Disney exige que showrunners trabalhem durante greve dos roteiristas
O departamento jurídico da ABC Signature, estúdio responsável por várias séries da Disney, enviou uma carta aos showrunners de suas séries, informando que, apesar da greve dos roteiristas nos EUA, eles deveriam continuar realizando suas funções de produção, não relacionadas à escrita. “Queremos especificamente reiterar que, como showrunner ou roteirista, você não está dispensado de realizar a suas funções como showrunner e/ou produtor na sua série como resultado da greve do Sindicato dos Roteiristas dos EUA (WGA, na sigla em inglês). Seu contrato com o estúdio requer que você realize suas funções como showrunner e/ou produtor, mesmo que a WGA tente multá-lo por prestar tais serviços durante a greve”, escreveu Bob McPhail, o assistente do chefe de aconselhamento da ABC Signature, empresa pertencente à Disney, na carta enviada aos showrunners. “Suas funções como showrunner e/ou produtor não estão dispensadas, suspensas ou terminadas até que você seja notificado por escrito pelo estúdio.” A carta foi enviada na quarta (3/5), o segundo dia da greve do Sindicato dos Roteiristas dos EUA, após a paralisação das negociações com a Aliança de Produtores de Cinema e Televisão (AMPTP, na sigla em inglês), que representa estúdios e streamings. O Sindicato dos Roteiristas decretou greve geral na terça (2/5) em busca de aumentos em seus salários e outras reinvindicações financeiras ligadas aos streaming, além de exigirem controle no uso de inteligência artificial na criação de roteiros pelos estúdios. Os showrunners, que geralmente também são roteiristas, suspenderam suas atividades em várias séries. Num caso extremo, “O Senhor dos Anéis: O Anel do Poder” está terminando de gravar os episódios de sua 2ª temporada sem a presença dos showrunners no set, com todas as decisões deixadas a cargo dos diretores e produtores. Em sua nota, a ABC Signature defende que showrunners podem executar várias atividades, inclusive de roteiro, que a WGA considera função de produtores. “Você pode, juntamente com outros serviços não escritos, ser obrigado a realizar serviços de produtor”, como fazer cortes nos roteiros para economia de tempo, pequenas mudanças nos diálogos ou narrações durante a produção e “mudanças nas direções técnicas ou de cena”. Esses são deveres que, segundo o contrato do WGA, produtores não-escritores podem realizar em qualquer projeto. Só que as regras de greve do WGA proíbem explicitamente que os membros do sindicato realizem essas atividades durante a paralisação de trabalho. “As regras proíbem jornada dupla (membros que ocupam cargos duplos) e a realização de quaisquer serviços de escrita”, diz a WGA, o que coloca os showrunners em uma posição difícil, entre as exigências dos empregadores e do próprio sindicato.
“Silo” e “Rainha Charlotte” chegam ao streaming. Confira as séries novas da semana
A disputa das plataformas de streamings pela atenção do público oferece uma programação de séries bastante variada nesta semana. Entre as estreias estão uma superprodução sci-fi distópica, um spin-off de “Bridgerton”, um drama sobre Anne Frank, uma nova versão de “Atração Fatal” e a melhor série animada do universo “Star Wars”. Confira abaixo as 10 principais novidades para maratonar ou começar a acompanhar no fim de semana. | SILO | APPLE TV+ A nova sci-fi estrelada pela sueca Rebecca Ferguson (“Missão: Impossível – Efeito Fallout”) é baseada na trilogia distópica “Wool”, do escritor Hugh Howey, que já foi chamada de “novo ‘Jogos Vorazes'”. A adaptação do livro (lançado no Brasil com o título de “Silo”) está em desenvolvimento desde 2012. Um ano após seu lançamento, a 20th Century Fox adquiriu os direitos da obra para realizar um filme, que deveria ser dirigido ou produzido por Ridley Scott (“Perdido em Marte”). Entretanto, o projeto nunca saiu do papel e o canal pago americano AMC entrou em cena para desenvolver uma série baseada na obra, antes de mudar de ideia e virar apenas produtor da adaptação, numa negociação com a Apple. A trama se passa em um futuro arruinado e tóxico, e acompanha uma comunidade abrigada em um gigantesco silo subterrâneo com centenas de metros de profundidade. Lá, homens e mulheres vivem em uma sociedade cheia de regulamentos que eles acreditam ter o objetivo de protegê-los. Ferguson interpreta Juliette, uma engenheira independente e trabalhadora do Silo que começa a questionar a situação e a ideia de que a superfície se encontra devastada. O elenco grandioso também conta com David Oyelowo (“Mundo em Caos”), Iain Glen (“Game of Thrones”), Tim Robbins (“O Preço da Verdade”), Ferdinand Kingsley (“Sandman”), Shane McRae (“Alasca: Em Busca da Notícia”), Rick Gomez (“Justify”), Henry Garrett (“The Son”), Rashida Jones (“Angie Tribeca”) e o rapper Common (“Eu Nunca…”) A atração foi desenvolvida pelo roteirista-produtor Graham Yost (criador de “Justified”) e conta com direção do cineasta norueguês Morten Tyldum (“Passageiros”), responsável pelo visual cinematográfico dos episódios. | RAINHA CHARLOTTE: UMA HISTÓRIA BRIDGERTON | NETFLIX O spin-off da série “Bridgerton”, que narra a juventude da Rainha Charlotte, é ainda mais charmoso que a produção original, ao contar uma história mais focada e ainda capaz de oferecer enredos secundários para alguns personagens. Méritos da produtora Shonda Rhimes, que assume o papel de criadora e showrunner como nos velhos tempos de “Grey’s Anatomy”. Ambientada antes