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    Acusadora de Bill Cosby descreve estupro no julgamento do comediante

    14 de abril de 2018 /

    A acusadora que levou Bill Cosby a julgamento por abusos sexuais testemunhou no tribunal da Pensilvânia na sexta-feira (13/4). E repetiu diante do juiz que o comediante a drogou e a estuprou em 2004, e só não falou nada antes porque ficou com medo, já que ele era famoso e ninguém nunca tinha o denunciado por violência sexual. Foi a segunda vez que Andrea Constand, de 45 anos, confrontou o comediante de 80 anos no tribunal na Filadélfia. Na primeira vez, o júri não foi capaz de chegar a um veredicto, o que levou a um segundo julgamento. Ela é apenas uma das cerca de 50 mulheres que acusaram o comediante americano, que ficou famoso por desempenhar o papel de um patriarca sábio no sucesso televisivo “The Cosby Show”. Mas as demais denúncias de abusos sexuais datam de décadas. A acusação de Constand é a única que não prescreveu e que poderia instaurar processo criminal. Constand relatou que na época do suposto ataque trabalhava na Temple University, universidade que Cosby cursou. Ela disse ter ido à casa do ator para discutir uma possível mudança de carreira. Cosby teria aproveitado para lhe dar três pílulas azuis, que disse serem para relaxá-la. Ela testemunhou que as pílulas a fizeram se sentir tonta, e que Cosby a levou até um sofá e a deitou. “A próxima coisa que eu lembro, eu estava meio acordada”, disse Constand. “Minha vagina estava sendo penetrada com bastante força. Eu senti meus seios sendo tocados. Ele colocou minha mão em seu pênis e se masturbou com minha mão. Eu não era capaz de fazer nada.” Cosby tem repetidamente negado qualquer ato irregular e disse que qualquer encontro sexual que teve foi consensual. Seus advogados descreveram Constand como uma vigarista que busca dinheiro.

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    Sindicato dos Atores proíbe testes de Hollywood em hotéis e residências

    12 de abril de 2018 /

    O Sindicato dos Atores dos Estados Unidos, conhecido pela sigla SAG-AFTRA, resolveu proibir testes de elenco em quartos de hotel e residências particulares após as inúmeras denúncias de assédio sexual em Hollywood. O fim do atalho para o teste do sofá consta de um Código de Conduta publicado pela entidade nesta quinta (12/4). “O SAG-AFTRA se opõe que audições, entrevistas e reuniões profissionais similares sejam realizadas em quartos de hotel ou residências privadas”, diz o texto, publicado no site do sindicato. “Exortamos que produtores e outros responsáveis na tomada de decisões, com influência e controle da carreira profissional de outros, PAREM de ter essas reuniões profissionais nesses locais de alto risco e busquem alternativas de locais mais apropriados.” O sindicato também pediu para os agentes de talentos que tampouco marquem esse tipo de reunião para seus clientes, e recomendou aos atores que, caso seja impossível mudar o local, compareçam às reuniões acompanhados de uma pessoa de confiança. A proibição é uma forma de evitar a repetição de casos como o de Harvey Weinstein, que usava hotéis para abordar sexualmente jovens atrizes. A maioria das denúncias contra o produtor revelou que ele convidava atrizees para seu quarto de hotel com a desculpa de falar de trabalho e tirava a roupa, oferecia massagens, ou pedia que elas o vissem se masturbar, tudo com promessas de fama, ou ameaças de arruinar suas carreiras. Há também acusações sobre testes em residências, como as denúncias contra Steven Seagal, entre outros. “Estamos comprometidos a enfrentar o cenário que permitiu que predadores explorassem a portas fechadas várias atrizes sob a aparência de uma reunião profissional”, declarou Gabrielle Carteris, presidente do SAG-AFTRA, que representa 160 mil atores e outros profissionais do entretenimento e da mídia.

