Documentário “O Território”, sobre luta de tribo da Amazônia, é premiado no Emmy
O documentário “O Território”, sobre a luta do povo indígena Uru-Eu-Wau-Wau para defender sua terra na Amazônia, foi premiado com o Emmy no domingo (7/1), em cerimônia realizada no Peacock Theater, em Los Angeles. O evento fez parte do fim de semana inaugural da premiação da TV americana, conhecido como Creative Arts Emmy. A produção da National Geography venceu a categoria de Mérito Excepcional em Filmagem de Documentário. Dirigido pelo americano Alex Pritz, “O Território” acompanha a comunidade Uru-Eu-Wau-Wau na luta contra o desmatamento ilegal na Amazônia e as invasões de garimpeiros e madeireiros em sua área protegida na floresta tropical. Os protagonistas do documentário, Bitaté-Uru-Eu-Wau-Wau e Ivandeide Bandeira (também conhecida como Neidinha) receberam o prêmio na companhia dos produtores Txai Suruí e Gabriel Uchida. Influenciadora e integrante da Juventude Indígena de Rondônia, Suruí usou um manto com a frase: “A floresta grita por socorro”. “Esse é o reconhecimento da nossa luta e dos povos indígenas. Rondônia no topo, os povos indígenas também lá no topo”, comentou Bitaté, emocionado ao segurar a estatueta do Emmy, considerado o Oscar da televisão. Disponível na plataforma Disney+, “O Território” foi duplamente premiado no Festival de Sundance do ano passado, com o Prêmio do Público e um Prêmio Especial do Júri na competição internacional do evento. Além disso, o diretor Alex Pritz foi consagrado com o prêmio Cinema Eye de Melhor Estreia do ano em documentário. Emmy 2024 O Creative Arts Emmy aconteceu ao longo de dois dias, no sábado e domingo, totalizando quase 100 troféus antes da transmissão televisiva dos premiação considerada “principal”. Apenas o chamado Primetime Emmy, marcado para a próxima segunda-feira (15/1), é televisado. No Brasil, a cerimônia dos Primetime Emmys será exibida pelo canal pago TNT e pela plataforma HBO Max.
Retrospectiva | Os 15 melhores filmes brasileiros de 2023
O cinema brasileiro sofreu com a falta de regulamentação de cotas em 2023. A maioria dos lançamentos ficou só uma semana em cartaz e até as maiores bilheterias viram o número de salas desabar após a estreia. Mas se alguns dos melhores filmes foram pouco vistos, não faltaram produções de qualidade, premiadas em festivais nacionais e internacionais. O listão destaca thrillers de ação, dramas politizados, documentários e cinebiografias. PEDÁGIO Com apenas dois longas, a brasileira Carolina Markowicz já é uma diretora reconhecida no circuito internacional. Seu primeiro longa-metragem, “Carvão”, foi selecionado para festivais renomados como Toronto e San Sebastián, estabelecendo sua reputação como uma cineasta inovadora e corajosa, e “Pedágio” repetiu a dose, inclusive com direito a prêmio, o Tribute Award, no Festival de Toronto como talento emergente. A obra emerge como um poderoso drama repleto de angústia e embate familiar, centrado em Suellen, uma cobradora de pedágio na estrada de Cubatão, que busca fazer dinheiro para financiar a participação de seu filho, Tiquinho, em uma controversa terapia de “cura gay”. O elenco, liderado por Maeve Jinkings (“Os Outros”), traz uma performance notável, capturando a essência de uma mãe dilacerada pelo conflito entre o amor pelo filho e as pressões sociais. O novato Kauan Alvarenga (que trabalhou no curta “O Órfão”, da diretora), por outro lado, dá vida a Tiquinho com uma mistura de vulnerabilidade e força, representando a juventude LGBTQIAP+ que luta por aceitação e amor em uma sociedade hostil, dominada por dogmas religiosos. “Pedágio” se destaca também por sua abordagem técnica, com cenários que refletem a solidão dos personagens e uma trilha sonora que aprimora a experiência emocional do filme. O elenco ainda inclui Thomás Aquino (também de “Os Outros”), Aline Marta Maia (“Carvão”) e Isac Graça (da série portuguesa “Três Mulheres”). O SEQUESTRO DO VOO 375 O filme de ação dirigido por Marcus Baldini (“Bruna Surfistinha”) é baseado em um caso real ocorrido no Brasil durante a década de 1980, marcada por instabilidades econômicas e políticas. A trama gira em torno de Nonato (interpretado por Jorge Paz), um homem humilde do Maranhão frustrado com a falta de oportunidades e decepcionado com as promessas políticas não cumpridas. Em um ato de desespero, Nonato decide sequestrar um avião e jogá-lo contra o Palácio do Planalto, em Brasília, com o objetivo de assassinar o presidente José Sarney. O filme retrata a jornada de Nonato, sua determinação em cumprir a ameaça nos céus e o embate com o comandante Murilo (vivido por Danilo Grangheia), que se destaca na trama por suas habilidades de pilotagem e ações heroicas para salvar os passageiros. As cenas se desenrolam principalmente dentro do espaço claustrofóbico do antigo avião da VASP, mantendo a tensão durante toda a narrativa. A cinematografia e a direção habilmente capturam a emoção e o desespero dos personagens, alternando entre as expressões de Nonato, o comandante Murilo e os passageiros ansiosos. Apesar de alguns momentos em que os efeitos especiais evidenciam se tratar de uma produção brasileira (isto é, sem orçamento hollywoodiano), o filme mantém o espectador engajado com a história e a ação. A abordagem de Baldini faz mais que resgatar um dos momentos mais dramáticos da aviação brasileira, que, apesar de sua magnitude, permaneceu relativamente desconhecido do grande público. A obra também oferece uma narrativa profunda e humana por meio da interação entre os personagens principais, Nonato e Murilo, mostrando o potencial do cinema brasileiro para produzir obras dramáticas com suspense de alta qualidade. NOITES ALIENÍGENAS O grande vencedor do Festival de Gramado de 2022 traz um tema bastante atual: o impacto das facções criminosas na Amazônia, ameaçando a vida local. A trama se passa na periferia de Rio Branco, Acre, onde as vidas de três jovens amigos de infância se entrelaçam e, por fim, encontram-se em uma tragédia comum, em uma sociedade em transformação e impactada de forma violenta com a chegada do crime organizado na região. O longa de estreia de Sérgio de Carvalho (da série “O Olhar que Vem de Dentro”) venceu seis Kikitos em Gramado, incluindo Melhor Filme e três troféus de atuação, divididos entre Gabriel Knoxx (Melhor Ator), Chico Diaz (Melhor Ator Coadjuvante) e Joana Gatis (Melhor Atriz Coadjuvante), além de uma Menção Honrosa para Adanilo Reis (“Segunda Chamada”). MEDUSA O premiado filme de Anita Rocha da Silveira (“Mate-Me por Favor”) venceu o Festival de Rio e conquistou troféus em festivais internacionais importantes como San Sebastián, Sitges e Raindance. Num paralelo com a punição de Medusa pela deusa Atena, por não ser mais pura, a trama acompanha a jovem Mariana (Mari Oliveira, também de “Mate-Me por Favor”) numa cidade onde deve se esforçar ao máximo para manter a aparência de que é uma mulher perfeita. Para não cair em tentação, ela e suas amigas tentam controlar tudo e todas à sua volta. Num clima dominado pelo conservadorismo, a gangue de meninas “cristãs” assume para si a tarefa de punir as devassas, que fazem sexo fora do casamento, levando terror às ruas. O registro em tom de fábula neon do neoconservadorismo brasileiro conta com grande elenco global, incluindo Lara Tremouroux (“Rota 66: A Polícia que Mata”), Joana Medeiros (“Tropa de Elite”), Felipe Frazão (“Todxs Nós”), Bruna Linzmeyer (“O Grande Circo Místico”), Thiago Fragoso (“Travessia”) e João Oliveira (“Malhação”). TIA VIRGINIA O segundo longa de Fabio Meira (“As Duas Irenes”) venceu oito troféus no Festival de Gramado de 2023, incluindo o prêmio da Crítica e o de Melhor Atriz para Vera Holtz, que interpreta a personagem-título. A Tia Virgínia é uma senhora que, por não seguir os caminhos tradicionais de casamento e maternidade, assumiu o cuidado da mãe enferma. Sua rotina pacata é interrompida na véspera de Natal pela chegada de suas irmãs Vanda e Valquíria, interpretadas respectivamente