Novo drive-in de São Paulo vai exibir filmes nacionais em sessões gratuitas
São Paulo vai ganhar mais um drive-in em agosto. Mas não será mais um espaço a cobrar ingresso caro para o público assistir filmes disponíveis em streaming. O Projeto Paradiso, iniciativa filantrópica do Instituto Olga Rabinovich, fechou parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, a Spcine e o Cine Autorama – e conta com apoio da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) – para oferecer sessões gratuitas exclusivamente de filmes brasileiros. O novo cinema ao ar livre Drive-In Paradiso será instalado no estacionamento da Alesp, no Ibirapuera, e funcionará de 1 a 23 de agosto com uma programação realmente diferenciada, com curadoria da cineasta e cinéfila Marina Person (“Califórnia”). Para marcar o lançamento do projeto, o premiado “Meu Nome É Bagdá”, de Caru Alves de Souza, será exibido na estreia, no dia 1º de agosto. Inédito em circuito comercial, o drama de ficção sobre skatistas paulistas foi premiado no Festival de Berlim, no começo do ano. “Meu Nome É Bagdá” será exibido entre “Café com Canela”, de Glenda Nicácio e Ary Rosa, premiado no 50º Festival de Brasília, e o icônico “Central do Brasil”, de Walter Salles, que integra uma homenagem aos grandes clássicos brasileiros na programação do drive-in. As sessões serão realizadas apenas aos sábados e domingos, às 17h, 20h e 23h. No primeiro domingo de programação, estão previstos o infantil “As Aventuras do Avião Vermelho”, a biografia musical “Elis” e a comédia blockbuster “De Pernas pro Ar 3”. Nos próximos dias, serão realizadas exibições de “Bacurau” – em sessão dupla com filme surpresa escolhido pelo diretor Kleber Mendonça Filho – e “Pacarrete”, de Allan Deberton, grande vencedor do Festival de Gramado do ano passado e também inédito em circuito comercial de cinema. Antes dos longas, ainda haverá a exibição de curtas-metragens produzidos por cineastas das periferias de São Paulo, que integram o projeto Curta em Casa – desenvolvido durante a pandemia pelo Projeto Paradiso em parceria com o Instituto Criar e a Spcine.
Até o Fim enaltece a superação e a pluralidade no cinema brasileiro
O cinema brasileiro, todos sabem, é plural. Como o país. Há tempos deixou de ser exclusividade do Rio de Janeiro e de São Paulo. Cidades do interior, como Contagem-MG e agora também Cachoeira, no Recôncavo Baiano, aparecem no cinema brasileiro contemporâneo como áreas de explosão afetiva e artística. Os jovens cineastas baianos Ary Rosa e Glenda Nicácio têm chamado a atenção desde “Café com Canela” (2017), o lindíssimo filme sobre amizade, superação diante das adversidades e valorização da cultura afro-descendente. Isso dentro de uma estrutura que mistura experimentação com um pouco de classicismo. A descrição até faz lembrar seu mais novo filme, “Até o Fim”, exibido e premiado na 23ª Mostra Tiradentes, no começo do ano. O filme foi aplaudido de pé e, pelos testemunhos, dá-se a entender que foi a mais intensa recepção popular de um filme exibido no evento. Muito disso tem a ver com a aguardada expectativa de um novo filme da dupla, que ainda fez “Ilha” (2018), talvez seu trabalho mais arriscado. “Até o Fim” agrada mais por ser feminino e cheio de afetividade, como “Café com Canela”. Mas, em vez de se focar em amizades, aqui o elo que une as protagonistas, depois de tantos anos de distância, é o sangue. Pelo menos três das mulheres da trama são irmãs. O filme começa, curiosamente, na mesma barraca de “Ilha”, além de fazer uma referência direta e explícita a essa obra. Isso acaba por trazer uma familiaridade ao filme, apesar dos diretores ainda terem poucos trabalhos realizados. É nesta barraca que conhecemos Geralda (Wal Diaz), uma mulher de meia idade que é dona daquele espaço. Ela recebe a notícia da morte iminente de seu pai, que está internado no hospital. Essa situação será o elemento que reunirá as irmãs de Geralda. Primeiro aparece a simples e alegre Rose (Arlete Dias) e depois a bem-sucedida Bel (Maíra Azevedo, a Tia Má do YouTube). A quarta personagem aparecerá para balançar ainda mais a noite. Toda a narrativa acontece no espaço de uma noite, onde muitas feridas são expostas em uma discussão calorosa. A começar pelo desabafo de Geralda, que se sente abandona pelas irmãs. Elas deixaram a cidade sem muita explicação e Geralda ficou sozinha, cuidando do pai. Pautada em diálogos, a trama beira a verborragia teatral, mas isso não chega a incomodar, porque os diálogos são cheios de tensão, emoção e espontaneidade. A figura do pai também é importante, pois ele se revela o principal responsável pelos rumos distintos das vidas daquelas mulheres. Mesmo sem nunca aparecer em cena, é como um espírito ruim que paira no ambiente, cuja morte é esperada ansiosamente pela maior parte daquelas mulheres. Ele simboliza a questão do abuso sexual, do ataque ao candomblé, da homofobia, da transfobia, do machismo etc. Como opção estética, os diretores optaram por enquadrar a trama numa janela em formato quadrado, que faz com que haja uma aproximação maior daquelas personagens na tela – além de passar um ar claustrofóbico. Vez ou outra, vemos dois quadros. A movimentação e os ângulos de câmera também são bem atípicos e apontam para uma vontade de experimentar, sem cair no experimentalismo puro. O resultado é uma junção muito bem orquestrada de um racionalismo ditado pela forma e de um sentimentalismo ditado pelos traumas e situações de fragilidade das personagens. Além do mais, a presença da quarta personagem, Vilmar (Jenny Muller), faz com que essas emoções explodam em um convite às lágrimas, que nem sempre representam a tristeza, mas também a alegria da superação, de estar lidando com coragem com as dores do passado que seguem vivas no presente. Disponibilizado brevemente no YouTube, é um filme que deve crescer muito na telona.
