Leandro Hassum vai estrelar remake da comédia mexicana Não Aceitamos Devoluções
A comédia mexicana “Não Aceitamos Devoluções”, maior bilheteria de língua espanhola nos cinemas dos EUA em todos os tempos, vai ganhar uma versão brasileira estrelada por Leandro Hassum (“Até que a Sorte nos Separe”). O papel será a primeira oportunidade para o ator interpretar um “galã”, desde que fez a operação para emagrecer. Será também a chance de conferir se humor tem a ver com calorias. A sinopse divulgada indica que a adaptação manterá intacta a premissa do filme original, dirigido e estrelado por Eugenio Derbez, sobre um solteirão namorador que se descobre pai e precisa se desdobrar para cuidar da filha pequena sozinho. No remake, o personagem Valentín vira Juca Valente, mas mantém a característica de seu nome, como alguém que não se considera medroso – mas “cuidadoso”. Dono de um quiosque no litoral de São Paulo, eterno namorador, faz a alegria das turistas do Brasil e do mundo, mas não quer compromisso. Um belo dia, uma ex-namorada americana larga um bebê com ele e some. Juca parte para os Estados Unidos na intenção de devolver a criança, mas o amor pela filha Emma cresce e Juca acaba por se estabelecer em Los Angeles, trabalhando como dublê e vivendo uma eterna aventura junto com Emma. Quando a menina completa seis anos, a mãe, Brenda (Maggie, no original), reaparece e pretende lutar por sua guarda. Mas o destino surpreendente vai mostrar que Juca é muito mais corajoso do que imaginava. Apesar do sucesso internacional, inclusive com exibição no Brasil, o filme mexicano foi considerado medíocre pela crítica americana, com 55% de aprovação no site Rotten Tomatoes. O consenso é que seu sucesso se devia muito à capacidade de Derbez para fazer rir e chorar, apesar do aspecto descaradamente manipulativo da parte final da história. A trama do solteirão que cuida de bebê, que cresce e vira “uma pequena dama”, por sinal, não é exatamente novidade no cinema. A versão nacional tem produção da Total Entertainment, da Fox International Productions e da Alebrije Producciones. A distribuição é da Fox Film do Brasil. Com locações nas cidades de São Paulo, Guarulhos e Guarujá, o longa começa a ser filmado em 22 de setembro, com a direção de André Moraes (“Entrando Numa Roubada”). O roteiro adaptado é assinado por Ana Maria Moretzsohn e Patrícia Moretzsohn, mãe e filha especialistas em telenovelas, que trabalharam juntas na novelinha “Malhação” em 2013. Além de Hassum, o elenco contará com a atriz cubana Laura Ramos (que já filmou no Brasil “Sangue Azul”), Jarbas Homem de Mello (“O Duelo”), Zéu Britto (“Uma Loucura de Mulher”), entre outras participações.
Domingos de Oliveira é o grande vencedor do Festival de Gramado 2016
O drama “Barata Ribeiro, 716”, do veterano cineasta Domingos de Oliveira, foi o vencedor da 44ª edição do Festival de Gramado. E além do Kikito de Melhor Filme, o diretor também conquistou os troféus de Melhor Direção e Trilha Sonora, que ele assinou. Para completar, seu filme ainda rendeu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante para Glauce Guima. A premiação ocorreu na noite de sábado (3/9) e, segundo informações dos grandes portais, manteve o tom político que marcou a abertura do festival, quando foi exibido “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho. Além de discursos e slogans, alguns atores carregavam cartazes de protesto. Teve até faixa da época das “Diretas Já”, numa demonstração anacrônica. E quando o logotipo do Ministério da Cultura, que apoia o evento e o cinema brasileiro, foi exibido, vaias sonoras foram disparadas. Há quatro meses, quando o Ministério foi temporariamente extinto, a classe artística entrou em frenesi, com medo de um apagão cultural, graças ao destino incerto dos financiamentos públicos, e promoveu ocupações de museus e equipamentos culturais para pedir sua volta. O Ministério voltou, o novo ministro garantiu a manutenção dos programas de financiamento. E o que em maio era considerado primordial para a existência da classe, após o afago e a mão estendida passou a ser metaforicamente apedrejado e escarrado, como no poema de Augusto dos Anjos. Nada disso impediu a emocionante consagração de Domingos de Oliveira. O diretor foi ao palco receber seus prêmios amparado por Caio Blat, protagonista de “Barata Ribeiro, 716”, que interpreta um alterego do cineasta, já que a trama é baseada em memórias de sua juventude. Por sofrer de Mal de Parkinson, Oliveira tem dificuldades para caminhar e falar. Seu discurso, ao receber o troféu de Melhor Direção, foi uma contagem até 79, sua idade. “A vida não é curta. É curtíssima”, acrescentou, conforme registro do G1. Na “curta” carreira do cineasta, “Barata Ribeiro, 716” é seu 18º longa-metragem. Foi aplaudido de pé pelo público presente ao Palácio dos Festivais, lotado. O filme se passa na época de um golpe de estado verdadeiro, ao acompanhar o engenheiro e aspirante a escritor Felipe (Caio Blat) numa vida de festas alucinantes, no apartamento que ganhou do seu pai na famosa rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Lá, ele e seus amigos desfrutam de tudo que a liberdade pode oferecer durante o começo dos anos 1960. Liberdade que terminaria com o golpe militar de 1964. A segunda vitória mais aplaudida foi a de Andreia Horta, ao receber o Kikito de Melhor Atriz pelo papel-título de “Elis”, cinebiografia da cantora gaúcha Elis Regina. “Quero agradecer a todos que acreditaram que eu podia fazer esse trabalho”, discursou ela, feliz pelo reconhecimento obtido “aqui, na terra dela, no Sul”. O filme chega