Estreias de cinema apresentam remake fracassado e comédia bem-sucedida
A programação de cinema recebe 11 novos lançamentos nesta quinta (10/5), mas, ainda sob impacto de “Vingadores: Guerra Infinita”, nenhum tem perfil de blockbuster. Os mais amplos são “Desejo de Matar” e “A Noite do Jogo”. O primeiro é remake do clássico de vingança dos anos 1970, com Bruce Willis no papel que eternizou Charles Bronson. Fracassou nas bilheterias norte-americanas e tem apenas 17% de aprovação no site Rotten Tomatoes – podrão. O segundo é um dos besteiróis mais bem-avaliados dos Estados Unidos nos últimos anos, com 82% de aprovação e direção dos roteiristas do blockbuster “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (2017). Ainda na dúvida sobre qual ver? Todos os demais preenchem o circuito alternativo, com direito a nada menos que quatro documentários. A lista destaca a nova comédia britânica do diretor Richard Loncraine (“Wimbledon: O Jogo do Amor”), o novo drama japonês de Naomi Kawase (“O Segredo das Águas”) e um velho drama francês filmado em preto e branco por Philippe Garrel – uma estreia de 2015, ou seja, anterior ao igualmente preto e branco “Amante por um Dia” (2017) do mesmo diretor, lançado há dois meses no Brasil. Confira abaixo todos os filmes, com sinopses oficiais e trailers, que estreiam nesta semana nos cinemas. Desejo de Matar | EUA | Ação Um homem gentil tem sua vida transformada quando sua família é abalada por um ato de violência que machuca a todos. Em busca de justiça, ele se transforma em uma máquina mortífera, para conseguir fazer justiça com as próprias mãos. A Noite do Jogo | EUA | Comédia Max (Jason Bateman) e Annie (Rachel McAdams) participam de um grupo de casais que organizam noites de jogos. O irmão de Max, Brooks (Kyle Chandler), chega decidido a organizar uma festa de assassinato e mistério e acaba sequestrado, levando todos a acreditarem que o sumiço faz parte da misteriosa brincadeira. Os seis amigos competitivos precisam então resolver o caso para vencer o jogo, cujo rumo vai se tornando cada vez mais inesperado. Acertando o Passo | Reino Unido | Comédia Casada há 40 anos, Lady Sandra Abbott (Imelda Staunton) descobre que seu marido tem tido um caso amoroso com sua melhor amiga. Ela decide começar a fazer aulas de dança comunitária junto da irmã e acaba descobrindo um novo sopro de diversão e romance em sua vida. À Sombra de Duas Mulheres | França, Suiça | Drama Pierre e Manon formam um casal de documentaristas que sobrevivem fazendo trabalhos temporários para poder dar suporte aos filmes que desejam realizar. Apesar de estar apaixonado por Manon, Pierre acaba conhecendo Elizabeth e, a partir daí, deseja manter o relacionamento com as duas mulheres. No entanto, as coisas não sairão como ele espera. Esplendor | Japão | Drama Misako (Ayame Misaki) é uma cineasta apaixonada pelas versões cinematográficas destinadas a deficientes visuais. Durante a exibição de um dos seus filmes, ela conhece Masaya Nakamori (Masatoshi Nagase), um fotógrafo que está perdendo a sua visão, mas que guarda um acervo de fotografias que atrairá Misako e fará com que ela se conecte com seu passado. Attack On Titan: Fim do Mundo | Japão | Ação Eren Jäeger continua lutando na guerra entre os Titãs e os humanos sobreviventes. À medida que a batalha continua, ele descobre que tem a habilidade de se transformar em um Titã. Agora, as pessoas que Eren Jurou proteger o consideram mais um dos monstros que precisam derrotar. Para ter Onde Ir | Brasil | Drama No Pará, a história de três amigas inseparáveis e completamente diferentes: Eva Maués, uma mulher formal e madura cheia de incertezas; Melina Ribeiro, uma mulher livre que busca o grande amor; e Keithylennye, que por infortúnios da vida teve que abandonar sua adorada função de dançarina de tecnobrega. Hare Krishna! O Mantra, o Movimento e o Swami que Começou Tudo | EUA | Documentário Fundador do movimento espiritual Hare Krishna, Srila Prabhupada chegou aos Estados Unidos em 1965 com 70 anos e praticamente nenhum dinheiro ou contatos. Morando em Nova Iorque, ele começou a dar palestras interpretando antigos sânscritos indianos na época do auge da contracultura, e os jovens hippies, inclusive George Harrison dos Beatles, rapidamente se juntaram. O swami foi um incansável promotor até sua morte em 1977, tendo viajado por todo o mundo para espalhar sua mensagem. Todos os Paulos do Mundo | Brasil | Documentário A carreira de Paulo José como ator é revista a partir de seus filmes, dos icônicos “Todas as Mulheres do Mundo” a “Macunaíma”, passando ainda por “O Padre e a Moça”, “Juventude” e “O Palhaço”. Ícone do cinema brasileiro, a trajetória de Paulo José serve também como retrato de uma era no audiovisual do país. Chega de Fiu Fiu | Brasil | Documentário Através de imagens coletadas por câmeras escondidas, o dia a dia de três mulheres com vidas distintas é retratado, mostrando como a violência de gênero é constantemente praticada no espaço público urbano. Dessa forma, as diretoras Amanda Kamanchek Lemos e Fernanda Frazão procuraram especialistas para discutir sobre o assunto, buscando encontrar respostas e alternativas para a uma questão fundamental: Será que as cidades foram feitas para as mulheres? O Renascimento do Parto 2 | Brasil | Documentário O Brasil é o país com o maior número de cesáreas no mundo. O documentário busca elucidar os mitos em torno do parto normal e divulgar os cuidados para a realização dele.
