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    Keira Knightley negocia estrelar drama com Will Smith

    9 de fevereiro de 2016 /

    A atriz inglesa Keira Knightley (“O Jogo da Imitação”) abriu negociações para se juntar ao elenco de “Collateral Beauty”, drama que será estrelado por Will Smith (“Golpe Duplo”). A informação é do site Variety. O filme acompanha um publicitário de Nova York (Smith) que entra em depressão após passar por uma tragédia pessoal e recebe ajuda de seus amigos, por meio de um método não convencional, para sair da situação. O roteiro foi escrito por Allan Loeb (“Rock of Ages: O Filme”) e a direção está a cargo de David Frankel (“Marley & Eu”, “Um Divã para Dois”). Além de Smith, o elenco já tem confirmados os atores Ed Norton (“Birdman”), Helen Mirren (“Trumbo”), Michael Pena (“Homem-Formiga”) e Naomie Harris (“007 Contra Spectre”). As filmagens vão começar em duas semanas em Nova York, visando um lançamento em 16 de dezembro nos EUA. .

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    Atriz de Garota Exemplar será escritora em drama sobre a 2ª Guerra Mundial

    6 de fevereiro de 2016 /

    A atriz Rosamund Pike (“Garota Exemplar”) está cotada para estrelar o drama “Guernsey”, próximo filme do diretor Mike Newell (“Harry Potter e o Cálice de Fogo”), informou o site Deadline. Baseado no romance histórico “The Guernsey Literary and Potato Peel Pie Society”, best-seller de Mary Ann Shaffer e Annie Barrows, a trama gira em torno de uma escritora que forma um vínculo com os habitantes da ilha de Guernsey e decide escrever sobre suas experiências na 2ª Guerra Mundial. A história começa em janeiro de 1946, quando a escritora Juliet Ashton, em busca de inspiração, começa a se corresponder com um homem que ela nunca conheceu pessoalmente, um morador da ilha de Guernsey, localizada no Canal da Mancha. Na medida que eles trocam cartas e ele relata a sua experiência e de sua comunidade durante a guerra, Juliet se sente cada vez mais inspirada a escrever seu novo livro. O roteiro da adaptação está a cargo de Don Roos (“Marley & Eu”) e ainda não há previsão para a estreia. Depois de ter sido indicada ao Oscar por seu trabalho em “Garota Exemplar” (2014), Pike se tornou uma atriz bastante cobiçada. Ela está confirmada em nada menos que quatro filmes em diferentes estágios de desenvolvimento, e curiosamente dois deles também passados nos anos 1940, o suspense de guerra “HHhH” e o drama racial “A United Kingdom”, ambos previstos para o fim do ano.

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  • Série

    Série Manhattan é cancelada na 2ª temporada

    6 de fevereiro de 2016 /

    O canal WGN America anunciou o cancelamento de uma de suas primeiras séries originais, o drama de época “Manhattan”, após duas temporadas. O motivo foram os baixos índices de audiência. A 1ª temporada teve uma média de 420 mil telespectadores, que caiu praticamente pela metade no último ano, quando a atração obteve somente 236 mil telespectadores por episódio. Desenvolvida pelo escritor Sam Shaw (roteirista da série “Masters of Sex”) e o diretor/produtor Thomas Schlamme (produtor das séries “Pan Am” e “West Wing”), a série se passava em Los Alamos, na base secreta do governo americano que reuniu cientistas e confinou suas famílias, para a criação das bombas atômicas que seriam lançadas em Hiroshima e Nagasaki em 1945. O elenco destacava Olivia Williams (“O Escritor Fantasma”), Christopher Denham (“Argo”), John Benjamin Hickey (série “The Big C”), Rachel Brosnahan (série “House of Cards”), Harry Lloyd (série “Game of Thrones”), Michael Chernus (série “Orange Is the New Black”) e Katja Herbers (série “The Americans”). A série foi a segunda produção original do WGN América, logo depois da estreia bem-sucedida de “Salem”, e se tornou o primeiro cancelamento do canal, imediatamente após o lançamento de “The Outsiders” virar o maior sucesso do canal, com 1 milhão de telespectadores. O último episódio de “Manhattan” foi ao ar em 15 de dezembro, encerrando a trama com o primeiro teste da bomba atômica.

