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    Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola revela pôster e teaser, prometendo um elenco sem ninguém de Malhação

    10 de dezembro de 2015 /

    A Clube Filmes divulgou o primeiro pôster e um teaser da comédia brasileira “Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola”, baseado no livro de mesmo nome do humorista Danilo Gentili (“Mato sem Cachorro”). O material politicamente incorreto usa o subterfúgio dos alunos que esqueceram a lição de casa para não apresentar trailer algum, além de convidar os estudantes a matarem aula para ver o filme – ao menos, é um convite melhor que matar a família e ir ao cinema. O longa tem direção de Fabrício Bittar, do MTV Sports, e pouquíssima informação a respeito de seu desenvolvimento. Segundo a produção, “está tudo atrasado porque os roteiristas são péssimo alunos e disseram que o cachorro comeu o roteiro que eles tinham escrito. O produtor é o cara que ninguém gosta, mas tem que engolir, porque paga as contas. O elenco, fique tranquilo que não será ninguém de Malhação (hahahahaha).” O filme ainda não tem data de estreia definida.

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    Boi Neon: Filme brasileiro mais premiado do ano ganha primeiro trailer

    10 de dezembro de 2015 /

    Filme brasileiro mais premiado de 2015, “Boi Neon” ganhou seu primeiro trailer e pôster. A prévia lista a coleção de troféus e participações em festivais internacionais, além de elogios da imprensa americana, mas convence mesmo pelas qualidades que permite vislumbrar, como as belas imagens e a sensibilidade que Juliano Cazarré (“Serra Pelada”) demonstra no papel principal. Consagrado nos festivais do Rio, Veneza (Itália), Toronto (Canadá), Adelaide (Austrália), Nantes (França) e Hamburgo (Alemanha), “Boi Neon” se passa no Nordeste do Brasil, acompanhando o drama particular da família de um vaqueiro, que viaja acompanhando vaquejadas, mas cujo sonho é trabalhar com moda, confeccionando vestidos. Segundo longa de ficção do pernambucano Gabriel Mascaro – o primeiro, “Ventos de Agosto”, ganhou menção especial no Festival de Locarno do ano passado -, também destaca Maeve Jinkins (“O Som ao Redor”) no elenco central. A estreia comercial está marcada para o dia 14 de janeiro.

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    Ausência acerta ao tratar de carências fundamentais com sutileza

    9 de dezembro de 2015 /

    Todo mundo precisa de afeto, ao longo de toda a vida, para poder viver bem consigo mesmo e com os outros. Os bebês, as crianças e os jovens se nutrem do afeto que recebem dos adultos para desenvolver autoconfiança e explorar suas capacidades e possibilidades. Uma família acolhedora é importante para o desenvolvimento do caráter e da personalidade, em moldes saudáveis e criativos. Na ausência dela, compensações são possíveis, claro. Mas o processo se dá de modo mais complicado. A ausência do pai, a incapacidade de acolhimento da mãe, condições sociais adversas, dificuldades econômicas, podem ser ingredientes alimentadores de dramas, quando não de tragédias. É de uma realidade assim, de carências fundamentais, que trata o filme “Ausência”, de Chico Teixeira. O protagonista é o garoto Serginho (Matheus Fagundes), de 15 anos, que, além de não encontrar o afeto básico de que precisa, tem de se virar precocemente, para sustentar a família, o que inclui cuidar de um irmão menor. O pai sumiu. A mãe vive à margem da vida, envolvida pelas drogas, eventualmente pela prostituição e pela incapacidade de assumir a condição materna ou o papel de provedor que toda família requer. Na vida de Serginho, a mãe Luzia (Gilda Nomacce) é um zero à esquerda. Pior, alguém que ele tem que suportar e escorar. Os personagens jovens com quem Serginho convive, enquanto trabalha na feira com um tio, são Mudinho (Thiago de Matos) e Silvinha (Andréia Mayumi). Não há muito que ele possa extrair deles. As carências são mais ou menos as mesmas. As limitações, até maiores. Mudinho não tem esse nome por acaso. O tão necessário afeto que o menino busca pode estar na figura de um professor aberto e acolhedor, Ney (Irandhir Santos), mas que não quer assumir o papel paternal que Serginho espera dele. O atrativo do circo poderá ser uma tábua de salvação diante da dramática constatação de que o garoto está só no mundo? Essa bela temática é trabalhada no filme com delicadeza, sutileza e respeito pelos sentimentos dos personagens. De modo mais evidente, nos trazendo a figura sofrida e solitária do adolescente Serginho, condenado a uma aridez de vida terrível e despertando para a sexualidade e o direito ao prazer. Desencontrado, mas responsável como poucos o são nessa idade. O jovem ator Matheus Fagundes encontrou o tom certo para nos transmitir a realidade do personagem. E tem no elenco coadjuvantes de grande talento, como o ator Irandhir Santos (de “O Som ao Redor” e muitos grandes papéis no cinema brasileiro), a atriz Gilda Nomacce (“Califórnia”) e a chilena Francisca Gavilán (“Violeta Foi Para o Céu”).

