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    Continuação do documentário Uma Verdade Inconveniente abrirá Festival de Sundance 2017

    12 de dezembro de 2016 /

    O premiado documentário “Uma Verdade Inconveniente” teve uma continuação produzida, que foi selecionada para ser exibida como filme de abertura do Festival de Sundance. O filme original, produzido e estrelado pelo ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, também teve première em Sundance e venceu o Oscar de 2007 como Melhor Documentário. A continuação tem direção de Bonni Cohen (“The Rape of Europa”) e Jon Shenk (“The Island President”), e registra a contínua luta de Gore para que o mundo adote práticas mais sustentáveis, como alternativa para impedir maiores mudanças climáticas e defender o planeta para as futuras gerações. “Agora, mais do que nunca, devemos nos dedicar para resolver o problema do clima. Mas temos motivos para ficarmos esperançosos: as soluções para a crise estão em nossas mãos. Estou muito honrado e agradecido que a Paramount Pictures e a Participant Media, mais uma vez, tenham se sensibilizado em trazer a crítica história sobre a crise do clima para o público mundial”, declarou Al Gore, em comunicado. O filme original foi um marco na conscientização sobre o impacto da poluição na elevação da temperatura na Terra, ao registrar, junto de cientistas, as consequências do derretimento de blocos de gelo das calotas polares e do aumento progressivo do nível do mar. Entretanto, o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, não acredita em nada disso. Ele é de outro partido. A continuação, por sinal, vai mostrar o que aconteceu com o mundo nos últimos dez anos, desde que o primeiro filme foi exibido. “Uma Verdade Inconveniente 2” também lançará uma nova mostra de Sundance, a primeira dedicada a um tema específico: a preservação do meio ambiente – uma questão que o fundador do festival Robert Redford considera cada vez mais relevante. O Festival de Sundance começa no dia 19 de janeiro, na cidade de Park City, em Utah, nos EUA.

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  • Filme

    Toni Erdmann é o melhor filme do ano na premiação da Academia Europeia

    11 de dezembro de 2016 /

    A comédia alemã “Toni Erdmann” foi a grande vencedora do European Film Awards, a premiação da Academia Europeia de Cinema, considerada o “Oscar europeu”. O longa da diretora Maren Ade fez uma limpa nos troféus, vencendo Melhor Filme, Direção, Roteiro (também de Ade), Ator (o austríaco Peter Simonischek) e Atriz (a alemã Sandra Hüller). A trama de “Toni Erdmann” conta de forma lúdica os esforços de um pai para recuperar o amor de sua filha, uma executiva agressiva que não encontra seu lugar na vida. Sua consagração, na cerimônia realizada na cidade polonesa de Breslávia, foi digna de obra-prima. Mas, curiosamente, o filme foi totalmente subestimado em sua première, na mostra competitiva do Festival de Cannes. Na ocasião, o júri presidido por George Miller (“Mad Max: Estrada da Fúria”) também ignorou “Aquarius” e “Elle”, preferindo obras que, em contrapartida, não tiveram o mesmo desempenho em outras competições. Vale observar que os críticos presentes a Cannes já tinham eleito “Toni Erdmann” como o melhor filme, em contraste com a opinião do júri, que escolheu “Eu, Daniel Blake”, do veterano Ken Loach. Já o vencedor do Festival de Berlim, “Fogo no Mar”, de Gianfranco Rosi, recebeu o prêmio da Academia Europeia de Melhor Documentário do ano, por seu relato da crise migratória que vive a ilha de Lampedusa. O troféu de Melhor Animação ficou com a coprodução franco-suíça “Ma Vie de Courgette”, do estreante em longas Claude Barras, e o Prêmio do Público ao melhor filme foi para o polonês “Body”, da diretora Malgorzata Szumowska.

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    Documentário do Sepultura ganha trailer pauleira

    10 de dezembro de 2016 /

    A O2 divulgou o trailer do documentário da banda Sepultura, que acompanha os músicos no palco, nos bastidores, em viagens, em estúdio e em suas casas. E além do “som pauleira” da banda, também traz depoimentos de lendas vivas do heavy metal, que expressam sua admiração pelos brasileiros. A prévia dá uma palhinha de Phil Anselmo (Pantera), Scott Ian (Anthrax), Phil Campbell (Motorhead), Corey Taylor (Slipknot), Dave Ellefson (Megadeath) e João Gordo (Ratos de Porão). Dirigido por Otávio Juliano (“A Árvore da Vida”), o documentário foi filmado ao longo de sete anos e rendeu mais de mil horas de imagens captadas. Intitulado “Sepultura Endurance”, tem previsão de estreia para junho de 2017.