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    Deus Não Está Morto 2: Trailer de drama evangélico fala em guerra e ataca a constituição dos EUA

    19 de janeiro de 2016 /

    A Califonia Filmes divulgou o trailer legendado de “Deus Não Está Morto 2”, continuação do sucesso evangélico de 2014. Assim como no primeiro filme, a discussão começa na sala de aula. Mas, desta vez, extrapola a premissa original e vai parar num tribunal. O subtexto e a manipulação também são mais descarados. Na trama, uma professora secundarista (Melissa Joan Hart, a ex-“Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira”) corre o risco de perder o emprego ao falar em Jesus durante uma aula. Em sua defesa, um advogado (Jesse Metcalf, ex-“Dallas”) vai tentar colocar em cheque o estado laico. Entretanto, não é “Deus” que vai ao julgamento cinematográfico, mas a constituição dos EUA, com evangélicos falando em guerra e perseguição religiosa. Tudo embaladinho por rock cristão emocional, numa agenda que é mais política que religiosa. No Brasil, políticos evangélicos também tentam alterar a constituição, de modo a permitir maior influência cristã nas escolas. Infelizmente, os países de fé muçulmana ensinam ao mundo uma lição bem mais crível do que esta ficção, sobre o que acontece quando a religião se confunde com o estado, mesclando-se à constituição de alguns países. Enfim, até para entrar em guerra contra os infiéis, em defesa de sua religião, já há fila. Diretor e roteiristas são os mesmos de “Deus Não Está Morto”, e a produção ainda escalou Ray Wise, que interpretou o diabo na série “Reaper – Um Trabalho Infernal”, para viver o promotor malvado, mais caricato que Nero ao perseguir cristãos, com o tribunal lotado feito o velho coliseu romano. A estreia vai acontecer em 1 abril nos EUA e no mesmo mês no Brasil.

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  • Série

    Rutina Wesley vai estrelar a primeira série da diretora de Selma

    15 de janeiro de 2016 /

    A atriz Rutina Wesley (a Tara da série “True Blood”) vai estrelar “Queen Sugar”, a primeira série criada pela cineasta Ava Duvernay (“Selma”), informou o site da revista Variety. O projeto foi desenvolvido em parceria com a apresentadora, atriz, produtora e empresária Oprah Winfrey (“O Mordomo da Casa Branca”) e se baseia no romance homônimo de Natalie Baszile. Além de produzir, Winfrey também participará do elenco da atração. Wesley vai viver Nova Bordelon, uma jornalista ativista de Nova Orleans, que tem sua vida e a de sua família afetada pela volta inesperada de sua irmã Charley para a Louisiana. Charley, por sinal, é a personagem principal, que ainda não foi escalada. Ela é descrita como uma mulher espirituosa, que, com sua filha adolescente, deixa para trás o seu estilo de vida de luxo de Los Angeles para reencontrar suas raízes no sul dos EUA, ao herdar uma fazenda de seu pai recentemente falecido. A atração será lançada no canal pago OWN, a emissora da Oprah, cuja sigla significa justamente Oprah Winfred Network.

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  • Série

    Série Rectify termina na 4ª temporada

    13 de janeiro de 2016 /

    O canal americano SundanceTV anunciou o cancelamento da série “Rectify”. A trama vai acabar na sua 4ª temporada, que ainda não tem previsão de estreia. Criada pelo ator Ray McKinnon (série “Sons of Anarchy”), a série acompanha o personagem de Aden Young (“Frankenstein: Entre Anjos e Demônios”), um ex-condenado que passou 19 anos aguardando execução no corredor da morte, até ser libertado após testes de DNA comprovarem sua inocência. Solto, ele encontra uma família e um mundo que já não reconhece. “Rectify” foi a primeira série do SundanceTV e, ao longo de suas primeiras temporadas, conquistou muitos elogios da crítica. “Foi muito importante para dar credibilidade ao canal”, disse o diretor do SundanceTV Charlie Collier. “Nós agora planejamos dar-lhe a despedida que merece.”

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    Jeremy Irons e Olga Kurylenko se envolvem nos trailers do novo filme de Giuseppe Tornatore

    26 de dezembro de 2015 /

    A 01 Distribution divulgou o pôster e os trailers de “La Corrispondenza”, novo drama do cineasta Giuseppe Tornatore (“Cinema Paradiso”). Como em seu filme anterior, “O Melhor Lance” (2013), a produção é falada em inglês, mas as primeiras prévias, feitas para o lançamento na Itália, foram dubladas em italiano. Na trama, Jeremy Irons (“Trem Noturno para Lisboa”) e Olga Kurylenko (“Oblivion”) formam um casal improvável. Ela é uma estudante de pós-graduação que mantém um estilo de vida arriscado, trabalhando como dublê de filmes de ação, e ele é um professor de astrofísica, que a ajuda a fazer as pazes com seu passado e reencontrar seu equilíbrio. Rodado no Reino Unido, “La Corrispondenza” estreia em 14 de janeiro na Itália e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.

