Assassin’s Creed tenta compensar fiasco nos EUA com maior estreia da semana no Brasil
Um dos piores filmes de ação de 2016 chega aos cinemas brasileiros nesta quinta (12/1) com grande fanfarra, dominando o circuito com lançamento em 815 salas, incluindo 556 em 3D e as 12 salas IMAX do país, em versões dubladas e legendadas. Seguindo a sina das adaptações de videogames, “Assassin’s Creed” foi também um grande fracasso de bilheteria nos EUA, o que explica a necessidade de compensar o fiasco com o mercado internacional. A segunda maior estreia da semana é uma cinebiografia de Youtuber brasileiro (já?). Em 600 salas, o filme de Christian Figueiredo segue um caminho bastante diverso do debut de Kéfera Buchmann. Enquanto “É Fada” (outro dos piores de 2016) optou pela fantasia infantilóide, “Eu Fico Loko” transforma a vida do youtuber numa comédia teen dos anos 1990 – quando ainda não havia muita diversidade na TV. Christian só aparece como “adulto”, enquanto sua versão adolescente, vivendo desventuras no colégio, é interpretada por Filipe Bragança (da novela “Chiquititas”), que também estreia no cinema. O terceiro longa mais bem distribuído não é, oficialmente, uma estreia. Trata-se do que o circuito brasileiro equivocadamente chama de pré-estreia – longe de ser uma avant-première, é realmente uma estreia aberta a todo o público, com venda de ingressos, que será ampliada na semana seguinte. Rufar de tambores para o título: é “La La Land”. O musical que quebrou o recorde de prêmios da história do Globo de Ouro chega em 170 salas antes de entrar “oficialmente” em cartaz na próxima quinta (19/1). Favorito disparado ao Oscar 2017, o filme ganhou um subtítulo no Brasil, que não faz a menor diferença e ninguém precisa decorar. Escrito e dirigido por Damian Chezelle (“Whiplash”), gira em torno de uma atriz aspirante (Emma Stone) que se apaixona por um pianista de bar (Ryan Gosling). Ambos atravessam um momento de adversidades pessoais e se apoiam para conquistar seus sonhos, em meio a números musicais coreografados que homenageiam a era de ouro dos musicais de Hollywood. O circuito limitado reserva outra obra-prima cinematográfica para os cinéfilos. Oposto completo dos mais bem-distribuídos, “A Criada” é sublime e para poucos – 26 salas. O novo filme de Park Chan-wook (“Oldboy”) é uma adaptação do romance lésbico “Na Ponta dos Dedos” da escritora galesa Sarah Waters, mesma autora do livro que inspirou a minissérie britânica “Toque de Veludo” (Tipping the Velvet, 2002) e o filme “Afinidade” (Affinity, 2008), todos de temática lésbica e passados na Inglaterra vitoriana. Park manteve o enredo, mas avançou algumas décadas, mudou a locação e alterou a etnia das personagens. Passada na Coreia nos anos 1930, durante o período de domínio colonial japonês, a trama acompanha Sook-Hee, uma espécie de “Oliver Twist” lésbica, garota órfã de bom coração que mora num cortiço com ladrões e vigaristas, e que se vê envolvida num elaborado golpe do baú planejado por um vigarista profissional. O trapaceiro consegue empregar a jovem órfã como criada na casa de uma família japonesa rica, esperando que ela convença Lady Hideko, herdeira de uma fortuna, a casar-se com ele. Seu plano, porém, não conta com o sentimento que surge entre as duas mulheres. Não por acaso, o título de duplo sentido do romance original alude tanto aos dedos leves dos larápios quanto ao prazer sexual pelo toque de dedos. O aniversário duplo de David Bowie – faria 70 anos se não tivesse morrido há um ano – nesta semana inspira o relançamento da sci-fi clássica “O Homem que Caiu na Terra” (1976), em que o cantor vive um alienígena, fundador recluso de uma empresa tecnológica, cujas invenções visam tornar possível a construção de uma nave que o leve de volta a seu planeta natal. O diretor Nicolas Roeg selecionou Bowie