Ethan Hawke é padre atormentado no trailer do melhor filme de Paul Schrader em 20 anos
A A24 divulgou o pôster e o primeiro trailer de “First Reformed”, drama estrelado por Ethan Hawke (“Boyhood”) e Amanda Seyfried (“Ted 2”), que marca um reencontro entre o cineasta Paul Schrader e as críticas positivas, após duas décadas de estranhamento. Com 96% de aprovação no Rotten Tomatoes, algumas resenhas chegam a dizer que se trata de sua melhor obra desde o roteiro de “Taxi Driver”, em 1976. Também há elogios rasgados para a performance de Hawke. A trama gira em torno de um ex-capelão militar, vivido por Hawke, que tem sua visão sombria de mundo forjada pela morte de seu filho. Sua vida ganha novo rumo ao se aproximar da personagem de Seyfried, integrante de sua diminuta congregação, cujo marido é um ambientalista radical. Ao descobrir que o maior doador para a conservação de sua igrejinha histórica é um grande poluidor do meio ambiente, o padre tem um epifania em meio aos planos para comemorar os 250 anos do local. Premiado com um troféu especial pela temática ecológica no Festival de Veneza 2017, o filme estreia em 18 de maio nos Estados Unidos e não tem previsão de lançamento no Brasil.
Fonzo: Tom Hardy compartilha primeiras fotos como Al Capone
O ator Tom Hardy (“Mad Max: Estrada da Fúria”) divulgou nas redes sociais as primeiras fotos de sua caracterização como o gângster Al Capone para o filme “Fonzo”. Uma das imagens oferece um close nas cicatrizes acrescentadas a seu rosto, que originaram o apelido Scarface no mafioso. O título é uma referência a outro apelido de Capone, cujo nome real era Alphonse Gabriel Capone. A trama vai encontrá-lo no fim da vida, aos 47 anos, já preso há uma década e sofrendo sintomas de demência, quando lembranças de sua origem violenta e brutal sobrepõem-se à sua situação atual. Hardy já tentou viver Al Capone antes, em “Cicero”, filme que nunca chegou a ser produzido. Recentemente, ele também deu vida aos irmãos Kray, célebres gângsteres britânicos dos anos 1960, no filme “Lendas do Crime” (2015). “Fonzo” também é o filme em que o diretor Josh Trank tentará dar a volta por cima após “Quarteto Fantástico” (2015). Ele escreveu e começa agora a dirigir o filme, que ainda traz no elenco Linda Cardellini (série “Bloodline”), Matt Dillon (série “Wayward Pines”), Noel Fisher (série “Shameless”) e Kyle MacLachlan (série “Twin Peaks”). Não há previsão para a estreia. Chasing Fonzo…????????????? Uma publicação compartilhada por Tom Hardy (@tomhardy) em 24 de Mar, 2018 às 10:55 PDT Black♠️ Uma publicação compartilhada por Tom Hardy (@tomhardy) em 24 de Mar, 2018 às 7:02 PDT
Life Itself: Trailer apresenta novo drama multigeracional e lacrimoso do criador de This Is Us
A Amazon divulgou o trailer de “Life Itself”, filme de Dan Fogelman, o criador da série “This Is Us”. É a segunda vez que ele assina o roteiro e a direção de um longa-metragem, mas, ao contrário da comédia “Não Olhe para Trás” (2015), desta vez a prévia apresenta uma história multigeracional repleta de personagens lacrimosos – mais parecida com a proposta do melodrama televisivo. O filme acompanha a história de amor de um casal, contada através de várias gerações e abrangendo décadas e continentes diferentes. O elenco grandioso destaca Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Olivia Wilde (“Renascida do Inferno”), Olivia Cooke (“Jogador Nº 1”), Antonio Banderas (“A Pele que Habito”), Annette Bening (“Mulheres do Século 20”), Samuel L. Jackson (“Os Vingadores”), Mandy Patinkin (série “Homeland”), Laia Costa (“Victoria”) e até a brasileira Fernanda Andrade (“Filha do Mal”). A estreia está marcada para 21 de setembro nos Estados Unidos e apenas três meses depois, em 13 de dezembro, no Brasil.