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    Com 40 denúncias de abuso sexual, James Toback escapa da Justiça por prescrição

    10 de abril de 2018 /

    A promotoria de Los Angeles descartou os processos contra o cineasta James Toback por denúncias de assédio e abuso sexual. Mas não foi por falta de provas. O arquivamento aconteceu por prescrição. Cerca de 40 mulheres acusaram o diretor de má conduta sexual, mas a maioria dos casos prescreveu. Diante da perspectiva da impunidade, o escritório da promotoria enviou para a imprensa os documentos sobre as denúncias de assédio e abuso, ocorridos entre 1978 e 2008. Em uma delas, uma mulher não identificada afirma que, em 2008, o diretor “esfregou sua virilha contra sua perna nua até ejacular”. Ela tinha previsto dar um depoimento à Promotoria, mas não se apresentou, indicou o documento. Outra denunciante, também não identificada, indicou que o diretor se masturbou quatro vezes em sua presença durante uma reunião no hotel Bervely Hills em 1993. Também disse que Toback esfregou seu pênis contra sua perna. Este tipo de crime, detalhou a Promotoria, prescreve depois de um ano nos Estados Unidos. Entre as atrizes mais famosas a denunciar Toback, estão Selma Blair e Rachel McAdams. Em entrevista ao programa The Talk, Blair disse que esperava ver o diretor na prisão, após passar “17 anos com medo de James Toback”, que a ameaçou de morte. “Ele disse que me colocaria num sapato de cimento e furaria meus olhos com canetas se eu contasse para alguém”, ela afirmou. O mais recente filme de Toback foi “The Private Life of a Modern Woman” (2017). Estrelado por Sienna Miller, chegou a ser exibido no Festival de Veneza.

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    Criador do desenho Ren & Stimp é acusado de assédio sexual e pedofilia

    29 de março de 2018 /

    O produtor, roteirista e diretor John Kricfalusi, criador da cultuada série animada “Ren & Stimpy”, foi acusado por duas animadoras de assédio sexual e pedofilia. Numa denúncia publicada pelo site BuzzFeed, elas alegam que tiveram relacionamentos sexuais com Kricfalusi quando eram menores de idade e foram contratadas para trabalhar para ela após consentirem com flertes e telefonemas sexuais. As animadoras Robyn Byrd e Katie Rice revelaram ter procurado Kricfalusi na década de 1990, como fãs de seu trabalho. E após contatos pela internet e presencialmente, receberam ofertas de estágio. Byrd alegou que Kricfalusi iniciou uma relação de mentor-aprendiz depois que ela, uma aspirante a cartunista, lhe enviou uma carta aos 13 anos. Mais tarde, ele visitou sua casa no Arizona e a levou duas vezes para Los Angeles quando ela tinha 16 anos. Na segunda visita, Kricfalusi lhe conseguiu um estágio e ela começou a morar com ele. Rice, por sua vez, alegou que Kricfalusi se masturbava ao telefone com ela, quando ela era menor de idade. Ao completar 18 anos, ela foi trabalhar com ele e passou a ser assediada sexualmente. Rice também alegou ter encontrado pornografia infantil no computador do produtor. Ambas confirmam que os relacionamentos começaram de forma consensual, mas eram muito jovens para perceber que aquilo era errado. O artigo cita algumas das vezes que o animador reconheceu seu interesse por garotas menores de idade, tanto em extras de DVDs de “Ren & Stimpy” quanto em entrevistas e conversas com seus funcionários. Por fim, as animadoras contam que já denunciaram Kricfalusi por possuir pornografia infantil em várias ocasiões, e que o motivo de trazerem isso à luz de forma mais contundente visa utilizar o movimento atual contra o assédio para impedir que a história se repita com outras jovens aspirantes a animadoras. Contatado pelo Buzzfeed, o advogado de Kricfalusi confirmou algumas das alegações. “Os anos 1990 foram uma época de fragilidade mental e emocional para Kricfalusi, especialmente após perder ‘Ren & Stimpy’, sua mais celebrada criação. Por curto período de tempo, há 25 anos, ele teve uma namorada de 16 anos de idade.” “Sobre isso, por quase três décadas ele se medicou primariamente com álcool. Desde essa época, ele trabalhou fervorosamente em sua saúde mental e teve muito sucesso em estabilizar sua vida durante a última década. Essa conquista permitiu que John continuasse a crescer e amadurecer de formas que nunca teve a chance antes.” O advogado cita o período em que Kricfalusi foi demitido pela Nickelodeon, o que aconteceu em 1992, antes que ocorressem as alegadas relações com menores de idade. Na ocasião, ele perdeu os direitos de “Ren & Stimpy”, que ficaram com o canal. Desde então, ele animou duas sequências de abertura de “Os Simpsons” e criou artes para a turnê “Bangerz”, de Miley Cyrus