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  • Filme

    Moonlight é o Melhor Filme do Ano para a crítica de Los Angeles

    5 de dezembro de 2016 /

    O drama indie “Moonlight” foi considerado o Melhor Filme do ano pela crítica de Los Angeles. O longa que acompanha um jovem negro durante três fases distintas de sua vida, lidando com a descoberta da sexualidade em meio ao universo masculino da criminalidade e das drogas de Miami, também rendeu prêmios de Melhor Direção para Barry Jenkins, Melhor Ator Coadjuvantte para Mahershala Ali e Melhor Direção de Fotografia para James Laxton. Escrito e dirigido por Jenkins, “Moonlight” começa a despontar entre os favoritos ao Oscar 2017, já tendo vencido o Gotham Awards, premiação dos melhores filmes independentes, e recebido diversas indicações ao Critics Choice Awards. Entre os prêmios de interpretação, a Los Angeles Film Critics Association reconheceu Adam Driver como Melhor Ator por seu desempenho em “Paterson” e voltou a cacifar Isabelle Huppert na temporada, como Melhor Atriz por “Elle” e “Things to Come”. Lily Gladstone foi eleita a Melhor Atriz Coadjuvante por “Certas Mulheres”. A lista de melhores do ano dos críticos californianos ainda destacou o sul-coreano “A Criada” como Filme Estrangeiro, o japonês “Your Name” com Animação e “I Am Not Your Negro” como Documentário.

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  • Música

    Documentário do Sepultura vai mostrar “lado da história” dos que ficaram na banda

    3 de dezembro de 2016 /

    Não dá pra negar que gostar de heavy metal hoje em dia é ser um pouco geek. Por isso, os integrantes da banda Sepultua escolheram a Comic-Con Experience (CCXP) para adiantar um trailer e comentar o lançamento do documentário que vai contar a história dos 32 anos de carreira do grupo, símbolo do metal brasileiro. “Vocês me viram dizendo no trailer que a gente não perdeu só o vocalista com a saída do Max Cavalera, mas a estrutura da banda toda. A gente quer mostrar o nosso lado da historia, mas a intenção não é lavar roupa suja”, comentou o guitarrista Andreas Kisser, sobre o conteúdo do filme. Dirigido por Juliana Ferraz e Otávio Juliano (“A Árvore da Vida”), o documentário foi filmado ao longo de sete anos, planejado originalmente para comemorar os 25 anos da banda. “Mas agora já são 32”, disse Juliano, que chegou a ficar 30 dias na estrada com o Sepultura durante uma turnê na América do Norte. “Ficou um registro completo porque tem show, backstage, o dia a dia da família deles e os fãs”, resumiu Juliana, sobre as mais de mil horas de imagens captadas Há 20 anos como vocalista do grupo, Derrick ouviu Kisser relembrar a sua chegada à banda, dizendo que o entrosamento só aconteceu depois que eles resolveram ir acampar na praia. “O cara está há 20 anos arrebentando e ainda chamam de o novo vocalista do Sepultura.” Com depoimentos de diferentes personalidades como Serginho Groisman e João Gordo, o documentário vai se chamar simplesmente “Sepultura” e tem previsão de estreia para maio de 2017.

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  • Música

    Documentário vai contar início da carreira de Prince

    3 de dezembro de 2016 /

    O documentarista Michael Kirk vai dirigir o primeiro documentário póstumo sobre Prince. Segundo o site Screen Daily, intitulado “Prince: R U Listening?”, contará a história da ascensão de Prince no início dos anos 1980 a partir de entrevistas com músicos que o acompanharam na época (como Dez Dickerson, seu primeiro guitarrista, Andre Cymone, primeiro baixista, e a baterista Sheila E), bem como seus contemporâneos famosos, como Bono, Mick Jagger, Lenny Kravitz e Billy Idol. Kirk já documentou a Guerra Civil americana, o treinamento dos marines e atualmente dá os retoques finais em seu documentário sobre o jazzista Winton Marsalis, “Crescendo”, que ainda não tem previsão de estreia. Já o lançamento do documentário de Prince deve acontecer em abril, para coincidir com o primeiro aniversário da morte do artista. Vários outros projetos estão previstos para a data, incluindo um grande festival em Pasley Park, entre os dias 20 e 23 de abril, que contará com shows das diferentes bandas com quem Prince tocou durante sua carreira.

