Christina Ricci vive Zelda Fitzgerald em trailer de nova série da Amazon
O serviço de streaming da Amazon divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Z: The Beginning of Everything”, série baseada na vida da escritora Zelda Fitzgerald, mulher do gênio literário F. Scott Fitzgerald e ícone dos anos 1920. A prévia mostra o romance do casal, a fama e as brigas, que alimentaram obras-primas da literatura, como “Os Belos e Malditos” (1922) e “O Grande Gatsby” (1925), de Scott Fitzgerald, “Esta Valsa É Minha” (1932), de Zelda, e “Suave É a Noite” (1934), a resposta do escritor. Cristina Ricci (série “Pan Am”) tem o papel principal na atração, desenvolvida por Dawn Prestwich e Nicole Yorkin (roteiristas de “The Killing”), com base na biografia “Z: A Novel of Zelda Fitzgerald”, de Teresa Anne Fowler. Já o escritor é interpretado por Gavin Stenhouse (série “Allegiance”). O episódio piloto, dirigido por Tim Blake Nelson (“Irmãos de Sangue”), está atualmente disponível para streaming e os demais nove episódios da 1ª temporada chegam à plataforma em 27 de janeiro 27. Com o lançamento, a Amazon sai na frente de dois projetos cinematográficos sobre a vida de Zelda Fitzgerald: “The Beautiful and The Damned”, que teria Scarlett Johansson no papel principal, e “Zelda”, estrelada por Jennifer Lawrence. A estreia de “Z: The Begining of Everything” deve ter consequências para ambas produções.
Jonah Hill e Rooney Mara se juntam a Joaquin Phoenix em cinebiografia de cartunista
a cinebiografia do cartunista John Callahan, baseada no livro autobiográfico Don’t Worry, He Won’t Get Far on Foot. Os atores Jonah Hill (“Anjos da Lei”) e Rooney Mara (“Carol”) foram anunciados na adaptação de “Don’t Worry, He Won’t Get Far on Foot”, cinebiografia do cartunista John Callahan. Eles vão se juntar a Joaquin Phoenix (“O Mestre”) que fará o papel principal. Nascido em Portland, Callahan teve infância difícil, marcada por abusos sexuais e vícios, e virou cartunista após ficar quadriplégico por conta de um acidente de carro sofrido aos 21 anos. De estilo inconfundível, seus quadrinhos cheios de humor negro – e por vezes controversos – o tornaram famoso. Desde a publicação do livro, em 1989, Hollywood tenta filmar a história e durante muitos anos Robin Williams esteve cotado para interpretar Callahan. Com o projeto, Joaquin Phoenix voltará a ser dirigido pelo cineasta Gus Van Sant (“Milk”). Os dois trabalharam juntos em “Um Sonho sem Limites” (1995), segundo filme do ator, então com 21 anos. Marcante para o jovem, a produção foi o primeiro trabalho em que ele foi creditado como Joaquin Phoenix, já que até então era chamado de Leaf Phoenix. O longa também será o terceiro filme de Phoenix com Rooney Mara. Os dois trabalharam juntos em “Ela” (2013) e acabam de filmar a cinebiografia de “Maria Madalena”, em que a atriz tem o papel principal.
Versão minissérie de Aldo – Mais Forte que o Mundo terá lançamento antecipado no Globo Play
O filme “Aldo – Mais Forte que o Mundo” vai virar minissérie da Globo. E para valorizar a experiência do Globo Play (o aplicativo de streaming do canal), os episódios serão disponibilizados duas semanas antes na internet. Com quatro capítulos, a minissérie tem estreia marcada para 3 de janeiro na TV, mas chegará integralmente no Globo Play já no dia 26 de dezembro. A minissérie é uma versão estendida do filme homônimo, lançado no cinema em julho. Com direção de Afonso Poyart (“Presságios de um Crime”), a trama acompanha a trajetória do campeão brasileiro do UFC José Aldo, entre socos, tombos e baques da vida. O elenco destaca José Loreto (“Os Homens São de Marte… E é pra Lá que Eu Vou!”) no papel principal, além de Cleo Pires (“Operações Especiais”), Milhem Cortaz (“O Lobo Atrás da Porta”), Jackson Antunes (“O Concurso”), Claudia Ohana (“Zoom”), Romulo Neto (novela “Império”), Rafinha Bastos (“Mato sem Cachorro”) e Paulo Zulu (novela “Corações Feridos”). O mesmo esquema vai antecipar o revival de “Cidade dos Homens”, que trará as novas aventuras de Acerola e Laranjinha para o Globo Play em 2 de janeiro, duas semanas antes da estreia na Globo, prevista para o dia 17 de janeiro.