por Arlete Salles e Louise Cardoso, além de familiares (Antônio Pitanga e outros), que se reúnem para festejar, mas desencadeiam uma série de conflitos e ressentimentos. Toda a história se desenrola num único dia, marcado pelos confrontos, tanto físicos quanto verbais, que destacam a disfuncionalidade da família e a maneira como essas relações moldaram a personagem principal. A casa, cheia de objetos e decorações que remetem a um passado que já não existe, simboliza o estado mental de Virgínia, que se recusa a aceitar o declínio de sua mãe e a realidade de sua situação. Para complicar, a casa e os pertences da matriarca são pontos de interesse para as irmãs, embora Virginia acredite que tenha mais direito por ter aberto mão da liberdade e de sonhos não realizados. A direção de arte premiada de Ana Mara Abreu confere à casa uma presença quase anímica, enriquecendo o cenário onde os dramas familiares se desenrolam. O roteiro premiado de Fabio Meira aborda de maneira sensível e crítica uma realidade comum na sociedade: o papel culturalmente imposto às mulheres como cuidadoras primárias no âmbito familiar, muitas vezes em detrimento de suas próprias vidas e aspirações. Virgínia reflete a figura de inúmeras mulheres que assumem a responsabilidade pelo cuidado de parentes enfermos ou idosos, um papel que frequentemente é esperado delas devido a normas de gênero enraizadas. Este aspecto do filme ressoa profundamente, evidenciando não só a dedicação e sacrifício da protagonista, mas também a complexidade e o peso emocional que acompanham essa escolha muitas vezes imposta, não escolhida. O filme também dá a Vera Holtz o melhor papel de sua carreira. Reconhecida por sua versatilidade e profundidade emocional em papéis anteriores, a atriz encarna a personagem-título com uma entrega que transita entre a força e a delicadeza, marcada por nuances que evidenciam não apenas o peso da responsabilidade que carrega como cuidadora, mas também suas camadas mais íntimas de frustração, amor e resiliência. NOSSO SONHO Maior bilheteria nacional do ano, o filme biográfico narra a história de Claudinho e Buchecha, interpretados pelos atores Lucas Penteado (“BBB 21”) e Juan Paiva (“Um Lugar ao Sol”). A produção conta como uma amizade de infância se tornou icônica, apresentando os desafios pessoais de Claudinho (Penteado) e Buchecha (Paiva), dos bastidores da fama às dificuldades enfrentadas rumo ao sucesso, antes do final trágico da dupla, com a morte de Claudinho num acidente de trânsito em 2001. A história é contada sob visão de Buchecha, que insistiu para que Claudinho aceitasse formar uma dupla. O destino dos artistas começa a ser traçado quando sua primeira música toca numa rádio local e eles assinam contrato nos anos 1990. A história dirigida por Eduardo Albergaria (“Happy Hour”) ainda é marcada por hits que marcaram época, como “Só Love”, “Coisa de Cinema” e a homônima “Nosso Sonho”, que embalam a trama. O elenco também conta com Tatiana Tiburcio (“Terra e Paixão”), Nando Cunha (“Os Suburbanos”), Clara Moneke (“Vai na Fé”), Antônio Pitanga (“Amor Perfeito”) e Isabela Garcia (“Anos Dourados”) entre outros. Há algumas simplificações narrativas, mas “Bohemian Rhapsody” cometeu os mesmos pecados. “Nosso Sonho” ainda compartilha os mesmos acertos do filme sobre Freddie Mercury, ao enfatizar a emoção de seus personagens, que de forma catártica também emociona o público. PROPRIEDADE Suspense em um contexto de tensão social, o filme brasileiro acompanha Teresa (interpretada por Malu Galli, de “Desalma”), cuja vida se transforma após um assalto traumático. Buscando tranquilidade, seu marido a leva para a fazenda da família em um carro blindado. Lá, eles enfrentam uma revolta dos trabalhadores, que reagem à perda iminente de seus empregos. A situação se agrava quando Teresa fica isolada dentro do veículo blindado, enquanto os trabalhadores protestam contra a decisão de transformar a fazenda em um resort. O início do filme, marcado por uma cena violenta gravada em vídeo de celular, estabelece o tom e aprofunda o trauma de Teresa. Este evento define seu caráter e suas ações subsequentes. O diretor Daniel Bandeira (“Amigos de Risco”) explora a dinâmica entre a proprietária e os trabalhadores da fazenda, destacando a crescente desesperança e a espiral de violência. Os trabalhadores, embora retratados em sua maioria como um grupo enfurecido, também têm seus momentos de dor e aspirações por um futuro melhor. A produção é eficaz como um thriller de sobrevivência, criando cenas de tensão e desconforto, especialmente em torno do carro blindado, que se torna tanto um refúgio quanto uma prisão para Teresa. Mas também é um filme de gênero que desafia o espectador a contemplar as nuances da luta de classes e suas implicações em uma sociedade fragmentada. CASA VAZIA O drama gaúcho oferece uma visão diferente dos pampas, ao acompanhar a vida de Raúl, um peão desempregado e pai de família que vive em uma casa isolada na imensidão solitária dos campos do Rio Grande do Sul. Assolado pela pobreza e a falta de trabalho, ele se junta a outros peões para roubar gado durante a escuridão. Mas uma noite, ao retornar da atividade criminosa, encontra sua casa vazia: sua mulher e filhos desapareceram. Com uma narrativa marcada por silêncios e uma sensação de isolamento, o filme oferece uma reflexão sobre a incomunicabilidade masculina e a impossibilidade de exteriorizar sentimentos e afetos – com Raúl constantemente olhando de forma melancólica para o nada. A trama também aborda a questão latifundiária, mostrando Raúl vivendo os dois lados da disputa. Estudo de personagem, a obra mostra a relação do peão com o ambiente ao seu redor, sendo engolido pelas vastas terras gaúchas. E para apresentar o universo regional de maneira muito autêntica, o ator principal, Hugo Nogueira, é um morador da região, escolhido pelo diretor Giovani Borba (“Banca Forte”) para fazer sua estreia como ator. Nogueira acabou premiado no Festival de Gramado, assim como o roteiro e a fotografia do longa. MUSSUM, O FILMIS Vencedora do Festival de Gramado de 2023, a cinebiografia retrata a vida de Antônio Carlos Bernardes Gomes (1941-1994), o eterno Mussum. A narrativa é segmentada em três fases da vida do humorista: infância, onde é vivido por Thawan Lucas (“Pixinguinha, Um Homem Carinhoso”), juventude, por Yuri Marçal (“Barba, Cabelo e Bigode”), e a fase de sucesso, por Aílton Graça (“Galeria do Futuro”). Dirigido por Sílvio...
Bilheteria | “Aquaman 2” lidera no Brasil com um terço da arrecadação do primeiro filme
“Aquaman 2: O Reino Perdido” liderou a bilheteria em sua estreia nos cinemas brasileiros, durante o fim de semana do Natal. Entretanto, assim como aconteceu nos EUA, a arrecadação ficou muito abaixo do esperado. O último filme da antiga DC Films arrecadou R$ 11,6 milhões e foi assistido por 527 mil pessoas em cinco dias, entre quinta-feira e segunda (25/12), segundo dados inéditos da Comscore. O primeiro “Aquaman”, lançado em 2018, estreou com público de aproximadamente 1,7 milhão de espectadores em quatro dias. Ou seja, mais que o triplo de espectadores e com um dia a menos nos cinemas. A arrecadação da época foi de R$ 31 milhões. O 2º lugar da semana ficou com “Renaissance: Um Filme de Beyoncé”, após a visita surpresa da cantora americana à Bahia. Documentário sobre a recente turnê de Beyoncé por países da Europa e estados dos EUA, foi visto por 131 mil pessoas e faturou R$ 4,78 milhões. “Wonka” fecha o pódio. Em sua terceira semana de exibição, faturou R$ 3,49 milhões e foi a opção de 165 mil espectadores. Uma surpresa brasileira Vale apontar que a comédia brasileira “Minha Irmã e Eu” apareceu em sétimo do ranking, com receita de R$ 245 mil, antes da estreia oficial, marcada para esta quinta (28/12). As sessões de pré-estreia do filme estrelado por Tatá Werneck e Ingrid Guimarães lotaram, inclusive de celebridades. As bilheterias somaram R$ 22,7 milhões no fim de semana, enquanto o público total atingiu 952 mil pessoas.
