Tal Mãe, Tal Filha é um pastelão francês com a cereja de Juliette Binoche
Tem cara de pastelão o início do longa-metragem “Tal Mãe, Tal Filha”, de Noémie Saglio (“Beijei Uma Garota”). E é. O pôster de divulgação do filme já dá uma ideia do que vem pela frente, ao mostrar as duas protagonistas grávidas. A mãe, Mado, vivida por Juliette Binoche (“Ghost in the Shell”), praticamente troca de papel com a filha, Avril (Camille Cottin, de “Aliados”). Enquanto a moça, aos 30 anos, é casada, tem emprego fixo e é responsável, a mãe vive de favor na casa da filha, é bagunceira e tem comportamento de adolescente no modo de se vestir e de agir. A cena dela mascando chiclete no supermercado mostra bem isso. Até que um dia Avril anuncia que está grávida e Mado alega que não está pronta para ser avó. Em cena também está o pai de Avril e ex-marido de Mado, personagem vivido por Lambert Wilson, de “Sobre Amigos, Amor e Vinho” e “Homens e Deuses”, que acaba originando a segunda gravidez da história. A diretora Noémie Saglio, que escreveu o roteiro ao lado de Agathe Pastorino, teve a ideia da trama lendo revistas femininas, nas quais havia histórias sobre mães e filhas engravidando ao mesmo tempo. Ou seja, embora pareça surreal, o comportamento é mais comum (e real) do que parece. O que não me parece comum, porém, é a maneira de agir da mãe. Binoche, uma das atrizes francesas mais cobiçadas por renomados diretores – ela já filmou, por exemplo, com o iraniano Abbas Kiarostami, o alemão Michael Haneke e o polonês Krzysztof Kieslowski – parece um pouco desconfortável no papel da mãe bancando a adolescente. A plateia, assim, não compra a personagem de primeira. É preciso insistência pra ir se convencendo aos poucos. É difícil, mas rir de comédias pastelões – principalmente quando já se é mãe, no caso desta trama – não faz mal a ninguém.
Kiki – Os Segredos do Desejo diverte com fetiches sexuais
O desejo sexual assume formas e manifestações surpreendentes, inesperadas, bizarras. Em tempos de uma moral estreita e rígida, baseada na noção de normalidade, as variações sexuais eram chamadas de desvios sexuais e, claro, condenadas. A partir do momento em que se passou a estudá-las, para além dos julgamentos morais, elas ganharam um nome técnico: parafilias. Uma forma de desejar que está fora da expectativa ou da norma. Para vem do grego, significa “fora de” e filia se refere ao amor. Ainda implica um problema a ser resolvido, mas agora na esfera da saúde. É de diversidade que se trata, este um conceito mais aberto e contemporâneo. E quanta diversidade há neste mundo! Se você duvida, vá ver “Kiki – Os Segredos do Desejo”, uma boa comédia espanhola, que explora em seus personagens algumas formas de excitação pouco usuais, como o tesão por gente chorando, dormindo, ao sofrer a violência de um assalto, a atração por plantas ou por tocar em tecidos de seda, para chegar ao orgasmo. Também estão lá fetiches mais conhecidos, como o dos pés ou do ato de ser urinado, mas nomes como dacrifilia, sonofilia, hifefilia, harpaxofilia, convenhamos, não fazem parte do vocabulário cotidiano, nem dos especialistas da área da sexualidade. Ao potencializar o mais bizarro e exagerado ou, pelo menos, novidadeiro, o filme do diretor Paco León, remake espanhol do australiano “A Pequena Morte” (2014), consegue nos provocar mais e produzir risos. Quanto mais estranho, melhor, para comprovar a tese de que a diversidade é infinita e todas as formas existentes têm o direito de se expressar e de serem acolhidas na sociedade. Foi-se o tempo do pecado e da exclusão. Há que se celebrar essa diversidade toda e, como o filme acaba demonstrando, é possível conviver com isso numa boa e até se dar bem. Talvez não em todos os casos, há situações arriscadas, perigosas e ilegais. Mas sempre se pode dar um jeitinho de acomodar as coisas e simbolizar, em vez de concretizar. Fica até mais divertido. Há um detalhe a apontar. “Kiki” inclui personagens com deficiência de um modo muito positivo, nessa ciranda sexual, sem esforço para ser politicamente correto. Quando se veem todas as pessoas como seres humanos e como cidadãos plenos de direitos, tudo se torna mais adequado no tratamento das tramas. Para fazer humor, não é preciso atropelar direitos nem ofender pessoas ou categorias. Preconceito não tem graça. “Kiki” é inteligente, aberto e bem feito. Um vasto elenco de maioria bem jovem traz um frescor à narrativa, que torna o filme simpático e envolvente. O próprio diretor Paco León, que é também roteirista e ator do filme, tem apenas 42 anos e vem de uma família de artistas. Tem muito a nos oferecer pela frente.
