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    Filme vai mostrar a juventude aventureira do lendário ator Errol Flynn

    9 de maio de 2017 /

    O ator Errol Flynn vai ganhar uma nova cinebiografia. Segundo o site da revista Variety, o filme, intitulado “In Like Flynn”, terá direção de Russell Mulcahy (“Resident Evil 3” e série “Teen Wolf”). Apesar do título aludir à fase mais célebre e polêmica da vida astro – a gíria é dos anos 1940, quando seu nome virou sinônimo de virilidade, após sair na mídia como herói ao vencer um julgamento por assédio sexual de duas menores – , a trama se baseará na juventude de Flynn, quando ele ainda era um “simples” aventureiro australiano, que experimentava na vida real o tipo de situação que depois iria encenar em Hollywood. A produção vai acompanhar Errol Flynn e um grupo de amigos em uma expedição rumo à Nova Guiné no final dos anos 1920. Nesta fase, Flynn já chamava atenção pelo magnetismo, encantando mulheres e o submundo do crime. O roteiro foi escrito por Corey Large (“Marcados para Morrer”) e Luke Flynn, neto do ator, que se inspirou a contar a história após reler o primeiro livro do avô, “Beam Ends”, um relato da viagem publicado em 1937, e refazer seus passos num barco. Thomas Cocquerel (“Jogada de Mestre”) vai viver o jovem Flynn, e o elenco ainda inclui William Moseley (série “The Royals”), Clive Standen (série “Taken”), Callan Mulvey (“Batman vs Superman: A Origem da Justiça”), Isabel Lucas (série “Emerald City”) e Costas Mandylor (franquia “Jogos Mortais”), além de incluir Luke Flynn como a versão mais velha de Errol Flynn. “In Like Flynn” já começou a ser filmado na Austrália, mas ainda não tem previsão de estreia. A vida de Errol Flynn tem rendido vários filmes desde a adaptação da autobiografia “My Wicked, Wicked Ways: The Legend of Errol Flynn”, em 1985. Até mesmo a fase coberta por “In Like Flynn” foi levada às telas há mais de 20 anos, no filme “Flynn” (1994), estrelado por Guy Pearce (“O Mestre dos Gênios”) no papel principal. O filme mais recente é “The Last of Robin Hood” (2013), centrado no fim da vida do ator e no relacionamento escandaloso que ele teve, aos 50 anos de idade, com a atriz Beverly Aadland, então com 17 anos. Os dois estrelaram a aventura “Cuban Rebel Girls” (1959), mas o que se passou nos bastidores só veio à tona após a morte de Flynn no mesmo ano.

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  • Filme

    Z: The Beginning of Everything, série sobre Zelda Fitzgerald, é renovada pela Amazon

    2 de maio de 2017 /

    A Amazon renovou “Z: The Beginning of Everything”, série baseada na vida da escritora Zelda Fitzgerald, para sua 2ª temporada. Estrelada por Christina Ricci (série “Pan Am”), a série acompanha o casal F. Scott Fitzgerald e Zelda Fitzgerald, desde seu primeiro encontro em 1918 na cidade de Montgomery (capital do estado americano do Alabama) até o alto círculo social e literário de Nova York e Paris, onde se tornaram figuras muito famosas. O romance, a fama e as brigas do casal alimentou obras-primas da literatura, como “Os Belos e Malditos” (1922) e “O Grande Gatsby” (1925), de Scott Fitzgerald, “Esta Valsa É Minha” (1932), de Zelda, e “Suave É a Noite” (1934), a resposta do escritor. Entretanto, apesar do potencial, a série teve uma recepção morna por parte da crítica quando foi lançada em janeiro. Desenvolvida por Dawn Prestwich e Nicole Yorkin (roteiristas de “The Killing”), com base na biografia “Z: A Novel of Zelda Fitzgerald”, de Teresa Anne Fowler), a série ainda traz em seu elenco Gavin Stenhouse (série “Allegiance”) como F. Scott Fitzgerald, além de Kristine Nielsen (“Trapaceiros”), David Strathairn (série “Blacklist”) e Jim True-Frost (série “American Odissey”). A 2ª temporada de “Z” ainda não tem previsão de estreia.