Beyoncé pagou do próprio bolso viagem, evento, comida e bebida para os fãs na Bahia
A cantora Beyoncé fez questão de pagar do próprio bolso tudo relacionado à sua vinda à Bahia para o evento de lançamento de “Renaissance: Um Filme de Beyoncé”, documentário sobre sua turnê mundial. A informação foi compartilhada pelo secretário de Cultura e Turismo de Salvador, Pedro Tourinho. Em publicação nas redes sociais, ele contou detalhes da passagem da cantora pela capital baiana para receber os convidados do Club Renaissance. “Tantas camadas: axé de Salvador, enrolada na bandeira da Bahia, pagou a própria passagem (avião) e mais todo o evento, comida e bebida para todos os fãs que foram tratados com toda gentileza e cuidado”, escreveu Tourinho no Instagram. A cantora permaneceu apenas 30 minutos no evento e 6 horas em solo brasileiro. Cerca de 520 pessoas foram envolvidas na produção da festa, realizada numa parceria da Parkwood Entertainment, produtora da artista, com a TV Globo e uma produtora de Salvador, a IDW Entretenimento. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Pedro Tourinho (@pedrotourinho)
Estreias | Percy Jackson, Rebel Moon, Maestro, Resistência e as novidades do streaming
Os 10 destaques da semana em streaming reúnem uma oferta reduzida de séries. São apenas três indicações, incluindo o esperado lançamento de “Percy Jackson e os Olimpianos” e a volta de “What If…?”. Com sete títulos, a seleção de cinema oferece mais variedade, com superproduções sci-fi, a maior bilheteria nacional do ano, o documentário recordista de Taylor Swift e filmes que devem aparecer no Oscar 2024. Confira a seleção de novidades: SÉRIES PERCY JACKSON E OS OLIMPIANOS | DISNEY+ A franquia literária de Rick Riordan vira série após dois filmes decepcionantes na década passada. Mas desta vez acerta em cheio, ao contar com a supervisão do escritor, responsável por tornar a produção bastante fiel à sua obra. A trama gira em torno do personagem-título, um garoto de 12 anos que descobre ser um semideus, filho de um deus grego e de uma mãe humana. Percy Jackson é vivido por Walker Scobbell, revelação do filme “O Projeto Adam” (2022). Ambientada em Nova York, a série inicia com o protagonista enfrentando desafios típicos da adolescência – bullying, dislexia e TDAH – até perceber que consegue ver criaturas estranhas que outros não veem. A narrativa se desenrola rapidamente após um incidente na escola, quando Percy é atacado por sua professora que se transforma em uma Fúria. Ele é resgatado por um caneta mágica dada por outro professor, Sr. Brunner (Glynn Turman), que também não é quem parece ser, e acaba descobrindo que seu amigo Grover (Aryan Simhadri) é um sátiro encarregado de protegê-lo. Levado ao Acampamento Meio-Sangue, ele conhece outros filhos de deuses, incluindo Jason Mantzoukas como Dionísio, diretor do acampamento, e Annabeth (Leah Sava Jeffries), filha de Atena, que se torna uma importante aliada. A trama é impulsionada pela busca do raio de Zeus, levando Percy e seus amigos em uma jornada épica, repleta de desafios mitológicos e criaturas perigosas. Sob a direção de James Bobin (“Alice Através do Espelho”), a narrativa se destaca por oferecer uma visão realista das crianças, equilibrando a aventura com as inseguranças típicas da idade. A produção está a cargo de Jon Steinberg (“The Old Man”) e Riordan, e o elenco também conta com Megan Mullally (“Will & Grace”), Glynn Turman (“A Voz Suprema do Blues”), Jason Mantzoukas (“The Good Place”), Virginia Kull (“NOS4A2”), Timm Sharp (“Juntos Mas Separados”), Lin-Manuel Miranda (“Em um Bairro de Nova York”), Toby Stephens (“Perdidos no Espaço”) e o falecido Lance Reddick (“John Wick”). A CRIATURA DE GYEONGSEONG | NETFLIX mbientada na primavera de 1945, na cidade de Gyeongseong, a nova série sobrenatural reúne dois dos maiores astros da Coreia do Sul, Park Seo-joon (em cartaz em “As Marvels”) e Han So-hee (“My Name”), que se unem pela primeira vez num mesmo projeto. Ele interpreta o homem mais rico de Gyeongseong e proprietário de uma casa de penhores, enquanto ela vive uma detetive famosa por sua capacidade de rastrear qualquer pessoa, até mesmo os mortos. Ambos se cruzam na investigação de casos de desaparecidos, que leva ao hospital onde estranhas experiências são criadas em laboratório. Mas uma vez no interior da instituição, os dois precisão lutar para sobreviver ao se depararem com uma criatura “nascida da ganância humana”. Escrita por Kang Eun-kyung (“Dr. Romântico”) e dirigida por Jeong Dong-yun (“Tudo Bem Não Ser Normal”), a atração combina ação, melodrama e terror, e também traz em seu elenco Wi Ha-joon (“Round 6”), Claudia Kim (“A Torre Negra”), Kim Hae-sook (“A Criada”), Jo Han-chul (“Alerta Vermelho”) e Ji Woo (“Estranhos Íntimos”). Dividida em duas partes, a série conclui com uma segunda leva de episódios em 5 de janeiro. WHAT IF…? | DISNEY+ A série animada em que o Vigia (voz de Jeffrey Wright) explora o multiverso retorna com novas versões alternativas dos heróis dos quadrinhos em sua 2ª temporada. As histórias exploram o que aconteceria se… Nebulosa se juntasse à Tropa Nova, Peter Quill atacasse os heróis mais poderosos da Terra, Hela encontrasse os Dez Anéis, os Vingadores se reunissem em 1602 e outras possibilidades, com direito até a uma trama natalina, focada em Happy Hogan. Um dos atrativos da produção criada por AC Bradley é o envolvimento dos atores do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). Alguns dos principais personagens são dublados por seus intérpretes dos filmes live-action, como Karen Gillan (Nebulosa) Hayley Atwell (Peggy Carter), Cate Blanchett (Hela), Elizabeth Olsen (Wanda Maximoff), Kat Dennings (Darcy Lewis) e Jon Favreau (Happy Hogan). Mas alguns protagonistas tiveram suas vozes substituídas, como Viúva Negra (Lake Bell), Capitão América (Josh Keaton) e, claro, Pantera Negra (que não teve seu intérprete revelado até o momento). São ao todo 9 capítulos, disponibilizados diariamente até o dia 30 de dezembro. E em breve chegam mais, porque “What If…?” já se encontra renovada para seu terceiro ano de produção e ainda ganhará a companhia de uma série derivada, “Marvel Zombies” – ainda sem previsão de lançamento. FILMES SALTBURN | PRIME VIDEO Escrito e dirigido pela vencedora do Oscar Emerald Fennell (“Bela Vingança”), o thriller aristo-gótico mergulha nas complexidades e prazeres ocultos das classes altas da Inglaterra. Situado entre os ambientes elitistas da Universidade de Oxford e a propriedade que dá nome ao filme, a narrativa segue Oliver Quick (interpretado por Barry Keoghan, de “Eternos”), um estudante bolsista de Oxford, que se encontra em um mundo de privilégios e riqueza após ser convidado a passar o verão na mansão de campo Saltburn, propriedade da família de um colega de aula carismático e rico, Felix Catton (Jacob Elordi). Este cenário pitoresco se torna o palco para uma série de eventos que desencadeiam obsessão, ressentimento e vingança. A história de “Saltburn” é uma viagem através da consciência de classe, envolvendo o espectador em uma sátira vívida de “Brideshead Revisited”, com referências à cultura pop dos anos 2000. Oliver entra neste mundo de riqueza e influência, fascinado e ao mesmo tempo deslocado. Ele rapidamente se torna o favorito de Felix, o que gera tensão e inveja entre os outros membros da elite. A estadia em Saltburn revela segredos e verdades ocultas sobre a família Catton, enquanto ele luta para manter sua identidade e moralidade em meio a um ambiente de indulgência e extravagância. Barry Keoghan oferece uma atuação marcante, com um desempenho que equilibra inocência e astúcia. Seu relacionamento com Felix é o coração da trama, explorando temas de obsessão, desejo e manipulação. A cinematografia de Linus Sandgren e a direção de arte de Suzie Davies criam um visual deslumbrante que complementa a narrativa, enquanto performances de destaque de Rosamund Pike (“A Roda do Tempo”), Richard E. Grant (“Loki”) e outros adicionam profundidade e humor ao filme. “Saltburn” se estabelece como uma análise astuta e estilizada das dinâmicas de poder e divisões sociais, marcando mais um sucesso na carreira de Fennell. MAESTRO | NETFLIX Bradley Cooper volta ao mundo da música após o sucesso de “Nasce uma Estrela”, em seu segundo filme como diretor. Desta vez, porém, a trama é biográfica, debruçando-se sobre a figura complexa de Leonard Bernstein, um renomado compositor e maestro americano – mais conhecido pelos brasileiros como o autor da trilha do musical “Amor, Sublime Amor”. Também intérprete do protagonista (com um notável nariz postiço), Cooper opta por uma abordagem não linear, contando a história de Bernstein através de uma série de vinhetas que cobrem diferentes períodos de sua vida. Outro aspecto distintivo da estrutura narrativa é o uso criativo da cor. As cenas iniciais são apresentadas em preto e branco, evocando a estética de fotografias antigas e filmes clássicos, o que confere às imagens um ar nostálgico e histórico. À medida que a história avança, o filme introduz cores, sinalizando mudanças temporais e emocionais na vida de Bernstein. Essa transição é usada de maneira eficaz para destacar a evolução dos personagens e dos tempos. O drama começa com Bernstein em seus anos finais, refletindo sobre sua vida e carreira, o que permite que o filme mergulhe em flashbacks de momentos cruciais de sua trajetória. Essas cenas, que vão desde sua estreia surpreendente na Filarmônica de Nova York até os problemas de seu casamento com Felicia Montealegre, facilitam a exploração tanto dos triunfos quanto dos desafios enfrentados pelo maestro e compositor. Boa parte do enredo se concentra na relação de Bernstein com sua esposa (interpretada por Carey Mulligan, de “Bela Vingança”), que abrange várias décadas, revelando as nuances de um relacionamento marcado pela admiração mútua, mas também por obstáculos decorrentes da sexualidade do compositor e de sua natureza artística expansiva. Mulligan entrega uma performance notável, capturando a evolução da personagem ao longo dos anos. Além disso, o filme utiliza a música para ilustrar os momentos pessoais intensos do protagonista, integrando performances musicais ao enredo de forma orgânica para celebrar a genialidade musical de Bernstein. ACAMPAMENTO DE TEATRO | STAR+ A comédia maluca sobre teatro infantil se passa num acampamento de verão onde monitores criativos, apaixonados e um pouco desequilibrados se juntam durante as férias escolares para ensinar teatro a uma nova turma de crianças. Porém, quando a fundadora do acampamento entra em coma, seu filho desinformado e pretensioso decide entrar em ação para salvar o local da falência, mesmo sem saber nada sobre teatro. Trabalhando em conjunto com os monitores do acampamento e professores excêntricos, ele lança uma missão desafiadora: criar uma peça de teatro genial em apenas três semanas com crianças completamente inexperientes. O filme é baseado num curta de 2020 da atriz Molly Gordon (“O Urso”) e do diretor de clipes Nick Lieberman, casal que faz sua estreia como cineastas na versão ampliada da trama. Além de escrever e dirigir com o namorado, Molly Gordon também estrela “Theater Camp” junto com Jimmy Tatro (“Economia Doméstica”), Ben Platt (“Querido Evan Hansen”), Ayo Edebiri (“O Urso”), Noah Galvin (“The Good Doctor”) e Amy Sedaris (“Ghosted: Sem Resposta”). O elenco e os diretores venceram um prêmio especial (Melhor Conjunto) no Festival de Sundance, durante sua première em janeiro passado, ocasião em que o filme foi coberto de elogios pela crítica e atingiu 86% de aprovação no agregador Rotten Tomatoes. RESISTÊNCIA | STAR+ A nova sci-fi de Gareth Edwards, diretor de “Godzilla” (2014) e “Rogue One: Uma História Star Wars” (2016), é um thriller de ação passado num futuro distópico, marcado pela guerra entre a humanidade e a inteligência artificial (IA). Com efeitos visuais de ponta, o longa se passa após um atentado que fez os EUA banirem todas as IA e acompanha o agente militar Joshua, interpretado por John David Washington (“Tenet”), em uma missão de invasão na Nova Ásia, região onde as IAs ainda são legais, para caçar e matar o Criador, arquiteto elusivo de uma IA avançada com o poder de encerrar as guerras e a própria humanidade. Só que a arma que ele recebeu instruções para eliminar é, na verdade, uma IA com forma de criança. Diante da descoberta – e de alguma reflexão – , ele surpreende ao mudar de lado, enfrentando desafios arriscados para proteger a jovem androide daqueles que querem destruí-la. A obra foi muito elogiada por sua abordagem ambiciosa num gênero frequentemente dominado por sequências e remakes. A narrativa não explora apenas a guerra entre humanos e IA, mas também mergulha em questões éticas e filosóficas, o que rendeu comparações a obras icônicas de ficção científica. De fato, a trama lembra vários outros filmes, evocando desde produções sobre a Guerra do Vietnã (como “Apocalypse Now”) até sci-fis sobre IAs (“IA”) e androides (“Blade Runner”). O roteiro original foi escrito por Edwards e Chris Weitz (também de “Rogue One”) e o elenco ainda conta com Gemma Chan (“Eternos”), Ken Watanabe (“A Origem”), Sturgill Simpson (“Dog: A Aventura de Uma Vida”), Allison Janney (vencedora do Oscar por “Eu, Tonya”) e a atriz mirim estreante Madeleine Yuna Voyles. REBEL MOON – PARTE 1: A MENINA DE FOGO | NETFLIX Zack Snyder, um diretor cujo trabalho frequentemente divide opiniões, conseguiu unanimidade com seu novo longa. A crítica internacional odiou de forma unificada – a aprovação é de apenas 25% no Rotten...