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    Academia responsável pelo Oscar inocenta seu presidente de acusação de assédio

    28 de março de 2018 /

    A queixa de assédio sexual contra John Bailey, presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, foi rejeitada e ele continuará a servir como presidente da organização responsável pelo Oscar. “O Comitê decidiu por unanimidade que este assunto não merece nenhuma ação adicional”, disse a Academia em comunicado emitido na noite de terça (27/3). “Os resultados e recomendações do comitê foram reportados à Diretoria, que endossou sua recomendação. John Bailey permanece Presidente da Academia”. A declaração refere-se a uma investigação realizada por um comitê formado após uma queixa de assédio sexual ter sido apresentada contra o presidente da Academia. Enquanto a Academia disse que “levou a acusação muito a sério”, o comitê não encontrou nada que a comprovasse, nem outras reclamações de assédio, embora a revista Variety tenha mencionado três acusações. Bailey foi figura importante nos últimos meses por defender as vítimas de assédio e abuso sexual em Hollywood, inclusive expulsando da Academia o produtor Harvey Weinstein, acusado de assédio e estupro por mais de uma centena de mulheres, e por administrar a substituição do ator Casey Affleck, que também foi denunciado por assédio, na entrega do Oscar 2018 de Melhor Atriz neste ano. Em dezembro, a Academia divulgou um código de conduta apontando que os membros da organização poderiam ser expulsos por abuso, assédio e discriminação. Caso as acusações sejam acatadas pela Academia, o presidente será julgado pelo Conselho dos Governadores, composto por 51 pessoas responsáveis pela visão estratégica da organização. O atual presidente da Academia viveu seu auge como diretor de fotografia nos anos 1980, em filmes como “Gente Como a Gente” (1980), “Gigolô Americano” (1980), “A Marca da Pantera” (1982), “O Reencontro” (1983), “Mishima: Uma Vida em Quatro Tempos” (1985) e “A Encruzilhada” (1986). Ele nunca recebeu indicação ao Oscar, mas venceu um prêmio especial do Festival de Cannes, de Contribuição Artística por “Mishima”.

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    Ed Westwick é investigado por estupro pela promotoria de Los Angeles

    27 de março de 2018 /

    A promotoria de Los Angeles confirmou que o ator Ed Westwick, que interpretou Chuck Bass em “Gossip Girl”, está sendo investigado após ser acusação de estupro acusado de estupro por quatro mulheres. O ator negou a primeira acusação dizendo que não conhecia a atriz que o acusava. Mas, depois disso, outras três mulheres se manifestaram. “Posso confirmar que um caso foi apresentado ao nosso escritório envolvendo Ed Westwick”, disse um porta-voz da promotoria ao site Deadline. “O assunto está sob investigação. O Gabinete do Procurador Distrital não identifica vítimas de crimes sexuais e, portanto, não pode fornecer qualquer informação sobre quem as alegações envolvem”, completou. Westwick esteve no Brasil no ano passado para curtir um evento pré-Carnaval em São Paulo e, em julho, para prestigiar um evento de grife de moda no Rio. Desde que as acusações vieram à tona, ele foi dispensado de todos projetos, inclusive a série britânica “White Gold” que estrelava, e foi substituído na minissérie “Ordeal by Innocence“, adaptação da obra homônima de Agatha Christie, que precisou ser regravada, pois já estava pronta.

