Daniela Mercury e Caetano Veloso celebram a diversidade em clipe sobre o carnaval dos conservadores
A cantora Daniela Mercury lançou o clipe de “Proibido o Carnaval”, em que canta e dança com Caetano Veloso a favor da diversidade em tempos conservadores. Misturando ritmos e batidas, a marchinha de samba-frevo-axé-eletrônico celebra a liberdade sexual, que costuma ser exaltada no período do carnaval, ao mesmo tempo que impõe limites feministas às mãos bobas. A maioria das frases, porém, valoriza o orgulho gay. “Abra a porta deste armário/Que não tem censura pra me segurar”, diz a letra, embora o refrão afirme o contrário: “Tá proibido o Carnaval/Neste país tropical”. A narrativa é realmente errática, mas este é o país das idas e vindas. Quando se acha que o futuro finalmente vai chegar, o povo resolve eleger o atraso. Como demonstra a indagação da letra: “Vai de rosa ou vai de azul?”, em referência à ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, que manifestou seu desejo de acabar com a homossexualidade no pais – “Menino veste azul e menina veste rosa”… Nos créditos finais, Daniela ainda homenageia Jean Wyllys, deputado federal do PSOL engajado na luta pelos direitos LGBTQIA+, que deixou o cargo e o país após sofrer ameaças de morte. Trata-se de outro contraste com o tom de deboche do clipe dirigido por Jana Leite, que sugere rir sobre um tema que inspira o contrário: vontade de chorar.
Daniela Mercury lança clipe de música inspirada pelo filme Pantera Negra
Daniela Mercury liberou nesta sexta-feira (21/12) o clipe de “Pantera Negra Deusa”, música lançada na semana da Consciência Negra e que celebra a África real e fictícia, e sua ligação com o Brasil. A letra cita Mandela, o líder político da África do Sul, e Wakanda, o país do super-herói da Marvel que batiza a canção. “Ilê Pantera Negra diga diga diga onde é Wakanda. Wakanda é aqui”, celebra a cantora, fazendo uma analogia sobre o empoderamento negro em todo o mundo, que se manifesta no clipe com a combinação de dançarinas em trajes africanos e o cenário do Museu de Arte Moderna da Bahia, numa fusão de tradição e futurismo, como a estética do filme “Pantera Negra”. O clipe tem alguns convidados, como a youtuber Tia Má e seu filho Aladê Koman, e direção de Chico Kertész, do documentário “Axé: Canto do Povo de um Lugar” (2016). Se a letra sugere uma antítese de “Haiti”, de Caetano e Gil, o lyric vídeo (vídeo com letra) lançado 24 horas antes do clipe oficial, lembrou que aqui, na verdade, é mesmo o Brasil, usando a música para homenagear a vereadora Marielle Franco, “deusa do ébano”, na descrição lírica, que foi executada no Rio de Janeiro há nove meses. Veja os dois vídeos abaixo.

