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  • Filme

    Terror e filmes de pais são as principais estreias de cinema

    11 de agosto de 2022 /

    Os cinemas recebem quatro estreias amplas e mais sete lançamentos limitados nesta quinta-feira (11/8). O principal título é o terror “X – A Marca da Morte”, um dos filmes mais elogiados do gênero em 2022, que vai disputar público com o thriller de sobrevivência “A Fera”, em que Idris Elba enfrenta um leão para salvar as filhas. Os outros destaques são mais duas produções sobre pais e filhas passadas no Brasil: o premiado drama “Pacificado”, sobre uma família à margem do tráfico durante a Copa do Rio, e a comédia “Papai É Pop”, com Lázaro Ramos, produção temática que aproveita a data do Dia dos Pais (que cai no domingo, 14/8) para chegar às telas. Vale apontar/lamentar que “Pacificado” não é uma das quatro estreias amplas. Outro terror, “Gêmeo Maligno”, chega em mais telas. Confira abaixo todas as 11 estreias programadas.       | X – A MARCA DA MORTE |   O novo terror dirigido por Ti West (“Cabana do Inferno 2”) chega depois de seis meses de sua estreia elogiada nos EUA, com 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. Fez tanto sucesso que já confirmou um prólogo estrelado por uma das protagonistas O “X” do título se refere à classificação americana para filmes proibidos para menores. Passado nos anos 1970, o filme acompanha a equipe de um filme adulto, que aluga uma casa no interior do Texas de um casal de velhinhos aparentemente dóceis, para usar como cenário de sua nova produção. Só que os velhinhos não são inocentes e a locação é uma armadilha, que transforma a produção do pornô num terror slasher sanguinário, com direito a ataques de crocodilos e assassinatos sádicos. O elenco destaca Mia Goth (“Ninfomaníaca”) em papel duplo (como porn star e velhinha decrépita), Jenna Ortega (“Pânico”), Martin Henderson (“Virgin River”), Brittany Snow (“A Escolha Perfeita”), Owen Campbell (“A Mulher Invisível”), Stephen Ure (“Máquinas Mortais”) e Scott Mescudi (mais conhecido como o rapper Kid Cudi, visto em “Não Olhe para Cima”).   | A FERA |   Idris Elba (“Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”) enfrenta um leão enfurecido nesta variação do tema do “filme de monstro”. A trama mostra como férias em família pela savana africana viram um thriller de sobrevivência, quando o viúvo vivido por Elba precisa proteger suas filhas do ataque de um leão selvagem, que deixa um rastro de morte pelo caminho. Na produção, Elba interpreta o Dr. Nate Samuel, que viaja para a África do Sul para reforçar sua conexão com as filhas Norah (Leah Jeffries, que estará em “Percy Jackson”) e Meredith (Iyana Halley, de “This Is Us”) após a morte da esposa, mãe das jovens. Durante uma excursão guiada (por Sharlto Copley, de “Distrito 9”), no entanto, a família se vê perseguida por um leão selvagem, cujos instintos de proteção foram atiçados por um ataque de caçadores poucos momentos antes. Com direção de Baltasar Kormákur (“Evereste”) e roteiro de Ryan Engle (“Rampage – Destruição Total”), “A Fera” estreia no Brasil uma semana antes do lançamento nos EUA.   | PACIFICADO |   Coprodução entre Brasil e EUA rodada no Rio de Janeiro, o drama de favela venceu o troféu Concha de Ouro como Melhor Filme do prestigioso Festival de Cinema de San Sebastián, na Espanha. O longa acompanha a história de uma garota de 13 anos (Cassia Gil) que tenta se reconectar com o pai (Bukassa Kabengele), libertado da prisão no momento turbulento das Olimpíadas do Rio. Enquanto a polícia “pacificadora” batalha para ocupar as favelas ao redor da cidade, a família (que inclui a mãe vivida por Débora Nascimento) precisa navegar entre as forças que ameaçam suas esperanças para o futuro, conforme o pai considera retomar seu lugar no tráfico, atualmente ocupado por um jovem (José Loreto). Além de Melhor Filme, “Pacificado” venceu mais dois troféus no festival espanhol. Bukassa Kabengele, congolês naturalizado brasileiro, foi premiado como Melhor Ator. Ele é conhecido da TV brasileira por atuações em séries como “Carcereiros”, “Os Dias Eram Assim” e até “Malhação”. O outro prêmio foi para Laura Merians Gonçalves, Melhor Direção de Fotografia por seu primeiro longa-metragem, após uma carreira de curtas, séries e clipes de pop islandês (Bjork, Sigur Ros). A direção do longa é do americano Paxton Winters, que assumiu o projeto após se mudar para uma favela na capital carioca. Outro detalhe é que, entre os produtores, destaca-se o nome do cineasta Darren Aronofsky (“Noé”, “Mãe!”).   | PAPAI É POP |   A comédia traz o ator Lázaro Ramos aprendendo a ser pai. Ele vive Tom, um homem comum que vê sua vida mudar com o nascimento da filha. Ao lado da esposa Elisa (Paolla Oliveira), precisa aprender na prática como cuidar da bebezinha e, em meio a situações da vida cotidiana, passar por uma transformação radical para se tornar um pai presente. Baseado no livro homônimo de Marcos Piangers, o filme mostra a diferença entre teoria e prática em relação à paternidade – e vai fundo no didatismo. O roteiro é de Ricardo Hofstetter (“Malhação”) e a direção de Caito Ortiz (do divertido “O Roubo da Taça”).   | GÊMEO MALIGNO |   O fraco terror finlandês traz a australiana Teresa Palmer (“A Descoberta das Bruxas”) como uma mãe que tem que enfrentar uma verdade insuportável sobre seu filho. Depois do luto de um trágico acidente, onde um de seus gêmeos perdeu a vida, ela se muda com o marido e seu filho sobrevivente para uma cidade pequena, a milhares de quilômetros de onde viviam. Mas o que era para ser um recomeço acaba se tornando um pesadelo, quando ela percebe que seu filho tem segredos sombrios e forças malignas buscam dominá-lo.   | O DESTINO DE HAFFMANN |   O drama francês se passa em Paris durante a invasão nazista. Quando um joalheiro judeu se vê forçado a fugir, faz um falso acordo de venda de sua loja com um funcionário para salvar seu negócio. Mas não consegue escapar do cerco, vendo-se forçado a esconder-se num porão e a trabalhar para o antigo funcionário, que passa a conduzir negócios com nazistas para produzir novas peças a partir de joias de vítimas de campos de extermínio. A fábula moral tem direção de Fred Cavayé, indicado ao César (o Oscar francês) por “Tudo por Ela” (2008).   | CLARA SOLA |   O primeiro longa de Nathalie Álvarez Mesén, que nasceu na Suécia mas cresceu na Costa Rica, acompanha o despertar sexual e místico de Clara, uma mulher de 40 anos, num vilarejo remoto na Costa Rica, que inicia uma jornada para se libertar das repressões religiosas e sociais que dominaram a sua vida. Venceu três prêmios na Mostra de São Paulo do ano passado, inclusive Melhor Filme e Atriz, a também estreante Wendy Chinchilla Araya.   | IL BUCO |   Lento e praticamente sem diálogos, o novo filme de Michelangelo Frammartino (“As Quatro Voltas”) é referenciado pela beleza de suas imagens. Vencedor do Prêmio Especial do Júri do Festival de Veneza, contrasta a notícia da construção do edifício mais alto da Europa em Milão, nos anos 1960, com a descoberta da caverna mais profunda do continente no interior da Calábria. Enquanto espeleólogos exploram o fundo do Abismo Bifurto, um velho pastor de uma aldeia vizinha começa a ter sua solitária entrelaça com a jornada do grupo.   | A BATALHA DE SHANGRI-LÁ |   Produzido e filmado no Mato Grosso, o drama de estreia dos diretores Severino Neto e Rafael de Carvalho retrata a intolerância e suas consequências. Após a morte do pai adotivo, o protagonista (Gustavo Machado) busca por sua mãe biológica que o abandonou há quase 40 anos. Numa jornada física e emocional, por um Brasil profundo, o passado dessa mulher surge pouco a pouco, trazendo à tona angústias e revelações que irão afetar a vida dos dois para sempre. Venceu o Arctic Film Festival, o festival de cinema mais setentrional do mundo, realizado num arquipélago congelado da Noruega.   | O REFLEXO DO LAGO |   Rodado em preto e branco, o documentário de Fernando Segtowick investiga a situação de Tucuruí, no estado do Pará, onde há 40 anos a ditadura militar construiu a maior hidrelétrica da Amazônia. Foi exibido no Festival de Berlim e no Dokufest, de Kosovo, em 2020.   | A-HA – TRUE NORTH |   Videoclipe em longa-metragem da banda A-ha, acompanha uma narrativa com atores retratando a vida no Círculo Polar Ártico, enquanto Magne, Morten e Paul apresentam suas novas músicas em Bodø, na Noruega, com acompanhamento da orquestra Arctic Philharmonic. A direção é de Stian Andersen, que já tinha dirigido um clipe solo do vocalista Morten Harket.

