atriz envolvida no escândalo, Felicity Huffman (“Desperate Housewives”), optou por se declarar culpada e pronta para enfrentar as consequências de suas ações. Após o envolvimento no escândalo, Loughlin foi demitida de todos os projetos de que participava, entre eles a 5ª e última temporada de “Fuller House”, que a Netflix pretende lançar ainda este ano. Ela também foi cortada da série “When Calls the Heart”, que estrelava para o canal norte-americano Hallmark, e teve a produção de seus telefilmes “Garage Sale Mysteries” cancelados – o 16º longa estava em produção no Canadá. As duas atrizes eram as personalidades mais conhecidas de um grupo de 50 pessoas denunciadas na Operação Varsity Blues do FBI, que desbaratou um esquema de fraudes para que filhos de pessoas ricas pudessem entrar com mais facilidade em universidades de elite nos Estados Unidos. Entre os pais envolvidos há diretores executivos de empresas e sócios de importantes escritórios de advocacia. Todos foram detidos e liberados sob fiança para aguardar o julgamento do processo em liberdade. O líder do esquema fraudulento, William Rick Singer, concordou em se declarar culpado de acusações de fraude e está cooperando com as autoridades. Segundo as autoridades, Singer cobrou cerca de US$ 25 milhões para garantir as admissões às universidades por meio de trapaças nas provas ou subornos a treinadores para recrutar estudantes sem habilidades para equipes esportivas das escolas – atletas têm vagas preferenciais nas faculdades dos EUA por conta da competitividade dos jogos universitários.
Atriz de Fuller House é indiciada no caso do escândalo universitário americano
A atriz Lori Loughlin (“Fuller House”) e seu marido, Mossimo Giannulli, vão enfrentar novas acusações por participação no escândalo de fraudes universitárias, por meio de subornos para conseguir a admissão de seus filhos em universidades prestigiosas dos Estados Unidos. Além da acusação inicial de conspiração para cometer fraude, Loughlin e Giannulli foram agora indiciados também por lavagem de dinheiro. Segundo investigação do FBI, o casal pagou US$ 500 mil para a USC (Universidade do Sul da Califórnia) para que suas filhas fossem aceitas como bolsistas da equipe de remo da universidade, embora elas não praticassem o esporte – atletas têm vagas preferenciais nas faculdades dos EUA por conta da competitividade dos jogos universitários. O indiciamento oficial de Loughlin aconteceu um dia depois da admissão de culpa de outro grupo de pais e mães acusados na investigação. Integrante do outro grupo, a também atriz Felicity Huffman (“Desperate Housewives”) preferiu se declarar culpada dentro do processo, pulando uma etapa do julgamento. Por sua vez, a atriz de “Três É Demais” (Full House) e “Fuller House” preferiu não se manifestar, indicando que não pretende fazer acordo com a promotoria. A resposta veio de forma contundente com nova acusação. Loughlin já perdeu seu papel recorrente em “Fuller House” por causa do escândalo. Ela não aparecerá na 5ª e última temporada da série da Netflix, embora interprete a Tia Becky desde o início da série “Três é Demais” (1987-1995), que deu origem ao reboot. Ela também foi dispensada da série “Quando Chama o Coração: A Série” (When The Heart Calls) e teve sua série de telefilmes “Garage Sale Mysteries” cancelada – o 16º longa estava em produção no Canadá. A mesma Netflix que limou Loughlin manteve Huffman em duas produções. As diferenças se devem a dois fatores. Em primeiro lugar, a comédia “Otherhood” e a minissérie “When They See Us”, estreladas por Huffman, já estavam gravadas quando o escândalo estourou – “Otherhood” teve o lançamento adiado, mas deve surgir mais tarde. E enquanto Huffman pagou US$ 15 mil para forjar as notas de um filha num exame, arrependeu-se e se recusou a fazer o mesmo para a segunda, Loughlin pagou duas vezes US$ 250 mil para criar falsos currículos esportivos para cada uma de suas duas filhas.
