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  • Filme

    Cannes: Cristian Mungiu mostra a força irresistível da corrupção

    20 de maio de 2016 /

    O romeno Cristian Mungiu já tem uma Palma de Ouro, por “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias” (2007), uma obra-prima sobre o horror da vida sob os escombros do comunismo, cujo título descreve um aborto. Ele também foi premiado em Cannes pelo roteiro de “Além das Montanhas” (2012), em que a crença religiosa leva uma jovem à morte. Cineasta que dá cores vivas a um mundo repleto de tons de cinza, ele volta a focar escolhas morais em situações limite em seu novo drama, “Graduation” (“Bacalaureat” no original e “formatura” em tradução literal). O filme gira em torno de um pai dedicado e médico de uma pequena cidade da Transilvânia, chamado Romeo (vivido por Adrian Titieni, de “Instinto Materno”), que preparou a filha (Maria-Victoria Dragus, de “A Fita Vermelha”) para ganhar uma bolsa de estudo para estudar na Inglaterra. Mas, às vésperas dos exames finais do colegial, ela sofre um ataque sexual, desmorona e põe em risco os planos de estudar longe da Romênia. Diante do problema, o pai se desespera e apela para formas de garantir a aprovação da filha, num país marcado pela corrupção e distribuição de propinas, mesmo que isso comprometa todos os princípios que ele ensinou para a menina. Para complicar ainda mais, há uma operação policial contra a corrupção no país – uma Lava Jato romena. A história de “Graduation”, como toda a obra de Mungiu, vem da experiência de viver numa sociedade atrasada por décadas de burocracia comunista, mas encontra enorme ressonância no mundo contemporâneo. A citação à Lava Jato já demonstra como o filme se aproxima da realidade do Brasil, mostrando a universalidade do tema proposto. “A história de Romeo é também uma história sobre uma sociedade e suas instituições”, explicou Mungiu, durante a entrevista coletiva no festival. “Há uma relação entre compromisso, corrupção, educação e pobreza?”, ele questiona, mostrando o debate político que a trama é capaz de inspirar. Ao colocar seus personagens diante de escolhas morais, transfere as mesmas perguntas ao espectador. “O filme fala de um pai que escolhe o que acha ser o melhor para a filha, se é aprendendo a viver no mundo real ou a lutar da forma que for possível para mudar esse mundo”. O cineasta filma tudo com grande naturalismo, sem histeria, como um registro sóbrio de uma realidade social. E foca o mundo inteiro. “Esta história não fala somente da Romênia, mas de uma forma de fazer certas coisas, de como deixamos o comércio entrar em nossas vidas. Espero que seja um filme universal”, ele conclui.