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  • Filme

    Documentário deleita cinéfilos com a trajetória de Brian De Palma

    29 de novembro de 2016 /

    De todos os cineastas da Nova Hollywood, Brian De Palma foi o que se manteve mais fiel às suas raízes, ainda produzindo um cinema com os mesmos interesses estéticos e temáticos sem que para isso precise se proibir de navegar por diferentes gêneros e estúdios. Ele não tem a estabilidade financeira de George Lucas ou está na posição confortável de Steven Spielberg, que tem seu próprio estúdio e dirige uma média de um filme a cada dois anos. Por outro lado, talvez seja muito mais influente do que seus colegas, algo que se reflete pelo interesse em refilmar a sua obra e os inúmeros cineastas inebriados por seu estilo. Realizadores do documentário “De Palma”, Jake Paltrow e Noah Baumbach são oriundos do cinema indie e têm em alta conta o cineasta norte-americano. Os constantes encontros entre os três renderam uma amizade que agora se traduz nesta contribuição no cinema, na qual De Palma traça uma linha do tempo de sua própria carreira, rememorando desde o seu interesse juvenil por tecnologia até “Paixão” (2012), seu filme mais recente. Quem é fã do cineasta sabe que a idade o tornou cada vez mais avesso a entrevistas, sendo por vezes monossilábico principalmente em questões sobre o seu passado. Não à toa, nos primeiros minutos do documentário, o vemos de braços cruzados, um tanto desinteressado ao tratar sobre si mesmo e a sua velha obsessão pelo cinema de Alfred Hitchcock. No entanto, o conforto em estar em um ambiente familiar e revendo a sua trajetória para amigos fazem toda a diferença, logo reavaliando os seus próprios altos e baixos com algum senso de humor. Trata-se de uma filmografia tão incrível e cheia de experiências para compartilhar que um documentário com quase duas horas de duração soa insuficiente. Após a realização de filmes experimentais (“Dionysus in ’69”, “Woton’s Wake”) e outros que flertavam sobre o anseio da juventude diante da guerra no Vietnã (“Saudações” e a sua continuação “Olá, Mamãe!”), De Palma quase viu o seu ofício de diretor ganhar um fim abrupto com a sua demissão durante a pós-produção de “O Homem de Duas Vidas” (1972), o seu primeiro filme para um grande estúdio, a Warner Bros. A sorte veio com “Carrie, a Estranha” (1976), o primeiro de quatro filmes que julga ter obtido uma harmonia entre o sucesso comercial, a liberdade artística e o êxito da crítica – os demais são “Vestida Para Matar” (1980), “Os Intocáveis” (1987) e “Missão: Impossível” (1996). Por outro lado, o fracasso esteve à espreita sempre que De Palma atingia o topo. Das sessões vazias de “O Fantasma do Paraíso” (1974) em Los Angeles aos comentários severos por “A Fogueira das Vaidades” (1990), o cineasta ainda assim encontra alguma satisfação ao reconhecer o status de cult que algumas de suas produções receberam, especialmente “Um Tiro na Noite” (1981), cujo fiasco à época fez o seu casamento com a atriz Nancy Allen chegar ao fim, bem como levou à falência a companhia Filmways. Hoje, o longa é considerado brilhante, um clássico. Mesmo dando conta de todos esses percalços, “De Palma” tem sido severamente criticado pela escolha de seu formato. Tendo somente Brian De Palma como testemunha e uma montagem bem astuta com a sua seleção de trechos de filmes e fotografias, houve quem taxasse Paltrow e Baumbach de preguiçosos, ao criarem basicamente um seleção de comentários para material extra de DVD. Não soa justo, pois De Palma não é um artista que precisa de comentários bajuladores de terceiros, sendo os seus depoimentos e as imagens antológicas que arquitetou as melhores defesas de seu próprio legado.