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    Presidente da Academia, responsável pelo Oscar, nega acusações de assédio

    26 de março de 2018 /

    Investigado por assédio sexual, o presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, John Bailey se defendeu em um comunicado interno da instituição. No texto, que circulou na sexta (23/3) e foi obtido pela revista americana Variety, Bailey negou a acusação. “Houve uma única queixa relacionada a um alegado encontro ocorrido há mais de uma década, no qual eu alegadamente teria tentado tocar uma mulher de forma inapropriada enquanto ambos estávamos sendo transportados em uma van no set de um filme”, escreveu Bailey, refutando a história. “Nada disso aconteceu”. No último dia 16, a Variety havia divulgado que Bailey estava sendo investigado não por uma, mas por “múltiplas” denúncias de assédio sexual. Ainda segundo a revista, um comitê criado pela Academia foi encarregado pela investigação. Bailey foi figura importante nos últimos meses por defender as vítimas de assédio e abuso sexual em Hollywood, inclusive expulsando da Academia o produtor Harvey Weinstein, acusado de assédio e estupro por mais de uma centena de mulheres, e por administrar a substituição do ator Casey Affleck, que também foi denunciado por assédio, na entrega do Oscar 2018 de Melhor Atriz neste ano. Em dezembro, a Academia divulgou um código de conduta apontando que os membros da organização poderiam ser expulsos por abuso, assédio e discriminação. Caso as acusações sejam acatadas pela Academia, o presidente será julgado pelo Conselho dos Governadores, composto por 51 pessoas responsáveis pela visão estratégica da organização. O atual presidente da Academia viveu seu auge como diretor de fotografia nos anos 1980, em filmes como “Gente Como a Gente” (1980), “Gigolô Americano” (1980), “A Marca da Pantera” (1982), “O Reencontro” (1983), “Mishima: Uma Vida em Quatro Tempos” (1985) e “A Encruzilhada” (1986). Ele nunca recebeu indicação ao Oscar, mas venceu um prêmio especial do Festival de Cannes, de Contribuição Artística por “Mishima”.

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    Site denunciado na Lava-Jato ataca O Mecanismo e ensina “como protestar junto à Netflix”

    24 de março de 2018 /

    As fronteiras entre realidade e ficção ruíram neste fim de semana com a estreia da série “O Mecanismo” na Netflix. A série que se inspirou na Operação Lava-Jato para denunciar o maior esquema de corrupção política do Brasil foi atacada neste sábado (24/3) por um site denunciado justamente por receber dinheiro de propina dos indiciados na investigação da Polícia Federal. O site Brasil 247 definiu a série como “criminosa” e está em campanha contra José Padilha, exigindo um pedido de desculpas da Netflix pela produção. “É criminosa a série ‘O Mecanismo’, lançada pela Netflix na antevéspera do que seria a prisão do ex-presidente Lula”, diz um dos muitos textos não assinados publicados pelo site nas últimas horas. “Embora diga ser baseada em fatos reais, a série é uma coleção de preconceitos e ‘fake news’. Entre as cenas mais grotescas, dirigidas pelo brasileiro José Padilha, o doleiro Alberto Youssef frequenta o comitê da campanha do PT, a presidente Dilma Rousseff grava um pronunciamento eleitoral sobre como ‘estocar vento’ e o ex-presidente Lula diz a Michel Temer para não se preocupar com os ‘açougueiros’ da JBS”. Entretanto, ao contrário do filme “Polícia Federal: A Lei É para Todos”, a série não identifica nenhuma pessoa real com os nomes citados nessa reclamação. O texto ainda diz que vai ensinar “como protestar junto à Netflix” e em seguida publica o telefone do serviço de atendimento aos clientes da plataforma. Apesar de não ser assinado, o texto abre aspas para dar voz – e identidade – a um suposto leitor indignado, Alexandre Mendes Santos, que define a série como “lamentável”, especialmente por dizer que “o maior problema do Brasil é a ‘corrupção'”. Ao final, ele conclama “os companheiros” a exigir “da diretoria da empresa um pedido de desculpas à imensa maioria dos brasileiros e brasileiras que foram ultrajados na pela (sic) série de Padilha”. Outros textos similares foram publicados, dando vozes a internautas indignados, que dizem que Padilha é “pior que coxinha” e a série é “fake news”. “Fake news”, por sinal, é usado como slogan vazio, repetido várias vezes na cobertura do site, embora a série, obviamente, seja… uma série. Para ser mais didático: série não produz fake news porque não é noticiário. Já site… Segundo o delator da Operação Lava Jato, Milton Pascowitch, o site da Editora 247, representada pelo jornalista Leonardo Attuch, que foi alvo de condução coercitiva da PF, recebeu dinheiro do esquema de corrupção da Petrobras. Em despacho, o juiz Sérgio Moro identificou que o apoio do site Brasil 247 teria sido comprado pelo ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, João Vaccari Neto. Às vésperas do impeachment, Dilma Rousseff ainda firmou um contrato de RS$ 2,1 milhões com o site. Antes de fundar o Brasil 247, Attuch foi alvo de investigação da Operação Satiagraha, acusado pelo jornalista Mino Pedrosa de usar seu cargo e função na revista IstoÉ Dinheiro para defender o banqueiro Daniel Dantas e o investidor Naji Nahas, também denunciados por corrupção, por meio de… “fake news” – a expressão é usada aqui de forma anacrônica, já que só virou slogan após ser popularizada por Donald Trump no ano passado.