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    Cacá Diegues vai produzir filme sobre o Plano Real

    8 de dezembro de 2015 /

    O veterano cineasta Cacá Diegues (“Deus É Brasileiro”) vai enfrentar a inflação e a crise econômica em seu próximo projeto. Ele está produzindo um filme a respeito da maior realização econômica da história do Brasil. Trata-se de “3.000 Dias no Bunker”, sobre a criação do Plano Real. O filme vai adaptar o romance homônimo escrito por Guilherme Fiúza (também autor do livro que virou o filme “Meu Nome Não é Johnny”), a respeito dos bastidores da criação do bem-sucedido plano do então ministro Fernando Henrique Cardoso, que foi muito além de criar uma nova moeda, ao derrotar a inflação, colocar o país entre as economias mais sólidas do planeta e restaurar a autoestima nacional. Diegues não pretende filmar o longa, pois ainda está envolvido com a pós-produção de seu novo filme, o musical “O Grande Circo Místico”. O mais cotado para a direção é Heitor Dhalia (“Serra Pelada”), segundo o site de crowdfunding Startando. A produção já foi autorizada a captar recursos incentivados pela Agência Nacional de Cinema (Ancine) e pela Secretaria Estadual de Cultura do Estado de São Paulo, e está sendo realizada pelos estúdios LightHouse Produções Cinematográficas, Maristela Filmes e Globo Filmes.

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    Marília Pêra (1943 – 2015)

