Trailer de suspense com atores de Harry Potter e The Walking Dead explora paranoia entre vizinhos
A Icon Film divulgou o primeiro trailer, o pôster e fotos do suspense britânico “The Ones Below”, que marca a estreia na direção de David Farr, autor de teatro e roteirista do thriller “Hanna” (2011). A trama explora a inveja e o desejo de distância que existe entre vizinhos, centrando-se em dois casais que esperam filhos. A francesa Clémence Poésy (franquia “Harry Potter”) é a verdadeira protagonista, como a vizinha mais pobre, casada com Stephen Campbell Moore (“Pegando Fogo”), enquanto o casal da cobertura é vivido pela finlandesa Laura Birn (“Caçada Mortal”) e David Morrissey (o Governador da série “The Walking Dead”). Após passar um período evitando os vizinhos de cima, um encontro fortuito revela as condições similares das futuras mães e leva, inevitavelmente, ao convite para um jantar. E é a partir do momento em que os casais passam a se conhecer melhor que a tensão se instala, levando à comparações, questionamentos e ao clima de paranoia dos primeiros filmes de Roman Polanski. Exibido nos festivais de Toronto e Londres, “The Ones Below” estreia em 11 de março no Reino Unido e não tem previsão de lançamento no Brasil.
Renée Zellweger, Colin Firth e Patrick Dempsey se juntam em fotos do novo filme de Bridget Jones
A revista Entertainment Weekly divulgou novas imagens de “Bridget Jones’s Baby” – três fotos da produção e seis poses do elenco – , que ocupa a capa de sua edição desta semana. As imagens destacam o triângulo formato por Renée Zellweger, Colin Firth e o novato da franquia Patrick Dempsey (série “Grey’s Anatomy”). No terceiro filme da franquia “Bridget Jones”, a protagonista precisa lidar com sua gravidez. O principal problema é que, ainda solteira aos 43 anos, ela não sabe quem é o pai de seu filho: se o antigo namorado Mark Darcy (Firth) ou seu novo interesse romântico (Dempsey, no lugar de Hugh Grant, que não retorna para esta sequência). A saga da eterna solteirona começou em 1996, com a publicação de “O Diário de Bridget Jones” e, três anos depois, ganhou continuidade com “No Limite da Razão”. A série ganhou adaptação cinematográfica em 2001, com Renée Zellwegger no papel principal, divida entre Mark Darcy e o pervertido Daniel Cleaver (Hugh Grant). A decisão só ocorreu no filme seguinte, de 2004. Desta vez, porém, a trama não será adaptada de um dos livros de Helen Fielding, já que o terceiro, “Bridget Jones: Louca pelo Garoto”, gerou mais polêmica que elogios. Isto porque os fãs ficaram revoltadíssimos com a morte de Mark Darcy. Afinal, no final de “Bridget Jones: No Limite da Razão”, Darcy finalmente tinha proposto casamento a Bridget, e os fãs estavam ansiosos em ler sobre suas vidas de casados. O terceiro filme de “Bridget Jones” está sendo planejado desde 2009, muito antes da chocante decisão de Fielding, e deveria acontecer imediatamente após os eventos de “No Limite da Razão”. A própria Fielding escreveu os primeiros esboços do roteiro, que foram revistos por David Nicholls (“Um Dia”). A direção está a cargo de Sharon Maguire, que comandou o primeiro filme da franquia. A estreia está prevista para 16 de setembro nos EUA e seis dias depois, em 22 de setembro, no Brasil.
Hugh Jackman treina o pior atleta do mundo em trailer de comédia britânica
A Lionsgate divulgou o pôster, as fotos e o primeiro trailer do filme britânico “Eddie the Eagle”, cinebiografia do esquiador olímpico Eddie Edwards. A prévia parece uma comédia maluca de esportes, mas o personagem é real, assim como sua luta para ser levado a sério, que evidencia uma mensagem edificadora de superação. Irreconhecível com óculos e cabelos loiros, Taron Egerton (“Kingsman: O Serviço Secreto”) interpreta o jovem Eddie Edwards, incapaz de se destacar em qualquer esporte, mas decidido a disputar uma olimpíada. Ele contrata Hugh Jackman (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”) como treinador e, após muito tombos, pernoites no hospital e perseverança, consegue se tornar um esquiador profissional e representar o Reino Unido nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1988. Ao final, é inevitável lembrar de “Jamaica Abaixo de Zero” (1993), que também transformou em comédia uma história real de desastre olímpico. Com direção de Dexter Fletcher (“Sunshine on Leith”), “Eddie the Eagle” estreia em 1 de abril no Reino Unido e seis dias depois, em 7 de abril, no Brasil.
