Damon Lindelof anuncia atores de Watchmen e promete série diferente dos quadrinhos
O roteirista-produtor Damon Lindelof anunciou nas redes sociais os primeiros atores da série baseada em “Watchmen”, quadrinhos de Alan Moore e Dave Gibbons que marcaram a história da DC Comics por ocasião de sua publicação em 1986. O elenco inclui Regina King (série “American Crime”), Don Johnson (“Do Jeito que Elas Querem”), Tim Blake Nelson (“Colossal”), Louis Gossett Jr. (série “Extant”), Andrew Howard (série “Bates Motel”) e Adelaide Clemens (“O Grande Gatsby”). Seus personagens não foram divulgados, mas chama atenção a idade avançada dos escolhidos. À exceção da australiana Adelaide Clemens, de 29 anos, trata-se de uma relação de atores de meia ou terceira idade – que vai dos 47 de Regina King aos 82 de Louis Gossett Jr. Regina, inclusive, foi apontada como protagonista. Caso a série decidisse ser fiel aos quadrinhos, poderia-se imaginar que a lista inclui intérpretes dos Minutemen, o grupo de heróis veteranos dos anos 1940. Mas o criador da atração também usou as redes sociais para dizer que a série não será fiel. Num longo post, de cinco páginas de papel ofício, ele decidiu explicar o que pretende com a produção, mas a seu modo, sem explicar absolutamente nada. Num texto similar a seus roteiros, escreveu uma porção de generalizações que apontam um fio de ideia, embrulhada em intenções tão misteriosas quanto as tramas de “Lost” e “The Leftovers”, de sua autoria – e que não foram totalmente esclarecidas até hoje. “Não temos a intenção de ‘adaptar’ as doze edições que os senhores Moore e Gibbons criaram 30 anos atrás”, escreveu Lindelof, em suma. “Essas edições são terreno sagrado e não serão retrabalhadas, nem recriadas, nem reproduzidas e nem reiniciadas.” Os personagens serão, inclusive, inéditos. Mas, então, porque a série não se chama Chicomen ou Chicawomen? Ele introduz o tema, justificando o uso de “Watchmen”. Aprofunda, sem sair da superfície, a relação com o material original. “Os doze volumes originais são como o nosso Velho Testamento. Quando o Novo Testamento chegou, não anulou o que veio antes. Criação. O Jardim do Éden. Abraão e Isaac. O Dilúvio. Tudo isso aconteceu – e assim será com ‘Watchmen’. O Comediante morreu. Dan e Laurie se apaixonaram. Ozymandias salvou o mundo e o Dr. Manhattan o deixou após explodir Rorschach em pedaços no frio gélido da Antártica”, escreveu. Ou seja, a série será uma continuação dos quadrinhos e, portanto, também do filme feito por Zack Snyder em 2009. Certo? Só que não. “Também não estamos fazendo uma ‘continuação’. A história será ambientada no mundo que seus criadores construíram com tanto sofrimento… mas na tradição do trabalho que os inspirou, a nova história deve ser original. Tem que vibrar na imprevisibilidade de suas próprias placas tectônicas. Deve fazer novos questionamentos e explorar o mundo com novas perspectivas. Mais importante, deve ser contemporânea”. Ou seja, não é uma continuação, mas é uma história original contemporânea passada após os eventos dos quadrinhos. Em outras palavras, a definição básica do que é uma “continuação” – o que demonstra que seu texto faz tanto sentido quanto o final de “Lost”. A palavra “contemporânea”, entretanto, preocupa. Seria uma trama ambientada no século 21? Os quadrinhos publicados nos anos 1980 abordavam a história alternativa do mundo, após a vitória dos Estados Unidos na guerra do Vietnã. O filme manteve a cronologia. E a série? Será que a ideia é exibir uma nova geração de heróis, após o que houve nos anos 1980? Ou transportar a história dos Minutemen para os anos 1980 e mostrar a trama original dos Watchmen nos dias de hoje? “Alguns dos personagens serão desconhecidos”, escreveu Lindelof, sugerindo a primeira hipótese. “Novas caras. Novas máscaras para cobri-las”. Ao final, ele sugere que a trama pode realmente se passar nos dias atuais, mas conter flashbacks para o passado, provavelmente para os anos 1980, por meio de personagens familiares. “Nós também queremos revisitar o século