    6 de dezembro de 2015 /

    Morreu a atriz Marília Pêra, que marcou a história do teatro, TV e cinema brasileiros, estrelando obras-primas como “Pixote: A Lei do Mais Fraco” (1981) e “Central do Brasil” (1998), além de coreografar e dirigir diversos espetáculos. Ela sofria de câncer nos ossos e no pulmão, doença que vinha combatendo havia dois anos, vindo a falecer no sábado (5/12), aos 72 anos. Marília Marzullo Pêra nasceu no Rio de Janeiro em 22 de janeiro de 1943, com o teatro no DNA. Ela faz sua estreia como atriz aos 19 dias de vida, numa peça que precisava de um bebê. Seu pai, o português Manoel Pêra, era ator e tinha uma companhia teatral no Rio. A mãe, Dinorah Marzullo, também era atriz. A avó, Antonia Marzullo, fez vários papéis no cinema. E até sua irmã mais nova, Sandra Pêra, seguiu o rumo dos palcos. Aos 4 anos, Marília já fazia parte da companhia teatral de Henriette Morineau, atuando, entre outras, na peça “Medeia”, em que interpretou umas das filhas do personagem principal. Ela se profissionalizou ainda na adolescência, estudando música e dança para participar de espetáculos de revista a partir dos 14 anos. Ao entrar na peça “De Cabral a JK”, de Max Nunes, conheceu o ator Paulo Graça Mello, com quem se casou aos 16 anos. Aos 18, teve o primeiro filho, aos 26 tornou-se viúva – posteriormente, casou-se mais três vezes, com o ator Paulo Villaça, o jornalista Nelson Motta, com quem teve duas filhas, e o economista Bruno Faria. E nada impediu o crescimento de sua carreira. Dois anos depois de dar a luz ao futuro ator Ricardo Graça Mello, atuou em “O Teu Cabelo Não Nega” (1963), biografia de Lamartine Babo, interpretando pela primeira vez Carmen Miranda, papel que a acompanharia por diferentes espetáculos – o mais recente, de 2005. E ela ainda pôde se gabar de ter vencido uma disputa com Elis Regina pelo papel principal no musical “Como Vencer na Vida sem Fazer Força”, em 1964. O teatro acabou ficando em segundo plano quando a TV a descobriu. Marília foi contratada como bailarina na inauguração da TV Globo, em 1965, mas em poucos meses se viu estrelando telenovelas. Sua estreia aconteceu na primeira novela das 19h da emissora, “Rosinha do Sobrado”, em agosto de 1965, já como protagonista, seguida imediatamente pelo papel-título de “A Moreninha” (1965). Bastaram estes dois papeis para ela atingir o estrelato, vendo-se disputada e aceitando participar de duas novelas simultâneas, “Padre Tião”, no horário das 19h, e “Um Rosto de Mulher”, às 22h, ambas exibidas a partir de dezembro de 1965. A maratona se provou exaustiva e ela só foi reaparecer três anos depois na principal novela da década, “Beto Rockfeller” (1968), na TV Tupi. Na trama, viveu uma das coadjuvantes das trapalhadas de Luís Gustavo, intérprete do playboy farsante do título, ajudando o humor corrosivo do escritor Bráulio Pedroso a revolucionar o gênero. Marília permaneceu na Tupi para protagonizar a novela seguinte, “Super Plá” (1969), como uma ex-vedete de teatro que se tornava dona de uma fábrica de refrigerantes. Paralelamente, estreou no cinema, com a comédia “O Homem que Comprou o Mundo” (1968), de Eduardo Coutinho, seguida pelo musical “É Simonal” (1970), de Domingos de Oliveira. Mas a ênfase permaneceu em sua carreira teatral, que a levou a encenar “Se Correr o Bicho Pega”, de Oduvaldo Vianna Filho e Ferreira Gullar, “A Ópera dos Três Vinténs”, de Bertolt Brecht e Kurt Weill, “A Megera Domada”, de William Shakespeare, e “Roda Viva”, de Chico Buarque, pela qual passou a ser perseguida pela ditadura. Foi presa durante a apresentação da peça e, em seguida, teve a casa invadida pela polícia, em busca de provas de sua subversão comunista. Ironicamente, em 1989, ao declarar voto em Fernando Collor para a presidência da república, foi vítima dos tais comunistas com quem tinha sido confundida, que apedrejaram a porta do teatro onde ela se apresentava. Suas manifestações artísticas, em contraste, logo se tornaram unanimidades. O primeiro de seus três prêmios Molière veio em 1969, por seu desempenho como uma virgem solteirona em “Fala Baixo Senão Eu Grito”, de Leilah Assumpção – os outros foram vencidos pelo monólogo “Apareceu a Margarida” (1973), de Roberto Athayde, e “Brincando em Cima Daquilo” (1984), de Dario Fo e Franca Rame. Ela voltou à Globo em 1971, a convite do diretor Daniel Filho, para viver um de seus papeis mais divertidos, a loiraça Shirley Sexy em “O Cafona”, que a tornou ainda mais conhecida. Na sequência, interpretou a taxista Noeli em “Bandeira 2” (1971), romântica atrapalhada Serafina de “Uma Rosa com Amor” (1972) e a “Supermanoela” (1974), até decidir priorizar o cinema. Sua filmografia ganhou impulso a partir de meados dos anos 1970. Após a comédia “O Donzelo” (1974) e o drama “Ana, a Libertina” (1975), Marília irrompeu em seu primeiro grande papel cinematográfico, a cantora de cabaré de “O Rei da Noite” (1975), de Hector Babenco, com quem voltaria a trabalhar no longa mais famoso de sua carreira, “Pixote: A Lei do Mais Fraco” (1981). No filme sobre menores infratores, ela vivia uma prostituta que servia de figura materna para o jovem Pixote. A cena em que amamenta o adolescente tornou-se uma das mais emblemáticas do cinema brasileiro e lhe rendeu projeção internacional. Pelo papel, Marília foi eleita Melhor Atriz do ano pela Associação Nacional dos Críticos de Cinema dos EUA. “Isso me abriu as portas do mundo, mas não fui trabalhar nos EUA porque não dominava o inglês”, contava. Porém, ela fez sim um filme americano, “Mixed Blood” (1984), dirigida pelo cineasta underground Paul Morrissey (“Trash”). A língua acabou não sendo uma dificuldade, pois a trama girava em torno de traficantes brasileiros em Manhattan. Anos mais tarde ainda voltaria aos EUA para rodar o trash “Living the Dream” (2006), estrelado por Danny Trejo (“Machete”). O maior reconhecimento, porém, veio mesmo do Brasil, com novos papeis importantes. Marília foi premiada como Melhor Atriz no Festival de Gramado por seus dois longas seguintes, “Bar Esperança” (1983), homenagem de Hugo Carvana à boemia, e “Anjos da Noite” (1987), de Wilson Barros. Ao mesmo tempo, acumulou ainda mais reverências no teatro, vencendo seu terceiro Molière e se transformando numa diretora bem-sucedida com a montagem de “O Mistério de Irma Vap” (1987), que ficou 11 anos em cartaz. Tudo isso a manteve afastada das novelas por mais de uma década, só voltando ao gênero em 1987, como a Rafaela de “Brega & Chique”. Ela também viveu a vilã Juliana, na minissérie “O Primo Basílio” (1988), e Genu na novela “Lua Cheia de Amor” (1990), antes de reorganizar sua agenda com outras prioridades. Marília voltou a ter projeção internacional ao ser dirigida por Cacá Diegues. Primeiro, em “Dias Melhores Virão” (1990), pelo qual venceu o troféu de Melhor Atriz no Festival de Cartagena, na Espanha. E, depois, com “Tieta do Agreste” (1996), que lhe trouxe o troféu de Melhor Atriz Coadjuvante no Festival de Havana, em Cuba. A década ainda incluiu mais dois filmes marcantes: “Central do Brasil” (1998), grande clássico de Walter Salles, e “O Viajante” (1999), de Paulo César Saraceni, que lhe rendeu indicação ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro (o Oscar nacional). Ocupada com cinema e teatro, Marília diminuiu sua presença na TV, preferindo fazer minisséries, como “Incidente em Antares” (1994), “Os Maias” (2001) e “JK” (2006), embora tenha encaixado a novela “Meu Bem Querer” na Globo em 1998. A esta altura, porém, estava tão famosa que podia se dar ao luxo de fazer participação especial como si mesma nas novelas – em “Celebridade” (2003) e “Insensato Coração” (2011). Sua filmografia continuou interessante no século 21. Ela viveu o papel-título de “Amélia”, a camareira de Sarah Bernhardt, durante a visita da célebre atriz francesa ao Brasil em 1905, com direção de Ana Carolina. Também participou de “Seja o Que Deus Quiser” (2002), de Murilo Salles, viveu a cantora Wanderléa na cinebiografia “Garrincha – Estrela Solitária” (2003), de Milton Alencar, a madame de um bordel em “Vestido de Noiva” (2006), adaptação de Nelson Rodrigues dirigida por seu filho Joffre, e voltou a encontrar seu primeiro diretor, Eduardo Coutinho, no premiado documentário “Jogo de Cena” (2007). Ao retornar às novelas, encaixou uma sequência de papeis divertidos, inciada pela hilária hippie Janis Doidona em “Começar de Novo” (2004), retomando a cumplicidade cômica com Luis Gustavo. Foi ainda a perua falida Milu de “Cobras & Lagartos” (2006) e a dama Gioconda de “Duas Caras” (2008). A facilidade para o humor acabou explorada também em filmes como “Acredite, um Espírito Baixou em Mim” (2006), “Polaróides Urbanas” (2008) e “Embarque Imediato” (2009), além de lhe render uma nova carreira como comediante televisiva. As séries cômicas lhe permitiram aprofundar sua parceria com o ator, escritor e diretor Miguel Falabella, que a filmou em “Polaróides Urbanas”. Na Globo, os dois trabalharam juntos em “A Vida Alheia” (2010), na novela “Aquele Beijo” (2011) e em “Pé na Cova” (2013), seu último papel na TV, no qual viveu a mulher de Falabella. Marília continuou interpretando papeis importantes no teatro, vencendo o prêmio Shell por sua atuação em “Mademoiselle Chanel” em 2006. Em 2013, ainda estrelou “Alô, Dolly!”, ao lado do parceiro Falabella. Mas, apesar dos muitos prêmios conquistados, sua homenagem mais singela aconteceu no Carnaval de 2014, quando foi tema do desfile da escola de samba Mocidade Alegre, em São Paulo, com o samba-enredo “Nos Palcos da Vida… Uma Vida no Palco: Marília”. Mesmo com a saúde debilitada, ela dedicou seus últimos esforços ao trabalho, narrando o documentário “Chico – Artista Brasileiro” (2015), sobre Chico Buarque, e dirigindo a peça “Depois do Amor”, cuja estreia estava marcada justamente para o dia de sua morte, em Manaus. Ela também deixou gravado um disco com canções de amor de Tom Jobim, Dolores Duran e outros mestres da MPB, e continuará presente ao longo em 2016 em outros trabalhos finalizados, que incluem uma participação na nova série comédia “Tô Ryca”, que estreia em janeiro, no filme “Dona do Paraíso”, de José João Silva, ainda sem previsão de lançamento, e numa temporada inteira de “Pé na Cova”. “Certas pessoas são escolas, ela era uma escola de vida, uma profissional que deu um padrão para a nossa maneira de representar e colocou o país em outro departamento. Uma profissional genial”, definiu, emocionado, o ator Ney Latorraca, que Marília dirigiu por mais de uma década na peça “O Mistério de Irma Vap”. “Uma mestra”, ecoou o cineasta Cacá Diegues.