Cauã Reymond viverá Dom Pedro I em superprodução de cinema
O ator Cauã Reymond (“Alemão”) foi escalado para viver Dom Pedro I, o príncipe português que virou imperador do Brasil, ao proclamar a independência do país em 7 de setembro de 1822. Segundo o site Filme B, o projeto será uma superprodução tocada por quatro produtoras diferentes e com direção de Laís Bodanzky (“As Melhores Coisas do Mundo”). “Será um filme intimista, com o ponto de vista muito amarrado em Dom Pedro, e não nos eventos históricos – um pouco como na série ‘Downton Abbey’. Vamos nos aprofundar no lado pessoal, a boemia e o porquê desse vício no sexo – ele deixou muitos filhos bastardos no país. É uma figura muito rica, que tem um lado meio abolicionista, gostava dos escravos. Também era marceneiro, gostava muito de trabalhar com as mãos”, disse Bianca Villar, da produtora Biônica, ao site. Apesar desse conceito intimista, o filme está sendo apresentado com título de comédia: “Pedro, o Filme”. São “O Filme”, por exemplo, “Crô: O Filme” (2013), “Minha Mãe é uma Peça: O Filme” (2013), “Meu Passado Me Condena: O Filme” (2013), “Carrossel: O Filme” (2015), “Vai que Cola: O Filme” (2015), “Apaixonados: O Filme” (2016), etc. O roteiro deste novo “O Filme” é de Laís Bodanzky, seu marido e parceiro Luiz Bolognesi (“Uma História de Amor e a Fúria”) e do escritor Chico Mattoso. Com orçamento estimado em R$ 11 milhões, a produção tem 40% das filmagens previstas para acontecerem em Portugal. Atualmente, a equipe está na fase de busca das locações.
Roberto Carlos vai ganhar filme ao estilo de 2 Filhos de Francisco
Depois de Elis, é a vez de Roberto Carlos ganhar uma cinebiografia oficial. O cineasta Breno Silveira, responsável por dirigir o longa, revelou ao UOL que a ideia é fazer um filme ao estilo de “2 Filhos de Francisco” (2005). Esta será a terceira cinebiografia musical de Silveira, que, além do filme de Zezé de Camargo & Luciano, dirigiu ainda “Gonzaga – de Pai pra Filho” (2012). Entre um e outro, ele filmou “À Beira do Caminho” (2012), drama de caminhoneiro inspirado pela música homônima de Roberto Carlos. O projeto aproximou diretor e cantor. Ainda sem previsão de lançamento, o longa será narrado pelo próprio Roberto Carlos, em uma estrutura semelhante à de “2 Filhos de Francisco”. O cantor também trabalhará na produção e supervisão do projeto, terá total controle sobre a obra, escolhendo elenco e aprovando o roteiro, que será escrito por Nelson Motta e Patrícia Andrade. Mesmo assim, Breno sonha em tocar em assuntos considerados tabus. Entre eles, o traumático acidente que causou a amputação de uma perna de Roberto Carlos na infância, além da morte da mulher Maria Rita e de seu conhecido TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), que o impede de vestir roupas coloridas e dizer certas palavras. Mas o mais provável é que, com tanto controle do cantor, dificilmente surgirão as histórias mais polêmicas, como aquela encenada em “Tim Maia” (2014), que foi limada, por motivos pouco claros, na exibição televisiva da obra. Meticuloso, Roberto exerce grande controle sobre sua imagem e em 2007 chegou a processar o escritor Paulo Cesar de Araújo, que escreveu uma biografia não autorizada, “Roberto Carlos em Detalhes”, lançada sem seu consentimento e retirada das livrarias por ordem judicial. Claro que Roberto pode surpreender, caso decida encarar o projeto como uma espécie de testamento para os fãs. É o que dá a entender o cineasta, que diz que o filme foi sugerido pelo próprio cantor. “Tivemos apenas as conversas iniciais, e ele foi muito carinhoso comigo. Mas ainda não decidimos os assuntos que vão ou não entrar. Mas, pelo que entendi, ele pretende relevar muita coisa que está guardada com ele”, Silveira contou ao UOL. Por sinal, o filme deverá ser lançado junto de uma biografia oficial, que vem sendo preparada há anos pelo cantor. A trama retratará as diversas fases da carreira do artista, interpretado por atores diferentes, inclusive pelo próprio Roberto – Christian Figueiredo fazendo escola. “O trabalho de escolha [de atores] tem que ser feito com muito cuidado. A gente tem alguns bons atores que tem um tipo parecido. Mas eu não descarto também procurar por pessoas desconhecidas. Tudo é teste”, adiantou o diretor. Procurado pelo portal para comentar o projeto, Roberto Carlos afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não existe ninguém melhor do que ele mesmo para a contar a própria história. Silveira faz eco. “É uma honra fazer uma biografia de alguém que sempre acompanhei, de quem sempre fui fã. Sempre tive vontade de filmar o Roberto. E, com a pessoa ainda viva e presente, fica ainda mais bonito.”