aos cinemas em 24 de novembro. “O Roubo da Taça” foi outro destaque da premiação. O filme de Caíto Ortiz rompeu uma tradição de Gramado, que não costuma premiar comédias, e levou quatro estatuetas: Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Roteiro e Melhor Ator para Paulo Tiefenthaler, considerado, segundo o UOL, a zebra da noite, já que as apostas eram em Caio Blat. “Ainda existe preconceito com a comédia, precisa ter timing, não é só ser uma aventura ou um filme de gags. A situação toda é patética e, dentro disso, fizemos um filme bom. Foi um presente, um reconhecimento”, declarou Tiefenthaler ao portal, refletindo sobre o tema da produção: o roubo da Taça Jules Rimet do interior da CBF. “O Silêncio do Céu” levou o prêmio especial do júri. Apesar de protagonizado por Carolina Dieckmann e Leonardo Sbaraglia, o longa de suspense é falado em espanhol, com apenas uma curta cena em português. O filme também já possuiu estreia agendada nos cinemas para breve, no dia 22 de setembro. Entre as premiações de curta-metragem, categoria vencida pelo brasiliense “Rosinha”, de Gui Campos, chamou atenção a lembrança de Elke Maravilha, recentemente falecida, que conquistou um Prêmio Especial do Júri por seu desempenho em “Super Oldboy”, filme que ainda venceu o troféu do público. Confira abaixo a lista completa com todos os prêmios. Vencedores do Festival de Gramado 2016 LONGAS-METRAGENS BRASILEIROS Melhor Filme “Barata Ribeiro, 716”, de Domingos Oliveira Melhor Direção Domingos Oliveira (“Barata Ribeiro, 716”) Melhor Atriz Andréia Horta (“Elis”) Melhor Ator Paulo Tiefenthaler (“O Roubo da Taça”) Melhor Atriz Coadjuvante Glauce Guima (“Barata Ribeiro, 716”) Melhor Ator Coadjuvante Bruno Kott (“El Mate”) Melhor Roteiro Lucas Silvestre e Caíto Ortiz (“O Roubo da Taça”) Melhor Fotografia Ralph Strelow (“O Roubo da Taça”) Melhor Montagem Tiago Feliciano (“Elis”) Melhor Trilha Musical Domingos Oliveira (“Barata Ribeiro, 716”) Melhor Direção de Arte Fábio Goldfarb (“O Roubo da Taça”) Melhor Desenho de Som Daniel Turini, Fernando Henna, Armando Torres Jr. e Fernando Oliver (“O Silêncio do Céu”) Melhor Filme – Júri Popular “Elis”, de Hugo Prata Melhor Filme – Júri da Crítica “O Silêncio do Céu”, de Marco Dutra Prêmio Especial do Júri “O Silêncio do Céu”, pelo domínio da construção narrativa e da linguagem cinematográfica LONGAS-METRAGENS ESTRANGEIROS Melhor Filme “Guaraní”, de Luis Zorraquín Melhor Direção Fernando Lavanderos (“Sin Norte”) Melhor Atriz Verónica Perrotta (“Os Golfinhos Vão para o Leste”) Melhor Ator Emilio Barreto (“Guaraní”) Melhor Roteiro Luis Zorraquín e Simón Franco (“Guaraní”) Melhor Fotografia Andrés Garcés (“Sin Norte”) Melhor Filme – Júri Popular “Esteros”, de Papu Curotto Melhor Filme – Júri da Crítica “Sin Norte”, de Fernando Lavanderos Prêmio Especial do Júri “Esteros”, pela direção delicada e inteligente da história de amor dos atores mirins. CURTAS-METRAGENS BRASILEIROS Melhor Filme “Rosinha”, de Gui Campos Melhor Direção Felipe Saleme (“Aqueles Cinco Segundos”) Melhor Atriz Luciana Paes (“Aqueles Cinco Segundos”) Melhor Ator Allan Souza Lima (“O Que Teria Acontecido ou Não Naquela Calma e Misteriosa Tarde de Domingo no Jardim Zoológico”) Melhor Roteiro Gui Campos (“Rosinha”) Melhor Fotografia Bruno Polidoro (“Horas”) Melhor Montagem André Francioli (“Memória da Pedra”) Melhor Trilha Musical Kito Siqueira (“Super Oldboy”) Melhor Direção de Arte Camila Vieira (“Deusa”) Melhor Desenho de Som Jeferson Mandú (“O Ex-Mágico”) Melhor Filme – Júri Popular “Super Oldboy”, de Eliane Coster Melhor Filme – Júri da Crítica “Lúcida”, de Fabio Rodrigo e Caroline Neves Prêmio Especial do Júri Elke Maravilha (“Super Oldboy”) e Maria Alice Vergueiro (“Rosinha”), pela contribuição artística de ambas Prêmio Aquisição Canal Brasil “Rosinha”, de Gui Campos
Star Trek – Sem Fronteiras é maior estreia da semana
“Star Trek – Sem fronteiras” finalmente pousa no Brasil. Lançado em julho nos EUA, o filme só agora chega a 686 salas do circuito, incluindo 492 telas 3D e todas as 12 Imax. Terceiro filme do novo elenco da franquia, é também o primeiro desde o reboot sem a direção de J.J. Abrams, que foi atraído pela força de “Star Wars”. Em seu lugar, Justin Lin (franquia “Velozes & Furiosos”) injetou mais ação na franquia e, com auxílio de um roteiro bem equilibrado de Simon Pegg (o intérprete de Scotty), também mais humor, além de introduzir uma nova personagem, a alienígena Jaylah, vivida por Sofia Boutella (“Kingsman: Serviço Secreto”), que rouba as cenas. A aventura espacial conquistou a crítica americana, com 83% de aprovação. Mas não saiu do vermelho nas bilheterias, com “apenas” US$ 151 milhões nos EUA. Orçada em US$ 185 milhões, a produção precisa ter bom desempenho internacional para ganhar nova continuação. Mesmo assim, tem um lançamento nacional bem menor que os mais recentes blockbusters que desembarcaram por aqui, inclusive o fracassado “Ben-Hur”. O outro filme americano que chega aos shoppings nesta quinta (1/9) é o terror “O Sono da Morte”. O gênero sempre rende bom público, mas raramente bons filmes. Este não é exceção. O destaque da produção é a presença do ator mirim Jacob Tremblay, revelado em “O Quarto de Jack” (2015), como um órfão que, sem saber, transforma seus sonhos e pesadelos em realidade. Com 30% no Rotten Tomatoes, é um terror para maiores de 14 anos que não assusta ninguém. Em 145 salas. A programação ampla também inclui uma comédia brasileira. Na verdade, são três os lançamentos nacionais da semana, incluindo os títulos de distribuição limitada. Todos são obras de ficção, mas