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    Tutuca (1932 – 2015)

    4 de dezembro de 2015 /

    Morreu o comediante Tutuca, criador de um dos personagens mais famosos do humorismo brasileiro, que fez rir diversas gerações em programas como “Balança Mas Não Cai”, “A Praça É Nossa” e “Zorra Total”. Ele faleceu na manhã de quinta-feira (3/12), aos 83 anos, no Hospital Barra D’Or, no Rio de Janeiro, onde deu entrada para tratamento de uma pneumonia. Usliver João Baptista Linhares nasceu em 1932 e ganhou o apelido Tutuca ainda na infância. O nome pegou quando ele se lançou comediante em programas de rádio, durante a década de 1950. Ele participou do elenco original do sucesso radiofônico “Balança Mas Não Cai”, continuando na atração durante a transição do programa para a TV. Sua estreia no cinema aconteceu em 1959, no filme “O Homem do Sputnik”, ao lado do grande astro das chanchadas Oscarito. Depois disso, acompanhou Ronald Golias em “O Homem que Roubou a Copa do Mundo” (1961), Zé Trindade em “Bom Mesmo É Carnaval” (1962) e Almeidinha em “Quero Essa Mulher Assim Mesmo” (1963), sua última chanchada. O fim das comédias rasgadas no cinema coincidiu com a ascensão do humor na TV, e Tutuca passou pelo clássico programa “Noites Cariocas”, na TV Rio, com Golias, Costinha e Dercy Gonçalves, antes de parar na rede Globo em 1966, estreando no humorístico “Riso Sinal Aberto”. Em 1968, ele virou um dos destaques do “Balança Mas Não Cai” televisivo, que incluía Paulo Gracindo, Lúcio Mauro, Costinha, Brandão Filho, Berta Loran e Zezé Macedo, trabalhando ainda como roteirista da atração. “Balança Mas Não Cai” também passou pela TV Tupi, a partir de 1972, e teve uma segunda encarnação na Globo durante os anos 1980, sempre com a presença de Tutuca. O sucesso do humorístico devia-se ao seu aprimoramento do humor de esquetes, que, apesar de se originar do rádio, resiste até hoje na TV. A fórmula se diferenciava do simples programa de piadas ao incluir um contexto responsável por reunir seus diversos comediantes: o prédio treme treme que balançava, mas não caía, no qual moravam, trabalhavam ou visitavam seus diversos personagens de bordões marcantes. Tutuca vivia o faxineiro Clementino, que, embora tímido, estava sempre de olho na mulherada, lançando o bordão “Como é boa essa secretária (vizinha). Ah, se ela me desse bola…” Clementino fez tanto sucesso que passou a ter participações em outros programas, como “A Praça É Nossa”. Mas Tutuca também foi criador dos personagens Chefinho, que implicava com Dona Dadá, e o gay Magnólio, do bordão “Meninos, eu vi”. Além disso, costumava embutir um famoso ‘xiiii…’ em seu textos, que sempre levantava a platéia, gerando claques espontâneas. Ele voltou aos cinemas em 1974 em seu único papel de protagonista, no auge das pornochanchadas, encarnando o personagem-título de “Onanias, o Poderoso Machão”, que na verdade era o entregador virgem de uma fábrica de sutiãs. Mais recentemente, participou de “Os Normais – O Filme” (2003) como pai de Marisa Orth, e da comédia “A Guerra dos Rocha” (2008), dirigida por Jorge Fernando. Na TV, apareceu ainda na série “Sob Nova Direção” e no humorístico “Zorra Total”. A saúde do comediante estava debilitada após sofrer três AVCs, e ele não andava mais. Mas, segundo sua mulher Denise, “até doente ele era piadista. Gostava do que fazia”.