Fome de Poder: Filme sobre a história polêmica da fundação do McDonald’s ganha trailer legendado
A Diamond Filmes divulgou o trailer legendado de “Fome de Poder” (The Founder), a história por trás da fundação da rede de fast food McDonald’s. Em tom desmistificador, mostra como McDonald’s prosperou após seus verdadeiros fundadores sofrerem uma trapaça e perderem tudo o que tinham criado para um vigarista. A prévia mostra como Ray Kroc (Michael Keaton), um vendedor de máquinas de milk shake do Illinois, viu o potencial da lanchonete dos irmãos Mac e Dick McDonald, na Califórnia da década de 1950, enxergando em seu sistema veloz de produção de lanches uma mina de ouro. A ponto de usar sua lábia e economias para entrar na sociedade, visando, em negociatas de bastidores, tomar para si mesmo o controle do McDonald’s. Keaton está contando com a experiência em prêmios da The Weinstein Company, produtora do longa, para tentar conquistar, pela segunda vez, uma indicação ao Oscar de Melhor Ator, após se destacar em “Birdman” (2014). O elenco ainda inclui Nick Offerman (série “Parks and Recriation”) John Caroll Lynch (“Belas e Perseguidas”), Linda Cardellini (“Pai em Dose Dupla”), Laura Dern (“Livre”), BJ Novak (“Walt nos Bastidores de Mary Poppins”) e Patrick Wilson (“Invocação do Mal”). Escrito por Robert Siegel (“O Lutador”) e dirigido por John Lee Hancock (“Walt nos Bastidores de Mary Poppins”), o filme tem estreia limitada na sexta (16/12) nos EUA, visando qualificação para o Oscar. No Brasil, o lançamento está marcado apenas para 16 de março.
Trailer de Bingo: O Rei das Manhãs, inspirado no palhaço Bozo, supera expectativas
A Warner divulgou o primeiro trailer de “Bingo: O Rei das Manhãs”. E a primeira coisa que chama atenção é o título. Durante a pré-produção, o projeto era conhecido como cinebiografia do palhaço Bozo. Mas a mudança não é para ser lamentada. Pela prévia, fica claro que o filme não faz concessões, o que é facilitado pela licença criativa, permitida pelo uso de nomes fictícios. De fato, o trailer supera expectativas, com cenografia e figurino que reconstituem fielmente a época, ao mesmo tempo em que ensaia um mix escandaloso de sexo, drogas e programa infantil. O filme marca a estreia na direção de Daniel Rezende, o premiado montador indicado ao Oscar por “Cidade de Deus” (2002), e traz Vladimir Britcha (“Muitos Homens num Só”) no papel de Augusto, personagem inspirado na vida de Arlindo Barreto, o Bozo. Na trama, Augusto é um artista que sonha com seu lugar sob os holofotes. A grande chance surge ao se tornar “Bingo”, um palhaço apresentador de um programa infantil na televisão que é sucesso absoluto. Porém, uma cláusula no contrato não permite revelar quem é o homem por trás da máscara, o que faz de Augusto, o “Rei das Manhãs”, o anônimo mais famoso do Brasil. Com muita ironia e humor ácido, ambientado numa roupagem pop e exagerada dos bastidores da televisão nos anos 1980, o filme conta essa incrível e surreal trajetória de um homem em busca do reconhecimento da sua arte. O roteiro é de Luiz Bolognesi (“Bicho de Sete Cabeças” e “Uma História de Amor e Fúria”), a fotografia de Lula Carvalho (“As Tartarugas Ninja”, “Robocop”) e o elenco ainda inclui Leandra Leal (“O Lobo Atrás da Porta”), Emanuelle Araújo (novela “Gabriela”) e até o apresentador do “Big Brother Brasil” Pedro Bial. “Bingo – O Rei das Manhãs” tem estreia prevista para agosto de 2017.