Versão com atores do mangá Bleach ganha primeiro trailer completo
A Warner do Japão divulgou o trailer completo da adaptação live-action do popular mangá e anime “Bleach”. A prévia apresenta um visual próximo dos desenhos animados. Além dos efeitos visuais, na criação dos monstros, o comportamento dos personagens também sugere um desenho com atores reais. Um dos mangás mais bem-sucedidos e cultuados deste século no Japão, “Bleach” acompanha Ichigo Kurosaki, um estudante de 15 anos que desde criança se sentia amaldiçoado por poder ver fantasmas. Graças a essa capacidade, ele descobre a existência de uma ceifadora de almas chamada Rukia Kuchiki, que integra uma complexa sociedade de shinigamis, guardiões de almas. Numa luta para defender a Terra de um ataque de criaturas das trevas, a ceifadora acaba ferida e precisa deixar o garoto como responsável pelas almas humanas, o que o leva a descobrir um mundo sobrenatural que sequer imaginava existir. O mangá, escrito e desenhado por Tite Kubo, é publicado no Japão desde 2001 e se tornou bastante ambicioso com o passar do tempo, expandindo seu universo para outros planos de existência e incluindo centenas de personagens, entre eles mais de uma dezena de ceifadores da Sociedade das Almas – os “mocinhos” da trama, embora no começo não pareçam. Os quadrinhos também inspiraram uma série animada bastante popular, exibida entre 2004 e 2012, com 16 temporadas. Ou seja, caso seja bem-sucedido, o filme pode render inúmeras continuações. “Bleach” tem direção de Shinsuke Sato, um especialista em versões live action de mangás, que já dirigiu “Death Note: Iluminando um Novo Mundo” (2016), “I Am a Hero” (2015) e “Gantz” (2010). O elenco destaca Sôta Fukushi (da adaptação do mangá “As the Gods Will”) e Hana Sugisaki (“Blade of the Immortal”). A estreia acontece em julho no Japão e não há previsão de lançamento no Brasil.
Sem blockbusters, cinemas recebem filmes de José Padilha, Wim Wendes e Hirokazu Kore-Eda
Em semana sem blockbusters, a programação de cinema ganha perfil de festival internacional, com lançamentos de Wim Wenders, Hirokazu Kore-Eda, José Padilha e do retorno de Ruy Guerra após mais de uma década. Mas só os nomes famosos não garantem bons filmes. Até o terror horroroso com maior distribuição, que abre em 380 salas, é de um diretor francês conhecido. “Exorcismos e Demônios” tem direção de Xavier Gens, que retorna ao gênero que o consagrou em “(A) Fronteira” (2007), após fracassar em produções mais convencionais. Baseado numa história real, conta a história do exorcismo de uma jovem freira esquizofrênica por um padre psicopata, com requintes de crueldade. O fato chocou a Romênia e inspirou um filmão. Não este, mas “Além das Montanhas” (2012), do romeno Cristian Mungiu. A versão de terror, porém, não passa de um sub-“O Exorcismo de Emily Rose” (2005), que conseguiu uma rara unanimidade entre a crítica norte-americana: atingiu 0% (zero por cento) de aprovação no site Rotten Tomatoes. Um horror de ruim. Festival internacional “7 Dias em Entebbe” é o segundo filme internacional de José Padilha e, como “RoboCop” (2014), trata de história já vista antes, a quarta filmagem de uma das missões de resgate e combate ao terror mais famosas de todos os tempos: o salvamento dos passageiros de um voo da Air France vindo de Tel Aviv, que teve sua trajetória desviada para Entebbe, em Uganda, por sequestradores em 1976. Em vez de destacar a ação de resgate como as produções B anteriores – entre elas, telefilmes com Charles Bronson (“Desejo de Matar”) e Linda Blair (“O Exorcista”) – , Padilha optou por enfatizar o aspecto político da trama, em especial a causa palestina. Para completar a revisão, ainda minimizou o papel do comandante da missão, considerado herói em Israel – e que era irmão do atual Primeiro Ministro de Israel Benjamin Netanyahu. O resultado desarma um longa que estampa metralhadoras e militares em seu pôster, em favor de cenas demasiadamente discursivas. A crítica norte-americana bocejou, com 22% de aprovação no Rotten Tomatoes. O longa do alemão Wim Wenders, “Submersão”, é um melodrama romântico, em que a sueca Alicia Vikander (“Tomb Raider”) e o inglês James McAvoy (“X-Men: Apocalipse”) se apaixonam e são separados por seus trabalhos arriscados, que flertam