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    Gotham Awards: Moonlight vence a primeira premiação importante da temporada nos EUA

    29 de novembro de 2016 /

    O drama indie “Moonlight” saiu na frente na temporada de premiações nos EUA. A primeira grande cerimônia de premiação do ano, o Gotham Awards, dedicado ao cinema independente, consagrou a produção com quatro troféus, entre eles os de Melhor Filme e Roteiro de 2016, na noite de segunda-feira (28/11) em Nova York. Escrito e dirigido por Barry Jenkins, “Moonlight” também recebeu o Prêmio do Público e um Prêmio Especial do Júri, conferido para seu elenco. A trama conta a história de Black, um jovem negro durante três fases distintas de sua vida, lidando com a descoberta da sexualidade em meio ao universo masculino da criminalidade e das drogas de Miami. “Estas são pessoas marginais vivendo vidas marginais. É ótimo que exista reconhecimento para este tipo de história, porque precisaremos delas cada vez mais, agora mais que nunca”, disse Jenkins, em seu agradecimento, aludindo à situação política dos EUA, com a mudança de presidente no país. Embora o Gotham Awards não considere elegível vários concorrentes ao Oscar, como “La La Land” e outras produções de grandes estúdios, vale observar que os dois últimos vencedores do prêmio também venceram o Oscar: “Birdman” (2014) e “Spotlight” (2015). Os produtores de “Moonlight” devem agora estar torcendo para a tendência continuar. Líder em indicações ao prêmio, “Manchester à Beira-Mar”, de Kenneth Lonergan, acabou rendendo o troféu de Melhor Ator a Casey Affleck, cuja performance vinha sendo considerada favorita por toda a crítica. “Sentir esse reconhecimento é muito bom. Não pensei que fosse me importar tanto”, ele comemorou. Por outro lado, a aposta em Natalie Portman, por “Jackie”, não vingou. A grande surpresa da noite, por sinal positiva, foi a consagração da francesa Isabelle Huppert como Melhor Atriz pelo poderoso “Elle”, de Paul Verhoeven. “Não consigo respirar e não sei o que dizer”, ele disse em seu agradecimento. “Não esperava que isto acontecesse. Me disseram que era um prêmio americano: ‘Você é francesa, nunca vai consegui-lo’.” A jovem atriz Anya Taylor-Joy foi premiada como a Revelação do ano por sua atuação no terror “A Bruxa”, e Trey Edward Shults como o Melhor Diretor Estreante de 2016 por “Krisha”. Completando a lista de premiações, “O.J. – Made in America” foi consagrado como melhor documentário, e “Crazy Ex-Girlfriend” levou o prêmio de Melhor Série. MELHOR FILME Moonlight MELHOR ATOR Casey Affleck (Manchester à Beira-Mar) MELHOR ATRIZ Isabelle Huppert (Elle) ATOR/ATRIZ REVELAÇÃO Anya Taylor-Joy (A Bruxa) DIRETOR REVELAÇÃO Trey Edward Shults (Krisha) MELHOR ROTEIRO Barry Jenkins (Moonlight) MELHOR DOCUMENTÁRIO O.J.: Made in America PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI Elenco de Moonlight PRÊMIO DO PÚBLICO Moonlight SÉRIE DE LONGA DURAÇÃO Crazy Ex-Girlfriend SÉRIE DE CURTA DURAÇÃO Her Story

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    Sônia Braga e Aquarius são premiados no Festival de Mar del Plata