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  • Filme

    Drama costa-riquenho vence Mostra de São Paulo

    3 de novembro de 2021 /

    A organização da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo anunciou na noite desta quarta-feira (3/10) os filmes vencedores de sua 45ª edição. A cerimônia de encerramento, realizada no Vale do Anhangabaú, consagrou o drama costa-riquenho “Clara Sola” como o Melhor Filme Estrangeiro. Dirigido por Nathalie Álvarez Mesén, o longa acompanha uma mulher de 40 anos que acredita ter uma conexão especial com Deus, mas quando conhece o namorado da sobrinha, vê seus desejos sexuais despertarem após anos de repressão. Além do troféu Bandeira Paulista de Melhor Filme, concedido pelo júri entre os pré-selecionados pelo voto do público, na seção Novos Diretores, “Clara Sola” também levou o prêmio de Melhor Atriz, conquistado pela estreante Wendy Chinchilla Araya. Já o Melhor Ator foi o russo Yuriy Borisov, de “Compartment Nº 6”. Para completar, o júri ainda concedeu menção honrosa a “Pequena Palestina, Diário de um Cerco”, documentário do diretor sírio Abdallah Al-Khatib sobre as dificuldades enfrentadas pelo maior campo de refugiados palestinos do mundo. O público, por sua vez, preferiu o filme de guerra franco-japonês “Onoda – 10 Mil Noites na Selva”, de Arthur Harari, como Melhor Filme internacional. O longa conta a história do soldado japonês que ficou anos escondido nas selvas das Filipinas acreditando que a 2ª Guerra Mundial ainda estava em andamento. A votação popular também elegeu “Summer of Soul (… ou, Quando a Revolução Não Pôde Ser Televisionada)” como Melhor Documentário. A produção resgata a memória do festival de música e cultura do Harlem de 1969, que ficou conhecido como “black Woodstock” ao reunir grandes astros do soul em Nova York, no mesmo verão e a apenas de 100 milhas de distância do evento roqueiro. Entre os filmes brasileiros, foram premiados “Urubus”, de Cláudio Borelli, drama ficcional sobre o universo dos grafiteiros paulistas, e “O Melhor Lugar do Mundo É Agora”, segundo documentário do ator transformado em diretor Caco Ciocler. O primeiro longa de Borelli também venceu o Prêmio da Crítica. Apesar da cerimônia de “encerramento”, a Mostra segue em sua tradicional repescagem até 7 de novembro, exibindo alguns destaques da sua programação inclusive na plataforma Mostra Play. Confira, abaixo, a lista completa de prêmios oficiais e paralelos do festival paulistano.​ Prêmio do Júri – Melhor Filme “Clara Sola”, de Nathalie Álvarez Mesén Prêmio do Júri – Melhor Atriz Wendy Chinchilla Araya, por “Clara Sola” Prêmio do Júri – Melhor Ator Yuriy Borisov, por “Compartment Nº 6” Menção Honrosa do Júri “Pequena Palestina, Diário de um Cerco”, de Abdallah Al-Khatib Prêmio do Público – Melhor Filme de Ficção Internacional “Onoda – 10 Mil Noites na Selva”, de Arthur Harari Prêmio do Público – Melhor Documentário Internacional “Summer of Soul (… ou, Quando a Revolução Não Pôde Ser Televisionada)”, de Ahmir “Questlove” Thompson Prêmio do Público – Melhor Filme de Ficção Brasileiro “Urubus”, de Cláudio Borelli Prêmio do Público – Melhor Documentário Brasileiro “O Melhor Lugar do Mundo É Agora”, de Caco Ciocler Prêmio da Crítica – Melhor Filme Internacional “O Compromisso de Hasan”, de Semih Kaplanoglu Prêmio da Crítica – Melhor Filme Brasileiro “Urubus”, de Cláudio Borelli Prêmio da Abraccine – Melhor Filme Brasileiro de Diretor Estreante “A Felicidade das Coisas”, de Thais Fujinagua Prêmio Projeto Paradiso (apoio ao desenvolvimento de novos filmes) “Entre Espelhos”, de João Braga Prêmio Brada – Melhor Direção de Arte Amparo Baeza, por “Clara Sola”

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