com tragédias. Ele viaja à Somália para libertar prisioneiros de jihadistas, enquanto ela explora as profundezas do oceano num mini-submersível. Diante de situações de morte iminente, resta aos dois as lembranças de um encontro na véspera de Natal ocorrido em uma praia. Vale dizer que o trailer é ótimo. Já o filme demora quase duas horas para contar o que se vê na prévia de dois minutos. Lento de doer, tem apenas 16% de aprovação. Ao contrário dos demais, “O Terceiro Assassinato” tem avaliação positiva, 90% no Rotten Tomatoes. Mas mesmo entre os elogios se constata um consenso de que é um trabalho menor do japonês Hirokazu Kore-Eda. O que começa com tons de suspense logo se transfigura num drama de tribunal. A trama gira em torno do julgamento de um assassino confesso, que seu advogado suspeita ser inocente, e a situação vira uma discussão metafísica do que seria a verdade. O alemão “De Encontro com a Vida”, de Marc Rothemund (“Uma Mulher Contra Hitler”) é o mais previsível da lista. Baseado numa história real, acompanha um jovem que perde 90% da visão, mas consegue fingir não ter deficiência para conseguir um emprego num hotel de luxo. A trama edificante logo vira uma comédia romântica, quando uma camareira entra na história. Seleção brasileira “Todo Clichê do Amor” vai da comédia rasgada à conversa dramática em três histórias diferentes, amarradas por um cacoete estilístico do ator e diretor Rafael Primot em seu segundo longa – após o surpreendente “Gata Velha Ainda Mia” (2014). Apesar do elenco atuar em volume histérico, há nuances que sobrevivem aos clichês do título. O bom elenco feminino inclui Maria Luisa Mendonça (série “Magnífica 70”), Débora Falabella (“O Filho Eterno”) e Marjorie Estiano (“Sob Pressão”) como uma dominatrix. “Quase Memória”, o “novo” longa de Ruy Guerra, foi exibido pela primeira vez no Festival do Rio de… 2015, o que comprova a dificuldade enfrentada pelos filmes brasileiros para chegar aos cinemas. Se uma obra do diretor de clássicos como “Os Cafajestes” (1962), “Os Fuzis” (1964), “Ópera do Malandro” (1986), “Kuarup” (1989) e “Estorvo” (2000) sofre com isso, o que dirá um diretor estreante. E olha que se trata da adaptação de um best-seller nacional, o livro homônimo de Carlos Heitor Cony, com mais de 400 mil exemplares vendidos, e estrelado por um dos atores mais populares do país, Tony Ramos, que volta a protagonizar um filme após o ótimo trabalho em “Getúlio” (2014). Expoente do Cinema Novo, Ruy Guerra não filmava desde “O Veneno da Madrugada” (2005) e retorna com um filme “borgiano”, em que um homem velho (Ramos) encontra sua versão jovem (Charles Fricks) e idealista, e ambos lembram do pai (vivido por João Miguel). Se o encontro se dá em tom teatral, as lembranças têm abordagem quase surrealista, ao se desdobrarem numa história fabulosa de tom circense, pela distorção causada pela memória distante. O elenco da produção ainda inclui Mariana Ximenes (“Uma Loucura de Mulher”) e Antonio Pedro (“A Casa da Mãe Joana”). Por fim, o documentário “Construindo Pontes” tem a plasticidade que se espera da diretora de fotografia de “Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo” (2009) e “Lixo Extraordinário” (2010), apesar de ser construído em cima de conversas entre Heloísa Passos e seu pai, Álvaro, que viveu o auge de sua carreira de engenheiro civil durante o “milagre econômico” da ditadura militar. Esquerdista convicta de que o Brasil sofreu um golpe com o Impeachment de Dilma Rousseff, ela não consegue aceitar o saudosismo do pai pela ditadura e seu apoio a Sergio Moro, o juiz que participa do acordo das elites para tirar Lula das eleições deste ano. As discussões entre os dois ilustram a polarização em que se encontra o país. Mas, de forma inconsciente, também a cegueira de quem polariza, já que inicia com uma filmagem em super-8 das Sete Quedas, as cachoeiras destruídas para dar lugar à hidrelétrica Itaipu, uma das obras faraônicas do governo militar, no que se supõe uma crítica à direita, mas não termina com imagens de Belo Monte, a Itaipu do PAC petista, que causou desastre maior, por ir além do crime ambiental, afetando comunidades indígenas para favorecer interesses de corruptos. A não construção desta ponte metafórica é que causa a polarização do país.