dos eventos de “Bridgerton”, a minissérie retrata a ascensão da jovem rainha Charlotte (India Amarteifio, de “The Midwich Cuckoos”) à notoriedade e ao poder, mostrando como seu casamento com o rei George (Corey Mylchreest, de “Sandman”) significou uma importante mudança na sociedade – introduzindo a base da trama da outra atração. O elenco também inclui as voltas de Golda Rosheuvel, como a versão adulta da Rainha, e a manutenção da voz de Julie Andrews como Lady Whistledown. | A SMALL LIGHT | STAR+ A minissérie é uma nova abordagem para a história de Anne Frank, focando na personagem Miep Gies, que ajudou a abrigar a família Frank durante a ocupação nazista de Amsterdã, na Holanda. A trama começa de forma descontraída, como uma comédia dramática, mas lentamente a tragédia se instala à medida que a máquina nazista de extermínio começa a funcionar contra os judeus. Bel Powley (“O Diário de uma Adolescente”) entrega uma atuação convincente como Miep, que tem uma personalidade enérgica e bem-humorada, e o elenco, incluindo Liev Schreiber (“Ray Donovan”), Joe Cole (“Peaky Blinders”) e Eleanor Tomlinson (“The Nevers”), ajuda a construir relacionamentos profundos entre os personagens. Criada pelo casal Tony Phelan e Joan Rater (ex-produtores-roteiristas de “Grey’s Anatomy”), a produção é cuidadosa ao misturar esperança com o terror, e apresentar os fatos históricos como um tributo a pessoas comuns que resistiram ao mal. Embora não haja um final feliz na história de Anne Frank, “A Small Light” presta uma homenagem sensível a todos que tentaram fazer a diferença contra o nazismo durante a 2ª Guerra Mundial. | OS ENCANADORES DA CASA BRANCA | HBO MAX Os bastidores do escândalo Watergate, que derrubou o ex-presidente dos EUA Richard Nixon nos anos 1970, são tratados como comédia nesta minissérie, que apresenta os responsáveis como espiões trapalhões. Woody Harrelson (“Zumbilândia”) e Justin Theroux (“The Leftovers”) vivem E. Howard Hunt e G. Gordon Liddy, os “encanadores” da Casa Branca do título, responsáveis por evitar vazamentos, pagar subornos e se antecipar a rivais. Mas, na prática, eles acabaram funcionando às avessas, ao cometer vários erros estratégicos relacionados à invasão clandestina de um importante escritório do Partido Democrata em 1972. A missão secreta, realizada na calada da noite no edifício Watergate, visava plantar escutas nos adversários, mas sua descoberta acabou virando um dos maiores escândalos políticos da história americana e levou à renúncia de Nixon. Além dos dois protagonistas, a atração destaca Kiernan Shipka (a Sabrina da Netflix) como Kevan Hunt, filha de Howard Hunt e líder da juventude republicana, que escondeu provas dos crimes de seu pai no dormitório da sua universidade; Lena Headey (a Cersei de “Game of Thrones”) como Dorothy Hunt, a mãe da personagem de Shipka, que teve destino trágico na vida real, e Liam James (“O Verão da Minha Vida”) como seu outro filho, Saint John, um roqueiro que se vê envolvido na conspiração sombria do dia para a noite, quando toda a família descobre que seu pacato pai trabalhador era na verdade um perigoso agente da CIA. A trama é baseada no livro “Integrity”, co-escrito por Egil “Bud” Krogh, assessor júnior de Nixon responsável por juntar os dois “encanadores”. O persoangem também aparece na adaptação, vivido por Rich Sommer (“O Diabo Veste Prada”). Além disso, o elenco grandioso ainda inclui Domhnall Gleeson (“Ex Machina”), Ike Barinholtz (“Moxie: Quando as Garotas Vão à Luta”), Yul Vazquez (“Boneca Russa”), David Krumholtz (“É o Fim”) e Kim Coates (“Sons of Anarchy”). | ATRAÇÃO FATAL | PARAMOUNT+ Um dos suspenses sexuais que marcaram o cinema dos anos 1980 retorna como minissérie dramática, atualizada para os dias de hoje, mas sem o mesmo impacto. Para quem não lembra do longa dirigido por Adrian Lyne, a história era uma fábula moderna sobre as consequências extremas da infidelidade conjugal. A série mantém a premissa, mostrando como uma relação casual entre dois colegas de trabalho se torna perigosa, quando a amante se recusa a aceitar o fim e decide fazer um visita surpresa à esposa de seu parceiro. A trama, porém, explora uma reviravolta diferente do filme, com o protagonista preso e acusado de assassinato da amante. O elenco destaca Lizzy Caplan (“Truque de Mestre 2”) e Joshua Jackson (“The Affair”) nos papéis que pertenceram a Glenn Close e Michael Douglas no cinema, enquanto Amanda Peet (“Dirty John”) vive a esposa traída, personagem interpretada por Anne Archer em 1987. | PLANNERS | STAR+ A comédia argentina conta a história de Malena Carregal (Celeste Cid, de “Separadas”), que após se divorciar e deixar seu emprego na agência de eventos corporativos de seu ex-marido, embarca em uma nova carreira em parceria com uma amiga para realizar o sonho de criar sua própria agência de organização de eventos sociais. Só que o sonho se prova um pesadelo, com tantos desafios e conflitos que surgem no caminho. A série foi gravada em diferentes locais de Buenos Aires, sob o comando de Pablo Bossi (“O Grito das Mariposas”), e além de Celeste Cid, o elenco destaca Leticia Siciliani (“Ladrão de Casaca”) e Gonzalo Valenzuela (“Demente”). | VANDA | LIONSGATE+ Criada por Patrícia Müller (“Madre Paula”), a minissérie portuguesa de true crime é baseada na história verídica de uma cabeleireira lisboeta (Gabriela Barros, de “Tiro e Queda”) que, durante a crise financeira de 2008, ao encontrar-se sozinha, falida e com duas