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    Tudo o que Aprendemos Juntos é filme “do bem” com fórmula hollywoodiana

    4 de dezembro de 2015 /

    Na melhor tradição do chamado “filme de professor”, que já rendeu exemplares comoventes como “Sociedade dos Poetas Mortos” (1989), “Mr. Holland – Adorável Professor” (1995), “Entre os Muros da Escola” (2009), “O Que Traz Boas Novas” (2011) e especialmente “Música do Coração” (1997), pela temática musical, “Tudo Que Aprendemos Juntos” é um “filme do bem”, que conta a história real da formação da Orquestra Sinfônica Heliópolis, bem-sucedido trabalho de jovens da periferia de São Paulo que contou com a ajuda de um músico exigente. Dirigido por Sérgio Machado (“Cidade Baixa”), o filme enfatiza o drama de Laerte (Lázaro Ramos, de “O Vendedor de Passados”), um jovem e dedicado violinista baiano que está em na capital paulista com fins mais ambiciosos, visando entrar para a Osesp – Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Logo no começo do filme, vemos o seu estado de completo nervosismo e travamento na hora de se apresentar em uma audição. Vencido pelo medo e frustrado por também não estar conseguindo dinheiro para se manter adequadamente e ainda ajudar a família na Bahia, Laerte aceita trabalhar como professor de uma pequena orquestra bem desafinada de uma escola da periferia. Demora um pouco para ele perceber as dificuldades e os dramas daqueles jovens, bem como se habituar ao encontro nada agradável com os traficantes do local, mas aos poucos aquela missão passa a motivá-lo mais do que o seu sonho de entrar na Osesp. “Tudo Que Aprendemos Juntos” carrega um bocado no melodrama, seguindo a cartilha hollywoodiana das histórias de superação, que se manifestam por meio do relacionamento de respeito e amizade entre um professor de bom coração e seus alunos carentes. Neste sentido, busca um registro mais acessível e popular que os trabalhos anteriores de Machado, como “Cidade Baixa” (2005), “Quincas Berro D’Água” (2010) e “A Coleção Invisível” (2012), mais sofisticados em sua dramaturgia e direção. Até a escolha das músicas eruditas, especialmente a seleção de Bach e Vivaldi, ajuda a carregar nas notas sentimentais. O filme, porém, permite um registro quase documental em algumas cenas, como a briga de duas alunas no primeiro dia de aula, capaz de comover, sem manipular, qualquer profissional da educação, tristemente familiarizado com a situação. Vale destacar ainda que Lázaro Ramos faz um trabalho correto, mas é facilmente eclipsado em cena por alguns dos jovens atores que compõem a orquestra da escola, seja o rapaz que tem uma sensibilidade especial para a música, seja o garoto-problema que alcança a superação depois de uma tragédia. É com eles que o filme ganha em emoção, justificando o voto do público que o elegeu melhor filme brasileiro da última Mostra de São Paulo.

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    Estreias: Filmes brasileiros enfrentam Moby Dick e Angelina Jolie em semana de 17 lançamentos

