Kill Command: Trailer de sci-fi indie britânica mostra guerra robótica
A Vertigo Films divulgou dois pôsteres e o trailer da sci-fi “Kill Command”, primeiro filme escrito e dirigido por Steven Gomez, técnico de efeitos visuais que faz da prévia um cartão de visitas de sua capacidade para evocar o futuro. O filme evoca conhecidos clichês de gênero e vale mesmo pelo realismo dos robôs e a qualidade dos efeitos, materializados com baixo orçamento. A premissa, por sinal, evoca outra famosa produção indie britânica, o terror “Dog Soldiers” (2002). Só que, em vez de lobisomens, o inimigo agora é tecnológico, via influência de “O Exterminador do Futuro” (1984). Na trama, um exercício militar futurista acaba se transformando em uma batalha pela sobrevivência, quando os robôs de treinamento começam a matar os soldados. O elenco destaca Vanessa Kirby (“Evereste”), que o trailer não deixa claro se vive uma ciborgue ou androide, embora no final sua personagem se defina como humana. Além dela, também estrelam a produção o dinamarquês Thure Lindhardt (“Velozes & Furiosos 6”), David Ajala (“O Destino de Júpiter”) e Tom McKay (série “The White Queen”). A estreia está marcada para 13 de maio no Reino Unido e não há previsão de lançamento no Brasil.
Ricky Gervais volta a viver personagem de The Office em trailer de falso documentário
A Entertainment One divulgou dois pôsteres e o primeiro teaser do falso documentário “David Brent: Life on the Road”, derivado da série britânica “The Office” (2001-2003). A prévia mostra o personagem David Brent, o chefe da série original, visitando o escritório em que a trama se passava, onde novos funcionários entram em contato com seu humor constrangedor. O passeio, acompanhado por câmeras, é para contar o que ele tem feito desde que saiu do escritório. Brent virou cantor-compositor e faz questão de demonstrar seus talentos para a plateia de funcionários, descrevendo, explicitamente, o significado de uma letra. A pegada é a mesma da série. Novamente vivido pelo ator Ricky Gervais (“Muppets 2: Procurados e Amados”), que criou “The Office”, o personagem chegou a realizar uma turnê de verdade com sua banda fictícia Foregone Conclusion no ano passado. Este aspecto musical será o mote do mockumentary, que, ao estilo de “Borat” (2006), deverá incorporar a reação de pessoas comuns às piadas. Após o fim de “The Office”, David Brent ainda reapareceu na versão americana da atração, exibida entre 2005 e 2013, e no canal de Gervais no YouTube, onde se manifestou em diversos vídeos de temática musical. “David Brent: Life on the Road” estreia em 19 de agosto no Reino Unido e não tem previsão de lançamento no Brasil.
Como Eu Era Antes de Você: Romance com Emilia Clarke e Sam Claflin ganha novo trailer
A Warner Bros. do Reino Unido divulgou o novo trailer de “Como Eu Era Antes de Você”, filme romântico de doença. A definição mórbida é cortesia de um filão aberto pelo sucesso de “A Culpa É das Estrelas” (2014). Mas essa história tem mais a ver com a dramédia francesa “Intocáveis” (2011). Só que, em vez um velho rico e um negro imigrante, os personagens centrais são um casal jovem, bonito e muito branco: Emilia Clarke (sériee “Game of Thrones”) e Sam Claflin (franquia “Jogos Vorazes”). Ela é contratada como cuidadora dele, que ficou restrito a uma cadeira de rodas, devido a um acidente que lhe custou os movimentos. Ou seja, é lógico, desde o primeiro momento, que vai acontecer uma atração. A dinâmica do relacionamento se mantém igual ao do filme francês – ela é ingênua, pobre e cheia de energia, ele é sofisticado, rico e depressivo – , mas a culpa não é das estrelas, é do livro em que a trama se baseia, escrito pela britânica Jojo Moyes, que também assina o roteiro. Por sinal, Moyes deve ser fã de Nicholas Sparks, pois, entre os clichês românticos, não falta sequer o indefectível melodrama hospitalar. Com direção de Thea Sharrock, que estreia no cinema após dirigir alguns episódios de séries britânicas, o filme chega em 16 de junho no Brasil, duas semanas após o lançamento nos EUA (em 3/6).
O Bebê de Bridget Jones: Renée Zellwegger engravida, mas permanece solteirona no trailer legendado
A Universal Pictures divulgou o primeiro trailer legendado de “O Bebê de Bridget Jones”, que retoma a saga da eterna solteirona inglesa, iniciada no cinema em 2001 e que agora, na trama ao menos, tem 43 anos. A prévia é animadora, repleta de bom humor, ainda que mantenha inalterada a fórmula original. De volta ao papel principal, Renée Zellwegger continua com baixa autoestima e divida entre dois amores, mas, desta vez, no lugar de Hugh Grant, quem disputa as atenções da protagonista com Colin Firth é Patrick Dempsey, em seu primeiro papel após sair da série “Grey’s Anatomy”. Qualquer um dos dois pode ser o pai do bebê do título, já que Bridget não sabe qual deles a engravidou. A trama não traz nenhuma referência ao terceiro livro de Helen Fielding, “Louca pelo Garoto”, lançado em 2013, e que gerou mais polêmica que elogios. Isto porque os fãs ficaram revoltadíssimos com a morte de Mark Darcy, o personagem de Firth. Afinal, no final de “Bridget Jones: No Limite da Razão”, Darcy finalmente tinha proposto casamento a Bridget, e os fãs estavam ansiosos em ler sobre suas vidas de casados. Isto tampouco aconteceu no filme, mas o trailer faz referência ao fato. O terceiro filme de “Bridget Jones” estava sendo planejado desde 2009, muito antes da chocante decisão de Fielding, e deveria acontecer imediatamente após os eventos de “No Limite da Razão” (2004). A própria Fielding escreveu os primeiros esboços do roteiro, que foram revistos por David Nicholls (“Um Dia”). A direção, por sua vez, novamente está a cargo de Sharon Maguire, que comandou o primeiro filme da franquia. A estreia está prevista para 16 de setembro nos EUA e seis dias depois, em 22 de setembro, no Brasil.