Todas as Razões para Esquecer é de partir o coração
É raro ver um filme brasileiro contemporâneo que trate com seriedade da questão da depressão. Antes, tínhamos Walter Hugo Khouri, que com frequência tratava do tema com profundidade. Por isso, o filme de estreia de Pedro Coutinho, “Todas as Razões para Esquecer”, merece a devida atenção, ainda que seja um trabalho pequeno e modesto. Os próprios motivos de o personagem de Johnny Massaro se ver em uma teia de tarjas pretas, psicoterapias e tentativas de encontrar um outro alguém podem parecer pequenos para muitos: o fim de um namoro de três anos. Quem já passou por esse tipo de situação, de sofrer muito com a ausência da pessoa amada, mesmo duvidando do quanto gostava dela, pode pelo menos se sentir nos sapatos do jovem rapaz. O fim do relacionamento, por iniciativa de Sofia (Bianca Comparato), foi algo tão surpreendente para Antonio (Massaro) que ele fica à deriva, sem saber para onde ir e o que fazer, embora acredite que sobreviverá a isso. Primeiro, ele experimenta morar provisoriamente na casa de um casal de amigos, mas o casal passa por uma crise e faz terapia, justo no momento em que ele chega. Ao menos, ele conhece a terapeuta, que tratará do seu caso também. As cenas com a terapeuta talvez sejam as menos interessantes do filme, mas são a partir delas que algumas perguntas funcionam como gatilho para que Antonio repense os motivos da separação e suas motivações para seguir adiante. Sem falar que há algo de patético na figura da terapeuta, que a torna especialmente interessante e um dos alívios cômicos do filme. Aliás, muito bom poder rir em alguns momentos também. Rir, junto com o personagem, ajuda o espectador a se aproximar mais dele, como na cena de tentativa de conversa com moças via Tinder. E, a partir dessa aproximação, somos também convidados a compartilhar com Antonio de seu momento mais fundo do poço, de muito choro e enfrentamento da dor. E ter um final tão belo e agridoce também ajuda a deixar mais simpático.
Daphne evidencia camada psíquica de uma juventude medíocre
Daphne é uma mulher jovem, que chega aos 30 anos bastante perdida, em relação a si mesma e ao mundo. Apesar de viver em Londres, uma cidade cheia de opções e possibilidades, sua vida é medíocre, de uma mesmice sem fim. Não tem planos claros de vida ou de carreira e a experiência amorosa inexiste. Resume-se a noitadas regadas a álcool, cocaína e outras drogas e sexo casual, sem compromissos. Um quadro de desencontros e alienação. Apesar de tudo, ou talvez por isso mesmo, a personagem Daphne, encarnada com brilho pela atriz Emily Beecham (a Viúva da série “Into the Badlands”), é muito interessante e envolvente. Estar desconectada de si e dos outros permite uma espécie de suspense por algo que possa surgir e como ela lidará com a nova situação. Quando a novidade aparece, a sensação do espectador é de frustração, já que Daphne é obrigada a se envolver num assalto com vítima que presenciou, mas ela não se compromete, nem demonstra intensidade de sentimentos. Tenta passar ao largo, mais uma vez. O registro do incidente, porém, trará consequências. Do nada, o serviço de saúde liga para o celular de Daphne, oferecendo psicoterapia para que ela possa lidar com a situação supostamente traumática. Ela, a princípio, nem quer saber do que se trata, depois, rejeita. Mas acaba aparecendo, mostra resistência ao tratamento e tudo o mais que se pode esperar desse tipo de personagem. No entanto, a verdade é que uma porta se abre e, mesmo a contragosto, pode se constituir numa saída para o impasse que era a sua vida. O que me parece importante ressaltar aqui é o quão valioso é um atendimento coletivo de saúde de qualidade. Proporcionado e, mais ainda, oferecido, até com insistência, a uma população que, de outro modo, não teria acesso a isso. Com as condições econômicas precárias da personagem e sem dar valor nem desconfiar do que poderia lhe trazer de benefícios, ela jamais buscaria esse tipo de ajuda, ou gastaria algum dinheiro nisso. Repetiria a busca pela via da droga, gastando seu dinheiro lá, ou numa opção religiosa