Programação digital destaca novo terror dos diretores de Boa Noite, Mamãe
As melhores estreias digitais deste fim de semana são filmes de terror. Tem terror indie de sereia, terror brasileiro de assombração e o novo terror dos diretores austríacos de “Boa Noite, Mamãe”, passado numa cabana isolada pela neve. Por sinal, o clima tenso também se estende ao suspense do professor que resolve ensinar uma lição para seu pior aluno. Confira abaixo mais detalhes destes e de outros lançamentos digitais inéditos nos cinemas brasileiros, disponibilizados nos serviços de VOD (locadoras online) e streaming. A curadoria não inclui, vale reforçar, filmes já exibidos em circuito cinematográfico, incluindo títulos clássicos, nem tampouco produções pouco recomendadas, que, em outros tempos, sairiam diretamente em vídeo. Os destaques online são: O Chalé | Reino Unido, Canadá | 2019 Terror atmosférico com 74% de aprovação no Rotten Tomatoes, “O Chalé” marca a estreia em inglês dos cineastas austríacos Severin Fiala e Veronika Franz, responsáveis pelo desconcertante “Boa Noite, Mamãe” (2014). A trama evoca o filme anterior, ao trazer Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”) como uma madrasta aspirante, passando as férias em um chalé de inverno com o casal de filhos de seu noivo. Isolados depois de uma nevasca, o relacionamento dos três começa a melhorar, até que o passado da mulher como sobrevivente de uma seita suicida vem à tona, junto com a falta de luz, barulhos no escuro e eventos aterrorizantes. O elenco mirim inclui Jaeden Martell, que se destacou no papel principal de “It: A Coisa” (2017). Disponível no iTunes. Professor | EUA | 2019 Suspense indie que recebeu críticas muito positivas (100% de aprovação em 7 resenhas no Rotten Tomatoes), traz David Dastmalchian (“Homem-Formiga e a Vespa”) como o professor do título, um profissional dedicado que percebe que um de seus alunos é alvo constante de assédio do valentão da escola. Quando a violência atinge níveis criminais, ele resolve enfrentar o agressor, mas se depara com um pai protetor e mais perigoso que imaginava. Disponível no Cinema Virtual. A Maldição da Sereia | EUA | 2019 Apesar de independente e barato, produzido com apoio de crowdfunding, o terror surpreende pela história, completamente diferente do que se espera de seu título, com alusões à violência contra mulheres e descaso com o meio-ambiente. A trama acompanha uma sereia pescada no oceano, torturada, mutilada e abandonada num hospício, onde é tratada para superar o delírio de acreditar ser uma criatura do mar. Por curiosidade, a sereia russa Alexandra Bokova apareceu num clipe da banda Smashing Pumpkins (“Solara”), um ano antes do filme. Disponível em Now e Vivo Play. Atrás da Sombra | Brasil | 2020 O primeiro longa do diretor goiano Thiago Camargo é uma mistura de thriller criminal e sobrenatural, que acompanha o detetive Jorge, contratado para investigar um caso numa cidade onde todos são desconfiados e parecem guardar segredos. Exemplar do moderno terror brasileiro, a trama aborda racismo, religião, crenças e descrenças, enquanto entretém com elementos do além – Jorge passa a ter pesadelos com uma assombração, a quem os moradores atribuem crimes. Destaque para a interpretação do músico congolês-brasileiro Bukassa Kabengele (“Irmandade”), ex-integrante da banda soul/funk Skowa e a Máfia, no papel principal. Disponível em Now e Vivo Play. Na Praia de Chesil | Reino Unido | 2017 Adaptação do romance de Ian McEwan (autor de “Desejo e Reparação”), o drama se passa na Inglaterra de 1962, onde um jovem casal com pouco em comum começa um relacionamento marcado por tensões sexuais e pressão social. O romance evolui e culmina em um casamento que não sai como os dois esperavam. Billy Howle (de “Dunkirk”) e Saoirse Ronan (“Adoráveis Mulheres”) têm os papéis principais. Disponível na Looke. A Portuguesa | Portugal, Alemanha | 2018 O filme de Rita Azevedo Gomes adapta um conto de 1924 de Robert Musil (“O Jovem Törless”). Durante a disputa pelo domínio de um principado italiano, Lorde von Ketten viaja até Portugal para encontrar uma esposa. Quando retornam à Itália, ele precisa partir para a guerra novamente, mas sua esposa está determinada a transformar