após o cantor ter incorporado um alienígena no palco: Ziggy Stardust, de cabelo incandescente. Mas o visual de Thomas Jerome Newton, o personagem do filme, também foi marcante. Pálido, magro e andrógino, acabou acompanhando Bowie por um bom tempo, durante a fase mais criativa de sua carreira. Não por acaso, imagens do filme ilustraram as capas de dois de seus álbuns da época: “Station to Station” (1976) e “Low” (1977). A conexão com seus discos foi uma forma de compensar o fato de “O Homem que Caiu na Terra” não trazer nenhum música do cantor, devido a questões contratuais. Por curiosidade, a trilha foi composta por John Phillips, da banda The Mamas & the Papas, Mick Taylor, guitarrista dos Rolling Stones, e Stomu Yamashta, percussionista do supergrupo progressista Go (que incluía Steve Winwood, Al Di Meola, Klaus Schulze e Michael Shrieve). E nunca foi lançada em disco. Bowie ainda voltou a fazer referência ao filme em um de seus últimos clipes, “The Stars (Are Out Tonight)”, de 2013. A produção também foi lembrada em seu clipe póstumo, lançado neste domingo (8/1), “No Plan”. O circuito também recebe, sem muito alarde, uma comédia de humor negro do francês Bruno Dumont, “Mistério na Costa Chanel”, que volta a reuni-lo com Juliette Binoche após “Camille Claudel 1915” (2013). Curiosamente, a trama se passa na mesma época do longa anterior, girando em torno do desaparecimento de vários turistas na Costa Channel no verão de 1910. A investigação conduz à uma pequena comunidade de pescadores e à mansão de uma família burguesa, que convivem periodicamente durante uma semana de férias, mas desta vez com consequências românticas e tragicômicas. O filme e a atriz estrante Raph foram premiados no Festival de Sevilla. Completam a programação o documentário português “Volta à Terra”, sobre uma comunidade isolada nas montanhas, e o tunisiano “Assim que Abro Meus Olhos”, sobre os meses que antecederam a Primavera Árabe, que rendeu diversos prêmios internacionais à diretora Leyla Bouzid. Estreiam em meia dúzia de salas. Clique nos títulos dos filmes para ver os trailers de cada lançamento.
Clipe de música inédita de David Bowie cai na Terra no dia do seu aniversário
David Bowie ganhou um novo clipe inédito, no dia em que completaria 70 anos de idade e na véspera do primeiro aniversário de sua morte. O vídeo que marca o início de sua carreira póstuma acompanha a música “No Plan”, faixa que ficou de fora de seu último disco, “Blackstar”, e que está sendo lançada num EP com duas outras canções inéditas e uma reedição de “Lazarus” – a música em que o cantor referencia o renascimento após a morte. As quatro faixas fazem parte do musical “Lazarus”, peça que Bowie escreveu em seu último ano de vida e podem ser consideradas as gravações finais de sua carreira. O vídeo referencia o filme clássico “O Homem que Caiu na Terra”, estrelado por Bowie em 1976, ao destacar uma parede de televisores na vitrine de uma loja – o videowall era uma presença marcante no design futurista da sci-fi dos anos 1970. De forma a complementar a citação, a loja se chama Newton Electrical, como a empresa do personagem de Bowie, Thomas Jerome Newton, no longa de Nicolas Roeg. O endereço também é significativo, uma vez que o cantor viveu na rua Foxgrove, em Londres, na época de “Space Oddity”. Enquanto imagens de foguetes sobem ao espaço nas telinhas, a letra traz Bowie falando do além, a respeito de outro espaço, onde se encontra, um lugar onde não há música, onde nem sequer há um lugar, nem planos. De arrepiar. A direção é de Tom Hingston, artista gráfico que já assinou capas da banda Massive Attack e a abertura do filme “O Homem Mais Procurado” (2014), além de muitas campanhas publicitárias. “No Plan” foi seu segundo clipe para o cantor, após dirigir o vídeo de “Sue (Or in a Season of Crime)” em 2014.