fundamentalista, talvez. Reencenaria o círculo vicioso em que sempre esteve. O filme do diretor escocês Peter Mackie Burns, estreante em longa-metragem, escrito por Nico Mensinga, trabalha bem com uma personagem sem clichês ou estereótipos, que tem complexidade e vai além das aparências. Põe em evidência a realidade psíquica de uma camada feminina da juventude. São dois homens, mas a ideia de que só quem vive o problema de dentro é capaz de entendê-lo é falsa. Também são válidos os diferentes pontos de vista que podem oferecer-se para se compreender um determinado problema ou camada da realidade. Bom trabalho o desses homens que se propuseram a prescrutar o universo feminino, no filme “Daphne”.
Madonna vai dirigir seu terceiro filme
A cantora Madonna vai voltar a trocar o microfone pelas câmeras de cinema. Já distante dos fracassos comerciais de “Sujos e Sábios” (2008) e “W.E.: O Romance do Século” (2011), ela anunciou planos de dirigir seu terceiro filme. Trata-se de “Taking Flight”, cinebiografia da bailarina Michaela DePrince, com produção do estúdio MGM. O longa será baseado nas memórias da própria bailarina, nascida na Serra Leoa e adotada por uma família americana de Nova Jersey. O pai da menina foi assassinado por rebeldes, durante a guerra civil que incendiou o país africano, quando ela tinha 3 anos de idade e sua mãe morreu de febre e fome uma semana depois. Ela também teve três irmãos que morreram jovens. Sem condições de criá-la, seu tio a enviou para um orfanato, onde ela foi encontrada e adotada por uma família americana. Ela cresceu com 11 irmãos, nove deles adotados como ela, e foi incentivada pela família, ao notar seu talento como dançarina, a seguir o balé. Ela se formou no American Ballet Theatre de Nova York e fez sua estréia profissional aos 17 anos no Joburg Ballet na África do Sul. Em pouco tempo começou a chamar atenção. Apareceu no documentário de balé “First Position”, num dos vídeos de “Lemonade” de Beyoncé e, agora, aos 20 anos, é uma bailarina solo do Balé Nacional da Holanda. “A jornada de Michaela me tocou profundamente tanto como artista quanto como uma ativista que entende a adversidade. Temos uma oportunidade única de falar sobre a Serra Leoa e fazer de Michaela uma voz para todas as crianças órfãs com as quais ela cresceu. Estou honrada em trazer sua história à vida”, disse Madonna no comunicado do anúncio da produção. Madonna também abordou órfãos africanos como produtora e roteirista do documentário “I Am Because We Are” (2008), sobre os mais de 1 milhão de órfãos do Malawi, devido à pandemia da AIDS na região. A bailarina Michaela DePrince comemorou a notícia em seu Instagram. Veja abaixo. So excited to announce that I’m working with this wonderful human being and she’s directing my movie about my life. @madonna. Another incredible person I’m excited to work with is the one and only @thecamillard ❤️? #michaeladeprince Uma publicação compartilhada por Michaela DePrince (@michaeladeprince) em 13 de Mar, 2018 às 12:04 PDT
Reese Witherspoon e Kerry Washington vão estrelar e produzir nova série dramática
A atriz Reese Witherspoon (série “Big Little Lies”) e Kerry Washington (“Scandal”) vão estrelar e produzir uma série baseada no livro “Little Fires Everywhere”, de Celeste Ng. A própria Reese fez o anúncio, ao lado da escritora, num vídeo disponibilizado no Facebook. Veja abaixo. Segundo a revista The Hollywood Reporter, a produtora Hello Sunshine, de Witherspoon, está negociando a exibição do projeto com diversas emissoras e serviços de streaming, num verdadeiro leilão de propostas. Além de produzir “Big Little Lies” no canal pago HBO, a empresa já emplacou três séries na vindoura plataforma da Apple. A trama de “Little Fires Everywhere” acompanha duas famílias distintas que se aproximam devido aos filhos, numa comunidade rica de Shaker Heights, Ohio, durante os anos 1990. A adaptação está a cargo da roteirista-produtora Liz Tigelaar, criadora da série “Life Unexpected”, que também será a showrunner da série. O livro será publicado no Brasil em maio sob o título “Pequenos Incêndios por Toda Parte”, pela editora Intrínseca.
