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    Lori Loughlin faz acordo por dois meses de prisão em caso de fraude

    21 de maio de 2020 /

    A atriz Lori Loughlin, intérprete da tia Becky em “Três é Demais” e “Fuller House”, aceitou se declarar culpada e cumprir dois meses de prisão, no caso em que é acusada de subornar uma universidade para aceitar suas filhas como estudantes. A pena de Loughlin ainda inclui 24 meses (dois anos) de liberdade condicional, em que terá que reportar as suas atividades ao governo. O marido da atriz, Massimo Giannulli, também aceitou se declarar culpado e deve passar cinco meses na cadeia. Até então, os dois vinham se declarando inocentes, com julgamento marcado para outubro. Eles foram acusados de pagar US$ 500 mil para a USC (University of Southern California) para aceitar suas duas filhas em uma bolsa reservada para atletas do remo — esporte que nenhuma das duas garotas pratica. Por meio de seus advogados, eles alegavam que os US$ 500 mil eram “uma doação legítima” para a instituição. Mas mudaram de ideia, após acompanharem o julgamento de outra mãe famosa, indiciada pelo mesmo crime. A atriz Felicity Huffman (de “Desperate Housewifes e da recente minissérie “Olhos que Condenam”) se declarou culpada desde o início, fez um mea culpa e foi condenada a apenas duas semanas de prisão, saindo três dias antes do previsto em sua sentença. Além das duas, uma investigação do FBI revelou que vários pais milionários pagavam subornos para conseguir vagas para seus filhos nas melhores universidades dos EUA, fraudando o sistema de aprovação por desempenho acadêmico e/ou atlético.

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    Kendall Jenner vai indenizar vítimas da fraude do Fyre Festival

    21 de maio de 2020 /

    A modelo Kendall Jenner vai ter que indenizar um grupo de vítimas do fiasco que se tornou o Fyre Festival de 2017, tema de dois documentários – na Netflix e na Hulu. Promovido como uma versão luxuosa dos grandes festivais de música, o empreendimento se revelou uma grande roubada, com falta de comida, hospedagem barraqueira, deficiência sanitária e ausência dos artistas anunciados, entre outros perrengues. Kendall foi uma das modelos contratadas para divulgar a mentira dos promotores nas redes sociais. Ela e outras famosas publicaram posts promocionais do evento no Instagram, semanas antes do festival, que aconteceu entre o fim de abril e o começo de maio de 2017 em Great Exuma, uma ilha das Bahamas. Sem informar seus seguidores que tinha sido paga pela postagem, que lhe rendeu US$ 275 mil, Jenner prometeu a eles que encontrariam “modelos famosas” por lá e que também teriam “experiências gastronômicas de primeira classe”. Mas até mesmo os sanduíches servidos ao público pagante do Fyre Festival tinham queijo reduzido – e, em alguns casos, nem sequer queijo tinham, tamanha foi a miséria do evento. Alguns consumidores que pagaram pelas férias dos sonhos nas Bahamas entraram com uma ação coletiva contra a estrela das passarelas, por considerar que ela compactuou com a fraude. Para evitar o processo, Jenner ofereceu um acordo financeiro fora dos tribunais, o que acabou sendo selado. E ela ainda teve lucro. Vai pagar apenas US$ 90 mil, um terço do que recebeu, para as vítimas do golpe. Além dela, também estão sendo processados a modelo Emily Ratajkowski e os músicos Migos, Blink-182, Lily Yachty e Pusha, pelos mesmos motivos. Menos sorte teve Billy McFarland, um dos realizadores do Fyre Festival, que foi condenado a seis anos de prisão em 2018 por fraude.

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    Filme de Woody Allen lidera as bilheterias mundiais em plena pandemia