totalmente diferentes uns dos outros. Com melhor distribuição, o besteirol “Um Namorado para Minha Mulher” chega a 414 telas com uma trama típica de comédia brasileira. Ou seja, algo que ninguém jamais faria na vida real. Cansado da mulher chata, o personagem de Caco Ciocler (“Disparos”) decide contratar um homem para conquistá-la e assim conseguir a separação. Mas se arrepende. O problema é que o sedutor exótico (Domingos Montagner, de “Gonzaga: De Pai para Filho”) se apaixona pela mulher do “corno”. A ideia só não é totalmente ridícula por conta da atriz Ingrid Guimarães (“De Pernas pro Ar”), que para encarnar o clichê da mulher chata assume um mau-humor espirituoso, inteligente e divertidíssimo, que vê defeito em tudo e não suporta lugares comuns. Em outras palavras, ela parece crítica de cinema. A direção é de Julia Rezende (“Meu Passado Me Condena” duas vezes – o filme e a continuação). “Aquarius”, por sua vez, encalha em 85 salas. Sempre foi difícil imaginar a pequena Vitrine Filmes distribuir um blockbuster, mas o diretor Kleber Mendonça Filho, cujo filme anterior, “O Som ao Redor” (2012), abriu em 24 telas, não poderá reclamar de perseguição política, pois a classificação etária caiu para 16 anos. De todo modo, seu marketing de viés político, criado por uma postura intransigente de enfrentamento contra o governo, desde a denúncia em Cannes de que “o Brasil não é mais uma democracia” graças a um “golpe de estado”, até a patrulha ideológica contra um crítico da comissão que vai selecionar o candidato brasileiro ao Oscar, tem um lado positivo, ao mostrar inconformismo em apenas realizar o filme. Ao contrário de muitos colegas de profissão, que parecem se contentar em contabilizar os cheques das leis de incentivo para filmar, sem se posicionar diante da invisibilidade das estreias dramáticas nacionais, Filho quer que seu trabalho seja visto. E nisto tem razão. O bom cinema brasileiro merce ser visto. E “Aquarius” é um bom filme, sim, especialmente pela oportunidade que dá ao público de ver Sonia Braga novamente como protagonista, aos 66 anos de idade. É o resgate de uma carreira que estava restrita, nos últimos anos, a pequenas aparições em séries americanas ruins. Seu desempenho evoca a performance consagradora de Fernanda Montenegro em “Central do Brasil” (1998). São papeis completamente diferentes, mas que conduzem e humanizam suas narrativas. Entretanto, pela politização que o cineasta quis dar ao lançamento, é preciso observar mais atentamente a ironia da trama, que mostra Clara, a personagem de Braga, enfrentando as investidas de uma construtora que quer demolir o antigo edifício onde mora, muito bem localizado em Recife, para construir um novo empreendimento. Embora seja fácil puxar a analogia do “golpe” sofrido por Dilma Rousseff num embate contra as forças econômicas, é mais sutil perceber que, na vida real, empresas como a que representa o “mal” no filme foram responsáveis por financiar o projeto populista, alimentado por propinas, corrupção política e construções superfaturadas, que destroçou o patrimônio do país e de todas as Claras do Brasil, nos últimos 13 anos. O fato é que o cinema militante não reflete sutilezas, tanto que só um drama brasileiro recente foi capaz de evitar as armadilhas do maniqueísmo e do proselitismo para retratar um quadro mais complexo da situação política, econômica e social do país: “Casa Grande” (2014), de Fellipe Barbosa. Quanto mais o tempo passa, melhor e mais representativo aquele filme se torna do Brasil contemporâneo. Ocupando 15 telas, a terceira estreia nacional é “Rondon, O Desbravador”, de Marcelo Santiago (por coincidência, codiretor do mitológico “Lula, o Filho do Brasil”) e do estreante Rodrigo Piovezan. Pode-se até considerá-lo o oposto político de “Aquarius”, por apresentar um ufanismo como não se via desde o auge da ditadura militar. Cinebiografia do Marechal Rondon, que desbravou as florestas brasileiras para levar o telégrafo (a internet do final do século 19) ao sertão, o longa evita todas as polêmicas possíveis para apresentá-lo como herói, responsável pela integração pacífica dos índios na civilização brasileira. Claro que sua defesa da ocupação do país “do Oiapoque ao Chuí” levou à desapropriação de terras indígenas, iniciou o desmatamento em massa, realocou tribos e as infectou com doenças, mas nada disso é relatado pela trama, que parte de um encontro fictício do velho militar (Nelson Xavier, de “Chico Xavier”) com um jornalista para recordar seus grandes feitos. O pôster, com bandeira tremulando e continências militares, ilustra perfeitamente o estilo de Educação Moral e Cívica da produção. A programação se completa com dois lançamentos europeus limitados, que exploram o humor em tons diversos. “Loucas de Alegria”, do italiano Paolo Virzì (“A Primeira Coisa Bela”), leva a 14 salas a história de amizade entre duas mulheres, que fogem de um hospital psiquiátrico em busca de um pouco de felicidade. Divertido, terno e belo nas doses certas. A menor distribuição da semana cabe a “A Comunidade”, do dinamarquês Thomas Vinterberg (“A Caça”), com exibição em seis telas. É outro ótimo filme, que ironiza o espírito comunal dos anos 1970. A trama parte de um casal típico da década mais liberal de todas, que resolve convidar estranhos a compartilhar de sua casa espaçosa. Quando seu casamento entre em crise, eles têm que lidar com amantes e votações coletivas para determinar como viver no próprio lar. Trine Dyrholm (“Amor É Tudo o que Você Precisa”), intérprete da esposa, foi premiada como Melhor Atriz no Festival de Berlim deste ano.