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  • Filme

    Além das Palavras mergulha no universo da poeta Emily Dickinson

    27 de abril de 2017 /

    “Além das Palavras”, do diretor britânico Terence Davies, focaliza a vida da poeta moderna norte-americana Emily Dickinson (1830-1886). Ela só foi reconhecida após a morte, teve apenas uns dez poemas publicados em vida. Mesmo assim, alguns deles saíram sem nome, sem o devido crédito. Emily viveu uma vida discreta, reclusa, em que a família era o seu universo e dela nunca se afastou, inclusive rejeitando, até agressivamente, várias propostas de casamento. Mil e setecentos poemas foram encontrados após sua morte, revelando uma obra poderosa. De sua vida pouco se sabe, exceto pelas cartas que escreveu. As questões de gênero, que eram um forte fator da opressão feminina da época em que viveu Emily Dickinson, impediram que seu talento literário pudesse brilhar e se destacar socialmente. Ambiente familiar acolhedor, complexos quanto à presumida feiura e incapacidade de colocar em ação os sentimentos que a oprimiam, parecem ter tido um peso importante nessa história. O cineasta Terence Davies mergulhou nesse universo familiar de Emily Dickinson (vivida por Cynthia Nixon, a Miranda da série “Sex and the City”) e na sua bela poesia para construir um filme impecável, de grande talento e beleza. Desde as primeiras cenas, entra-se em cheio na ambientação do século 19. Todos os detalhes cuidadosamente recriados mostram a vida dentro da casa de uma família com posses. Móveis, objetos de uso e decorativos, roupas, ornamentos, janelas, cortinas, são absolutamente perfeitos. A iluminação é um destaque à parte, com uma fotografia deslumbrante para a descrição daquela realidade. A luminosidade interna, que ousa romper a escuridão, sem nunca afrontar o tom mortiço do ambiente, nos remete a um mundo que restringe, mas também protege, um universo familiar que cria uma zona de conforto, parece bastar-se a si mesmo. Assim como a personagem que sofre, vive sua solidão em família, mas ali se protege do mundo exterior. A narrativa põe em relevo a questão de gênero, a opressão ao desabrochar e ao desenvolvimento femininos, numa sociedade que confinava e impedia o êxito e o sucesso das mulheres, desvalorizando de modo absoluto seus talentos que escapassem à esfera doméstica. O que Terence Davies obtém do desenvolvimento do elenco também é notável. O espectador mergulha naquele universo, como se estivesse voltando no tempo, e encontra nas atrizes e atores a encarnação perfeita daquele mundo, nos diálogos, nos gestos contidos, nos silêncios, na agressividade que brota súbita em alguns momentos, enfim, em cada situação ou fala. A vida passa lenta, ruminando por dentro, rotineira, sem grandes sobressaltos. As atuações dão conta disso muito bem. A música de estilo clássico, belíssima, complementa a narrativa, pontuando a dimensão do tempo. Excelente filme do diretor de “Canção do Pôr do Sol” (2015), “Amor Profundo” (2011), “A Essência da Paixão” (2000), “O Fim de Um Longo Dia” (1992) e “Vozes Distantes” (1988). Uma carreira impressionante de filmes que primam pela elaborada e meticulosa qualidade artística, em que a beleza das imagens sempre se impõe.