    14 de maio de 2020 /

    Woody Allen, quem diria, é o diretor do filme de maior bilheteria do mundo nesta semana. Inédito nos EUA, onde a “cultura do cancelamento” impediu seu lançamento, “Um Dia de Chuva em Nova York” tornou-se o filme mais visto do planeta nos poucos cinemas que estão em atividade. Segundo dados do site Box Office Mojo, o longa acumulou mais de US$ 340 mil na Coreia do Sul desde o seu lançamento em 6 de maio, o que o coloca no topo, já que o país de “Parasita” é o que tem mais cinemas abertos em todo o mundo. O governo sul-coreano não impôs o fechamento das salas durante a pandemia da covid-19, porque a população aderiu voluntariamente às medidas de isolamento social, o que manteve os cinemas vazios. A queda nas bilheterias do primeiro trimestre foi da ordem de 65%, comparado com o mesmo período do ano passado, já que os espectadores relutaram em sair de casa. Com uma política de testagem em massa, a Coreia do Sul conseguiu isolar contaminados e passar pelo pior, e aos poucos retoma algo similar à normalidade. Com isso, o público tem voltado, lentamente, aos cinemas. As bilheterias do fim de semana também contabilizaram ingressos vendidos na Noruega, que reabriu seu parque exibidor na última quinta (7/5), ainda que de forma bastante limitada. Foram 30 salas, o que representa cerca de 15% do total no país. Mesmo assim, 96% dos ingressos foram vendidos. Lá, porém, o filme mais visto foi a animação “Dois Irmãos”, da Disney-Pixar, com modestos US$ 17,2 mil. “Um Dia de Chuva em Nova York” foi exibido sem problemas nos cinemas brasileiros no ano passado. Entretanto, sofreu boicote nos EUA, onde virou alvo de uma campanha de ódio contra o diretor, alimentada por boatos e patrulheiros ideológicos, que ficaram do lado oposto da justiça, ao condenar publicamente Woody Allen por suposto abuso sexual de sua filha Dylan Farrow quando ela era uma criança nos anos 1990. Duas investigações públicas, que duraram meses, inocentaram o diretor da época, concluindo que a menina teria sofrido lavagem cerebral da mãe, Mia Farrow, com quem Allen lutava pela guarda dos filhos. O caso estava esquecido quando a acusação foi revivida por Dylan em 2018, pegando carona no movimento #MeToo, que teve como artífice seu irmão Ronan Farrow, autor de uma das reportagens que denunciaram os abusos de Harvey Weinstein. Sem maior cerimônia, os dois passaram a comparar Allen ao produtor-predador, mesmo que os casos não pudessem ser minimamente comparados. Nem os piores detratores de Allen o acusam de outro abuso, senão o que Dylan diz ter sofrido. O resultado foi que até atores do próprio filme condenaram ao diretor. Timothée Chalamet e Rebecca Hall recusaram-se a promover o longa e ainda doaram seus salários para caridade. Hall, que também estrelou “Vicky Cristina Barcelona”, ainda admitiu sentir “arrependimento” por ter trabalhado com Allen. Por outro lado, Jude Law disse que achava “uma terrível vergonha” o filme ter sido impedido de estrear nos EUA. “Eu adoraria ver isso. As pessoas trabalharam muito e se empenharam muito, obviamente ele próprio também”, disse o ator inglês ao jornal The New York Times em 2018. Mesmo sem a bilheteria americana, “Um Dia de Chuva em Nova York” já arrecadou mais de US$ 20 milhões no mundo, o que supera o faturamento total do filme anterior do diretor, “Roda Gigante” (US$ 15 milhões em 2017). Woody Allen já filmou seu próximo longa, “Rifkin’s Festival”, rodado na Espanha, e ele deve chegar aos cinemas após a reabertura do mercado.

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  • Série

    Fuller House: Trailer legendado junta nostalgia, risos e lágrimas para preparar o fim da série

    12 de maio de 2020 /

    A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado da segunda parte da 5ª e última temporada de “Fuller House”. A prévia inclui cenas de flashback de mais de três décadas, que lembram que o final não é apenas de “Fuller House”, mas da trajetória dos personagens originais de “Três É Demais” (Full House, 1987-1995). O acúmulo de nostalgia, risos e lágrimas também vai incluir um casamento triplo, com as três protagonistas da nova geração da atração. Como mostrou a midseason finale, Kimmy (Andrea Barber) vai se casar com Fernando (Juan Pablo di Pace), D.J. (Candace Cameron Bure) terá seu matrimônio com Steve (Scott Weinger), e Stephanie (Jodie Sweetin) vai virar esposa de Jimmy (Adam Hagenbuch). Além de dar um final feliz tradicional para a série, a cerimônia também servirá para juntar novamente os parentes das meninas, com destaque para os protagonistas de “Três É Demais”: Bob Saget (Danny), John Stamos (Jesse) e Dave Coulier (Joey). Só Lori Loughlin (Rebecca) não vai participar. A atriz se envolveu em um escândalo no ano passado, quando foi indiciada por pagar suborno a uma universidade para aceitar suas filhas entre os alunos, e acabou afastada da produção. Resta saber como os roteiristas lidarão com a ausência da querida Tia Becky. A temporada final de “Fuller House” contará com nove episódios e chega em 2 de junho à Netflix

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  • Filme

    Continuação de Bright deve ter diretor de Truque de Mestre

    6 de maio de 2020 /

    A Netflix está em negociações com o diretor francês Louis Leterrier (“Truque de Mestre”) para que ele assuma a sequência do filme de fadas “Bright”, estrelado por Will Smith. Apesar de ter sido considerada um sucesso pela plataforma, a produção só começou a procurar diretor depois de dois anos, desde que a continuação foi anunciada. A sequência terá os retornos de Will Smith e Joel Edgerton como protagonistas. Já o diretor do longa original, David Ayer, ficará apenas como produtor, além de ter escrito a primeira versão do roteiro com Evan Spiliotopoulos (“A Bela e a Fera”). Mas a figura mais controversa foi cortada do novo longa. O roteirista Max Landis, que recebeu entre US$ 3 e 4 milhões por seu roteiro em 2016, viveu desde então um tsunami de denúncias de assédio sexual, que inundou o Twitter. “Bright” se passa numa versão sobrenatural de Los Angeles, habitada por elfos e outras criaturas da fantasia, e gira em torno da parceria entre dois policiais, um humano (Will Smith) e um orc (Joel Edgerton). No primeiro filme, a dupla entra em contato com uma varinha mágica, a arma mais poderosa do universo, e se vê cercada de inimigos, tendo que trabalhar junta para proteger uma jovem elfa (Lucy Fry, da série “11.22.63”) e sua relíquia mágica, que em mãos erradas pode destruir o mundo. A produção do filme original foi a mais cara da Netflix até então, com custos estimados de quase US$ 100 milhões. E o resultado acabou destruído pela crítica – “o pior filme do ano”, de acordo com uma das resenhas.