crianças para criar, decidiu assaltar bancos com uma arma falsa. Para não ser reconhecida, Vanda utilizava perucas e disfarces, que lhe valeram a alcunha de Viúva Negra. E ao agir de forma amadora, quebrou com todos os padrões e métodos conhecidos de assalto bancário, o que dificultou o trabalho da polícia num primeiro momento, até que uma psicóloga forense conseguiu juntar todas as peças do quebra-cabeças, descobrindo que ela cometeu vários erros de principiante em todo o processo. Só que até ser descoberta e presa, ela conseguiu roubar 12 bancos e um total de 17 mil euros. | AUTO POSTO 2 | PARAMOUNT+ A série do Comedy Central acompanha a rotina de um típico posto de gasolina em uma cidade brasileira. Criada e dirigida por Marcelo Botta, é gravada na cidade de Paraibuna, no interior de São Paulo, e gira em torno da conturbada relação entre o dono do posto, um ex-cantor de sucessos populares chamado Nelson, e seus funcionários – frentistas, lavadores, caixas, segurança, borracheiro e até seu velho “amigo” fiscal. Cada um dos personagens representa um arquétipo contemporâneo. Nelson é vivido por Walter Breda (o Pessanha da novela “Bom Sucesso”) e o elenco ainda inclui, entre outros, Micheli Machado, Paulo Tiefenthaler, Robson Nunes, Neusa Borges e os gêmeos Luan e Raony Iaconis. Além disso, a série conta com participações especiais. Na 1ª temporada, foram Felipe Torres e Adriano Silva (da trupe Hermes e Renato), Rappin Hood e até Rita Cadillac, que, pela primeira vez, deu vida a uma personagem fictícia. | STAR WARS: VISIONS 2 | DISNEY+ A atração é uma antologia animada na qual diferentes criadores e equipes artísticas são convidadas a reimaginar o universo criado por George Lucas. Os episódios contam histórias diferentes com personagens diversos, e cada um possui um estilo de animação próprio – numa iniciativa que lembra “Love, Death & Robots”, da Netflix. A nova temporada conta com um episódio em stop-motion, com produção da Aardman Animations, estúdio conhecido pelos sucessos “Wallace & Grommit: A Batalha dos Vegetais” (2005) e “A Fuga das Galinhas” (2000), um capítulo com astros espanhóis, incluindo dublagens de Úrsula Corberó (a Tóquio de “La Casa de Papel”) e Luis Tosar (o Rogélio de “Até o Céu”), e outro com atores sul-coreanos. O elenco de vozes inclui outras surpresas, como Denis Lawson retomando o papel de Wedge Antilles, personagem que ele interpretou no primeiro “Star Wars” de 1977, Anjelica Huston (“A Família Addams”) como uma Mãe Sith e Cynthia Erivo (“Genius: Aretha Franklyn”) como uma cantora. A obra expande o universo da franquia de uma maneira nunca antes vista. Com uma variedade de estilos visuais e narrativas, que vão do 3D CG à animação tradicional, os nove curtas-metragens do segundo volume mostram que “Star Wars” pode ser reinterpretado de diversas formas e em diversos lugares do mundo, sem perder a essência da saga. | A PEQUENA ESPIÃ 2 | APPLE TV+ “A Pequena Espiã” adapta um clássico da literatura infantil escrito por Louise Fitzhugh numa animação estilosa, inspirada no design de desenhos dos anos 1960. Assim como no livro, a série se passa na Nova York da década de 1960 e acompanha as aventuras de Harriet M. Welsch, uma garotinha precoce de 11 anos que decide ser uma escritora-espiã e passa a observar tudo e todos à sua volta, registrando acontecimentos em seu diário e investigando casos suspeitos da vizinhança. Só que, nos novos episódios, o diário desaparece e ela precisa usar sua habilidades investigativas para reencontrá-lo. A personagem já virou filme em 1996, estrelado pela então “pequena” Michelle Trachtenberg (depois irmã de “Buffy” e vilã de “Gossip Girl”). Na série animada, Harriet é dublada por Beanie Feldstein (“Fora de Série”).
Curta de “Star Wars” da Aardman pode virar longa animado
A 2ª temporada de “Star Wars Visions” chega à Disney+ nesta quinta-feira (4/3), com uma nova coleção de curtas animados ambientados no universo de “Star Wars”. Em cada episódio, é empregado um estilo diferente de animação, e desta vez um dos estúdios contatados para participar do projeto foi o Aardman, famoso por suas animações de argila em stop-motion. A empresa britânica foi responsável por “A Fuga das Galinhas”(2000) e Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais” (2005), que venceu o Oscar. Em entrevista para o site Dexerto, a diretora do episódio produzido pela Aardman, a polonesa Magdalena Osinska (animadora de “Piratas Pirados!”), revelou um desejo de produzir um longa-metragem de “Star Wars” seguindo o conceito artístico do seu curta. “Oh meu deus, sim, por favor!”. O curta-metragem tem pouco mais de 10 minutos e é intitulado “I Am Your Mother”. A história do episódio foca na jornada emocional de Kalina e Anni, uma dupla de mãe e filha da espécie Twi’lek. Anni é uma piloto estagiária envergonhada pela mãe “pegajosa”, e ambas embarcam em uma corrida. Durante o caminho, o relacionamento de mãe e filha é testado pelos elementos, sua antiga nave, outros pilotos e uma a outra. Osinska explicou que o curta poderia ser facilmente expandida para um longa-metragem, pois há mais história para Anni e Kalina. “Quando abordaram o projeto, praticamente criaram toda a história para um longa-metragem, com muitas pequenas ideias para as cenas do dia da corrida”, contou. “Foi difícil reduzir tudo para apenas 10 minutos e ainda encaixar todas as referências de ‘Star Wars’ e Aardman”, completou. “Então, sim, definitivamente há mais material e ideias”.