Beyoncé está na Bahia para lançar documentário de sua turnê
A vinda surpresa de Beyoncé ao Brasil aconteceu em meio a muita expectativa e memes nesta quinta (21/12). O jatinho particular da cantora desembarcou em Salvador no começo da noite, após se tornar o avião mais seguido do mundo em sua viagem dos EUA até a Bahia. Para completar, o perfil oficial da artista no Instagram postou uma foto da aeronave, com uma imagem do cavalo de cristal do álbum “Renaissence” surgindo em sua porta, fazendo estourar a ansiedade dos fãs. A imagem rapidamente viralizou e também rendeu humor, com muita gente lembrando do desenho de avião de Boninho como pista para um dos participantes do “BBB 24”. O reality rival também foi evocado. A própria apresentadora de “A Fazenda 15”, Adriane Galisteu, zoou: “Uma artista internacional fará o show da final da Fazenda que acontece hoje. Ela acabou de chegar no Brasil de jato… palpites?” Até Bruno Reis, prefeito de Salvador, alimentou a euforia com publicações enigmáticas no X (antigo Twitter), incluindo uma abelha e uma coroa – em referência ao apelido “Queen B” (abelha é bee em inglês, igual à pronúncia da letra B), como Beyoncé é conhecida entre os fãs. “Não direi nada, mas haverá sinais!”, ele escreveu ao lado dos emojis. A cantora Ludmilla também marcou presença, fazendo disparar boatos de encontro as divas. A história não parou de crescer, com o perfil do Instagram da Guarda Civil Metropolitana de Salvador publicando imagens do cortejo de Beyoncé na saída do aeroporto. Ela veio mesmo O nervosismo pela confirmação fez muita gente atualizar sem parar a timeline do Twitter, até surgirem as primeiras imagens da cantora – e com a bandeira da Bahia nas mãos. Ela veio ao país para a festa “Club Renaissance”, realizada para promover o lançamento do longa “Renaissence – Um Filme de Beyoncé” no mercado brasileiro. A produção é um documentário da turnê mundial da cantora, que vai trazer seu show ao Brasil em 2024. O filme foi lançado com a mesma festa em outros países, muitas vezes com a presença da artista. O evento aconteceu nesta noite no Centro de Convenções de Salvador com uma exibição do filme, decoração temática ambientada no universo do álbum “Renaissance” e presença da rainha, com direito a distribuição de simpatia e elogios para a Bahia. “Era muito importante para mim estar aqui na Bahia. ‘Renaissence’ é sobre liberdade, beleza, alegria. Tudo que vocês brasileiros representam. Estou muito feliz de estar aqui e ver o rosto lindo de vocês”, ela discursou. Confira abaixo as imagens da vinda de Beyoncé ao Brasil. SANTA BEYONCÉ KNOWLES padroeira da Bahia pic.twitter.com/QOWfLjboUv — begin pedro⸆⸉ (@everspeak13) December 22, 2023 🚨🇧🇷 BEYONCÉ NO PALCO DO CLUB RENAISSANCE EM SALVADOR. pic.twitter.com/VevQ8ua4aU — Vixenotifiquei (@vixe_notifiquei) December 22, 2023 ELA VEIO CARALHO!!!BEYONCÉ É BAIANA, PORRA!!! 😭😭😭😭😭😭 pic.twitter.com/9XCTXrq23n — Spartakus (@spartakus) December 22, 2023 após UMA DÉCADA, a beyoncé voltou pro brasil e ainda melhor pra BAHIA. ela é baiana de alma meu deus 😭🥹 pic.twitter.com/vsQtaHVkg2 — henrique (@_henriqueee1) December 22, 2023 🚨 Parte do discurso da Beyoncé. “Era muito importante para mim estar aqui na Bahia. RENAISSANCE é sobre liberdade, beleza, alegria. Tudo que vocês brasileiros representam. Estou muito feliz de estar aqui e ver o rosto lindo de vocês.” pic.twitter.com/GOTNDId11L — BEYHIVE (@beyhivecombr) December 22, 2023 to simplesmente apaixonada por essas fotos da beyonce segurando a bandeira da bahia pic.twitter.com/1f9FwAqwBu — keka (@raredser) December 22, 2023 BEYONCÉEEEEEpic.twitter.com/KIcuuQIQfz — soty parody era (@poolsdrunk) December 22, 2023 Simplesmente a beyonce na bahia!!! Eu amo que a diva não deitou pros outros estados e veio bem linda pra SALVADOR pic.twitter.com/5ARYFqZpfE — Vanessa (@malvadezanessa) December 22, 2023 Beyoncé trying to get Brazilians to do the mute challenge 😂😂. She can’t be serious, like sis, they haven’t seen you in 50 years pic.twitter.com/pdQYotuD9Z — Hermaden (Fan Account) (@IChoseViolences) December 22, 2023
Festival de Berlim homenageará Martin Scorsese com Leão de Ouro pela carreira
O Festival de Cinema de Berlim anunciou nesta quinta (21/12) que sua 74ª edição entregará um prêmio honorário a Martin Scorsese. Os organizadores do festival alemão selecionaram o veterano cineasta americano como homenageado de 2024 com um Urso de Ouro pelas realizações da carreira. O diretor de 81 anos, conhecido por clássicos como “Taxi Driver” e “Touro Indomável” será homenageado em 20 de fevereiro com uma cerimônia especial. Em comunicado, o organizadores destacaram o mais recente filme de Scorsese, “Assassinos da Lua das Flores”, como uma das suas maiores conquistas, mostrando que o cineasta continua inovador. “Para quem considera o cinema como a arte de moldar uma história de uma forma que seja ao mesmo tempo completamente pessoal e universal, Martin Scorsese é um modelo incomparável”, declararam Mariette Rissenbeek e Carlo Chatrian, diretores do festival. Um dos cineastas mais influentes de sua geração, Scorsese tem uma carreira que supera cinco décadas. Nascido em 1942, em Nova York, ele começou a se destacar na década de 1970, uma era conhecida como “Nova Hollywood”, na qual emergiram diversos talentos que reformularam o cinema americano. Seu filme “Taxi Driver”, lançado em 1976, não apenas ganhou aclamação crítica, mas também se tornou um marco cultural, estabelecendo o diretor como um mestre na exploração de temas complexos como alienação urbana e psicologia perturbada. Sua colaboração frequente com o ator Robert De Niro, começando com “Caminhos Perigosos” (1973) e incluindo obras-primas como “Touro Indomável” (1980) e “Os Bons Companheiros” (1990), solidificou sua reputação como um diretor de visão singular. Ele também teve uma parceria notável com Leonardo DiCaprio, iniciada com “Gangues de Nova York” (2002) e fortalecida com sucessos como “O Aviador” (2004) e “Os Infiltrados” (2006) – este último rendeu a Scorsese seu primeiro Oscar de Melhor Diretor. Esta colaboração continuou a brilhar com “Ilha do Medo” (2010) e “O Lobo de Wall Street” (2013). Em “Assassinos da Lua das Flores”, ele trabalhou pela primeira vez com os dois atores juntos, num resultado que está figurando em várias listas de premiação. Além de seu sucesso em filmes de ficção, Scorsese também se destacou no gênero documental, com uma ênfase notável em documentários musicais. Exemplos incluem “O Último Concerto de Rock” (1978), sobre a despedida do grupo musical The Band, “No Direction Home” (2005), sobre Bob Dylan, “Living in the Material World” (2011), sobre George Harrison, demonstrando seu talento para capturar a essência de ícones musicais e eventos culturais significativos. A abertura do Festival de Berlim está marcada para o dia 15 de fevereiro, com o encerramento previsto para dez dias depois, em 25 de fevereiro.