    29 de novembro de 2016 /

    O filme “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho, recebeu dois prêmios no Festival de Mar del Plata, um dos mais importantes da América do Sul. O longa que gira em torno da resistência da moradora de um prédio, que se recusa a vender seu apartamento para um empreendimento imobiliário, venceu o Prêmio do Público e rendeu à Sônia Braga o troféu de Melhor Atriz. Conhecido pela série “House of Cards”, Mahershala Ali foi consagrado como Melhor Ator por seu desempenho no drama indie americano “Moonlight”. Mas o grande vencedor do prêmio internacional do festival foi “People That Are Not Me”, filme de estreia da diretora israelense Hadas Ben Aroya. O cinema brasileiro ainda se sagrou vencedor na competição latino-americana: “Martírio”, de Vincent Carelli, Tatiana Almeida e Ernesto De Carvalho, ganhou como Melhor Filme. O documentário, que já havia sido premiado no Festival de Brasília deste ano, reflete a violência sofrida pela tribo Guarani Kaiowá, uma das maiores populações indígenas do Brasil atual e que habita as terras do centro-oeste brasileiro. Uma coprodução entre Brasil, Argentina e Portugal, “El Auge del Humano”, dirigida pelo argentino Eduardo Williams, ainda recebou o Prêmio Especial do Júri. Vencedores do Festival Mar del Plata 2016 Competição Internacional Melhor Filme People That Are Not Me, de Hadas Ben Aroya Melhor Diretor Radu Jude, por Scarred Hearts Menção Especial por Melhor Fotografia Nocturama – Bertrand Bonello Melhor Ator Mahershala Ali (Moonlight) Melhor Atriz Sonia Braga (Aquarius) Melhor Roteiro Andreí Konchalovsky e Elena Kiseleva (Paradise) Prêmio do Público Aquarius, de Kleber Mendonça Filho Prêmio da Crítica de Melhor Filme Argentino Balloons, de Mariano González Competição Latino-Americana Melhor Filme Martírio, de Vincent Carelli, Tatiana Almeida e Ernesto de Carvalho Melhor Curta-Metragem Aire quemado – Yamil Quintana Prêmio Especial do Júri El Auge del Humano, de Eduardo Williams Competição Argentina Melhor Filme El aprendiz – Tomas De Leone Melhor Diretor Lukas Valenta Rinner, for A Decent Woman. Melhor Curta-Metragem Murciélagos – Felipe Ramírez Vilches Melhor Diretor de Curta-Metragem Mariano Cócolo, for Al silencio

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    Sam Mendes e Steven Spielberg desistem de filmar polêmico livro voyeur de Gay Talese

    26 de novembro de 2016 /

    O diretor Sam Mendes (“007 Contra Spectre”) e o produtor Steven Spielberg (“Ponte dos Espiões”) desistiram de adaptar o livro “The Voyeur’s Motel”, do célebre escritor Gay Talese (“A Mulher do Próximo”, “Honra Teu Pai”). Segundo o site Deadline, o motivo foi a produção de um documentário sobre os fatos supostamente reais relatados na obra. Mas a história do livro já tinha sido desautorizada pelo próprio autor. “The Voyeur’s Motel” tem sido uma causa interminável de polêmicas desde que o primeiro trecho foi publicado na revista New Yorker, causando ultraje. Nele, Talese conta a história de Gerald Foos, o homem que decidiu comprar e gerenciar um motel no Colorado em 1966 para satisfazer seu voyeurismo, assistindo a seus hóspedes fazerem sexo e descrevendo os atos num diário mantido até 1995. Só que ele acabou vendo bem mais que isso – como, por exemplo, um assassinato, que suas próprias ações precipitaram. O furor causado pela revelação da história fez a produtora DreamWorks, de Spielberg, adquirir os direitos da obra por cerca de US$ 1 milhão, antes mesmo do livro chegar às livrarias. Mas logo o jornal The Washington Post começou a encontrar furos na história, revelando que pelo menos parte do relato de Foos tinha sido inventado. Diante do questionamento de sua fonte, Talese resolveu renegar a obra, assumindo-se enganado pelo homem que ele transformou em protagonista, cujos relatos foram tidos como verdadeiros. Em comunicado, Talese afirmou, de forma dramática, que não ajudará a promover seu livro. “Eu não deveria ter acreditado no que ele me contou”, escreveu. “Como posso promovê-lo, quando sua credibilidade está no esgoto?” Como se não bastasse esse problema, dois documentaristas, Myles Kane e Josh Koury (de “Journey to Planet X”), já estavam de olho na polêmica, tendo entrevista Talese e Foos antes do livro virar projeto de filme. Sam Mendes viu o trabalho que eles realizaram e decidiu jogar a toalha, lamentado o tempo perdido. “O que sobrou disso, foi um relacionamento muito bom com uma jovem roteirista (Krysty Wilson-Cairns), que se mostrou extremamente talentosa e promissora. Ela fez um grande trabalho, o que torna tudo ainda mais frustrante, porque sentimos que desperdiçamos nosso tempo. Foi uma situação muito, muito incomum, que nenhum de nós poderia ter antecipado”, disse Mendes ao Deadline. “Ninguém nos informou sobre o documentário”, lamentou o diretor. “Ninguém disse à DreamWorks, ninguém me disse. E ele estava acontecendo todo esse tempo. Eles trabalharam no documentário durante pelo menos um ano antes da publicação do livro, e esta é uma das razões porque é um trabalho tão forte. Mas ninguém nunca nos informou, simples assim, o que é frustrante. É difícil falar sobre isso sem lamentar que o documentário seja tão maravilhoso, ao questionar quem realmente é o voyeur: Gerald Foos, que comprou o motel, ou Gay Talese, que escreveu sobre isso com muitos detalhes para milhões de leitores?” “O livro que compramos não é em absoluto a versão definitiva da história como garantia ser. Para contar a história completa, real, com autenticidade, seria preciso envolver o time do documentário, que é realmente parte da história”, ele continuou. “Talvez isso rendesse um filme até mais interessante, mas não era o roteiro que fizemos e nem seria algo fácil de fazer numa estrutura narrativa de ficção, algo meio ao estilo de Charlie Kaufman. Mais importante que isso, o próprio documentário já lidava com estas questões de forma muito bem definitiva. Achei brilhante o trabalho deles, tão bom que matou nosso filme”.