    3 de dezembro de 2015 /

    Nada menos que 17 filmes estreiam nos cinemas nesta quinta (13/2) e metade (descontado o decimal) são brasileiros. De estilos e propostas bem diferentes, as produções vão do lazer de shopping center ao documentário micróbio – aquele que precisa de microscópio para ser encontrado em algum cinema. Entre os dois pólos, bons filmes lutam para chamar atenção em meio à saturação. Os trailers de todas as estreias podem ser conferidos abaixo. Parece muita coisa, mas a maioria só vai passar no Rio e em São Paulo, em circuito limitadíssimo. Nos shoppings, o maior lançamento é “No Coração do Mar”, cheio de som, fúria e vento. Embora seja dirigido por Ron Howard (“O Código Da Vinci”) e estrelado por Chris Hemsworth (“Os Vingadores”), é um filme de efeitos e, ao contrário de seu título, sem coração. A trama baseia-se na história real que inspirou o romance “Moby Dick”. Há mais quatro filmes americanos, bem diferentes entre si. “O Natal dos Coopers” é a típica comédia natalina que Hollywood lança todo o ano – Diane Keaton, a matriarca da trama, já passou Natal mais feliz em “Tudo em Família (2005). O feriado cristão também pode levar público a “Quarto de Guerra”, drama evangélico que parece telefilme e promete lavagem cerebral. Já o vazio existencial de “À Beira-Mar” celebra dois fetiches de Angelina Jolie: seu marido Brad Pitt, com quem divide as cenas, e o cinema de Michelangelo Antonioni, que ela emula em cada segundo de tédio bem fotografado. Mas é outro ator-diretor quem surpreende – sem afetação e fazendo o básico. Estreia na direção de Joel Edgerton, “O Presente” explora o suspense de forma intensa e efetiva, configurando-se na melhor opção do grande circuito. As estreias brasileiras também se repartem em gêneros e resultados distintos. Dois lançamentos têm apelo popular e distribuição ampla: “Bem Casados” segue a linha das comédias histriônicas, que tem feito sucesso e arrasado – em todos os sentidos – o cinema nacional, enquanto “Tudo que Aprendemos Juntos” aposta no melodrama, com história de superação e professor bonzinho, seguindo fórmula americana. As duas ficções restantes são mais autorais. “Califórnia” revela o drama de uma adolescência “poética”, mas bem convencional em seus clichês, passada nos anos 1980 entre o pós-punk e a Aids. Já “O Fim e os Meios” transforma a atual conjuntura política, marcada pela corrupção, em suspense anticonvencional, com narrativa estruturada fora de ordem. Vale destacar que o diretor deste filme, Murilo Salles, também está lançando dois documentários, “Passarinho Lá de Nova Iorque” e “Aprendi a Jogar com Você”, com patrocínio do BNDES – banco público, alvo de questionamentos mais graves que os apontados na obra de ficção. Mais dois documentário completam a seleção brasileira: “5 Vezes Chico – O Velho e Sua Gente”, produção da Globo sobre o rio que será tema de sua próxima novela, e “Através”, viagem a Cuba na carona de uma jovem cubana que planeja sair do país, mas, no meio do caminho, encontra uma ficção perdida em sua história. Como sempre, o circuito limitado preenche sua programação com arte, exibindo obras dos principais festivais internacionais. Dois filmes vem de Cannes: a comédia “Dois Amigos”, também dirigida por um ator, o francês Louis Garrel, e o drama “Sabor da Vida”, da japonesa Naomi Kawase, eleito Melhor Filme pelo público da recente Mostra de São Paulo. Há também uma atração do Festival de Veneza, “O Cheiro da Gente”, novo longa de sexo adolescente/polêmico do diretor Larry Clark, 30 anos após “Kids” (1995). Contudo, assim como nos shoppings, o principal destaque pertence a um suspense. Lançado com uma “tradução” bizarra, “Pecados Antigos, Longas Sombras” (La Isla Mínima, no original) transforma a caça a um serial killer num tratado cinematográfico sobre tensão. O longa de Alberto Rodríguez é o filme espanhol do ano, vencedor de 10 prêmios Goya (o Oscar espanhol) e 9 prêmios da crítica espanhola. Mesmo assim, só vai estrear em 8 salas em todo o país. Para ter um parâmetro da lógica do mercado, imagine agora em quantas salas será exibido o futuro remake piorado hollywoodiano… [symple_divider style=”dashed” margin_top=”20″ margin_bottom=”20″] Estreias de cinema da semana Estreias em circuito limitado

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    Leandro Hassum pode filmar a história de seu pai traficante

    1 de dezembro de 2015 /

    A repercussão da revelação do passado de crimes do pai de Leandro Hassum (“Até que a Sorte nos Separe”) está inspirando o ator a transformar a história num filme. Ele revelou detalhes sobre a relação com seu pai, preso por tráfico internacional de drogas, em entrevista realizada para o programa de Marília Gabriela, no canal pago GNT. Hassum contou ter sido pego de surpresa na época, aos 21 anos de idade, pois não imaginava que o pai tivesse envolvimento com negócios ilícitos. “Meu pai era responsável pelo transporte da droga do Brasil para a Europa e para os Estados Unidos. Fazia parte da máfia italiana”, ele revelou, emocionando-se ao contar as dificuldades de relacionamento causadas pela prisão, em 1994. “Tive um pai que me amou muito, que era um grande pai, mas ele lidava com essa questão do tráfico como sendo uma profissão. Até a morte, ele disse que não era traficante, ele acreditava ser apenas um comerciante”, disse Leandro. O ator cortou relações com o pai depois que ele foi preso pela segunda vez, novamente por envolvimento com o tráfico, e estava distante quando ele morreu, em novembro de 2014. Para lidar com os sentimentos conflitantes, ele passou por terapia e conta que pretende transformar a história de seu pai em livro, filme ou série. A entrevista em que o ator revela todos os detalhes ainda é inédita e só irá ao ar no próximo domingo, 6 de dezembro.

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  • Filme

    Ícaro Silva será cirurgião em filme de Andrucha Waddington

    1 de dezembro de 2015 /

    O ator e cantor Ícaro Silva (“Totalmente Inocentes”) vai viver um cirurgião no próximo filme de Andrucha Waddington (“Os Penetras”), intitulado “Sob Pressão”. Previsto para 2016, o longa mostrará a rotina dos médicos brasileiros em instituições sucateadas. E para entrar no personagem, o ator resolveu acompanhar o plantão de alguns hospitais do Rio de Janeiro. “O mais tocante foi ver o quanto nosso sistema de saúde é falho. São muitas situações de descaso que nos deixam realmente desesperançosos”, ele contou à coluna Gente Boa, do jornal O Globo. O papel representará uma grande mudança dramática para Ícaro, que tem a carreira marcada por novelas e comédias, e vem logo após ele terminar de filmar “Elis”, com direção de Hugo Prata (série “Ilha Rá-Tim-Bum”), no qual interpreta o cantor Jair Rodrigues. A cinebiografia de Elis Regina estreia em maio, mas “Sem Pressão” ainda não tem previsão de lançamento.

