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  • Filme,  TV

    Documentário americano acusa biólogo Richard Rasmussen e a Globo de falsificar denúncia de matança de botos

    9 de maio de 2017 /

    O documentário americano “A River Below”, feito por Mark Grieco e exibido no recente Festival de Tribeca, em Nova York, está acusando o biólogo e apresentador brasileiro Richard Rasmussen, bem como a rede Globo, de forjar uma denúncia de matança de botos cor-de-rosas para exibi-la no “Fantástico”. A reportagem causou impacto e resultou em mudança nas leis de proteção ambientais, relativas à pesca na região da Amazônia. A reportagem exibida em julho de 2014 mostrava imagens de pescadores matando um boto cor-de-rosa para usar sua carne como isca para a pesca de piracatingas, um peixe da região amazônica. Depois de ser cortada, descobre-se que a fêmea morta estava esperando um filhote, e o feto também vira isca. Segundo a denúncia do Fantástico, os animais estavam sendo assassinados “aos milhares”. Depois da repercussão da reportagem, a pesca de piracatinga foi proibida para evitar a morte de mais botos. O documentário alega que foi tudo combinado entre Rasmussen e os pescadores, que nem seriam da região. O filme ainda acusa a mudança na lei de prejudicar a economia do interior amazônico. O diretor americano conta que, quando chegou a mesma vila da reportagem, para desenvolver um filme sobre os botos cor-de-rosa, foi informado pelos habitantes locais que o biólogo teria pago R$ 100 aos pescadores que aparecem no vídeo para matar o animal e gravar a cena. Grieco registrou a acusação e resolveu mudar o foco de seu filme, sugerindo que o apresentador brasileiro teria feito isso para conseguir imagens chocantes capazes de pressionar o governo. Em sua página no Facebook, Rasmussen negou com veemência qualquer fraude na captura das imagens. “A denúncia da matança de botos vermelhos foi necessária para barrar a caça ilegal desses bichos”, afirmou o apresentador que narrou o processo de como descobriu o uso de botos na pesca de piracatinga na região do Solimões e seus afluentes. “Sabíamos que as imagens da matança dos botos seriam importantes. Mas como conseguir uma imagem destas? O crime ocorre no meio da Amazônia em locais ermos, onde as comunidades se protegem e vivem da pesca da piracatinga. Em locais onde não há fiscalização.” Ele então narra como conseguiu conquistar a confiança de uma comunidade que o ajudou no processo das filmagens. “Um cinegrafista que trabalha em minha equipe há mais de 14 anos gravou os pescadores arpoando dois animais e eu fotografei. Foi, definitivamente, um dos trabalhos mais complicados para nós. As imagens, com a devida proteção das pessoas envolvidas, foram entregues à AMPA [que atua na proteção de mamíferos aquáticos da Amazônia], que se tornou detentora legal dos filmes.” Rasmussen ainda conta que foi procurado pelo produtor do filme americano, exibido recentemente no Festival de Tribeca, que também se infiltrou na mesma comunidade onde as cenas exibidas pelo Fantástico foram gravadas. “Colaboramos [com eles] até o fim, mesmo depois de terem omitido suas reais intenções.” Leia abaixo o relato completo do biólogo. A Globo também emitiu um comunicado em que afirma não poder comentar uma acusação que desconhece, pois o documentário não está disponível no Brasil, mas afirma ter se certificado de que não havia irregularidade nas imagens antes da exibição da reportagem. Ou seja, não era uma montagem e não parecia nada ensaiado. Confira abaixo o comunicado da emissora: “A TV Globo não foi procurada pelos autores do documentário e não teve acesso a ele. Como em toda a reportagem que coloca no ar, a Globo sabia quem era o responsável pelas imagens e tomou providências para checar a veracidade das informações. O material foi cedido pela AMPA – Mamíferos Aquáticos da Amazônia, e na gravação bruta, com o áudio ambiente, não havia nada que sugerisse qualquer irregularidade ou método ilícito na captação de imagens. Toda a estrutura em volta da captação e o comportamento dos pescadores mostravam que essa, para eles, era uma prática frequente, que desempenhavam com desenvoltura. Tanto a AMPA quanto o Instituto de Pesquisas da Amazônia viram as imagens e as validaram como legítimas. Tivemos o cuidado ainda de submetê-las ao Ministério Público Federal no Amazonas e fundamentar a reportagem em pesquisas do Instituto de Pesquisas da Amazônia, da UFRJ e da UERJ, que comprovaram, em amostras compradas nos mercados, que havia carne de boto rosa nas vísceras de piracatinga, peixe nocivo à saúde humana por conter altos níveis de metais pesados. Autoridades da preservação já indicavam, na época, que a população de botos estava diminuindo em 10% ao ano por causa da pesca da piracatinga. Para a TV Globo, a correção na apuração jornalística jamais é colocada em risco seja qual for a causa em jogo.” Nota de esclarecimento Estou em viagem captando mais uma série de televisão, com foco na conservação do meio ambiente… Publicado por Richard Rasmussen em Segunda, 8 de maio de 2017