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  • Filme

    Angry Birds é a única estreia ampla da semana

    12 de maio de 2016 /

    A falta de salas disponíveis aumenta cada vez mais a concentração dos lançamentos no país. Nesta semana, apenas um longa-metragem terá distribuição ampla. E a diferença para a segunda maior estreia é de mais de mil salas. O mercado já nem se importa em disfarçar a segregação. A grande estreia é a animação “Angry Birds – O Filme”, primeiro longa-metragem baseado num aplicativo. A produção infantil, em que um trio de pássaros excluídos enfrenta um exército de porcos verdes mal-intencionados, vai ocupar 1.070 salas (572 delas com exibição em 3D). A produção só chega na próxima semana nos EUA, mas o Rotten Tomatoes já agregou críticas suficientes para defini-la como medíocre (50% de aprovação). No Brasil, os personagens, que tem vozes de atores famosos de Hollywood, serão dublados pelos youtubers irmãos Piologo e Pathy dos Reis e os humoristas Marcelo Adnet e Dani Calabresa. Como não há salas suficientes nos shoppings, todas as demais estreias disputam o circuito limitado. Inclusive uma comédia brasileira que, em outra época, talvez pudesse sonhar com sucesso. O problema é que seu timing também é desastrado. “Mulheres no Poder”, sobre um esquema de corrupção política elaborado por um grupo de mulheres, estreia no mesmo dia em que Dilma Rousseff foi afastada da presidência do país. Se, por um lado, não há besteirol capaz de superar a comédia pastelão vislumbrada no Congresso durante o processo de Impeachment, por outro, nem o período trágico da “Presidenta” merecia ser evocado com humor tão machista. O filme de Gustavo Acioli (“Incuráveis”) chega a somente 14 salas, garantindo seu fracasso. A melhor opção da semana é o longa italiano “O Conto dos Contos”, de Matteo Garrone (“Gomorra”), que materializa um mundo de fantasia visceral, de reis adúlteros e rainhas que devoram corações de dragão, em imagens tão belas quanto nauseantes. A obra é baseada nas fábulas medievais de Giambattista Basile (1566-1632), mas suas cenas de nudez e violência são mais indicadas para fãs de “Game of Thrones” que para o público de “O Caçador e a Rainha do Gelo”. Vencedor do David di Donatello (o Oscar italiano) de Melhor Direção, o longa tem 79% de aprovação no Rotten Tomatoes. Também acima da média, “Memórias Secretas”, de Atom Egoyan (“Sem Evidências”), leva a 32 salas uma combinação volátil de Holocausto e filme de vingança da Terceira Idade, acompanhando o plano de dois velhos judeus sobreviventes dos horrores nazistas, determinados a ajustar contas com o nazista que massacrou suas famílias e chegou à velhice impune. Melhor Roteiro Canadense do ano passado, segundo a Academia de Cinema e TV do Canadá, o longa tem 71% de aprovação no Rotten Tomatoes e destaca grandes performances de seus protagonistas, os veteranos Christopher Plummer (“O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus”) e Martin Landau (“Ed Wood”), ambos com mais de 85 anos de idade. Curiosamente, outra estreia também aborda o Holocausto, mas com tom bem diverso e em apenas quatro salas. O drama francês “Um Brinde à Vida”, de Jean-Jacques Zilbermann (“Aqui Entre Nós”), mostra o reencontro de três amigas que sobreviveram ao campo de concentração de Auschwitz. O fato de se passar durante a década de 1960, poucos anos após a 2ª Guerra Mundial, confere à produção uma carga mais reflexiva, demonstrando como a experiência alterou a percepção de vida daquelas mulheres. Para completar, há ainda dois filmes israelenses. “Demon” foi o último trabalho de Marcin Wrona (“O Batismo”), que se matou um dia após a première, aos 42 anos. Bastante original, gira em torno de uma assombração judaica que aterroriza um casamento católico na Polônia. Combinando humor e terror, “Demon” ganhou vários prêmios em festivais de cinema fantástico e estreia em 14 salas. O outro longa israelense é um documentário com coprodução argentina, “Nós, Eles e Eu”, de Nicolás Avruj (produtor de “Olhar Invisível”), que refaz o caminho de um rapaz de origem judaica por Israel e Palestina. Estreia em cinco salas.

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  • Filme

    Operação Lava-Jato também vai virar filme

    29 de abril de 2016 /

    Além da série do Netflix, desenvolvida pelo diretor José Padilha (“Tropa de Elite”), os bastidores da Operação Lava-Jato também vão ganhar as telas do cinema. Orçado em R$ 12 milhões, “Polícia Federal — A Lei É Para Todos” tem previsão de filmagens entre agosto e setembro em Brasília, Curitiba, Rio, São Paulo e São Luís, com direção de Marcelo Antunez e Roberto Santucci, especialistas em besteiróis, que trabalharam juntos antes em “Qualquer Gato Vira-Lata 2” (2015), “Até que a Sorte nos Separe 3: A Falência Final (2015)” e “Um Suburbano Sortudo” (2016). Segundo o produtor Tomislav Blazic, apesar do orçamento elevado, até o momento nenhum dinheiro público foi investido na superprodução, que conta com recursos próprios e de patrocinadores. O objetivo é lançar o filme já em dezembro, o que significa pouco tempo de pós-produção – de cara, um fator prejudicial à qualidade do produto. Em entrevista ao jornal O Globo, o diretor Marcelo Antunez revelou que a produção conta com consultoria da própria PF, que contribuirá com informações detalhadas sobre a investigação. Mesmo assim, alega que não será “um filme institucional da PF”. “Teremos a liberdade criativa garantida a ponto de não ter que submeter nada à polícia, nem o roteiro, nem as ideias, nem o corte final. Isso está previsto oficialmente no acordo que firmamos”, ele contou. “É um filme de ficção fortemente baseado na realidade”, explicou. “Não estamos inventando os fatos da investigação. O que trazemos de ficção é o que normalmente se faz no cinema, como em ‘Spotlight’: pegamos os eventos e os intensificamos numa estrutura dramática, que necessita de conflitos e arcos pessoais.” Aparentemente, já há planos para uma continuação. Claro que tudo vai depender do sucesso do filme. Que será um desafio pessoal para o diretor, à frente de seu primeiro drama, após três comédias besteiróis. “Trata-se de uma busca pessoal para me abrir a outros gêneros”, ele admitiu. “Adoro fazer comédia, mas, acima de todo, quero contar boas histórias. E o gênero a que gosto mais de assistir é justamente o thriller político.”