Comédia com Felicity Huffman é adiada pela Netflix após escândalo universitário
A comédia “Otherhood”, que a Netflix pretendia lançar em streaming no dia 26 de abril, teve sua estreia adiada por tempo indefinido. O motivo para mudança de cronograma foi o envolvimento de Felicity Huffman no esquema de fraudes universitárias nos EUA. A atriz se assumiu culpada de pagar para forjar a nota de sua filha mais velha no SAT – o ENEM americano – , para que ela pudesse estudar em universidades melhores. Huffman, que venceu um Emmy por “Desperate Housewives” e foi indicada ao Oscar por “Transamérica”, é uma das estrelas da comédia, ao lado de Angela Bassett (“Pantera Negra”) e Patricia Arquette (“Boyhood”). As três interpretam mães que se mudam de surpresa para Nova York, onde vivem os seus filhos adultos. Ainda não há data oficial para o filme chegar à Netflix, mas fontes do site Deadline sugerem que “Otherhood” pode entrar no catálogo em agosto. Este não é o único projeto atual de Huffman na Netflix, mas curiosamente a minissérie “When They See Us”, da cineasta Ava DuVernay (“Selma”), teria mantido a data de estreia. Na trama baseada em fatos reais, a atriz interpreta a promotora que condenou os chamados “Central Park Five”, cinco garotos negros que foram presos injustamente por estuprar uma mulher branca em Nova York em 1989. Mas eles eram inocentes. Por enquanto, a estreia de “When They See Us” continua marcada para 31 de maio.
Felicity Huffman se declara culpada em escândalo de fraude universitária nos EUA
Felicity Huffman se declarou culpada nesta segunda-feira (8/4), de pagar subornos para conseguir a admissão de seus filhos em universidades prestigiosas dos Estados Unidos. “Eu estou me declarando culpado pela acusação feita contra mim pelo Ministério Público dos Estados Unidos”, disse a atriz das séries “Desperate Housewives” e “American Crime” numa declaração pública. “Aceito plenamente a minha culpa e, com profundo pesar e vergonha pelo que fiz, total responsabilidade por minhas ações e as conseqüências que resultarem dessas ações”, acrescentou, em um longo pedido de desculpas. A atriz de 56 anos assumiu ter pago US$ 15 mil para que sua filha mais velha tivesse suas notas alteradas para no SAT – o ENEM americano – e com a qualificação falsa conseguisse entrar em faculdades melhores. “Minha filha não sabia absolutamente nada sobre minhas ações e, do meu jeito equivocado e profundamente errado, eu a traí”, continuou Huffman. “Essa transgressão em relação a ela e ao público levarei para o resto da minha vida. Meu desejo de ajudar minha filha não é desculpa para quebrar a lei ou me envolver em desonestidade”. A Justiça não denunciou o marido de Huffman, o ator William H. Macy, estrela da série “Shameless”, no escândalo das admissões universitárias. Huffman pode ser condenada a até cinco anos de prisão pelo crime de transferência fraudulenta de fundos, mas a expectativa é que a justiça não lhe imporá uma sentença tão dura. Além dela, outra atriz famosa, Lori Loughlin, conhecida por seu papel na série “Três É Demais” (Full House) e na sequência “Fuller House”, também foi acusada no mesmo caso, mas não se uniu a Huffman e outros pais que se declararam culpados nesta segunda-feira. As duas atrizes eram as personalidades mais conhecidas de um grupo de 50 pessoas denunciadas na Operação Varsity Blues do FBI, que desbaratou um esquema de fraudes para que filhos de pessoas ricas pudessem entrar com mais facilidade em universidades de elite nos Estados Unidos. Entre os pais envolvidos há diretores executivos de empresas e sócios de importantes escritórios de advocacia. Todos foram detidos e liberados sob fiança para aguardar o julgamento do processo em liberdade. O líder do esquema fraudulento, William Rick Singer, concordou em se declarar culpado de acusações de fraude e está cooperando com as autoridades. Segundo as autoridades, Singer cobrou cerca de US$ 25 milhões para garantir as admissões às universidades por meio de trapaças nas provas ou subornos a treinadores para recrutar estudantes sem habilidades para equipes esportivas das escolas – atletas têm vagas preferenciais nas faculdades dos EUA por conta da competitividade dos jogos universitários.
