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  • Etc,  Série

    Richard Gilliland (1950 – 2021)

    25 de março de 2021 /

    O ator Richard Gilliland, que teve muitos papéis recorrentes em séries de TV, inclusive na sitcom “Designing Women”, onde conheceu sua esposa, a premiada Jean Smart (de “Watchmen”), morreu há um semana após uma breve doença, anunciou seu agente nesta quinta (25/3). Ele tinha 71 anos. Gilliland fez teatro em Los Angeles, Chicago e Nova York antes de tentar a carreira em Hollywood na metade dos anos 1970. Depois de aparecer nos filmes “Praga Infernal” (1975) e “O Guarda-Costas” (1976), emplacou seu primeiro papel recorrente na TV, como o sargento Steve DiMaggio na série policial “Casal McMillan” (também conhecida como “Os Detetives” na Globo). Ele apareceu em seis episódios da 6ª e última temporada da atração estrelada pelo astro Rock Hudson, que foi ao ar em 1977. Cinco meses após o final daquela série, passou a aparecer como o Tenente Nick Holden na 1ª temporada da série “O Caso das Anáguas” (Operation Petticoat), baseada na comédia naval “Anáguas a Bordo” (1959). Também protagonizou um episódio duplo de “Os Waltons” (em 1981), figurou na comédia “Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu 2” (1982) e estrelou as séries “Just Our Luck” (1983) e “Heartland” (1989), que não passaram da 1ª temporada. Em 1986, Gilliland entrou na 1ª temporada de “Designing Women” como JD Shackelford, o namorado da personagem de Annie Potts (“Caça-Fantasmas”). Mas acabou se envolvendo, atrás das câmeras, com outra atriz, Jean Smart. “Eu o conheci quando ele estava beijando outra pessoa”, revelou Smart rindo, durante uma entrevista de 2017. A atriz, que interpretava Charlene Frazier Stillfield na série, disse que “atraiu” Gilliland para seu camarim sob o pretexto de precisar de ajuda com palavras cruzadas. Eles se casaram em junho de 1987 no jardim de rosas que servia de cenário para “Designing Women”. O ator trabalhou em 17 episódios da série, aparecendo esporadicamente ao longo de cinco temporadas até 1991. Depois disso, também teve papéis recorrentes em “Thirtysomething”, “Matlock” e “O Quinteto” (Party of Five), nos anos 1990, além de aparecer, mais recentemente, em breves participações em “Desperate Housewives”, “Criminal Minds”, “Dexter”, “Scandal”, “O Deafio” (The Practice) e “Crossing Jordan”, entre muitas outras séries. Em 2006, contracenou pela última vez com a esposa, num episódio da 5ª temporada de “24 Horas”, em que Jean Smart interpretou a Primeira Dama dos EUA. Seu último trabalho televisivo foi em “Imposters”, que durou duas temporadas no canal pago americano Bravo!, entre 2017 e 2018. Ele estava escalado para voltar trabalhar com sua esposa em “Breaking News in Yuba County”, um filme dirigido por Tate Taylor (“Histórias Cruzadas”), que deveria começar sua produção no próximo verão norte-americano (nosso inverno).

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  • Etc,  Filme,  Série

    Hal Holbrook (1925 – 2021)