Richard Linklater volta aos anos 1980 com o divertido Jovens, Loucos e Mais Rebeldes
A filmografia de Richard Linklater é bem irregular. O homem que dirigiu obras tão intensas quanto a trilogia “Antes do Amanhecer” (1995), “Antes do Pôr-do-Sol” (2004) e “Antes da Meia-Noite” (2013) tem em seu currículo alguns filmes inexpressivos e que muitas vezes passam batido. Porém, não dá pra dizer que ele seja um diretor sem uma marca autoral. Uma das características de seus filmes, como dá para perceber pela citada trilogia, é a preocupação com a passagem do tempo, em pensar sobre o tempo como algo fugaz e por isso mesmo tão valioso. “Jovens, Loucos e Mais Rebeldes” (Everybody Wants Some, 2016) é uma continuação espiritual de “Jovens, Loucos e Rebeldes” (Dazed and Confused, 1993), que mostrava as aventuras de um grupo de estudantes do ensino médio no último dia de aula em 1976, com todo aquele espírito dos anos 1970 impresso. O novo filme traz outro grupo de jovens, desta vez em seu primeiro dia no ambiente universitário, antes de as aulas começarem no ano de 1980. A virada da década está presente nos figurinos, no comportamento, na bem selecionada trilha musical, na direção de arte, na fotografia colorida e no espírito festivo do filme. O que pode incomodar um pouco, especialmente aos fãs do cineasta que gostam de conversas de cunho mais aprofundado, é o quanto é rasa a filosofia de vida dos vários personagens que passeiam pela tela, especialmente se pensarmos que estamos diante de um filme do mesmo diretor de “Acordar para a Vida” (2001). Mas Linklater também é o cara que dirigiu “Escola de Rock” (2003) e que também gosta de pura diversão, sem muitas pretensões intelectuais. O olhar principal do filme é o de Jake Bradford (Blake Jenner, da série “Glee”). Sua perspectiva apresenta e filtra os demais membros da turma que farão parte dessa importante etapa de sua vida. Cada um deles tem a sua importância em um filme que não se preocupa com o enredo, mas que prefere deixar fluir um fluxo narrativo com naturalidade e leveza, como se estivéssemos testemunhando aquele momento e olhando com carinho para aquelas pessoas, sem nenhuma preocupação com uma conclusão. Afinal, a vida deles está mal começando. São jovens que estão mais interessados em jogar beisebol, namorar e brincar do que exatamente estudar. E é muito bom testemunhar o otimismo de quem que está acabando de chegar àquele ambiente e se enturmando. Para aqueles jovens, estar ali era uma questão de autoafirmação. Por isso, em muitos momentos, o grupo fica parecendo um clube do Bolinha com pouca sensibilidade, quase machista, embora haja algumas personagens femininas bem marcantes e encantadoras – principalmente a personagem de Zoey Deutch (“Tinha Que Ser Ele?”). A alegria contagia pela liberdade que os jovens finalmente encontram, depois de superar tudo o que lhes é proibido durante o colegial. E uma vez que o público consiga embarcar nessa atmosfera, “Jovens, Loucos e Mais Rebeldes” (título brasileiro tosco e nada a ver) pode ser uma experiência muito divertida.