Kristen Stewart finge ser escritor homossexual no primeiro trailer de J.T. LeRoy
A Universal divulgou o primeiro trailer de “J.T. LeRoy”, em que Kristen Stewart (“Personal Shopper”) encarna a maior farsa literária do século. O filme dramatiza a história verídica por trás do sucesso do personagem-título. Jeremiah “Terminator” LeRoy foi o pseudônimo usado pela autora norte-americana Laura Albert com o objetivo de alcançar o sucesso com falsos livros autobiográficos. Com um passado de prostituição, drogas e homossexualidade, LeRoy, o jovem autor fictício, causou sensação com a publicação de seu primeiro livro, “Sarah”, em 1999. Fez tanto sucesso que surgiram pedidos para entrevistas, negociações de adaptações cinematográficas, etc. A saída da escritora para não ser desmascarada foi convencer sua cunhada andrógina a fingir ser a autora transexual dos livros. Com uma peruca loira e visual fashionista/trash, Savannah Knoop virou LeRoy e encantou Hollywood, mesmo fingindo timidez para não dizer nada. Chegou até produzir filmes, como “Elefante” (2003), de Gus Van Sant, e “Maldito Coração” (2004), de Asia Argento, baseado num livro de JT LeRoy. A farsa durou seis anos e enganou inúmeras celebridades, roqueiros, mídia, o mundo da moda, o círculo literário e a indústria cinematográfica, até ser desmascarada numa reportagem do jornal The New York Times em 2005. A história do filme é baseada no livro de memórias de Savannah, “Girl Boy Girl: How I Became JT LeRoy”, sobre o período em que fingiu ser o escritor homossexual. Roteiro e direção são de Justin Kelly, que dirigiu “I Am Michael”, outra história controversa sobre celebridade real – no caso, um ex-ativista gay que se torna pastor homofóbico. Além de Kristen Stewart como Savannah/LeRoy, o elenco destaca Laura Dern (“Big Little Lies”) como Laura Albert, Jim Sturgess (“Hard Sun”) como Geoffrey Knoop (o marido de Laura), e participações de Diane Kruger (“Em Pedaços”), James Jagger (o filho de Mick, da série “Vinyl”) e da cantora Courtney Love (“Sons of Anarchy”). A première de “J.T. LeRoy” aconteceu no encerramento do Festival de Toronto 2018 e a estreia nos cinemas americanos será em 26 de abril, simultaneamente ao lançamento em VOD. Não há previsão para o Brasil.
James Gunn é creditado como produtor de Vingadores: Ultimato
Uma atualização da ficha técnica de “Vingadores: Ultimato” no site oficial do Walt Disney Studios confirmou o nome de James Gunn como um dos produtores executivos do filme. Ele tinha exercido a função em “Vingadores: Guerra Infinita”, por sua contribuição com diversas ideias para a trama – especialmente no que se referia à participação dos Guardiões da Galáxia. Como ambos os filmes foram filmados em sequência, era natural que seu nome voltasse a ser creditado em “Ultimato”. Mas após a polêmica dos antigos tuítes controversos, numa campanha da direita americana que levou à sua demissão, Gunn deixou de ser listado entre os produtores do longa. A confirmação de seus créditos aconteceu após ele ser readmitido pela Disney para dirigir “Guardiões da Galáxia Vol. 3″. Gunn sempre contou com o apoio do elenco de “Guardiões da Galáxia” e dos fãs.
