Ed Sheeran negocia estrelar filme musical do diretor de Trainspotting
O cantor Ed Sheeran está negociando participar do próximo filme de Danny Boyle (“Trainspotting”), uma comédia musical com roteiro escrito por Richard Curtis (cineasta de “Simplesmente Amor”). Segundo o site Deadline, que apurou a notícia, a participação deve se dar como ator, mas também há uma possibilidade de se resumir à contribuição musical. Ele não teve uma experiência muito boa ao aparecer na série “Game of Thrones”, chegando a “desistir” do Twitter após receber uma chuva de comentários negativos. Vale lembrar que o cantor também interpretou um personagem recorrente numa série medieval, “The Bastard Executioner”, que durou apenas uma temporada em 2015, no canal pago FX. O filme que marcará a parceria entre Danny Boyle e Richard Curtis não teve seu enredo divulgado, mas de acordo com algumas fontes deverá contar a história de um homem que percebe ser a única pessoa no mundo a se lembrar das músicas dos Beatles. No elenco, estão confirmados apenas Lily James (“Em Ritmo de Fuga”) e Himesh Patel (da eterna novela britânica “Eastenders”), mas Kate McKinnon (“Caça-Fantasmas”) também negocia sua participação. As filmagens vão começar durante o verão britânico (entre junho e agosto) e ainda não há previsão de estreia para a produção.
Atriz de Game of Thrones estrela trailer de suspense britânico
A Universal divulgou sete fotos e o trailer de “In Darkness”, suspense britânico escrito e estrelado por Natalie Dormer (Margaery Tyrell em “Game of Thrones”). No filme, a atriz interpreta uma pianista cega que, ao escutar uma briga no apartamento acima do seu, torna-se a única pista da polícia para desvendar a morte da sua vizinha. Mas a história é ainda mais complexa, uma vez que o pai da vítima é um empresário sérvio suspeito de ser criminoso de guerra, responsável pelo genocídio da Guerra da Bósnia. O filme tem direção do irlandês Anthony Byrne (de séries como “Ripper Street” e “The Last Kingdom”), que também assina o roteiro com a atriz. E o elenco ainda destaca Ed Skrein (“Deadpool”), Emily Ratajkowski (“Garota Exemplar”), Joely Richardson (“Snowden: Herói ou Traidor”), James Cosmo (“Mulher-Maravilha”), Neil Maskell (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”) e Jan Bijvoet (“O Abraço da Serpente”). A estreia de “In Darkness” ainda não foi definida.
Trailer e fotos de Modern Life Is Rubbish combinam rock britânico e romance
A produção indie britânica “Modern Life Is Rubbish” ganhou 10 fotos, pôster e trailer, que combinam rock e romance. O longa gira em torno de um roqueiro aspirante que enfrenta dificuldades para tirar sua banda da garagem, ao mesmo tempo em que acompanha seu envolvimento com uma garota que ele conheceu numa loja de discos, e que compartilha seu amor pelo rock. Mas conforme a dificuldade de fazer dinheiro com música se torna mais evidente, o relacionamento é posto em cheque. Até que decisões importantes sobre o futuro os colocam em rumos opostos, conduzindo-os a mais dolorosa das decisões: como dividir suas coleções de discos. O filme marca a estreia do diretor Daniel Jerome Gill, que adapta seu próprio curta homônimo (de 2009) na produção. O título é o mesmo do segundo álbum da banda Blur e a trilha inclui diversas músicas do rock britânico contemporâneo. O elenco é liderado por Josh Whitehouse (da série “Poldark”) e Freya Maior (da série “Skins”), e também inclui Tom Riley (série “Da Vinci’s Demons”), Ian Hart (série “The Last Kingdom”), Will Merrick (também de “Skins”), Steven Mackintosh (“Anjos da Noite: A Evolução”), Tallulah Haddon (série “Taboo”), Matt Milne (série “Downton Abbey”), Daisy Bevan (série “The Alienist”) e Jessie Cave (“Harry Potter e as Relíquias da Morte”). A estreia acontece em 27 de abril nos Estados Unidos e não há previsão de lançamento no Brasil.