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    El Presidente: Minissérie sobre escândalo de corrupção da FIFA ganha primeiro teaser

    21 de abril de 2020 /

    A Amazon divulgou o pôster e o primeiro teaser de “El Presidente”, minissérie original do serviço Prime Video inspirada pelo escândalo de corrupção na FIFA. A prévia, que coloca uma taça e uma fortuna em primeiro plano, observadas pelo elenco, pode ser conferida abaixo. A série explora o escândalo que abalou o mundo esportivo por meio de Sergio Jadue, ex-presidente de um pequeno clube de futebol chileno, que saiu do anonimato para se tornar peça-chave na denúncia da trama de corrupção, que somou US$ 150 milhões, envolveu a organização da Copa América de 2015, o presidente da federação Argentina de futebol Julio Grondona, o ex-presidente da CBF José Maria Marin e resultou na prisão de vários outros dirigentes de futebol ligados à CONMEBOL, CONCACAF e FIFA. O elenco destaca Karla Souza (“How to Get Away with Murder”), Andrés Parra (“Pablo Escobar: O Senhor do Tráfico”) e Paulina Gaitán (“Narcos”). Ao todo, a atração conta com oito episódios dirigidos por Natalia Beristain (“Luis Miguel: La Serie”), Gabriel Díaz (“Bala Loca”) e pelo roteirista vencedor do Oscar Armando Bo (“Birdman”). “El Presidente” ainda não tem previsão de estreia.

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    O Oficial e o Espião coloca Roman Polanski na berlinda

    13 de abril de 2020 /

    Recebido por piquetes feministas e manifestações de repúdio na França, o novo filme de Roman Polanski colocou o diretor na berlinda. Mas não por conta de cenas polêmicas, que inexistem. Na verdade, ele incomoda ativistas por algo que jamais explicita, apenas sugere sutilmente em seu subtexto. “O Oficial e o Espião” aborda o tema da inocência, o fato de alguém ser julgado e condenado por um crime que não cometeu. O problema, para muitas, é que o cineasta busca comparar o caso Dreyfus com seu próprio caso. Polanski foi condenado por estupro, admitiu o crime e fugiu dos EUA para a França para escapar da prisão nos anos 1970, situação que voltou à tona no bojo do movimento #metoo e após o surgimento de novas denúncias de supostas vítimas daquele período, acusações que mancharam definitivamente sua biografia. Mas o tema também se integra perfeitamente à fase mais recente dos filmes de Polanski, alimentada por uma dramaturgia humanista desde “O Pianista” (2002) e, refletindo os lançamentos mais próximos, calcada em diálogos – elementos enfatizados em “Deus da Carnificina” (2011) e “A Pele de Vênus” (2013), ambos baseados em peças de teatro. A obra atual ainda apresenta similaridades com “O Escritor Fantasma” (2010), que, como esta, também era uma adaptação de romance de Robert Harris, roteirizada pelo próprio autor. Formalmente falando, “O Oficial e o Espião” surge como um misto desses trabalhos, já que é centrado em conversas e contém poucas cenas de ação, mas também cria uma atmosfera de suspense e apreensão, levando em consideração o quanto o protagonista, o Coronel Georges Picquart (Jean Dujardin), vê-se envolvido em um jogo de cartas marcadas por membros antissemitas do corpo de superiores do exército francês, ao descobrir e tentar reparar uma injustiça: a prisão do oficial Alfred Dreyfus (Louis Garrel), o militar judeu mais proeminente do país, acusado de alta traição. A história reproduz um escândalo bastante conhecido na França e o título original, “J’Accuse”, refere-se ao editorial de mesmo nome escrito pelo romancista Émile Zola, que denunciou a conspiração por trás do envio de Dreyfus à prisão da Ilha do Diabo. O artigo foi publicado no jornal francês L’Aurore em 13 de janeiro de 1898 – e pode ser encontrado facilmente na internet – , três dias após o verdadeiro traidor, Esterhazy (no filme vivido por Laurent Natrella), ser inocentado pela justiça. Há muitos méritos artísticos no trabalho de Polanski. E não deixa de ser uma satisfação ver mais um trabalho do diretor, que é um verdadeiro mestre, pertence ao primeiro escalão e tem uma filmografia riquíssima, mostrando aos 88 anos um vigor artístico e uma capacidade técnica que muitos cineastas jovens jamais atingirão. Muitos pensam assim, tanto que Polanski foi premiado no Festival de Veneza e no César (o Oscar francês) como Melhor Diretor, justamente no momento em que o esforço para seu cancelamento atingiu o auge. O filme também se torna muitíssimo relevante nesses tempos de fake news, de pós-verdade. A trama mostra, de forma didática, como uma mentira vira verdade por imposição de forças superiores e essencialmente más. Na história, os inimigos de Dreyfus não se contentam em maltratar e manchar sua carreira; precisam também humilhá-lo. Nisso, entra a questão do antissemitismo, que na época já era forte, mas cresceria muito mais nos anos seguintes para se converter em ideologia política – o nazismo. Mas também poderia entrar, como ressaltam as contrariedades, a própria cultura do “cancelamento” social, que Polanski enxerga como o monstro que lhe acusam de ser. Por isso, fala-se mal de “O Oficial e o Espião”. Por isso, fala-se bem dessa obra, agora disponibilizada para locação virtual. Definitivamente, fala-se muito deste filme em que o nome de Roman Polanski parece ter sido grafado com caixa mais alta que o normal.