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  • Série

    José Padilha começa a formar a equipe de consultores da série sobre a Lava-Jato

    20 de abril de 2016 /

    O cineasta José Padilha (série “Narcos”) está reunindo uma equipe de especialistas em segurança pública nacional para prestar consultoria e ajudar a formatar o roteiro de sua nova série sobre a Operação Lava-Jato. Entre as pessoas convidadas para ajudar na formatação do roteiro estão o ex-capitão do BOPE Rodrigo Pimentel, o “Capitão Nascimento”, que trabalhou com o diretor nos dois “Tropa de Elite”, e o ex-diretor da Interpol, o delegado da Polícia Federal Jorge Pontes. Pontes tem perspectiva única sobre a investigação, por acompanhar de perto o drama e as pressões que sofrem seus colegas, que já prenderam mais de 100 figurões envolvidos nos esquemas do petrolão. Ainda sem título, a série será escrita por Elena Soares (“Xingu” e série “Filhos do Carnaval”) e rodada no Brasil. Será a segunda produção do Netflix realizada no país, após a ainda inédita série sci-fi “3%”, que será lançada no final do ano. Além de produzir, Padilha deve dirigir o primeiro episódio da atração, cuja 1ª temporada terá 10 episódios.

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  • Série

    Wagner Moura estaria cotado para viver Aécio Neves na série da Lava-Jato

    17 de abril de 2016 /

    Um rumor espalhado pelo site de celebridades F5 diz que o ator Wagner Moura (série “Narcos”) estaria cotado para viver Aécio Neves na série da Lava-Jato. Não há fonte ou declaração que sustente a informação. Mas há vários motivos para desconfiar do boato. Wagner Moura tem mesmo uma ótima relação profissional com o cineasta José Padilha, criador da nova série. Os dois trabalharam juntos nos filmes da “Tropa da Elite” e atualmente estão envolvidos na série “Narcos”, produção de Padilha estrelada por Moura. O papel seria uma participação especial, ou seja, uma aparição pequena, do tipo que não tende a ser dispensada com a desculpa do conflito de agenda. Entretanto, há controvérsias políticas em jogo e, especulação por especulação, Moura teria motivos para dizer “não”. Nos últimos dias, ele tem se manifestado publicamente sobre o Impeachment de Dilma Rousseff, assumindo o lado dos que falam em golpe – o discurso fomentado pelo PT. Aécio, obviamente, representa o extremo oposto deste espectro político. Mas também é óbvio que atuar não significa tomar partido de um personagem. Moura não virou bandido nem passou a defender traficantes ao interpretar Pablo Escobar em “Narcos”. Nem sequer aprendeu com a trama da série, na qual seu personagem participou de uma eleição, mas encontrou um Congresso com coragem para destituí-lo, uma polícia federal firme e um judiciário intransigente, que impediram a Colômbia de ser governada por bandidos. De fato, ao contrário do que viveu na série, ele se posicionou, em vídeo, contra a “politização” da Operação Lava-Jato. Infelizmente, essa postura não combina com alguém que aceitaria participar de uma série que tende a valorizar o esforço policial que desbaratou a maior rede de corrupção já vista no mundo. O próprio Padilha tem uma visão contrária ao discurso de Moura sobre a Lava-Jato. “Toda vez que alguém fala dos indícios avassaladores contra Lula, um petista diz que o PSDB também rouba. Tenta-se transformar tudo numa questão ideológica. Mas tudo é caso de polícia”, ele resumiu, em uma entrevista à revista Veja. Padilha começa a gravar a série ainda este ano para exibição no Netflix em 2017. A 1ª temporada terá 13 episódios, com roteiros de Elena Soares, que escreveu “Filhos do Carnaval” para a HBO. Outros dois atores que participaram dos dois “Tropa de Elite”, Milhem Cortaz e Maria Ribeiro, também estariam cotados para a produção, segundo o F5. ​