Maria Paula estrela o trailer de Doidas e Santas, mais um besteirol com elenco da Globo
A atriz Maria Paula volta ao cinema com “Doidas e Santas”, mais um besteirol com elenco da rede Globo. Sumida das telas desde que apareceu em “Malhação” há quatro anos, a ex-Casseta protagoniza o velho ditado da casa do ferreiro – velhíssimo, já que da época dos ferreiros – como uma psicóloga que ensina os outros a ser feliz, mas não sabe o que é felicidade em sua própria vida. Ao cair a ficha, ela resolve endoidecer um pouco. Mas tudo o que consegue é se entediar com as ideias das amigas – que vão do guru à balada. Esta história já foi contada no teatro com Cissa Guimarães no papel principal. Isto talvez explica a teatralidade de algumas cenas da prévia. Mas a inspiração original é o livro homônimo de crônicas de Martha Medeiros (autora de “Divã”), que recebeu adaptação do diretor Paulo Thiago (“Orquestra dos Meninos”). O elenco global inclui Georgiana Góes (humorísticos “Tá no Ar” e “Zorra”), Nicette Bruno (novela “Pega Pega”), Thiago Fragoso (novela “Lado a Lado”), Marcelo Faria (novela “Sol Nascente”), Flávia Alessandra (novela “Êta Mundo Bom!”), Jonas Bloch (novela “Novo Mundo”), Priscila Fantin (novela “Êta Mundo Bão!”), Roberto Bonfim (novela “Império”) e Samantha Schmütz (série “Vai que Cola”). “Doidas e Santas” estreia nos cinemas em 24 de agosto.
Ben Stiller se considera um perdedor em trailer de comédia do autor de Escola de Rock
A Amazon divulgou o trailer de “Brad’s Status”, comédia dramática estrelada por Ben Stiller (“Zoolander”). O ator vive o Brad do título, que compara seu status ao de seus amigos de faculdade, que ficaram milionários enquanto ele continuou idealista e não construiu patrimônio. Considerando-se um perdedor, o personagem tenta diminuir as expectativas do filho (Austin Abrams, da série “The Walking Dead”), enquanto este tenta entrar numa boa universidade. O filme tem roteiro e direção de Mike White (roteirista de “Escola de Rock” e da vindoura animação “Emoji: O Filme”) e também inclui no elenco Michael Sheen (série “Masters of Sex”), Luke Wilson (série “Roadies”), Jemaine Clement (série “Legion”) e Jenna Fischer (série “The Office”), além do próprio Mike White. A estreia está marcada para 15 de setembro nos Estados Unidos e não há previsão de lançamento no Brasil
Destaque do Festival de Sundance, Brigsby Bear reúne Mark Hamill e humoristas do SNL em trailer
A Sony Pictures Classics divulgou o trailer e o pôster de “Brigsby Bear”, um dos destaques do Festival de Sundance deste ano. A prévia evoca uma combinação da série “Unbreakable Kimmy Schmidt” com a comédia “Rebobine, Por Favor” (2008), ao acompanhar um rapaz raptado ainda criança, que acreditava que o mundo tinha acabado, apenas para descobrir que a única coisa que realmente acabou foi sua série infantil favorita, há muitos anos. Liberto de seu bunker subterrâneo, ele tem dificuldades de adaptação e não se conforma por não ter mais episódios de “Brigsby Bear” para assistir. Assim, com o auxílio de novos amigos que o acham divertido, resolve fazer um filme para contar o final da série interrompida. O filme é estrelado e escrito por Kyle Mooney, um veterano do humorístico “Saturday Night Live”, e marca a estreia na direção cinematográfica de Dave McCary (também do “SNL”). Já o elenco inclui atores famosos como Mark Hamill (“Star Wars: O Despertar da Força”), Claire Danes (série “Homeland”), Greg Kinnear (“Melhores Amigos”), Jane Adams (“Poltergeist: O Fenômeno”), Ryan Simpkins (“Arcadia”), Andy Samberg (série “Brooklyn Nine-Nine”), Kate Lyn Sheil (série “Outcast”), Jorge Lendeborg Jr. (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Michaela Watkins (série “Casual”), Matt Walsh (“A Última Ressaca do Ano”) e Beck Bennett (do “SNL”). A produção é da trupe The Lonely Island e da dupla Christopher Miller e Phil Lord (diretores de “Uma Aventura Lego”). A estreia acontece nesta sexta (28/7) nos Estados Unidos e não há previsão de lançamento no Brasil.