Kill Your Friends: Nicholas Hoult é capaz de matar por um hit, em trailer de comédia sobre a indústria musical britânica
A Well Go Entertainment divulgou o trailer americano da comédia “Kill Your Friends”, estrelada por Nicholas Hoult (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”). A prévia destaca o humor negro e violento da produção britânica, que se passa nos bastidores da indústria musical. A trama é ambientada em 1997 e acompanha a trajetória do personagem de Hoult, jovem funcionário de uma gravadora que busca um grande hit para emplacar nas paradas de sucesso durante a explosão das boy bands e do britpop, e se mostra capaz de passar por cima de tudo e todos para se dar bem nesse negócio. O elenco ainda conta com Ed Skrein (“Deadpool”), Rosanna Arquette (série “Ray Donovan”), James Corden (“Caminhos da Floresta”) e Tom Riley (série “Da Vinci’s Demons”). Adaptação do best-seller homônimo de John Niven, com direção de Owen Harris (série “Misfits”), “Kill Your Friends” dividiu opiniões no Reino Unido, onde estreou em novembro. A estreia nos cinemas americanos acontece em 1 de abril e não há previsão para seu lançamento no Brasil.
Filme derivado da série Absolutely Fabulous ganha primeiro teaser
A Fox Searchlight divulgou o primeiro teaser do filme derivado da sitcom britânica “Absolutely Fabulous”. A prévia mostra as amigas Edina (Jennifer Saunders, criadora da atração) e Patsy (Joanna Lumley) curtindo férias à beira-mar, em clima de êxtase – e de comercial de bebida – , dando início a mais uma bebedeira. A série original, exibida com grandes hiatos entre 1992 e 2012, girava em torno de Edina Monsoon, uma agente de relações públicas decadente, que passava o seu tempo enchendo a cara e seguindo tendências bizarras numa tentativa desesperada de se manter jovem para sempre, quase sempre acompanhada por sua melhor amiga Patsy Stone, muito mais bêbada e promíscua, e com a total desaprovação de sua filha careta Saffron (Julia Sawalha). Feito comédia brasileira, o filme será intitulado “Absolutely Fabulous: The Movie”, e vai acompanhar Edina e Patsy acordando após um porre, sem lembrar da noite anterior. O detalhe é que se encontram em um iate no meio do oceano, sem sinal de celular. A estreia está marcada para 1 de julho no Reino Unido e não há previsão para seu lançamento no Brasil.
Douglas Slocombe (1913 – 2016)
Morreu o diretor de fotografia Douglas Slocombe, que filmou dezenas de clássicos, deixando sua marca em obras reverenciadas como “A Dança dos Vampiros”, de Roman Polanski, “O Grande Gasby”, estrelado por Robert Redford, e a trilogia original de “Indiana Jones”. Ele faleceu na segunda-feira (22/2) aos 103 anos de idade, em um hospital de Londres, onde era tratado desde janeiro em decorrência de uma queda. Nascido em Londres, em 10 de fevereiro de 1913, Douglas Slocombe começou a demonstrar seu talento para captar imagens como fotojornalista. Ele fotografou para as famosas revistas Life e Paris-Match nos anos 1930, até que, no início da 2ª Guerra Mundial, trocou a máquina fotográfica pela câmera de cinema, interessado em documentar com urgência momentos históricos, como a invasão da Polônia pelas tropas nazistas em 1939. Essas suas primeiras filmagens integraram o célebre documentário “Lights out in Europe” (1940), realizado por Herbert Kline. Ao fim do conflito europeu, ingressou na indústria do cinema britânico. Contratado pelo Ealing Studios, começou sua carreira profissional como operador de câmera do cineasta Charles Crichton em “For Those in Peril” (1944), drama de guerra que mesclou técnicas de filmagem de documentário para criar cenas realistas. Mas foram seus trabalhos na antologia de terror “Na Solidão da Noite” (1945), no segmento dirigido por Alberto Cavalcanti, e em “Grito de Indignação” (1947), a primeira comédia do estúdio, novamente com Crichton, que o tornaram requisitado. As comédias se provaram tão populares para o Ealing que Slocombe praticamente se especializou em filmes do gênero estrelados por Alec Guinness, como “As Oito Vítimas” (1949), “O Mistério da Torre” (1951), “O Homem do Terno Branco” (1951) e “Todos ao Mar!” (1957). Mas entre esses sucessos de bilheteria, ele também aperfeiçoou a construção de atmosferas sinistras em preto e branco, trabalhando