Blunt Talk: Patrick Stewart mostra sua arrogância refinada no trailer da 2ª temporada
O canal pago americano Starz divulgou o trailer da 2ª temporada da série de comédia “Blunt Talk”, estrelada por Patrick Stewart (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”). A prévia continua a dar mostras do humor negro do texto de Jonathan Ames (criador da série “Bored to Death”), ao trazer Stewart como um jornalista inglês arrogante e prepotente, que faz sucesso na TV americana. Criada por Ames e produzida por Seth MacFarlane (“Ted”), a atração gira em torno de Walter Blunt (Stewart), apresentador britânico de um programa de entrevistas da TV americana, que acredita ter a missão de transmitir a sua sabedoria e orientação sobre como os americanos devem viver, pensar e se comportar. O elenco ainda conta com Jacki Weaver (“O Lado Bom da Vida”), Adrian Scarborough (série “Edge of Heaven”), Dolly Wells (série “Doll & Em”) e Timm Sharp (série “Enlightened”). Entusiasmado com o projeto o Starz encomendou duas temporadas de uma vez. A 2ª temporada, com 10 novos episódios, estreia em 2 de outubro nos EUA.
Thor: Vídeo revela onde estava o Deus do Trovão durante a Guerra Civil
A Marvel divulgou um divertido vídeo para explicar a ausência de Thor em “Capitão América: Guerra Civil”. Exibido originalmente na San Diego Comic-Con, ele agora chega oficialmente ao YouTube (sem legendas), revelando o que o Deus do Trovão fez durante a luta dos super-heróis do filme passado. Em tom de documentário, o vídeo revela que Thor, vivido por Chris Hemsworth, ficou morrendo de tédio, levando uma vida pacata na Austrália, enquanto os outros heróis brigavam entre si. Em busca de experiências com “pessoas comuns”, ele divide um pequeno apartamento com um rapaz chamado Darryl Jacobson, com direito a um pequeno berço para colocar Mjolnir, seu machado, para dormir. Mas isso não significa que tenha deixado de pensar nas batalhas, criando um quadro elaborado para reunir todas as informações disponíveis sobre o vilão Thanos, como, por exemplo, que “ele não gosta de ficar em pé”. O vídeo ainda conta com participação de Mark Ruffalo, intérprete de Hulk, que estará no filme “Thor: Ragnarok”. O humor, por sinal, lembra um trabalho anterior do diretor do próximo longa de Thor, Taika Waititi, que também assina essa brincadeira. Trata-se do falso documentário de vampiros “What We Do In the Shadows”, considerado Melhor Filme do Festival de Stieges e da Sessão Midnight Madness do Festival de Toronto em 2014. Por sua vez, “Thor: Ragnarok” tem estreia prevista para 26 de outubro no Brasil, uma semana antes do lançamento nos EUA.
Gene Wilder (1933- 2016)
Morreu o ator americano Gene Wilder, um dos comediantes mais populares e influentes da década de 1970, que interpretou Willy Wonka no clássico “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (1971), o personagem-título de “O Jovem Frankenstein” (1974) e inúmeros outros personagens marcantes, numa carreira repleta de sucessos. Ele faleceu na segunda (29/8) devido a complicações decorrentes do Alzheimer, aos 83 anos em Stamford, no Estado de Connecticut. Seu nome verdadeiro era Jerome Silberman. Ele nasceu em 1933, em Wisconsin, e a inspiração para seguir a vida artística veio aos 8 anos de idade, quando o médico de sua mãe, diagnosticada com febre reumática, o chamou num canto e lhe deu a receita para a saúde de sua mãe: “Faça-a rir”. Jerome só foi virar Gene aos 26 anos, pegando emprestado o nome do personagem Eugene Gant, dos romances de Thomas Wolfe, para fazer teatro. Ele participou de várias montagens na Broadway, antes de estrear no cinema como um refém no clássico filme de gângsteres “Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas” (1967). Mas foi outro filme do mesmo ano, “Primavera para Hitler” (1967), que determinou o rumo da sua carreira. Vivendo um jovem contador, que se associava a um produtor picareta de teatro para montar a pior peça de todos os tempos, Wilder construiu seu tipo cinematográfico definitivo – tímido, compenetrado, mas atrapalhado o suficiente para causar efeito oposto à sua seriedade, fazendo o público rolar de risada. Até a sisuda Academia de Artes e Ciências Cinematográficas sorriu para ele, com uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. “Primavera para Hitler” venceu o Oscar de Melhor Roteiro de 1968 e inaugurou a bem-sucedida parceria do ator com o diretor e roteirista Mel Brooks. Os dois ainda fizeram juntos “Banzé no Oeste” (1974) e “O Jovem Frankenstein” (1974), que figuram entre os filmes mais engraçados da década de 1970. O primeiro era uma sátira de western e o segundo homenageava os filmes de horror da Universal dos anos 1930, inclusive na fotografia em preto e branco. Com “O Jovem Frankenstein”, Wilder também demonstrou um novo talento. Ele foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro pelo filme, que coescreveu com Brooks. Muitas das piadas que marcaram época surgiram de improvisações que ele inclui no filme, em especial seus confrontos com o impagável Mary Feldman, conhecido pelos olhos tortos, no papel de Igor. Seu sucesso com o público infantil, por sua vez, jamais superou sua aparição em “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (1971), como o alegre mas misterioso Willy Wonka, num show de nuances que manteve o público hipnotizado, como um mestre de picadeiro. Mesmo assim, a idolatria das crianças de outrora também vem de seu papel como a Raposa, que roubou a cena de “O Pequeno Príncipe” (1974). Mas Wilder também fez filmes “cabeças”, trabalhando com Woody Allen em “Tudo o Que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo e Tinha Medo de Perguntar” (1972), e com o diretor de