Ninguém Deseja a Noite vai da futilidade feminina aos instintos primais
Filha de uma alemã com um oficial militar americano, Josephine Diebitsch Peary veio a descobrir a vocação pela exploração de locais inóspitos ao se casar com Robert Edwin Peary aos 25 anos. As contribuições conjuntas em expedições, inclusive durante a gravidez de Marie, filha que deu à luz no Polo Norte, valeram-lhe o título de Dama do Ártico. Trata-se de uma figura real que buscou não viver à sombra de seu marido, recebendo em “Ninguém Deseja a Noite” o papel de protagonista. Interpretada por Juliette Binoche (“Acima das Nuvens”), a Josephine cinematográfica não é apresentada pela cineasta espanhola Isabel Coixet (“A Vida Secreta das Palavras”) e o roteirista Miguel Barros (“Os Implacáveis”) como uma heroína, entretanto. Qualquer tom de aventura que a premissa poderia corresponder é limado para exibir o drama de uma Josephine no ápice da fragilidade, clamando por seu Robert ao ponto em ir a sua procura com toda a instabilidade de uma paisagem marcada pelo branco da nevasca. Incapaz de traçar o trajeto por si própria, Josephine convence Bram Trevor (Gabriel Byrne, de “Mais Forte que Bombas”) a liderar uma viagem com esquimós, estes sempre encarados pelos estrangeiros como meros mapas ambulantes com habilidades para a caça e o transporte de bens. Feroz quando contrariada, Josephine parece distante da realidade que passa a rodeá-la, desejando a todo custo reencontrar o amado como a protagonista de uma fábula, inclusive carregando consigo um guarda-roupa com peças luxuosas. Se no primeiro ato acompanhamos uma mulher fútil que ignora os riscos que pode pagar para saciar o seu capricho, a segunda metade mostra o preço disso e a transformação da personagem. “Ninguém Deseja a Noite” caminha em direção oposta a de “A Rainha do Deserto”, de Werner Herzog, que reduziu a grande Gertrude Bell a uma moça ingênua, guiada por lamúrias amorosas ao invés da curiosidade em conhecer a amplitude do mundo. Isso porque a versão ficcional de Josephine passará a ter a companhia da esquimó Allaka (Rinko Kikuchi, de “Círculo de Fogo”) para colocar em perspectiva o seu vazio emocional. Essa mudança súbita de foco talvez seja a razão de “Ninguém Deseja a Noite” ter sido severamente criticado em sua première no Festival de Berlim de 2015. No entanto, é ela a responsável por engrandecê-lo. O romance com molduras épicas e a aventura antropológica dão lugar à visão de Isabel Coixet sobre o que é uma mulher em seu sentido mais primitivo. Unidas por algo em comum, Josephine e Allaka se transformam com a vinda de um inverno rigoroso, devastando tudo que as protege até restarem apenas os instintos maternais e de sobrevivência. Ao decifrar a natureza de suas personagens com tanta intensidade, Coixet volta a provar o quão especial (e subestimada) é diante de seus colegas contemporâneos.
Concorrência de youtubers faz Eu Fico Loko passar por cima de Internet – O Filme
A Paris Filmes ia lançar dois filmes com o mesmo tema quase na mesma semana. Acabou prevalecendo o bom senso e a popularidade de Christian Figueiredo. A cinebiografia do youtuber, que usa como título o nome do canal do YouTube “Eu Fico Loko”, teve a preferência da distribuidora e agora chegará antes aos cinemas. Originalmente previsto para março, o filme foi adiantado para 12 de janeiro há poucas semanas e permanecerá nesta data. Já “Internet – O Filme”, estrelado por outros youtubers, ia estrear em janeiro, mas acabou adiado para 23 de fevereiro. A trama é ambientada em uma convenção de youtubers, em que os personagens entram em conflito em busca de fama. Que sincronicidade. Para resumir, os dois filmes contam histórias de youtubers que querem ser famosos e fizeram filmes em que interpretam youtubers que querem ser famosos. Mas um passou por cima dos demais. Ao menos, nas prioridades do estúdio.