Daniel Oliveira é acusado de abuso de menor no trailer do drama Aos Teus Olhos
A Conspiração Filmes divulgou o pôster e o trailer de “Aos Teus Olhos”, drama premiado, que traz Daniel de Oliveira (“Sangue Azul”) no papel de um professor de natação infantil acusado de abuso sexual pelos pais de um aluno. O tema atualíssimo é abordado na prévia em clima de suspense. A acusação vem, como várias hoje em dia, pelas redes sociais. O post de uma mãe se torna viral e provoca um linchamento virtual imediato. A denúncia se espalha rapidamente na internet e até as pessoas mais próximas do protagonista, como a diretora da escola e um colega de trabalho, ficam em dúvida sobre suas ações e intenções. A premissa é inspirada na peça espanhola “O Princípio de Arquimedes”, de Josep Maria Miró. O filme foi escrito por Lucas Paraizo (de “Gabriel e a Montanha” e série “Sob Pressão”) e dirigido por Carolina Jabor (“Boa Sorte”). Exibido em diversos festivais nacionais e internacionais, “Aos Teus Olhos” venceu quatro troféus no Festival do Rio 2017: Melhor Ator (Daniel de Oliveira), Melhor Ator Coadjuvante (Marco Ricca, pai do menino supostamente abusado), Melhor Roteiro e Melhor Filme no Voto Popular. Também foi considerado o Melhor Filme brasileiro na Mostra de São Paulo. A estreia comercial está marcada para 12 de abril.
The Rider: Trailer enfatiza qualidades de drama indie premiadíssimo e “sabotado” no Oscar 2018
“The Rider”, o menos badalado dos filmes indicados ao Spirit Awards 2018 (o chamado “Oscar indie”), ganhou pôster e seu primeiro trailer. E a prévia ajuda a explicar porque o filme tem sido tão elogiado pela crítica e premiado em festivais internacionais, com cenas que carregam emoção. Ao mesmo tempo, levanta dúvidas sobre os motivos que o deixaram de fora do Oscar 2018. Segundo filme de Chloe Zhao, cineasta nascida na China, mas radicada em Nova York, o filme conta a história real de um jovem cowboy que, após sofrer um acidente de rodeio, é impedido de voltar a cavalgar e luta para encontrar sentido e propósito em sua vida. Assim como Clint Eastwood fez (posteriormente) em “15h17 – Trem para Paris”, o personagem é vivido por Brady Jandreau, que enfrentou esse dilema em sua vida. O filme é amplamente baseado nas experiências do jovem. O longa estreou no Festival de Cannes de 2017, onde venceu o Prêmio CICAE, dedicado ao melhor “filme de arte”. Desde então, vem acumulando prêmios no circuito dos festivais, vencendo troféus em Valladolid, Reykjavik, Hamburgo, Deauville, etc. A produção concorre a quatro Independent Spirit Awards, incluindo Melhor Filme e Direção. Mas nem seus 98% de aprovação no site Rotten Tomatoes parecem ter sensibilizado a distribuidora Sony Pictures Classics a investir numa campanha para o Oscar. O filme não disputa o prêmio porque não seguiu as regras de inscrição, com lançamento limitado até 31 de dezembro nos Estados Unidos. Em vez disso, será lançado em 13 de abril, 11 meses após ser visto em Cannes, o que parece sabotagem, já que a data, distante do período de premiações, também prejudica suas chances de ser lembrado para o Oscar 2019. Como isso se explica? Será que a Sony Pictures Classics só tinha verba para fazer campanha de um único filme no Oscar e optou por “Me Chame pelo seu Nome”? Para completar, “The Rider” não tem previsão de lançamento no Brasil.