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  • Filme

    HBO prepara documentário sobre a Princesa Diana com aval de seus filhos

    3 de maio de 2017 /

    A HBO anunciou que vai produzir um documentário sobre a Princesa Diana. O longa terá entrevistas com seus filhos, os príncipes Harry e William, “que falam abertamente sobre sua mãe e como a influência dela moldou suas vidas”, de acordo com um comunicado enviado à imprensa. O documentário será exibido 20 anos após a morte de Diana em um acidente de carro em Paris, em setembro de 1997, e terá o olhar dos filhos como principal condutor. “O documentário vai mostrar a Princesa Diana de uma forma que nunca foi vista antes, através dos olhos de duas pessoas que conheciam o seu melhor”, disse o produtor executivo Nick Kent no comunicado da emissora. Atualmente sem título, o filme também contará com contribuições de amigos e outros membros da família de Diana, alguns dos quais nunca falaram publicamente sobre ela, e irá focar seu trabalho filantrópico, que incluiu questões relacionadas com o bem-estar da criança, sem-teto, portadores de HIV e campanhas contra as minas terrestres. Além desse projeto, Diana também será tema de uma série da televisão americana, que se deterá em seu divórcio do Príncipe Charles. Trata-se da 2ª temporada da série “Feud”, que tem previsão de estreia no canal FX para 2018. Sem esquecer que a premiada série “The Crown”, sobre a família real britânica, também deverá abordar em breve sua história na Netflix.

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  • Filme

    Documentário sobre transição de gênero de Laerte ganha primeiro trailer

    2 de maio de 2017 /

    A Netflix divulgou o trailer de seu primeiro documentário brasileiro, “Laerte-se”, que aborda a transição de gênero do cartunista Laerte. Com direção da dupla Lygia Barbosa (“Across the Amazon”) e Eliane Brum (“Gretchen Filme Estrada”), o filme apresenta Laerte em sua intimidade, enquanto toca em assuntos pessoais e políticos, que são importantes para o artista. “Laerte-se” mescla depoimentos de Laerte e conhecidos, entre eles o filho Rafael Coutinho, também cartunista, com tirinhas em que o artista aborda a sua transexualidade. Rafael Coutinho, que ainda a chama de “pai”, conta que combinou com Laerte de o filho o chamar de “vovô”. Em seguida, Laerte aparece brincando com o neto. Em outra cena, Laerte surge discutindo se coloca próteses nos seios com a cantora Rita Lee, que retirou as mamas para se prevenir contra o câncer. “Não coloca, não, dá muito trabalho”, diz Rita. A estreia está prevista para 19 de maio.

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  • Filme

    Oliver Stone entrevistou Vladimir Putin para documentário da TV paga americana

    1 de maio de 2017 /

    Especialista em documentários sobre políticos polêmicos, Oliver Stone entrevistou o atual líder da Rússia, Vladimir Putin, para o canal pago americano Showtime. Intitulado “The Putin Interviews”, o resultado ganhou trailer e será exibido a partir do próximo dia 12 de junho nos EUA. Segundo o site Deadline, Stone realizou cerca de 12 entrevistas ao longo de dois anos, sendo a última deles em fevereiro. Nos vídeos, Putin aborda a eleição presidencial americana, a vitória de Donald Trump e o início da gestão do presidente republicano. O russo ainda fala sobre os legados deixados por Josef Stalin e Ronald Reagan, as relações dele com Bill Clinton, George W. Bush, Barack Obama, a questão da Síria e a Ucrânia, além da situação de Edward Snowden, tema do último filme do diretor. Esta será a primeira entrevista exclusiva de Vladimir Putin para um programa da TV americana desde que assumiu o poder na Rússia em 2000. “Se Vladimir Putin é, de fato, o grande inimigo dos Estados Unidos, devemos, no mínimo, tentar entendê-lo”, afirmou Oliver Stone, em comunicado. Antes de Putin, Oliver Stone já havia realizado documentários com entrevistas de Fidel Castro (“Comandante”, “Looking for Fidel” e “Castro in Winter”) e Hugo Chavez (“Mi Amigo Hugo”), além de um apanhado geral com os líderes populistas da América do Sul (“Ao Sul da Fronteira”).