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    Estúdio de Harvey Weinstein pede falência e acordos de confidencialidade são invalidados

    20 de março de 2018 /

    O estúdio The Weinstein Company anunciou seu pedido de falência. A empresa deu entrada nos documentos para decretação de estado falimentar na segunda-feira (19/3). E, além disso abrir as portas para interessados em comprar seus ativos a um preço mais baixo, via leilão, também torna sem validade todos os contratos de confidencialidade que podem ter impedido funcionários e outras mulheres de denunciarem seu proprietário, o produtor Harvey Weinstein. Uma das condições do governo americano para o processo avançar foi a anulação dos acordos feitos pela empresa, em nome de Harvey Weinstein, para impedir declarações de atrizes que trabalharam em seus estúdios. “Desde outubro, foi relatado que Harvey Weinstein usou acordos de confidencialidade como uma arma secreta para silenciar suas acusadoras. Como efeito imediato, esses ‘acordos’ acabaram”, disse a empresa em uma declaração oficial. “Ninguém deve ter medo de falar ou pode ser coagido para ficar quieto”, acrescentou a empresa no comunicado. “A Companhia agradece as pessoas corajosas que já se manifestaram. Suas vozes inspiraram um movimento de mudança em todo o país e em todo o mundo”. A quebra financeira da companhia vem justamente no rastro das acusações de assédio sexual contra Weinstein, que chacoalharam a indústria cinematográfica americana a partir de outubro do ano passado. Mais de 70 mulheres denunciaram terem sido abusadas e até estupradas por Weinstein ao longo dos últimos 30 anos, e a revelação do escândalo levou a inúmeros cancelamentos de contratos com o estúdio, que se juntaram a processos para tornar as dívidas da empresa impagáveis. O estúdio ainda tentou encontrar um comprador. E quase fechou contrato, mas o interessado se assustou ao ver o tamanho do buraco em que estava se metendo e cancelou o negócio em cima da hora. Assim, a empresa decidiu apresentar seu plano de falência ao tribunal de Delaware, listando entre U$ 500 milhões e US $ 1 bilhão em passivos e US $ 500 milhões a US $ 1 bilhão em ativos. Dentro do processo falimentar, a empresa afirmou em um comunicado que entrou em acordo com a investidora Lantern Capital, que compraria todos os ativos da empresa e controlaria o leilão das ações da empresa falida, sob supervisão judicial.

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    Mulheres prestam queixa criminal contra Steven Seagal por estupro e agressão sexual