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  • Série

    Netflix vai produzir a série de José Padilha sobre a Lava-Jato

    16 de abril de 2016 /

    O serviço de streaming Netflix confirmou que produzirá a série sobre a Operação Lava-Jato criada, produzida e dirigida pelo cineasta José Padilha (“Tropa de Elite”). Padilha já havia falado do projeto, revelando que pretendia buscar uma parceria internacional. Agora, o parceiro está definido. “Esse projeto vai narrar a operação policial em si e mostrar detalhes sobre o maior esquema de corrupção já visto no Brasil. Era fundamental que a série fosse produzida com imparcialidade, e a Netflix é com certeza o melhor parceiro para que isso possa ser concretizado”, afirmou o diretor no comunicado que anunciou a atração. Erik Barmack, vice-presidente de Originais Internacionais da Netflix, aproveitou o comunicado para também elogiar o talento do cineasta, com quem já tem uma relação bem-sucedida por meio da série “Narcos”. “A Netflix reconhece o talento de José Padilha em transformar os eventos atuais ainda em constante evolução em narrativas atraentes, e ele está bem posicionado para documentar este momento importante na história do Brasil”, afirmou. Ainda sem título, a série será escrita por Elena Soares (“Xingu” e série “Filhos do Carnaval”) e rodada no Brasil. Será a segunda produção do Netflix realizada no país, após a ainda inédita série sci-fi “3%”, que será lançada no final do ano. Atualmente, Padilha prepara a 2ª temporada de “Narcos” para o Netflix e desenvolve uma atração sobre a história das gangues das prisões americanas, intitulada “The Brand”, para o canal pago Showtime. Além disso, vaidirigir o filme de ação “Entebbe”, sobre uma operação histórica de combate ao terrorismo.

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  • Música

    Hit das manifestações de protesto no Brasil, samba de Boca Nervosa ganha clipe oficial

    24 de março de 2016 /

    Uma das músicas mais celebradas na manifestação recorde de 13 de março ganhou clipe oficial. Trata-se de “Não É Nada Meu”, que começa a ser conhecida como o “melô do Lula”. A Radar Records divulgou o vídeo da canção composta e cantada por Boca Nervosa, sambista paulista das antigas, que traz Lula e Dilma sambando, enquanto os escândalos do ex-presidente são enumerados – o triplex na praia, a casa em Atibaia, os vôos em jatinhos particulares, a ilha, a corrupção na Petrobrás, o Mensalão, a crise econômica, o Instituto Lula e a súbita riqueza de seus filhos – , acompanhados por variações do bordão “é de um amigo meu”. O vídeo é pouquíssimo inspirado, considerando a letra. Até chato. Tanto que o clipe não oficial, criado pelo colunista da revista Veja Felipe Moura Brasil, ilustra melhor a narrativa (veja a seguir). Por sinal, também foi divulgado um improviso vocal, que junta Boca Nervosa a Neguinho da Beija-Flor, num dueto gravado na rua, como é bastante apropriado ao contexto. Deve ser, como dizem alguns, mais um manifesto da elite branca golpista, como pode ser atestado abaixo. “Não É Nada Meu” faz parte do disco mais politizado dos últimos anos, intitulado “Diário da Corrupção”. Nele, Boca Nervosa faz samba rock para ironizar “O Nero do ABC”, que quer incendiar o Brasil, transforma em carnaval o comício da honestidade do “Papa Luiz 51”, “mais santo que a Madre Teresa e mais honesto que Chico Xavier”, cai no chorinho para dar um “Recado a Dilma”, vai de marchinha para reivindicar o triplex sem dono do Guarujá (“O Triplex É Meu”) e ainda mira Fernando Haddad (“O Rei do Radar”), Marta Suplicy (“Relaxa e Goza”), o juiz Nicolau dos Santos Neto (“O Pagode do Lalau”) e até o assento vazio da Casa Civil (“A Casa Caiu”). Tudo com muito bom humor, sem dúvida o melhor jeito de lidar com tantas barbaridades que preenchem o noticiário político-policial brasileiro. Todas as músicas estão disponíveis no Canal do Boca, endereço oficial de Boca Nervosa no YouTube. Por enquanto, fique com o hit do momento:

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  • Série

    Roteirista de Tropa de Elite vai trabalhar na série de José Padilha sobre a Operação Lava-Jato

    22 de março de 2016 /

    Ex-capitão do BOPE e comentarista de segurança pública da TV Globo há seis anos, Rodrigo Pimentel vai trocar a televisão brasileira pela produção de séries americanas. Ele irá trabalhar no novo projeto do diretor José Padilha, ajudando a escrever o roteiro de uma série sobre a Operação Lava-Jato. Segundo adiantou a coluna Radar, do site da revista Veja, o projeto seria para o Netflix. O serviço de streaming já possuiu uma relação profissional com Padilha, inaugurada com a bem-sucedida série “Narcos”, produzida pelo cineasta brasileiro. Rodrigo Pimentel também já foi parceiro de outros trabalhos de Padilha, tendo aparecido no documentário “Ônibus 174” (2002), do qual se tornou produtor associado, e escrito o livro “Elite da Tropa”, que inspirou o filme “Tropa de Elite” (2007). Ele também coescreveu, com Padilha e Bruno Mantovani, o roteiro do longa de 2007 e a história de sua continuação, “Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro” (2010). Muitos acreditam, inclusive, que ele seja a inspiração do lendário Capitão Nascimento.

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  • Série

    José Padilha vai fazer série americana sobre a Lava-Jato

    20 de março de 2016 /

    O cineasta José Padilha quer transformar a Operação Lava-Jato numa série policial americana. O diretor, que se especializou em filmes e séries sobre crime e corrupção, vê na investigação sobre as entranhas da política brasileira todos os ingredientes de uma série envolvente, com apelo internacional. Ao contrário de Wagner Moura, que estrelou os dois “Tropa de Elite” e a série “Narcos”, produções comandadas por Padilha, o diretor acredita que a Lava-Jato “não tem viés político nenhum”. Enquanto Moura defende que a politização da investigação ameaça a democracia, Padilha diz que, ao contrário, são os roubos cometidos em nome de um partido que fraudam o processo democrático. “Toda vez que alguém fala dos indícios avassaladores contra Lula, um petista diz que o PSDB também rouba. Tenta-se transformar tudo numa questão ideológica. Mas tudo é caso de polícia”, ele resumiu, em entrevista à revista Veja. Padilha, que vive nos Estados Unidos com a mulher e o filho de 12 anos, contou à Veja que seu projeto sobre a Lava-Jato será baseada em um livro ainda inédito, composto por entrevistas com os envolvidos no escândalo. “O objetivo é narrar a operação policial em si e mostrar inúmeros detalhes esclarecedores que a própria imprensa desconhece”, ele adiantou. Como a série será uma produção internacional, ela terá título em inglês. Padilha trabalha com o nome provisório de “Jet Wash”, mas isso deve mudar, já que, nos Estados Unidos, a tradução literal não faz sentido. Lá, lava-jato é Car Wash – título de uma famosa comédia dos anos 1970. Atualmente, Padilha prepara a 2ª temporada de “Narcos” para o Netflix e desenvolve uma atração sobre a história das gangues das prisões americanas, intitulada “The Brand”, para o canal pago Showtime. Além disso, vaidirigir o filme de ação “Entebbe”, sobre uma operação histórica de combate contra o terrorismo.