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  • Filme

    Documentário sobre Cidades Fantasmas vence o festival É Tudo Verdade

    1 de maio de 2017 /

    O festival de documentários É Tudo Verdade consagrou “Cidades Fantasmas”, o polonês “Comunhão” e o chileno “Los Ninos” em sua premiação de 2017. As três produções venceram, respectivamente, nas categorias de Melhor Documentário Brasileiro, Documentário Internacional e Documentário Latino. Com direção de Tyrell Spencer, “Cidades Fantasmas” aborda a história de quatro cidades latino-americanas que foram prósperas e hoje estão abandonadas e consumidas pelo tempo. Catástrofes naturais, motivações econômicas, embates políticos e guerras, são algumas das condições que levaram esses lugares ao total despovoamento. O filme vai ganhar o formato de série no Canal Brasil, incluindo outras cidades em condições semelhantes. Já os dois longas estrangeiros premiados abordam doenças. “Comunhão”, de Anna Zamecka, retrata a difícil rotina de uma família polonesa com um filho autista e um pai alcoólatra, e “Los Ninos”, de Maite Alberdi, sobre adultos com a síndrome de Down. Entre os curtas, “Boca de Fogo”, de Luciano Pérez Fernández, e “O Cuidador”, de Joost Van Der Wiel, ganharam, respectivamente, como melhor curta nacional e internacional. Os dois estão automaticamente qualificados para exame pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, visando uma vaga na disputa do Oscar 2018 de Melhor Curta de Documentário. O júri internacional foi formado pelo cineasta Alexandre O. Philippe, a cineasta francesa Anne Georget e a produtora chilena Jennifer Walton. O júri brasileiro contou com a produtora Daniela Capelato, o diretor de fotografia Jacques Cheuiche e o cineasta Joel Zito Araújo