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    Animais Fantásticos e Onde Habitam domina os cinemas em semana com muitas opções

    17 de novembro de 2016 /

    A programação desta quinta-feira (17/11) registra nada menos que 13 estreias nos cinemas. Mas parece que há só uma, “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, que monopoliza as salas dos shopping centers. A Warner já tinha definido que a produção seria um sucesso antes do lançamento, planejando nada menos que cinco filmes na franquia, e para confirmar tratou de colocá-la no maior número possível de cinemas, de modo a garantir uma grande bilheteria. Nos EUA, chega em mais de 4 mil salas. O Brasil mal possui 3 mil salas em todo seu território. Com a estreia, é possível ver porque o estúdio estava tão confiante. “Animais Fantásticos e Onde Habitam” é belíssimo, com efeitos visuais de encher os olhos, e possui uma trama mais sombria que as prévias permitiam ver. Trata-se de entretenimento de qualidade, capaz de agradar até aos críticos mais exigentes – 83% de aprovação no Rotten Tomatoes. Mas o que não faltam são boas alternativas. O circuito limitado até parece uma mostra de cinema nesta semana, com diversas produções do circuito dos festivais, algumas inclusive “adiantadas” na Mostra de São Paulo e no Festival do Rio. O principal destaque é “Elle”, volta do holandês Paul Verhoeven ao suspense sexual, 24 anos após o icônico “Instinto Selvagem” (1992). Exibido no Festival de Cannes, o filme chocou sensibilidades com cenas fortes do estupro de Isabelle Huppert, mas também superou expectativas com sua narrativa complexa. O fato de ser uma porrada não impediu a França de escolhê-lo como seu representante na busca por uma indicação no Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Também exibido em Cannes, “Depois da Tempestade” é o novo melodrama do japonês Hirokazu Koreeda. Assim como o premiado “Pais e Filhos” (2013), o filme lida com problemas de relacionamento entre, bem, pais e filhos. Desta vez, porém, a família já surge separada pelo divórcio e a desilusão. O título alude ao evento capaz de permitir uma espécie de reconciliação, além de evidenciar uma metáfora. Outro lançamento japonês, “Creepy” marca a volta de Kiyoshi Kurosawa aos temas sombrios, especialmente ao clima de seu clássico de terror “A Cura” (1997). Mas, ainda que tenha rendido o prêmio de Melhor Direção no festival canadense Fantasia, a história muito lenta do vizinho estranho, que pode ou não ser um psicopata, tem poucas novidades (veja-se “Paranóia”). Mais intrigante, “As Confissões”, do italiano Roberto Andò, gira em torno da morte misteriosa do representante de uma potência econômica durante um encontro do G8 (os oito países mais ricos do mundo), e o monge que, horas antes, ouviu sua última confissão. Com excelente elenco internacional, liderado por Toni Servillo (“A Grande Beleza”), Daniel Auteuil (“Caché”), Connie Nielsen (“Ninfomaníaca”), Lambert Wilson (“Homens e Deuses”) e Togo Igawa (“47 Ronins”), foi premiado no Festival de Karlovy Vary. A produção internacional mais fraca da semana vem, claro, de Hollywood. O western “Um Estado de Liberdade” foi um dos maiores fracassos do ano nos EUA. Custou US$ 50 milhões e rendeu apenas US$ 20,8 milhões, apesar de estrelado por Matthew McConaughey (vencedor do Oscar por “Clube de Compra Dallas”). A história do fazendeiro branco bonzinho que luta para libertar escravos negros simplesmente não desceu bem com o público que, em 2016, também teve acesso a “O Nascimento de uma Nação”. Os demais lançamentos, nada menos que sete longa-metragens, são produções nacionais. Mais impressionante ainda é o fato de nenhum deles ser comédia. “BR 716” foi o grande vencedor do Festival de Gramado. Dirigido pelo veterano