Elle Fanning é alienígena punk em novo trailer de Como Falar com Garotas em Festas
A A24 divulgou o pôster e o trailer americano de “How to Talk to Girls at Parties”, adaptação do conto premiado “Como Falar com Garotas em Festas” de Neil Gaiman (autor de “American Gods”), em que Elle Fanning (“Demônio de Neon”) vive uma alienígena. A história acompanha um grupo de jovens punks de Londres, em 1977, que vão parar numa festa estranha, e logo descobrem que as garotas do lugar são mais do que aparentam ser. A turista espacial vivida por Fanning resolve seguir com um dos adolescentes, escapando de seu grupo de excursão para explorar o lugar mais perigoso da galáxia, o subúrbio londrino de Croydon. A direção é de John Cameron Mithell (“Reencontrando a Felicidade”), que também assina o roteiro em parceria com Philippa Goslett (“Poucas Cinzas: Salvador Dalí”). O elenco inclui Alex Sharp (“O Mínimo para Viver”), Nicole Kidman (“O Estranho que Nós Amamos”), Ruth Wilson (série “The Affair”), Matt Lucas (série “Doctor Who”), Tom Brooke (série “Preacher”) e Abraham Lewis (série “Guerilla”). Exibido no Festival do Rio, o filme ainda não tem previsão de estreia comercial no Brasil, mas chega aos cinemas dos Estados Unidos e Reino Unido em maio.
Noomi Rapace e Orlando Bloom enfrentam terroristas em trailer de filme da Netflix
A Lionsgate divulgou o trailer legendado de “Conspiração Terrorista” (Unlocked), thriller de espionagem com direção do veterano cineasta britânico Michael Apted (“007 – O Mundo Não É O Bastante”). A prévia traz a sueca Noomi Rapace (“Prometheus”) como uma ex-interrogadora da CIA, que é convocada para voltar à ativa e ajudar a extrair informação de um terrorista, sem saber que está sendo usada como parte de um plano para um ataque biológico em Londres. Ao perceber que nem tudo é o que parece, ela se alia a um agente do MI6, vivido pelo inglês Orlando Bloom (trilogia “O Hobbit”), para tentar impedir o ataque iminente. O elenco ainda inclui John Malkovich (“Horizonte Profundo: Desastre no Golfo”), Michael Douglas (“Homem-Formiga”) e Toni Collette (“xXx: Reativado”). Produção original da Lionsgate, o filme foi lançado em maio do ano passado no Reino Unido e chega ao Brasil direto em streaming – já disponível.
Renee Zellweger vira Judy Garland em primeira foto de cinebiografia
Os estúdios Pathe e BBC Films divulgaram a primeira foto de Renee Zellweger, a eterna Bridget Jones, caracterizada como Judy Garland, a eterna Dorothy de “O Mágico de Oz” (1939) numa cinebiografia. O filme, batizado de “Judy”, vai retratar o final da vida de Garland. Situado em 1968, mostrará a chegada da atriz em Londres para uma série de apresentações. 30 anos depois de dar a vida a Dorothy, ela enfrenta problemas de uma grande estrela: brigas com empresários, sua relação com músicos, fãs e amigos, além do romance com seu quinto marido, Mickey Dean. Judy Garland faleceu poucos meses depois, ainda em Londres, de overdose aos 47 anos de idade. O filme começou a ser rodado em fevereiro na Inglaterra, com roteiro de Tom Edge (da série “The Crown”) e direção do inglês Rupert Goold (“A História Verdadeira”). O elenco também inclui Jessie Buckley (minissérie “War and Peace”), Finn Wittrock (“American Horror Story”), Rufus Sewell (“The Man in the High Castle”), John Dagleish (“Beaver Falls”) e Michael Gambon (o Dumbledore da franquia “Harry Potter”). Ainda não há previsão para a estreia.