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    Harvey Weinstein enfrenta nova denúncia por abuso sexual

    11 de abril de 2020 /

    A promotoria de Los Angeles juntou uma nova acusação em seu processo contra Harvey Weinstein, o ex-magnata de Hollywood já condenado à prisão em Nova York. A nova denúncia registra outro abuso sexual contra uma mulher, que não foi identificada. De acordo com a revista Variety, Weinstein é acusado de abusar sexualmente a vítima, enquanto restringia os movimentos dela. Isso teria acontecido em um hotel de Beverly Hills em 11 de maio de 2010. A mulher foi entrevistada pela polícia em outubro de 2019 e conseguiu fornecer evidências do crime, que, ao contrário de muitas outras denúncias, ainda não havia prescrito. A promotoria teve de correr contra o tempo para formalizar a acusação, já que o crime prescreveria no próximo mês. Weinstein enfrenta em Los Angeles outras quatro acusações e, se condenado por todas, poderia pegar mais 32 anos de prisão. Em fevereiro, Weinstein foi condenado por estupro após um julgamento em Nova York e sentenciado a 23 anos de prisão. Durante o cumprimento da pena, ele teria sido diagnosticado com covid-19, mas, após 14 dias de isolamento, encerrou sua quarentena médica nesta semana.

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    Autobiografia de Woody Allen é lançada sem alarde nos EUA

    23 de março de 2020 /

    Pouco mais de duas semanas após ter sido “cancelada” por pressão de politicamente corretos, a autobiografia de Woody Allen, “Apropos of Nothing”, foi publicada nos EUA. Chantageada pelo filho do diretor, Ronan Farrow e sob protesto de seus próprios funcionários, que abandonaram o trabalho para manifestar sua contrariedade o projeto, a editora Hachete devolveu os direitos da obra ao cineasta. E Allen negociou, sem alarde, com uma nova editora, chamada Arcade Publishing, selo da Skyhorse Publishing, responsável por lançar a autobiografia nesta segunda-feira (23/3). “O livro é um relato pessoal sincero e abrangente de Woody Allen e de sua vida desde a infância no Brooklyn até sua aclamada carreira em cinema, teatro, televisão e stand-up, além de explorar seus relacionamentos com a família e os amigos”, diz uma nota oficial da Arcade Publishing, sediada em Nova York. Com 400 páginas, as memórias de Allen investigam sua infância em Nova York, seus filmes, seu caso de amor com sua primeira musa, Diane Keaton, e as alegações de abuso sexual contra sua filha de 7 anos, Dylan Farrow. Elas também abordam seu relacionamento com Mia Farrow. “Apropos of Nothing” é dedicado a Soon-Yi Previn, sua esposa e filha adotiva da atriz. O repúdio contra Woody Allen se deve à uma acusação de abuso sexual que ele teria cometido contra a filha Dylan Farrow nos anos 1990. As acusações foram verificadas por um tribunal de justiça na época, com direito a duas investigações diferentes de seis meses. Ambas concluíram não ter havido abuso sexual. Allen alega que a denúncia foi fruto de raiva da ex, numa batalha legal pela guarda dos filhos, vencida por Farrow, e se manteve viva com o passar dos anos por lavagem cerebral diária promovida em Dylan Farrow. E vale observar que, com mais de 50 anos de carreira, Allen nunca teve problema com uma atriz sequer. “Eu nunca encostei um dedo em Dylan, nunca fiz nada que pudesse sequer ser confundido com abuso. [A acusação] foi fabricada do começo ao fim”, declara o cineasta na obra. A capa é preta, trazendo apenas o título e o nome do autor em letras brancas. Já a contracapa é ilustrada com uma foto recente de Allen, tirada por Diane Keaton, que continua a manter amizade profunda com o diretor. Veja abaixo.

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    Charlie Sheen nega ter abusado de Corey Haim e recebe apoio da mãe do ator