Festival de Cannes anuncia seleção de 2018 com filmes de Spike Lee, Godard e Jia Zhangke
O presidente do Festival de Cannes, Thierry Fremaux, anunciou nesta quinta (12/4) a leva inicial de filmes que serão exibidos no evento deste ano. Apesar da inclusão de alguns realizadores bastante conhecidos dos cinéfilos, houve um certo anticlímax na revelação, já que poucos filmes listados despertaram expectativas. O que mais chamou atenção foi a inclusão de novos longas de dois cineastas considerados prisioneiros políticos, o iraniano Jafar Panahi e o russo Kirill Serebrennikov, que estão em prisão domiciliar em seus países. Ambos vão disputar a Palma de Ouro. O caso de Panahi é um fenômeno. Desde que foi preso e proibido de filmar, já rodou quatro longas, contando o atual “Three Faces”. A 71ª edição do festival selecionou – até o momento – apenas dois diretores americanos: Spike Lee, que volta a Cannes depois de 27 anos – após “Febre da Selva” (1991) – e David Robert Mitchell, que lançou seus dois filmes anteriores na mostra paralela Semana da Crítica. Desta vez, ele vai competir pela Palma de Ouro com “Under The Silver Lake”, que teve seu trailer revelado. Já o filme de Spike Lee é “BlacKkKlansman”, história de um policial afro-americano que consegue se infiltrar na organização racista Ku Klux Klan. O festival também voltará a receber velhos habitués da Croisette, como o o japonês Hirokazu Kore-Eda, o italiano Matteo Garrone, o chinês Jia Zhangke e o veterano cineasta francês Jean-Luc Godard, atualmente com 87 anos de idade. A aparição mais celebrada na lista, porém, é de um estreante em Cannes, o polonês Pawel Pawlikowski, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2015 por “Ida”. Seu novo filme “Cold War” marca o retorno de uma produção polonesa à disputa da Palma de Ouro após duas décadas de ausência na competição. Como já é praxe e nem os últimos avanços parecem modificar, filmes dirigidos por mulheres continuam a ser minoria absoluta no evento. Apenas três diretoras estão na disputa pelo principal prêmio: a francesa Eva Husson, a libanesa Nadine Labaki e a italiana Alice Rohrwacher. Apesar disso, o júri da Palma de Ouro de Cannes será presidido por uma mulher, a atriz australiana Cate Blanchett, enquanto outra, a diretora francesa Ursula Meier, tem a responsabilidade de eleger o melhor filme de cineasta estreante para a premiação da Câmera de Ouro. Dois filmes de diretores brasileiros ganharão exibições fora de competição. Haverá uma sessão especial com a estreia mundial do musical “O Grande Circo Místico” (2016) de Cacá Diegues, e a projeção, entre as sessões à meia-noite, de “Artic”, drama de sobrevivência estrelado pelo dinamarquês Mads Mikkelsen, assinado pelo paulista estreante em longas Joe Penna. Com abertura de “Todos lo Saben”, longa-metragem rodado em espanhol pelo iraniano Asghar Farhadi, o Festival de Cannes 2018 vai acontecer entre os dias 8 e 19 de maio – sem filmes da Netflix, sessões adiantadas para a imprensa e selfies no tapete vermelho. Veja abaixo, a primeira lista de filmes selecionados. MOSTRA COMPETITIVA “Todos lo Saben”, Asghar Farhadi (Irã) “Le livre d’image”, Jean-Luc Godard (França) “BlacKkKlansman”, Spike Lee (EUA) “Three Faces”, Jafar Panahi (Irã) “Cold War”, Pawel Pawlikowski (Polônia) “Leto”, Kirill Serebrennikov (Rússia) “Lazzaro Felice”, Alice Rohrwacher (Itália) “Under The Silver Lake”, David Robert Mitchell (EUA) “Capernaum”, Nadine Labaki (Líbano) “At War”, Stephane Brizé (França) “Asako I&II”, Ryusuke Hamaguchi (Japão) “Sorry Angel”, Christophe Honoré (França) “Dogman”, Matteo Garrone (Itália) “Girls of the Sun”, Eva Husson (França) “Yomeddine”, A.B Shawky (Egito) “Burning”, Lee-Chang Dong (Coreia do Sul) “Shoplifters”, Kore-Eda Hirokazu (Japão) “Ash Is Purest White”, Jia Zhang-Ke (China) SESSÕES ESPECIAIS “Dead Souls”, Wang Bing (China) “10 Years In Thailand”, Aditya Assarat, Wisit Sasanatieng, Chulayarnon Sriphol & Apichatpong Weerasethakul (Tailândia) “Pope Francis – A Man Of His Word”, Wim Wenders (Alemanha) “La Traversée”, Romain Goupil (França) “To The Four Winds”, Michel Toesca (França) “O Grande Circo Místico”, Carlos Diegues (Brasil) “The State Against Mandela And The Others”, Nicolas Champeaux & Gilles Porte (França) SESSÕES DA MEIA-NOITE “Arctic”, Joe Penna (Brasil) “The Spy Gone North”, Yoon Jong-Bing (Coreia do Sul) FORA DE COMPETIÇÃO “Le Grand Bain”, Gilles Lellouche (França) “Han Solo: Uma História Star Wars”, Ron Howard (EUA) MOSTRA UM CERTO OLHAR “Long Day’s Journey Into Night”, Bi Gan (China) “Little Tickles”, Andréa Bescond & Eric Métayer ( França) “Sofia”, Meyem Benm’Barek (França) “Border”, Ali Abbasi (Irã) “Sextape”, Antoine Desrosières (França) “The Gentle Indifference Of The World”, Adilkhan Yerzhanov (Cazaquistão) “El Ángel”, Luis Ortega (Argentina) “In My Room”, Ulrich Kohler (Alemanha) “The Harvesters”, Etienne Kallos (África do Sul) “My Favorite Fabric”, Gaya Jiji (Síria) “Friend”, Wanuri Kahiu (Quênia) “Euphoria”, Valeria Golino (Itália) “Angel Face”, Vanessa Filho (França) “Girl”, Lukas Dhont (Bélgica) “Manto”, Nandita Das (Índia)