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  • Filme

    Pitanga celebra um dos maiores astros negros do cinema brasileiro

    27 de abril de 2017 /

    Uma pena quando um grande cineasta demora a lançar um novo filme. Beto Brant, que às vezes assina a direção com Renato Ciasca, é um desses diretores que conquistaram o seu espaço entre os maiores do Brasil (e do mundo, por que não?) já a partir de seu longa de estreia, “Matadores” (1997). Sua carreira tem sido marcada por obras de narrativa impactante como “O Invasor” (2001) e “Cão sem Dono” (2007) e outras de maior risco e experimentação, casos de “Crime Delicado” (2005) e “O Amor Segundo B. Schianberg” (2010). Seu último filme na direção havia sido no longínquo 2011, com o apaixonante “Eu Receberia as Piores Notícias de seus Lindos Lábios”, estrelado por Camila Pitanga. Pois é novamente com Camila, desta vez coassinando a direção, que Brant retorna em “Pitanga” (2017), para contar a trajetória de vida do pai da atriz, Antonio Pitanga, um dos maiores atores brasileiros de todos os tempos, protagonista num país que tem por hábito colocar os negros em segundo plano. Considerando que se trata de um filme comandado por Camila, até que ela aparece bem pouco em cena. Em compensação, seu pai domina o filme, que parece correr solto a partir da alegria contagiante e da autoconfiança de Pitanga. Em alguns momentos, chega a ser até incômoda a rasgação de seda contínua em torno do ator, que, naturalmente, se sente muito feliz em tomar para si a fama de grande conquistador, de homem de grande magnetismo. Mas nos dois primeiros terços do filme é quase difícil não sorrir junto com esse homem que viveu a vida de maneira intensa e que conquistou o coração de muitas mulheres, sendo que várias delas aparecem em cena, em reencontros emocionados: Maria Bethânia, Zezé Motta, Selma Egrei, Ítala Nandi, Elisa Lucinda… Paradoxalmente, isto realça a ausência da mãe de Camila, Vera Manhães, ainda viva, que nas fotos mostradas no filme revela-se belíssima. Não é à toa que a filha veio ao mundo tão bela e especial. Segundo relatos de alguns depoimentos ao longo do filme, o casal representava uma espécie de sensualidade, sexualidade e beleza singulares na época da sua juventude. O fato de o filme ser contado pelo próprio Pitanga, a partir de encontros com várias pessoas (famosas), velhos conhecidos, que passaram por sua vida de forma marcante, e que relembram com ele memórias saudosas do passado, diferencia o longa de outros documentários sobre personalidades. Aqui, o ator cheio de energia e muita prosa parece ser o dono do filme, com a bênção de Brant. O tom, entretanto, muda em seu terço final, quando Antonio Pitanga fala de assuntos mais sérios, sobre a chegada dos negros em território brasileiro nos navios negreiros. A obra assume o elogio à resistência, a destacar a importância do cinema mais político produzido no Brasil, especialmente nas décadas de 1960 e 70, e revela o engajamento cultural de um baiano bastante envolvido com a religião e a cultura afro-brasileira. De uma forma ou de outra, difícil negar o destaque do documentário neste momento de opressão e, ao mesmo tempo, de resistência das minorias, atestando o valor do negro em nossa sociedade e em nossa cultura, a partir de um registro vívido, original e pulsante. Além do mais, a vantagem dessa abordagem particular escolhida por Brant e Camila é que muita coisa é revelada nas entrelinhas: nos gestos, nas falas e nas emoções dos vários personagens que aparecem em cena. Sem esquecer que o filme ainda traz ótimas cenas de filmes estrelados por Antonio Pitanga – clássicos como “A Grande Feira” (1961), “Barravento” (1962), “O Pagador de Promessas” (1962), “Ganga Zumba” (1963), “Os Pastores da Noite” (1976), “A Idade da Terra” (1980), “Quilombo” (1984), “Chico Rei” (1985) e tantos outros.

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  • Filme

    Festival É Tudo Verdade apresenta documentários inéditos no Rio e em São Paulo

    20 de abril de 2017 /

    A organização do Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade começou sua 22ª edição, com a exibição do filme “Eu, Meu pai e Os Cariocas”, da atriz Lúcia Veríssimo, no Rio, e com “Cidade de Fantasmas”, de Matthew Heineman, em São Paulo. O festival termina no dia 30 nas duas cidades. Destaque nacional na abertura, “Eu, Meu pai e Os Cariocas” aborda a história do grupo musical Os Cariocas, que ficou conhecido pelos arranjos vocais refinados, que marcaram desde a era do rádio até a bossa nova. Lúcia Veríssimo é filha de um de seus integrantes originais, o maestro Severino Filho (1928-2016). E “Cidade de Fantasmas” acompanha o trabalho de um grupo de jornalistas que se arrisca diariamente para registrar as atrocidades cometidas pelo Estado Islâmico na Síria. A programação prevê a exibição de 82 títulos de 30 países, dos quais 16 são estreias mundiais. As mostras competitivas trazem uma boa seleção de filmes aguardados. Sete filmes nacionais concorrem na Competição Brasileira de Longas e Médias-Metragens. Outras nove obras, seis inéditas, compõem a Competição Brasileira de Curtas-Metragens. As mostras competitivas internacionais só apresentam documentários inéditos; serão 12 na categoria longas e médias-metragens e 9 dentre os longas-metragens. A edição deste ano também terá homenagens aos cineastas Alexandre O. Philippe, Andrea Tonacci, Bill Morrison, Jean Rouch e João Moreira Salles. Após passar por Rio e São Paulo, a 22ª edição do Festival É Tudo Verdade chegará ainda a outras duas capitais: Porto Alegre, de 3 a 7 de maio; e Brasília, de 4 a 7 de maio. Todas as sessões são gratuitas. Confira a programação completa no site oficial do evento.