Documentário afirma que David Bowie só soube que seu câncer era terminal três meses antes de morrer
Um novo documentário sobre David Bowie, produzido pela rede BBC, afirma que o cantor britânico só soube que seu câncer era terminal apenas três meses antes de morrer. Segundo o documentário “David Bowie: The Last Five Years”, o cantor descobriu que morreria em poucos meses enquanto gravava o clipe da música “Lazarus”, que ilustra sua doença e se encerra com uma metáfora de sua saída de cena. “Soube no fim de semana da gravação que ele tinha se inteirado de que tudo havia terminado”, diz o diretor do clipe, Johan Renck, em entrevista para o documentário. Bowie veio a morrer logo em seguida à gravação, em 10 de janeiro de 2016, dois dias depois de ter completado 69 anos e de ter lançado o 25º álbum de estúdio, “Blackstar”, um projeto repleto de simbolismos que sugerem referências à sua própria morte. “David Bowie: The Last Five Years” é dirigido por Francis Whately (que também fez “David Bowie: Five Years” sobre o auge do cantor nos anos 1970) será exibido no sábado (7/1) pela BBC, em homenagem aos 70 anos de nascimento do artista e ao primeiro aniversário de sua morte.
Retrospectiva: Os 15 melhores clipes musicais de 2016
A lista de melhores clipes de 2016 não poderia deixar destacar o “disco visual” “Lemonade”, de Beyoncé, obra que marcou o ano pela ousadia e qualidade. Igualmente impactante foi a despedida sombria de David Bowie, que saiu de cena com um clipe sobre sua própria morte. Mas a seleção não se limita aos medalhões, buscando equilibrar gêneros com o melhor do indie, da música eletrônica e do rap. Entre as cenas, também surgem alguns rostos conhecidos do cinema e das séries, como Finn Wolfhard (série “Stranger Things”) e Rosamund Pike (“Garota Exemplar”). Confira abaixo. Beyoncé: Formation David Bowie: Lazarus DJ Shadow feat. Run The Jewels: Nobody Speak Grimes: Kill V. Maim Hinds: Warts Jamie xx: Gosh Massive Attack: Voodoo In My Blood Miike Snow: Genghis Khan Mitski: Happy OK Go: Upside Down & Inside Out Poliça: Wedding Pup: Sleep in the Heat ScHoolboy Q: JoHn Muir The Avalanches: Because I’m Me Wolfie’s Just Fine: A New Beginning
Vídeo criativo transforma 2016 em filme de terror
As mortes de tantas celebridades e os acontecimentos traumáticos de 2016 inspiraram o Friend Dog Studios a produzir um curta em forma de trailer para “2016: The Movie”, transformando o ano num filme de terror. Tudo começa de forma inocente, com a comemoração do ano novo numa casa nova, mas de repente coisas inesperadas começam a acontecer, como a morte de lendas, de David Bowie à Carrie Fisher, celulares explodem, a Inglaterra deixa a União Europeia e um serial killer com a máscara de Donald Trump acaba de vez com a tranquilidade dos personagens. É bem divertido, mas a esperança é que não haja uma sequência. Ou que “2017: The Movie” seja uma comédia.
70 anos de David Bowie será marcado pelo relançamento de O Homem que Caiu na Terra nos cinemas brasileiros
Na semana em que completaria 70 anos, David Bowie (1947-2016) será homenageado com o relançamento de seu principal trabalho cinematográfico. A Zeta Filmes vai distribuir a versão restaurada de “O Homem que Caiu na Terra” (1976), em que Bowie vive um alienígena. O cientista alienígena Thomas Jerome Newton foi o primeiro grande papel de Bowie no cinema. O personagem é um milionário excêntrico e recluso de uma empresa tecnológica que faz diversos avanços científicos, com o objetivo secreto de conseguir criar uma nave espacial que o leve de volta à sua família em outro planeta. O diretor Nicolas Roeg selecionou Bowie após o cantor ter incorporado um alienígena no palco: Ziggy Stardust, de cabelo incandescente. Mas o visual de Newton também foi marcante. Pálido, magro e andrógino, acabou acompanhando Bowie por um bom tempo, durante a fase mais criativa de sua carreira. Não por acaso, imagens do filme ilustraram as capas de dois de seus álbuns da época: “Station to Station” (1976) e “Low” (1977). A conexão com seus discos foi uma forma de compensar o fato de “O Homem que Caiu na Terra” não trazer nenhum música do cantor, devido a questões contratuais. Por curiosidade, a trilha foi composta por John Phillips, da banda The Mamas & the Papas, Mick Taylor, guitarrista dos Rolling Stones, e Stomu Yamashta, percussionista do supergrupo progressista Go (que incluía Steve Winwood, Al Di Meola, Klaus Schulze e Michael Shrieve). E nunca foi lançada em disco. Bowie ainda voltou a fazer referência ao filme em um de seus últimos clipes, “The Stars (Are Out Tonight)”, de 2013. Mas a influência de “O Homem que Caiu na Terra” não se resumiu à trajetória do próprio cantor. Até o escritor de ficção científica Philip K. Dick (autor das histórias que viraram “Blade Runner”, “Minority Report” e a série “The Man in the High Castle”) foi inspirado pelo filme para escrever seu romance “Valis”. David Bowie faria 70 anos em 8 de janeiro. O filme voltará aos cinemas em 12 de janeiro. A data também marca um ano da morte do cantor, que faleceu em 10 de janeiro de 2016. Veja abaixo o trailer legendado da versão restaurada.