Vídeo do revival de Psych mostra atores tentando lembrar como interpretavam seus papéis
O canal pago USA Network divulgou um divertido vídeo do telefilme de “Psych” na Comic-Con, que mostra os atores James Roday e Dulé Hill entrando em forma para retomar seus papéis, ensaiando frases e gestos de efeitos que consagraram na série. “Psych” foi um dos maiores sucessos do USA e durou 8 temporadas, entre 2006 e 2014. A trama girava em torno do filho picareta de um ex-policial que resolve usar seus dons apurados de dedução, que o pai lhe incutiu ainda na infância, para se fingir de médium e resolver crimes. A ideia foi ao ar muito antes de “The Mentalist”, o que inclusive rendeu piadas em episódios de “Psych”. A produção também era conhecida por atrair muitos atores famosos em participações especiais. Num de seus melhores capítulos, chegou a juntar quase todo o elenco clássico de “Twin Peaks”. O telefilme vai contar com o retorno de James Roday ao papel do detetive “vidente” Shawn Spencer e de Dulé Hill como Gus, seu fiel parceiro. Os demais atores do elenco fixo também têm presença confirmada – Timothy Omundson, Maggie Lawson, Corbin Bernsen e Kirsten Nelson. Mas o USA prometeu que os fãs poderão esperar a presença de outros personagens marcantes da trajetória da produção. O ator Jimmi Simpson (série “Westworld”), por exemplo, foi confirmado na Comic-Con e voltará a viver “Mary” Lightly, na que será sua terceira participação desde que o personagem morreu no final da 4ª temporada. “Psych: The Movie” terá temática natalina e a direção de Steve Franks, o criador da atração, que também assina o roteiro junto com Roday. A estreia é aguardada para dezembro nos Estados Unidos.
Vídeo registra promoção de Robert Knepper ao elenco central de iZombie
A rede CW divulgou um vídeo com o ator Robert Knepper, exibido durante o painel de “iZombie” na Comic-Con, que confirma sua promoção ao elenco fixo da série. No vídeo, Knepper brinca que fitou tão satisfeito que é capaz de quase perdoar Blaine (David Anders), seu filho na trama. Sempre lembrado por seu papel em “Prison Break”, Knepper vive Angus DeBeers em “iZombie”, um empresário desalmado, que se torna ainda mais impiedoso depois de virar zumbi. A série também teve um vídeo de retrospectiva divulgado na Comic-Con, mas o material não incluiu nenhuma cena inédita, como pode ser visto abaixo. Mas serve para lembrar como a trama se aproxima de um final apocalíptico, ainda que a 4ª temporada não tenha sido anunciada como “series finale”. Por enquanto, não há previsão para a estreia dos novos episódios de “iZombie”.
Personagens de The Tick ilustram oito pôsteres da série
A Amazon divulgou oito pôsteres com os principais personagens da nova série “The Tick”. Os cartazes mostram o ator Peter Serafinowicz (“Guardiões da Galáxia”) no papel-título e alguns coadjuvantes importantes, como Superian (Brendan Hines, da série “Scorpion”) e Arthur (Griffin Newman, da série “Vinyl”). A trama gira em torno de Arthur Everest, um contador sem nem um tipo de superpoder, que se envolve numa conspiração ao descobrir que a cidade em que vive é controlada por um supervilão. Em sua jornada, ele acaba se aliando a um estranho super-herói, o Tick. Personagem de quadrinhos, o Tick ganhou sua primeira revista em 1988, escrita e desenhada pelo jovem Ben Edlund, então com 20 anos de idade. O personagem, que se disfarça de carrapato azul, surgiu como paródia das histórias de super-heróis, e a publicação o mostrava em luta com os mais diferentes vilões, sempre de forma atrapalhada. Fez tanto sucesso que ganhou uma versão animada em 1994. A atração durou três temporadas e é reprisada até hoje. Mas o personagem também já teve uma série com atores reais, estrelada por Patrick Warburton (série “Rules of Engagement”), que virou cult, apesar de ter rendido apenas nove episódios em 2001. Assim como as anteriores, a nova atração foi desenvolvida pelo criador do personagem dos quadrinhos, o roteirista-produtor Ben Edlund (que também escreve a série “Supernatural”). O elenco ainda inclui Valorie Curry (série “The Following”), Yara Martinez (série “Jane the Virgin”), Berto Colon (minissérie “Show Me a Hero”), Kyle Catlett (“Uma Viagem Extraordinária”), Jackie Earle Haley (série “Preacher”) e Whoopi Goldberg (“As Tartarugas Ninja”). A série será disponibilizada em duas partes. Os seis primeiros episódios de “The Tick” chegam no serviço de streaming Amazon Prime em 25 de agosto, enquanto a segunda metade da 1ª temporada é esperada para o começo de 2018. A 1ª temporada de The Tick será lançada em duas partes com seis episódios cada. A primeira será disponibilizada com exclusividade na Amazon a partir do dia 25 de agosto e a segunda chega no início de 2018.