Estreia de “Guardiões da Galáxia Vol. 3” ocupa metade dos cinemas do Brasil
Novo filme da Marvel, “Guardiões da Galáxia Vol. 3” chega ao Brasil num lançamento em 1,6 mil salas, o que representa metade das telas disponíveis em todo circuito cinematográfico brasileiro – 3,2 mil, de acordo com o último relatório da Ancine. Final de uma trilogia iniciada em 2014, o terceiro volume foi recebido com críticas menos entusiasmadas, devido a seu tom mais dramático que os escrachos anteriores. Mas com 80% de aprovação no Rotten Tomatoes, saiu-se bem melhor com a crítica internacional que a média dos lançamentos recentes do estúdio. No circuito limitado, os destaques são dois longas brasileiros e duas produções francesas premiadas. Confira abaixo os trailers e mais detalhes das estreias desta quinta (3/4). | GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL. 3 | O final da saga dos Guardiões envereda pelos segredos do passado de Rocket (dublado por Bradley Cooper) e sua relação com o novo vilão Alto Evolucionário (Chukwudi Iwuji, de “O Pacificador”). A trama escrita pelo diretor James Gunn expande o tema fundamental da franquia: famílias encontradas. Mas não abre mão da ação. Enquanto Peter Quill (Chris Pratt) ainda se recupera da perda de Gamora (Zoe Saldana), ele reúne sua equipe em uma perigosa tarefa para salvar seu amigo – uma missão que, se não for concluída com sucesso, pode muito bem levar ao fim dos heróis. E como se não bastasse a ameaça principal, os Guardiões ainda tem que enfrentar Adam Warlock, novo personagem que é interpretado por Will Poulter (“Maze Runner”). Embora o filme não feche a porta definitivamente para os Guardiões da Galáxia, ele oferece um senso de encerramento e conclui a trilogia da Marvel com um clima mais sombrio que o esperado. | A PRIMEIRA MORTE DE JOANA | Quando sua amada tia-avó falece em uma cidade rural do sul do Brasil, Joana (Leticia Kacperski), de 13 anos, tenta descobrir por que ela sempre foi solteira. Sua curiosidade coincide com sua própria descoberta sexual, despertada por sua amiga Caroline (Isabela Bressane). Sua raiva pelas regras de gênero vem à tona quando ela sofre bullying de um menino e depois é punida por se defender. Ela também começa a se ressentir das tentativas de sua mãe para fazê-la se comportar de maneira mais feminina, além da desaprovação de sua amizade intensa com Carolina. Em cidade pequena, as pessoas fofocam. A diretora/roteirista premiada Cristiane Oliveira (“A Mulher do Pai”) oferece uma exploração sensível e franca de amores escondidos, papéis de gênero e sexualidade num drama lindamente fotografado por Bruno Polidoro (“A Nuvem Rosa”), que foi premiado no Festival de Gramado pelo trabalho. “A Primeira Morte de Joana” também conquistou o Prêmio da Crítica no festival gaúcho e venceu o festival de cinema independente Cinequest em San Jose, Califórnia, EUA. | BEM-VINDA, VIOLETA! | Débora Falabella (“Aruanas”) vive uma romancista que ingressa em um famoso laboratório literário na Cordilheira dos Andes para escrever seu novo livro, “Violeta”. Lá ela conhece Holden, criador de um método no qual os escritores abandonam suas próprias vidas para viver como seus personagens. Intrigada pela sua investigação artística, Ana mergulha no método e passa a viver como a violenta Violeta, até que sua ficção sai do controle. A coprodução Brasil-Argentina tem direção do paulista Fernando Feres Fraiha \”La Vingança”) e destaca em seu elenco o argentino Darío Grandinetti (“Santa Evita”), que venceu o troféu de Melhor Ator no Festival do Rio passado pelo desempenho no papel de Holden. | DANÇANDO NO SILÊNCIO | O novo filme de Mounia Meddour, vencedora do César (o Oscar francês) de Melhor filme de estreia por “Papicha” (2020), acompanha uma jovem argelina apaixonada por balé. Após sofrer uma violência que prejudica sua carreira, ela conhece outras mulheres que passaram por situações semelhantes e encontra uma forma criativa de perseguir sua paixão. O papel principal é de Lyna Khoudri, que também venceu o César de Revelação por “Papicha”. | RODEO | O drama francês se passa no submundo dos rodeios urbanos – encontros clandestinos onde motoqueiros exibem suas motos e fazem acrobacias ousadas. A personagem principal é a adolescente Julia (a estreante Julie Ledru), que tenta se destacar na multidão e acaba se envolvendo com uma turma perigosa. Lutando para provar seu valor nesse universo ultra-masculino, ela resolve dedicar seu talento para aplicar golpes e roubar motos, o que a conduz a uma série de desafios arriscados, capaz de consagrá-la entre os personagens do rodeio ou destruí-la. Primeiro longa de Lola Quivoron, foi premiado em Cannes e venceu o Festival de Torino. | O ÚLTIMO CHAMADO DE MARIA | O docudrama de baixo orçamento combina a história de Maria, mãe de Jesus Cristo, com o registro de uma peregrinação de fiéis à Bósnia-Herzegovina, onde desde 1981 os moradores dizem testemunhar aparições da santa. Em sua narração, o padre se diz convencido que esta é a última vez que ela vem ao mundo, antes que comecem os acontecimentos do juízo final, num apelo à conversão da humanidade. | DOS 3 AOS 3 | O documentário registra o crescimento de um menino, dos três meses aos três anos de idade, sob os cuidados de uma mãe estudiosa de Pikler. A criança se desenvolve sob a abordagem dos ensinamentos da pediatra vienense Emmi Pikler, onde o respeito à individualidade dos bebês, a promoção da autonomia através do brincar livre e a presença amorosa nos momentos de cuidados reforçam os vínculos e estimulam o pleno desenvolvimento motor, cognitivo, emocional e social da criança. A direção é de Pablo Lobato (“Ventos de Vells”)
“Cobra Kai”, “Yellowjackets” e mais séries são paralisadas pela greve dos roteiristas dos EUA