Rampage opta pelo gigantismo para se destacar entre as estreias de cinema da semana
Maior estreia da semana, “Rampage – Destruição Total” chega em quase mil salas, apostando que a ocupação do espaço cinematográfico, overdose de marketing, monstros gigantes e a popularidade do astro Dwayne Johnson sejam capazes de transformar um lançamento genérico num blockbuster. Mas este não é um novo “Jumanji”. Apesar de baseado num jogo antigo de arcade, esta adaptação se leva a sério demais, com muitas explosões e expressões compenetradas, embora não passe, basicamente, de um amontoado de absurdos dignos da série “Zoo”, já cancelada. O filme é uma adaptação do velho game homônimo lançado em 1986, em que três criaturas gigantes (o macaco George, o lagarto Lizzy e o lobisomem Ralph) destruíam cidades e lutavam contra militares. E a trama não passa disso, com alguns vilões humanos para justificar “cientificamente” a transformação dos bichos em pseudo-Godzillas. A versão de cinema foi escrita pelos roteiristas Carlton Cuse e Ryan Condal (criadores da série “Colony”), marcando um reencontro entre Condal e Johnson após o fraco “Hércules” (2014). “Rampage”, por sinal, também é o terceiro filme do ator dirigido por Brad Peyton, que o comandou em “Terremoto: A Falha de San Andreas” (2015) e “Viagem 2: A Ilha Misteriosa” (2012). Todos muito bem-sucedidos nas bilheterias. E todos considerados medíocres pela crítica. Desta vez não é diferente, com apenas 49% de aprovação no Rotten Tomatoes. Os demais lançamentos chegam em circuito bem menor, após passarem por festivais internacionais. Clique nos títulos de cada filme para ver os trailers de todas as estreias. Novo filme de Roman Polanski A estreia mais convencional é “Baseado em Fatos Reais”, um thriller do veterano Roman Polanski. Trata-se da adaptação do livro homônimo de Delphine de Vigan, que venceu diversos prêmios literários em 2015, com roteiro de outro cineasta famoso, Olivier Assayas (“Personal Shopper”). Mas se essa combinação gera expectativa, ela logo se frustra ao entregar um amontoado de clichês do gênero, de “Mulher Solteira Procura” (1992) a “Louca Obsessão” (1990). Na trama, a esposa do diretor, Emmanuelle Seigner (“A Pele de Vênus”), vive o alter-ego de Delphine de Vigan, uma escritora que passa por um bloqueio criativo após o lançamento de seu último e bem-sucedido livro. O momento difícil é superado com a ajuda de uma nova e maravilhosa amiga, Elle, papel de Eva Green (“O Lar das Crianças Peculiares”). O problema é que a amiga, que trabalha como ghost writer, revela-se uma admiradora obsessiva que, em pouco tempo, tenta se intrometer no texto e até na vida íntima da escritora. Para não ficar no já visto, há uma pouco inesperada reviravolta. Cinema brasileiro premiado Em contraste, a frustração causada por “Aos Teus Olhos” é muito bem-vinda. A trama parece feita sob medida para estes tempos de acusações de abuso que geram movimentos e condenações nas redes sociais, combinando suspeita e drama sem conclusão fácil. A premissa é inspirada na peça espanhola “O Princípio de Arquimedes”, de Josep Maria Miró, mas o filme é brasileiro, escrito por Lucas Paraizo (de “Gabriel e a Montanha” e série “Sob Pressão”) e dirigido por Carolina Jabor (“Boa Sorte”). A trama gira em torno do personagem de Daniel de Oliveira (“Sangue Azul”), um professor de natação infantil acusado de abuso sexual pelos pais de um aluno. A acusação vem, como é praxe hoje em dia, pelas redes sociais. O post de uma mãe se torna viral e provoca um linchamento virtual imediato. A denúncia se espalha rapidamente na internet e até as pessoas mais próximas do protagonista, como a diretora da escola e um colega de trabalho, ficam em dúvida sobre suas ações e intenções. Esta história também aconteceu com o professor vivido por Mads Mikkelsen em “A Caça” (2012). A diferença é que o personagem brasileiro não é simpático e dá bandeira, embora isso apenas reforce o julgamento superficial das aparências. Exibido em diversos festivais nacionais e internacionais, “Aos Teus Olhos” venceu quatro troféus no Festival do Rio 2017: Melhor Ator (Daniel de Oliveira), Melhor Ator Coadjuvante (Marco Ricca, pai do menino supostamente abusado), Melhor Roteiro e Melhor Filme no Voto Popular. Também foi considerado o Melhor Filme brasileiro na Mostra de São Paulo. Logicamente, também é o melhor filme para ver neste fim de semana. Surpresas da América do Sul “Severina” também tem direção de brasileiro, Felipe Hirsch (de “Insolação”), mas é falado em espanhol e filmado no centro de Montevidéu, no Uruguai, onde o dono de uma livraria de poucos clientes se apaixona por uma musa fugidia, argentina como o escritor Jorge Luis Borges, que visita sua loja para roubar livros. Não há gênero mais convencional que a comédia romântica, portanto ver um filme anti-convencional partir das premissas desse gênero é digno de exaltação. Exibido no Festival de Locarno, é uma obra para amantes de literatura, cinema e também para os simplesmente amantes – de amar. Premiado