o castelo onde vivem em um lar. Disponível no Mubi. Encantado, o Brasil em Desencanto | França, Brasil | 2018 Documentário produzido na França que retrata o contexto político e social do Brasil entre a eleição de Lula em 2002 e a eleição de Bolsonaro em 2018. O título foi inspirado no nome do bairro de Encantado, em que o cineasta Filipe Galvon cresceu no Rio de Janeiro. Ele mora na França desde 2013 e registra seu desencanto com o Brasil nesse documentário, construído com entrevistas com políticos, como Dilma Rousseff, Ciro Gomes, Fernando Haddad e Guilherme Boulos, e cidadãos comuns. Disponível em Now. Mulher | França | 2019 O documentário de Yann Arthus-Bertrand e Anastasia Mikova é uma continuação temática de “Humano: Uma Viagem Pela Vida” (2015), premiado nos festivais de Vancouver e Pequim. A produção filmou 2 mil mulheres em 50 países para discutir o que significa amor, respeito e lugar no mundo para uma parcela representativa da população mundial. Disponível em iTunes, Google Play, Now, Sky Play, Vivo Play e YouTube Filmes.
Del Rangel (1955 – 2020)
O diretor e produtor de TV Antônio “Del” Rangel morreu aos 64 anos na quinta-feira (16/7). A informação foi confirmada pela Diretoria Executiva da Fundação Padre Anchieta. Desde 2019, Rangel era diretor de programação da TV Cultura, em São Paulo. Segundo a fundação, o diretor morreu em decorrência de um infarto fulminante. Antes de comandar a TV Cultura, Del Rangel dirigiu várias novelas e séries em outros canais. Na Globo, realizou vários trabalhos nas décadas de 1980 e 1990, à frente de novelas como “Cambalacho” (1986), “O Outro” (1987) e “Bebê a Bordo” (1987), entre outras. Seu último trabalho na emissora foi em 2001, na direção da minissérie “Os Maias” em parceria com Emilio Di Biasi. Ele foi casado com a atriz Regina Duarte entre 1983 e 1995, e a dirigiu na série “Joana”, uma produção independente que foi exibida pelo SBT e pela extinta TV Manchete em 1984. A parceria com a esposa ainda rendeu o seriado “Retrato de Mulher”, na Globo, em 1993. Rangel também comandou algumas das novelas mais bem-sucedidas do SBT – “Éramos Seis” (1994), “As Pupilas do Senhor Reitor” (1994), “Sangue do Meu sangue” (1995), “Razão de Viver” (1996), “Vende-se Um Véu de Noiva” (2009), “Uma Rosa com Amor” (2010) e o fenômeno “Carrossel” (2012). Além disso, teve trabalhos desenvolvidos no teatro e no cinema. Produziu sete filmes dos Trapalhões, entre 1979 e 1983, e ainda dirigiu “O Trapalhão na Arca de Noé” (1983) e “Uma Escola Atrapalhada” (1990), ambos escritos por Renato Aragão, e o drama “Contos de Lygia” (1998), inspirado por histórias da escritora Lygia Fagundes Telles.
Festival de Gramado anuncia edição televisiva em 2020
A organização do Festival de Cinema de Gramado anunciou que o evento deste ano será televisivo. Inicialmente programado para agosto, o festival de cinema já tinha sido adiado para setembro e agora sua realização física foi descartada, após análise do cenário nacional em função da pandemia de covid-19. No novo modelo, as produções selecionadas para as mostras competitivas serão exibidas no Canal Brasil, parceiro do evento, e os conteúdos também devem ficar disponíveis por 24 horas no serviço de streaming Globosat Play. A programação será veiculada entre os dias 18 e 26 de setembro, acompanhando o calendário de exibição do festival. O canal de TV paga também fará a transmissão da cerimônia de premiação, que será realizada no palco do Palácio do Festivais, sede do evento na serra gaúcha, seguindo todos os protocolos de segurança à disposição. “Até aqui, foram 47 edições apoiando a produção nacional, mesmo nos momentos mais difíceis, desde a valorização dos curtas, escola e porta de entrada para grandes cineastas. Mais do que nunca, é hora de honrarmos a nossa tradição e mantermos a cooperação e parceria com realizadores”, disse o gerente de projetos da Gramadotur, responsável pela realização do Festival, Diego Scariot em comunicado. “Além disso, o modelo é totalmente inovador, inédito no país. É mais um desafio para Gramado, no ano em que temos novos curadores (Pedro Bial e Soledad Villamil), equipe reduzida e patrocinadores afastados, no momento. Nosso compromisso é inovar e evoluir”, acrescentou.