Daphne evidencia camada psíquica de uma juventude medíocre
Daphne é uma mulher jovem, que chega aos 30 anos bastante perdida, em relação a si mesma e ao mundo. Apesar de viver em Londres, uma cidade cheia de opções e possibilidades, sua vida é medíocre, de uma mesmice sem fim. Não tem planos claros de vida ou de carreira e a experiência amorosa inexiste. Resume-se a noitadas regadas a álcool, cocaína e outras drogas e sexo casual, sem compromissos. Um quadro de desencontros e alienação. Apesar de tudo, ou talvez por isso mesmo, a personagem Daphne, encarnada com brilho pela atriz Emily Beecham (a Viúva da série “Into the Badlands”), é muito interessante e envolvente. Estar desconectada de si e dos outros permite uma espécie de suspense por algo que possa surgir e como ela lidará com a nova situação. Quando a novidade aparece, a sensação do espectador é de frustração, já que Daphne é obrigada a se envolver num assalto com vítima que presenciou, mas ela não se compromete, nem demonstra intensidade de sentimentos. Tenta passar ao largo, mais uma vez. O registro do incidente, porém, trará consequências. Do nada, o serviço de saúde liga para o celular de Daphne, oferecendo psicoterapia para que ela possa lidar com a situação supostamente traumática. Ela, a princípio, nem quer saber do que se trata, depois, rejeita. Mas acaba aparecendo, mostra resistência ao tratamento e tudo o mais que se pode esperar desse tipo de personagem. No entanto, a verdade é que uma porta se abre e, mesmo a contragosto, pode se constituir numa saída para o impasse que era a sua vida. O que me parece importante ressaltar aqui é o quão valioso é um atendimento coletivo de saúde de qualidade. Proporcionado e, mais ainda, oferecido, até com insistência, a uma população que, de outro modo, não teria acesso a isso. Com as condições econômicas precárias da personagem e sem dar valor nem desconfiar do que poderia lhe trazer de benefícios, ela jamais buscaria esse tipo de ajuda, ou gastaria algum dinheiro nisso. Repetiria a busca pela via da droga, gastando seu dinheiro lá, ou numa opção religiosa fundamentalista, talvez. Reencenaria o círculo vicioso em que sempre esteve. O filme do diretor escocês Peter Mackie Burns, estreante em longa-metragem, escrito por Nico Mensinga, trabalha bem com uma personagem sem clichês ou estereótipos, que tem complexidade e vai além das aparências. Põe em evidência a realidade psíquica de uma camada feminina da juventude. São dois homens, mas a ideia de que só quem vive o problema de dentro é capaz de entendê-lo é falsa. Também são válidos os diferentes pontos de vista que podem oferecer-se para se compreender um determinado problema ou camada da realidade. Bom trabalho o desses homens que se propuseram a prescrutar o universo feminino, no filme “Daphne”.