    19 de março de 2018 /

    Duas mulheres que anteriormente acusaram Steven Seagal de estupro e agressão sexual ofereceram relatos mais detalhados dos alegados abusos do ator, durante uma entrevista coletiva organizada pela advogada Lisa Bloom. As acusadoras prestaram queixa criminal e também vão processar o ator em busca de uma indenização financeira. “Steven Seagal pode ser uma grande estrela de ação”, introduziu Bloom. “Mas são Faviola e Regina que estão abrindo uma ação agora”, completou a advogada, referindo-se à modelo holandesa Faviola Dadis e a ex-aspirante a atriz Regina Simons. Simons relatou que tinha acabado de trabalhar como figurante no filme de Seagal “Em Terreno Selvagem” (1994), quando o ator a convidou para uma festa em sua casa. Quando ela chegou, ninguém mais estava lá. Ele a conduziu a um quarto com o pretexto de lhe mostrar algo e, segundo seu relato, a estuprou. “Fui apanhada de surpresa. Seagal era mais do dobro do meu tamanho e duas vezes mais velho. Eu não era sexualmente ativa, nem eu nunca estive nua na frente de um homem antes. Eu congelei”, disse Simons, que tinha 18 anos na época. “Lembro dele abrir o robe e a próxima coisa que percebi que ele já estava dentro de mim. Não houve nada consensual nisso.” Ela relatou que saiu correndo e dirigiu de volta para casa em lágrimas. “Isso mudou completamente a trajetória da minha vida”, disse ela. “Eu achei difícil comer ou dormir. Eu me esforcei para formar relacionamentos saudáveis”, acrescentando ter se sentido encorajada pelo movimento #MeToo para apresentar sua história. “Pela primeira vez em 25 anos, isso me permitiu processar o que aconteceu e trabalhar com a dor”, disse Simons, lutando contra as lágrimas diante da imprensa. “Rezo para que meu agressor também possa se curar. Eu quero que ele esteja ciente, eu quero que ele reconheça o que aconteceu e peça desculpas “. Dadis, por sua vez, contou que ela era um modelo de 17 anos quando deixou a Holanda em 2002 para buscar uma carreira de atriz em Los Angeles. Um produtor de música a apresentou à Seagal, que a convidou para um teste para um papel num filme sobre Genghis Khan. Ela disse que os dois se compartilhavam interesses comuns pelo budismo e as artes marciais, o que os fez compartilhar mensagens de texto e telefonemas. Até que Seagal solicitou uma audição “privada” num hotel em Beverly Hills, onde ele poderia “avaliar minha figura para ver se eu seria adequada para o papel”. Um assistente instruiu-a a chegar de biquíni ou sutiã e calcinha sob da roupa, um pedido que ela concordou, observando que era “bastante padrão” no negócio de modelagem. Um assistente escoltou Dadis para o encontro noturno com Seagal, depois a deixou sozinha com o ator e seu guarda-costas pessoal. “Steven me pediu para tirar minhas roupas, o que eu fiz, embora estivesse nervosa, considerando que não havia outros indivíduos presentes, e desfilar pela sala para ele”, disse Dadis. Seagal se aproximou dela sugerindo que eles representam uma “cena romântica” para testar sua química. “Eu me senti desconfortável porque estava de biquíni, e eu expressava timidamente isso”, disse Dadis. “No entanto, em vez de respeitar os meus limites, Seven deslizou a mão sob a parte parte superior do biquíni e começou a beliscar os mamilos e, ao mesmo tempo, deslizou a mão na minha área vaginal”. Dadis interrompeu o ator, juntou suas roupas e saiu. Ela não retornou suas chamadas telefônicas subsequentes e não falou a ninguém sobre o que aconteceu até que amigos e familiares notaram uma mudança em seu comportamento. “Ele achou que eu deveria saber o que significava fazer um teste tarde da noite”, disse Dadis. “Por isso, demorei a perceber que não era minha culpa. Eu tinha sido aproveitado por alguém com muito poder”, ela compeltou

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    Terry Gilliam critica exageros e hipocrisia do movimento #MeToo