Associação Brasileira de Cinematografia passa a ser presidida pela primeira vez por uma mulher
A técnica de som, professora e pesquisadora Tide Borges tornou-se a primeira mulher a assumir a presidência da Associação Brasileira de Cinematografia (ABC). Sua eleição também marca a primeira vez que a associação é presidida por um profissional que atua numa área diferente da direção de fotografia de filmes. A eleição para a diretoria contou com a participação de duas chapas, ambas com candidatas mulheres ao cargo de presidente e com o objetivo, entre outras propostas, de ampliar a pluralidade da ABC, tanto entre seus sócios quanto em sua atuação como associação. A nova diretoria, que tomou posse na segunda (13/7), também é a mais representativa em relação ao gênero e a que traz o maior número de representantes de diferentes áreas técnicas em seu Conselho. Além de Tide Borges na presidência, a Diretoria é composta pelo diretor de fotografia Jacques Cheuiche como vice-presidente, pela diretora de fotografia Fernanda Tanaka como diretora secretária e pelo diretor de arte Marcos Carvalheiro como diretor tesoureiro. Já o Conselho é composto por Adriano Goldman (diretor de fotografia), Diana Vasconcellos (editora), Frederico Pinto (diretor de arte), Llano (diretor de fotografia), Marcelo Corpanni (diretor de fotografia), Maria Muricy (editora de som), Marghe Pennacchi (diretora de arte), Miriam Biderman (supervisora de som), Mustapha Barat (diretor de fotografia), Paulo M. de Andrade (colorista), Pedro von Krüger (diretor de fotografia) e Silvia Gangemi (diretora de fotografia).
Novos filmes de Tom Hanks e Charlize Theron estreiam na internet
Duas superproduções de grande orçamento estreiam diretamente em streaming nesta sexta (10/7). Uma delas ia para o cinema. A Sony não quis esperar a reabertura das salas e negociou com a Apple o novo filme de Tom Hanks (“Um Lindo Dia na Vizinhança”), que custou cerca de US$ 50 milhões. A mudança transformou “Greyhound”, que retrata uma frota de guerra em combate marítimo, na produção mais cara já exibida com exclusividade pela Apple TV+. Já “The Old Guard” foi feito pela Netflix com o objetivo de lançar a primeira franquia de “super-heróis” da plataforma. A adaptação de quadrinhos da Image Comics não teve seu orçamento revelado, mas não foi barata. Estrelada por Charlize Theron (“Velozes & Furiosos 8”), inclui várias cenas de ação e efeitos visuais. Os dois filmes oferecem diversão escapista sob medida para tempos de recolhimento compulsório. São passatempos que não exigem maior compromisso e tiveram suas propostas bem-avaliadas pela crítica americana. Por coincidência ambos receberam a mesma nota no Rotten Tomatoes: 79% de aprovação. Confira abaixo mais detalhes destes e de outros lançamentos digitais inéditos, que se destacam entre as ofertas dos serviços de VOD (locadoras online) e streaming neste fim de semana. A curadoria não inclui títulos clássicos (são muitos e com alta rotatividade) e produções de baixa qualidade que, em outros tempos, sairiam diretamente em vídeo. Greyhound: Na Mira do Inimigo | EUA | 2020 Superprodução de batalha naval, “Greyhound” traz Tom Hanks de volta aos combates da 2ª Guerra Mundial, materializando um duelo de estratégias e torpedos entre uma frota de destroyers americanos e um esquadrão de submarinos alemães. Baseado em romance clássico de C.S. Forester (criador do herói naval Horatio Hornblower), o filme retrata o combate marítimo que realmente aconteceu antes das tropas americanas desembarcarem no front europeu. Além de atuar, Hanks assina o roteiro do longa, demonstrando sua assumida predileção por produções do período – o astro, que estrelou o impressionante “O Resgate do Soldado Ryan” (1998), também coproduziu com Steven Spielberg três séries passadas durante a 2ª Guerra Mundial. “Greyhound” é o terceiro longa escrito pelo ator, que anteriormente assinou “The Wonders – O Sonho Não Acabou” (2006) e “Larry Crowne – O Amor Está de Volta” (2011), que ele também dirigiu. Agora, porém, a direção está a cargo de Aaron Schneider, pouco experiente na função (dirigiu apenas “Segredos de um Funeral” em 2009), mas de longa carreira como cinegrafista. Disponível na Apple TV+. The Old Guard | EUA | 2020 A adaptação de quadrinhos traz Charlize Theron como uma guerreira imortal de mais de 6 mil anos de idade, que lutou em diversas guerras ao longo da história da humanidade. Ela lidera a “Velha Guarda”, um pequeno grupo de imortais dedicado a combater injustiças ao redor do mundo e que é caçado por um agente da CIA (Chiwetel Ejiofor, de “Doutor Estranho”) obcecado por descobrir a origem de seus poderes. O roteiro é assinado pelo escritor dos quadrinhos em que o filme se baseia, Greg Rucka (autor também dos quadrinhos que inspiraram