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  • Etc

    Wagner Moura grava vídeo em que critica politização da Lava-Jato

    20 de março de 2016 /

    O ator Wagner Moura gravou um vídeo, postado no Facebook, em que, sem dizer o nome da Lava-Jato, tece críticas à politização da investigação criminal que atingiu em cheio os governantes do país, dizendo-se preocupado com o rumo das investigações. O vídeo já foi compartilhado por vários integrantes do Partido dos Trabalhadores. Nele, Moura afirma ser favorável a que se investigue a corrupção no país, mas faz várias ressalvas e insinuações, dizendo que a grande imprensa de hoje é a mesma que esteve envolvida no golpe de 1964 e dando a entender que as prisões dos corruptos, referendadas pelo Supremo Tribunal Federal, seriam usadas como “massa de manobra política” de interesses escusos. “Me preocupam essas prisões midiáticas e a Justiça brasileira estar trabalhando sob uma influência de uma agenda política ou sob influência de um circo midiático fazendo uma determinada parte da população bater palma. Sou a favor das investigações, mas sou mais a favor da democracia”, ele diz. Segundo o ator, a Justiça estaria visando apenas o PT, esquecendo que vários caciques do PMDB e do PP constam das investigações do Ministério Público, além das delações terem atingido o presidente do PSDB. Buscando construir sua teoria de conspiração, Wagner sintetiza seu pensamento de forma curiosa: “Eu quero que políticos corruptos sejam presos, julgados e condenados, mas eu quero que tudo isso aconteça de forma democrática e que siga os ritos democráticos, a Constituição, o Código Penal brasileiro”. As contradições da peça transpiram um intertexto preocupante, como se o ator defendesse que se investigue apenas até certo ponto. Afinal, seu desejo por uma justiça “democrática” não é diferente daquilo que vem sendo feito pela força tarefa e pelo juiz Sérgio Moro. Ou, por acaso, todos os passos da operação Lava-Jato não estão sendo realizados de acordo com a legislação, a Constituição e, para não deixar dúvidas, com aval dos poderes instituídos, como o Ministério Público e o Supremo Tribunal Federal? Para deixar claro: é impossível ser mais constitucional, legal e democrático que isto neste país. Vale lembrar ao ator seu próprio desempenho – por sinal, brilhante – na série “Narcos”, em que incorpora o traficante Pablo Escobar. Na trama, o chefão do crime também virou político e foi eleito democraticamente, mas encontrou um Congresso disposto a destituí-lo, uma polícia federal firme e um judiciário intransigente, que impediu a Colômbia de ser governada por bandidos. A História – e a série estrelada por Wagner Moura – demonstra que uma justiça destemida apenas fortalece a democracia. Como registro, é interessante considerar que José Padilha, diretor e produtor de “Narcos”, tem opinião contrária a de Moura sobre o tema. Curta Verdade sem manipulação (y)Wagner Moura sempre sensato e inteligente. Publicado por Verdade sem manipulação em Terça, 15 de março de 2016

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  • Filme

    Em Nome da Lei: Mateus Solano enfrenta a corrupção em trailer de filme criminal

    4 de fevereiro de 2016 /

    A Fox Film do Brasil divulgou o trailer e o pôster de “Em Nome da Lei”, drama criminal brasileiro dirigido por Sergio Rezende (“Salve Geral”). A prévia tem muita gritaria, ameaças, traições e tiros, num tom acima do natural, evocando o histrionismo das novelas da Globo, de onde vem boa parte do elenco. A trama, por sua vez, busca refletir o noticiário político atual, repleto de casos de corrupção. Nesta tese, seu protagonista seria uma espécie de Sérgio Moro, insurgindo-se contra a impunidade para desmantelar um cartel de poderosos. Só que o esquema desvendado pela Lava Jato, na vida real, é muito mais sórdido e complexo, fazendo com que a ficção soe simplória: quase um episódio de série policial, em que o herói enfrenta os vilões habituais: contrabandistas e traficantes. “Em Nome da Lei” conta a história de um jovem juiz federal (Mateus Solano, da novela “Amor à Vida”) obstinado em fazer justiça na fronteira do Brasil com o Paraguai. Mirando o esquema ilegal chefiado por Gomez (Chico Diaz, da novela “Gabriela”), ele arrisca a vida ao mandar prender criminosos e confiscar bilhões de reais da máfia que impera há décadas na região com a conivência do poder público. Entre seus aliados na trama, estão a procuradora Alice (Paolla Oliveira, também de “Amor à Vida”) e o policial federal Elton (Eduardo Galvão, da série “Questão de Família”). O elenco também inclui Emilio Dantas (novela “Além do Tempo”) e Silvio Guindane (série “Vai que Cola”) no papel de bandidos. O filme chega aos cinemas no dia 21 de abril.

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