passado de aventuras mascaradas por meio de um surpreendente, ainda que familiar, par de olhares… e é aqui que vamos assumir nossos maiores riscos.” Pelo texto, Lindelof parece surgir que sua abordagem de “Watchmen” é análoga ao que fez Alan Moore, posicionando a trama no presente e trazendo flashes da história passada. No caso de Moore, o passado era representado pelos Minutemen dos anos 1940. No caso de Lindelof, o passado pode ser os Watchmen dos anos 1980. Caso seja realmente isso, não deixa de ser uma forma criativa de lidar com a franquia, capaz de combinar reverência com evolução. Vale reparar, ainda, que o elenco contém dois atores negros. Nos quadrinhos e nos filmes, todos os personagens centrais são brancos. Uma mudança étnica seria uma forma de entender a frase que inclui a palavra “surpreendente” no contexto da familiaridade de um par de olhares supostamente conhecido, cuja escalação pode representar os riscos aludidos. No fim do texto, Lindelof se dirige diretamente aos fãs: “Eu me importo profundamente com o que você pensa. (…) Então, espero que essa não seja a nossa última conversa, queridos fãs. Afinal de contas, é apenas um piloto e é melhor não nos precipitarmos”. Veja a íntegra abaixo, além do post com os integrantes do elenco. Day 140. Uma publicação compartilhada por Damon (@damonlindelof) em 22 de Mai, 2018 às 11:00 PDT New faces. New masks to cover them. And more to come… Uma publicação compartilhada por Damon (@damonlindelof) em 23 de Mai, 2018 às 1:33 PDT
Série Watchmen será diferente da história em quadrinhos que já virou filme
A série baseada nos quadrinhos de “Watchmen”, atualmente em desenvolvimento para o canal pago HBO, não vai contar a mesma história publicada na minissérie clássica de 1986, que já foi transformada num filme pelo diretor Zack Snyder (“Batman vs. Superman”). Segundo o roteirista e produtor Damond Lindelof (criador de “The Leftovers”), a ideia é seguir o padrão da série “Fargo” e extrapolar a trama original. “Adaptação é a palavra mais adequada”, ele explicou, em entrevista ao site ComicBook, dando o exemplo da série do canal pago FX. “Você já assistiu ‘Fargo’? Não chamaria a versão de Noah Hawley de uma adaptação, porque o filme existe dentro dela. Então, eles encontram um saco de dinheiro na 1ª temporada e você pensa ‘Ah, isso veio do filme!’. Mas Noah também puxou outros cânones dos filmes dos irmãos Coen, evocando até ‘O Grande Lebowski’, para chegar numa criação original, e depois seguiu com sua própria história”. A intenção não é recriar a trama concebida por Alan Moore e desenhada por Dave Gibbons quadro a quadro, como Snyder fez no cinema, mas aproveitar sua essência e expandir a trama para uma nova história. “Esse é o próprio espírito do que [Moore] fez com ‘Watchmen’ logo no começo. Ele criou isso, é original, mas a base para esse mundo são personagens comprados pela DC de uma editora de quadrinhos chamada Charlton. Moore então criou em cima deles”, explicou, referindo-se aos heróis da história, que foram baseados em publicações antigas da Charlton. Lindelof também defende sua adaptação contra os conhecidos protestos de Alan Moore, que foi contrário à produção do filme, a ponto de pedir que seu nome não fosse incluído nos créditos. Para Lindelof, isso é hipocrisia, uma vez que o próprio Moore “contou histórias icônicas com personagens que ele não criou”. Ou seja, o roteirista-produtor se sente à vontade para usar os quadrinhos como ponto de partida para contar sua própria história, fazendo mudanças na trama consagrada. Vale lembrar que a série anterior de Lindelof para a HBO, “The Leftovers”, conseguiu bom resultado ao partir de um best-seller e expandir a trama com um enredo exclusivo da série. “Watchmen” será a primeira série baseada em quadrinhos da DC Comics produzida pela HBO, apesar da emissora fazer parte do conglomerado da Warner Bros, que também administra a editora. Anteriormente, o canal considerou e desistiu de projetos sobre “Sandman” e “Preacher”, que por conta disso virou uma série no canal pago AMC.