a série “Stumptown”). Já a direção está a cargo de Gina Prince-Bythewood (“Além dos Limites”), que assim se torna a primeira diretora negra de um filme de “super-heróis”. Disponível na Netflix. Os Olhos de Kabul | França | 2019 A animação aborda com leveza a realidade insuportável da Cabul ocupada pelos talibãs nos anos 1990. A trama gira em torno de um casal apaixonado que tenta preservar seu amor, apesar de toda a violência e restrições trazida pela repressão extremista religiosa no Afeganistão. Exibido no Festival de Cannes do ano passado, o longa marca a estreia da animadora Eléa Gobbé-Mévellec (de “O Gato do Rabino”) na direção, em parceria com a atriz e cineasta Zabou Breitman (“O Acompanhante”), e tem 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. Disponível em iTunes, Google Play, Vivo Play, YouTube Filmes. Disforia | Brasil | 2020 O título define uma mudança repentina e transitória do estado de ânimo e é bastante apropriado para um terror psicológico. A trama acompanha um psicólogo traumatizado, que sofre pela dificuldade em se recuperar de um acontecimento assustador de seu passado e se vê desafiado ao aceitar o caso da menina Sofia. A simples presença da criança lhe desperta uma perturbação, que o faz encarar seu problema e o mistério envolvendo a família dela. Com referências às obras de Sephen King e influências de David Lynch, a estreia em longas de Lucas Cassales (premiado em Gramado pelo curta “O Corpo”) apresenta mais um bom representante do novo terror brasileiro. Disponível em iTunes, Google Play, Now, Vivo Play, YouTube Filmes. Dois Casais e um Bebê | EUA | 2020 A comédia escrita e dirigida por Sam Friedlander, produtor da série “The Resident”, acompanha dois casais de melhores amigos que costumam dividir a conta do restaurante. Mas será que eles são capazes de dividir um bebê? Em dúvida sobre assumir a paternidade em tempo integral, eles resolvem colocar essa ideia em prática. Disponível em iTunes, Google Play, Now, Vivo Play, YouTube Filmes. Ligue Djá: O Lendário Walter Mercado | EUA | 2020 O documentário celebra a carreira do astrólogo conhecido no Brasil pelo bordão “ligue djá”. Com visual excêntrico, que incluía uma capa branca e muito brilho, além de uma distinta personalidade andrógina, Walter Mercado marcou época na TV porto-riquenha antes de virar um fenômeno internacional. Com seu programa de astrologia, chegou a atingir 120 milhões de pessoas em todas as Américas. Até que ele sumiu. O filme aborda sua trajetória e conta o que motivou seu súbito desaparecimento, no auge da popularidade, utilizando cenas de arquivo, imagens raras, depoimentos de várias celebridades e uma entrevista exclusiva, concedida pelo astrólogo pouco antes de sua morte, em 2019. Exibido no Festival de Sundance, o filme tem nada menos que 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Disponível na Netflix. Testemunhas de Putin | Rússia | 2018 Um olhar raro sobre o jovem Vladimir Putin durante sua ascensão à presidência da Rússia após a saída de Boris Yeltsin, em 2000. Originalmente encomendado como peça publicitária, o filme foi revisitado pelo diretor há dois anos, em busca de uma nova perspectiva sobre o eterno presidente russo, que duas décadas depois ainda se mantém no poder. Venceu o prêmio de Melhor Documentário do Festival de Karlovy Vary e tem 82% de aprovação no Rotten Tomatoes. Disponível no Now.
Campanha prepara reabertura das salas de cinema no Brasil
Exibidores, distribuidores, produtores e outros integrantes do mercado cinematográfico brasileiro lançaram nesta terça (7/7) a campanha #JuntosPeloCinema, que visa preparar o público para a reabertura dos cinemas no país. A primeira etapa é a divulgação de um vídeo que destaca os laços entre cinema e os espectadores, e que pode ser visto logo abaixo. A segunda etapa será a divulgação de um estudo sobre os protocolos de segurança desenvolvidos por autoridades sanitárias em conjunto com o setor, voltado sobretudo a pequenos e médios exibidores, para que possam reabrir suas salas segundo diretrizes que serão estabelecidas. Para completar, assim que for definido o período de reabertura oficial das salas, será realizado o Festival De Volta para o Cinema, que ocupará salas em todo o Brasil nas duas semanas iniciais da volta às atividades, com a exibição de clássicos e sucessos recentes de bilheteria. Com os cinemas fechados há cerca de três meses, o setor contabiliza os prejuízos e ainda enfrenta as incertezas em relação às possibilidades de retorno. Enquanto o mercado não se normalizar, a tendência é as distribuidoras segurarem os lançamentos de peso. Por isso, os primeiros dias de abertura serão marcados por reprises, que precisarão ser atraentes o suficiente para justificar a volta do público aos cinemas.