com mestres do gênero noir como Basil Dearden em “Do Amor ao Ódio” (1950) e Gordon Parry em “A Tentação e a Mulher” (1958) Sua transição para o cinema colorido veio carregada de vermelho, com o cultuado terror “Circo dos Horrores” (1960), de Sidney Hayers, seguido por um legítimo terror da Hammer, “Grito de Pavor” (1961). Mesmo assim, Slocombe demorou a largar a predileção pelo preto e branco, do qual ainda se valeu para rodar importantes filmes dramáticos como “A Marca do Cárcere” (1961), em que Stuart Whitman viveu um pedófilo, “Freud – Além da Alma” (1962), cinebiografia do pai da psicanálise estrelada por Montgomery Clift, o drama feminista “A Mulher que Pecou” (1962), em que Leslie Caron viveu uma solteira grávida, e principalmente “O Criado” (1963), obra pioneira do homoerotismo, dirigida por Joseph Losey, que lhe rendeu o BAFTA (o Oscar britânico) de Melhor Cinegrafia em Preto e Branco. A repercussão desses filmes o colocou em outro patamar, tornando-o disputado por diretores de blockbusters. Slocombe viu-se obrigado a abandonar o preto e branco definitivamente, ao embarcar nas aventuras “Os Rifles de Batasi” (1964), “Vendaval em Jamaica” (1965), “Crepúsculo das Águias” (1966) e “A Espiã que Veio do Céu” (1967). Aos poucos, porém, começou a selecionar melhor as ofertas de trabalho, o que lhe permitiu encontrar o equilíbrio entre o sucesso comercial e o culto cinéfilo, a partir da comédia de terror “A Dança dos Vampiros” (1967), de Roman Polanski, em que usou locações cobertas de neve para ressaltar, mesmo em cores vibrantes, os contrastes do cinema expressionista. E continua sua série de cults com o suspense “O Homem que Veio de Longe” (1968), de Joseph Losey, o drama de época “O Leão no Inverno” (1968), de Anthony Harvey, o thriller “Um Golpe à Italiana” (1969), de Peter Collinson, a cinebiografia de Tchaikovsky “Delírio de Amor” (1970), de Ken Russell, e o drama de guerra “Seu Último Combate” (1971), de Peter Yates. A sequência impressionante de filmes de alto nível o levou a ser procurado por um mestre da velha Hollywood, George Cukor. Apesar de ser filmada em Londres com Maggie Smith e outros atores britânicos, a comédia “Viagens com a Minha Tia” (1972), de Cukor, acabou se tornando o passaporte de Slocombe para o sonho americano, ao lhe render sua primeira indicação ao Oscar de Melhor Diretor de Fotografia. A partir daí, ele passou a alternar Londres e Hollywood, acumulando trabalhos nos dois lados do Atlântico, como as produções americanas “Jesus Cristo Superstar” (1973) e “O Grande Gatsby” (1974), que lhe rendeu seu segundo BAFTA, seguidas por “As Criadas” (1975) e “A Vida Pitoresca de Tom Jones” (1976) no Reino Unido. A cinebiografia “Júlia” (1977), em que Jane Fonda viveu a escritora Lillian Hellman, rendeu-lhe sua segunda indicação ao Oscar, além do terceira BAFTA, mas um trabalho menor, realizado no mesmo ano, provou-se mais importante para o futuro de sua carreira. Slocombe conheceu Steven Spielberg na função de quebra-galho, para filmar uma pequena sequência, rodada na Índia, de “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1977), pois o diretor de fotografia titular da produção não poderia fazer a viagem. O resultado impressionou o jovem diretor, que convidou o cinematógrafo veterano, então com 70 anos de idade, para trabalhar em “Os Caçadores da Arca Perdida” (1981). Slocombe conquistou sua terceira e última indicação ao Oscar pelo primeiro filme de Indiana Jones. Mas o reconhecimento foi além da Academia. Ao captar e atualizar a sensação de perigo constante e as inúmeras reviravoltas dos velhos seriados de aventura, Slocombe materializou sequências antológicas, que entraram para a história do cinema, ampliando ainda mais seu legado e influência com os filmes seguintes da franquia, “Indiana Jones e o Templo da Perdição” (1984) e “Indiana Jones e a Última Cruzada” (1989). Ele ainda filmou “007 – Nunca Mais Outra Vez” (1983), a volta de Sean Connery ao papel de James Bond, e o drama de época “Lady Jane” (1986), com Helena Bonham Carter, antes de se aposentar após o terceiro Indiana Jones, com 75 anos de idade. “Harrison Ford foi Indiana Jones na frente das cameras, mas Dougie foi o meu herói atrás das câmeras”, declarou Spielberg, ao se despedir do velho parceiro.