Domingos de Oliveira em preto e branco, o drama resgata memórias de juventude, na véspera do golpe militar de 1964. O título se refere ao endereço do prédio na rua Barata Ribeiro, em que Oliveira morava no Rio, enquanto sonhava em virar escritor ou cineasta, e de onde se despediu com uma grande festa, no dia em que o Brasil virou uma ditadura. O bom elenco inclui Caio Blat (“Califórnia”) como alter-ego do cineasta, Sophie Charlotte (“Reza a Lenda”), Pedro Cardoso (série “Grande Família”) e Maria Ribeiro (“Tropa de Elite”) “Sob Pressão” lembra mais o piloto de uma série. Por sinal, o diretor Andrucha Waddington tem feito muita TV, entre um e outro “O Penetras”. A trama de episódio de série médica acompanha o fim de um plantão num hospital público, em que chegam ao mesmo tempo e gravemente feridos um bandido, um policial e uma criança, e a equipe precisa decidir quem salvar primeiro, nas condições precárias da unidade hospitalar de periferia. O elenco destaca Julio Andrade (“Gonzaga: De Pai pra Filho”), premiado como Melhor Ator no Festival do Rio. Por coincidência, ele ainda estrela outro lançamento, “Maresia”, pelo qual também foi premiado em 2016, desta vez no Festival Cine Ceará. No longa de Marcos Guttmann (Melhor Diretor no Cine Ceará), Julio vive dois personagens, tanto um expert em pinturas quanto o alvo de sua obsessão, um pintor que morreu afogado há 50 anos. O surgimento de uma pintura desconhecida e um antigo amigo do morto fazem com que o especialista questione tudo o que sabia sobre o artista. Com o menor orçamento da semana (R$ 180 mil), “O Amor de Catarina” tem como chamariz a popularidade da humorista youtuber Kéfera Buchmann (“É Fada”), que estreia em tom dramático, entre muitas lágrimas e caretas infelizes. No filme metalinguístico de Gil Baroni (“Cantoras do Rádio – O Filme”), ela vive a estrela de uma novela, que sofre de amores diante do olhar de Rose (Greice Barros, mais conhecida do teatro), uma mulher que parece não fazer mais nada na vida além de ver TV e que, claro, está sendo traída pelo marido. A programação ainda inclui, em circuito limitadíssimo, três documentários: “Coragem”, sobre um músico brasileiro que sai da favela para o mundo erudito internacional, “Marias”, sobre a adoração à Santa Maria em diferentes culturas latinas, e “O Mestre e o Divino”, sobre um padre e um índio que se tornaram cineastas para registrar o cotidiano de uma aldeia xavante. Este último foi premiado como Melhor Documentário no Festival de Brasília em 2013. Clique nos títulos de cada filme para ver seus trailers.

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  • Filme

    Steve Carell vai estrelar filme de Robert Zemeckis baseado em documentário premiado

    16 de novembro de 2016 /

    Enquanto promove o lançamento de “Aliados”, o diretor Robert Zemeckis já prepara novo filme. Assim como fez em “A Travessia” (2015), ele irá adaptar uma história que fez sucesso como documentário. Trata-se de uma adaptação de “Marwencol” (2010), premiado em vários festivais, que, segundo o site The Wrap, será estrelada por Steve Carell. “Marwencol” conta a história de Mark Hogancamp, que, após agredido por vários homens em um bar, entra em coma e, ao despertar, percebe ter perdido totalmente a memória, esquecendo a família e os amigos. Para recuperar as lembranças, ele constrói uma maquete em miniatura de uma cidade belga chamada Marwencol, durante a 2ª Guerra Mundial. Dentro da maquete ficam bonecos representando os familiares e amigos próximos, e Mark passa a viver em suas histórias fictícias. A adaptação será intitulada “The Women of Marwen” e terá roteiro de Caroline Thompson (“Edward Mãos de Tesoura”). Com produção da Universal Pictures, o longa ainda não tem data para estrear nos cinemas.