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  • Série

    The Keepers: Nova série documental da Netflix vai investigar o assassinato de uma freira

    19 de abril de 2017 /

    A Netflix divulgou o pôster, as fotos e o trailer legendado de sua nova série documental sobre um crime real. Após o sucesso de “Making a Murder”, sobre presos condenados injustamente por um assassinato, “The Keepers” segue outro caminho para investigar quem matou uma freira e professora católia, a Irmã Cathy Cesnik, há quase 50 anos, e porque parece ter havido tentativas para encobrir o crime. Por meio de entrevistas com dezenas de amigos, parentes, jornalistas, funcionários do governo e cidadãos de Baltimore decididos a descobrir a verdade, o diretor Ryan White (dos documentários “Serena” e “Nossa Querida Freda”) junta uma história que vai além da morte de um amada professora católica em 1969, para abordar os abusos do clero e a repressão de instituições governamentais e religiosas. A série estará disponível no Netflix a partir do dia 19 de maio.

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  • Filme

    Fundador do festival É Tudo Verdade vai voltar a dirigir um filme

    14 de abril de 2017 /

    Amir Labaki, fundador do festival É Tudo Verdade, vai voltar a dirigir um filme. Ele prepara “1961”, documentário sobre o tema de seu primeiro livro, escrito 30 anos: “1961 — A Crise da Renúncia e a Solução Parlamentarista”. O foco é a renúncia de Jânio Quadros, a crise política que se seguiu, a campanha da legalidade no Rio Grande do Sul, em favor da posse do vice-presidente João Goulart, e a tentativa de golpe militar, então derrotado. “Parto da minha pesquisa original, então pioneira. Mas importantes materiais audiovisuais afloraram nestas três décadas”, disse Labaki, ao jornal O Globo. Labaki, que é originalmente jornalista, dirigiu apenas um filme em sua carreira: “27 Scenes About Jorgen Leth” (2008), sobre o documentarista dinamarquês Jorgen Leth.

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  • Filme

    Galeria F documenta época trágica, quando presos políticos eram condenados à morte no Brasil

    14 de abril de 2017 /

    Num tempo em que a insanidade e a ignorância de alguns pretende trazer de volta os militares ao poder, é muito importante não esquecer o que foi o período de trevas da ditadura militar brasileira (1964-1985). Muitas histórias já foram contadas pelo caminho documental, outras foram recriadas pela via da ficção, mas ainda há muito a desvendar. E a memória precisa ser estimulada, refrescada, para que não nos esqueçamos do que vivemos e não venhamos a cometer os mesmos erros. Os mais jovens precisam se informar sobre o que aconteceu naquele período, para poderem avaliar o que se passa hoje e para se posicionarem com clareza, já que há muita confusão e desinformação no ar. O documentário “Galeria F”, de Emília Silveira, reconstrói uma história muito relevante do período: a do preso político baiano Theodomiro Romero dos Santos, que desde os 14 anos de idade lutou combatendo a ditadura. Entrou para a luta armada atuando junto ao Partido Comunista Brasileiro Revolucionário. Aos 18 anos, foi capturado junto com outros companheiros e reagiu à prisão, matando um militar que tentava alvejar um dos militantes detidos na rua. Foi preso, sobreviveu às bárbaras torturas que sofreu ao longo de 9 anos de prisão, até que veio a anistia, que não foi ampla, geral e irrestrita, como se pretendia. Classificado como terrorista, ficou de fora da anistia, foi mantido preso, enquanto poucos permaneciam encarcerados, e foi ameaçado de morte. Mais do que isso, estava de fato condenado à morte, o primeiro da história republicana. A única alternativa seria fugir da prisão, o que, surpreendentemente, aconteceu em 1979, deixando a todos perplexos. Incluído aí o governador Antônio Carlos Magalhães, que se refere na TV a essa fuga e à busca que se empreendeu a partir de então. O filme de Emília Silveira, ela também uma ex-prisioneira política, refaz com o próprio Theodomiro, seu filho Guga e outros participantes daquele período, a incrível fuga, os lugares por onde ele passou, os refúgios, e como foi possível ludibriar desde os carcereiros da prisão a toda a estrutura policial militar do cerco à sua recaptura. É um belo trabalho documental, cheio de humanidade, que não se alimenta de ódio nem de vingança, mas da retomada de um período histórico brasileiro que não pode ser esquecido, com os elementos emocionais que estão envolvidos na vida das pessoas. Por exemplo, o filho Guga, com o documentário, pôde finalmente conhecer a verdadeira história do pai. E a galeria F, onde fica a cela que abrigou o prisioneiro político por muitos anos, acaba sendo a testemunha de uma época trágica, que ainda estamos buscando superar definitivamente. Será possível?