Sítio do Picapau Amarelo vai virar filme
Depois de várias séries, o “Sítio do Picapau Amarelo” vai ganhar um filme em live-action. A produção vai se chamar “De Volta ao Sítio do Picapau Amarelo” e contará uma história inédita envolvendo os personagens de Monteiro Lobato, como a boneca de pano Emília, Narizinho e Pedrinho, interpretados por novos atores. A expectativa é que as filmagens comecem em 2021, com direção de Fabrício Bittar (“Bugados”), que também assina o roteiro ao lado do escritor infantil Jim Anotsu. Mesmo sem ter nenhuma cena filmada, a produtora Clube Filmes (“Exterminadores do Além contra a Loira do Banheiro”) já divulgou o primeiro pôster do longa, que supostamente traz alguns easter eggs da nova aventura. Confira abaixo.
Leonardo Villar (1923 – 2020)
O ator Leonardo Villar, consagrado pelo Festival de Cannes em “O Pagador de Promessas” (1962), morreu na manhã desta sexta-feira (3/7) em São Paulo, aos 96 anos, vítima de uma parada cardíaca. Ele tinha sido internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após se sentir mal na noite de quarta. Nascido em Piracicaba, no interior de São Paulo, Leonildo Motta (seu nome de batismo) foi virar Leonardo Villar no teatro. Ele atuou em peças da Companhia Dramática Nacional (CDN), no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) e no programa televisivo de clássicos da dramaturgia “Grande Teatro Tupi” (entre 1952 e 1959) antes de ser alçado ao estrelato mundial como Zé do Burro, o personagem principal de “O Pagador de Promessas”. O filme tinha sido rejeitado pelo autor da peça original, Dias Gomes, após mudanças no texto promovidas pelo então galã transformado em cineasta Anselmo Duarte. Até os diretores do Cinema Novo atacaram a produção, jamais superando a inveja por sua consagração. Mas o fato é que “O Pagador de Promessas”, com um galã atrás das câmeras e um estreante no cinema diante delas, encantou a crítica mundial e faturou a Palma de Ouro. É até hoje, 58 anos depois, o único filme brasileiro vencedor de Cannes. E com o seguinte detalhe: venceu “apenas” os clássicos absolutos “O Anjo Exterminador”, de Luís Buñuel, “Cléo das 5 às 7”, de Agnès Varda, “O Eclipse”, de Michelangelo Antonion, e “Longa Jornada Noite Adentro”, de Sidney Lumet. Foi também o primeiro filme da carreira de Villar. Ator de teatro, ele ficou com o papel por insistência de Duarte, que recusou “sugestões” sucessivas para que Mazzaropi estrelasse o longa, o que facilitaria seu sucesso comercial. A grande ironia é que o filme tornou-se um sucesso justamente pela interpretação crível e inesquecível do ator, que deu vida ao simples Zé do Burro, um homem que só queria pagar uma promessa, carregando uma cruz gigante contra a vontade da Igreja local. Villar foi a alma de “O Pagador de Promessas”, carregando-o nas costas como o personagem, até o tapete vermelho da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, que encerrou a trajetória consagradora do longa com uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Graças à fama de Zé do Burro, Villar se estabeleceu como um dos principais astros do cinema brasileiro, dando vida a outros personagens e obras icônicas, como os papéis-títulos de “Lampião, Rei do Cangaço” (1964), de Carlos Coimbra, e o excepcional “A Hora e a Vez de Augusto Matraga” (1965), de Roberto Santos, que lhe rendeu o troféu Candango de Melhor Ator no Festival de Brasília. Estabelecendo uma bem-sucedida parceria com Coimbra, ainda estrelou dois sucessos do diretor, “O Santo Milagroso” (1967) e “A Madona de Cedro” (1968), sem esquecer o maior título da carreira de Cacá Diegues, “A Grande Cidade ou As Aventuras e Desventuras de Luzia e Seus 3 Amigos Chegados de Longe” (1966). Ele viveu até Jean Valjean na versão brasileira de “Os Miseráveis”, clássico de Victor Hugo transformado em novela por Walther Negrão em 1967, na Bandeirantes. Mas a partir da entrada na rede Globo, com “Uma Rosa Com Amor” em 1972, praticamente trocou o cinema pelas novelas, com passagens por cerca de 30 sucessos da emissora, incluindo “Estúpido Cupido”, “Tocaia Grande”, a versão original e o remake de “Os Ossos do Barão”, “Barriga de Aluguel”, “Laços de Família”, “Pé na Jaca”, até “Passione”, seu último trabalho em 2011, em que viveu o divertido Antero Gouveia. Entre uma novela e outra, intercalou telefilmes da Globo, entre eles “O Duelo” (1973) e “O Crime do Zé Bigorna” (1974), com Lima Duarte, mas isso também significou longos períodos afastado do cinema. De todo modo, os poucos filmes da fase final de sua carreira marcaram época, como “Ação Entre Amigos” (1998), de Beto Brant, “Brava Gente Brasileira” (2000), de Lúcia Murat, e “Chega de Saudade” (2007), de Laís Bodanzky.