Lewis Gilbert (1920 – 2018)
Morreu o diretor Lewis Gilbert, lendário cineasta britânico, responsável por mais de 40 filmes, entre eles três longas de James Bond e três dos melhores dramas já feitos no cinema mundial. Ele tinha 97 anos. Nascido em Londres em 1920, Gilbert começou a carreira como ator infantil em “Dick Turpin” (1934) e chegou a ter um papel não creditado ao lado de Laurence Olivier em “O Divórcio de Lady X” (1938). Mas, ao final da adolescência, decidiu mudar seu foco para a direção, conseguindo trabalho na equipe do clássico “A Estalagem Maldita” (1939), de Alfred Hitchcock. Ele desenvolveu sua aptidão pelo registro cinematográfico em plena 2ª Guerra Mundial, durante a qual trabalhou para a unidade de filmes da Royal Air Force, realizando documentários. Esta experiência lhe abriu as portas da indústria do cinema britânico, lançando sua carreira de diretor com uma série de filmes noir nos anos 1950. Mas após dirigir clássicos do gênero, como “Os Bons Morrem Cedo” (1954) e “A Sombra do Pecado” (1955), demonstrou vocação para cenas de ação vertiginosas, ao levar para as telas a guerra que presenciou de verdade. O diretor virou um expert em filmes de combate. Ele dominou o gênero por meio de clássicos como “O Céu ao Seu Alcance” (1956), “Amanhã Sorrirei Outra Vez” (1958) e o incomparável “Afundem o Bismarck” (1960). Este filme se tornou um dos maiores sucessos do cinema britânico da época e o levou a outro blockbuster marítimo, “Revolta em Alto Mar” (1962). Ao atingir seu auge no cinema de ação, resolveu diversificar com o romance “Fruto de Verão” (1961). Mas a grande virada veio com um dos maiores clássicos do cinema britânico, “Alfie” (1966), que ganhou no Brasil o título de “Como Conquistar as Mulheres”. Revolucionário para a época, o filme em preto e branco trazia o jovem Michael Caine como um gigolô cínico que, no processo de explorar mulheres ricas, acabava se compadecendo de uma jovem pobre que decide abortar. Esta história forte era narrada com sensibilidade e humor, além de trazer elementos marcantes, como o visual e a vibração da era mod da Swinging London, ao mesmo tempo que se filiava ao “kitchen sink realism”, um movimento do cinema britânico que focava os dramas da classe baixa do país. Entretanto, também se diferenciava de tudo o que existia no cinema da época por incluir um artifício até então inusitado, em que o protagonista abandonava a trama por alguns minutos para se dirigir ao público com comentários mordazes sobre seu comportamento ou o que acontecia na história. No jargão teatral, isso se chama “quebrar a quarta parede”, com o detalhe de que, o que hoje parece normal num filme de Deadpool, era uma grande novidade em 1966. “Alfie” venceu o Prêmio Especial do Júri em Cannes e recebeu cinco indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme. A