Beyoncé é a grande vencedora do MTV Video Music Awards 2016
A cantora Beyoncé foi a grande vencedora da premiação Video Music Awards 2016, da MTV. Ao todo, foram oito prêmios conquistados, inclusive o de Clipe do Ano, por “Formation” (veja e saiba mais sobre o clipe aqui). Além disso, Beyoncé foi a grande figura do evento, com uma apresentação “surpresa” (anunciada apenas três horas antes da transmissão) de um medley de canções de “Lemonade”, o seu álbum mais recente. Realizada na madrugada de domingo (28/8), no Madison Square Garden, em Nova York, a cerimônia deixou em evidência a força do pop feminino, premiando até Rihanna na categoria de Melhor Clipe Masculino, uma ironia, tendo em vista que ela canta sozinha no clipe “This Is What You Came For”, de Calvin Harris. Rihanna também se apresentou durante a premiação, mostrando ser uma rival à altura da poderosa Beyoncé pela coroa da música pop atual. O evento também reforçou o predomínio da música negra no pop atual, dominando praticamente todas as categorias, incluindo Artista Novo, vencido pela banda DNCE, de Joe Jonas, de pegada R&B branquela, e, pasmem, até Melhor Clipe de Rock, conquistado pela banda Twenty One Pilots, que inclui rap no vocal. A música “Heathens”, por sinal, faz parte da trilha do filme “Esquadrão Suicida” (veja o clipe aqui). Apenas mais dois artistas de rock foram premiados. A banda Coldplay levou o troféu de Melhores Efeitos Visuais, por “Up&Up”, e o saudoso mestre David Bowie o prêmio de Melhor Direção de Arte por “Blackstar”. Confira abaixo a lista completa dos premiados. Vencedores do VMAs 2017 Clipe do Ano Beyoncé, “Formation” Melhor Clipe Feminino Beyoncé, “Hold Up” Melhor Clipe Masculino Calvin Harris com Rihanna, “This Is What You Came For” Melhor Artista Novo DNCE Melhor Vídeo em Longa-Metragem Beyoncé, “Lemonade” Melhor Vídeo Pop Beyoncé, “Formation” Melhor Vídeo de Rock Twenty One Pilots, “Heathens” Melhor Vídeo de Hip-Hop Drake, “Hotline Bling” Melhor Colaboração Fifth Harmony con Ty Dolla $ign, “Work from Home” Melhor Canção do Verão Fifth Harmony, “All in My Head (Flex)” Melhor Direção Beyoncé, “Formation” (Melina Matsoukas) Melhor Fotografia Beyoncé, “Formation” (Malik Sayeed) Melhor Edição Beyoncé, “Formation” (Jeff Selis) Melhor Direção de Arte David Bowie, “Blackstar” Melhor Coreografia Beyoncé, “Formation” (Chris Grant, Jaquel Knight, Dana Foglia) Melhores Efeitos Visuais Coldplay, “Up&Up” (Vania Heymann, Gloria FX)
Como adaptação de game, Warcraft não passa do primeiro nível
Antes do nome do filme surgir na tela, embora seja o melhor momento de “Warcraft”, o público cai de cabeça em um mundo que se prepara para ser o palco do primeiro confronto entre orcs e humanos. Basicamente é tudo o que você precisa saber, e isso não costuma ser um problema para situar uma trama de ação e aventura. O problema, na verdade, é que tudo o que vem a seguir continua a ser subentendido e desenvolvido aos trancos e barrancos. Quando entramos em “Star Wars” e “O Senhor dos Anéis”, muita coisa já aconteceu na timeline de seus universos, mas a narrativa é tão eficiente que é possível pegar a história com o bonde andando, preencher o que não foi mostrado com breves informações, uma curta introdução muito