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  • Música

    Alceu Valença prepara seu segundo filme, dedicado às musas de suas canções

    27 de novembro de 2015 /

    O cantor Alceu Valença, que estreou como diretor de cinema em 2014 com “A Luneta do Tempo”, prepara seu segundo longa-metragem. Ainda sem título, o projeto está sendo desenvolvido em parceria com Alexandre Moretzsohn (diretor assistente da novela “Avenida Brasil”) e vai girar em torno das musas das canções de Alceu, como “La Belle de Jour” e “Morena Tropicana”. Segundo o blog de Patricia Kogut, no jornal O Globo, a produção também terá uma versão para a TV, como minissérie, no esquema de “Tim Maia”. A figurinista Marília Carneiro (“Primo Basílio”, “Tempos de Paz”) assinará a direção de arte e o figurino. Nas próximas semanas começarão a ser realizados testes com atrizes por todo o Brasil, para escolher as musas cinematográficas. As filmagens estão previstas para abril, com locações no Rio e em Olinda.

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    Críticos elegem Limite o melhor filme brasileiro de todos os tempos

    27 de novembro de 2015 /

    A Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) elegeu “Limite”, de Mário Peixoto, o melhor filme nacional de todos os tempos. A eleição foi realizada para o livro “Os 100 Melhores Filmes Brasileiros”, com lançamento previsto para 2016 pela editora Livramento. Na verdade, são 101 filmes, já que houve um empate na “última” posição. A publicação trará textos sobre cada título, escritos pelos associados da Abraccine. Dirigido por Mário Peixoto em 1931,”Limite” acompanha um homem e duas mulheres confinados em um barco em meio à imensidão do oceano, logo após uma intensa tempestade tê-los isolado do mundo. O filme é mudo e foi a única obra realizada por Peixoto, que além de dirigir, escreveu, compôs a trilha, produziu e atuou no longa-metragem. Em 2º lugar, a lista destaca o grande clássico de Glauber Rocha, “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), marco do movimento Cinema Novo. Por sinal, Glauber aparece com outro filme nas primeiras posições, “Terra em Transe” (1967), colocado em 5º lugar. A produção mais atual do Top 10 é “Cidade de Deus” (2002). O longa de Fernando Meirelles, indicado a quatro Oscars, ficou em 8º lugar. Mas outros filmes do século 21 acabaram figurando na lista completa, incluindo uma superestimação de “O Som ao Redor” (2012 – 15º lugar) e uma subestimação de “Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro” (2010 – 35º lugar). Entre os mais recentes, aparecem ainda “O Lobo Atrás da Porta” (2014 – 60º lugar), “Que Horas Ela Volta?” (2015 – 71º lugar), “Tatuagem” (2013 – 73º lugar) e “Estômago” (2010 – 74º lugar). Além de trazer 101 filmes sob o título de “100 Melhores”, a seleção conta com “Ilha das Flores” (1989 – 13º lugar), de Jorge Furtado, que é um curta-metragem. [symple_divider style=”dashed” margin_top=”20″ margin_bottom=”20″] Confira o Top 10 da Abraccine: 1. Limite (1931), de Mario Peixoto 2. Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha 3. Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos 4. Cabra Marcado para Morrer (1984), de Eduardo Coutinho 5. Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha 6. O Bandido da Luz Vermelha (1968), de Rogério Sganzerla 7. São Paulo S/A (1965), de Luís Sérgio Person 8. Cidade de Deus (2002), de Fernando Meirelles 9. O Pagador de Promessas (1962), de Anselmo Duarte 10. Macunaíma (1969), de Joaquim Pedro de Andrade E o resto da lista: 11. Central do Brasil (1998), de Walter Salles 12. Pixote, a Lei do Mais Fraco (1981), de Hector Babenco 13. Ilha das Flores (1989), de Jorge Furtado 14. Eles Não Usam Black-Tie (1981), de Leon Hirszman 15. O Som ao Redor (2012), de Kleber Mendonça Filho 16. Lavoura Arcaica (2001), de Luiz Fernando Carvalho 17. Jogo de Cena (2007), de Eduardo Coutinho 18. Bye Bye, Brasil (1979), de Carlos Diegues 19. Assalto ao Trem Pagador (1962), de Roberto Farias 20. São Bernardo (1974), de Leon Hirszman 21. Iracema, uma Transa Amazônica (1975), de Jorge Bodansky e Orlando Senna 22. Noite Vazia (1964), de Walter Hugo Khouri 23. Os Fuzis (1964), de Ruy Guerra 24. Ganga Bruta (1933), de Humberto Mauro 25. Bang Bang (1971), de Andrea Tonacci 26. A Hora e a Vez de Augusto Matraga (1968), de Roberto Santos 27. Rio, 40 Graus (1955), de Nelson Pereira dos Santos 28. Edifício Master (2002), de Eduardo Coutinho 29. Memórias do Cárcere (1984), de Nelson Pereira dos Santos 30. Tropa de Elite (2007), de José Padilha 31. O Padre e a Moça (1965), de Joaquim Pedro de Andrade 32. Serras da Desordem (2006), de Andrea Tonacci 33. Santiago (2007), de João Moreira Salles 34. O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969), de Glauber Rocha 35. Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro (2010), de José Padilha 36. O Invasor (2002), de Beto Brant 37. Todas as Mulheres do Mundo (1967), de Domingos Oliveira 38. Matou a Família e Foi ao Cinema (1969), de Julio Bressane 39. Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), de Bruno Barreto 40. Os Cafajestes (1962), de Ruy Guerra 41. O Homem do Sputnik (1959), de Carlos Manga 42. A Hora da Estrela (1985), de Suzana Amaral 43. Sem Essa Aranha (1970), de Rogério Sganzerla 44. SuperOutro (1989), de Edgard Navarro 45. Filme Demência (1986), de Carlos Reichenbach 46. À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964), de José Mojica Marins 47. Terra Estrangeira (1996), de Walter Salles e Daniela Thomas 48. A Mulher de Todos (1969), de Rogério Sganzerla 49. Rio, Zona Norte (1957), de Nelson Pereira dos Santos 50. Alma Corsária (1993), de Carlos Reichenbach 51. A Margem (1967), de Ozualdo Candeias 52. Toda Nudez Será Castigada (1973), de Arnaldo Jabor 53. Madame Satã (2000), de Karim Ainouz 54. A Falecida (1965), de Leon Hirzman 55. O Despertar da Besta – Ritual dos Sádicos (1969), de José Mojica Marins 56. Tudo Bem (1978), de Arnaldo Jabor (1978) 57. A Idade da Terra (1980), de Glauber Rocha 58. Abril Despedaçado (2001), de Walter Salles 59. O Grande Momento (1958), de Roberto Santos 60. O Lobo Atrás da Porta (2014), de Fernando Coimbra 61. O Beijo da Mulher-Aranha (1985), de Hector Babenco 62. O Homem que Virou Suco (1980), de João Batista de Andrade 63. O Auto da Compadecida (1999), de Guel Arraes 64. O Cangaceiro (1953), de Lima Barreto 65. A Lira do Delírio (1978), de Walter Lima Junior 66. O Caso dos Irmãos Naves (1967), de Luís Sérgio Person 67. Ônibus 174 (2002), de José Padilha 68. O Anjo Nasceu (1969), de Julio Bressane 69. Meu Nome é… Tonho (1969), de Ozualdo Candeias 70. O Céu de Suely (2006), de Karim Ainouz 71. Que Horas Ela Volta? (2015), de Anna Muylaert 72. Bicho de Sete Cabeças (2001), de Laís Bondanzky 73. Tatuagem (2013), de Hilton Lacerda 74. Estômago (2010), de Marcos Jorge 75. Cinema, Aspirinas e Urubus (2005), de Marcelo Gomes 76. Baile Perfumado (1997), de Paulo Caldas e Lírio Ferreira 77. Pra Frente, Brasil (1982), de Roberto Farias 78. Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (1976), de Hector Babenco 79. O Viajante (1999), de Paulo Cezar Saraceni 80. Anjos do Arrabalde (1987), de Carlos Reichenbach 81. Mar de Rosas (1977), de Ana Carolina 82. O País de São Saruê (1971), de Vladimir Carvalho 83. A Marvada Carne (1985), de André Klotzel 84. Sargento Getúlio (1983), de Hermano Penna 85. Inocência (1983), de Walter Lima Jr. 86. Amarelo Manga (2002), de Cláudio Assis 87. Os Saltimbancos Trapalhões (1981), de J.B. Tanko 88. Di (1977), de Glauber Rocha 89. Os Inconfidentes (1972), de Joaquim Pedro de Andrade 90. Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1966), de José Mojica Marins 91. Cabaret Mineiro (1980), de Carlos Alberto Prates Correia 92. Chuvas de Verão (1977), de Carlos Diegues 93. Dois Córregos (1999), de Carlos Reichenbach 94. Aruanda (1960), de Linduarte Noronha 95. Carandiru (2003), de Hector Babenco 96. Blá Blá Blá (1968), de Andrea Tonacci 97. O Signo do Caos (2003), de Rogério Sganzerla 98. O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006), de Cao Hamburger 99. Meteorango Kid, Herói Intergalactico (1969), de Andre Luis Oliveira 100. Guerra Conjugal (1975), de Joaquim Pedro de Andrade 101. Bar Esperança, o Último que Fecha (1983), de Hugo Carvana