CEO da Warner se demite após escândalo sexual
O executivo Kevin Tsujihara se demitiu da diretoria da Warner Bros. em meio a denúncias de que ele teria usado sua posição para ajudar a atriz Charlotte Kirk a conseguir papéis, após ter feito sexo com ela. A decisão aconteceu após Tsujihara sobreviver a uma investigação interna e ser promovido a CEO na estrutura da nova empresa WarnerMedia, resultante da aquisição da Time-Warner pela AT&T. Mas uma reportagem da revista The Hollywood Reporter, que teve acesso à troca de mensagens de texto entre o executivo, a atriz e outros envolvidos, levou os novos proprietários a realizar um novo inquérito, mais meticuloso. Em memorando, Tsujihara deu a entender que foi pressionado a pedir demissão. Ele disse para os funcionários que decidiu se demitir após “refletir sobre como suas ações do passado podem impactar o futuro da empresa”. “Após muita introspecção, e conversas com John Stankey durante a última semana, decidimos que o melhor para a Warner Bros. é que eu me afaste da posição de CEO”, escreveu o executivo. “Eu amo esta empresa e as pessoas que a fazem ser tão incrível”. “Eu tive a honra de liderar esta organização, e de trabalhar ao lado de empregados talentosos, nos últimos 25 anos”, continuou. “Juntos, construímos um estúdio que é inegavelmente um líder em sua indústria. No entanto, ficou claro que, se eu continuasse na liderança, me transformaria em uma distração e um obstáculo”. O escândalo que derrubou Tsujihara também jogou luz no costume de troca de favores sexuais para fechar negócios e avançar carreiras em Hollywood. E desta vez ele não teve origem numa denúncia feminina. A fonte é desconhecida – provavelmente um rival do executivo abatido ou uma das partes que se deu mal. Porque a atriz, que recebeu diversas vantagens, mesmo dizendo-se “usada” nos textos, nega tudo. Ela emitiu um comunicado em que afirma não ter interesse em processar nem acusar ninguém, e que todos os seus envolvimentos foram consensuais. Em outras palavras, ela foi a uma reunião num quarto de hotel sabendo exatamente o que ia acontecer e o que poderia conseguir com isso – o oposto das denúncias do movimento #MeToo. Tudo começou quando Charlotte Kirk se envolveu com o produtor James Packer em 2013. E foi instada por ele, em mensagem de texto, a ir a um encontro no quarto de hotel de Kevin Tsujihara, um dos executivos mais poderosos da Warner, que ajudaria sua carreira. Na manhã seguinte, ela relatou a Packer que Tsujihara não quis nem conversar, só “f*ck”. Três dias depois, Tsujihara e Packer fecharam um negócio de US$ 450 milhões, criando uma parceria de produção entre o estúdio de cinema Warner Bros. e a RatPac-Dune Entertainment, empresa de Packer e do cineasta Brett Ratner (que enfrenta processos por assédio sexual). A relação de Tsujihara com a atriz aconteceu quando ele já era casado com Sandy Tsujihara, com quem tem dois filhos. Sabendo disso, Charlotte Kirk passou a enviar textos para Tsujihara exigindo papéis em filmes da Warner. Um dos textos publicados pela THR diz: “Você está muito ocupado, eu sei, mas quando estávamos naquele hotel fazendo sexo você disse que iria me ajudar. Quando você simplesmente me ignora, como está fazendo agora, faz com que eu me sinta usada. Você vai me ajudar como disse que faria?”. Kirk foi escalada em pequenos papéis em dois filmes da Warner: “Como Ser Solteira” (2016) e “Oito Mulheres e um Segredo” (2018). E, de acordo com documentos obtidos pela THR, fez testes para vários outros projetos na Warner e na produtora Millenium de Avi Lerner. Os textos publicados mostram que, ao longo do tempo, Kirk ficou cada vez mais agitada porque não estava conseguindo tantos papéis quanto imaginou. Até que Brett Ratner resolveu assumir o controle da situação, mandando seu advogado Marty Singer intermediar um acordo que daria à atriz preferência para participar de testes, além de lhe garantir uma aparição em um filme dirigido por Ratner. O acordo proposto nunca foi assinado, segundo Singer, que (suspeitamente) atendeu a reportagem da revista, porque o próprio Ratner viu sua carreira