teatro Tom O’Horgan (responsável pelas montagens de “Hair” e “Jesus Cristo Superstars”) na adaptação de “Rhinoceros” (1974), de Eugene Ionesco, um clássico do teatro do absurdo. Tantas experiências positivas o inspiraram a passar para trás das câmeras. Ele escreveu e dirigiu “O Irmão mais Esperto de Sherlock Holmes” (1975), sátira ao personagem de Arthur Conan Doyle, em que voltou a se reunir com seus colegas de “O Jovem Frankenstein”, Madeline Kahn e Marty Feldman. O sucesso da empreitada o fez repetir a experiência em “O Maior Amante do Mundo” (1977), em que viveu um rival de Rodolfo Valentino, no auge do Cinema Mudo. Entre um e outro, acabou atuando em outro grande sucesso, “O Expresso de Chicago” (1976), filme do também recém-falecido Arthur Hiller. Com referências aos suspenses de Alfred Hitchock, o filme combinou ação e humor de forma extremamente eficaz, a ponto de inspirar um subgênero, caracterizado ainda por uma parceria incomum. O segredo da fórmula era pura química. A química entre Wilder e seu parceiro em cena, Richard Pryor, responsáveis pelo estouro do primeiro “buddy film” birracial de Hollywood – tendência que logo viraria moda com “48 Horas” (1982), “Máquina Mortífera” (1987), “A Hora do Rush” (1998) e dezenas de similares. Logo depois, ele fez uma parceria ainda mais inusitada, cavalgando com Harrison Ford em “O Rabino e o Pistoleiro” (1979), penúltimo filme da carreira do mestre Robert Aldrich. Wilder ainda voltou a se reunir com Pryor mais três vezes. O reencontro, em “Loucos de Dar Nó” (1980), foi sob direção do célebre ator Sidney Poitier, que logo em seguida voltou a dirigi-lo em “Hanky Panky, Uma Dupla em Apuros” (1982), coestrelado por Gilda Radner. O ator acabou se apaixonando pela colega de cena e os dois se casaram em meio às filmagens de seu filme seguinte, o fenômeno “A Dama de Vermelho” (1984). Foi o terceiro casamento do ator, mas o primeiro com uma colega do meio artístico. Escrito, dirigido e estrelado por Wilder, “A Dama de Vermelho” marcou época e transformou a então desconhecida Kelly LeBrock, intérprete da personagem-título, numa dos maiores sex symbols da década – “A Mulher Nota Mil”, como diria o título de seu trabalho seguinte – , graças a uma recriação ousada da cena do vestido de Marilyn Monroe em “O Pecado Mora ao Lado” (1955). O estouro foi também musical. A trilha sonora, composta por Stevie Wonder, dominou as paradas graças ao hit “I Just Call to Say I Love You”, que, por sinal, venceu o Oscar de Melhor Canção. Bem-sucedido e respeitado como um artista completo, Wilder voltou a se multiplicar na frente e atrás das câmeras com “Lua de Mel Assombrada” (1986). O título também era uma referência à seu recente casamento com Radner, a atriz principal da trama. O tom da produção lembrava suas antigas comédias com Mel Brooks, mas as filmagens acabaram marcadas por uma notícia triste: Gilda Radner descobriu que tinha câncer. Durante o tratamento, o casal chegou a comemorar a remissão da doença. Aliviado, Wilder filmou uma de suas comédias mais engraçadas, “Cegos, Surdos e Loucos” (1989), seu terceiro encontro com Pryor, novamente dirigido por Hiller, em que os dois vivem testemunhas de um crime. O problema é que o personagem de Wilder é mudo e o de Pryor é cego. Radner morreu uma semana após a estreia e Wilder nunca recuperou seu bom-humor. Fez seu filme de menor graça, “As Coisas Engraçadas do Amor” (1990), dirigido por Leonard Nimoy (o eterno Sr. Spock), e em seguida encerrou a carreira cinematográfica, compartilhando sua despedida com o amigo Richard Pryor, em “Um Sem Juízo, Outro Sem Razão” (1991), no qual viveu um louco confundido com milionário. Ele se casou novamente em 1991, mas manteve viva a memória da esposa ao ajudar a fundar um centro de diagnóstico de câncer em Los Angeles com o nome de Gilda Radner. Profissionalmente, ainda tentou emplacar uma série na TV, “Something Wilder”, que durou só 15 episódios entre 1994 e 1995, e seguiu fazendo pequenos trabalhos esporádicos na televisão. Por conta de uma de suas últimas aparições na telinha, na 5ª temporada de “Will & Grace”, exibida em 2003, ele venceu o Emmy de Melhor Ator Convidado em Série de Comédia. Dois anos depois, ninguém o convidou a participar do remake de “A Fantástica Fabrica de Chocolate” (2005), dirigido por Tim Burton e com Johnny Depp em seu famoso papel. Ele resumiu sua opinião sobre o filme dizendo: “É um insulto”. Tampouco foi lembrado pelos responsáveis por “Os Produtores” (2005), versão musical de “Primavera para Hitler”. Hollywood o esqueceu completamente. Um dos maiores talentos humorísticos que o cinema já exibiu. “Um dos verdadeiros grandes talentos dos nossos tempos. Ele abençoou cada filme que fizemos com sua mágica e me abençoou com sua amizade”, definiu Mel Brooks em sua conta no Twitter.
Comédia feminina vai juntar Scarlett Johnsson, Demi Moore, Kate McKinnon e Zoe Kravitz
O elenco da comédia “Rock That Body” foi fechado e promete virar cabeças. Mas o objetivo da produção da Sony Pictures é mesmo fazer rir. Para começar, a premissa envolve cinco amigas que alugam uma casa de praia em Miami para um fim de semana de despedida de solteira e, acidentalmente, matam um stripper. O ótimo elenco inclui Scarlett Johansson (“Capitão América: Guerra Civil”), Demi Moore (“Striptease”), Kate McKinnon (“Caça-Fantasmas”), Jillian Bell (“Goosebumps”), Ilana Glazer (série “Broad City”) e Zoë Kravitz (“Mad Max: Estrada da Fúria”). As filmagens começaram na semana passada, com direção de Lucia Aniello, que também escreveu o roteiro em parceria com Paul W. Downs (ambos da série “Broad City”). O filme tem previsão de estreia para 23 de junho de 2017 nos cinemas americanos.