    11 de março de 2020 /

    Charlie Sheen está negando de forma veemente a acusação feita por Corey Feldman em seu documentário, “(My) Truth: The Rape of Two Coreys”, que alega que a estrela de “Dois Homens e Meio” estuprou o falecido Corey Haim quando este era menor. Um porta-voz do ator emitiu um comunicado sucinto em que afirma: “Essas alegações doentes, distorcidas e estranhas nunca ocorreram. Ponto final. Peço a todos que considerem a fonte e leiam o que a mãe de Corey, Judy Haim, tem a dizer”. Judy, por sua vez, disse: “Eu sinto que essa é uma grande acusação sem nenhuma prova e sem o meu filho estar aqui para se defender. Eu estou firme em dizer que Charlie NÃO fez isso. Isso, é claro, nunca aconteceu. Infelizmente, Feldman perdeu a cabeça e o pior é que ele acha que essa é uma ótima maneira de comemorar os dez anos da morte do meu filho”. Corey Haim morreu em 2010 aos 38 anos. No documentário, Feldman alega que ele sofreu abuso de Sheen durante as filmagens de “A Inocência do Primeiro Amor” (1986), que ambos protagonizaram. Na época, Sheen tinha 19 anos, enquanto Haim tinha 13. A primeira vez que essas acusações surgiram foi em 2017, mas em outro contexto – teria sido por vontade própria de Haim. Na época, Sheen também negou as alegações e instaurou processos legais por difamação contra o responsável pela declaração – o ator Dominick Brascia (“Sexta-Feira 13 – Parte 5: Um Novo Começo”), que acabou morrendo em 2018. Judy Haim acredita que Dominick Brascia foi quem, na verdade, abusou de seu filho, e teria lançado essa cortina de fumaça para escapar da acusação. Brascia também é nomeado como suposto molestador de Haim no documentário de Feldman, lançado em Los Angeles na segunda-feira. Feldman ainda afirma ter sido, ele próprio, abusado sexualmente por outros três homens quando jovem: o ator Jon Grissom, o dono de boate Alphy Dominick e o empresário de jovens talentos Marty Weiss. “(My) Truth: The Rape of Two Coreys” deveria ter sido disponibilizado online para o grande público, mas isso não aconteceu.

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    Harvey Weinstein é condenado a 23 anos de prisão

    11 de março de 2020 /

    O ex-produtor de cinema Harvey Westein foi sentenciado nesta quarta (11/3) a 23 anos de prisão, após ser considerado culpado de dois casos de estupro e assédio sexual. Weinstein foi à corte em Nova York, à frente do juiz James Burke — que anunciou a sentença — e falou durante a audiência de hoje. Em tom baixo, disse estar confuso quanto às acusações e afirmou ter remorso pelas mulheres. “Eu tenho um grande remorso por todas vocês. Eu tenho grande remorso por todas as mulheres”, afirmou Weinstein. Entretanto, afirmou que acreditava ter uma “amizade séria” com Miriam Haley e Jessica Mann, suas vítimas. Ele segue negando os abusos e diz que fez sexo consensual com elas. “Não vou dizer que elas não sejam grandes pessoas. Eu tive tempos ótimos com essas pessoas. Estou genuinamente confuso. Homens estão confusos com essa situação”, afirmou ele. Weinstein foi condenado por um estupro em um hotel de Nova York ocorrido em 2013 e por ter forçado outra mulher a fazer sexo oral nele, em seu apartamento, em 2006. Embora a condenação tenha sido sobre esses dois casos, Weinstein também ficou “confuso” com cerca de outra centena de mulheres, que o denunciaram nas redes sociais, dando início ao movimento #MeToo. Por décadas, ele se aproveitou de jovens atrizes, algumas que ficaram, inclusive, bastante famosas, e exerceu seu poder financeiro e de influência social para manter o histórico de abusos em segredo, até que duas reportagens do final de 2017 acabaram com o sigilo, trazendo toda a obscenidade à tona. Quando a verdade se tornou conhecida, 36 mulheres apresentaram acusações contra Weinstein, porém a maioria esmagadora não pôde ser levada à justiça, devido à prescrição, e apenas os dois casos recentes foram julgados em Nova York. Além dessa condenação, Weinstein também deve enfrentar outro julgamento, por casos acontecidos em Los Angeles, que pode aumentar ainda mais sua pena. Diante do destino do ex-produtor, sua advogada Donna Rotunno considerou a pena “obscena”. “A sentença que acabou de ser proferida por este tribunal foi obscena. Estou com muita raiva por esse número (de anos de prisão). Eu acho que esse número é um número covarde para dar”, disse Rotunno. “Tem assassinos que vão sair da prisão em menos tempo que Harvey Weinstein”, completou. Além dos 23 anos, a sentença de Weinstein ainda proferiu que, após ser libertado, ele passará mais cinco sob supervisão da Justiça norte-americana. A advogada queria pena mínima, de cinco anos. Mas ele poderia ter sido condenado à prisão perpétua, caso também fosse considerado culpado das acusações de ser um predador sexual, os delitos mais graves no processo. Apesar do vasto histórico, não houve consenso entre o júri sobre a denúncia de abusos em série, apenas sobre os casos julgados. Em seu pronunciamento final, o promotor Cyrus Vance Jr agradeceu às vítimas por contaram suas histórias no tribunal. “Agradecemos às sobreviventes por suas notáveis declarações e coragem indescritível nos últimos dois anos. Harvey Weinstein empregou nada menos que um exército de espiões para mantê-las caladas. Mas elas se recusaram a ficar caladas e foram ouvidas. Suas palavras derrubaram um predador e o colocaram atrás das grades, e deram esperança aos sobreviventes de violência sexual em todo o mundo”, declarou. Já a defesa pediu ao juiz para aplicar a pena mínima, porque Weinstein é um profissional bem-sucedido que ganhou dezenas de Oscars. “Sua história de vida, suas conquistas, suas lutas são simplesmente notáveis e não devem ser ignoradas, devido ao veredicto do júri”, alegou. Pai de cinco filhos, o ex-produtor de cinema está com a saúde abalada desde o início do julgamento. Além de ter comparecido ao tribunal de muletas, quando recebeu o veredito de culpado sentiu palpitações e dores no peito, foi levado para um hospital e acabou submetido a uma cirurgia cardíaca de emergência. Para sua advogada a longa sentença contra ele equivale a uma sentença de morte.