Brooklyn é um romance cativante com várias camadas de profundidade
“Brooklyn” é um filme que vai conquistando o espectador aos poucos. Inicia aparentemente um pouco atabalhoado, com uma pressa de enviar logo sua protagonista para os Estados Unidos, mas uma vez que Eilis (Saoirse Ronan, de “O Grande Hotel Budapeste”) está em Nova York, numa comunidade irlandesa, sua história começa a ficar mais e mais interessante, cativando até espectadores que nunca sofreram com a saudade da família e do lar, em um lugar distante. Na trama, Eilis é uma jovem de uma família simples da Irlanda que consegue, através de um padre irlandês que trabalha nos Estados Unidos (Jim Broadbent, de “Um Fim de Semana em Paris”), a chance de ter melhores condições de vida na “terra das oportunidades”. Ela já vai, inclusive, com um emprego garantido e hospedagem na pensão de uma senhora (Julie Walters, de “As Aventuras de Paddington”) muito tradicional e exigente, no que se refere a comportamento, ainda que as meninas que lá moram vivam tirando sarro dela. Depois de tanto chorar de saudade de casa e de escrever e receber cartas de sua terra, Eilis muda de atitude quando conhece um rapaz italiano (Emory Cohen, de “O Lugar Onde Tudo Termina”) muito gentil e disposto a ter um relacionamento sério com ela. O amor e o carinho elevam o seu espírito, tornando-a mais confiante e feliz com a vida no novo país, assim como melhoram seu desempenho no trabalho – numa loja de perfumes. Assim, a vida no velho continente vai ficando em segundo plano. Até que algo acontece e chama Eilis de volta para a Irlanda, deixando-a dividida. “Brooklyn” já é o sexto longa-metragem de John Crowley. Embora ele ainda não seja tão conhecido do grande público, sua filmografia contém bons trabalhos, como o cultuado “Rapaz A” (2007), que como os demais saiu direto em DVD no Brasil. Graças às indicações ao Oscar, seu novo filme conseguiu alcançar uma audiência maior. A maior parte dos elogios, porém, vão para o trabalho de adaptação de Nick Hornby, escritor conhecido por “Alta Fidelidade” (2000) e “Um Grande Garoto” (2002), que virou roteirista com outro filme de época sobre uma mulher em crise, “Educação” (2009). Destaque também para a bela e caprichada reconstituição de época, para as cenas de retorno na Irlanda, que elevam o filme a um patamar ainda mais amplo com a discussão de identidade, e às performances de seus atores, em especial Saoirse Ronan, adorável, mas também Domhnall Gleeson (“Questão de Tempo”), que faz o atraente pretendente de Eilis em sua terra natal. Aliás, é interessante notar também o quanto a personagem, em sua relação de amor e desamor com a Irlanda, parece saída de um conto de James Joyce, escritor que lidava com a questão da paralisia reinante em seu país. A história de “Brooklyn” é, na verdade, adaptada de outro escritor irlandês, Colm Tóibín, que também se destacou por escrever sobre a dificuldade de se encontrar a própria identidade no mundo moderno – por sinal, a história de Eilis é exceção em sua obra, repleta de personagens homossexuais.
O Regresso é o grande vencedor do BAFTA, o Oscar britânico
O filme “O Regresso”, de Alejandro González Iñárritu, foi o grande vencedor do BAFTA Awards 2016, premiação da Academia Britânica de Cinema, equivalente ao Oscar no Reino Unido. Foram, ao todo, cinco prêmios conquistados na cerimônia que aconteceu na noite de domingo (14/2) em Londres: Melhor Filme, Direção, Ator (Leonardo DiCaprio), Fotografia (Emmanuel Lubezki) e Som. “Mad Max: A Estrada da Fúria”, de George Miller, foi o segundo longa mais premiado, com quatro vitórias em categorias mais técnicas: Edição, Design de Produção, Figurino e Maquiagem. E não houve nenhuma outra unanimidade. Assim, os demais troféus pulverizaram sete filmes diferentes. A maior parte da premiação ecoou tendências dos sindicatos de Hollywood, como as vitórias dos roteiristas de “Spotlight” e “A Grande Aposta”, premiados horas antes no WGA Awards. Alejandro Iñarritu também venceu o DGA Awards, enquanto DiCaprio e Brie Larson (premiada por “O Quarto de Jack”) tinham comemorado o SAG Awards. As diferenças ficaram por conta dos coadjuvantes. Os ingleses Mark Rylance (por “Ponte dos Espiões”) e Kate Winslet (por “Steve Jobs”) superaram os candidatos americanos. A cerimônia do BAFTA ainda rendeu um troféu para “Brooklyn” como Melhor Filme Britânico do ano, além de premiar o documentário “Amy”, sobre a cantora Amy Winehouse, a animação “Divertida Mente” e, entre os estrangeiros, o filme argentino “Relatos Selvagens”. VENCEDORES DOS BAFTA AWARDS 2016 Melhor Filme O Regresso Melhor Direção Alejandro González Iñárritu – O Regresso Melhor Ator Leonardo Dicaprio – O Regresso Melhor Atriz Brie Larson – O Quarto de Jack Melhor Ator Coadjuvante Mark Rylance – Ponte dos Espiões Melhor Atriz Coadjuvante Kate Winslet – Steve Jobs Melhor Roteiro Original Tom Mccarthy e Josh Singer – Spotlight Melhor Roteiro Adaptado Adam McKay e Charles Randolph – A Grande Aposta Melhor Fotografia Emmanuel Lubezki – O Regresso Melhor Animação Divertida Mente Melhor Documentário Amy Melhor Filme em Língua Estrangeira Relatos Selvagens (Argentina) Melhor Filme Britânico Brooklyn Melhor