implodir. Diretor de “X-Men: O Confronto Final” (2006) e da trilogia “A Hora do Rush”, ele foi acusado por seis mulheres de assédio sexual. Entre as vítimas estavam as atrizes Olivia Munn e Natasha Henstridge, que detalharam suas experiências ao jornal Los Angeles Times, durante o auge do movimento #MeToo. Com o escândalo, a atriz Gal Gadot teria condicionado sua participação na sequência de “Mulher-Maravilha” ao afastamento de Ratner da produção. Assim, o acordo milionário entre a Ratpac-Dune e a Warner foi cancelado. Kevin Tsujihara escapou ileso deste escândalo inicial. Mas rumores sobre o contrato com a Ratpac-Dune envolver sexo começaram a chegar à THR nesta ocasião. Fontes anônimas instigaram a publicação a investigar. Perguntado sobre Kirk, Tsujihara contratou um advogado, negou qualquer relacionamento com ela e ameaçou uma ação judicial contra a revista. A questão surgiu novamente em setembro de 2018. Desta vez, por meio de uma carta anônima enviada à John Stankey, CEO da WarnerMedia. A THR não explicou como soube detalhes dessa correspondência, como a alusão a uma atriz identificada como “CK”. Mas o texto teria sido tão explosivo que a empresa contratou a firma de advocacia Munger Tolles & Olson para verificar os fatos relatados. A conclusão da investigação interna foi que não haveria nenhuma evidência de má conduta. Com isso, Stankey promoveu Tsujihara no organograma da nova companhia, transformando-o em chefão do icônico estúdio Warner Bros., além de lhe dar o controle do Cartoon Network e de uma divisão de animação, o que o tornou um dos executivos mais poderosos de Hollywood. A retaliação veio três dias depois, nas páginas do THR, que finalmente teve acesso a provas materiais do escândalo que estava sendo acobertado.
Lori Loughlin e Felicity Huffman são processadas em US$ 500 bilhões por fraude universitária
As atrizes Lori Loughlin (“Fuller House”) e Felicity Huffman (“Desperate Housewives”) estão sendo processadas em nada menos do que US$ 500 bilhões por uma mãe que alega que seu filho foi prejudicado pelo esquema de fraude no qual vários pais pagaram subornos para que suas crianças entrassem em universidades de elite. De acordo com o site Deadline, que teve acesso ao processo, a reclamante é Jennifer Kay Toy, uma professora do estado da Califórnia. Ela deu entrada na ação contra as atrizes e outras dezenas de acusados em 13 de março, um dia após a polícia deter os envolvidos no caso. Toy acusa os réus de sofrimento emocional, conspiração civil e fraude. Nos documentos, a mulher afirma que seu filho, Joshua, se inscreveu para algumas das faculdades envolvidas no escândalo, mas não foi aceito – apesar de supostamente ter obtido notas altas. “Estou furiosa e magoada porque sinto que meu filho, meu único filho, teve seu acesso negado à faculdade não porque não estudou ou se esforçou o suficiente, mas porque indivíduos ricos acharam que era normal mentir, trapacear, roubar e subornar para colocar seus filhos em uma boa faculdade”, escreveu ela. Documentos apresentados pelas autoridades mostram que as pessoas investigadas na Operação Varsity Blues pagaram milhões em propinas para que seus filhos entrassem em faculdades como Georgetown, Stanford, UCLA, USC e Yale, independente de suas notas no Ensino Médio ou no SAT (o Enem americano). As investigações estão centradas em um homem da Califórnia que “ajudava estudantes a entrar na universidade” ao falsificar suas notas do SAT ou fingir que eles eram atletas com direito a bolsa de estudos. A polícia informou que os pais pagavam para essa pessoa tendo pleno conhecimento do que ele estava fazendo. Lori Loughlin e seu marido, Mossimo Giannulli, foram acusados de pagar US$ 500 mil para o intermediário para que suas filhas fossem aceitas na USC como atletas do remo, embora elas não praticassem este esporte. Felicity Huffman teria pago US$ 15 mil para que a filha mais velha fosse aprovada em outra universidade. Ela também tentou fazer o mesmo esquema para a filha mais nova, mas desistiu. O marido da atriz, William H. Macy, não foi implicado no caso pelos investigadores.