“Barbie” e “A Sociedade da Neve” lideram lista de pré-selecionados do Oscar 2024
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA anunciou nesta quinta (21/12) uma lista de filmes pré-selecionados para o Oscar 2024 em 10 categorias. “Barbie” demonstrou sua popularidade, liderando a relação com cinco nomeações, graças à presença de três faixas na relação de Melhor Canção Original. O filme de Greta Gerwig também aparece na disputa de Melhor Trilha Sonora e Mixagem de Som. O Brasil ficou fora de todas as categorias – o principal candidato era “Retratos Fantasmas”, de Kleber Mendonça Filho, que tentava indicações como Melhor Filme Internacional e Documentário. Mas teve filme internacional se destacando. A produção espanhola da Netflix “A Sociedade da Neve”, do diretor J.A. Bayona, apareceu quatro vezes, logo atrás de “Barbie”. O detalhe é que “Barbie” só disputa três categorias, enquanto “A Sociedade da Neve” está pré-selecionado em quatro: Melhor Filme Internacional, Maquiagem e Penteado, Efeitos Visuais e Trilha Sonora. “O Assassino da Lua das Flores”, de Martin Scorsese, também apareceu quatro vezes, em Maquiagem e Penteado, Mixagem de Som, Trilha Sonora e Canção Original. Os cinco indicados (finalistas) de cada categoria serão anunciados no dia 23 de janeiro. Já a premiação está marcada para 10 de março. Veja a lista completa dos pré-selecionados ao Oscar 2024. Maquiagem e Penteado “Beau Tem Medo” “Ferrari” “Golda” “Assassino da Lua das Flores” “Drácula: A Última Viagem de Deméter” “Maestro” “Napoleão” “Oppenheimer” “Pobres Criaturas” “A Sociedade da Neve” Efeitos Visuais “Resistência” “Godzilla Minus One” “Guardiões da Galáxia Vol. 3” “Indiana Jones e a Relíquia do Destino” “Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1” “Napoleão” “Pobres Criaturas” “Rebel Moon – Parte 1: A Menina de Fogo” “A Sociedade da Neve” “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” Mixagem de Som “Barbie” “Resistência” “Ferrari” “O Assassino” “Assassino da Lua das Flores” “Maestro” “Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1” “Napoleão” “Oppenheimer” “Zona de Interesse” Trilha Sonora Original “American Fiction” “American Symphony” “Barbie” “O Menino e a Garça” “A Cor Púrpura” “Elementos” “Os Rejeitados” “Indiana Jones e a Relíquia do Destino” “Assassino da Lua das Flores” “Oppenheimer” “Pobres Criaturas” “Saltburn” “A Sociedade da Neve” “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” “Zona de Interesse” Canção Original “It Never Went Away” de “American Symphony” “Dear Alien (Who Art In Heaven)” de “Asteroid City” “Dance The Night” de “Barbie” “I’m Just Ken” de “Barbie” “What Was I Made For?” de “Barbie” “Keep It Movin’” de “A Cor Púrpura” “Superpower (I)” de “A Cor Púrpura” “The Fire Inside” de “Flamin’ Hot” “High Life” de “Flora and Son” “Meet In The Middle” de “Flora and Son” “Can’t Catch Me Now” de “Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes” “Wahzhazhe (A Song For My People)” de “Assassino da Lua das Flores” “Quiet Eyes” de “Past Lives” “Road To Freedom” de “Rustin” “Am I Dreaming” de “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” Melhor Filme Internacional “Amerikatsi” (Armênia) “The Monk and the Gun” (Butão) “Bastarden” (Dinamarca) “Folhas de Outono” (Finlândia) “O Sabor da Vida” (França) “Das Lehrerzimmer” (Alemanha) “Terra de Deus” (Islândia) “Io Capitano” (Itália) “Dias Perfeitos” (Japão) “Totem” (México) “Kadib Abyad” (Marrocos) “A A Sociedade da Neve” (Espanha) “As 4 filhas de Olfa” (Tunísia) “20 Days in Mariupol” (Ucrânia) “Zona de Interesse” (Inglaterra) Documentário em Longa-metragem “American Symphony” “Apolonia, Apolonia” “Beyond Utopia” “Bobi Wine: The People’s President” “Desperate Souls, Dark City and the Legend of Midnight Cowboy” “The Eternal Memory” “Four Daughters” “Going to Mars: The Nikki Giovanni Project” “In the Rearview” “Stamped from the Beginning” “Still: A Michael J. Fox Movie” “A Still Small Voice” “32 Sounds” “To Kill a Tiger” “20 Days in Mariupol” “The ABCs of Book Banning” “The Barber of Little Rock” “Bear” “Between Earth & Sky” “Black Girls Play: The Story of Hand Games” “Camp Courage” “Deciding Vote” “How We Get Free” “If Dreams Were Lightning: Rural Healthcare Crisis” “Island in Between” “The Last Repair Shop” “Last Song from Kabul” “Nǎi Nai & Wài Pó” “Oasis” “Wings of Dust” Documentário de curta-metragem “The ABCs of Book Banning” “The Barber of Little Rock” “Bear” “Between Earth & Sky” “Black Girls Play: The Story of Hand Games” “Camp Courage” “Deciding Vote” “How We Get Free” “If Dreams Were Lightning: Rural Healthcare Crisis” “Island in Between” “The Last Repair Shop” “Last Song from Kabul” “Nǎi Nai & Wài Pó” “Oasis” “Wings of Dust” Curta-metragem de Animação “Boom” “Eeva” “Humo (Smoke)” “I’m Hip” “A Kind of Testament” “Koerkorter (Dog Apartment)” “Letter to a Pig” “Ninety-Five Senses” “Once upon a Studio” “Our Uniform” “Pachyderme” “Pete” “27” “War Is Over! Inspired by the Music of John & Yoko” “Wild Summon” Curta-metragem de Ação “The After” “The Anne Frank Gift Shop” “An Avocado Pit” “Bienvenidos a Los Angeles” “Dead Cat” “Good Boy” “Invincible” “Invisible Border” “Knight of Fortune” “The One Note Man” “Red, White and Blue” “The Shepherd” “Strange Way of Life” “The Wonderful Story of Henry Sugar”
Brasil fica fora do Oscar 2024, excluído em todas as categorias
O Brasil ficou mais uma vez fora da disputa do Oscar 2024. O principal candidato brasileiro era um documentário, “Retratos Fantasmas”, de Kleber Mendonça Filho, que tentava indicações em duas categorias: Melhor Filme Internacional e Melhor Documentário. Além dele, “Elis & Tom” também buscava uma nomeação dentre os documentários da competição, e “Big Bang”, de Carlos Segundo, visava lugar na disputa de Melhor Curta-metragem. Todos estão fora do páreo. A relação dos filmes pré-qualificados foi anunciada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA nesta quinta (21/12), incluindo várias categorias. O Brasil não emplaca um indicado na disputa de longa-metragem internacional há 24 anos, desde o excelente “Central do Brasil” em 1999, que também rendeu indicação a Fernanda Montenegro como Melhor Atriz. Em 2008, “O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias” chegou perto, passando pela primeira peneira, mas acabou não sendo incluído na lista final da Academia. Apesar de ter sido exibido no Festival de Cannes, “Retratos Fantasmas” foi uma escolha fraca da Academia Brasileira, já que o filme de Kleber Mendonça Filho não disputou prêmio no festival nem contava com premiações em eventos cinematográficos de peso, tornando sua exclusão mais que esperada. Entre os que seguem na disputa destacam-se justamente alguns filmes premiados em Cannes, entre eles o finlandês “Folhas de Outono”, de Aki Kaurismäki, vencedor do Prêmio do Júri, e o inglês “Zona de Interesse”, de Jonathan Glazer, que levou o Grande Prêmio do Júri. Mas, ironicamente, o filme premiado com a Palma de Ouro ficou de fora por opção de seu país. A França não inscreveu “Anatomia de Uma Queda”, de Justine Triet, que ainda concorre ao Globo de Ouro, Critics Choice e Spirit Awards na categoria. Em vez disso, optou por “O Sabor da Vida”, que rendeu ao vietnamita Anh Hung Tran o prêmio de Melhor Direção em Cannes. O longa também passou pela triagem da Academia e está na lista dos pré-selecionados. A produção espanhola da Netflix “Sociedade da Neve”, do diretor J.A. Bayona, é outra favorita assumida, principalmente após aparecer em outras categorias divulgadas pela Academia – também está nomeada a Melhor Maquiagem e Penteado, Efeitos Visuais e Trilha Sonora. Teoricamente, o Brasil ainda pode conseguir uma indicação em Animação com “Perlimps”, porque este ano o Oscar não divulgou listas de pré-qualificados da categoria. O problema é que o filme de Alê Abreu (que já disputou o Oscar com “O Menino e o Mundo”) não aparece em nenhuma lista da imprensa hollywoodiana como cotado e nem sequer tem críticas publicadas no Rotten Tomatoes. Nos fóruns americanos de discussão do Oscar, a impressão é que ninguém sabe que o filme existe. Os cinco indicados (finalistas) de cada categoria serão anunciados no dia 23 de janeiro. Já a premiação está marcada para 10 de março. Confira abaixo a lista dos filmes pré-selecionados na categoria de Melhor Filme Internacional. “Amerikatsi” (Armênia) “The Monk and the Gun” (Butão) “Bastarden” (Dinamarca) “Folhas de Outono” (Finlândia) “O Sabor da Vida” (França) “Das Lehrerzimmer” (Alemanha) “Terra de Deus” (Islândia) “Io Capitano” (Itália) “Dias Perfeitos” (Japão) “Totem” (México) “Kadib Abyad” (Marrocos) “A Sociedade da Neve” (Espanha) “As 4 filhas de Olfa” (Tunísia) “20 Days in Mariupol” (Ucrânia) “Zona de Interesse” (Inglaterra)
Estreias | Aquaman, Beyoncé e os Três Mosqueteiros chegam aos cinemas