Indianara será exibido em quase 200 países pela plataforma MUBI
A distribuidora O2 Play firmou parceria com a plataforma MUBI para a exibição do documentário “Indianara”, sobre ativista transgênero brasileira Indianara Siqueira, no serviço de streaming americano, que chega a quase 200 países diferentes. Vencedor do Festival Mix Brasil do ano passado, o filme acompanha a criadora da Casa Nem, abrigo para pessoas LGBTQIs em situação de vulnerabilidade no Rio de Janeiro, que lidera um grupo de mulheres transgênero na luta contra o preconceito e a intolerância no Brasil. “A MUBI é uma plataforma global, inteligente e com filmes instigantes. É um prazer começar uma relação mais próxima lançando um filme tão impactante quanto Indianara”, declara Igor Kupstas, diretor da O2 Play, em nota oficial. Dirigido pela francesa Aude Chevalier-Buarumel e pelo brasileiro Marcelo Barbosa, “Indianara” ficará disponível aos assinantes da MUBI a partir de domingo (5/7). Mas já pode ser visto, desde o fim de semana passado, nas locadoras digitais do Brasil – disponível no Google Play, Now, Looke, Vivo Play, Amazon Prime Video e YouTube Filmes Veja o trailer do filme abaixo
Ancine lança relatório em que se vangloria de sua ineficácia
A Agência Nacional do Cinema (Ancine), que em junho disse não ter dinheiro para honrar compromissos assumidos, publicou na terça-feira (30/6) um balanço financeiro de sua gestão, em que afirma ser “possível perceber que não houve, em nenhum momento, uma paralisação da política pública de financiamento”. Mas o balanço demonstra claramente o contrário. Nele, é possível perceber que houve, desde a posse de Bolsonaro, uma paralisação quase completa da política pública de financiamento. O argumento da atual gestão da Ancine é o mesmo do presidente anterior, atualmente enredado em processo penal. O órgão afirma que continua a desembolsar valores para fomento de projetos. Um dos detalhes não mencionados é que esses projetos foram aprovados até 2018. Afinal, o comitê gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) ainda não estabeleceu a política de editais para liberação da verba de 2019 – R$ 703,7 mil. Muito menos estabeleceu o Plano Anual de Investimento (PAI) de 2020. Geralmente o PAI é formulado no começo do ano, mas o PAI de 2019 foi feito às pressas em dezembro passado, para evitar um caso flagrante de omissão. Outro detalhe não mencionado pela Ancine é que a política pública de financiamento está funcionando atualmente à base de decisões judiciais. A judicialização virou a única forma dos produtores terem acesso a dinheiro de editais aprovados até 2018. Muitos cansaram de esperar por mais de um ano – isto é, desde o começo do desgoverno Bolsonaro – pela liberação de verbas, que foram travadas pela desorganização atual de todas as agências ligadas à Cultura. Reportagem do jornal O Globo de junho passado procurou alguns dos produtores que processaram a Ancine e descobriu que muitos se arrependeram de ter esperado, pacientemente, por uma resolução satisfatória dos trâmites burocráticos. A produtora catarinense Aline Belli, sócia da Belli Studio, responsável pela série animada “Boris e Rufus” exibida pelo Disney XD, foi selecionada em um edital de Santa Catarina, pelo qual recebeu R$ 250 mil em outubro de 2018 para a realização dos 13 episódios da 2ª temporada. O projeto seria complementado com recursos do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual), no valor de R$ 950 mil. Mas após cumprir todas as exigências, ela não recebeu o aporte da Ancine, previsto para ter sido liberado em junho do ano passado. O contrato foi enviado apenas um ano depois, com a entrada da produtora na Justiça. Outro produtor, baseado em São Paulo e que preferiu não se identificar ao jornal por temer represálias na agência, contou ter se surpreendido com o uso da burocracia para impedir financiamentos e só conseguiu obter o orçamento já captado para seu projeto após entrar com mandado de segurança. Entre os membros da Associação das Produtoras Independentes (API), estima-se que entre 25 e 30 processos ainda disputam a liberação de um montante que pode chegar a R$ 15 milhões — e que seguem travados pela agência sem maiores explicações. Este quadro sugere que apenas as ações na Justiça impedem a paralisação total da política pública de financiamento. Mas nenhum projeto novo (ZERO), de janeiro de 2019, data da posse de Bolsonaro, até o dia de hoje recebeu qualquer encaminhamento financeiro na Ancine. Em vez de tratar do futuro do audiovisual, a Ancine segue firme em sua pujança para liberar verbas de… 2018. Chama atenção ainda que mesmo o valor liberado tem sido escandalosamente pequeno. O balanço financeiro, em que a Ancine se vangloria por ainda estar