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  • Música

    Madonna ataca “mentiras” do roteiro de sua cinebiografia e fãs provam que quem mente é ela

    26 de abril de 2017 /

    Madonna voltou a atacar a produção de “Blonde Ambition”, que vai contar o começo de sua carreira. Mas acabou tropeçando em sua própria tentativa de desmerecer a obra ao citar supostos erros no roteiro de Elyse Hollander (assistente de Alejandro González Iñárritu em “Birdman”) em um post já deletado do Instagram. “Vamos começar com a primeira página. Eu nasci em Bay City e não Detroit. E eu não desisti do ensino médio, na verdade eu até fui para a Universidade de Michigan. Por que o Universal Studios quer fazer um filme sobre mim baseado em um roteiro cheio de mentiras? A escritora Elyse Hollander poderia escrever para tabloides. Qualquer um que apoia esse filme está apoiando mentiras e exploração”, ela escreveu, rabiscando o roteiro com a expressão “WTF” (que po*a é essa). Veja a imagem abaixo Mas os fãs que conhecem cada detalhe da vida da cantora, quem diria, contestaram a versão “oficial”, resgatando um vídeo de 1983, época em que se passa “Blonde Ambition”, no qual Madonna diz exatamente a frase do roteiro numa entrevista com Dick Clark. O vídeo foi linkado à comentários sobre sua postagem. Confrontada, ela acabou deletando o que havia publicado. Sem se dar por vencida, colocou no lugar do ataque uma frase moralista: “Não ligue para aqueles que falam por suas costas. Eles estão atrás por uma razão”. Anteriormente, Madonna tinha atacado o projeto dizendo que era a única que sabia de sua história. “Ninguém sabe o que eu sei e o que eu vi. Somente eu posso contar a minha história. Qualquer pessoa que tente fazer isso é um charlatão e um idiota buscando gratificação instantânea sem fazer o trabalho. Isso é uma doença na nossa sociedade”, ela escreveu no mesmo Instagram. Já na largada, ficou claro que a versão chapa branca de Madonna tem furos. Sem querer, a cantora atiçou a curiosidade dos fãs. O projeto acaba de ficar mais interessante. Produzido por Michael De Luca, responsável pela franquia “Cinquenta Tons de Cinza”, e Brett Ratner, diretor da trilogia “A Hora do Rush” e sócio da produtora RatPac, “Blonde Ambition” ainda não tem cronograma de filmagem ou previsão de estreia. De todo modo, este não é o único filme em desenvolvimento sobre o começo da carreira de Madonna. Parte documentário e parte dramatização, a produção indie “Emmy and the Breakfast Club” cava ainda mais fundo para contar a história das bandas de rock de Madonna e já teve fotos divulgadas. Confira aqui. Detalhe: Madonna não poderá contestar as histórias deste filme, porque ele conta com o apoio dos integrantes originais das bandas – um deles, por sinal, ex-namorado da cantora. Universal Studios? Brett Ratner ?and Rat and Elyse Hollander ??? Lies Have No Legs. Uma publicação compartilhada por Madonna (@madonna) em Abr 26, 2017 às 12:29 PDT

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  • Filme

    História real do lutador que inspirou o filme Rocky ganha trailer legendado

    26 de abril de 2017 /

    A California Filmes divulgou o trailer legendado de “Punhos de Sangue” (Chuck). Com direção do canadense Philippe Falardeau (“O que Traz Boas Novas”), o drama indie traz Liev Schreiber (série “Ray Donovan”) como Chuck Wepner, boxeador amador de Nova Jersey que aguentou 15 assaltos em uma luta de pesos-pesados contra Muhammad Ali em 1975, derrubando o campeão uma vez antes de ser derrotado. A luta inspirou Sylvester Stallone a escrever “Rocky” (1976). “Rocky” se tornou icônico, ganhou continuações e foi entronizado na cultura pop, mas a vida de Chuck não teve direito a revanche vitoriosa. Sua façanha acabou esquecida. Apesar do tom melancólico, a prévia também inclui momentos doces e engraçados. A história é real e Stallone admitiu a inspiração, inclusive precisou entrar em um acordo judicial com o lutador, que o processou por não ter cumprido as promessas de pagamento feitas pelos direitos de sua trajetória. Além de estrelar o filme, Schreiber escreveu o roteiro. O elenco também inclui Naomi Watts (“A Série Divergente: Convergente”), Ron Perlman (“Círculo de Fogo”), Elisabeth Moss (série “Mad Men”) e Morgan Spector (série “Pessoa de Interesse”) como Stallone. “Punhos de Sangue” terá première mundial na sexta (28/4), no Festival de Tribeca, e estreia comercialmente na próxima semana nos EUA. No Brasil, o lançamento está marcado para 25 de maio.