Café Society é um filme apaixonante de Woody Allen
Interessante perceber a tendência mais amena e romântica que Woody Allen tem conferido a suas obras recentes, desta década em particular. De “Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos” (2010) ao novo “Café Society” (2016), apenas “Blue Jasmine” (2013) se destaca como uma obra essencialmente amarga em relação à vida, além de contar com um senso de humor menos presente do que os demais. Mesmo um filme como “Homem Irracional” (2015) traz a história de um homem que passa a ver sentido em sua vida depois de encontrar motivações não muito recomendáveis. “Café Society” tem sido recebido com muito mais entusiasmo pela crítica internacional do que os três trabalhos anteriores do diretor, mas não significa que seja uma das obras mestras do velho Woody. Claro que é muito bom ouvir a voz do próprio diretor contando a história, assim como é adorável ter um objeto de desejo como Vonnie, vivida por Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”). Nem sempre uma unanimidade, Kristen se mostra como a razão de ser não apenas da vida do jovem Bobby (Jesse Eisenberg, de “Batman vs. Superman” e mais um a assimilar os trejeitos de Allen em outro de seus alter-egos), mas do próprio filme, embora mais à frente vejamos a Veronica de Blake Lively (também em cartaz em “Águas Rasas”) representando a estabilidade emocional necessária para o protagonista. Um dos problemas de “Café Society” é a tentativa de Allen em construir uma fauna generosa de tipos que acaba atropelando e atrapalhando a trama principal, ou seja, a ciranda de amores. Assim, todas as questões envolvendo a máfia nova-iorquina tornam o filme menos interessante, embora se destaquem alguns diálogos afiados, como o fato de o Judaísmo não ter a vida após a morte em seus dogmas, passando, assim, a perder pontos para o Catolicismo. Porém, mesmo com essa irregularidade, o novo trabalho de Allen conta com uma fotografia de Vittorio Storaro tão especial que vale a pena ser destacada como uma das mais importantes dos filmes de Allen dos últimos 20 anos, pelo menos. Conhecido por sua brilhante parceria com Bernardo Bertolucci (em especial, “O Último Imperador”), o veterano diretor de fotografia, vencedor de três Oscars, homenageia os filmes das décadas de 1930-40, especialmente nos close-ups de Kristen Stewart, trazendo uma espécie de véu sobre sua imagem, dando-lhe um ar de semideusa. O belo uso da luz no filme é percebido logo de cara, com tonalidades que variam de cores dessaturadas, em Nova York, para cores mais quentes, nas cenas passadas em Hollywood. “Café Society” é mais uma história sobre como as paixões acabam gerando memórias, ao mesmo tempo agradáveis e dolorosas, além de tornarem as pessoas mais fortes, como acontece com Bobby, depois de ter conhecido Vonnie. O reencontro dos dois em Nova York pode ser visto como o grande momento do filme, bem como as cenas que marcam sua conclusão. Na nova obra agridoce de Allen, não há espaço para um final exatamente feliz, como no adorável e subestimado “Magia ao Luar” (2014), mas um sorriso triste de quem pode se satisfazer com o rumo dos acontecimentos, trazidos por escolhas pessoais. Dependendo do estado do espectador, é possível sair do cinema suspirando e lembrando aquela paixão que marcou sua vida, e este é um feito e tanto para qualquer filme.
Pets – A Vida Secreta dos Bichos é a maior estreia de uma boa semana para ir ao cinema
A programação dos cinemas está bem animada nesta semana. A animação “Pets – A Vida Secreta dos Bichos” é a maior estreia, mas todas as opções oferecem bom entretenimento. São menos lançamentos, mas melhores que a média do ano. Cinco filmes capazes de agradar diferentes faixas etárias, e quatro deles com distribuição ampla. “Pets – A Vida Secreta dos Bichos” chega ao Brasil em 1.105 salas (das quais 583 são telas 3D e sete IMAX), mais de um mês após quebrar recorde de estreia nos EUA. Trata-se de novo acerto da Illumination, o estúdio de “Meu Malvado Favorito” (2010) e “Minions” (2015). Com 76% de aprovação no site Rotten Tomatoes, a animação imagina como é o cotidiano dos bichos de estimação, quando os donos os deixam sozinhos em casa, e extrapola a premissa para uma aventura nas ruas perigosas da cidade grande. Os personagens são fofos, a história envolvente e as piadas mais engraçadas que as comédias atuais. Apesar da concentração de telas pelo título de censura livre, os suspenses “Águas Rasas” e “Nerve – Um Jogo sem Regras” também chegam aos principais shoppings do país com boa distribuição – respectivamente, em 393 e 322 salas. Ambos investem na tensão, mas o primeiro, que gira em torno de uma surfista (Blake Lively, de “A Incrível História de Adaline”) atacada por tubarão, é mais efetivo. A premissa simples esconde um thriller excepcional, que rendeu os mesmos 76% de “Pets” no Rotten Tomatoes. Mais complexo, “Nerve” busca inspiração no vício das redes sociais e games online para colocar sua protagonista (Emma Roberts, da série “Scream Queens”) num jogo movido a adrenalina, que tende a terminar de forma fatal. Mesmo com alguns furos no roteiro, alcançou 61% de aprovação. A nova comédia de Woody Allen, “Café Society”, estreia em 112 salas. E é um dos bons filmes do velho mestre, que vem encantando desde sua première na abertura do Festival de Cannes. Aprovado por 70% da crítica americana, a produção também é um novo exercício de nostalgia do cineasta, que usa seu alter-ego, desta vez vivido por Jesse Eisenberg (“Batman vs. Superman”), para visitar o glamour da era de ouro de Hollywood e a época do Café Society nova-iorquino – nome dado tanto a um nightclub quanto à geração elegante que passou a se reunir com os amigos e realizar festas em lugares públicos no começo do século 20. Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”) e novamente Blake Lively representam as atrações exercidas por cada um desses estilos de vida. Único lançamento com distribuição limitada, a comédia francesa “Lolo – O Filho da Minha Namorada” alcança apenas 23 telas e a menor cotação entre a crítica nos EUA – 50%. Escrito, dirigido e estrelado por Julie Delpy (da trilogia “Antes do Amanhecer”) com boa dose de humor negro, mostra como um filho mimado (Vincent Lacoste, de “O Diário de Uma Camareira”) é capaz de sabotar o namoro de sua mãe. O resultado é uma comédia romântica pouco convencional e pouco verossível, mas perspicaz em sua perspectiva feminina.