Eu Fico Loko: Trailer da cinebiografia do youtuber Christian Figueiredo parece série teen americana
A Paris Filmes divulgou o trailer de “Eu Fico Loko”, cinebiografia do youtuber Christian Figueiredo. A prévia é bem mais promissora que o primeiro vídeo, mostrando que, por trás do projeto de vaidade, há uma história com personagens de série teen americana dos anos 1990 – época em que ainda não havia diversidade racial nos elencos. Até o termo “loser” é evocado. Mas isso não dura muito, pois a certa altura a quarta parede e o encantamento são quebrados por uma aparição do cara-de-pau em pessoa: Christian Figueiredo entra em cena para comentar… a cena. Sua participação, por sinal, não se resume à metalinguagem. Ele também está no elenco, no papel de Christian Figueiredo “adulto”. Mas não parece interpretar tão bem o personagem quanto o jovem Filipe Bragança (novela “Chiquititas”), mais à vontade como Christian Figueiredo adolescente. A direção é de Bruno Garotti, que estreia na função após trabalhar como diretor assistente dos dois “S.O.S.: Mulheres ao Mar” e “Linda de Morrer”, entre outras produções. E o elenco ainda destaca Alessandra Negrini (“2 Coelhos”) como a mãe do rapaz. A estreia está prevista para 12 janeiro, mas vale avisar que, em janeiro, chega “Internet – O Filme”, sobre outros youtubers que queriam ser famosos e fizeram um filme em que interpretam youtubers que queriam ser famosos. O bagulho é mesmo pra ficar loko.
Pesquisa indica que Selma é a cinebiografia mais verídica e O Jogo da Imitação a menos real de Hollywood
O site Information Is Beautiful resolveu tirar à limpo o quanto são reais as cinebiografias e os filmes baseados em fatos reais dos últimos anos. E o resultado da pesquisa e checagem de fatos revelou que um filme ignorado pelo Oscar foi o mais consistente, enquanto outro, que venceu o Oscar de Melhor Roteiro, o mais chutado de todos. Escrito pelo estreante Paul Webb e dirigido por Ava DuVernay, “Selma – Uma Luta pela Liberdade” foi o filme que se saiu melhor em relação à veracidade de sua história. A cinebiografia do pastor e ativista social Martin Luther King Jr refletiu de forma 100% verídica os fatos históricos, mostrando como de fato foram as marchas realizadas por ele e manifestantes pacifistas em 1965, entre a cidade de Selma, no interior do Alabama, até a capital do estado, Montgomery, e a repressão que enfrentaram. Já o filme que sepulta os fatos com a maior quantidade de invenções é “O Jogo da Imitação”. Escrito por Graham Moore, vencedor do Oscar por sua adaptação do livro de Andrew Hodges em que a trama se baseia, o filme só tem dois acontecimentos que aconteceram conforme mostrado: que Alan Turing trabalhou como criptoanalista durante a guerra e que foi preso por conta de sua homossexualidade após o conflito. Já a invenção do computador aconteceu de forma muito menos apaixonante, assim como a quebra do código da máquina Enigma, aponta o relatório do site. A conclusão é que apenas 41% das cenas dirigidas por Morten Tyldum correspondem a fatos históricos. “Alan Turing (o protagonista) chegou sim a trabalhar como criptoanalista em Bletchley Park durante a guerra e sua prisão foi por causa de sua homossexualidade. Isto é verdade. Mas o restante do filme não é. Para ser justo, reproduzir a incrível complexidade da Enigma e da criptografia em geral nunca seria tarefa fácil, mas o filme conseguiu simplesmente mostrar isso de forma falsa”, diz o site. Outros filmes que contaram pouco mais que meias verdade foram “Clube de Compras Dallas” e “Sniper Americano”, ambos indicados ao Oscar de Melhor Filme e Roteiro do ano, mesmo com pilhas de fatos imprecisos. Confira abaixo como se saíram os filmes examinados: 1. Selma – Uma Luta Pela Igualdade (100.0%) 2. A Grande Aposta (91.4%) 3. Ponte dos Espiões (89.9%) 4. 12 Anos de Escravidão (88.1%) 5. Rush – No Limite da Emoção (82.9%) 6. Spotlight – Segredos Revelados (81.6%) 7. Capitão Phillips (80.4%) 8. O Lobo de Wall Street (80.0%) 9. A Rede Social (76.1%) 10. O Discurso do Rei (74.4%) 11. Philomena (70.9%) 12. Clube de Compras Dallas (61.4%) 13. Sniper Americano (56.9%) 14. O Jogo da Imitação (41.4%)