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  • Música

    Madonna reage aos planos da Universal de filmar sua cinebiografia

    25 de abril de 2017 /

    Madonna não gostou de saber que vai ganhar uma cinebiografia. Em uma publicação em seu perfil no Instagram, ela tornou a reclamação pública: “Ninguém sabe o que eu sei e o que eu vi. Somente eu posso contar a minha história. Qualquer pessoa que tente fazer isso é um charlatão e um idiota buscando gratificação instantânea sem fazer o trabalho. Isso é uma doença na nossa sociedade”. Intitulado “Blonde Ambition”, o filme é uma produção da Universal e vai se passar no começo dos anos 1980, acompanhando Madonna Louise Ciccone na época de seu primeiro disco. O roteiro de Elyse Hollander (do curta “Nikolai”) foi um dos destaques da Black List de 2016, a lista dos melhores roteiros inéditos de Hollywood. Vale lembrar que a mesma Madonna que reclama desta produção escreveu e dirigiu “W.E.: O Romance do Século” (2011), versão não autorizada e bastante romanceada da história da abdicação do Rei Edward VIII em 1936. “Blonde Ambition” ainda não tem cronograma de filmagem ou previsão de estreia. Mas, curiosamente, servirá como “continuação” de um longa que já está sendo filmado. Parte documentário e parte dramatização, a produção indie “Emmy and the Breakfast Club” conta a história das bandas de rock de Madonna, em seu começo de carreira, e já teve fotos divulgadas. Confira aqui. Nobody knows what I know and what I have seen. Only I can tell my story. ?Anyone else who tries is a charlatan and a fool. ?. Looking for instant gratification without doing the work. This is a disease in our society. ✍️? Uma publicação compartilhada por Madonna (@madonna) em Abr 25, 2017 às 10:26 PDT

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  • Música

    Começo da carreira de Madonna vai virar filme

    24 de abril de 2017 /

    A história do começo da carreira de Madonna vai parar no cinema. Segundo o site The Hollywood Reporter, a Universal comprou o roteiro de Elyse Hollander (do curta “Nikolai”) sobre a cantora, um dos destaques da Black List de 2016, a lista dos melhores roteiros inéditos de Hollywood. Intitulada “Blonde Ambition”, a trama se passa nos anos 1980 e acompanha Madonna Louise Ciccone trabalhando em seu primeiro álbum, lutando contra um mercado que não respeita artistas femininas, ao mesmo tempo em que precisa lidar com o começo da fama e o impacto disso tudo em sua vida amorosa. Madonna mudou-se para Nova York em 1978 para tentar uma carreira de dançarina, mas acabou optando por cantar e compor. Depois de tentar fazer sucesso numa banda de rock, ela mergulhou na música dançante e no pop, conseguindo algum sucesso com os primeiros singles. Mesmo assim, ninguém apostava no estouro de seu álbum de estreia, “Madonna”, que foi lançado em 1983, trazendo hits como “Holiday”, “Borderline” e “Lucky Star”, muito menos que o segundo disco, “Like a Virgin”, teria grande impacto na história da música pop. “Blonde Ambition” é o primeiro roteiro de Hollander, que trabalhou como assistente do cineasta Alejandro G. Inarritu em “Birdman”. A produção ficou a cargo de Michael De Luca, responsável pela franquia “Cinquenta Tons de Cinza”, e Brett Ratner, diretor da trilogia “A Hora do Rush” e sócio da produtora RatPac. A produção ainda não tem cronograma de filmagem ou previsão de estreia. Mas, curiosamente, servirá como “continuação” de um longa que já está sendo filmado. A produção indie “Emmy and the Breakfast Club” conta a história das bandas de rock de Madonna, em seu começo de carreira, e já teve fotos divulgadas. Confira aqui.