bem contada e uma bem-vinda dose de imaginação. Afinal, menos costuma ser mais. Em “Warcraft”, pelo contrário, os excessos dominam as intenções do diretor e roteirista Duncan Jones (“Contra o Tempo”) e a trama entra em convulsão contínua. Nos primeiros minutos, nossos olhos se assustam com tanto CGI, numa qualidade técnica de causar inveja a “Speed Racer” (2008), das Irmãs Wachowski, e aos piores momentos dos episódios I e II de “Star Wars”. Chamar o design de cartunesco seria bondade demais com o filme e uma ofensa aos cartuns. Mas não é só o visual que parece artificial em “Warcraft”. Também os personagens, suas motivações e arcos dramáticos. Duncan Jones divide a trama em vários núcleos, com uma pressa danada para costurá-los e levar a história adiante na marra, mas é claro que não consegue desenvolver adequadamente nenhum deles. O fato é que o espectador não familiarizado com os games acabará se perdendo. A começar pelo herói. Afinal, o que é o humano Lothar? O ator Travis Fimmel (série “Vikings”) faz uma espécie de Aragorn de braços curtos (pode reparar) se requebrando, com as veias saltando da cara, todo suado e vermelho, como se estivesse bêbado ou drogado full time. Que herói é esse que chega atrasado na batalha final? É verdade, espere para ver isso. O sujeito é tão estranho que não é difícil gostar mais de Durotan (Toby Kebbell, de “Quarteto Fantástico”), o orc que questiona a invasão e acredita numa aliança com os humanos para evitar uma catástrofe maior. Pena que ele seja obrigado a dar espaço a outros personagens mal construídos, como o pior de todos: Medivh, o Guardião patético interpretado pelo sempre exagerado Ben Foster (“Programado para Vencer”). Duvido que o leigo em “Warcraft” tenha conseguido entender 100% o que aconteceu com ele. Mas temos duas peças neste tabuleiro que são bem tratadas, o “aprendiz de feiticeiro” Khadgar, e Garona, que é metade orc. Ambos são bem defendidos respectivamente pelos atores Ben Schnetzer (“Orgulho e Esperança”) e Paula Patton (“Missão Impossível: Protocolo Fantasma”). Embora ela seja prejudicada pela pesada maquiagem (estranhamente, a personagem não é CGI) e lembre a Gamora de “Guardiões da Galáxia” – carregando até um nome parecido -, Paula Patton empresta dignidade e força a uma personagem feminina no meio de tantos machos estúpidos, passando a impressão de ter a jornada mais interessante do filme. Como Garona, Durotan, Khadgar e um bebê orc que ainda pode dar o que falar, o filme passa a sensação de que há algo bom escondido no meio de tanta poluição visual e narrativa. Alguns momentos são divertidos e há trabalhos competentes em matéria de direção de arte e figurinos, sem falar que Duncan Jones conduz muito bem as cenas de ação. Mas a produção é prejudicada não por uma história ruim ou sem sentido, mas por uma história mal contada. Talvez os fãs do game consigam preencher facilmente em suas cabeças as lacunas do roteiro, afinal o que não falta em “Warcraft” é fan service. Mas o público em geral pode achar chato ver gameplay na tela grande. Especialmente porque “Warcraft” não tem final e vincula o interesse dos espectadores à possibilidade de continuar sua aventura para além do que mostrou nesse fraco primeiro nível.