repercussão do longa fez Gilbert ser procurado pelos produtores Harry Saltzman e Albert R. Broccoli para dirigir o quinto filme de James Bond, “Com 007 Só Se Vive Duas Vezes” (1967), em que Sean Connery enfrentou o grande vilão da franquia, Ernst Stavro Blofeld (vivido por Donald Pleasence). Ele filmaria mais dois títulos do agente secreto, retornando em “007 – O Espião Que Me Amava” (1977), o melhor dos longas estrelados por Roger Moore, e sua continuação imediata, “007 Contra o Foguete da Morte” (1979), passado no espaço. No intervalo desses filmes, ainda filmou o sucesso de guerra “Alvorada Sangrenta” (1975). Sua carreira entrou em nova fase nos anos 1980, quando se concentrou em produções “menores”, pelo menos em termos de orçamento. O impacto, porém, foi dos maiores. Ao voltar a se reunir com Michael Caine em “O Despertar de Rita” (1983), criou um dos marcos do chamado “novo cinema britânico”, mesmo sendo um diretor da “velha guarda”. “O Despertar de Rita” girava em torno da dona de casa do título, vivida por Julie Walters, que decidia completar sua educação antes de ter filhos. Mas conforme aprendia e tinha contato com cultura, mais se distanciava do marido, até se separar. Caine viveu seu professor e os dois atores foram indicados ao Oscar – venceram o Globo de Ouro. O filme, por sua vez, conquistou o BAFTA, o prêmio da Academia britânica. O cineasta voltou a abordar uma mulher em crise de meia idade em outro filme marcante, “Shirley Valentine” (1989). Vendo a vida estagnada, a protagonista interpretada por Pauline Collins tinha uma mudança de perspectiva ao viajar com amigos para a Grécia e, no processo, resolve acordar para o que deseja de verdade. O longa rendeu indicação ao Oscar para Collins – que venceu o BAFTA – e nova história de lição de vida eternizada pelo cinema. Gilbert ainda fez três filmes antes de encerrar a carreira: o musical “O Despertar do Sucesso” (1991), estrelado por Liza Minnelli, o terror “Ilusões Perigosas” (1995), com Aidan Quinn e Kate Beckinsale, e a comédia dramática “Antes de Você nos Deixar” (2002). A evocação de sua carreira ajuda a lembrar que, embora Hollywood sugira o contrário, são na verdade raras as vezes em que o cinema produz filmes relevantes de fato, que exprimem as mudanças de suas épocas com precisão, servindo de guia e exemplo. Lewis Gilbert fez esta raridade acontecer três vezes em sua vida, abordando personagens contemporâneos da classe baixa e não os aristocratas de antigamente, que predominam até hoje no cinema britânico. Ao educar Rita, Alfie e Shirley Valentine, ele presenteou o público com personagens engraçados, dramáticos e reais, que poucas vezes se materializaram de forma tão envolvente nas telas. E isto não aconteceu por mero acaso. Lewis Gilbert foi um dos grandes mestres do cinema.