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  • Filme

    Antonio Banderas não desistiu de viver Versace no cinema

    21 de abril de 2017 /

    O ator espanhol Antonio Banderas (“A Pele que Habito”) não desistiu de estrelar a cinebiografia do estilista Gianni Versace (1945-1997), fundador da grife Versace. As filmagens começariam no começo do ano em Milão, capital da moda, mas a saúde do ator impediu os planos. Depois de tomar um primeiro susto cardíaco em janeiro, ele sofreu um segundo ataque que exigiu cirurgia em uma clínica suíça. Por isso, decidiu recarregar as baterias, mudando-se para uma apartamento em Málaga, com vista para a Praça da Merced, onde ele e Pablo Picasso cresceram. Mas assim que o diretor Bille August quiser, ele já está pronto para encarnar Versace, ele garantiu, durante o festival de cinema da cidade. “É um projeto que estou ansioso para fazer bem com Bille. Eu trabalhei com ele em ‘A Casa dos Espíritos’. Além disso, sou próximo da família [de Versace] e entendo a necessidade de um roteiro autêntico, com uma produção rica, porque, afinal, era isso que Versace queria”, ele disse no Festival de Málaga, realizado em março. Nos últimos anos, diversos designers famosos ganharam cinebiografias, como Coco Chanel e Yves Saint Laurent, mas nem só de alta moda vive o audiovisual fashion. A Netflix está se preparando para lançar a série “Girlboss” sobre a criadora da grife Nasty Gal, que começou seu império da moda vendendo roupas vintage no eBay. Muitas empresas inspiraram-se neste tipo de comercio e hoje apareceram sites que vendem roupas baratas online, entre elas o Picodi-Sale. Estes sites ajudam em escolha de roupas e poupam seu tempo. E até a figura da compradora de roupas foi celebrada num lançamento recente, “Personal Shopper”, estrelado por Kristen Stewart, ainda em cartaz. Versace também será inspiração para a 3ª temporada da série “American Crime Story”, com a diferença de que a ênfase será para seu assassinato, em 1997. A produção televisiva trará o venezuelano Edgar Ramírez como o estilista e a espanhola Penélope Cruz como sua irmã Donatella, com previsão de estreia para o final de 2018.

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    Joaquim é retrato sujo e realista do mártir que virou alegoria nacional