Disney se arrepende e James Gunn vai dirigir Guardiões da Galáxia Vol. 3
A Disney se arrependeu e vai trazer James Gunn de volta à direção de “Guardiões da Galáxia Vol. 3”. O cineasta, que havia suspendido as publicações em suas redes sociais, voltou a reativá-las para postar uma mensagem de agradecimento a todos que o apoiaram durante a crise que levou à sua demissão. E também agradeceu à própria Disney por reconsiderar a punição extrema. James Gunn tinha sido demitido por ninguém menos que Alan Horn, o presidente dos estúdios Disney, após tuítes antigos, com piadas envolvendo estupro e pedofilia, serem desenterrados de sua conta pessoal por um grupo de trolls da extrema direita. Apesar dos posts terem uma década, quando o diretor não estava sob contrato da Marvel, Horn encarou as declarações como algo muito sério e inaceitável para a imagem da empresa. A decisão foi considerada precipitada pelo elenco da franquia, que se uniu em apoio ao diretor, pedindo publicamente para a Disney reconsiderar. Mais inconformado de todos, Dave Bautista, o intérprete de Drax, disse que não faria “Guardiões da Galáxia Vol. 3” se a produção não usasse o roteiro que Gunn já tinha entregue. Ao mesmo tempo, fãs de “Guardiões da Galáxia” lançaram uma campanha para a recontratação do diretor, com direito a outdoor em frente à Disneylândia e uma petição com mais de 400 mil assinaturas. Um compromisso foi assumido por Kevin Feige, presidente do Marvel Studios, para filmar o roteiro de Gunn. Isso, porém, evidenciou a falta de critério para a demissão, já que ele poderia escrever, mas não dirigir o mesmo filme. Para piorar a situação da Marvel, o estúdio ouviu vários diretores recusarem-se publicamente a assumir a franquia, reconhecendo na imprensa que era impossível substituir Gunn. Sem o mesmo pudor da Disney, a Warner imediatamente contratou o cineasta para escrever a sequência de “Esquadrão Suicida”. O roteiro teria agradado tanto que Gunn também foi confirmado como diretor da adaptação da DC Comics. Fontes vazaram os elogios dos figurões da Warner na imprensa e isso deve ter pesado muito na consciência do presidente da Disney. Além disso, o comportamento de Gunn em meio à crise foi considerado exemplar. Ele parou de se manifestar publicamente após pedir desculpas e explicar o contexto dos tuítes, ao lembrar o tipo de filmes transgressores que fazia. “Minhas palavras de quase uma década atrás eram, na época, esforços infelizes e fracassados de ser provocativo. Eu me arrependi delas por muitos anos desde então, não apenas porque eram idiotas, nada engraçadas, loucamente insensíveis, e certamente nada provocativas como eu esperava. Mas também porque elas não refletem a pessoa que eu sou hoje ou que tenho sido há algum tempo”. O cineasta ainda disse que respeitava a decisão da Disney e estava pronto para sofrer as consequências. Entretanto, as pessoas a seu redor não se desmotivaram, pressionando a Disney. E a reconsideração veio após a virulência dos trolls de direita eleger “Capitã Marvel” como alvo, demonstrando claramente que a questão era muito mais complexa que tuítes equivocados de mais de uma década. Tratava-se de uma “guerra cultural”, e a Disney tinha aceitado uma derrota para um dos maiores trolls e difusores de fake news dos Estados Unidos, como demonstrou Dave Bautista, ao levantar