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  • Cinema Novo
    Filme

    Cinema Novo faz ensaio-poesia sobre o movimento mais famoso do cinema brasileiro

    11 de novembro de 2016 /

    A opção de Eryk Rocha de fazer de “Cinema Novo” um documentário em formato de ensaio-poesia, em vez de um filme mais convencional e informativo, é compreensível, inclusive dentro da curta duração – cerca de uma hora e meia. Para se contar a história do Cinema Novo em um projeto audiovisual, o ideal seria mesmo uma minissérie para a televisão com mais tempo disponível. Mas mesmo aceitando a proposta, a falta de identificação nas imagens utilizadas – qual é tal filme em tal cena mostrada – não deixa de ser problemática. O resultado privilegia a edição e a força das imagens de grandes obras – algumas pouco conhecidas do grande público – , mas deve sua existência principalmente aos depoimentos de arquivo da época (anos 1960 e 1970), de cineastas (Nelson Pereira dos Santos, Cacá Diegues, Joaquim Pedro de Andrade, Glauber Rocha, Leon Hirszman, Arnaldo Jabor, Ruy Guerra e vários outros) que comentam direto do túnel do tempo. Não há depoimentos novos, o que torna o trabalho do filho de Glauber Rocha diferente e interessante. Um dos problemas do filme, premiado no Festival de Cannes deste ano, está no fato de que, se exibido para uma plateia que desconhece totalmente o movimento original, pode até despertar desinteresse. Mas, para quem conhece um pouco, permite rever sequências lindas, como as de “A Falecida”, “Vidas Secas”, “Rio, Zona Norte”, “Terra em Transe”, “Macunaíma”, além de filmes que não são necessariamente do Cinema Novo, mas pioneiros do próprio cinema brasileiro, como “Limite”, de Mário Peixoto, e o trabalho de Humberto Mauro. O que importa é que Eryk, enquanto deixa o público intrigado com certas cenas de filmes menos conhecidos, não deixa dúvidas a respeito da grandeza de nosso cinema. Ele pontua tudo de forma mais ou menos organizada em blocos temáticos, e procura emular o clima de tensão que surge a partir dos eventos políticos ocorridos no Brasil durante o Golpe militar, através de um som e de uma montagem inteligentes. Ainda assim, acaba parecendo estranho quando, no final, entre os créditos de diversos cineastas envolvidos com o Cinema Novo, surge o nome de Walter Hugo Khouri, que não era muito bem-visto pelo movimento e considerado basicamente alienado, distante dos interesses sociais e de natureza revolucionária de Glauber, Diegues e cia. De todo modo, há tanta gente boa envolvida nesse que é o maior movimento cinematográfico da América Latina, que a vontade de ver e rever os filmes apresentados é grande. A admiração que já temos por cineastas como Leon Hirszman e Joaquim Pedro de Andrade, por exemplo, só aumentam, diante de seus depoimentos e trechos de filmes. Há também algo que faz com que “Cinema Novo” dialogue muito bem com o momento atual em que estamos vivendo, tanto do ponto de vista político, como no que se refere à baixa audiência de público para o cinema brasileiro (que importa). Uma cena em particular mostra Diegues e Jabor debatendo sobre a dificuldade de atingir o grande público, que até hoje continua resistente ao tipo de filmes que eles faziam. Mas, ao ver, por exemplo, um trecho de “Terra em Transe”, clássico do pai de Eryck, com dois personagens recitando suas falas de forma poética e teatral, percebe-se o porquê de esses filmes não lotarem salas. O cinema brasileiro dessa época só chegaria nas massas na década de 1970, com o advento das pornochanchadas. Mas isso já é outra história e de outra turma, que seria até bem mais divertida de ser vista em um filme-ensaio desse tipo.

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