O lançamento de “Aquaman 2: O Reino Perdido” ocupa a maioria dos cinemas nesta semana, numa última tentativa de fazer os títulos da DC renderem nas bilheterias, antes do reboot completo previsto para 2025. O documentário da turnê de Beyoncé e a nova aventura dos Três Mosqueteiros completam a programação comercial, com exibição em cerca de 200 cinemas. Confira abaixo os detalhes destes filmes e das estreias em circuito limitado. AQUAMAN 2: O REINO PERDIDO A sequência de “Aquaman” (2018), maior sucesso da DC no cinema, representa um momento decisivo no cinema de super-heróis, marcando o fim do DCEU, o universo DC criado em torno da visão de Zack Snyder. Com Jason Momoa reprisando seu papel como Aquaman, a produção se afasta do que funcionou no primeiro filme para evocar produções clássicos de “animigos”, numa mistura de ação e humor. No centro da narrativa está a aliança entre Aquaman e seu meio-irmão Orm, interpretado por Patrick Wilson, inimigos declarados no primeiro filme, que se unem contra um terceiro inimigo comum: o Manta Negra, vivido por Yahya Abdul-Mateen II. Manta busca vingança, armado com um tridente místico e uma substância tóxica ameaçadora. Para impedi-lo, os irmãos embarcam numa jornada que desafia suas habilidades e convicções, enquanto tentam proteger não só Atlantis, mas também o mundo da superfície. O enredo também aborda aspectos familiares de Aquaman, incluindo seu papel como pai. O elenco é complementado por Temuera Morrison, Dolph Lundgren, Nicole Kidman, Amber Heard e Randall Park, mantendo uma continuidade com o filme anterior. Dirigido novamente por James Wan, o filme economizou no acabamento dos efeitos visuais, ao estrear em um momento de transição para a DC, com James Gunn e Peter Safran direcionando a franquia para um novo começo. Não por acaso, foca em uma narrativa própria, evitando referências diretas às tramas anteriores do universo DC – participações de dois Batman diferentes foram filmadas e abandonadas. Mesmo assim, não consegue evitar os sinais de esgotamento da fórmula tradicional. Lançado em um contexto de saturação do gênero de super-heróis, representa realmente o fim de uma era. Menos promovido que outros lançamentos de super-heróis e com baixa expectativa de sucesso, nem parece a continuação de um blockbuster de US$ 1,1 bilhão. OS TRÊS MOSQUETEIROS: MILADY Sequência do sucesso “Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan”, lançado há oito meses nos cinemas, a nova adaptação do diretor francês Martin Bourboulon transforma os personagens clássicos de Alexandre Dumas numa das franquias de ação mais empolgantes de 2023. A trama continua a ação diretamente do final dramático do primeiro filme, aprofundando-se nas aventuras dos famosos heróis de capa e espada, e de seus complexos antagonistas. Vilã da história, Eva Green (“O Lar das Crianças Peculiares”) brilha no papel de Milady, uma nobre astuta cuja habilidade para seduzir, lutar e conspirar a coloca no centro da trama. Enquanto D’Artagnan (François Civil) se enreda no charme de Milady, que causa caos e testa lealdades, os mosqueteiros Athos (Vincent Cassel), Porthos (Pio Marmaï) e Aramis (Romain Duris) são enviados para combater os protestantes em La Rochelle, sob ordens do Rei Luís XIII (Louis Garrel). A trama se desenrola em um cenário de guerra e estratégia, onde as alianças são tão voláteis quanto as espadas são afiadas. Com uma cinematografia que capta de forma magistral as paisagens rurais e os cenários de batalha da França do século 17, o filme consegue mesclar com habilidade os elementos de ação, drama e comédia, equilibrando lutas de espada com momentos de humor. O resultado é uma celebração do gênero de aventura como há muito não se via, proporcionando uma experiência cinematográfica à moda antiga, só que com o ritmo alucinante das produções mais modernas. RENAISSANCE – UM FILME DE BEYONCÉ Exploração cinematográfica do mais recente tour de Beyoncé Knowles-Carter, que não passou pelo Brasil, o documentário combina performances ao vivo com momentos intimistas dos bastidores. A turnê mundial, realizada de maio a outubro, destacou-se por transformar grandes estádios em espetáculos deslumbrantes de música e dança. A produção é focada no álbum “Renaissance” de 2022, um tributo à cultura das discotecas e sua capacidade de levar, especialmente as comunidades marginalizadas, a um estado de libertação. O filme, dirigido pela própria Beyoncé, oferece uma visão detalhada sobre a execução desse projeto visionário, prestando homenagem ao legado da cultura underground dançante. Na tela, Beyoncé exibe um leque de facetas artísticas, transitando entre deusa radiante e ícone queer, enquanto se mantém fiel à sua autenticidade. O documentário inclui o registro de seu 42º aniversário, com Diana Ross liderando uma serenata no palco, e explora a jornada de artista em busca da excelência absoluta, mostrando sua dedicação minuciosa aos detalhes. O filme vai além de um mero registro de concertos, apresentando ensaios com dançarinos, momentos familiares com Jay-Z e seus filhos, e visitas ao bairro de infância da cantora em Houston. A produção ainda ressalta a importância de cada membro da equipe, desde motoristas a estilistas, e revela detalhes sobre o palco e as inovações tecnológicas utilizadas na turnê. O conceito proporciona uma experiência imersiva, equilibrando íntimos momentos familiares com a grandiosidade dos shows de Beyoncé. Apresentando uma mistura de entrevistas, cenas de bastidores e performances, a obra revela a complexidade e o impacto humano por trás de uma das turnês mais notáveis da música pop atual. A MENINA SILENCIOSA Primeiro filme irlandês indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional, a produção é um drama de amadurecimento falado em gaélico irlandês, que capta a complexidade da infância e a luta por amor e aceitação. Passado na Irlanda rural dos anos 1980, o filme gira em torno de Cáit, uma menina de nove anos interpretada por Catherine Clinch. Vivendo em uma casa lotada onde é negligenciada pelos pais e irmãos, Cáit é enviada para morar com os parentes distantes de sua mãe, Eibhlín e Seán, em uma fazenda ainda mais isolada. Esta mudança de ambiente permite que a criança, antes retraída e esquecida, comece a florescer sob os cuidados atenciosos de Eibhlín, vivida por Carrie Crowley, e a aceitação gradual de Seán, interpretado por Andrew Bennett. Como indica o título, o primeiro longa de ficção do documentarista Colm Bairéad destaca-se por sua narrativa contida e sutil, onde as emoções são expressas mais por gestos e olhares do que por diálogos. Bairéad, que também é responsável pelo roteiro – adaptado da novela “Foster”, de Claire Keegan – , explora com habilidade a relação entre o silêncio e a comunicação, levando o espectador a compreender profundamente os personagens sem a necessidade de palavras explícitas. Além disso, a performance de Clinch, em seu primeiro papel no cinema, é notavelmente expressiva, transmitindo a jornada interior de Cáit com uma maturidade além de sua idade. A cinematografia, que captura a beleza do campo irlandês, complementa o retrato tocante da busca da protagonista por um lugar onde possa pertencer e ser amada, além de ilustrar como esse lugar pode afetar vidas. PROPRIEDADE Suspense em um contexto de tensão social, o filme brasileiro acompanha Teresa (interpretada por Malu Galli, de “Desalma”), cuja vida se transforma após um assalto traumático. Buscando tranquilidade, seu marido a leva para a fazenda da família em um carro blindado. Lá, eles enfrentam uma revolta dos trabalhadores, que reagem à perda iminente de seus empregos. A situação se agrava quando Teresa fica isolada dentro do veículo blindado, enquanto os trabalhadores se revoltam contra a decisão de transformar a fazenda em um resort. O início do filme, marcado por uma cena violenta gravada em vídeo de celular, estabelece o tom e aprofunda o trauma de Teresa. Este evento define seu caráter e suas ações subsequentes. O diretor Daniel Bandeira (“Amigos de Risco”) explora a dinâmica entre Teresa e os trabalhadores da fazenda, destacando a crescente desesperança e a espiral de violência. Os trabalhadores, embora retratados em sua maioria como um grupo enfurecido, também têm seus momentos de dor e aspirações por um futuro melhor. A produção é eficaz como um thriller de sobrevivência, criando cenas de tensão e desconforto, especialmente em torno do carro blindado, que se torna tanto um refúgio quanto uma prisão para Teresa. Entretanto, ao tentar equilibrar a narrativa com drama de classe, acaba oscilando entre os dois lados do conflito sem desenvolver completamente a complexidade moral proposta. Mesmo assim, é boa a intenção de Bandeira ao criar um filme de gênero que desafia o espectador a contemplar as nuances da luta de classes e suas implicações em uma sociedade fragmentada.