Rio Heroes: Nova série coloca Murilo Rosa e Priscila Fantin em lutas clandestinas
A Fox Premium estreia na noite deste sábado (4/2) a nova série brasileira “Rio Heroes”, que mergulha no universo das lutas de vale tudo. Inspirado na história verdadeira da criação de uma competição de lutas clandestinas, a atração reúne alguns nomes conhecidos do grande público, como Murilo Rosa, Priscila Fantin, André Ramiro e Duda Nagle. Um vídeo de bastidores, recém-divulgado, apresenta a trama em detalhes, com entrevistas do elenco e do “personagem” real que inspirou a história. Veja abaixo. Criada por Fabio Danesi (“O Negócio”) e dirigida por Pablo Uranga (“Superbonita”), a série se passa no início dos anos 2000 e traz Murilo Rosa como o lutador e professor de jiu-jitsu Jorge Pereira, adepto de métodos pouco ortodoxos: logo na cena de abertura, Jorge incentiva seu pupilo Rogerinho (Nagle) a brigar com o segurança de uma balada, como parte de seu treinamento. Com as crescentes restrições que passavam a vigorar no esporte naquela época, Jorge Pereira decide retomar o espírito original do vale-tudo quando um empresário lhe propõe organizar um campeonato que seria transmitido para apostadores americanos – o “Rio Heroes” do título, que na verdade aconteceu em Osasco, na Grande São Paulo. Mas a série não é só lutas. Há vários dramas que Jorge precisa enfrentar, além de uma multiplicidade de personagens e romance. Com cinco episódios, “Rio Heroes” chega às telas já com sua 2ª temporada aprovada. As gravações vai acontecer ainda este ano, novamente coproduzida por duas multinacionais, a Fox e a NBCUniversal, em parceria com a produtora Mixer. Vale lembrar que não é a primeira vez que as lutas de artes marciais mistas viram série dramática. “Kingdom” abordava o universo dos lutadores, acompanhando uma família dentro e fora do ringue, com um elenco que incluía Frank Grillo, Kiele Sanchez, Matt Lauria e o cantor Nick Jonas. Durou três temporadas no canal pago americano Spike (hoje, Paramount), entre 2014 e 2017.
Minissérie de Bryan Cranston baseada no Perigoso Livro para Garotos ganha primeiro trailer
A Amazon Prime Video divulgou o pôster e o primeiro trailer de “The Dangerous Book For Boys”, série infantil com temática dramática de superação. A atração é baseada no best-seller “O Perigoso Livro para Garotos” dos irmãos Conn e Hal Iggulden, originalmente um guia prático sobre atividades ao ar livre para meninos, que foi transformado num drama familiar sobre a importância da imaginação fértil das crianças. A trama gira em torno das dificuldades de uma mãe para lidar com a morte do marido e criar seus três filhos que, desde a perda do paí, mergulharam em videogames e celulares, ignorando o mundo. A solução se encontra num livro escrito a mão e repleto de colagens, feito pelo pai dos meninos, que serve de guia para aventuras ao ar livre que ele pretendia compartilhar com eles. Por meio desse livro, o filho mais novo volta a ver o pai e, ao embarcar na diversão, acessa a imaginação necessária para se reconectar com o mundo real. Curiosamente, a Disney tentou transformar o livro dos irmãos Iggulden num filme em 2007, mas o projeto nunca saiu do papel. Assim, o ator Bryan Cranston (série “Breaking Bad”) conseguiu os direitos em 2014 com o objetivo de fazer uma série. Com seis episódios, “O Perigoso Livro para Garotos” virou um minissérie criada por Cranston e o cineasta Greg Mottola (“Superbad” e “Férias Frustradas de Verão”). O elenco liderado pelo jovem Gabriel Bateman (“Quando as Luzes se Apagam”) ainda inclui Chris Diamantopoulos (“Os Três Patetas”) como o pai, Erinn Hayes (série “Childrens Hospital”) como a mãe, Drew Powell (a versão mirim de Weller na série “Blindspot”) e Kyan Zielinski (do vindouro terror “They Reach”) como os irmãos. “The Dangerous Book for Boys” estreia na plataforma de streaming no dia 30 de março.
Alfre Woodward vai viver a mãe de Cookie na série Empire
A atriz Alfre Woodward, que vive a vilã Mariah Dillard na série “Luke Cage”, terá um papel recorrente na série “Empire”, da rede Fox. Ela vai interpretar Renee, a mãe de Cookie (Taraji P. Henson), que ressurge na vida da filha para um encontro turbulento. Atualmente em hiato de fim de ano, “Empire” volta com novos episódios em 28 de março nos Estados Unidos. O drama musical criado por Lee Daniels e Danny Strong está na metade de sua 4ª temporada, centrado nas bastidores da gravadora fictícia Empire Entertainment e no melodrama da família que a fundou.