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    Corey Feldman acusa Charlie Sheen de estuprar Corey Haim quando este era menor

    10 de março de 2020 /

    Corey Feldman, que foi um dos atores mirins mais famosos dos anos 1980 – estrela de “Os Goonies”, “Conta Comigo”, “Garotos Perdidos”, etc – , lançou na noite de segunda (9/3) o documentário “My Truth: The Rape of Two Coreys”, em que ele denuncia os homens que supostamente teriam abusado sexualmente dele e do amigo Corey Haim, seu colega em “Garotos Perdidos” e “Sem Licença para Dirigir”, quando ainda eram menores. O nome do astro Charlie Sheen aparece entre os acusados. Segundo Feldman, Sheen estuprou Haim durante as gravações do filme “A Inocência do Primeiro Amor” (1986), que ambos protagonizaram. No documentário, ele alega que seu amigo, falecido em 2010, lhe contou tudo o que teria acontecido na época. “Isso não foi uma coisa do tipo que aconteceu uma vez. Isso não foi como: ‘Ah, por falar nisso, isso aconteceu’. Ele deu muitos detalhes sobre isso”, alega Feldman no documentário. E, em seguida, cita os detalhes. “Ele me disse: ‘Charlie me curvou entre dois carros, passou óleo nas minhas nádegas e me estuprou em plena luz do dia’. Qualquer pessoa poderia ter passado, qualquer um poderia ter visto.” A ex-mulher de Feldman, Susannah Sprague, reforçou a acusação em seu depoimento. “Ele me contou que foi estuprado no set do filme quando ainda era um garoto”, disse. “Ele me contou que Charlie Sheen foi o responsável”, apontou. Haim tinha 13 anos durante as gravações de “A Inocência do Primeiro Amor” (1986), enquanto Charlie Sheen estava com 19 anos. Procurado pela revista Entertainment Weekly, Sheen negou de forma categórica qualquer envolvimento no caso. Não é a primeira vez que esta história vem à tona. Em 2017, no começo do movimento #MeToo, o ator Dominick Brascia (“Sexta-Feira 13 – Parte 5: Um Novo Começo”) tornou-se o primeiro a contar ter ouvido de Corey Haim que ele e Sheen fizeram sexo durante a filmagem de “A Inocência do Primeiro Amor”. Mas sua versão tinha detalhes diferentes. “Ele me disse que eles fumaram maconha e transaram. Ele disse que eles fizeram sexo anal. Haim me contou que, depois, Sheen ficou muito distante e o rejeitou. Quando Corey quis ficar de novo, Charlie não teve interesse.” Na época, Sheen também negou as alegações e instaurou processos legais por difamação contra o responsável pela declaração, que acabou morrendo em 2018. Judy Haim acredita que Dominick Brascia foi quem, na verdade, abusou de seu filho, e teria lançado essa cortina de fumaça para escapar da acusação. Brascia também é nomeado como suposto molestador de Haim no documentário de Feldman, lançado em Los Angeles na segunda-feira. Em seu documentário, Feldman ainda afirma ter sido, ele próprio, abusado sexualmente por outros três homens quando jovem: o ator Jon Grissom, o dono de boate Alphy Dominick e o empresário de jovens talentos Marty Weiss. “Eu já disse que não fui eu. Eu estou cansado de dizer e de ninguém me ouvir. Eu não vou mais repetir isso”, afirmou Grissom, ao negar as acusações. Feldman, que também era amigo pessoal de Michael Jackson, não nomeou o cantor em seu filme. Com comportamento considerado bizarro, o ator tem se apresentado como vítima de ameaças desde que anunciou o projeto, inclusive alegando ter sobrevivido a uma tentativa de assassinato. A polícia não encontrou evidências do ataque, nem mesmo do ferimento à faca supostamente sofrido pelo ator. Durante a première do documentário, na noite passada, Feldman chegou a interromper a projeção do documentário, acompanhada por amigos pessoais e integrantes da imprensa, para anunciar que o streaming simultâneo da produção estava sendo sabotado. Ele ameaçou até não mostrar o resto do filme – a parte em que nomeava as pessoas citadas acima. Mas, depois da performance, retomou a sessão.