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  • Música

    Turnê de despedida do Black Sabbath vai render documentário

    11 de abril de 2017 /

    Tony Iommi, o lendário guitarrista do Black Sabbath, revelou que a última turnê da banda vai virar documentário, assim como um álbum ao vivo. Intitulada “The End”, a turnê de despedida fez 81 apresentações, passando por quatro continentes. O músico ressaltou que os shows marcaram a despedida do grupo apenas dos palcos, mas o Black Sabbath pode continuar em atividade, gravando discos ou desenvolvendo projetos especiais. “Não acho que tenhamos decidido nada, além de não querer mais fazer turnês. Quem sabe? Podemos fazer algo. Nós não falamos sobre isso. Nós não falamos sobre nada, realmente, mas tenho certeza que algo pode acontecer em algum lugar”, avaliou, em entrevista para a rede americana NBC. Na mesma entrevista, Iommi contou que tem “sacos” de riffs que ele criou com o Black Sabbath e que um dia podem aparecer num álbum solo seu. Em janeiro, Geoff Nicholls, tecladista da banda, morreu aos 68 anos, depois de uma batalha contra o câncer.

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  • Filme

    Diretora vencedora do Oscar assina novo documentário sobre Julian Assange

    10 de abril de 2017 /

    O canal pago americano Showtime vai exibir o novo documentário de Laura Poitras sobre uma figura polêmica da era digital. Após vencer o Oscar com “Citizenfour” (2014), sobre Edward Snowden, ela filmou “Risk”, sobre o fundador do WikiLeaks, Julian Assange. “Risk” foi produzido ao longo de seis anos e teve sua première no Festival de Cannes do ano passado, mas não será exibido nos cinemas, fazendo sua estreia diretamente na TV americana. “Com um acesso sem precedentes, Poitras nos mostra a história do WikiLeaks por dentro, permitindo aos espectadores entender a era de vazamentos em massa e manchetes chamativas na qual vivemos, assim como o impacto revolucionário da internet na política global”, assinalou o Showtime no comunicado sobre o acordo de exibição. “‘Risk’ é um retrato de poder, princípios, traição e sacrifício quando a aposta não poderia ser mais elevada. É um thriller geopolítico narrado da perspectiva de uma cineasta imersa em mundos de vigilância governamentais e do movimento ciberpunk”, completa a nota. O australiano Assange, de 45 anos, está refugiado na embaixada do Equador em Londres desde 2012 para evitar uma extradição para a Suécia por supostos crimes sexuais, acusações que ele nega. Ele teme que a Suécia o extradite em seguida para os Estados Unidos, depois que o WikiLeaks divulgou milhares de telegramas diplomáticos e documentos confidenciais.

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  • Música

    50 anos de Sgt Pepper’s renderá edição especial do clássico dos Beatles com direito a documentário

    5 de abril de 2017 /

    Os 50 anos do álbum “Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, que acontecem em junho, serão comemorados com uma edição especial repleta de atrativos, para deixar os fãs dos Beatles em êxtase. O lançamento comemorativo ganhou até trailer, que destaca todos os bônus da produção, que incluem remixes, demos, versões alternativas, um livro de 144 páginas e até um documentário sobre a gravação, além de outros brindes. Veja abaixo. O pacote “super deluxe” contará com 4 CDs, DVD e um box Blu-ray, mas versões mais simples também estarão disponíveis. “É loucura pensar em como 50 anos atrás, quando estávamos olhando para esse projeto com tanto carinho e um pouco de espanto, quatro caras, um excelente produtor – e seus engenheiros – poderiam fazer uma obra de arte tão duradoura”, disse Paul McCartney em comunicado sobre o projeto. Além de marco da psicodelia, o disco de 1967 também foi revolucionário na forma como usou o estúdio, transformado em “instrumento” para a criação de músicas. A obra foi consequência direta da decisão dos Beatles de abandonar os palcos. Com isso, o quarteto passou a concentrar seus esforços no estúdio, dedicando-se a aperfeiçoar suas gravações, o que levou a técnica da mixagem e efeitos sonoros a um nível nunca antes ouvido. E isto numa época em que os discos ainda eram gravados em apenas quatro canais de som. Os interessados já podem aproveitar a pré-venda da edição comemorativa antes do lançamento no dia 26 de maio.

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