David Bowie chegou a ver Warcraft antes de morrer
O diretor Duncan Jones revelou que chegou a mostrar a seu maior fã uma versão inicial de “Warcraft – O Primeiro Encontro De Dois Mundos”. Seu pai, o cantor David Bowie, viu e aprovou o filme antes de morrer, ainda que fosse uma versão inacabada. “Mostrei uma versão inicial de ‘Warcraft’, que tinha alguns efeitos”, Jones contou em entrevista ao site The Daily Beast. “Ele era um certo tipo de pessoa para todo mundo. Mas, para mim, ele era o meu pai e estava sempre interessado nas coisas que eu fazia. Por isso mostrei no que estava trabalhando. Ele ficou muito emocionado com o fato de eu estar fazendo aquilo que gosto”, completou. Adaptado do popular videogame “World of Warcraft”, o filme acompanha o conflito gerado pelo primeiro contato entre orcs e humanos, mostrando os dois lados da história. De um lado está Anduin Lothar (Travis Fimmel, da série “Vikings”), o personagem principal da Aliança, que sacrifica tudo para salvar o povo de Azeroth, e do outro Durotan (Toby Kebell, de “Quarteto Fantástico”), o nobre chefe do clã orc Frostwolf, que se esforça para salvar seu povo e sua família da extinção. Os dois precisam superar antigas rivalidades para impedir que a guerra entre suas raças leve ao extermínio de ambas as civilizações. O elenco também inclui Ben Foster (“360”), Paula Patton (“Missão Impossível – Protocolo Fantasma”), Dominic Cooper (“Capitão América: O Primeiro Vingador”), Ryan Robbins (série “Arrow”), Clancy Brown (série “Sleepy Hollow”) e Rob Kazinsky (“Círculo de Fogo”). A estreia acontece nesta quinta (2/5) no Brasil, uma semana antes do lançamento nos EUA.
David Bowie viu Zoom, gostou e mandou liberar uma música para o filme de Pedro Morelli
O cantor David Bowie deu seu aval para o filme “Zoom”, de Pedro Morelli (“Entre Nós”). Durante encontro com jornalistas em São Paulo, o diretor revelou que Bowie assistiu ao filme, gostou e mandou liberar “Oh! You Pretty Things” para a trilha sonora do longa-metragem, que é uma coprodução brasileira e canadense. Morelli contou que preço dos direitos da música era cinco vezes maior que o orçamento disponível. “Não tínhamos o dinheiro que queriam, mas um dia recebemos um telefonema que Bowie tinha assistido, gostado muito e liberado pela verba que tínhamos”, revelou o diretor. Ao ouvir a história pela primeira vez na coletiva, Marianna Ximenes não escondeu sua surpresa. “Gente, eu não sabia disso. Estou aqui imaginando o Bowie vendo o filme. Sou muito fã”, exclamou, admirada. O que inspirou o diretor a dizer: “Fiquei com essa cara que você esta fazendo por uma semana”. A trama de “Zoom” acompanha três histórias distintas, misturando animação e atores reais, num formato de looping que lembra ouroboros – a serpente que engole a própria cauda. A sinopse pode ser resumida como a história de uma artista (Alison Pill, de “Expresso do Amanhã”), que desenha uma história em quadrinhos sobre um diretor sexy de cinema (Gael García Bernal, em versão animada), que planeja filmar um drama sobre uma modelo brasileira (Mariana Ximenes, de “Os Penetras”), que, por sua vez, quer escrever um livro sobre uma artista de quadrinhos que desenha um diretor, etc. O elenco coadjuvante também inclui Jason Priestley (da série clássica “Barrados no Baile”), Tyler Labine (série “Reaper”) e Claudia Ohana (“A Novela das 8”), que vive um affair com Ximenes no filme. Foram 26 dias de filmagens para o longa todo. Priestley disse que, graças a “Zoom”, pôde conhecer duas versões muito diferentes do Brasil. “Primeiro conheci Trindade, no Rio de Janeiro, para as filmagens, e agora São Paulo. Estou tendo uma experiência brasileira bem autêntica”, declarou, contando que tomou “algumas caipirinhas” durante sua passagem pelo país. “Zoom” estreia dia 31 nos cinemas. Ouça/veja abaixo David Bowie tocando “Oh! You Pretty Things”, a música liberada para o filme.