Com a greve movimentada pelo Sindicato dos Roteiristas de cinema, séries e programas de TV dos EUA, a indústria americana do entretenimento enfrenta um momento complicado. Programas ao vivo e talk shows são os principais afetados por terem uma demanda imediata, mas muitas séries também não ficam ilesas. “Cobra Kai”, “Yellowjackets”, “Power Book III: Raising Kanan” e “Abbott Elementary” são algumas das produções que foram paralisadas. Segundo o Sindicato dos Roteiristas dos EUA (WGA, na sigla em inglês), a greve é um resultado da falta de ajustes de salário e direitos trabalhistas para roteiristas em Hollywood. Com o sucesso de streamings e novas tecnologias no mercado, grandes companhias como Disney e Netflix se recusam a entrar em acordo para um aumento salarial e remuneração específica para o streaming. Como consequência, diversas salas de roteiristas tiveram suas atividades pausadas. Por outro lado, há séries que já estão com os roteiros finalizados, como é o caso de “A Casa do Dragão”. Para o alívio da HBO, o material escrito para a 2ª temporada do spin-off de “Game of Thrones” já estava concluído. De acordo com a Variaty, o cronograma de gravações segue sem alterações, mas sem alternativas caso haja necessidade de reescrita nos episódios. Sucesso na Netflix, a produção da 6ª temporada de “Cobra Kai” foi a primeira a ser paralisada. O co-criador da série, Jon Hurwitz, postou uma foto com a equipe de roteiristas no Twitter e confirmou que o grupo não estava no set de filmagens. Dessa forma, as gravações da última temporada devem ser atrasadas. Já nos estúdios da Showtime, a série “Yellowjackets” também foi afetada pela greve. No Twitter, a co-criadora Ashley Lyle revelou que o trabalho foi interrompido. Segundo ela, os roteiristas haviam se reunido apenas uma vez antes da greve para a produção da 3ª temporada. Mesmo assim, Lyle declarou estar animada para voltar assim que o Sindicato dos Roteiristas dos EUA (WGA, na sigla em inglês) conseguir um acordo justo. A sitcom “Night Court”, da NBC, acabou de encerrar a produção da 2ª temporada, mas deveria retomar as gravações na próxima semana. No entanto, a continuidade do projeto é impossível sem os escritores, por isso a série deve ficar pausada por enquanto. A escritora de “Abbott Elementary”, Brittani Nichols, também comentou a greve em uma entrevista ao Democracy Now, afirmando que a indústria é capaz de atender aos pedidos dos roteiristas, mas os estúdios priorizam Wall Street, não os trabalhadores. A série está entre aquelas que estão paralisadas no momento. Grandes sucessos da TV nos EUA, “The Late Show”, “Jimmy Kimmel Live!”, “The Tonight Show” e “Late Night” seguem paralisados e vão transmitir reprises durante seu horário na grade televisiva. O famoso programa humorístico “Saturday Night Live” também pausou a produção e irá ao ar com os episódios já gravados.
Novo crossover de “Os Simpsons” e “Star Wars” é anunciado pela Disney+
A Disney+ anunciou o lançamento de um crossover de “Star Wars” e “Os Simpsons” nesta segunda-feira (2/5). A animação de curta-metragem será protagonizada pela caçula dos Simpsons e vai se chamar “Maggie Simpson em Rogue (Não Exatamente) One”. A produção será lançada diretamente no streaming Disney+ e acompanhará as aventuras de Maggie no universo de um dos maiores clássicos da cultura pop. Não é a primeira vez que os personagens de Springfild se misturam com a trama intergaláctica de “Star Wars”. Em 2021, a Disney lançou o curta “Maggie Simpson em O Despertar da Força da Soneca”. Ainda não existem mais informações sobre o roteiro, mas o pôster traz Maggie pilotando uma nave que lembra o “carrinho de bebê” voador de Grogu (o Baby Yoda) em “The Mandalorian”. Criada por Matt Groening, “Os Simpsons” está atualmente em sua 34ª temporada nos EUA. As primeiras 33 temporadas se encontram disponíveis no catálogo da plataforma Star+. “Maggie Simpson em Rogue (Não Exatamente) One” chega ao Disney+ nesta quarta-feira (4/5). De Springfield para uma galáxia muito, muito distante. Maggie Simpson em “Rogue (Não Exatamente) One”, em 4 de maio no #DisneyPlus. pic.twitter.com/PEIu76LoHJ — Disney+ Brasil (@DisneyPlusBR) May 2, 2023
Talk shows e “Saturday Night Live” saem do ar devido à greve dos roteiristas dos EUA
A greve dos roteiristas, que iniciou nesta segunda-feira (2/4), ocasionou a suspensão de alguns dos principais programas noturnos de Hollywood. O “Jimmy Kimmel Live!” da ABC, “Late Show With Stephen Colbert” da CBS, “Tonight Show Starring Jimmy Fallon” e “Late Night With Seth Meyers” da NBC, “The Daily Show” da Comedy Central, “Real Time With Bill Maher” e “Last Week Tonight With John Oliver”, da HBO, além do popular humorístico “Saturday Night Live”, da NBC, tiveram suas produções interrompidas depois que o Sindicato dos Roteiristas dos EUA (WGA, na sigla em inglês) oficializou a greve entre os profissionais. Por hora, para resolver o problema, as emissoras da TV aberta passarão reprises. Já a HBO decidiu exibir filmes no lugar de seus programas. “Sem [nossos roteiristas], este programa se chamaria ‘The Late Show’ com um cara tagarelando sobre Senhor dos Anéis e barcos durante uma hora. Esta negociação afeta toda a nossa equipe, que trabalha tão duro para trazer este programa todas as noites, é por isso que todos, inclusive eu mesmo, esperam que ambos os lados cheguem a um acordo”, disse o apresentador Steve Colbert. Ele continuou: “Eu apoio a negociação coletiva. Esta nação deve muito aos sindicatos. Eles são a razão pela qual temos fins de semana e, por extensão, porque temos o ‘TGI Fridays’. Então, da próxima vez que você saborear um hambúrguer whiskey glazed blaze, agradeça a um sindicato”. Seth Meyers também expressou apoio ao sindicato e aos seus escritores, dizendo: “Uma redação forte é essencial para este programa – é essencial para qualquer programa em que o apresentador, como eu, seja, na melhor das hipóteses, um intérprete C+. Eu realmente preciso das piadas. Eu amo escrever, amo escrever para TV e para este programa”, afirmou. “Ninguém tem direito a um emprego na indústria do entretenimento, mas aqueles que têm um emprego nessa indústria têm direito a uma remuneração justa. Eles têm direito a ganhar a vida – acho que é um pedido muito razoável feita pelo sindicato e tem meu apoio”. O Sindicato dos Roteiristas iniciou a greve após impasse nas negociações com a Aliança dos Produtores de TV e Filmes (AMPTP, na sigla em inglês), que representa os estúdios e serviços de streaming,. As negociações foram canceladas na segunda-feira (1/5), mesmo dia em que contrato dos escritores com os estúdios expirou. As demandas do sindicato incluem aumento dos salários para programas de streaming, transparência de dados, níveis mínimos de contratação para roteiristas, residuais por permanência de trabalhos em streaming e regulamentações sobre o uso de Inteligência Artificial na escrita.