Superstore: Empregados da série entram em greve no trailer da 2ª temporada
A rede americana NBC divulgou o trailer da 2ª temporada de “Superstore”, que traz os empregados da loja que lhe título em greve. Claro que isso gera tentativas frustradas de repressão, que acabam servido de piadas. Criada por Justin Spitzer (produtor da série “The Office”), “Superstore” é, como “The Office”, uma sitcom de ambiente de trabalho. A trama acompanha funcionários variados de uma grande loja americana, que vende de tudo e precisa lidar com um cotidiano repleto de emoções – desde raivosos caçadores de promoções, vendas que causam motins e sessões de treinamento intermináveis. O elenco inclui America Ferrera (série “Ugly Betty”), Ben Feldman (série “Silicon Valley”), Mark McKinney (série “Man Seeking Woman”), Lauren Ash (série “Super Fun Night”), Colton Dunn (série “Key and Peele”), Nichole Bloom (série “Shameless”) e Nico Santos (“Segurança de Shopping 2”). A 2ª temporada de “Superstore” estreia em 22 de setembro nos EUA.
Cobie Smulders vai voltar às séries em atração cômica do diretor de Vizinhos
A atriz Cobie Smulders (“Os Vingadores”) vai voltar ao mundo das séries, dois anos após o final de “How I Met Your Mother”. Ela se juntou a Keegan-Michael Key (série “Key and Peele”), Annie Parisse (série “Vinyl”), Nat Faxon (série “Married”), Fred Savage (série “The Grinder”) e Jae Suh Park (“A Grande Aposta”) no elenco de “Friends From College”, série criada pelo cineasta Nicholas Stoller (“Vizinhos”) para o Netflix. A série vai girar em torno de um grupo de amigos que estudou junto em Harvard e agora está na cada dos seus 40 anos, passando por uma escala variada de sucesso, ou de fracasso, tanto profissional quanto pessoalmente. Focando nas relações entrelaçadas e muitas vezes complicadas desses amigos, a série vai explorar, em tom de comédia, o significado de antigas amizades e de antigos casos românticos, e como equilibrar a vida adulta com a nostalgia do passado. A premissa já foi tentada antes na TV aberta, em séries como “Reunion” (2005), com flashbacks e um mistério criminal, “The Class” (2007), com humor e um elenco de peso (Jon Bernthal, Lizzy Caplan, Jason Ritter, Lucy Punch, Jesse Tyler Ferguson, etc), e “My Generation” (2010), mais dramática. Todas elas foram canceladas ainda na 1ª temporada. Stoller, que é mais conhecido por seus trabalhos no cinema, já criou uma série de sucesso na TV aberta americana, “The Carmichael Show”, renovada para a 3ª temporada na rede NBC. Mas, como produtor, também compartilhou do cancelamento de “The Grinder” na Fox. Além de produzir “Friends From College”, Stoller vai dirigir todos os oito episódios e dividir os roteiros da 1ª temporada completa com sua mulher, Francesca Delbanco.
Will Ferrell e John C. Reilly farão comédia como Sherlock Holmes e Watson
Will Ferrell vai viver Sherlock Holmes numa comédia que voltará a reuni-lo com John C. Reilly e o diretor Etan Cohen. Segundo o site Deadline, o projeto estava sendo desenvolvido há algum tempo, até chegar na configuração atual e ganhar o sinal verde da Sony Pictures. Intitulado “Sherlock and Watson”, o filme se passará na Inglaterra vitoriana e terá Reilly como o Dr. John Watson, o fiel assistente de Holmes. Será a terceira comédia da dupla, que inaugurou a parceria há dez anos com “Ricky Bobby – A Toda Velocidade” (2006) e obteve grande sucesso com “Quase Irmãos” (2008). O roteiro foi escrito por Cohen, que dirigiu Ferrell na recente – e medíocre – comedia “O Durão” (2015). Sherlock Holmes já rendeu diversas comédias anteriormente, mas poucas marcaram época. Entre as melhores, estão “A Vida Íntima de Sherlock Holmes” (1970), do mestre Billy Wilder, “O Irmão mais Esperto de Sherlock Holmes” (1975), de Gene Wilder, e “Sherlock & Eu” (1988), com Michael Caine. Prestes a completar 130 anos, Sherlock Holmes continua popular até hoje, podendo ser visto atualmente em duas séries, a britânica “Sherlock” e a americana “Elementary”, e ainda deve ganhar um terceiro filme estrelado por Robert Downey Jr., cujo projeto está em desenvolvimento.