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    Imprensa internacional se manifesta contra cultura do cancelamento após censura de Woody Allen

    8 de março de 2020 /

    A censura sofrida por Woody Allen, que teve o lançamento de seu livro de memórias cancelado após um tuíte de Ronan Farrow iniciar uma onda de protestos, mudou o relacionamento da imprensa internacional com movimentos do tipo #MeToo. Os últimos dias viram surgir diversos editoriais e artigos opinativos condenando a “cultura do cancelamento”, originada nas redes sociais no rastro dos resultados positivos do #MeToo. A nova patrulha ideológica, que age em nome do “politicamente correto”, vinha assumindo grandes proporções sem receber criticas contundentes, mas isso mudou após atacar a liberdade de expressão, no caso emblemático de Woody Allen. O jornal americano New York Post publicou um editorial condenando a pressão exercida por Ronan Farrow, que chantageou o grupo editorial Hachette, ameaçando trocar de editora, e insuflou as redes sociais para conseguir seu objetivo pessoal. “Ronan acredita nas alegações de sua irmã Dylan de que Woody a abusou quando criança em 1992, embora duas investigações (uma pela Agência Estadual de Bem-Estar Infantil, outra pela Clínica de Abuso Sexual Infantil do Hospital Yale-New Haven) concluíram que a garota não havia sido abusado. Tudo é complicado no caso de Woody pelo casamento posterior com Soon-Yi Previn, a filha adotiva da mãe de Ronan (e amante de longa data de Woody). Mas, aparentemente, Woody Allen não pode contar o seu lado da história – ou qualquer história”, escreveu o conselho editorial do jornal. “Ronan Farrow… está errado. Por mais profunda que seja sua raiva, é obsceno que um jornalista esteja silenciando alguém. Ele alega estar contra os abusadores do poder – mas ele flagrantemente abusou do seu próprio poder”, acrescenta o texto. O apresentador Bill Maher também se pronunciou, ao defender outra vítima da cultura do cancelamento – seu colega Chris Matthews. “A cultura do cancelamento é um câncer do progressivismo”, ele apontou. O jornalista britânico Damian Wilson, conselheiro do Parlamento Europeu, publicou um editorial aberto em que chamou atenção contra a seletividade hipócrita dos novos moralistas. “Um protesto contra os editores das memórias de Woody Allen e a proibição do novo filme de Roman Polanski nos EUA são aplaudidos, mas o alegadamente predador sexual Michael Jackson continua a faturar milhões com seu legado”, ele observou. “‘Leaving Neverland’, o documentário de quatro horas que alega que Jacko era um pedófilo que se disfarçava como um amigo de confiança, ganhou grande reconhecimento de uma audiência global. Entretanto, estranhamente, ninguém se mobilizou para queimar suas biografias, discos ou impedir que suas canções sejam cantadas. Mas se você quiser ler as memórias de Woody Allen, aqueles que protestam negarão o seu direito, porque Allen é um conden… er, espere um minuto. Ele não foi condenado por nada… O diretor aclamado pela crítica nunca enfrentou um tribunal criminal por alegações de abuso sexual de sua enteada Dylan”, continuou. “Então, o que valida o protesto, com direito a walk out de funcionários do escritório da editora literária? Os círculos liberais tem certeza que Allen é culpado e se safou. Mas se safou do quê? Nunca saberemos, a menos que seu filho, Ronan Farrow, decida escrever uma reportagem abrangente, semelhante ao seu trabalho para expor o vergonhoso Harvey Weinstein”. Ele ainda lembrou que “Charles Dickens largou sua esposa, mãe de seus 10 filhos, para se casar com uma atriz muito jovem. William Golding admitiu que tentou estuprar uma menina de 15 anos. Norman Mailer esfaqueou a esposa, quase a matando. Paul Gauguin teve relações sexuais com meninas menores de idade no Taiti e transmitiu sífilis antes que as complicações da DST o matassem. Mas, no que diz respeito ao exército politicamente correto, não há problema em ter estantes de livros cheias de Dickens, Golding e Mailer ou reproduções de Gauguin penduradas na parede da sala. Eles recebem um passe livre dos politicamente corretos, assim como Michael Jackson”. Num texto opinativo, publicado na edição dominical do jornal australiano The Sydney Morning Herald, o jornalista Mark Mordue descreve as pessoas que propõe cancelamentos como personagens de desenho animado, que só consideram duas opções, estar do lado certo ou estar do lado errado. “Esses absolutos de desenhos animados são o conteúdo de uma nova moralidade millennial impulsionada por noções como os ‘sem plataforma’ e ‘cancelamento da cultura’. Seus objetivos são cortar as vozes sexistas, racistas, homofóbicas e completamente desagradáveis. Mas o que começa nos domínios da decência rapidamente se transforma em exigências de máfia, com um leve cheiro de neo-stalinismo, mccarthismo e os expurgos forçados da Revolução Cultural da China empestando o ar, à medida que essa cultura cresce em influência”. “Em 1936, F. Scott Fitzgerald observou de passagem: ‘O teste de uma inteligência de primeira classe é a capacidade de manter na mente duas idéias opostas ao mesmo tempo e ainda reter a capacidade de funcionar’… E gostaria de pensar que, como leitor, sou capaz de ter a inteligência de oposição sugerida por Fitzgerald e a capacidade de ler nas entrelinhas, quando olho para os outros e para mim mesmo. Não há necessidade de uma cultura de cancelamento para decidir por mim”. O artigo mais relevante foi publicado pelo jornal The Guardian, escrito por Jo Granville, diretora do English Pen, uma associação internacional de escritores, empenhada em