Trilha Sonora Original Ennio Morricone – Os Oito Odiados Melhor Edição Margaret Sixel – Mad Max: Estrada da Fúria Melhor Design de Produção Colin Gibson e Lisa Thompson – Mad Max: Estrada da Fúria Melhor Figurino Jenny Beavan – Mad Max: Estrada da Fúria Melhor Maquiagem Lesley Vanderwalt e Damian Martin – Mad Max: Estrada da Fúria Melhores Efeitos Visuais Chris Corbould, Roger Guyett, Paul Kavanagh e Neal Scanlan – Star Wars: O Despertar da Força Melhor Som Lon Bender, Chris Duesterdiek, Martin Hernandez, Frank A. Montaño, Jon Taylor e Randy Thom – O Regresso Melhor Estreia de Cineasta Britânico Naji Abu Nowar – Theeb Melhor Ator em Ascensão (votado pelo público) John Boyega – Star Wars: O Despertar da Força Melhor Curta Britânico Operator Melhor Curta Animado Britânico Edmond
Como Eu Era Antes de Você: Trailer mostra Emilia Clark em melodrama romântico
A culpa é das estrelas e do filme homônimo. O sucesso da adaptação do livro de John Green abriu caminho para um novo filão cinematográfico: o filme de doença romântico. “Como Eu Era Antes de Você”, que teve seu primeiro trailer legendado e pôster divulgados pela Warner, não é tecnicamente um filme de doença, mas seu quadro clínico segue a fórmula da “Love Story” condenada. A prévia mostra a bonitinha Emilia Clarke (série “Game of Thrones”) irreconhecível em roupas e comportamento infantis, e o bonitão Sam Claflin (franquia “Jogos Vorazes”) restrito a uma cadeira de rodas. Ela é contratada como cuidadora do rapaz, que também se tornou depressivo desde o acidente que lhe custou os movimentos. O relacionamento da dupla evoca a comédia francesa (“Intocáveis”) – ela é ingênua, ele é sofisticado – , mas ao final não resiste aos clichês dos romances de Nicholas Sparks, com direito à indefectível conclusão em meio a melodrama hospitalar. A trama é baseada no livro homônimo da escritora britânica Jojo Moyes, que também assina o roteiro, enquanto prepara a sequência literária. Uma curiosidade é que o script quase acabou nas mãos da dupla responsável pela adaptação de “A Culpa É das Estrelas”. Por sua vez, a direção ficou a cargo de Thea Sharrock, que estreia no cinema após dirigir alguns episódios de séries britânicas. O filme chega em 16 de junho no Brasil, duas semanas após o lançamento nos EUA (em 3/6).
Diretor brasileiro vai disputar prêmio britânico de melhor filme de ação com Star Wars e 007
Um filme de diretor brasileiro, realizado com financiamento coletivo, foi selecionado por uma premiação britânica, a National Film Awards, onde vai disputar o troféu de Melhor Filme de Ação do ano, concorrendo com “Star Wars: O Despertar da Força” e “007 contra Spectre”, entre outros. Trata-se de “Chasing Robert Barker” (Perseguindo Robert Barker), primeiro longa de ficção do mineiro Daniel Florêncio, que concorre em três categorias do prêmio britânico: Melhor Filme de Ação, Melhor Ator e Melhor Ator Coadjuvante. Embora seja apenas a segunda edição do prêmio, que não tem o prestígio do BAFTA (o equivalente britânico ao Oscar), as indicações renderam destaque ao diretor, que foi entrevistado pela BBC. Na ocasião, ele contou a “saga” por trás da filmagem, realizada sem dinheiro e com muito improviso, e sobre o fato de a trama, apesar de passada na Inglaterra e falada em inglês, ter como personagens principais diversos imigrantes. “Não me sentiria confortável em fazer um filme 100% britânico. Não sei fazer isso”, disse Florêncio à BBC. “O que há de brasileiro no filme são as pessoas que o fizeram e a ginga para fazê-lo acontecer”, contou o cineasta, que estudou rádio e TV em Belo Horizonte e mudou-se para Londres em 2004 para cursar um mestrado em arte e mídia. Seu primeiro trabalho no país foi, curiosamente, “A Brazilian Immigrant” (2005), um documentário sobre maus tratos a brasileiros na fronteira britânica. Rodado em Londres entre abril e maio de 2013, “Chasing Robert Barker” aborda o mundo dos paparazzi, acompanhando um fotógrafo pressionado pela tarefa de registrar imagens indiscretas de um ator. A gênesis do projeto foi um documentário de TV sobre paparazzi que Florêncio dirigiu em 2007, “Tracking William”, que seguia a rotina de um fotógrafo no encalço do príncipe William. Nesse meio tempo, o escândalo de escutas ilegais do tabloide News of the World gerou grande discussão sobre as práticas da imprensa sensacionalista no Reino Unido. O financiamento coletivo, via Kickstarter, bancou a filmagem do longa, mas para finalizá-lo Florêncio buscou a parceria da produtora islandesa Pegasus, que trabalha na série “Game of Thrones”. O fato de o intérprete principal também ser islandês (Gudmundur Thorvaldsson) atraiu interesse do Festival Internacional de Cinema de Reykjavík, onde o filme teve sua première em setembro de 2015, entrando logo depois em circuito comercial na Islândia. Curiosamente, o filme ainda não teve lançamento comercial na Inglaterra. Como a votação do National Film Awards é feita pelo público, dificilmente um filme inédito terá chances de ser premiado. Mas a indicação já ajudou a obra a se tornar mais conhecida. Confira abaixo o vídeo da campanha de financiamento de “Chasing Robert Barker”, que ganhou, inclusive, legendas em português.
