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  • Filme

    Diretora australiana seria favorita para assumir o filme solo da Viúva Negra

    20 de junho de 2018 /

    A Marvel estaria à procura de uma mulher para comandar o filme solo da heroína Viúva Negra. E, segundo o site Deadline, já teria uma favorita: Cate Shortland, cineasta australiana responsável pelos premiados “Somersault” (2004), “Lore” (2012) e “A Síndrome de Berlin” (2017). O site também cita a inglesa Amma Asante (“Um Reino Unido”) e Maggie Betts (“Noviciado”), que, como Shortland, já teriam se encontrado com o produtor Kevin Feige e a atriz Scarlett Johansson (a Viúva Negra) para o projeto. A informação coincide com um rumor anterior sobre a busca de uma cineasta indie para assumir a produção. Das citadas, Shortland é sem dúvida a mais experiente, inclusive para dirigir cenas de ação. Mas o Deadline acrescenta que a lista completa de Feige lista 49 nomes. Maggie Betts, que venceu o troféu de Melhor Direção no Festival de Sundance 2017, e Amma Assante já estavam no radar em abril, junto com a americana Angela Robinson (“Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas”), a turca Deniz Gamze Erguven (de “Cinco Graças”, indicado ao Oscar 2016) e a chinesa Chloe Zhao (“The Rider”, indicado ao Spirit Awards 2018). O filme da Viúva Negra ainda não foi oficialmente confirmado pela Marvel, que, apesar disso, contratou uma roteirista para desenvolver a trama. Trata-se de Jac Schaeffer (do curta “Olaf em uma Nova Aventura Congelante de Frozen”). Rumores sugerem que o longa pode ser um prelúdio e incluir o Soldado Invernal (vivido por Sebastian Stan) na história. Caso isso se confirme, seria o quinto filme consecutivo em que Johansson e Stan contracenariam na Marvel.

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  • Filme

    Marvel procura diretora indie para o filme da Viúva Negra

    27 de abril de 2018 /

    Com a chegada de “Vingadores: Guerra Infinita” aos cinemas, a Marvel começa a dar início a sua Fase 4. E ela começa com a busca por uma diretora para o primeiro filme solo da Viúva Negra. Os sites das revistas Variety e The Hollywood Reporter apuraram que a procura por quem comande o longa da personagem interpretada por Scarlett Johansson já tem um bom tempo e algumas cineastas chegaram a ser cotadas. Os nomes citados pelo THR seriam a turca Deniz Gamze Erguven (de “Cinco Graças”, indicado ao Oscar 2016), a chinesa Chloe Zhao (“The Rider”, indicado ao Spirit Awards 2018) e a britânica Amma Asante (“Um Reino Unido”), todas mulheres e estrangeiras. A Variety acrescentou duas americanas à lista: Maggie Betts (melhor diretora no Festival de Sundance 2017 por “Noviciado”) e Angela Robinson (“Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas”), ambas com experiência restrita ao cinema indie. Nenhuma das citadas é expert em sequências de ação, efeitos visuais ou trabalho com equipes grandes, tendo se especializado em dramas intimistas de baixo orçamento. A única a trabalhar com figurantes para sequências de multidão foi Amma Asante, em “Um Reino Unido” (2016). E a única a lidar com ação e espionagem foi Angela Robinson no começo da carreira, com a comédia “D.E.B.S.: As Super Espiãs” (2004). Scarlett Johansson deve seguir no papel da Viúva Negra. Afinal, a Marvel não tem como resolver um grande dilema criado por sua intenção de realizar um reboot de seu universo após “Vingadores 4”. Há contratos para mais dois filmes do Homem-Aranha e a Sony, sua parceira no longa, não vai querer mudar, de novo, o intérprete do herói para recomeçar, de novo, a franquia. O filme da Viúva Negra ainda não foi oficialmente confirmado pela Marvel, que, apesar disso, contratou uma roteirista para desenvolver a trama. Trata-se de Jac Schaeffer (do curta “Olaf em uma Nova Aventura Congelante de Frozen”).