promover e defender a liberdade de expressão em todo o mundo. Para ela, a censura sofrida por Allen “é preocupante para escritores e leitores”. “Os funcionários de Hachette, que protestaram na semana passada, claramente pensavam que estavam fazendo a coisa certa moralmente – protestando contra a publicação de um livro por um homem que foi acusado de abusar de sua própria filha. Mas, como já foi repetido muitas vezes, Woody Allen foi investigado em duas ocasiões e nunca foi indiciado. Embora Dylan e Ronan acusem Woody Allen, ele nunca foi considerado culpado. Nada foi provado. De fato, não há razão aceitável para não publicar o livro de Woody Allen”, apontou Granville. “Os funcionários da Hachette não se comportaram como editores, mas como censores. Eu assisto a filmes de Woody Allen desde criança e gostaria de ler o livro dele. Eu até gostaria de ler o livro dele se ele fosse considerado culpado, porque estou interessada no homem, em seu trabalho e em sua vida. Não checo a pureza moral ou o registro criminal de um escritor antes de lê-lo. Eu teria que despir minhas estantes de livros de alguns dos escritores que mais amo se fosse começar a aplicar os princípios dos funcionários da Hachette como parâmetro para o que pode ou não ser publicado. TS Eliot e Roald Dahl, para começar, eram anti-semitas. De fato, a maior parte do cânone inglês teria que ser jogada na fogueira com essa base”, explicou. “Os editores precisam ter coragem – a coragem de publicar livros que não se encaixem no clima moral e que expressem visões fora de moda. Nos anos 1970, os editores lutaram repetidamente pelo direito de publicar livros que atentavam a moral, enfrentando processos por obscenidade. Foram batalhas que testaram os limites da liberdade de expressão”, continuou. “Na sequência do #MeToo, passamos a ver a indignação moral como uma coisa boa – não a associamos a uma figura reacionária como a censora britânica Mary Whitehouse ou a enxergamos como uma barreira ao progresso. Cancelar as coisas, impedindo manifestações do tipo errado de visão, passou a ser admirado. É notável que um pequeno grupo de pessoas tenha conseguido convencer uma das maiores editoras do mundo a recuar, mas sua causa pode não ser tão moralmente correta quanto eles acreditam. Como editores, de fato, a conduta da equipe que protestou é altamente questionável”. “Não quero ler livros que sejam bons para mim ou que sejam escritos por pessoas cujas opiniões eu sempre concordo ou admiro. Eu sempre tenho medo quando uma multidão, por mais bem intencionada que seja, exerce poder sem qualquer responsabilidade, processo ou reparação. Isso me assusta muito mais do que a perspectiva de uma autobiografia de Woody Allen chegar às livrarias”, concluiu. Suzanne Nossel, diretora da sucursal americana da mesma organização, a PEN America, ainda avaliou, em comunicado, que “o resultado final é que este livro, independentemente de seus méritos, desaparece sem deixar vestígios, negando aos leitores a oportunidade de lê-lo e chegar a seus próprios julgamentos”. Em um balanço da cultura do cancelamento, o site The Post Millennial ainda lembrou que o livro de Woody Allen não foi a primeira vítima editorial das redes sociais. A turnê de divulgação de “American Dirt”, de Jeanine Cummins, foi cancelada devido a “preocupações de segurança”. E o livro “Blood Heir”, de Amélie Wen Zhao, foi recolhido depois que ela foi acusada de descrever a escravidão de forma “descaradamente racista”. O próprio Woody Allen já teve o lançamento de seu filme “Um Dia de Chuva em Nova York” cancelado nos EUA, junto com seu contrato de produção com a Amazon, sem que houvesse qualquer fato novo no caso de 30 anos atrás, do qual foi inocentado, apenas pressão das redes sociais. Quando o primeiro cancelamento aconteceu, porém, nenhum editorial foi escrito em protesto. Os artigos dessa semana são as primeiras reações à fogueira que arde nas redes sociais, onde milhares de posts são disparados por minuto para comemorar a decisão da Hachette de censurar Woody Allen. Eles representam uma mudança de paradigma, apontando que a cultura do cancelamento deixou de ser um movimento “legal”, ao assumir posições fascistas e comportamentos não aceitáveis diante da cultura. Vale observar que, em defesa de seus argumentos, a maioria dos censores voluntários tenta enganar seus seguidores e a si mesma alegando que sua pressão não é censura, já que não é exercida pelo estado. Mas a censura estatal não é a única forma de censura possível. Há censura econômica, quando uma corporação ou um magnata (digamos Harvey Weinstein) impede alguém de trabalhar ou reclamar – ou no mínimo prejudica a carreira para impedir bons contratos, como aconteceu com o diretor Orson Wells após a reação de William R. Hearst a “Cidadão Kane”. Há censura religiosa, autoexplicativa. E há a censura dos militantes, que pode ser violenta – como esquecer que fascistas brasileiros impediram a continuidade das apresentações da peça “Roda Vida” com agressões ao elenco nos anos 1960? – ou pode ser virtual, como a “cultura do cancelamento”. Os censores voluntários também tentam alegar que sua cruzada moral não é censura, porque Woody Allen poderia publicar seu livro em outra editora – como se não fossem fazer o mesmo tipo de pressão outra vez. Ou, então, poderia publicar o livro de graça na internet, garantindo a sua liberdade de expressão. Como se isso provasse ausência de censura. Na prática, impedir um artista de ganhar dinheiro com sua arte é censura. Ainda que Mao Tsé-Tung preferisse chamar de “expurgo”.

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