em festivais latinos, “A Noiva do Deserto” marca a estreia de duas diretoras assistentes de sucessos argentinos, Cecilia Atán (assistente de “Táxi, um Encontro”) e Valeria Pivato (assistente de “Leonera”), no comando de um longa. A história, escrita pelas duas, gira em torno de uma mulher de 54 anos, que vê seu trabalho como doméstica em risco, conforme a crise econômica afeta a família que a emprega, deixando-a desnorteada e literalmente sem rumo. A história é bastante simples, mas se torna profunda com a interpretação formidável da chilena Paulina Garcia, que já tinha encantado no papel-título de “Gloria” (2013). Mestres orientais Completa a programação dois filmes de mestres orientais. “Antes que Tudo Desapareça” é uma sci-fi de Kiyoshi Kurosawa. O diretor japonês, que conquistou um séquito por seus terrores cultuados da virada do século – entre eles, “A Cura” (1997) e “Pulse” (2001) – , faz sua versão de “Invasores de Corpos” ao mostrar alienígenas que assumem identidades humanas para preparar uma invasão da Terra. Elementos de humor negro vem à tona em detalhes, como no que revela o segredo – uma mulher desconfia que seu marido se tornou gentil demais. Apesar da premissa conhecida, o resultado é esquisito o suficiente para ser puro Kurosawa. “O Dia Depois” também é puro Hong Sang-soo. É mais uma história de corações partidos do diretor sul-coreano, calcada na contemplação e na repetição, e marcada por algum detalhe estilístico – no caso, filmada em preto e branco, com edição fragmentada, para marcar passagens bruscas de tempo, e paralelos que visam destacar que o protagonista é um homem fadado a se repetir. No ano retrasado, Hong Sang-soo confessou em Cannes que só precisava de duas coisas para fazer um filme: atores e um restaurante/café/bar. Desta vez, é um confusão de identidades que dispara a indefectível discussão filosófica de bar-restaurante, típica do cinema de noodles e álcool de Sang-hoo. O evento acontece durante os primeiros dias de trabalho de uma funcionária recém-contratada numa pequena editora. O proprietário da empresa traía a mulher com outra funcionária. Por isso, sua esposa desconfiada aparece de surpresa e estapeia a nova funcionária, que não tem nada a ver com a história. É a deixa para o bar-restaurante, onde a conversa entre o patrão e a empregada se estende até o fim do filme.
Isao Takahata (1935 – 2018)
Morreu o diretor de animação japonês Isao Takahata, que ficou conhecido pelo filme “Túmulo dos Vaga-lumes”, uma anime clássica. Ele faleceu aos 82 anos, anunciou seu estúdio nesta sexta-feira (6/4), sem revelar as causas. Segundo a rede NHK, Takahta morreu em um hospital de Tóquio. Com longa-carreira, ele lançou seu primeiro longa em 1968, “Horus: O Príncipe do Sol”, além de ter feito vários trabalhos com a personagem “Heidi” nos anos 1970. Takahata também foi cofundador em 1985 do mítico estúdio japonês de animação Ghibli com seu discípulo, parceiro e em algumas ocasiões rival, Hayao Miyazaki. Ele conquistou fama mundial com uma das primeiras produções do Ghibli, “Túmulo dos Vaga-lumes”, de 1988, uma comovente história de dois órfãos durante a guerra, que muitos consideram seu melhor trabalho. Mais recentemente, fez a animação de “O Conto da Princesa Kaguya”, releitura de um clássico do repertório japonês que lhe valeu uma indicação à categoria de Melhor Filme de Animação no Oscar de 2015. E, em 2016, produziu “A Tartaruga Vermelha”, uma coprodução francesa, que também concorreu ao Oscar de Animação.
Série Dragon Ball Super vai continuar no cinema
A série anime “Dragon Ball Super” já se aproxima do fim da temporada, que muitos fãs receiam representar também o final dos desenhos. Embora nenhuma decisão neste sentido tenha sido anunciada, uma novidade garante que Goku e Vegeta não ficarão muito tempo longe das telas. A Toei Animation anunciou uma continuação nos cinemas. A novidade deveria ser uma surpresa, que seria revelada no último episódio, de nº 131, que vai ao ar no próximo dia 25 de março no Japão. A “surpresa” apareceria nos créditos finais, informou o produtor Satoru Takami. “Após o fim do episódio, continuem assistindo até depois dos créditos. Temos algo especial para informar aos fãs”, ele revelou, em entrevista desta semana ao site Kanzenshuu. Mas a Toi Animation “estragou” a surpresa, ao postar no Twitter que o próximo filme da franquia, previsto para dezembro no Japão, será continuação direta da série animada. Veja o post abaixo. Logo após o fim do segredo, Akira Toriyama, criador de “Dragon Ball”, publicou um comunicado oficial sobre o 20º longa da franquia, confirmando que a produção será uma sequência de “Dragon Ball Super”. ”O novo filme de ‘Dragon Ball’ serve como uma continuação para o anime que está sendo exibido nesse momento na TV”, disse Toriyama, dando mais detalhes. “A trama vai explorar elementos de Freeza e os Saiyajins que ainda não haviam sido vistos. Acredito que temos uma história muito interessante, e que revelará um oponente formidável para Goku, Vegeta e os outros”. O próprio Toriyama assina o