Alan Rickman (1949 – 2016)
Morreu o ator britânico Alan Rickman, que amedrontou e encantou gerações como o professor Severo Snape na saga “Harry Potter”, além de ter dado a Bruce Willis a fama de ser “Duro de Matar”. Ele faleceu aos 69 anos, em Londres, após uma luta contra o câncer. Alan Rickman nasceu em Londres em 1949 e estudou design na faculdade, chegando a abrir uma empresa de design gráfico com seus colegas. Mas, aos 25 anos, percebeu que preferia atuar, ingressando por mais três anos na Academia Real de Artes Dramáticas (RADA), onde se formou em 1974, conquistando a medalha de melhor aluno. O início da carreira se deu em peças de teatro experimental, que o levaram a participar, em três ocasiões, do Festival Internacional de Edimburgo, até ser convidado a integrar, no final dos anos 1970, a prestigiosa Royal Shakespeare Company (RSC). Foi justamente com um personagem de Shakespeare que ele fez a estreia nas telas, interpretando Teobaldo numa adaptação de “Romeu e Julieta”, produzida pela rede BBC em 1978. Embora tenha participado de outras produções da rede britânica, com destaque para a minissérie “The Barchester Chronicles” (1982), até o final dos anos 1980 seus trabalhos mais importantes aconteceram no palco, como a versão de 1985 da peça “Ligações Perigosas”, em que interpretou o Visconde de Valmont. Inicialmente exibida em Londres, a montagem britânica se mudou para a Broadway em 1987, e isto tornou Rickman conhecido nos EUA. Logo de cara, ele foi indicado ao Tony Award, o “Oscar do teatro”, chamando atenção de Hollywood. Produtores que tinham visto a peça convidaram Rickman a viajar a Los Angeles, onde o aguardavam com o contrato para interpretar o vilão Hans Gruber no filme “Duro de Matar” (1988). O sucesso do filme de John McTiernan inaugurou uma nova era nos filmes de ação americanos, com ênfase em atos de terrorismo, violência e tensão extrema, mas também entrou para a história por promover a estreia tardia de Rickman no cinema, aos 42 anos. Difícil perceber que se tratava de um “novato”, após quase roubar o filme de Bruce Willis, destilando cinismo e crueldade como um antagonista à altura do herói da trama. A interpretação não passou desapercebida, rendendo a Rickman um começo de carreira marcado por vilões famosos, como o Xerife de Notthingham de “Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões” (1991) e Rasputin no telefilme homônimo de 1995 da HBO, que lhe valeram, respectivamente, o prêmio BAFTA (da Academia Britânica) e um Globo de Ouro. Mas ele não era intérprete de uma nota só, como deixou imediatamente claro, ao alternar papéis em romances como “Um Romance de Outro Mundo” (1990), “Três Amores e uma Paixão” (1991), dramas de época como as cinebiografias “Dr. Mesmer – O Feiticeiro” (1994) e “Michael Collins: O Preço da Liberdade” (1996), e comédias como “Bob Roberts” (1992) e “Jogos de Ilusão” (1995). A maior prova de sua versalidade veio com “Razão e Sensibilidade” (1995), adaptação de Jane Austen dirigida por Ang Lee, em que interpretou uma antítese de seus vilões famosos, o honrado e modesto Coronel Brandon. Foi também a primeira parceria do ator com a atriz Emma Thompson, que se repetiria muitas vezes em sua filmografia, seja como colegas de trabalho, feito os policiais de “O Beijo da Traição” (1998), como marido e mulher na deliciosa comédia “Simplesmente Amor” (2003) ou mesmo ex-amantes, caso da produção da BBC “The Song of Lunch” (2010). Sua ambição artística o levou a virar diretor em 1997, filmando não só Emma Thompson como a mãe dela, Phyllida Law, no aclamado drama escocês “Momento de Afeto”. A produção foi importante para Rickman demonstrar a extensão de seu talento, na véspera de abandonar os dramas britânicos pelo escapismo de Hollywood. A segunda passagem pelo cinema americano teve tom mais leve, marcada por comédias e fantasias, inclusive a controvertida “Dogma” (1999), na qual viveu um anjo, e pelo menos um legítimo cult, “Heróis Fora de Órbita” (1999). Esta divertida homenagem à franquia “Star Trek” permitiu a Rickman explorar a metalinguagem e a auto-ironia, no papel de um ator do teatro britânico que se ridiculariza ao interpretar um alienígena numa famosa série espacial. Foi um de seus melhores personagem, mas um mais importante viria logo em seguida. O ator apareceu de peruca e roupas negras em “Harry Potter e a Pedra Filosofal” (2001), o primeiro dos oito filmes em que viveu Severus Snape. Como os livros de J.K. Rowling ainda não tinham sido concluídos, o ator injetou ambiguidade em sua performance após sondar a escritora, desenvolvendo o personagem de forma espetacular. Assim, o que parecia um vilão aparente aos olhos de Harry Potter, a cada filme demonstrava o contrário em gestos, sentimentos contidos e pequenas iniciativas, escondendo sua verdadeira personalidade, até revelar sua nobreza em camadas profundas e trágicas. Temido e até execrado