Transformers: O Último Cavaleiro chega em mais de mil salas de cinema do Brasil
“Transformers: O Último Cavaleiro” é o lançamento mais amplo da semana nos cinemas brasileiros. A distribuição em 1.146 salas é o maior circuito da franquia até hoje. A ambição visa fazer frente ao sucesso de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”, que lidera as bilheterias nacionais há duas semanas e nem tomou conhecimento de “Carros 3” no fim de semana passado. Nos Estados Unidos, “Transformers” não conseguiu superar o “Homem-Aranha”. Na verdade, o quinto filme dos carrinhos-robôs de brinquedo foi um fiasco no mercado doméstico, além de ter recebido a pior avaliação de toda a franquia – míseros 15% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Mas como o público chinês compensou as bilheterias, “O Último Cavaleiro” não será ainda “O Último Transformers”. Sob medida para os fãs do diretor de Michael Bay, o lançamento capricha nas explosões grandiosas, efeitos mirabolantes, piadas sem graça e nonsense ultrajante. Lançado em pré-estreia antecipada na semana passada, “DPA – O Filme” já ocupa o 4º lugar no ranking dos filmes mais vistos do Brasil, antes da estreia oficial em mais de 500 salas. O filme da série dos “Detetives do Prédio Azul” do canal Gloob mostra bruxos bonzinhos, crianças com lupas, varinhas que soltam raios e outras mágicas do gênero infantil. Na trama, após uma festa de bruxos adultos (mas censura livre), o prédio azul aparece com múltiplas rachaduras e os detetives mirins decidem desvendar o mistério. A direção é de André Pellenz (“Minha Mãe É uma Peça – O Filme”) e o elenco é repleto de atores da Globo. Com tantos blockbusters em cartaz, o circuito limitado só recebeu três lançamentos. “De Canção em Canção” é outro fracasso hollywoodiano, o terceiro consecutivo de Terrence Malick. O diretor rodou o longa de forma fluída em 2012, paralelamente a “Cavaleiro de Copas” (2015). Juntou uma porção de astros famosos, que improvisaram quase todo o texto, e o resultado equivale a um “Transformers para cinéfilos”, com fotografia belíssima e pouquíssimo sentido – 43% de aprovação no Rotten Tomatoes. A história emaranha dois casais nos bastidores da indústria fonográfica, vividos por Ryan Gosling (“La La Land”), Rooney Mara (“Carol”), Michael Fassbender (“Assassin’s Creed”) e Natalie Portman (“Jackie”). Fecham a programação duas comédias francesas, exibidas no Festival Varilux. “Tal Mãe, Tal Filha” faz a linha besteirol, com Juliette Binoche (“A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell”) e Camille Cottin (“Beijei uma Garota”) como mãe e filha que engravidam ao mesmo tempo. E “Monsieur & Madame Adelman” acompanha décadas do casamento vivido por Doria Tillier e Nicolas Bedos, que também escreveram o roteiro em parceria. Foi o primeiro longa dirigido por Bedos, roteirista de “Os Infiéis” (2012) e ator de “A Datilógrafa” (2012). Clique nos títulos dos filmes para assistir aos trailers das estreias da semana.