roteiro do longa. O release oficial da produção ainda revela que o tema do longa será a raça Saiyajin. “Conheceremos a origem da raça guerreira e o que significa fazer parte dela”, diz o texto, que promete a história do primeiro Deus Super Saiyajin, o mesmo da lenda que foi revelada no início de “Dragon Ball Super”. Como havia rumores sobre o fim da série, ao final do arco do torneio do Poder, não está claro se o filme terá a função de encerrar a franquia. Mas vale destacar que, durante sua entrevista, Takami deu a entender que Toriyama teria mais material inédito para o futuro. A estreia do filme de “Dragon Ball Super” está prevista para 14 de dezembro no Japão. Hold on to your seats! ???The 20th #DragonBall feature film is set to be released on December 14, 2018 in Japan! The new film will also continue to follow the world created in #DragonBallSuper!! For new details, visit the movie's official website, https://t.co/xnNYUXWQ3n!! pic.twitter.com/s7MJeaISid — Toei Animation (@ToeiAnimation) March 12, 2018
Versão com atores do mangá Bleach ganha primeiro teaser com cenas do filme
A Warner do Japão divulgou o pôster e o primeiro teaser com cenas do filme live-action de “Bleach”. A prévia mostra o protagonista enfrentando um dos espíritos malignos da trama. Um dos mangás mais bem-sucedidos e cultuados deste século no Japão, “Bleach” acompanha Ichigo Kurosaki, um estudante de 15 anos que desde criança se sentia amaldiçoado por poder ver fantasmas. Graças a essa capacidade, ele descobre a existência de uma ceifadora de almas chamada Rukia Kuchiki, que integra uma complexa sociedade de shinigamis, guardiões de almas. Numa luta para defender a Terra de um ataque de criaturas das trevas, a ceifadora acaba ferida e precisa deixar o garoto como responsável pelas almas humanas, o que o leva a descobrir um mundo sobrenatural que sequer imaginava existir. O mangá, escrito e desenhado por Tite Kubo, é publicado no Japão desde 2001 e se tornou bastante ambicioso com o passar do tempo, expandindo seu universo para outros planos de existência e incluindo centenas de personagens, entre eles mais de uma dezena de ceifadores da Sociedade das Almas – os mocinhos da trama. Os quadrinhos também inspiraram uma série animada bastante popular, exibida entre 2004 e 2012, com 16 temporadas. O filme tem direção de Shinsuke Sato, um especialista em versões live action de mangás, que já dirigiu “Death Note: Iluminando um Novo Mundo” (2016), “I Am a Hero” (2015) e Gantz (2010). O elenco destaca Sôta Fukushi (da adaptação do mangá “As the Gods Will”) e Hana Sugisaki (“Blade of the Immortal”). A estreia acontece em julho no Japão e não há previsão de lançamento no Brasil.
Novo anime do diretor de As Memórias de Marnie ganha trailer em inglês
A GKids divulgou o pôster americano e o trailer dublado em inglês do anime “Mary and The Witch’s Flower”, primeiro lançamento do Studio Ponoc, fundado por ex-funcionários do Studio Ghibli. Um deles é o diretor do filme, Hiromasa Yonebayashi, que trabalhou na animação do clássico “A Viagem de Chihiro”, vencedor do Oscar 2003, além de ter dirigido o recente “As Memórias de Marnie” (2014). Baseado no livro de 1971 “The Little Broomstick” da escritora britânica Mary Stewart, o anime segue a aventura de uma menina jovem e precoce que, depois de fazer amizade com um estranho gato preto e descobrir uma flor rara da floresta, capaz de lhe dar poderes mágicos por 24 horas, ganha a oportunidade de frequentar uma escola de prestígio para bruxas. A dublagem em inglês conta com as vozes de Ruby Barnhill (estrela de “O Bom Gigante Amigo”) no papal principal, e dos vencedores do Oscar Kate Winslet (“Roda Gigante”) e Jim Broadbent (“O Bebê de Bridget Jones”). A estreia vai acontecer em 18 de janeiro nos Estados Unidos e não há previsão para o lançamento no Brasil. Veja abaixo também o trailer original japonês.
Godzilla conquista a Terra em trailer de animação japonesa futurista
A Toho Animation divulgou novos pôsteres e o segundo trailer de “Godzilla: Monster Planet”, anime futurista com o “rei dos monstros”. A prévia é dublada em japonês e não tem legendas. A trama se passa após os últimos sobreviventes da humanidade embarcarem numa viagem espacial, em fuga da destruição causada por Godzilla. Porém, após uma jornada de 20 anos no espaço, eles descobrem que o planeta escolhido não tinha condições para a vida, obrigando-os a retornar à Terra. O protagonista da trama é Haruo, que viu seus pais serem mortos por Godzilla quando tinha 4 anos e agora só quer voltar para a Terra e derrotar a criatura. No entanto, os personagens encontram uma Terra muito diferente, pois o tempo transcorrido no planeta foi muito mais lento que o decorrido no espaço, com a passagem de 20 mil anos desde sua partida. E Godzilla não só permanece vivo, como controla o ecossistema. O filme animado tem direção de Kobun Shizuno (de “Knights of Sidonia”), e Hiroyuki Seshita (“Blame!”) e será lançado nos cinemas japoneses em novembro, antes de ser disponibilizado pela Netflix – detalhe: apenas em março de 2019.