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    Drama estrelado pela top model Maria Palm ganha primeiro trailer

    26 de dezembro de 2015 /

    A Zentropa divulgou o pôster e o primeiro trailer de “The Model”, drama dinamarquês passado no mundo da moda. A prévia mostra a ascensão de uma modelo estrangeira iniciante (vivida pela top dinamarquesa Maria Palm em sua estreia no cinema), que passa a se destacar em Paris, após envolver-se com um conceituado fotógrafo, vivido pelo inglês Ed Skrein (“Carga Explosiva: O Legado”). “The Model” é o segundo longa do cineasta dinamarquês Mads Matthiesen, que foi premiado como Melhor Diretor no Festival de Sundance por sua estreia, “Teddy Bear”, em 2012. A estreia está marcada para 11 de fevereiro na Dinamarca e não há previsão de lançamento no Brasil.

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    Mia Madre exibe o talento de Nanni Moretti para retratar a vida e a morte

    17 de dezembro de 2015 /

    Nanni Moretti é um realizador italiano de grande talento e sensibilidade, capaz de mostrar o cotidiano da vida ao lado das questões políticas e filosóficas que o envolvem, no drama ou na comédia. Seu humor é inteligente, muito crítico, seu jeito de lidar com as emoções, muito verdadeiro. Não há perfumaria nos seus filmes, tudo é importante. Até o que não parece ser, o que é mais banal. A obra cinematográfica do cineasta relaciona o pessoal e o político em personagens como o próprio Papa, no seu filme anterior, “Habemus Papam” (2011). Ou o cinema e Berlusconi, em “O Crocodilo” (2006), a vida pessoal e a cidade de Roma, em “Caro Diário” (1993), entre outros. “Mia Madre”, seu mais recente trabalho, dialoga com um de seus melhores filmes anteriores, “O Quarto do Filho” (2001). Nos dois casos, é de perda e de luto que se trata. Tema difícil, doloroso, que exige cuidado no trato. Moretti transita muito bem nesse terreno e sem perder o humor. Margherita (Margherita Buy) é a protagonista da história. Diretora de cinema, está realizando um longa-metragem que discute questões políticas atuais, como a luta pela manutenção do emprego, o enfrentamento da repressão da polícia, os interesses econômicos do capital. Rigorosa e exigente, encontra problemas na atuação e no relacionamento com um astro internacional que incluiu em seu filme, Barry Huggins (John Turturro). Em meio à lida com seu ofício, Margherita tem de tratar de questões pessoais importantes: a mãe está muito doente, hospitalizada, exigindo cuidados. Ela compartilha essa tarefa, as decisões e os sentimentos que a envolvem, com seu irmão Giovanni (o próprio Moretti). Enquanto isso, sua filha vive a adolescência e tem um forte vínculo com a avó, que sempre a ajudou no estudo do latim. A proximidade da morte faz com que todos tenham de lidar com a perda de uma pessoa querida, que sempre foi forte, decidida, uma educadora e intelectual de mão cheia, sempre lembrada e procurada por ex-alunos. O filme explora a dimensão da realidade da cineasta, ao mesmo tempo em que traz à tona suas memórias e reflexões, suas inseguranças, medos e sonhos. Tudo tão amalgamado que chega a se confundir. A memória muitas vezes nos trai, a realidade dela é parcial, fragmentada. Nossos desejos se misturam com nossas percepções, os fatos, com a imaginação, tudo pode mesclar-se. E, no entanto, a vida exige de nós objetividade, quase o tempo todo. Essa dimensão fluída do real é muito bem captada pelo cinema de Nanni Moretti e é um dos pontos altos do filme. A atriz Margherita Buy (retomando a parceria de “O Crocodilo”) tem excelente atuação ao protagonizar essa trama. John Torturro (“Amante a Domicílio”) dá um ótimo toque de estranheza e humor ao personagem do ator-problema estrangeiro, que é também uma figura adorável, apesar de tudo. Moretti como ator tem agora um papel um pouco menor, mas igualmente importante na narrativa. A atriz veterana Giulia Lazzarini (“Grazie di Tutto”), no papel de Ada, a mãe doente, atua com uma placidez muito apropriada à figura retratada e aos seus momentos finais de vida. “Mia Madre” não tem a mesma força mobilizadora de grandes emoções de “O Quarto do Filho”, mas isso também tem a ver com a questão retratada. A perda de um filho jovem é mais importante e demolidora do que a perda de uma mãe já idosa. Aqui, algo da ordem natural das coisas segura o desespero da perda. Tudo acaba se dando de um modo mais sereno, ou um pouco menos perturbado. Mas são momentos decisivos na vida das pessoas. Sofridos e complexos. É o fluxo da vida. Que o cinema de Moretti retrata com dignidade e ajudar a compreender.