Lewis Gilbert (1920 – 2018)
Morreu o diretor Lewis Gilbert, lendário cineasta britânico, responsável por mais de 40 filmes, entre eles três longas de James Bond e três dos melhores dramas já feitos no cinema mundial. Ele tinha 97 anos. Nascido em Londres em 1920, Gilbert começou a carreira como ator infantil em “Dick Turpin” (1934) e chegou a ter um papel não creditado ao lado de Laurence Olivier em “O Divórcio de Lady X” (1938). Mas, ao final da adolescência, decidiu mudar seu foco para a direção, conseguindo trabalho na equipe do clássico “A Estalagem Maldita” (1939), de Alfred Hitchcock. Ele desenvolveu sua aptidão pelo registro cinematográfico em plena 2ª Guerra Mundial, durante a qual trabalhou para a unidade de filmes da Royal Air Force, realizando documentários. Esta experiência lhe abriu as portas da indústria do cinema britânico, lançando sua carreira de diretor com uma série de filmes noir nos anos 1950. Mas após dirigir clássicos do gênero, como “Os Bons Morrem Cedo” (1954) e “A Sombra do Pecado” (1955), demonstrou vocação para cenas de ação vertiginosas, ao levar para as telas a guerra que presenciou de verdade. O diretor virou um expert em filmes de combate. Ele dominou o gênero por meio de clássicos como “O Céu ao Seu Alcance” (1956), “Amanhã Sorrirei Outra Vez” (1958) e o incomparável “Afundem o Bismarck” (1960). Este filme se tornou um dos maiores sucessos do cinema britânico da época e o levou a outro blockbuster marítimo, “Revolta em Alto Mar” (1962). Ao atingir seu auge no cinema de ação, resolveu diversificar com o romance “Fruto de Verão” (1961). Mas a grande virada veio com um dos maiores clássicos do cinema britânico, “Alfie” (1966), que ganhou no Brasil o título de “Como Conquistar as Mulheres”. Revolucionário para a época, o filme em preto e branco trazia o jovem Michael Caine como um gigolô cínico que, no processo de explorar mulheres ricas, acabava se compadecendo de uma jovem pobre que decide abortar. Esta história forte era narrada com sensibilidade e humor, além de trazer elementos marcantes, como o visual e a vibração da era mod da Swinging London, ao mesmo tempo que se filiava ao “kitchen sink realism”, um movimento do cinema britânico que focava os dramas da classe baixa do país. Entretanto, também se diferenciava de tudo o que existia no cinema da época por incluir um artifício até então inusitado, em que o protagonista abandonava a trama por alguns minutos para se dirigir ao público com comentários mordazes sobre seu comportamento ou o que acontecia na história. No jargão teatral, isso se chama “quebrar a quarta parede”, com o detalhe de que, o que hoje parece normal num filme de Deadpool, era uma grande novidade em 1966. “Alfie” venceu o Prêmio Especial do Júri em Cannes e recebeu cinco indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme. A repercussão do longa fez Gilbert ser procurado pelos produtores Harry Saltzman e Albert R. Broccoli para dirigir o quinto filme de James Bond, “Com 007 Só Se Vive Duas Vezes” (1967), em que Sean Connery enfrentou o grande vilão da franquia, Ernst Stavro Blofeld (vivido por Donald Pleasence). Ele filmaria mais dois títulos do agente secreto, retornando em “007 – O Espião Que Me Amava” (1977), o melhor dos longas estrelados por Roger Moore, e sua continuação imediata, “007 Contra o Foguete da Morte” (1979), passado no espaço. No intervalo desses filmes, ainda filmou o sucesso de guerra “Alvorada Sangrenta” (1975). Sua carreira entrou em nova fase nos anos 1980, quando se concentrou em produções “menores”, pelo menos em termos de orçamento. O impacto, porém, foi dos maiores. Ao voltar a se reunir com Michael Caine em “O Despertar de Rita” (1983), criou um dos marcos do chamado “novo cinema britânico”, mesmo sendo um diretor da “velha guarda”. “O Despertar de Rita” girava em torno da dona de casa do título, vivida por Julie Walters, que