Bilheteria | Animação japonesa estreia em 1º lugar nos cinemas dos EUA
Com três animações e duas produções japonesas no Top 5, as bilheterias do fim de semana nos Estados Unidos e Canadá foram marcadas por surpresas e recordes inesperados. Líder em arrecadação com US$ 12,8 milhões, a animação japonesa “The Boy and the Heron” (O menino e a garça, em tradução literal) atingiu um marco histórico em seu fim de semana de estreia na América do Norte. Esta conquista é significativa por ser a primeira vez que um anime original ocupa a posição de liderança nas bilheterias norte-americanas. “The Boy and the Heron” também marca o retorno do aclamado diretor Hayao Miyazaki após uma década – e um anúncio de aposentadoria em 2013. Lançado inicialmente no Japão em 14 de julho, o filme já acumulou impressionantes US$ 84 milhões em bilheteria global, sendo US$ 56 milhões apenas no Japão. A produção estabeleceu outros recordes, incluindo o filme de maior bilheteria de Miyazaki e do Studio Ghibli nos Estados Unidos, superando “Vidas ao Vento”. Público e crítica adoraram a jornada de Mahito, um garoto de 12 anos que, ao embarcar numa perigosa aventura para encontrar sua mãe desaparecida, vive uma história de amadurecimento. O filme recebeu uma classificação A- no CinemaScore, pesquisa feita com o público na saída dos cinemas dos EUA, e atingiu 96% de aprovação na média das críticas compiladas pelo site Rotten Tomatoes. Ainda não há previsão para a estreia no Brasil O resto do Top 5 Com o sucesso do anime, “Renaissance: Um Filme de Beyoncé”, que havia estreado em 1º lugar na semana anterior, experimentou uma queda acentuada, faturando apenas US$ 5 milhões em sua segunda semana. O documentário musical, que estreia só em 21 de dezembro no Brasil, caiu tanto que ficou fora do Top 5 em sua segunda semana de exibição. Este declínio aponta para uma base de fãs concentrada na estreia e um apelo limitado fora disso. O 2º lugar nas bilheterias foi ocupado por “Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes”, que arrecadou US$ 9,4 milhões em sua quarta semana de exibição. Com essa performance, o filme elevou seu total doméstico para impressionantes US$ 135,6 milhões e, globalmente, alcançou quase US$ 280 milhões. As bilheterias também destacaram outra produção japonesa. “Godzilla Minus One” ficou em 3º lugar, com US$ 8,3 milhões em seu segundo fim de semana em cartaz. A produção da Toho ainda estabeleceu mais um recorde para o Japão, como o título live-action japonês a conquistar a maior arrecadação na América do Norte, após as vendas de ingressos totalizarem US$ 25,3 milhões em 10 dias de exibição. Com 97% de aprovação, o longa também superou com folga as avaliações do Rotten Tomatoes para as produções americanas do monstro gigante – incluindo “Godzilla vs. Kong” (76%), de 2021. O resto do Top 5 manteve as mesmas posições da semana passada, com uma animação da DreamWorks surrando uma produção da Disney. “Trolls 3: Juntos Novamente” manteve-se em 4º com um faturamento de US$ 6,2 milhões, elevando seu total para US$ 83,1 milhões na América do Norte e US$ 173,8 milhões em todo o mundo. Já “Wish: O Poder dos Desejos” – que estreia só em 4 de janeiro no Brasil – teve uma arrecadação de US$ 5,3 milhões. Seu volume doméstico está em US$ 49,4 milhões, enquanto o valor mundial gira em torno de US$ 105,5 milhões. O desempenho de “Wonka” Fora dos EUA, o filme “Wonka” teve um desempenho internacional promissor, arrecadando US$ 43,2 milhões em seus primeiros 37 mercados estrangeiros. Esta abertura forte no exterior indicou uma recepção positiva do filme, com o Reino Unido liderando as bilheterias com US$ 11,1 milhões, seguido por países como México, Espanha e Alemanha, onde o lançamento teve um desempenho robusto. A contribuição dos cinemas IMAX foi significativa, somando US$ 2,3 milhões à bilheteria total. O prólogo de “A Fantástica Fábrica de Chocolate” também foi lançado no Brasil no fim de semana, mas seu lançamento nos EUA e Canadá só vai acontecer na próxima sexta (15/12). Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | THE BOY AND THE HERON 2 | JOGOS VORAZES: A CANTIGA DOS PÁSSAROS E DAS SERPENTES 3 | GODZILLA MINUS ONE 4 | TROLLS 3: JUNTOS NOVAMENTE 5 | WISH: O PODER DOS DESEJOS
Estreias | “Wonka” e “Feriado Sangrento” chegam nos cinemas
A programação de cinemas recebe mais de uma dúzia de estreias nesta quinta (7/12), com destaque para a fantasia “Wonka” e o terror “Feriado Sangrento”, lançados em circuito mais amplo. A variedade inclui ainda o thriller “Feriado Sangrento”, a ação brasileira “O Sequestro do Voo 375” e o drama “Maestro”, uma das apostas no Oscar 2024. Os demais lançamentos tem distribuição limitada ao circuito de arte. Confira abaixo a relação completa de títulos. WONKA O prólogo musical do clássico “A Fantástica Fábrica de Chocolate” apresenta Timothée Chalamet (“Duna”) no papel de um jovem Willy Wonka, que chega a uma cidade europeia com o sonho de abrir sua própria loja de chocolates e doces. Diferente da versão mais madura e enigmática interpretada por Gene Wilder em 1971 e Johnny Depp em 2005, Chalamet é um Wonka ingênuo e sonhador, cujo amor pelo chocolate é herdado de sua mãe, interpretada por Sally Hawkins (“A Forma da Água”). O filme segue sua jornada enquanto ele tenta estabelecer seu negócio. A narrativa se desenrola em torno das tentativas de Wonka de se destacar no competitivo mundo dos doces, enquanto lida com a manipulação da astuta dona de uma pousada, Mrs. Scrubit, vivida por Olivia Colman (“A Favorita”), e a oposição do Cartel de Chocolate. Com a ajuda de uma órfã esperta e um grupo de cativantes personagens secundários, Wonka se aventura pela cidade, esquivando-se da polícia e experimentando suas invenções. O filme também apresenta Hugh Grant (“Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes”) como um Oompa Loompa, adicionando uma dimensão cômica à história. O diretor Paul King é conhecido por seu estilo visual distinto e habilidade em criar narrativas infantis encantadoras, como demonstrou em “Paddington” e sua sequência. E “Wonka” resulta num deleite visual, com cenários coloridos e extravagantes que lembram uma produção teatral. As canções originais do filme, compostas por Neil Hannon (da banda The Divine Comedy), ainda adicionam um charme musical, enquanto Chalamet e Grant dão vida a clássicos como “Pure Imagination” e “Oompa Loompa”. A abordagem do material é calorosa e acolhedora, sem a malícia presente na adaptação de Mel Stuart de 1971, fazendo de “Wonka” uma celebração do sonho e da imaginação, e uma experiência leve e agradável para o público. FERIADO SANGRENTO Eli Roth, o diretor de “Cabana do Inferno” (2002) e “O Albergue” (2005), retorna ao terror, após um longo período distante, com uma produção que segue o modelo clássico dos slashers, incluindo um psicopata mascarado e uma data comemorativa. A trama se desenrola em Plymouth, Massachusetts, e começa com uma cena caótica de uma liquidação de Black Friday que termina em tragédia. Um ano após o evento, um assassino misterioso começa a matar aqueles que estiveram envolvidos no incidente, vestindo uma fantasia de peregrino e uma máscara representando John Carver, o primeiro governador da colônia de Plymouth. Roth, conhecido por seu estilo gráfico e gore, cria uma narrativa que flerta com uma sátira ao consumismo e à obsessão das redes sociais, embora esses temas sirvam mais como dispositivos de enredo do que elementos profundamente explorados. O filme, no entanto, acaba se concentrando mais no padrão de fuga, perseguição e captura, típico do slasher, além de violência gráfica e mortes chocantes. Mesmo assim, apresenta algumas reviravoltas interessantes, ao brincar com a antecipação do público. Vale lembrar que o longa tem uma origem curiosa, introduzido como um trailer falso no projeto “Grindhouse” de Quentin Tarantino e Robert Rodriguez em 2007. A ideia de “Grindhouse” era fazer uma homenagem às salas de cinema baratas dos EUA que exibiam terrores de baixo orçamento e baixa qualidade. Tarantino e Rodrigues realizaram dois filmes, “À Prova de Morte” e “Planeta Terror”, respectivamente, com o intuito de que fossem exibidos numa sessão dupla, à moda das exibições desses cinemas. E no intervalo entre os dois filmes, eles convidaram amigos para desenvolverem trailers de filmes inexistentes que poderiam habitar esse universo trash. Dois desses trailers já tinham virando filmes, “Machete” (2010) e “Hobo with a Shotgun” (2011). “Feriado Sangrento” é o terceiro da lista. O roteiro foi coescrito por Eli Roth e Jeff Rendell, que também foi responsável pela ideia do falso trailer. Já o elenco é diversificado, combinando astros consagrados como Patrick Dempsey (“Grey’s Anatomy”) com influenciadores como a estrela do TikTok Addison Rae (“Ela é Demais”), além de Gina Gershon (“Riverdale”), Rick Hoffman (“Suits”), Milo Manheim (“Zombies”), Nell Verlaque (“Big Shot”) e diversas celebridades digitais americanas. O SILÊNCIO DA VINGANÇA A volta do cineasta John Woo às produções americanas após 20 anos – e depois de marcar época com “A Outra Face” (1997), “Missão: Impossível II” (2000) e outros thrillers de ação – é um filme natalino de vingança. A trama segue a jornada de Brian Godlock, interpretado por Joel Kinnaman (“Esquadrão Suicida”), cuja vida é destroçada após seu filho ser morto em um tiroteio entre gangues. O que diferencia a produção de outras obras similares é ser quase totalmente desprovida de diálogos, uma vez que o personagem de Kinnaman fica mudo após ser baleado na garganta. A narrativa é impulsionada pela determinação do protagonista de se vingar dos responsáveis pela morte de seu filho, o que acontece em meio a vários elementos característicos da filmografia de Woo, como movimentos de câmera líricos, slow motion e sequências de ação intensas. O estilo distintivo do cineasta e a ausência de diálogos conferem ao filme uma abordagem