Greve de roteiristas paralisa produção de filmes e programação de TV nos EUA
Cerca de 11 mil roteiristas de cinema, séries e programas de TV entraram em greve nesta terça-feira (2/4), nos EUA. As paralisações devem afetar imediatamente a produção televisiva dos EUA, principalmente as atrações ao vivo, talk shows e programas de variedade. Segundo o Sindicato dos Roteiristas dos EUA (WGA, na sigla em inglês), a decisão foi o resultado de impasse nas sucessivas tentativas de acordo entre os roteiristas profissionais – que pedem aumento salarial -, e os grandes estúdios, como Disney e Netflix, que se recusam a negociar. Os apelos dos roteiristas incluem defasagem dos salários, que não acompanham os ajustes da inflação, produção de séries com temporadas mais curtas e, portanto, salários menores e também a falta de pagamento por ganhos residuais – ou seja que a remuneração por reprises, que já ocorre na TV aberta ou paga, seja estendida ao streaming. Por exemplo, até hoje, o elenco e os roteiristas de séries como “Friends” recebem cada vez que o programa é retransmitido. Contudo, o mesmo não ocorre com relação à permanência das séries nas plataformas de streaming, já que os roteiristas ganham um valor fixo pelo seu trabalho. Outro fator que está em jogo é a questão das novas tecnologias. Os profissionais querem a regulamentação do uso de Inteligência Artificial para a escrita de roteiros. Atualmente, o WGA pede uma lei que proíba o uso de IA para escrever ou adaptar um texto. A AMPTP (Alliance of Motion Picture and Television Picture), que representa os estúdios, por sua vez, quer realizar reuniões anuais para discutir sobre o uso da tecnologia em novos projetos. A última vez que a categoria entrou em greve foi entre os meses de novembro de 2007 e janeiro de 2008. Na época, a suspensão durou 100 dias e custou US$ 2,1 milhões para a economia da Califórnia. Além disso, filmes e séries tiveram que ser adiados ou encurtados. Produções como “Breaking Bad”, “Heroes”, “Grey’s Anatomy” e “Lost” foram algumas que sofreram as consequências da paralisação. No momento, não existe previsão para o fim da greve e nem de um possível acordo entre roteiristas e estúdios.
“Deadpool 3” confirma retorno de antigos personagens
Os atores Rob Delaney, Stefan Kapicic e a brasileira Morena Baccarin foram confirmados em “Deadpool 3”. Eles interpretaram Peter, o membro sem poderes da X-Force, o mutante Colosso e Vanessa, o par romântico do anti-herói. Peter e Vanessa chegaram a morrer no filme, mas foram revividos nas cenas pós-créditos, graças a um aparelho de viagem no tempo que vai parar nas mãos de Deadpool. Outros atores que retornam para seus antigos papéis em “Deadpool 3” são Karan Soni (“Deadpool 2”) e Leslie Uggans (“Deadpool 2”) nos papéis do motorista Dopinder e Cega Al, respectivamente. Além, claro, de Ryan Reynolds no papel principal. As novidades incluem Matthew Macfadyen (“Succession”), Emma Corrin (“The Crown”) e ninguém menos que Hugh Jackman (“Logan”), como Wolverine. “Deadpool 3” tem direção de Shawn Levy (diretor de “Projeto Adam”) e roteiro da dupla Paul Wernick (“Zombieland”) e Rhett Reese (“Deadpool”), responsáveis pelos dois primeiros filmes, que desta vez trabalham em parceria com Zeb Wells (“She-Hulk”). A produção será o primeiro título da franquia após a compra da Fox pela Disney, marcando a estreia do personagem no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel. A estreia está marcada para 6 de setembro de 2024.
Top 10: Novos filmes pra ver em casa incluem “Peter Pan” e “Shazam! Fúria dos Deuses”
A fantasia inédita “Peter Pan e Wendy” e o sucesso recente do cinema “Shazam! Fúria dos Deuses” estão entre as 10 estreias que se destacam entre as novas ofertas das plataformas de streaming e das locadoras digitais para ver em casa neste fim de semana. Confira abaixo os filmes que completam o Top 10 da programação semanal. | PETER PAN E WENDY | DISNEY+ A versão live-action (com atores de carne e osso) da fábula clássica de J.M. Barrie acompanha a chegada dos irmãos Darling à Terra do Nunca, conduzidos por Peter Pan, e seu confronto com os piratas do Capitão Gancho. Repleta de ação e efeitos visuais, a produção também apresenta a primeira intérprete negra da fadinha Tinker Bell (Sininho, para os mais velhos), que tem sua própria franquia animada no estúdio como uma fada loirinha. O filme é estrelado por Alexander Molony (“The Reluctant Landlord”) no papel de Peter Pan e Ever Anderson (filha de Milla Jovovich e versão adolescente da Viúva Negra no cinema) como Wendy, e ainda inclui no elenco Joshua Pickering (“A Descoberta das Bruxas”) e o estreante Jacobi Jupe como os irmãos menores de Wendy, Yara Shahidi (estrela da série “Grown-ish”) com as asas de Tinker Bell e Jude Law (“Capitã Marvel”) como o terrível Capitão Gancho. A adaptação está a cargo do cineasta David Lowery, que já tem no currículo uma versão live-action elogiada de um desenho clássico da Disney, “Meu Amigo, O Dragão” (2016). | SHAZAM! FÚRIA DOS DEUSES | VOD* Menos empolgante que o primeiro, mas ainda divertido, o segundo filme encontra Billy Batson e seus irmãos adotivos aprendendo a conciliar a vida adolescente com seus alter egos de super-heróis adultos. Essa rotina é abalada quando as três Filhas de Atlas chegam à Terra em busca da magia roubada dos deuses, dando início a uma batalha por seus superpoderes, suas vidas e o destino do mundo. Com muitas cenas de ação, lutas e até dragões voadores, a continuação é novamente dirigida por David F. Sandberg e volta a trazer Zachary Levi (“Chuck”) como Shazam, Asher Angel (série “Andi Mack”) como seu alter ego Billy Batson, Jack Dylan Grazer (“It – A Coisa”) como Freddie Freeman, Adam Brody (“Um Caso de Detetive”) como sua versão adulta, o Shazam Jr., Grace Fulton (“Annabelle 2: A Criação do Mal”) como Mary, antigamente conhecida como Mary Marvel, Ian Chen (série “Fresh Off the Boat”) como Pedro Choi, Ross Butler (“Riverdale”) como sua versão heroica, Jovan Armand (série “The Middle”) como Pedro Peña, DJ Cotrona (“G.I. Joe: Retaliação”) como seu