    20 de abril de 2017 /

    O cinema de Marcelo Gomes é um cinema de generosidade. Dos seus cinco longas-metragens, dois deles foram feitos em parceria com outros cineastas: “Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo” (2009), com Karim Aïnouz, e “O Homem das Multidões” (2013), com Cao Guimarães. Sua assinatura como autor acaba se tornando um pouco apagada, levando em consideração que os referidos trabalhos apresentavam algo muito em comum com a filmografia de seus colegas realizadores. Ele não havia dirigido sozinho um filme melhor do que sua brilhante estreia, “Cinemas, Aspirinas e Urubus” (2005) até agora, com “Joaquim”. Apesar de se passar no período colonial, o filme diz muito sobre o Brasil atual, seja na forma como mostra os índios como mendigos, os negros como um exemplo de alegria de espírito (que cena linda, a do escravo cantando com o índio à beira do rio), mas que devem se manter em posição subalterna, e os pobres explorados por interesse dos ricos. Sem importar quão raro tinha se tornado o ouro nas Minas Gerais, o reino europeu continuava cobrando pesados impostos. O quanto as coisas mudaram nos dias de hoje? No filme, Joaquim José da Silva Xavier lê os textos da independência das 13 colônias americanas e acredita que o Brasil também pode se livrar do fardo de Portugal. A trama se passa antes dos eventos mais famosos de sua vida, narrados em “Os Inconfidentes”, de Joaquim Pedro de Andrade, deixando claro que se trata de outra proposta, outro olhar cinematográfico, com um prólogo que parece didático na apresentação do personagem, mas cujo registro vai se provar o contrário já a partir da primeira cena com os personagens dialogando e agindo de maneira inquieta. O diálogo é ágil e natural, bem diferente do que se costuma ver em produções que retratam essa época, que em geral possuem uma linguagem mais empostada, o que acaba por distanciar o espectador. Aqui, até a câmera na mão nos aproxima de tudo. “Joaquim” quase nos faz sentir o cheiro daquele ambiente, em especial em uma das primeiras cenas: quando Preta (a atriz portuguesa Isabel Zuaa) leva comida para Joaquim (Júlio Machado) e Januário (Rômulo Braga). A câmera na mão segue inicialmente a escrava, para depois nos mostrar o relacionamento de proximidade entre aqueles personagens: Preta tirando piolho de Joaquim enquanto ele almoça. Esse aspecto mais sujo no retrato dos personagens e do ambiente também se distancia do que geralmente se vê em produções dessa época, mesmo as que trazem personagens pobres. Nessa mesma cena aparece um indiozinho pedindo comida. Januário diz para não dar, pra não acostumar. Joaquim é um pouco mais generoso. É um filme que faz questão de adotar um caminho contrário ou esperado o tempo todo. Em vez de vermos um herói, temos em Joaquim a figura de um perdedor. Marcelo Gomes o despe totalmente de sua glória, mesmo quando o reveste de uma obsessão pelo ouro para poder ficar rico e ter sua desejada mulher, que ainda por cima é uma escrava cujo corpo pertence a outro negro. O fato de Joaquim ter se tornado um mártir, e isso só é mostrado no prólogo, com uma apresentação dotada de ironia machadiana, é quase um acidente, fruto de sua revolta contra aquilo que ele acredita estar errado no Brasil colônia. No fim das contas, alguém precisou (precisou?) morrer por nossa causa e daí vem a imagem de Tiradentes até hoje parecida com a de um Jesus brasileiro, alguém que morreu por nós e que ganhou um feriado em 21 de abril que mais parece católico do que patriótico. No momento político opressivo e desesperançado em que vivemos, é natural que o público brasileiro se identifique não só com esse personagem, mas com todas as circunstâncias que o rodeiam, com figuras e eventos que podem muito bem ser vistos como alegorias do presente.

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    Novo trailer de Bingo: O Rei das Manhãs é divertido, perturbador e ousado

    16 de abril de 2017 /

    Esqueça Pennywise, o palhaço do terror “It – A Coisa”. O filme de palhaço assustador mais promissor do ano acaba de ganhar um novo trailer. Se a primeira prévia superava expectativas, a segunda deixa claro que “Bingo: O Rei das Manhãs” está além do que o cinema nacional tem apresentado, tanto em suas comédias quanto em suas cinebiografias. E o filme é uma combinação de ambas: parte comédia e parte cinebiografia, com uma execução tão perturbadora que merece atenção. Durante a pré-produção, o projeto era conhecido como o filme do palhaço Bozo. Mas a mudança do nome do protagonista não é para ser lamentada. Pela prévia, fica claro que o filme não faz concessões, o que é facilitado pela licença criativa, permitida pelo uso de nomes fictícios, embora Gretchen tenha permanecido Gretchen. Com cenografia e figurino que reconstituem fielmente a época, o longa ensaia um mix escandaloso de sexo, drogas e programa infantil. “Bingo: O Rei das Manhãs” marca a estreia na direção de Daniel Rezende, o premiado montador indicado ao Oscar por “Cidade de Deus” (2002), e traz Vladimir Britcha (“Muitos Homens num Só”) impressionante no papel de Augusto, personagem inspirado na vida de Arlindo Barreto, o Bozo. Na trama, Augusto é um artista que sonha com seu lugar sob os holofotes. A grande chance surge ao se tornar “Bingo”, um palhaço apresentador de programa infantil na televisão, que é sucesso absoluto. Porém, uma cláusula no contrato não permite revelar quem é o homem por trás da máscara, o que faz de Augusto, o “Rei das Manhãs”, o anônimo mais famoso do Brasil. Com muita ironia e humor ácido, ambientado numa roupagem pop e exagerada dos bastidores da televisão nos anos 1980, o filme conta essa incrível e surreal trajetória de um homem em busca do reconhecimento da sua arte. O roteiro é de Luiz Bolognesi (“Bicho de Sete Cabeças” e “Uma História de Amor e Fúria”), a fotografia de Lula Carvalho (“As Tartarugas Ninja”, “Robocop”) e o elenco ainda inclui Leandra Leal (“O Lobo Atrás da Porta”), Emanuelle Araújo (novela “Gabriela”), Tainá Müller (“O Duelo”), Augusto Madeira (“O Escaravelho do Diabo”), o dinamarquês Soren Hellerup (“Meu Amigo Hindu”) e até o apresentador do “Big Brother Brasil” Pedro Bial. “Bingo – O Rei das Manhãs” tem estreia prevista para 24 de agosto.