única, destacando-se pela expressão emocional crua e pela ação coreografada. Além disso, para compensar a ausência de falas, as cenas são embaladas por uma trilha descaradamente melodramática, composta por Marco Beltrami, que se entrelaça com a expressão emocional dos personagens. “O Silêncio da Vingança” também homenageia os ídolos e influências do diretor de Hong Kong, como Sergio Leone (“Era uma Vez no Oeste”), com quem Woo compartilha uma estética operística, e Jean-Pierre Melville (“O Samurai”), conhecido por seu uso minimalista de diálogos. A obra é uma exploração da “cinema puro”, onde a história é contada principalmente através da ação, das expressões faciais e do som, beneficiando-se da experiência de Woo em criar sequências memoráveis. MAESTRO Bradley Cooper volta ao mundo da música após o sucesso de “Nasce uma Estrela”, em seu segundo filme como diretor. Desta vez, porém, a trama é biográfica, debruçando-se sobre a figura complexa de Leonard Bernstein, um renomado compositor e maestro americano – mais conhecido pelos brasileiros como o autor da trilha do musical “Amor, Sublime Amor”. Também intérprete do protagonista (com um notável nariz postiço), Cooper opta por uma abordagem não linear, contando a história de Bernstein através de uma série de vinhetas que cobrem diferentes períodos de sua vida. Outro aspecto distintivo da estrutura narrativa é o uso criativo da cor. As cenas iniciais são apresentadas em preto e branco, evocando a estética de fotografias antigas e filmes clássicos, o que confere às imagens um ar nostálgico e histórico. À medida que a história avança, o filme introduz cores, sinalizando mudanças temporais e emocionais na vida de Bernstein. Essa transição é usada de maneira eficaz para destacar a evolução dos personagens e dos tempos. O drama começa com um prólogo que apresenta Bernstein em seus anos finais, refletindo sobre sua vida e carreira, o que permite que o filme mergulhe em flashbacks de momentos cruciais de sua trajetória. Essas cenas, que vão desde sua estreia surpreendente na Filarmônica de Nova York até os problemas de seu casamento com Felicia Montealegre, facilitam a exploração tanto dos triunfos quanto dos desafios enfrentados pelo maestro e compositor. Boa parte do enredo se concentra na relação de Bernstein com sua esposa (interpretada por Carey Mulligan), que abrange várias décadas, revelando as nuances de um relacionamento marcado pela admiração mútua, mas também por obstáculos decorrentes da sexualidade do compositor e de sua natureza artística expansiva. Mulligan entrega uma performance notável, capturando a evolução da personagem ao longo dos anos. Além disso, o filme utiliza a música para ilustrar os momentos pessoais intensos do protagonista, integrando performances musicais à narrativa de forma orgânica para celebrar a genialidade musical de Bernstein. Produção da Netflix, “Maestro” estreia em streaming em 20 de dezembro. O SEQUESTRO DO VOO 375 O filme de ação dirigido por Marcus Baldini (“Bruna Surfistinha”) é baseado em um caso real ocorrido no Brasil durante a década de 1980, marcada por instabilidades econômicas e políticas. A trama gira em torno de Nonato (interpretado por Jorge Paz), um homem humilde do Maranhão frustrado com a falta de oportunidades e decepcionado com as promessas políticas não cumpridas. Em um ato de desespero, Nonato decide sequestrar um avião e jogá-lo contra o Palácio do Planalto, em Brasília, com o objetivo de assassinar o presidente José Sarney. O filme retrata a jornada de Nonato, sua determinação em cumprir a ameaça nos céus e o embate com o comandante Murilo (vivido por Danilo Grangheia), que se destaca na trama por suas habilidades de pilotagem e ações heroicas para salvar os passageiros. As cenas se desenrolam principalmente dentro do espaço claustrofóbico do antigo avião da VASP, mantendo a tensão durante toda a narrativa. A cinematografia e a direção habilmente capturam a emoção e o desespero dos personagens, alternando entre as expressões de Nonato, o comandante Murilo e os passageiros ansiosos. Apesar de alguns momentos em que os efeitos especiais evidenciam se tratar de uma produção brasileira (isto é, sem orçamento hollywoodiano), o filme mantém o espectador engajado com a história e a ação. A abordagem de Baldini faz mais que resgatar um dos momentos mais dramáticos da aviação brasileira, que, apesar de sua magnitude, permaneceu relativamente desconhecido do grande público. A obra também oferece uma narrativa profunda e humana por meio da interação entre os personagens principais, Nonato e Murilo, mostrando o potencial do cinema brasileiro para produzir obras dramáticas com suspense de alta qualidade. FIM DE SEMANA NO PARAÍSO SELVAGEM O longa-metragem dirigido por Severino (anteriormente conhecido como Pedro Severien) mistura elementos de suspense e observação social. A história se passa no litoral pernambucano, onde Rejane, interpretada por Ana Flavia Cavalcanti, busca entender o misterioso desaparecimento de seu irmão, um mergulhador. As primeiras cenas do filme estabelecem um cenário de contraste entre a natureza e a industrialização, com uma praia bela e águas claras, mas com um fundo de tensão e mistério que permeia a trama. O filme segue a jornada de Rejane ao tentar desvendar a verdade por trás da morte de seu irmão, enquanto explora temas como a especulação imobiliária e as disparidades sociais, temas que remetem aos filmes de outro pernambucano, Kleber Mendonça Filho (“Aquarius”). A narrativa é reforçada pela cinematografia que capta tanto a beleza natural da região quanto a opressão e a violência velada nas relações sociais e na arquitetura local. A trilha sonora, composta por Amaro Freitas, contribui para a atmosfera envolvente do filme. PUAN A comédia argentina, dirigida por María Alché (“Família Submersa”) e Benjamín Naishtat (“Vermelho Sol”), explora as complexidades e desafios existenciais enfrentados por um professor universitário. A trama se inicia com a morte repentina de Caselli, respeitado chefe do departamento de filosofia da universidade Puan, localizada em Buenos Aires. Essa perda não apenas cria um vácuo profissional, mas também um vazio pessoal para Marcelo Pena (Marcelo Subiotto), um professor de filosofia que foi aluno e confidente de Caselli. Marcelo, casado com a ativista Vicky (Mara Bestelli) e pai de um filho, reluta em candidatar-se ao cargo agora vago, mas a situação muda com o surgimento de um rival carismático, Rafael Sujarchuk (Leonardo Sbaraglia), um ex-colega com uma carreira bem-sucedida na Alemanha. A narrativa de “Puan” entrelaça humor e situações absurdas com reflexões filosóficas. Marcelo, um personagem reservado e propenso a acidentes cômicos, enfrenta dilemas éticos e pessoais, enquanto concorre com Rafael pelo cobiçado cargo. O roteiro, premiado no Festival de San Sebastián, usa as disputas acadêmicas e a dinâmica universitária para explorar temas mais amplos, como a importância da educação pública e as desigualdades sociais na Argentina. Apesar de sua abordagem, a obra também apresenta um tom tragicômico, refletindo...
Bilheteria | Filme de Beyoncé estreia em 1º lugar nos EUA
O novo documentário de Beyoncé repetiu o sucesso do filme da turnê de Taylor Swift e estreou em 1º lugar nas bilheterias dos EUA e Canadá neste fim de semana. Escrito, dirigido, produzido e estrelado pela cantora, “Renaissance: Um Filme de Beyoncé” faturou US$ 21 milhões em 2.536 salas, tornando-se a maior abertura de início de dezembro na América do Norte nas últimas duas décadas. A produção também virou uma rara unanimidade absoluta entre público e critica. Além de atingir 100% de aprovação da crítica, segundo o site Rotten Tomatoes, conquistou nota máxima, A+, no CinemaScore, pesquisa feita com o público americano após a saída dos cinemas. Entretanto, o filme não teve o mesmo apelo no exterior, onde ocupou circuito limitado com arrecadação de apenas US$ 6,4 milhões. Ficou em 4º lugar no Reino Unido, por exemplo, e em 6º lugar na Austrália. O lançamento no Brasil está marcado apenas para a véspera do Natal, em 21 de dezembro. Repetindo a estratégia de Taylor Swift, Beyoncé lançou o filme de forma independente, sem apoio dos estúdios de Hollywood, fechando contrato de distribuição diretamente com as grandes redes para ficar com a maior parte do faturamento dos ingressos vendidos. Com isso, ficou ainda mais rica neste domingo (3/12). O resto do Top 5 Em 2º lugar nas bilheterias, “Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes” manteve uma boa arrecadação, somando mais US$ 14,5 milhões em seu terceiro fim de semana em cartaz. O total doméstico já está em US$ 121,2 milhões e o mundial chegou a US$ 243,9 milhões. O 3º lugar foi marcado por um lançamento internacional: o novo filme japonês de Godzilla, “Godzilla Minus One”, que sinalizou a popularidade mundial da franquia. O filme fez US$ 11 milhões em 2.308 cinemas da América do Norte e conquistou a aprovação da crítica local, atingindo um aval de 97% no Rotten Tomatoes. A produção chega ao Brasil na semana que vem, no dia 14 de dezembro. O Top 5 se completou com as animações “Trolls 3: Juntos Novamente”, da DreamWorks/Universal, e “Wish: O Poder dos Desejos”, da Disney. A continuação de “Trolls” rendeu US$ 7,6 milhões em 3.616 cinemas, subindo para US$ 74,8 milhões em seu terceiro fim de semana em cartaz na América do Norte e US$ 160,6 milhões mundiais. Já a produção sobre a estrela do desejo da Disney desabou 62% em sua segunda semana, ficando com US$ 7,4 milhões em 3.900 locações, para um faturamento doméstico de US$ 42 milhões. Em todo o mundo, o filme soma US$ 81,6 milhões, mas só estreia no Brasil em 4 de janeiro. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | RENAISSANCE: UM FILME DE BEYONCÉ 2 | JOGOS VORAZES: A CANTIGA DOS PÁSSAROS E DAS SERPENTES 3 | GODZILLA MINUS ONE 4 | TROLLS 3: JUNTOS NOVAMENTE 5 | WISH: O PODER DOS DESEJOS