alter-ego poderoso, Faithe Herman (série “This Is Us”) como Darla Dudley e Meagan Good (“Minority Report”) como sua contraparte adulta. Já as Filhas de Atlas, que não existem nos quadrinhos e foram criadas para o filme, são interpretadas por Helen Mirren (“A Rainha”), Lucy Liu (“As Panteras”) e Rachel Zegler (estrela do remake de “Amor, Sublime Amor”). | 65 – AMEAÇA PRÉ-HISTÓRICA | VOD* A ficção científica traz Adam Driver (“Star Wars: O Despertar da Força”) como um astronauta que sofre um acidente espacial e cai na Terra de 65 milhões de anos atrás, dominada por dinossauros. Lá, ele e a única outra sobrevivente do acidente (a menina Ariana Greenblatt, de “Awake”) precisam atravessar um terreno desconhecido e repleto de criaturas pré-históricas para conseguir sobreviver. Só que, com menos dinossauros que a premissa sugere, o filme acaba não entregando o que seu trailer promete. Produzido pelo cineasta Sam Raimi (“Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”), o longa tem roteiro e direção da dupla Scott Beck e Bryan Woods (roteiristas do primeiro “Um Lugar Silencioso”). | TIC-TAC: A MATERNIDADE DO MAL | STAR+ Dianna Agron (de “Glee”) vive uma mulher casada e bem-sucedida, que se sente pressionada por família e amigos a ter filhos, e decide buscar ajuda médica para engravidar. Mas após se submeter a um programa de testes clínicos intensivos liderado pela médica interpretada por Melora Hardin (“The Bold Type”), ela começa a ter alucinações horríveis, incluindo visões de aranhas e uma mulher misteriosa que a persegue. A experiência em si é traumática e assustadora para a personagem, e suas consequências psicológicas são perturbadoras. Dirigido pela estreante Alexis Jacknow, o filme transforma a pressão que a sociedade exerce sobre as mulheres para que sejam mães num terror com 83% de aprovação da crítica – conforme a média do site Rotten Tomatoes. | DUAS BRUXAS – A HERANÇA DIABÓLICA | VOD* O terror independente acompanha a passagem do legado maligno entre uma avó bruxa para sua neta e as terríveis consequências para as pessoas que cruzarem seus caminhos. Inspirado em clássicos italianos do gênero, o longa de estreia do diretor Pierre Tsigaridis (que também escreveu, produziu, filmou, editou e fez a trilha sonora) foi premiado em festivais de cinema fantástico e atingiu 90% de aprovação no Rotten Tomatoes, com elogios para a estética retrô e o clima sinistro. | IMPÉRIO DA LUZ | STAR+ A ode ao cinema dirigida por Sam Mendes (“1917”) acabou saltando o circuito cinematográfico para estrear diretamente em streaming no Brasil. O filme conta uma história de amor ambientada em um cinema antigo na costa sul da Inglaterra na década de 1980, com direito a ameaças de skinheads e a magia da projeção cinematográfica. Os protagonistas são Olivia Coleman (“A Filha Perdida”) e Micheal Ward (“Gangues de Londres”), mas o elenco também inclui Toby Jones (“Jurassic World”) e Colin Firth (“Kingsman: O Círculo Dourado”). “Império da Luz” teve première mundial no Festival de Toronto, em setembro, quando desapontou a crítica, atingindo 43% de aprovação no Rotten Tomatoes. | 80 FOR BRADY: QUATRO AMIGAS E UMA PAIXÃO | VOD* A comédia conta a história real de um grupo de amigas na terceira idade que resolve realizar o sonho de assistir ao Super Bowl ao vivo e, consequentemente, ver o último jogo de Tom Brady, o Pelé do futebol americano e ex-marido de Gisele Bündchen. O elenco conta com Sally Field (“Lincoln”). Rita Moreno (“Amor, Sublime Amor”), Jane Fonda e Lily Tomlin (ambas da série “Grace and Frankie”), além de Sara Gilbert (“Roseanne”), Jimmy O. Yang (“A Ilha da Fantasia”), Bob Balaban (“The Politician”) e participações de algumas celebridades interpretando a si mesmas. O próprio Tom Brady aparece no filme, assim como o cozinheiro Guy Fieri e o ator-cantor Billy Porter (“Pose”). Dirigido por Kyle Marvin (“All Wrong”), o filme pulou os cinemas brasileiros e chega direto em VOD. | QUATRO AMIGAS NUMA FRIA | STAR+ A nova comédia de Roberto Santucci, diretor dos blockbusters “De Pernas pro Ar” e “Até que a Sorte nos Separe”, é um filme de turismo passado em Barriloche. Maria Flor (“Irmãos Freitas”), Fernanda Paes Leme (“Cinderela Pop”), Micheli Machado (“Auto Posto”) e Priscila Assum (“Reality Z”) são as quatro amigas do título, brasileiras que resolvem passar as férias no sul da Argentina e sentem o choque térmico – e cultural. Achando que vão se dar bem, começam a se dar cada vez mais mal. Mas só até a reviravolta romântica, é claro. | A PORTA AO LADO | VOD* No novo filme de Júlia Rezende (“Depois a Louca Sou Eu”), Letícia Colin (“Onde Está Meu Coração”) e Dan Ferreira (“Alemão 2”) vivem um casal de matrimônio tradicional e estável, até o dia em que outro casal, adepto de relacionamento aberto, se muda para o apartamento ao lado. Desafiados e provocados pelos personagens de Bárbara Paz (“O Outro Lado do Paraíso”) e Tulio Starling (“Pantanal”), o primeiro casal começa a questionar o próprio casamento. | O GRANDE MAURICINHO | VOD* A divertida coprodução britânica e alemã mostra uma grande evolução na animação computadorizada realizada na Europa. Comprovando que a prática leva a perfeição, um dos codiretores, Toby Genkel, fez vários desenhos fracos antes de acertar a mão – entre eles, “Epa! Cadê o Noé?” (2015) e “Missão Cegonha” (2017). Em clima de conto de fadas, o desenho acompanha um gato muito esperto chamado Mauricinho, que inventa um golpe para ganhar dinheiro fácil. Ele faz amizade com um grupo de ratos e passa a viajar de cidade em cidade oferecendo-se para resolver misteriosos problemas de infestação… de ratos! Tudo vai bem com o golpe, até que Mauricinho e os roedores chegam à cidade de Bad Blintz e conhecem Marina, uma menina muito inteligente, que pode fazer o plano ir por água abaixo. A versão brasileira tem dublagens de Marcelo Adnet (“Nas Ondas da Fé”) como Mauricinho e Sophia Valverde (“As Aventuras de Poliana”) como Marina. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, que funcionam como locadoras digitais sem a necessidade de assinatura mensal.