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    Estreia de Chatô só perdeu para Jogos Vorazes em lotação de salas

    26 de novembro de 2015 /

    Prova de que o mercado subestima a produção cinematográfica nacional, “Chatô, o Rei do Brasil”, de Guilherme Fontes, foi o segundo filme que mais encheu salas de cinema em seu fim de semana de estreia. Perdeu apenas para o onipresente “Jogos Vorazes: A Esperança – O Final”. Mas enquanto este ocupou mais de 1,2 mil telas – 40% do circuito exibidor completo – , o longa brasileiro foi lançado em menos de 20 salas, exclusivamente no Rio e em São Paulo. Com isso, “Chatô”, que custou uma fortuna inestimável para ser rodado – com multas por problemas fiscais, há uma avaliação de débito que gira em torno de R$ 70 milhões – rendeu apenas R$ 200 mil em seus quatro primeiros dias de exibição. Isto representa 1% dos R$ 20 milhões arrecadados pelo final de “Jogos Vorazes”. Sem perder o gingado, o diretor informou que, a partir desta quinta-feira (26/11), o número de salas cresce para 44. Outras 14 cidades vão receber o filme, além de Rio e São Paulo, mantendo a esperança de a arrecadação crescer de maneira substancial. As lotações das salas mostram que o público está, no mínimo, curioso para ver a obra, realizada ao longo de 20 anos. Mas mesmo enchendo cinemas, a saga quixotesca de “Chatô” continua, precisando agora superar o acesso limitado.

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