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  • Filme

    Anne Hathaway vai estrelar drama de sobrevivência no mar da diretora de As Cinco Graças

    12 de março de 2017 /

    A cineasta turca Deniz Gamze Ergüven, que venceu inúmeros prêmios com sua estreia “As Cinco Graças” (Mustang, 2015), vai fazer sua estreia em Hollywood, dirigindo a atriz Anne Hathaway (“Interestelar”) no drama de sobrevivência “The Lifeboat”. O projeto deveria ser originalmente dirigido pelo inglês Joe Wright (“Anna Karenina”), mas houve conflito de agendas. “The Lifeboat” é uma adaptação do best-seller de Charlotte Rogan, lançado no Brasil com o título “No Coração do Mar”. A trama se passa no verão de 1914, durante o naufrágio do luxuoso transatlântico Empress Alexandra, durante uma viagem entre Londres e Nova York. Os barcos salva-vidas não têm lugares para todos e a sobrevivência de alguns implica a morte de outros. A jovem Grace (papel de Hathaway) consegue um lugar num salva-vidas superlotado, apenas para enfrentar uma luta desesperadora contra a natureza dos elementos e a natureza humana, numa volátil disputa de poder. Ao longo de três dramáticas semanas, os passageiros do salva-vidas conspiram, confrontam-se e consolam-se uns aos outros num espaço diminuto. A suas crenças sobre humanidade e Deus e o que pensavam saber sobre si próprios serão testadas ao limite, à medida que descobrem do que são capazes para sobreviver. Ainda não existe cronograma para o início das filmagens ou previsão para a estreia da produção.

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  • Filme

    Halle Berry e Daniel Craig podem estrelar filme sobre tumultos raciais de 1992

    29 de junho de 2016 /

    Halle Berry e Daniel Craig podem estrelar o primeiro drama falado em inglês da cineasta turca Deniz Gamze Ergüven, que chamou a atenção de Hollywood com “Cinco Graças” (2015), indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Segundo o site Deadline, a atriz já está confirmada e Craig negocia sua participação. Intitulado “Kings”, o filme vai dramatizar os protestos que abalaram Los Angeles em 1992, após a absolvição de quatro policiais envolvidos na agressão – registrada por câmeras – do motorista negro Rodney King. Os tumultos duraram quase uma semana, deixando um saldo de muitos saques, incêndios, depredações, 55 mortes e dezenas de feridos. O papel de Halle Berry é o de uma mãe protetora que toma conta de um grupo de crianças e Daniel Craig está negociando para assumir o papel de um morador branco da região, de maioria negra, que ajuda a personagem de Berry a encontrar as crianças perdidas no meio do tumulto. “Kings” ainda não tem cronograma de produção nem previsão de estreia.

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    Filme de cineasta marroquino vence o César, o Oscar francês