Ryan Reynolds e Samuel L. Jackson são alvos de tiros e piadas no novo trailer de Dupla Explosiva
A Lionsgate divulgou três novos pôsteres e mais um trailer da comédia de ação estrelada por Ryan Reynolds (“Deadpool”) e Samuel L. Jackson (“Os Oito Odiados”), que no Brasil será lançada como “Dupla Explosiva”. Na verdade, será o quarto filme lançado com este título no país – sem considerar a série homônima. Embora não seja uma franquia, em todos os filmes com este título, a história acompanha dois parceiros que não querem ser parceiros. Na trama da vez, Reynolds vive um guarda-costas contratado para proteger uma testemunha de um crime. O detalhe é que a testemunha não é indefesa nem gosta de ser protegida. O homem desaforado (Jackson) é um matador profissional, que se tornou alvo de vários outros assassinos. O trabalho evolve sobreviver a muitos tiros, perseguições e explosões, além de piadinhas. O elenco ainda inclui Gary Oldman (“Planeta dos Macacos: O Confronto”), Salma Hayek (“O Conto dos Contos”), Joaquim de Almeida (“Velozes e Furiosos 5”) e Elodie Yung (a Elektra da série “Demolidor”). O roteiro é de Tom O’Connor (“Fogo contra Fogo”) e a direção de Patrick Hughes (“Os Mercenários 3”), dois especialistas em filmes B, o que, inclusive, é alimentado pela “tradução” nacional do filme. A estreia do quarto “Dupla Explosiva” está marcada para 28 de agosto, dez dias após o lançamento nos EUA.
Alexandra Daddario e Kate Upton disputam o mesmo homem no trailer da comédia The Layover
A Vertical Entertainment divulgou o primeiro trailer da comédia “The Layover”, que traz Alexandra Daddario (“Baywatch”) e Kate Upton (“Mulheres ao Ataque”) como melhores amigas que viram inimigas ao irem a extremos na disputa pelo mesmo homem. Dirigida pelo ator William H. Macy (série “Shameless”), que fez sua estreia na função em “Sonhos à Deriva” (2014), a comédia acompanha as duas amigas, que decidem tirar férias após serem demitidas e se veem encantadas à primeira vista pelo mesmo abdômen (Matt Barr, da série “Sleepy Hollow”). O roteiro é da dupla David Hornsby e Lance Krall (da série “It’s Always Sunny in Philadelphia”), e o elenco ainda inclui Matt Jones (série “Mom”), Rob Corddry (“A Ressaca”), Kal Penn (série “Designated Survivor”) e Molly Shannon (série “Divorce”). “The Layover” será lançado na DirecTV em 3 de agosto antes de chegar aos cinemas americanos em 1º de setembro. Não há previsão de estreia no Brasil.
Comédia sci-fi estrelada por Matt Damon vai abrir o Festival de Veneza
O Festival de Veneza 2017 selecionou “Downsizing” como seu filme de abertura. Primeira sci-fi da carreira do diretor Alexander Payne, conhecido por comédias indies como “Sideways” e “Nebraska”, o filme é estrelado por Matt Damon e se passa num futuro próximo, quando os recursos do meio ambiente estarão em colapso. Na trama de humor negro, Damon vive um homem que percebe que sua vida seria muito melhor caso ele conseguisse se encolher. Isto porque ele e sua mulher enfrentam dificuldades financeiras, e a redução de tamanho também reduziria suas despesas. Mas ela desiste no último instante, deixando-o sozinho – e em miniatura. O próprio título faz um trocadilho econômico com a situação. Em inglês, “Downsizing” (diminuir de tamanho) é um eufemismo usado para amenizar palavras como demissão e corte de despesas. O elenco grandioso ainda inclui Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”), Christoph Waltz (“Django Livre”), Jason Sudeikis (“Família do Bagulho”), Laura Dern (“Livre”), Neil Patrick Harris (“Garota Exemplar”) e Joaquim de Almeida (série “Queen of the South”) A abertura do Festival de Veneza vai acontecer em 30 de agosto, quatro meses antes da estreia prevista para “Downsizing” nos Estados Unidos – marcada para 22 de dezembro. No Brasil, o lançamento é esperado apenas para janeiro de 2018.