Último disco de David Bowie vai virar minissérie no Instagram
O último disco de David Bowie, “Blackstar”, será adaptado em uma minissérie no Instagram. A obra, batizada de “Unbound”, vai apresentar interpretações visuais do disco, divididas em 16 capítulos, e será estrelada pelas atrizes Patricia Clarkson (“Maze Runner”) e Tavi Gevinson (série “Scream Queens”). De acordo com uma postagem no Instagram do cantor, Bowie deu à roteirista e à diretora da série, Carolynn Cecilia e Nikki Borges, acesso antecipado às músicas de “Blackstar”, para que elas pudessem criar suas próprias interpretações visuais do disco, sem interferências. “‘Unbound’ leva a audiênca em uma jornada de imagens evocativas, inspiradas nos temperamentos sugeridos pelas músicas, letras e artes gráficas do álbum”, explica a publicação. Depois da morte de Bowie, em 10 de janeiro, discutiu-se que “Blackstar” teria sido planejado como um disco de despedida. A teoria se baseia em pistas encontradas nas letras das canções, no clipe da música “Lazarus”, no encarte do disco e até mesmo no nome escolhido para ele. “Unbound” estreia na próxima quinta, 25 de fevereiro, e ganhará novos capítulos no perfil InstaMiniSeries do Instagram. Veja abaixo a primeira prévia da produção: Um vídeo publicado por InstaMiniSeries (@instaminiseries) em Fev 22, 2016 às 2:50 PST
Playlist: 20 clipes de glam rock dos anos 1970
No clima de “Vinyl”, a nova série musical criada por Mick Jagger e Martin Scorsese (“O Lobo de Wall Street”), a seleção abaixo relembra a era colorida que antecipou a chegada do punk rock com muito glitter, salto alto e guitarras distorcidas. Esta época também foi homenageada no filme “Velvet Goldmine” (1995), de Todd Haynes (“Carol”), e em janeiro perdeu dois de seus heróis, David Bowie e Dale “Buffin” Griffin, baterista do Mott the Hoople.
Vinyl: Série de Scorsese e Mick Jagger vai homenagear David Bowie
A série “Vinyl”, que estreia no domingo (14/2) no canal pago HBO, terá um episódio dedicado a David Bowie. Criada pelo cantor Mick Jagger, em parceria com o diretor Martin Scorsese (“O Lobo de Wall Street”) e o roteirista Terence Winter (série “Boardwalk Empire”), a atração se passa na cena musical de Nova York dos anos 1970, centrada nos bastidores de uma gravadora, e inclui vários roqueiros de passagem por sua trama. A aparição de David Bowie já estava prevista para o sexto episódio. Mas a morte do cantor fez o roteiro sofrer mudanças. “A série é uma forma de homenageá-lo”, disse Jagger em entrevista ao jornal britânico The Mirror, acrescentando: “Sua presença na série será uma forma positiva de lembrar e honrar sua vida. David foi um amigo muito querido e sua morte me entristeceu bastante”. O ator Noah Bean (série “Nikita”), que interpretará Bowie, também se manifestou, via Twitter. “Eu fiquei emocionado e intimidado por interpretá-lo antes de sua morte, e agora honrado e entristecido que isso seja exibido em sua memória”, escreveu. Os dois são muito parecidos fisicamente, como pode ser conferido pelas imagens acima. Ao longo dos dez episódios de sua 1ª temporada, “Vinyl” também mostrará aparições de John Lennon, Lou Reed e sua banda Velvet Underground, Led Zeppelin, New York Dolls e muitos outros roqueiros famosos. A série é estrelada por Bobby Canavale (“Blue Jasmine”) na pele do dono de uma gravadora à beira da falência, que busca um artista capaz de “reinventar” seu negócio, em meio à reconstrução febril do estilo de vida movido a sexo, drogas e rock’n’roll da década em que o glam, o punk rock, as discotecas e o hip-hop surgiram em Nova York. O elenco também inclui Olivia Wilde (“Rush: No Limite da Emoção”) como a modelo casada com o personagem de Canavale, Ray Romano (“Everybody Loves Raymond”) como seu braço direito, Juno Temple (“Killer Joe”) como uma caçadora de talentos e James Jagger (filho de Mick) como cantor de uma banda punk.