Série baseada no filme “Ou Tudo ou Nada” ganha primeiras fotos
A FX divulgou as primeiras fotos de “The Full Monty”, série que vai continuar a história do filme “Ou Tudo ou Nada” e vai contar com os mesmos atores da produção de 1997. O filme ganhador do BAFTA contava a história de seis ex-metalúrgicos de Sheffield, no norte da Inglaterra, que se desesperam com o desemprego. Decidem, então, montar um show de strip tease, mesmo estando distantes dos padrões de beleza. A série vai se passar 25 anos depois do longa, acompanhando os mesmos personagens, que ainda tentam lidar com a crise da infraestrutura que segue afetando a cidade de Sheffield. Uma das imagens mostra um dos personagens originais, Gaz (interpretado por Robert Carlyle, de “Trainspotting”), com uma nova personagem – sua filha adolescente, Destiny (Talitha Wing, de “Alex Rider”). As outras fotos trazem os personagens do elenco original. Além de Carlyle, reprisam seus papéis na série Mark Addy (“Game of Thrones”) como Dave, Lesley Sharp (“Before We Die”) como Jean, Hugo Speer (“Sombra e Ossos”) como Guy, Paul Barber (Fórmula 51) como Horse, Steve Huison (“Coronation Street”) como Lomper, Wim Snape (“The Beaker Girls”) como Nathan e Tom Wilkinson (“O Grande Hotel Budapeste”) como Gerald. A série foi desenvolvida por Simon Beaufoy (“Jogos Vorazes: Em Chamas”), roteirista do filme, em parceria com Alice Nutter (“Accused”), está sendo produzida pela FX para um dos streamings da Disney. “The Full Monty” vai estrear em junho nos Estados Unidos, ainda sem data confirmada. O filme original, “Ou Tudo ou Nada”, está disponível no Brasil pela Star+.
Jude Law foi Capitão Gancho fora da filmagem pra assustar crianças de “Peter Pan e Wendy”
Em entrevista ao “Tonight Show”, o ator Jude Law (“Animais Fantásticos e os Segredos de Dumbledore”) revelou que não saiu do papel de Capitão Gancho no set de “Peter Pan e Wendy”, novo live-action da Disney. Quem o instruiu a fazer isso foi o diretor David Lowery (“Meu Amigo, o Dragão”), para ter certeza que as crianças que atuam no filme tivessem medo do Capitão Gancho. “Eu apenas fiquei como o Gancho o tempo todo, o que foi uma oportunidade para ser realmente assustador e malvado. Parece meio terrível”, Law falou ao apresentador Jimmy Fallon. “E, sim, muitas das reações que você vê no filme são suas reações a mim pela primeira vez, ou como o próprio homem, sabe?”. Só ao fim das filmagens, o ator pôde se apresentar como ele mesmo – mas percebeu que precisava de ajuda para ganhar os corações das crianças. Então, decidiu apelar. “Eles me conheceram como Jude no final”, explicou o ator. “E eu fiz o que todo adulto deveria fazer para subornar as crianças. Eu contratei uma van de sorvete e a levei ao set e distribuí sorvetes. Nada como sorvete de chocolate para convencer uma criança de que você é legal”. “Peter Pan & Wendy” foi lançado nesta sexta-feira (28/4) na Disney+.
Halle Bailey canta em clipe da trilha de “A Pequena Sereia”
A Disney divulgou um clipe de “A Pequena Sereia”, que traz a atriz Halle Bailey (da série “Grown-ish”) cantando uma nova versão de “Part of Your World”. Reunindo várias cenas da produção, o vídeo é uma espécie de trailer do filme, acompanhado pela música que encantou o público na trilha da animação original de 1989 No filme, Halle Bailey interpreta a versão live-action de Ariel, a pequena sereia do título, que ao salvar um príncipe de um acidente no mar acaba cedendo à curiosidade de conhecer a vida na Terra. O elenco também inclui Melissa McCarthy (“Caça-Fantasmas”), Jonah Hauer King (da minissérie “Little Women”, da BBC), Jacob Tremblay (“Extraordinário”), Awkwafina (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”), Daveed Diggs (“Expresso do Amanhã”) e Javier Bardem (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”). A direção é de Rob Marshall (“Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas”) e a versão final do roteiro foi escrita por David Magee. Ambos trabalharam juntos em “O Retorno de Mary Poppins”, de 2018. O compositor Alan Menken, vencedor do Oscar de Melhor Canção Original pelo desenho original da Disney dos anos 1980, também está no projeto, trabalhando com Lin-Manuel Miranda (outro de “O Retorno de Mary Poppins”) na nova trilha musical. A estreia vai acontecer em 25 de maio no Brasil, um dia antes dos EUA.