Joaquin Phoenix negocia filmar projeto que seria estrelado por Robin Williams
Segundo o site da revista Variety, o ator Joaquin Phoenix e o diretor Gus Van Sant estão planejando tirar do papel um projeto que seria estrelado por Robin Williams. Trata-se da adaptação de “Don’t Worry, He Won’t Get Far on Foot”, autobiografia do cartunista John Callahan. Nascido em Portland, Callahan teve infância difícil, marcada por abusos sexuais e vícios, e virou cartunista após ficar quadriplégico por conta de um acidente de carro sofrido aos 21 anos. De estilo inconfundível, seus quadrinhos cheios de humor negro – e por vezes controversos – o tornaram famoso. Desde a publicação do livro, em 1989, Hollywood tenta filmar a história e durante muitos anos Robin Williams esteve cotado para interpretar Callahan. Joaquin Phoenix e Gus Van Sant tentam retomar a parceria há bastante tempo. Os dois trabalharam juntos em “Um Sonho sem Limites (1995), segundo filme do ator, então com 21 anos. Marcante para o jovem, a produção foi o primeiro trabalho em que ele foi creditado como Joaquin Phoenix, já que até então era chamado de Leaf Phoenix. No momento, Phoenix grava o filme de Maria Madalena com Rooney Mara, enquanto o diretor se prepara para lançar a minissérie “When We Rise”.
Diretor de Rua Cloverfield, 10 deve filmar cinebiografia de Houdini
A cinebiografia do ilusionista Harry Houdini pode finalmente sair do papel. Segundo o site Deadline, o diretor Dan Trachtenberg, que estreou no cinema à frente do elogiado “Rua Cloverfield, 10”, está negociando assumir a produção da Lionsgate. O longa vai adaptar o livro “A Vida Secreta de Houdini: A Invenção do Primeiro Super-Herói da América”, de William Kalush e Larry Sloman, e mostrará toda a trajetória do mágico que era expert em ocultismo e conseguia escapar de todas as armadilhas, inclusive de seu mais famoso truque de tortura aquática, em que era algemado e mergulhado numa caixa transparente, com poucos minutos de ar para escapar. Sua morte foi provocada por sua fama, após fraturas de uma surra provocada por um estudante cético, que o atacou em março de 1926 sem lhe dar tempo de se preparar para receber os socos que dizia suportar. O roteiro está a cargo de Noah Oppenheim (“Maze Runner”), que recentemente escreveu outra cinebiografia, “Jackie”, sobre a ex-primeira dama Jacqueline Kennedy. O projeto ronda Hollywood há muito tempo e chegou até a ter o ator Johnny Depp (“Sombras da Noite”) cotado para o papel principal. A Summit comprou os direitos do livro em março de 2009 com a intenção de lançar uma franquia de thrillers de ação, que seria uma mistura de “Indiana Jones” e “Sherlock Holmes”. Na ocasião, o filme seria dirigido por Gary Ross (“Jogos Vorazes”), que acabou não chegando a um acordo financeiro. Depois disso, também teve Dean Parisot (“RED 2: Aposentados e Ainda Mais Perigosos”) próximo de fechar, mas a produção acabou engavetada quando Depp entrou em outros filmes. Vale lembrar que a Sony Pictures também chegou a contratar o roteirista Scott Frank (“Minority Report”, “Marley & Eu”) para escrever um filme centrado nos truques de ilusionismo e escapismo de Houdini, que seria dirigido por Francis Lawrence (“Jogos Vorazes: Em Chamas”). A DreamWorks, por sua vez, ainda desenvolveu “Voices from the Dead”, sobre amizade de Houdini com o escritor Arthur Conan Doyle, criador de “Sherlock Holmes”. E a Chenin Entertainment comprou os direitos de “The Houdini Box”, o primeiro livro de Brian Selznick, autor de “A Invenção de Hugo Cabret”, que acompanha a história de um menino e seu envolvimento com um mistério relacionado ao célebre mágico. Nenhum desses projetos se materializou. Mas não foi por mágica. A culpa foi o lançamento da minissérie “Houdini”, pelo History Channel, e a série “Houdine & Doyle”, com a premissa do filme da DreamWorks, que fracassou em audiência na rede Fox.