    27 de fevereiro de 2016 /

    Um filme escrito e dirigido por um cineasta marroquino foi o grande vencedor do César 2016, a mais importante premiação do cinema da França, considerado uma espécie de “Oscar francês”. Dramatização da vida da poeta marroquina Fatima Elayoubi – que virou filme sobre “empregada doméstica imigrante” em notas das agências de notícias reproduzidas por diversos jornais brasileiros – , “Fátima” é o oitavo longa do diretor Philippe Faucon e retrata a relação da poeta com suas duas filhas, além das dificuldades de sua adaptação na França, onde se vê trabalhando como doméstica. Um dia, um acidente a força a tirar licença, e Fátima começa a escrever para as filhas em árabe tudo o que nunca conseguiu expressar em francês. Além do César de Melhor Filme, “Fátima” venceu nas categorias de Roteiro Adaptado (baseado nos livros de Elayoubi) e Atriz Revelação (a jovem Zita Hanrot, uma das filhas). Igualmente consagrado, “Cinco Graças”, da diretora turca Deniz Gamze Erguven, venceu quatro troféus importantes: Melhor Filme de Estreia, Roteiro Original, Edição e Trilha Sonora. Já exibido no Brasil, o longa acompanha cinco irmãs adolescentes, que, sob vigilância da família, são reprimidas e forçadas a casamentos arranjados no interior da Turquia. Curiosamente, este filme não foi apenas dirigido por uma cineasta nascida em outro país, mas também estrelado por estrangeiros e falado em turco. A coincidência ressalta o processo de internacionalização que envolve as produções francesas atuais – já reverenciado no ano passado por meio da consagração do mauritânio “Timbuktu”, grande vencedor do César 2015. O César de Melhor Atriz foi atribuído à Catherine Frot, por sua interpretação em “Marguerite”, em que vive uma diva tragicômica. Dirigido por de Xavier Giannoli, o longa também levou quatro prêmios, incluindo Melhor Som, Figurino e Cenografia. O veterano Vincent Lindon ficou com o César de Melhor Ator por “O Valor de um Homem”, que lida com a brutalidade do mundo do trabalho, após vencer a mesma categoria no Festival de Cannes. Por fim, o prêmio de Melhor Direção ficou com Arnaud Desplechin, pelo pseudobiográfico “Três Lembranças da Minha Juventude”, também já exibido no Brasil e elogiadíssimo pela crítica internacional. Vale ainda registrar que o vencedor do Festival de Cannes 2015, “Dheepan – O Refúgio”, de Jacques Audiard, não recebeu um troféu sequer, ignorado pelo César. O filme também não empolgou o comitê responsável por selecionar o candidato da França ao Oscar, que acabou preferindo “Cinco Graças” para a disputa de Melhor Filme Estrangeiro. “Cinco Graças” concorre à premiação marcada para domingo (28/2) pela Academia americana. Vencedores do César 2016 MELHOR FILME Fátima, de Philippe Faucon MELHOR DIREÇÃO Arnaud Desplechin, por Três Lembranças da Minha Juventude MELHOR ATRIZ Catherine Frot, por Marguerite MELHOR ATOR Vincent Lindon, por O Valor de um Homem MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Sidse Babett Knudsen, por L’Hermine MELHOR ATOR COADJUVANTE Benoit Magimel, por De Cabeça Erguida ATRIZ REVELAÇÃO Zita Hanrot, por Fátima ATOR REVELAÇÃO Rod Paradot, por De Cabeça Erguida MELHOR FILME DE UM DIRETOR ESTREANTE Cinco Graças, de Deniz Gamze Erguven MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Deniz Gamze Ergüven e Alice Winocour, por Cinco Graças MELHOR ROTEIRO ADAPTADO Philippe Faucon, por Fátima MELHOR FILME ESTRANGEIRO Birdman (Estados Unidos) MELHOR DOCUMENTÁRIO Demain, por Cyril Dion e Mélanie Laurent MELHOR ANIMAÇÃO O Pequeno Príncipe MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA Christophe Offenstein, por O Vale do Amor MELHOR FIGURINO Pierre-Jean Laroque, por Marguerite MELHOR CENOGRAFIA Martin Kurel, por arguerite MELHOR EDIÇÃO Mathilde Van de Moortel, por Cinco Graças MELHOR SOM François Musy e Gabriel Hafner, por Marguerite MELHOR TRILHA SONORA CWarren Ellis, por Cinco Graças

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  • Filme

    Cinco Graças mostra a beleza reprimida pela cultura patriarcal

    28 de janeiro de 2016 /

    “Cinco Graças”, estreia da cineasta turca radicada na França Deniz Gamze Ergüven, é um exemplo representativo de cinema feminista, mas, por se passar em um vilarejo na Turquia, também se projeta como filme de resistência contra certas tradições culturais e religiosas, que se revelam desumanas. Mais que feminista, é uma obra humanista. Concorrente francês ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, a produção acompanha cinco irmãs de idades diferentes, que querem ser felizes, mas tudo o que encontram são imposições, barreiras, grades. A mais velha e mais esperta até consegue fugir de casa para transar com o namorado, usando métodos ousados para evitar perder a virgindade ou engravidar. Mas é a mais nova, uma criança ainda, quem narra o filme, e é por seus olhos que vemos a história se desenrolar. Olhos que já começam o filme chorando, ao se despedir da professora, no final do ano letivo. A natureza chama as meninas para os prazeres do amor e do sexo, e isso leva sua família a tomar atitudes drásticas. Encarceradas, elas são condenadas a casamentos de conveniência, para que possam sair de casa sem envergonhar os parentes. E assim as “Cinco Graças” vão se desmantelando. Mas como a trajetória de cada uma delas é singular, a história é rica em surpresas e momentos comoventes. De fotografia deslumbrante, a obra lida muito bem com a beleza dos corpos das moças, em fase de autodescoberta e também da descoberta do mundo em que habitam, que subitamente se revela cheio de maldade. Uma maldade não necessariamente deliberada, mas fruto de anos e anos de cultura arcaica, que exige submissão feminina em pleno século 21. A trama é apresentada com muita simplicidade, até para tornar sua denúncia mais eficaz, como um soco no estômago. E embora retrate uma situação específica, refletindo uma sociedade sob influência da religião muçulmana, poderia se passar em qualquer outro lugar ermo, até no interior do Brasil, onde o patriarcado ainda ditar as regras da convivência.

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