Arthur Hiller (1923 – 2016)
Morreu o cineasta Arthur Hiller, que em sua longa carreira foi capaz de levar o público às lágrimas, com “Love Story – Uma História de Amor” (1970), e ao riso farto, com muitas e muitas comédias. Ele também presidiu a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas nos anos 1990, e veio a falecer nesta quarta-feira (17/8) de causas naturais aos 92 anos de idade. Nascido em 22 de novembro de 1923, em Edmonton, no Canadá, Hiller começou sua carreira de diretor com “Se a Mocidade Soubesse” (1957), um drama romântico moralista, sobre jovens de diferentes classes sociais que querem se casar após o primeiro encontro, estrelado pelo então adolescente Dean Stockwell. E, durante seus primeiros anos na profissão, alternou sua produção cinematográfica com a direção de múltiplos episódios de séries clássicas, como “Alfred Hitchcock Apresenta”, “Os Detetives”, “Cidade Nua”, “Rota 66”, “O Homem do Rifle”, “Gunsmoke”, “Perry Mason” e “A Família Addams”. A situação só foi mudar a partir do sucesso de suas primeiras comédias românticas, “Simpático, Rico e Feliz” (1963) e “Não Podes Comprar Meu Amor” (1964), ambas estreladas por James Garner. Após repetir as boas bilheterias com “A Deliciosa Viuvinha” (1965), com Warren Beatty, e “Os Prazeres de Penélope” (1966), com Natalie Wood, ele passou a se dedicar exclusivamente ao cinema. Hiller se especializou em comédias sobre casais atrapalhados, atingindo o auge com “Forasteiros em Nova York” (1970), escrito por Neil Simon, em que a mudança de Jack Lemmon e Sandy Dennis para Nova York dá hilariamente errada, mas também soube demonstrar desenvoltura em outros gêneros, enchendo de ação o clássico de guerra “Tobruk” (1967), com Rock Hudson e George Peppard, e, claro, fazendo chover lágrimas com “Love Story” (1970). “Love Story” foi um fenômeno digno de “Titanic” (1997), com filas, cinemas lotados e muito choro. A história do casal apaixonado, vivido por Ali MacGraw e Ryan O’Neal, é considerada uma das mais românticas do cinema (entrou no Top 10 do American Film Institute), mas também uma das mais trágicas. Opostos em tudo, O’Neal vivia Oliver, um estudante atlético e rico de Direito, enquanto MacGraw era Jenny, uma estudante de Música pobre. Os dois se conhecem na faculdade e conseguem ver, além das diferenças óbvias, tudo o que tinham em comum para compartilhar. Mas o casamento não é bem visto pela família rica do noivo, que corta Oliver de sua herança, deixando o casal desamparado quando ele descobre que Jenny tem uma doença terminal – leuquemia. A popularidade do filme também rendeu reconhecimento a Hiller, que foi indicado ao Oscar de Melhor Direção. Mas ele não quis se envolver com o projeto da continuação, “A História de Oliver” (1978). Em vez disso, preferiu rir das histórias de doença em sua obra seguinte, “Hospital” (1971), que lhe rendeu o Prêmio Especial do Juri no Festival de Berlim. A comédia acabou vencendo o Oscar de Melhor Roteiro, escrito por Paddy Chayefsky, considerado um dos melhores roteiristas de Hollywood, com quem o diretor já tinha trabalhado no começo da carreira, em “Não Podes Comprar Meu Amor”. A melhor fase de sua carreira também contou com “Hotel das Ilusões” (1971), seu segundo longa escrito pelo dramaturgo Neil Simon, “O Homem de la Mancha” (1972), versão musical de “Dom Quixote”, com Peter O’Toole e Sofia Loren, e o polêmico drama “Um Homem na Caixa de Vidro” (1975), sobre um nazista procurado que se disfarça de judeu rico em Nova York – que rendeu indicação ao Oscar de Melhor Ator para o austríaco Maximilian Schell. Mas apesar dos desvios, comédias continuaram a ser seu gênero preferido. Ele chegou, por sinal, a lançar uma das mais bem-sucedidas duplas cômicas de Hollywood, juntando Gene Wilder e Richard Pryor em “O Expresso de Chicago” (1976). O cineasta voltou a dirigir a dupla em outro grande sucesso, a comédia “Cegos, Surdos e Loucos” (1989), e perfilou um verdadeiro “quem é quem” do humor em filmes como “Um Casamento de Alto Risco” (1979), com Peter Falk e Alan Arkin, “Uma Comédia Romântica” (1983), com Dudley Moore, “Rapaz Solitário” (1984), com Steve Martin, “Que Sorte Danada…” (1987), com Bette Midler, e “Milionário num Instante” (1990), com Jim Belushi. Hiller, que também dirigiu cinebiografias (“Frenesi de Glória”, em 1976, e “Ânsia de Viver”, em 1992) e até um filme de horror (“Terrores da Noite”, em 1979), deixou muitas marcas no cinema, inclusive em produções nem tão famosas. Exemplo disso é “Fazendo Amor” (1982), um dos primeiros filmes a mostrar de forma positiva um gay que sai do armário e termina seu casamento para procurar encontrar o amor com outros homens. Após dominar as bilheterias das décadas de 1970 e 1980, o diretor conheceu seus primeiros fracassos comerciais nos anos 1990. O período coincidiu com seu envolvimento com a organização sindical da indústria. Ele presidiu o Sindicato dos Diretores de 1989 a 1993 e a Academia de 1993 a 1997. E não foram poucos fracassos, a ponto de fazê-lo desistir de filmar. A situação tornou-se até tragicômica por conta de “Hollywood – Muito Além das Câmeras” (1997), longa sobre os bastidores de um filme ruim, que explorava a conhecida prática de Hollywood de creditar ao pseudônimo Alan Smithee qualquer filme renegado por seu diretor. Pois Hiller renegou o trabalho, escrito pelo infame Joe Eszterhas (“Showgirls”), que virou metalinguisticamente a última obra de Alan Smithee no cinema – depois disso, o Sindicato dos Diretores proibiu que a prática fosse mantida. Ele ganhou um prêmio humanitário da Academia em 2002, em reconhecimento a seu trabalho junto à indústria cinematográfica, e a volta à cerimônia do Oscar o animou a interromper sua já evidente aposentadoria para filmar um último longa-metragem, nove anos após seu último fracasso. Estrelado pelo roqueiro Jon Bon Jovi, “Pucked” (2006), infelizmente, não pôde ser creditado a Alan Smithee. Hiller teve uma vida longa e discreta, estrelando sua própria love story por 68 anos com a mesma mulher, Gwen Hiller, com quem teve dois filhos. Ela faleceu em junho. Ele morreu dois meses depois.