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    Alexandre Nero viverá Nelson Rodrigues no cinema

    15 de abril de 2017 /

    Alexandre Nero vai interpretar o dramaturgo, escritor e jornalista Nelson Rodrigues (1912-1980) em uma cinebiografia, intitulada “Anjo Pornográfico”. A notícia veio à tona em meio a uma lista de produções da Media Bridge, citada pelo site Filme B. Segundo a matéria, o filme será baseado no elogiado livro homônimo de Ruy Castro e a direção estará a cargo de Mauro Mendonça. Nelson Rodrigues ficou famoso por abordar temas controversos que marcaram o teatro brasileiro. Ele já teve diversas de suas obras adaptadas para os cinemas, incluindo “Bonitinha, Mas Ordinária” (1963), “A Falecida” (1965), “A Dama do Lotação” e “Os Sete Gatinhos”. Atualmente, o ator Murilo Benício (“O Homem do Ano”) dá os toques finais numa adaptação do autor, “O Beijo no Asfalto”, que marcará sua estreia na direção.

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    Don Cheadle vai viver o primeiro milionário negro dos EUA

    14 de abril de 2017 /

    O ator Don Cheadle (“Capitão América: Guerra Civil”) vai escrever e estrelar um filme sobre a vida de Jeremiah G. Hamilton, o primeiro negro milionário dos EUA. Intitulado “Prince of Darkness”, o filme é baseado num livro de Shane White, e terá roteiro de Cheadle em parceria com Steven Baigelman, a mesma dupla de “Miles Ahead” (2015), que marcou a estreia do ator na direção. A história de Hamilton é bastante obscura. Ele foi mencionado em um obituário de Cornelius Vanderbilt como o verdadeiro rival do magnata. O livro de White detalha sua ascensão após ele ser expulso do Haiti e se tornar um agente de corretagem e imóveis na Nova York do século 19, conquistando grande fortuna. Seu sucesso no mundo dos negócios quebrou muitos tabus da época. Ele conseguiu negociar de igual para igual com empresários brancos, teve uma esposa branca, comprou uma mansão na região rural de New Jersey e era dono de trens dos quais não podia andar por ser negro. Não há previsão para o começo das filmagens, uma vez que Cheadle vai participar de dois longas consecutivos dos Vingadores, como o herói Máquina de Combate.

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    Toni Servillo viverá Silvio Berlusconi em filme do diretor Paolo Sorrentino

    11 de abril de 2017 /

    O diretor Paolo Sorrentino e ator Toni Servillo vão retomar a parceria de “A Grande Beleza” (2013), vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, numa cinebiografia do ex-primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi. Segunda o site da revista Variety, as filmagens estão previstas para o verão europeu. Intitulado “Loro”, o projeto será financiado pela Amazon e vai retratar as polêmicas de Berlusconi, um dos políticos mais controvertidos do começo do século 21, eleito quatro vezes para o cargo de primeiro-ministro italiano, ao mesmo tempo em que mantinha uma vida de muito luxo e envolvimento com festas repletas de mulheres. O roteiro está sendo escrito pelo próprio Sorrentino. Não será a primeira vez que Servillo interpretará um líder político da Itália. Em “O Divo” (2008), também de Sorrentino, o ator viveu Giulio Andreotti, líder do Partido da Democracia Cristã, que comandou o país durante quase 40 anos.

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