    2 de fevereiro de 2021 /

    O veterano ator Hal Holbrook, vencedor do Emmy e do Tony, morreu em 23 de janeiro aos 95 anos. A morte foi confirmada na noite de segunda (1/2) por sua assistente pessoal, Joyce Cohen, ao jornal The New York Times. Harold Rowe Holbrook Jr. nasceu em 17 de fevereiro de 1925, em Cleveland. Ainda criança foi abandonado pelos pais e seus avós o mandaram para a escola militar. Mas logo descobriu que podia se sustentar com atuação, quando se apresentou num teatro local e recebeu seu primeiro pagamento aos 17 anos. Após três anos no Exército, mudou-se para Nova York e estudou com a célebre professora de atuação Uta Hagen para seguir a profissão. Ele estreou na TV na novela “The Brighter Day”, em que apareceu de 1954 a 1959. Foi nesta mesma época que desenvolveu uma apresentação solo de teatro, baseada na vida do escritor Mark Twain, que viria a consagrá-lo. Holbrook escreveu, dirigiu e estrelou sozinho “Mark Twain Tonight”, que começou sua trajetória durante apresentações de verão no interior de Massachusetts em 1954 e se estendeu ao longo dos anos. A façanha chamou atenção do célebre apresentador de TV Ed Sullivan, que o convidou a aparecer em seu programa de televisão em fevereiro de 1956. A estreia off-Broadway aconteceu três anos depois. Mas o impacto do espetáculo na carreira de Holbrook só se materializaria após a chegada à Broadway, quando lhe rendeu o prêmio Tony de Melhor Ator em 1966 por seu desempenho. Ele voltou à Broadway com o show em 1977 e 2005, aparecendo como Mark Twain mais de 2,2 mil vezes. espetáculo também foi adaptado para a TV, rendendo ao ator uma indicação ao Emmy em 1967, a primeira de muitas nomeações. Ao todo, ele venceu quatro prêmios Emmy. Seu primeiro Emmy veio em 1971 por seu trabalho na série dramática “The Bold Ones: The Senator”. Ele conquistou mais dois troféus por interpretar o comandante Lloyd Bucher no telefilme “Pueblo”, de 1973, sobre a captura de um navio espião dos EUA pela Coreia do Norte. E foi premiado pelo papel-título da minissérie “Lincoln”, de 1974. Por sinal, o ator voltou a viver Abraham Lincoln na minissérie “North and South” em 1985 e na sua sequência, lançada no ano seguinte. A voz áspera e a aparência séria de Holbrook renderam-lhe vários papéis de personagens históricos e/ou de grande autoridade, além de uma carreira paralela como narrador de documentários. Mas essas características marcantes também ajudaram a dar impacto a seu desempenho no telefilme “That Certain Summer”, em que viveu um pai que revela sua homossexualidade para o filho (interpretado por Martin Sheen). Este desempenho foi igualmente indicado ao Emmy. Na TV, ele ainda se destacou em “Designing Women” (1986-1989), como o namorado de sua esposa na vida real, Dixie Carter – além de dirigir quatro episódios da série. Mas seu personagem precisou morrer prematuramente para que ele pudesse entrar em outro programa, “Evening Shade”, em que interpretou o irascível sogro de Burt Reynolds de 1990 a 1994. Embora a carreira televisiva tenha sido mais premiada, Holbrook desempenhou muitos papéis marcantes no cinema e chegou a ser indicado ao Oscar. Desde que teve um pequeno papel em “O Grupo” (1966), de Sidney Lumet, o ator apareceu em vários filmes famosos. Ele foi o chefe de Clint Eastwood no segundo longa da franquia “Dirty Harry”, “Magnum 44” (1973), o par romântico de Goldie Hawn na comédia “A Garota de Petrovka” (1974) e, mais celebremente, o misterioso Garganta Profunda que entrega os podres do governo Nixon em “Todos os Homens do Presidente” (1976) – responsável pela icônica frase “follow the money” (siga o dinheiro). Sua filmografia é repleta de clássicos, como o épico de guerra “A Batalha de Midway” (1976), o drama premiado “Júlia” (1977), de Fred Zinnemann, a sci-fi “Capricórnio Um” (1977), de Peter Hyams, o terror “A Bruma Assassina” (1980), de John Carpenter, o filme de ação “O Sequestro do Presidente” (1980), em que viveu o Presidente dos EUA, a antologia de horror “Creepshow: Arrepio do Medo” (1982), de George A. Romero, o thriller violento “O Esquadrão da Justiça” (1983), novamente de Peter Hyams, o drama financeiro “Wall Street: Poder e Cobiça” (1987), de Oliver Stone, e o suspense “A Firma” (1993), de Sydney Pollack. Mas sua indicação para o Oscar só veio em 2008, como Melhor Ator Coadjuvante por “Na Natureza Selvagem” (2007), de Sean Penn. Na época da indicação, Holbrook já tinha 82 anos e se tornou o artista mais velho a receber esse reconhecimento. Entre seus trabalhos finais, destacam-se também papéis recorrentes em “The West Wing”, “Sons of Anarchy” e “The Event”, antes de se despedir em 2017 em duas aparições televisivas, nas séries “Grey’s Anatomy” e “Havaí Cinco-0”.

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  • Série

    Sucesso dos anos 1980, série Designing Women vai voltar a ser produzida

    16 de setembro de 2018 /

    A Sony vai produzir uma nova versão da série “Designing Women”, grande sucesso dos anos 1980 na rede CBS, que será desenvolvida pela criadora original, Linda Bloodworth-Thomason. A série foi lançada em 1986 e durou sete temporadas, até 1992, recebendo três indicações ao Emmy de Melhor Comédia. A trama acompanhava quatro mulheres que trabalhavam numa empresa de design em Atlanta. As protagonistas eram interpretadas por Dixie Carter, Delta Burke, Annie Potts e Jean Smart e contavam com um assistente excêntrico (palavra secreta para “gay” nos anos 1980) vivido por Meshach Taylor. Considerada pioneira na discussão de temas relacionados ao mercado de trabalho feminino e independência das mulheres, “Designing Women” marcou época e tornou Linda Bloodworth-Thomason numa das produtoras mais prestigiadas da indústria televisiva, a ponto de ter mais duas séries lançadas simultaneamente, “Evening Shade” (1990–1994), estrelada por Burt Reynolds, e “Hearts Afire” (1992–1995), com John Ritter e Billy Bob Thornton. Até que, de repente, na metade dos anos 1990, ela sumiu da TV, ficando seis anos sem emplacar nenhuma série nova. O mistério que envolvia essa queda brusca após uma ascensão fulminante foi encerrado há poucos dias, quando Linda Bloodworth-Thomason escreveu um artigo para a revista The Hollywood Reporter. “As pessoas me perguntavam o que tinha acontecido”, ela contou. “Les Moonves me aconteceu”. O texto explicava como a contratação de Leslie Moonves ao cargo de presidente da rede CBS, em julho de 1995, acabou com sua carreira. Como ele cancelou suas séries e reprovou todos os pilotos que ela apresentou na rede, para fazê-la romper um contrato que previa uma multa generosa caso a iniciativa partisse da CBS. E como, sob seu comando, a rede que já tinha sido lar de “Mary Tyler Moore” e “Murphy Brown”, tirou do ar todos os programas de viés feminista para colocar no lugar séries com protagonistas masculinos, tornando-se um canal indissociável do gênero policial. Leslie Moonves foi demitido da CBS na segunda-feira (10/9) após uma coleção de denúncias de assédio sexual tornar sua permanência insustentável. Ainda não está claro se a produtora de “Designing Women” pretende fazer um revival com o elenco original, como irá acontecer com “Murphy Brown”, ou se planeja um reboot com novos personagens, como “Charmed” na rede CW.

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