decidia completar sua educação antes de ter filhos. Mas conforme aprendia e tinha contato com cultura, mais se distanciava do marido, até se separar. Caine viveu seu professor e os dois atores foram indicados ao Oscar – venceram o Globo de Ouro. O filme, por sua vez, conquistou o BAFTA, o prêmio da Academia britânica. O cineasta voltou a abordar uma mulher em crise de meia idade em outro filme marcante, “Shirley Valentine” (1989). Vendo a vida estagnada, a protagonista interpretada por Pauline Collins tinha uma mudança de perspectiva ao viajar com amigos para a Grécia e, no processo, resolve acordar para o que deseja de verdade. O longa rendeu indicação ao Oscar para Collins – que venceu o BAFTA – e nova história de lição de vida eternizada pelo cinema. Gilbert ainda fez três filmes antes de encerrar a carreira: o musical “O Despertar do Sucesso” (1991), estrelado por Liza Minnelli, o terror “Ilusões Perigosas” (1995), com Aidan Quinn e Kate Beckinsale, e a comédia dramática “Antes de Você nos Deixar” (2002). A evocação de sua carreira ajuda a lembrar que, embora Hollywood sugira o contrário, são na verdade raras as vezes em que o cinema produz filmes relevantes de fato, que exprimem as mudanças de suas épocas com precisão, servindo de guia e exemplo. Lewis Gilbert fez esta raridade acontecer três vezes em sua vida, abordando personagens contemporâneos da classe baixa e não os aristocratas de antigamente, que predominam até hoje no cinema britânico. Ao educar Rita, Alfie e Shirley Valentine, ele presenteou o público com personagens engraçados, dramáticos e reais, que poucas vezes se materializaram de forma tão envolvente nas telas. E isto não aconteceu por mero acaso. Lewis Gilbert foi um dos grandes mestres do cinema.
Três Anúncios para um Crime vence o BAFTA 2018
O filme “Três Anúncios para um Crime” foi o grande vencedor da premiação da Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas (BAFTA, na sigla em inglês), realizada na noite de domingo (18/2) em Londres. O longa escrito e dirigido pelo inglês Martin McDonagh faturou cinco prêmios, inclusive Melhor Filme. As demais vitórias foram nas categorias de Melhor Filme Britânico, Atriz (Frances McDormand), Ator Coadjuvante (Sam Rockwell) e Roteiro Original, vencido por McDonagh. Entretanto, a estatueta de Melhor Direção ficou com o mexicano Guillermo del Toro, por “A Forma da Água”. Líder de indicações, a fantasia levou apenas três troféus, incluindo ainda Melhor Trilha Sonora para Alexandre Desplat e Melhor Direção de Arte. O BAFTA Award de Melhor Ator ficou com o inglês Gary Oldman pela interpretação de Winston Churchill em “O Destino de uma Nação” e o de Melhor Atriz Coadjuvante com Allison Janney, por “Eu, Tonya”. Curiosamente, todos os atores premiados também venceram o SAG Awards, o prêmio do Sindicato de Atores dos Estados Unidos, nas mesmas categorias. Além deles, Daniel Kaluuya foi consagrado como Ator Revelação do ano por “Corra!”. O troféu de Melhor Filme em Língua Estrangeira foi entregue para “A Criada”, do sul-coreano Park Chan-wook, “Eu Não Sou Seu Negro”, de Raoul Peck, venceu como Melhor Documentário, e “Viva – A Vida É uma Festa”, de Lee Ukrich, ficou com a estatueta de Melhor Animação. A premiação realizada na tradicional casa londrina de espetáculos Royal Albert Hall transcorreu em um clima marcado por manifestações de protestos contra os abusos sexuais na indústria cinematográfica. Várias estrelas se vestiram de preto para marcar posição, entre elas Angelina Jolie, Jennifer Lawrence e Kristin Scott Thomas. Confira abaixo a lista dos vencedores. Indicados ao BAFTA Awards 2018 Melhor Filme “Três Anúncios para um Crime” Melhor Diretor Guillermo del Toro, “A Forma da Água” Melhor Atriz Frances McDormand, “Três Anúncios para um Crime” Melhor Ator Gary Oldman, “O Destino de uma Nação”, Melhor Atriz Coadjuvante Allison Janney, “Eu, Tonya” Melhor