HBO encomenda piloto de série baseada em Watchmen
A HBO deu sinal verde para o roteirista-produtor Damon Lindelof, criador de “Lost” e “The Leftovers“, gravar o piloto de uma série baseada nos quadrinhos de “Watchmen”, da DC Comics. As conversas sobre o projeto começaram em junho e agora avançaram para um novo patamar. Lindelof confirmou o progresso da produção com um post nas redes sociais, em que começa uma contagem com “Dia 1” e uma foto da sala dos roteiristas da produção. “Watchman” é uma abordagem distópica do gênero dos super-heróis, ambientada em uma linha temporal alternativa, no ano de 1985, durante o auge da Guerra Fria entre os EUA e União Soviética. Ele gira em torno de um grupo de super-heróis americanos, na maioria aposentados, que investigam o assassinato de um deles e, no processo, descobrem uma conspiração que pode mudar o curso da história tal como a conhecemos. A minissérie em quadrinhos, criada em 1986 por Alan Moore e Dave Gibbons, já foi transformada em filme em 2009 pelo cineasta Zack Snyder (“Batman vs. Superman”). E o próprio Snyder tentou, há dois anos, emplacar uma série do mesmo material na HBO. Na ocasião, o projeto acabou não avançando. Snyder não está envolvido na nova tentativa. A HBO faz parte do conglomerado da Warner Bros, que também administra a editora DC Comics. Apesar disso, o canal ainda não desenvolveu nenhum projeto derivado dos quadrinhos da companhia, chegando até a abrir mão de uma proposta de adaptação de “Preacher”, que por conta disso virou uma série no canal pago AMC. Day One. Uma publicação compartilhada por Damon (@damonlindelof) em Set 19, 2017 às 10:49 PDT
Criador de The Leftovers negocia transformar Watchmen em série da HBO
O roteirista-produtor Damon Lindelof, criador de “Lost” e “The Leftovers“, está negociando adaptar os quadrinhos de “Watchmen”, da DC Comics, como uma série para a HBO. Segundo o site Deadline, as conversas ainda são preliminares e ainda não há nada fechado. A história da minissérie em quadrinhos, criada em 1986 por Alan Moore e Dave Gibbons, já foi transformada em filme em 2009 pelo cineasta Zack Snyder (“Batman vs. Superman”). E o próprio Snyder tentou, há dois anos, emplacar uma série do mesmo material na HBO. Na ocasião, o projeto acabou não avançando. Snyder não está envolvido na nova tentativa. A HBO faz parte do conglomerado da Warner Bros, que também administra a editora DC Comics. Apesar disso, o canal ainda não desenvolveu nenhum projeto derivado dos quadrinhos da companhia, chegando até a abrir mão de uma proposta de adaptação de “Preacher”, que por conta disso virou uma série no canal pago AMC.
Supergirl: Trailer e fotos do próximo episódio revelam adaptação de HQ clássica de Alan Moore
O canal americano CBS divulgou o trailer e as fotos do próximo episódio de “Supergirl”, que irá recriar uma história clássica de Alan Moore (criador de “V de Vingança” e “Watchmen”). A alusão inclui o título, “For The Girl Who Has Everything”, que apenas troca o gênero da trama original dos quadrinhos. Escrita por Moore e desenhada por Dave Gibbons em 1985, antes da estreia de “Watchmen” (1986), “For The Man Who Has Everything” (lançada no Brasil como “Para o Homem que Tinha Tudo”) se passava durante um aniversário do Superman. Um de seus presentes era uma planta alienígena, “Clemência Negra”, que o fazia sofrer com alucinações, levando-o a imaginar como seria sua vida se Krypton nunca tivesse explodido e ele não fosse enviado para o planeta Terra quando criança. Considerada uma das melhores histórias já escritas do Superman, a trama lida com a perda que o herói sofreu com a destruição de Krypton, mostrando um lado atormentado pouco explorado do personagem e evidenciando um trauma implícito em sua origem, que até então nenhum escritor tinha abordado. A publicação chegou a concorrer ao Kirby Awards e ganhou inúmeras reedições, inclusive no Brasil. É tão boa que já havia sido adaptada antes em outra mídia, num episódio da animação “Liga da Justiça Sem Limites” em 2004. A prévia de “Supergirl” chega a copiar detalhes dos quadrinhos, como o design da planta criada por Gibbons. O vídeo mostra como ela aflige Supergirl, que tem visões de uma vida alternativa em Krypton, ao lado de sua família. É neste contexto que a série vai apresentar o jovem Kal-El vivido por Daniel DiMaggio (que também foi o jovem Michael Westen na série “Burn Notice”). O capítulo também introduzirá Cameron Chase, personagem importante dos quadrinhos da DC – que já teve, inclusive, revista própria – , interpretada por Emma Caulfield (a eterna Anya de “Buffy – A Caça-Vampiros”). 13º episódio da série, “For The Girl Who Has Everything” será exibido na segunda-feira (8/2) nos EUA. “Supergirl” passa no Brasil no canal pago Warner.