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    Nanni Moretti busca expiação com o tocante Mia Madre

    17 de dezembro de 2015 /

    O cinema de Nanni Moretti resiste à fraqueza da produção italiana atual, usando de sensibilidade para tratar de assuntos tão pessoais e ao mesmo tempo tão universais, como questões políticas e familiares. A política passa apenas de leve em “Mia Madre”, seu filme mais recente, mas as questões afetivas estão presentes com muita força na história. O filme segue uma cineasta que precisa lidar com a rotina difícil de sua profissão em um momento particularmente complicado de sua vida, em meio a uma separação e à doença de sua mãe, que se esvai aos poucos, internada em um hospital. Moretti já havia tratado a questão da perda de maneira até mais devastadora em “O Quarto do Filho” (2001). Por isso, é interessante que ele evite se repetir, abordando a perda de outro ente querido de forma mais distanciada – aqui, a protagonista é Margherita Buy e não o próprio cineasta, que interpreta um coadjuvante, o irmão da cineasta. “Mia Madre” é autobiográfico. O cineasta escreveu o roteiro enquanto sua mãe estava doente e ele filmava “Habemus Papam” (2011). E foi um acerto ele oferecer o papel principal para uma atriz com quem já havia trabalhado (em “Habemus Papam” e “O Crocodilo”), mantendo uma relativa distância. O seu personagem, o irmão companheiro Giovanni, talvez represente aquilo que ele gostaria de ter sido durante os últimos dias de vida da mãe: alguém que largou o emprego para ficar com ela. Por isso, o filme é também implacável, ainda que de maneira muito gentil, consigo mesmo, ou seja, com a protagonista, que é alguém que não dá a devida atenção às pessoas próximas a ela. Entretanto, é muita coisa para essa personagem processar e o ar sereno de Margherita passa sempre a impressão de que se trata de uma pessoa quase isenta de culpas. O estado de confusão mental da protagonista também é muito bem explorado por Moretti, que mistura sonho e realidade na tela, como na cena em que o apartamento de Margherita fica cheio de água, como se simbolizasse um transbordar de emoções que ela não consegue mais segurar. Mas tudo é muito bem conduzido e o filme flui como um belo e tranquilo rio. A presença de uma canção do Leonard Cohen (“Famous Blue Raincoat”) em uma dessas cenas oníricas é especialmente bela. E o final é tão delicadamente lindo, prestando tributo à personagem do título, que condensa uma obra de muito bom gosto. De fato, toda a história é bem conduzida, desde a relação conturbada de Margherita (a personagem tem o mesmo nome da atriz) com um ator americano (John Turturro, de “Amante a Domicílio”), passando pelas visitas ao hospital, até o relacionamento distante com a filha adolescente. O filme de Moretti é tão carregado de amor e suavidade, que parece ter sido feito para permitir ao diretor perdoar a si mesmo. E isso faz muito bem ao coração do espectador, também.

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    Anesthesia: Veja Kristen Stewart no trailer de novo drama indie

    13 de dezembro de 2015 /

    A IFC Films divulgou o primeiro trailer de “Anesthesia”, drama de histórias paralelas que reúne diversos atores conhecidos, entre eles Kristen Stewart (“Acima das Núvens”), Sam Waterton (série “Grace and Frankie”), Corey Stoll (“Homem-Formiga”), Glenn Close (“Guardiões da Galáxia”), Gretchen Mol (série “Boardwalk Empire”), Michael Kenneth Williams (“12 Anos de Escravidão”) e Tim Blake Nelson (“Quarteto Fantástico”), que também assina o roteiro e a direção. A trama tem como elo de ligação um professor de filosofia (Sam Waterton), que após receber uma notícia devastadora percebe ter chegado a hora de se aposentar. Mas não sem antes lidar com uma estudante problemática, um marido mulherengo e um homem que luta contra o vício das drogas. “Anesthesia” é o quinto filme dirigido por Tim Blake Nelson, foi exibido no Festival de Tribeca e estreia em 8 de janeiro nos EUA, sem previsão de lançamento no Brasil.