Versão com atores de Fullmetal Alchemist ganha trailer completo
A Warner Bros. do Japão divulgou o trailer completo do filme “Fullmetal Alchemist”, adaptação live actrion do famoso mangá/anime criado por Hiromu Arakawa. Apesar da trama original ser bastante trágica, a prévia mostra humor de pastelão, interpretações exageradas e efeitos visuais bastante artificiais, resultando quase numa paródia de desenho com atores. Na história brutal dos quadrinhos, os irmãos Alphonse e Edward Elric tentam trazer a mãe de volta à vida usando uma técnica proibida de alquimia, mas, para isso, eles precisam dar algo em troca. Como consequência, Ed perde sua perna e Al perde seu corpo. Para impedir que a alma de Al vague incorpórea, Ed sacrifica um braço para prendê-la dentro de uma grande armadura. E é assim, visando recuperar seus corpos, que os dois irmãos iniciem uma busca pela lendária pedra filosofal. Os quadrinhos foram publicados entre 2001 e 2010, em mais de 100 capítulos, e seguem uma linha steampunk, com a trama passada durante a revolução industrial, mas num universo alternativo de magia e fantasia. O mangá fez tanto sucesso que ganhou duas séries animadas e dois longas de animação. A versão com atores tem direção de Fumihiko Sori, que trabalhou nos efeitos visuais de “Titanic” (1997), e chegará aos cinemas japoneses em dezembro. Não há previsão para seu lançamento no Brasil.
Your Name: J.J. Abrams vai filmar versão com atores do maior sucesso da animação japonesa
A produtora Bad Robot, do cineasta J.J. Abrams (“Star Wars: O Despertar da Força”), e a Paramount Pictures anunciaram que vão adaptar a animação japonesa “Your Name” em uma versão com atores. Lançado no ano passado, o filme de Makoto Shinkai se tornou o anime mais bem-sucedido de todos os tempos, ao registrar uma arrecadação recorde de 23,5 bilhões de ienes (US$ 207 milhões), superando no país até o lançamento do blockbuster de Abrams, “Star Wars: O Despertar da Força” (11,6 bilhões de ienes). “Your Name” (Kimi No Na Wa, no título original) conta a história de Mitsuha, uma jovem cansada de viver em um vilarejo rural japonês, e Taki, um adolescente em Tóquio. Os dois acabam acordando aleatoriamente no corpo um do outro. Taki e Mitsuha vivem as vidas um do outro, deixando notas em seus celulares das experiências, mas quando Taki tenta encontrar Mitsuha, seu destino sofre uma reviravolta fantástica, à medida que o tempo se dobra em realidades alternativas. Eric Heisserer, que venceu o Oscar pelo roteiro de “A Chegada” (2016), será o responsável por adaptar o anime numa versão live action americana. “O Sr. Abrams e sua equipe cativaram audiências com suas reinvenções de filmes conhecidos e Mitsuha e Taki encontraram um perfeito narrador, o Sr. Heisserer, para contar sua história de amor, carregada de ficção científica, que deu ao filme um grande impulso. As reuniões até agora foram criativamente estimulantes, com ideias fantásticas as quais, certamente, farão deste um excelente filme. Tenho muita honra de trabalhar com estes incríveis criadores para levar para as audiências a versão live-action hollywoodiana de ‘Your Name’”, disse o produtor da animação original, Genki Kawamura, em comunicado. Mas a produção não tem previsão para começar a ser filmada ou data de estreia nos cinemas, uma vez que Abrams filmará a seguir “Star Wars: Episódio IX”, o final da saga de Luke Skywalker. O anúncio, entretanto, não confirma se, além de produzir, Abrams também dirigirá “Your Name”, embora isto pareça implícito. Por coincidência, a animação, que estreou em agosto do ano passado no Japão, deve chegar aos cinemas brasileiros em outubro, com exibição exclusiva na rede Cinemark.
Adaptação do mangá A Lâmina do Imortal ganha trailer ultraviolento
A Magnet Releasing divulgou o trailer americano e ultraviolento de “Blade of the Immortal” (Mugen no jûnin), filme de número 100 da prolífica filmografia de Takashi Miike. Apesar de ser a adaptação de um mangá, lançado no Brasil como “A Lâmina do Imortal”, que inclusive rendeu série animada, a produção não é para crianças. Nisso, lembra o cultuado “Azumi” (2003). A versão de Miike exibe cada corte, jorro de sangue, amputação, decapitação e aleijamento resultante das lutas de espada. É quase um filme de terror, que não abre mão do humor negro desconsertante que os fãs do diretor aprenderam a apreciar. Na trama, baseada no mangá de Hiroaki Samura, Takuya Kimura (de “Patrulha Estelar”) vive Manji, um ás da espada amaldiçoado com a vida eterna, que por isso se torna imbatível em combate. Visando cumprir uma cota de mil mortes, ele atende ao apelo de uma jovem (Hanna Sugisaki, de “Bathroom Pieta”) para ajudá-la a se vingar do assassinato de sua família, iniciando com ela uma jornada sanguinária. “Blade of the Immortal” teve première mundial no Festival de Cannes deste ano, onde foi elogiadíssimo pela crítica internacional pela forma estilizada com que Miike orquestrou sua violência. O filme estreia em novembro nos Estados Unidos e não tem previsão para chegar ao Brasil.