Ator Coadjuvante Sam Rockwell, “Três Anúncios para um Crime” Melhor Filme Britânico “O Destino de uma Nação” Melhor Estreia de Roteirista, Diretor ou Produtor Britânico “I Am Not a Witch”, Rungano Nyoni (roteiro/direção), Emily Morgan (produção) Melhor Filme Estrangeiro “A Criada”, de Park Chan-wook Melhor Documentário “Eu Não Sou Seu Negro”, Raoul Peck Melhor Animação “Viva – A Vida É uma Festa”, de Lee Unkrich e Darla K. Anderson Melhor Roteiro Original Martin McDonagh, “Três Anúncios para um Crime” Melhor Roteiro Adaptado James Ivory, “Me Chame pelo seu Nome” Melhor Trilha Sonora Alexandre Desplat, “A Forma da Água” Melhor Fotografia Roger Deakins, “Blade Runner 2049” Melhor Edição Jonathan Amos, Paul Machliss, “Em Ritmo de Fuga” Melhor Direção de Arte Paul Austerberry, Jeff Melvin, Shane Vieau, “A Forma da Água” Melhor Figurino Mark Bridges, “Trama Fantasma” Melhor Maquiagem David Malinowski, Ivana Primorac, Lucy Sibbick, Kazuhiro Tsuji, “O Destino de uma Nação”
O Destino de uma Nação destaca atuação de Gary Oldman e fascínio por Churchill
“O Destino de uma Nação” foi o segundo filme proveniente do Reino Unido, no ano de 2017, a colocar Winston Churchill (1874-1965) em evidência. O outro foi “Churchill”, de Jonathan Teplitzky, que focaliza o estadista se questionando e sendo questionado no período decisivo da vitória, na 2ª Guerra Mundial, quando da invasão da Normandia, no famoso Dia D. O ator Bryan Cox compôs Churchill muito bem. Aqui, a proeza de compor Churchill coube a Gary Oldman, que está ótimo, irreconhecível ao viver o papel. É o favorito para o Oscar de Melhor Ator, por sinal. A situação é outra, é o período anterior, em que a Inglaterra cogitava negociar com Hitler e Mussolini, entregando parcialmente os pontos, tentando salvar o que pudesse. O que virou o jogo foi justamente a liderança e o arrojo do primeiro ministro Winston Churchill, que, sendo capaz de ouvir seu povo, passou a contar com ele, o que acabou possibilitando a salvação milagrosa do exército britânico, encurralado em Dunquerque. Um líder político capaz de decidir com firmeza, ainda que tivesse suas próprias dúvidas e medo de errar, é fundamental numa hora dessas. A história tem suas próprias determinantes e seu próprio ritmo, mas as pessoas fazem muita diferença e imprimem sua marca nos acontecimentos. Não surpreende a fixação na figura de Churchill ser tão forte até os dias de hoje. Não só para louvar seu papel e liderança decisivos, mas para mostrar o lado questionável e polêmico do político. Isso fica claro, tanto em “O Destino de uma Nação” quanto em “Churchill”. Neste último, até surpreende pela figura vulnerável que apresenta. Mas “O Destino de uma Nação” parece muito mais convincente, ao valorizar, numa medida que parece justa, a figura decisiva do Primeiro Ministro, que passou para a História, com honras e glórias. Porém, tanto o personagem era polêmico que, depois da vitória na guerra, perdeu as eleições na Inglaterra. A batalha de Dunquerque, que consistia em resgatar os soldados britânicos da morte certa, foi, em 2017, também objeto do filme “Dunkirk”, de Christopher Nolan, que acaba sendo um complemento perfeito para “O Destino de uma Nação”, ambos na disputa do Oscar 2018. A presença do personagem de Churchill em dois filmes diferentes produz um exercício interessante, para entender a complexa figura sob diferentes ângulos, além do papel importante de sua mulher, Clementine, aqui no desempenho de Kristin Scott Thomas, e de sua secretária pessoal (Lily James), em momentos marcantes de suas decisões. Joe Wright faz um filme convencional na forma, mas bastante interessante de se ver, pela história que conta e pelo envolvimento emocional com o personagem e seus dilemas políticos. A questão política está bem trabalhada no filme, suas tensões e seu suspense funcionam como elementos que fisgam o espectador.