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    A Grande Aposta: 38 fotos e trailer legendado juntam Christian Bale, Ryan Gosling, Steve Carell e Brad Pitt

    10 de dezembro de 2015 /

    A Paramount Pictures divulgou 38 fotos e o trailer legendado do drama financeiro “A Grande Aposta” (The Big Short), cujo elenco reúne nada menos que Brad Pitt (“Guerra Mundial Z”), Christian Bale (trilogia “Batman”), Ryan Gosling (“Drive”) e Steve Carell (“Foxcather”). A prévia, por sinal, tem uma montagem enganosa, que faz parecer que o quarteto interage em diversas cenas. Isto não acontece no filme, que segue tramas paralelas. Baseado numa história verídica, o filme mostra como os personagens vividos pelo quarteto previram o estouro da bolha imobiliária nos EUA, três anos antes da crise financeira de 2008, e ninguém levou a sério. Com lucros nas alturas, o mercado vivia em clima de bacanal, como o trailer demonstra, com direito até a prostituta especuladora. Mas contra tudo e todos, eles decidiram levar adiante investimentos ousados, apostando na quebra da economia. Baseada no livro “The Big Short: Inside the Doomsday Machine”, de Michael Lewis (autor de “O Homem Que Mudou o Jogo”), “A Grande Aposta” tem roteiro e direção de Adam McKay (“Tudo por um Furo”) e também inclui em seu elenco grandioso Marisa Tomei (“O Lutador”), Melissa Leo (“O Vencedor”), Rafe Spall (“As Aventuras de Pi”), Hamish Linklater (“Magia ao Luar”), Max Greenfield (série “The New Girl”), Finn Wittrock (série “American Horror Story”), Karen Gillan (“Guardiões da Galáxia”), Billy Magnussen (“Caminhos da Floresta”) e até Selena Gomez (“Spring Breakers”) como ela mesma. A estreia está marcada para 25 de dezembro nos EUA e três semanas depois, em 14 de janeiro, no Brasil.

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    Ausência acerta ao tratar de carências fundamentais com sutileza

    9 de dezembro de 2015 /

    Todo mundo precisa de afeto, ao longo de toda a vida, para poder viver bem consigo mesmo e com os outros. Os bebês, as crianças e os jovens se nutrem do afeto que recebem dos adultos para desenvolver autoconfiança e explorar suas capacidades e possibilidades. Uma família acolhedora é importante para o desenvolvimento do caráter e da personalidade, em moldes saudáveis e criativos. Na ausência dela, compensações são possíveis, claro. Mas o processo se dá de modo mais complicado. A ausência do pai, a incapacidade de acolhimento da mãe, condições sociais adversas, dificuldades econômicas, podem ser ingredientes alimentadores de dramas, quando não de tragédias. É de uma realidade assim, de carências fundamentais, que trata o filme “Ausência”, de Chico Teixeira. O protagonista é o garoto Serginho (Matheus Fagundes), de 15 anos, que, além de não encontrar o afeto básico de que precisa, tem de se virar precocemente, para sustentar a família, o que inclui cuidar de um irmão menor. O pai sumiu. A mãe vive à margem da vida, envolvida pelas drogas, eventualmente pela prostituição e pela incapacidade de assumir a condição materna ou o papel de provedor que toda família requer. Na vida de Serginho, a mãe Luzia (Gilda Nomacce) é um zero à esquerda. Pior, alguém que ele tem que suportar e escorar. Os personagens jovens com quem Serginho convive, enquanto trabalha na feira com um tio, são Mudinho (Thiago de Matos) e Silvinha (Andréia Mayumi). Não há muito que ele possa extrair deles. As carências são mais ou menos as mesmas. As limitações, até maiores. Mudinho não tem esse nome por acaso. O tão necessário afeto que o menino busca pode estar na figura de um professor aberto e acolhedor, Ney (Irandhir Santos), mas que não quer assumir o papel paternal que Serginho espera dele. O atrativo do circo poderá ser uma tábua de salvação diante da dramática constatação de que o garoto está só no mundo? Essa bela temática é trabalhada no filme com delicadeza, sutileza e respeito pelos sentimentos dos personagens. De modo mais evidente, nos trazendo a figura sofrida e solitária do adolescente Serginho, condenado a uma aridez de vida terrível e despertando para a sexualidade e o direito ao prazer. Desencontrado, mas responsável como poucos o são nessa idade. O jovem ator Matheus Fagundes encontrou o tom certo para nos transmitir a realidade do personagem. E tem no elenco coadjuvantes de grande talento, como o ator Irandhir Santos (de “O Som ao Redor” e muitos grandes papéis no cinema brasileiro), a atriz Gilda Nomacce (“Califórnia”) e a chilena Francisca Gavilán (“Violeta Foi Para o Céu”).

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