nos primeiros filmes, o mestre das poções comoveu milhões ao final de seu arco narrativo, em “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” (2011), uma das maiores bilheterias de todos os tempos, num grande reconhecimento ao desempenho de seu intérprete. Rickman acreditava que a arte deveria entreter, mas também ensinar. Com “Harry Potter”, ele demonstrou o perigo das falsas primeiras impressões. Mas foi muito mais fundo em outras obras. Entre elas, uma peça premiada, “My Name Is Rachel Corrie”, que ele escreveu e dirigiu em 2005, a partir dos emails da estudante que foi morta por um bulldozer enquanto protestava contra as ações de Israel na Faixa de Gaza. Por isso mesmo, ele sofreu uma grande desilusão com o final hollywoodiano de “Michael Collins”, cinebiografia de um líder radical irlandês. A intervenção do estúdio durante as filmagens o levou a repensar seu envolvimento com novos dramas britânicos, conduzindo-o para sua passagem triunfal por Hollywood e, indiretamente, ao auge de sua popularidade. Não foi por acaso que Rickman fez tantas opções comerciais, acrescentando à sua filmografia a dublagem do robô de “O Guia do Mensageiro da Galáxia” (2005), o suspense de época “Perfume: A História de um Assassino” (2006), o musical “Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet” (2007), a voz da lagarta azul de “Alice no País das Maravilhas” (2010) e a comédia “Um Golpe Perfeito” (2012). Todos, vale a pena ressaltar, de realização primorosa. Neste meio tempo, fez um único drama, “Um Certo Olhar” (2006), como um homem traumatizado após um acidente de carro. Mas a partir de 2013 recuperou o gosto pelas narrativas mais sérias, encarando, pela primeira vez desde “Michael Collins”, um papel histórico: ninguém menos que o presidente Ronald Reagan em “O Mordomo da Casa Branca”. Desde então, mergulhou definitivamente nos dramas, participando de “Uma Promessa” (2013), de Patrice Leconte, e “CBGB: O Berço do Punk Rock”, produção indie em que encarnou Hilly Kristal, proprietário do bar nova-iorquino que serviu de palco inaugural para Ramones, Talking Heads, Blondie e muitas outras bandas dos anos 1970. Ele dirigiu seu segundo filme em 2014, o romance de época “Um Pouco de Caos”, em que viveu o Rei Luis XIV. E, apesar dos problemas de saúde, ainda terminou dois trabalhos de interpretação que permanecem inéditos, como um general no suspense “Eye in the Sky”, que estreia em abril no Reino Unido, e uma nova dublagem da lagarta azul, feita para a continuação “Alice Através do Espelho”, prevista para maio. “Me sinto sortuda por ter trabalhado e passado tempo com um homem e ator tão especial”, escreveu Emma Watson, a Hermione da franquia “Harry Potter”, em seu Twitter. Vários atores do elenco de “Harry Potter” e própria escritora J.K. Rowling também se manifestaram. Mas foi Daniel Radcliffe, o próprio Harry Potter, quem mais se comoveu. Ele escreveu um texto longo e sentido, que demonstra o impacto que Rickman teve em sua carreira e, possivelmente, na de todos com quem conviveu. “Alan Rickman é, sem dúvidas, um dos melhores atores com quem vou ter trabalhado. Ele é, também, um das pessoas mais leais e solidárias que eu já conheci na indústria cinematográfica”, escreveu Radcliffe, fazendo revelações. “Ele me encorajou muito, tanto no set quanto nos anos pós-Potter. Eu tenho certeza que ele assistiu a todas as produções que eu fiz no teatro, tanto em Londres quanto em Nova York. Ele não precisava ter feito aquilo. Conheço outras pessoas que eram amigos deles há muito mais tempo que eu e todos falam ‘se você ligar para o Alan, não importa onde ele estiver no mundo ou o quão ocupado ele está, ele vai te encontrar no dia seguinte’. Como ator, ele foi um dos primeiros adultos a me tratar como um igual, e não como uma criança. Trabalhar com ele em uma idade de formação foi incrivelmente importante e eu levarei suas lições para o resto da minha carreira. Sets de filmagem e palcos de teatro estão mais pobres com a perda desse grande homem e ator”.
Carol e Ponte dos Espiões lideram indicações aos BAFTA Awards, o Oscar britânico
A Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas (BAFTA, na sigla em inglês) divulgou a lista dos indicados a seu prêmio anual de cinema, na qual três filmes se destacaram com mais indicações. O drama da Guerra Fria “Ponte dos Espiões”, dirigido por Steven Spielberg, e o romance lésbico “Carol”, de Todd Haynes, aparecem empatados, disputando nove categorias, mas são seguidos de perto pelo western de sobrevivência “O Regresso”, de Alejandro González Iñárritu, que aparece oito vezes. Os três disputam, inclusive, os prêmios de Melhor Filme e Direção, tendo como concorrentes na categoria principal o drama financeiro “A Grande Aposta” e o drama jornalístico “Spolight: Segredos Revelados”. Entre os atores, os indicados foram Eddie Redmayne, por “A garota Dinamarquesa”, Bryan Cranston, por “Trumbo”, Leonardo DiCaprio, por “O Retorno”, Matt Damon, por “Perdido em Marte”, e Michael Fassbender, por “Steve Jobs”, enquanto a lista das atrizes traz Alicia Vikander, também por “A Garota Dinamarquesa”, Brie Larson, por “O Quarto de Jack”, Cate Blanchett, por “Carol”, Maggie Smith, por “A Senhora da Van”, e Saoirse Ronan, por “Brooklyn”. Curiosamente, Alicia Vikander aparece duas vistas na seleção do BAFTA, concorrendo também como Melhor Atriz Coadjuvante por “Ex Machina”, onde disputa com Ronney Mara, por “Carol”, Kate Winslet, por “Steve Jobs”, Jennifer Jason Leigh, por “Os Oito Odiados”, e Julie Walters, por “Brooklyn”. Os BAFTA Awards também vão premiar o ator em ascensão do ano, que coloca na competição representantes de filmes mais populares que os cotados nas categorias principais. São os casos de Dakota Johnson, por “Cinquenta Tons de Cinza”, John Boyega, por “Star Wars: O Despertar da Força”, e Taron Egerton, por “Kingsman: Serviço Secreto”. Os vencedores serão anunciados durante uma cerimônia na Royal Opera House, em Londres, no dia 14 de fevereiro, duas semanas antes do Oscar. INDICADOS AOS BAFTA AWARDS 2016 Melhor Filme A Grande Aposta Ponte dos Espiões Carol O Regresso Spotlight Melhor Direção Adam McKay – A Grande Aposta Steven Spielberg – Ponte dos Espiões Todd Haynes – Carol Ridley Scott – Perdido em Marte Alejandro González Iñárritu – O Regresso Melhor Ator Bryan Cranston – Trumbo – Lista Negra Eddie Redmayne – A Garota Dinamarquesa Leonardo Dicaprio – O Regresso Matt Damon – Perdido em Marte Michael Fassbender – Steve Jobs Melhor Atriz Alicia Vikander – A Garota Dinamarquesa Brie Larson – O Quarto de Jack Cate Blanchett – Carol Maggie Smith – A Senhora da Van Saoirse Ronan – Brooklyn Melhor Ator Coadjuvante Benicio Del Toro – Sicario Christian Bale – A Grande Aposta Idris Elba – Beasts of No Nation Mark Ruffalo – Spotlight Mark Rylance – Ponte dos Espiões Melhor Atriz Coadjuvante Alicia Vikander – Ex Machina Jennifer Jason Leigh – Os Oito Odiados Julie Walters – Brooklyn Kate Winslet – Steve Jobs Rooney Mara – Carol Melhor Ator em Ascensão Bel Powley – A Royal Night Out Brie Larson – O Quarto de Jack Dakota Johnson – Cinquenta Tons de Cinza John Boyega – Star Wars: O Despertar da Força Taron Egerton – Kingsman: Serviço Secreto Melhor Filme Britânico 45 Years Amy Brooklyn A Garota Dinamarquesa Ex Machina The Lobster Melhor Filme de Cineasta Estreante Britânico 45 anos – Andrew Haigh e Tristan Goligher Amy – Asif Kapadia e James Gay-Rees Brooklyn – John Crowley, Finola Dwyer, Amanda Posey e Nick Hornby A Garota Dinamarquesa – Tom Hooper Ex Machina – Alex Garland, Andrew Macdonald e Allon Reich The Lobster – Yorgos Lanthimos, Ceci Dempsey, Ed Guiney, Lee Magiday, Efthimis Filippou Melhor Filme em Língua Estrangeira The Assassin (Taiwan/China) Força Maior (Suécia) Theeb (Emirados Árabes) Timbuktu (França/Mauritânia) Relatos Selvagens (Argentina) Melhor Animação Divertida Mente Minions Shaun, o Carneiro Melhor Documentário Amy Cartel Land He Named Me Malala Listen to Me Sherpa Melhor Roteiro Original Ponte dos Espiões – Matthew Charman, Ethan Coen e Joel Coen Ex Machina – Alex Garland Os Oito Odiados – Quentin Tarantino Divertida Mente – Mark Cooley, Pete Docter, Meg Lefauve Spotlight – Tom Mccarthy, Josh Singer Melhor Roteiro Adaptado A Grande Aposta – Adam McKay e Charles Randolph Brooklyn – Nick Hornby Carol – Phyllis Nagy O Quarto de Jack – Emma Donoghue Steve Jobs – Aaron Sorkin Melhor Fotografia Ponte dos Espiões – Janusz Kaminski Carol – Ed Lachman Mad Max: Estrada da Fúria – John Seale O Regresso – Emmanuel Lubezki Sicario – Roger Deakins Melhor Edição A Grande Aposta – Hank Corwin Ponte dos Espiões – Michael Kahn Mad Max: Estrada da Fúria – Margaret Sixel Perdido em Marte – Pietro Scalia O Regresso – Stephen Mirrione Melhor Trilha Sonora Original Ponte dos Espiões – Thomas Newman Os Oito Odiados – Ennio Morricone O Regresso – Carsten Nicolai, Ryuichi Sakamoto Sicario – Jóhann Jóhannsson Star Wars:O Despertar da Força – John Williams Melhor Design de Produção Ponte dos Espiões – Adam Stockhausen e Rena Deangelo Carol – Judy Becker, Heather Loeffler Mad Max: Estrada da Fúria) – Colin Gibson, Lisa Thompson Perdido em Marte – Arthur Max, Celia Bobak Star Wars: O Despertar da Força – Rick Carter, Darren Gilford, Lee Sandales Melhores Efeitos Visuais Homem-Formiga Ex Machina Mad Max: Estrada da Fúria Perdido em Marte Star Wars: O Despertar da Força Melhor Som Ponte dos Espiões Mad Max: Estrada da Fúria Perdido em Marte O Regresso Star Wars: O Despertar da Força Melhor Figurino Brooklyn Carol Cinderella The Danish Girl Mad Max: Estrada da Fúria Melhor Maquiagem Brooklyn Carol A Garota Dinamarquesa Mad Max: Estrada da Fúria O Regresso Melhor Curta Britânico Elephant Mining Poems or Odes Operator Over Samuel-613 Melhor Curta Animado Britânico Edmond Manoman Prologue