Rachel Weisz e Rachel McAdams vivem paixão proibida em trailer de drama britânico
A Bleecker Street divulgou o primeiro trailer do drama britânico “Disobedience”, história de amor proibido entre Rachel Weisz (“A Luz Entre Oceanos”) e Rachel McAdams (“Doutor Estranho”), com direção do chileno Sebastián Lélio (“Uma Mulher Fantástica”). Adaptação do romance homônimo da escritora Naomi Alderman, a trama acompanha o reencontro da personagem de Weisz, ovelha negra da família, com os parentes judeus ortodoxos para o enterro do pai, o rabino da comunidade. Ela acaba chocando os familiares quando decide relembrar o que a levou a sair de casa: seu amor reprimido pela antiga melhor amiga (McAdams), casada com seu primo profundamente religioso (Alessandro Nivola, de “Ginger & Rosa”). Além de dirigir, Lélio trabalhou no roteiro com a inglesa Rebecca Lenkiewicz (do premiado drama polonês “Ida”). A estreia está marcada para 27 de abril nos EUA e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
The Ritual: Terror britânico do diretor de O Sinal ganha trailer da Netflix
A Netflix divulgou o pôster e o trailer do terror britânico “The Ritual”. Ainda sem legendas, a prévia mostra quatro amigos que se perdem numa floresta escandinava e passam a ser assombrados por clichês de “A Bruxa de Blair”, mas sem as câmeras amadoras da estética “found footage”. O filme marca a estreia solo do diretor David Bruckner, que anteriormente dividiu a direção de “O Sinal” (2007) e da antologia de terror “Southbound” (2015) com os parceiros Jacob Gentry e Dan Bush. O roteiro é de Joe Barton (“iBoy”) e o elenco traz Rafe Spall (“O Bom Gigante Amigo”), Robert James-Collier (série “Downton Abbey”), Arsher Ali (série “The Missing”) e Sam Troughton (série “Robin Hood”). “The Ritual” foi exibido nos cinemas britânicos em outubro e chega na plataforma de streaming em 9 de fevereiro.
Paddington 2 vira o filme mais bem-avaliado do Rotten Tomatoes em todos os tempos
Há dois meses, “Lady Bird” se tornou o filme mais bem-avaliado do Rotten Tomatoes em todos os tempos, acumulando 164 críticas com 100% de aprovação. A façanha virou notícia, mas também estimulou um blogueiro a escrever uma crítica negativa do filme para chamar atenção, derrubando-o de sua posição histórica. Agora, outro filme alcançou a mesma marca, com aprovação unânime de 164 críticas positivas. “Paddington 2” virou o novo recordista de boas avaliações registradas pelo Rotten Tomatoes. As conquistas de “Lady Bird” e agora “Paddington 2” são notáveis, porque nenhum filme desde “Toy Story 2” (1999) tinha conseguido tantas críticas positivas nos Estados Unidos. Ainda mais nestes tempos, em que qualquer um se diz crítico de cinema e busca atenção por contrariar os mais experientes. Por outro lado, as boas avaliações tornam ainda mais decepcionante a baixa bilheteria de “Paddington 2” em sua estreia na América do Norte. A produção infantil britânica abriu no fim de semana passado apenas em 5º lugar, com US$ 15 milhões, após já ter se consolidado como sucesso no Reino Unido. Na continuação do longa de 2014, o ursinho falante atrapalhado é confundido com um ladrão e vai parar na cadeia, após ser incriminado pelo vilão, um ator e mestre dos disfarces vivido por Hugh Grant (“Florence: Quem é Essa Mulher?”). Com roteiro e direção de Paul King, que comandou o longa original, “Paddington 2” estreia no Brasil em 1 de fevereiro.