Ficção científica Ex Machina: Instinto Artificial domina premiação do cinema indie britânico
O filme “Ex Machina: Instinto Artificial” foi o grande vencedor no British Independent Film Awards (BIFA), premiação dos melhores do cinema indie britânico, realizada em Londres no domingo (6/12). Estreia na direção de Alex Garland (roteirista de “Extermínio” e “Dredd”), a ficção científica sobre inteligência artificial conquistou as estatuetas de Melhor Filme, Direção, Roteiro e Desempenho Técnico – dois destes prêmios, por sinal, conquistados pelo próprio Garland. Nas categorias de interpretação, Saoirse Ronan conquistou o troféu de Melhor Atriz por “Brooklyn” e Tom Hardy o de Melhor Ator por seu papel duplo, como gângsteres gêmeos, em “Legend”. Brendan Gleeson, após ter sido eleito o Melhor Ator de 2014 por “Calvário”, levou este ano o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante por “As Sufragistas”. E Oliva Colman chegou a seu terceiro BIFA com a estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante por “The Lobster”. Considerado um forte candidato ao Oscar, “O Quarto de Jack” ficou com o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro. O filme de Lenny Abrahamson, que começou a chamar atenção com uma inesperada vitória no Festival de Toronto, voltou a superar favoritos da crítica como “Carol” e o húngaro “O Filho de Saul”. A maior surpresa, porém, ficou por conta da vitória de “Dark Horse”, de Louise Osmond, como o Melhor Documentário do ano, sobre o popular “Amy”, que conta a história da cantora Amy Winehouse. [symple_divider style=”dashed” margin_top=”20″ margin_bottom=”20″] Vencedores do BIFA 2015 [symple_column size=”one-half” position=”first” fade_in=”false”] Melhor Filme Ex Machina: Instinto Artificial Melhor Direção Alex Garland, por Ex Machina: Instinto Artificial Melhor Ator Tom Hardy, por Legend Melhor Atriz Saoirse Ronan, por Brooklyn Melhor Ator Coadjuvante Domhnall Gleeson, por Brooklyn Melhor Atriz Coadjuvante Olivia Colman, por The Lobster Melhor Roteiro Alex Garland, por Ex Machina: Instinto Artificial Melhor Contribuição Técnica Andrew Whitehurst, pelos efeitos visuais de Ex Machina: Instinto Artificial [/symple_column] [symple_column size=”one-half” position=”last” fade_in=”false”] Melhor Filme Estrangeiro O Quarto de Jack Melhor Diretor Estreante Stephen Fingleton, por The Survivalist Melhor Documentário Dark Horse: The Incredible True Story of Dream Alliance Revelação Abigail Hardingham, por Nina Forever Produtor do Ano Paul Katis e Andrew De Lotbiniere, por Kajaki Prêmio Raindance Orion: The Man Who Would Be King Melhor Curta-Metragem Britânico Edmond [/symple_column]
Shaun, O Carneiro é um filme mudo que diz muito
A grande beleza de “Shaun, O Carneiro” não é ser uma espécie de filme mudo para crianças. Mas o fato de usar como arma uma falsa inocência para manipular como quiser a garotada e os adultos. Seja para fazer rir ou passar a mensagem sobre a principal mudança que podemos fazer em nossas vidas, que não é necessariamente sair de casa ou ir a lugares diferentes. A animação prega que a mudança de atitude é o que mais importa; logo, a felicidade está dentro de nós mesmos. A mensagem sobre mudança de atitude é importante para os pequenos, mas ela é sutil. Talvez não seja notada até mesmo por adultos, afinal não está desenhadinha e, claro, jamais é explicada através de palavras. Mas com elegância, e indo direto ao ponto, “Shaun, O Carneiro”conseguiu “dizer” isso bem mais rápido que uma produção badalada e consagrada como “Madagascar”, que levou três filmes para chegar a essa conclusão. É mais uma bela diversão em stop motion do estúdio Aardman, que nos brindou anteriormente com “Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais” (2005) e o maravilhoso “A Fuga das Galinhas” (2000). Valorizando truques básicos da narrativa da época do cinema mudo, a versão para o cinema da série britânica de mesmo nome aposta em inspiradas gags para contar a história de Shaun, um carneirinho que cresceu numa fazenda e não aguenta mais viver a rotina no piloto automático. Numa tentativa de subverter positivamente o local e se divertir um pouco, algo dá errado pelo caminho e seu dono vai parar na cidade grande. E com amnésia. Resta a Shaun ir até lá e resgatá-lo. Ok. Não é exatamente um silent movie, porque os personagens emitem certos barulhinhos, mas a essência está presente em cada frame. Vale tropeçar, escorregar, trombar, transmitir emoções pelo olhar e manter as mesmas expressões faciais do início ao fim, inclusive a hilária risadinha de lado. Então Shaun e seus amigos são representações de Buster Keaton? Bom, por que não? Para um filme sob esse tipo de influência, a música tem um papel fundamental. E a trilha sonora de “Shaun, O Carneiro” é um capítulo à parte. Destaque para o tema “Feels Like Summer”, de Tim Wheeler, Ilan Eshkeri e o ex-Kaiser Chiefs Nick Hodgson, cujo significado traduz o espírito do próprio filme. Se a falsa inocência gera gargalhadas surpreendentes – e o filme é genuinamente engraçado –, o artifício permite mascarar referências. A aventura é repleta de menções a grandes produções do cinema, mas nenhuma delas quer chamar mais atenção que a própria história, como acontece em “Shrek”. De forma discreta, o cinéfilo é capaz de reconhecer citações a filmes que devem passar bem longe das crianças, como “O Silêncio dos Inocentes” (1991) e “Cabo do Medo” (1991). Tem até referência ao clássico “A Revolução dos Bichos”, livro de 1945 de George Orwell (com os porcos dentro de casa), e aos Beatles na Abbey Road. Pena que a animação não seja discreta o tempo todo, caindo na tentação das piadas grosseiras, incluindo flatulências e uma cabeça presa na bunda de um Cavalo de Troia. Bem light, de todo modo, porque a criançada adora.