funcionando, demonstra que o fomento encolheu a valores do primeiro ano de vigência da Lei nº 11.437 e do decreto nº 6.299, que estabeleceram o FSA. Em seu primeiro período de arrecadação, de 2008 para 2009, a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine) rendeu R$ 37 milhões para a Ancine utilizar no fomento de filmes e séries brasileiras. Basicamente o mesmo repassado em 2019: R$ 37,1 milhão. Entre o começo e o atual período de arrecadação, o Condecine também passou a incidir sobre serviços de provedores de telecomunicação, o que aumentou sensivelmente o montante do FSA. Em 2018, os valores disponibilizados para fomento atingiram R$ 1,1 bilhão, um pico até exagerado em relação às arrecadações entre R$ 440 e 640 milhões da última década. Por tudo isso, os R$ 37,1 milhão obtidos por meio de ações judiciais são a antítese de uma política pública de financiamento em pleno funcionamento. Os motivos dessa paralisação variam desde a incompetência como método de (des)governo, via sucessivas demissões e falta de preenchimento de vagas que mantém as instituições inoperantes, até “mistérios” financeiros, que surgem de cabeça para baixo em relatórios semelhantes a este que celebra a pungência da ineficácia. Em junho passado, por exemplo, outro relatório da Ancine chegou a sugerir que o dinheiro do FSA simplesmente “sumiu”. Faltaram maiores explicações, como no caso atual. Sem liberar verbas, a proposta da Ancine para os projetos de 2019 em diante é emprestar dinheiro à juros para os produtores, trocando seu papel original de agência fomentadora para uma atividade que se confunde com intermediação bancária. Tem muita gente achando o máximo, mas é realmente o mínimo possível e nem sequer atende a questão principal: o que vão fazer – ou já fizeram – com o dinheiro supostamente disponível no FSA?
Carol Duarte e Democracia em Vertigem vencem Prêmio Platino
O cinema brasileiro somou novas conquistas e reconhecimento internacional na 7ª edição dos Prêmios Platino de Cinema Ibero-americano. Entre os premiados, que foram anunciadas nesta segunda-feira (29/6) pela organização do evento no YouTube, destacaram-se Carol Duarte, vencedora do troféu de Melhor Atriz por “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, e o filme “Democracia em Vertigem”, de Petra Costa, o Melhor Documentário Ibero-Americano do ano. A 7ª edição dos Prêmios Platino deveria ter sido a terceira consecutiva a acontecer no Teatro Gran Tlachco de Xcaret, na Riviera Maya, no México. Entretanto, devido à pandemia do novo coronavírus, a cerimônia de gala acabou realizada de forma virtual – com apresentação do mexicano Omar Chaparro e da colombiana Majida Issa. A lista de premiados acabou consagrando o filme “Dor e Glória”, de Pedro Almodóvar, e a série “La Casa de Papel”, ambas produções espanholas. “Dor e Glória” venceu 6 troféus, como Melhor Filme, Direção, Roteiro, Ator (Antonio Banderas), Música Original e Edição. Quase tantos prêmios quanto os 7 troféus da cerimônia do Goya, premiação da Academia Espanhola de Artes Cinematográficas. Por sua vez, “La Casa de Papel”, da Netflix, arrebatou as categorias de Melhor Série, Melhor Ator em Série (Álvaro Morte) e Melhor Atriz Coadjuvante em Série (Alba Flores). Os Prêmios Platino são promovido pela Entidad de Gestión de Derechos de los Productores Audiovisuales (Egeda), juntamente com a Federação Ibero-Americana de Produtores Cinematográficos e Audiovisuais (Fipca), e tem como objetivo a promoção do cinema ibero-americano. Confira abaixo o vídeo da premiação e a lista completa dos premiados. Melhor Filme Ibero-Americano de Ficção: “Dor e Glória” Melhor Direção: Pedro Almodóvar (“Dor e Glória”) Melhor Interpretação Masculina: Antonio Banderas (“Dor e Glória”) Melhor Interpretação Feminina: Carol Duarte (“A Vida Invisível”) Melhor Música Original: Alberto Iglesias (“Dor e Glória”) Melhor Filme de Animação: “Buñuel No Labirinto Das Tartarugas” Melhor Documentário: “Democracia em Vertigem” Melhor Roteiro: Pedro Almodóvar (“Dor e Glória”) Melhor Obra de Estreia de Ficção Iberoamericana: “A Camareira” Melhor Edição: Teresa Font (“Dor e Glória”) Melhor Direção de Arte: Juan Pedro de Gaspar (“Mientras Dure La Guerra”) Melhor Fotografia: Jasper Wolf (“Monos”) Melhor Direção de Som: Lena Esquenazi (“Monos”) Premio Platino de Cinema e Educação de Valores: “O Despertar das Formigas” Melhor Série Íbero-Americana: “La Casa de Papel” Melhor Interpretação Masculina em Série: Álvaro Morte (“La Casa de Papel”) Melhor Interpretação Feminina em Série: Cecilia Suárez (“La Casa de Las Flores”) Melhor Interpretação Coadjuvante Masculina em Série: Gerardo Romano (“El Marginal III”) Melhor Interpretação Coadjuvante Feminina em Série: Alba Flores (“La Casa de Papel”)