    16 de março de 2018 /

    O diretor Terry Gilliam (“Brazil – O Filme”) resolveu chamar atenção para os excessos do movimento #MeToo. Para ele, “algumas mulheres sofreram” nas mãos de assediadores de Hollywood e fizeram o certo em denunciar pessoas como Harvey Weinstein, a quem chama de “idiota”. Mas homens de bem estão sendo arrastados na lama por uma caça às bruxas que não distingue mais inocentes de culpados. “Sinto muito por alguém como Matt Damon, que é um ser humano decente. Ele foi espancado até a morte por dizer que nem todos os homens são estupradores. Isso é uma loucura!”, comparou o cineasta, em entrevista para a agência AFP, citando o que aconteceu após o ator dar uma entrevista controversa. Gilliam dirigiu Damon em “Os Irmãos Grimm” (2005) e em seu último filme, “O Teorema Zero” (2013). Ele acrescentou que o clima criado é de terror. “As pessoas têm medo de dizer coisas, pensar coisas”. “Eu acho que as denúncias tem criado um estado mental de ‘turba’, em que você vê todo mundo com tochas na mão atacando o castelo de Frankenstein. Até minha esposa diz que eu não deveria falar sobre isso agora, que eu não deveria dar minha opinião. Isso é loucura!”, completou. Mas que há bruxas, las hay. “Harvey foi denunciado e caiu porque era um idiota e porque fez muitos inimigos”, concordou Gilliam. “E acho que ainda há muita gente agindo da forma como ele agia em Hollywood. Eu vi algumas mulheres sofrerem muito”. Mesmo assim, Gilliam acha que existe muita gente hipócrita fazendo denúncias. Para ele, muitas mulheres tiraram proveito do acordo promíscuo oferecido por Weinstein. “Algumas usaram uma noite com Harvey para se dar bem na carreira. São pessoas adultas que usaram essa vantagem que ele podia oferecer. É o preço que você paga… Algumas pessoas pagaram sem hesitar. Outras sofreram por isso”, disse ainda. A maior hipocrisia, entretanto, seria a tolerância com Donald Trump, um assediador confesso, que se aproveitou de inúmeras mulheres e que permanece impune, enquanto produtores e cineastas perderam o emprego e tiveram as vidas arruinadas por menos. “Eu acho engraçado que [enquanto isso está acontecendo], um auto-confessado assediador é o presidente dos EUA e segue como se nada disso fosse com ele”, concluiu.

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    Jennifer Lopez revela que foi assediada por diretor no começo da carreira

    16 de março de 2018 /

    A cantora e atriz Jennifer Lopez se juntou ao coral do movimento #MeToo. Em entrevista à revista Harper’s Bazaar, ela contou ter sido assediada por um diretor de cinema no início de sua carreira. “Eu não fui abusada da mesma forma que outras mulheres, mas, uma vez, um diretor me pediu para tirar a blusa e mostrar meus seios”, denunciou. Lopez ressaltou que muitas mulheres não denunciam o assédio por medo de prejudicar suas carreiras, e até hoje se impressiona por ter conseguido resistir. “Eu mesma fiquei apavorada quando reagi”, disse. “Era um dos meus primeiros filmes, mas eu sabia que aquilo não era certo. Acredito que, no final, o Bronx (bairro barra-pesada de Nova York onde a cantora cresceu) falou mais alto”. Ela aproveitou o assunto para elogiar o movimento #MeToo e a iniciativa Time’s Up, que combatem o assédio e o abuso sexual. “Este é um lindo momento para as mulheres, estou superfeliz, especialmente por ter uma filha pequena”, comentou.

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    Presidente da Academia, responsável pelo Oscar, é investigado por abuso sexual

    16 de março de 2018 /

    O cinematógrafo John Bailey, presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, que entrega o Oscar, está sendo investigado por abuso sexual. A Academia recebeu três acusações na última quarta-feira (14/3) e imediatamente começou a averiguar o caso, informaram fontes próximas a revista Variety. Bailey foi figura importante nos últimos meses por defender as vítimas de assédio e abuso sexual em Hollywood, inclusive expulsando da Academia o produtor Harvey Weinstein, acusado de assédio e estupro por mais de uma centena de mulheres, e por administrar a substituição do ator Casey Affleck, que também foi denunciado por assédio, na entrega do Oscar 2018 de Melhor Atriz neste ano. Em dezembro, a Academia divulgou um código de conduta apontando que os membros da organização poderiam ser expulsos por abuso, assédio e discriminação. Caso as acusações sejam acatadas pela Academia, o presidente será julgado pelo Conselho dos Governadores, composto por 51 pessoas responsáveis pela visão estratégica da organização. Bailey viveu seu auge como diretor de fotografia nos anos 1980, em filmes como “Gente Como a Gente” (1980), “Gigolô Americano” (1980), “A Marca da Pantera” (1982), “O Reencontro” (1983), “Mishima: Uma Vida em Quatro Tempos” (1985) e “A Encruzilhada” (1986). Ele nunca recebeu indicação ao Oscar, mas venceu um prêmio especial do Festival de Cannes, de Contribuição Artística por “Mishima”.

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